Na Lapa, bairro boêmio vizinho ao Centro, antigas casas de dança convivem com antiquários, preservando importantes hábitos culturais da cidade. No campo da música, o Rio é o berço do samba, que tem sua data máxima em fevereiro, no Carnaval. O desfile das escolas de samba do primeiro grupo é um espetáculo único, inigualável. Na Zona Sul, à beira mar, a cidade preserva alguns dos locais onde nomes como Tom Jobim e João Gilberto afinaram os primeiros acordes da bossa nova. Por suas características generosas, foi no Rio que se estabeleceram os maiores nomes da música brasileira, fossem baianos ou mineiros, atraídos pelo número de casas com música ao vivo - seja para ouvir, seja para dançar, pelas sedes das gravadoras com selos mundiais aqui instaladas e por ser berço da maior rede de TV do país.

A natureza também tem peso cultural. Basta visitar o Jardim Botânico - com uma das mais importantes coleções de plantas do mundo - ou a Floresta da Tijuca, o coração verde da cidade maravilhosa.
O sol brilha, no Rio de Janeiro, cerca de 250 dias por ano. Se no verão o termômetro se aproxima dos 40° Celsius, nas outras estações a temperatura é suficientemente amena. Ideal para banhos de mar, caminhadas na orla ou na floresta ou a prática de qualquer esporte das dezenas que a cidade oferece aos visitantes. Se a opção for golfe, são três campos de padrão internacional. Tênis ou squash, não faltam quadras e eventuais adversários com qualidade técnica e desportiva. Os mais audaciosos podem voar de asa delta, parapente, ultraleve ou mergulhar em águas profundas e praticar pesca oceânica.

À beira mar, o windsurfe é praticado com velas enfunadas no
mar da Barra. Assim como são comuns redes de vôlei de praia -
esporte em que o Brasil tem tradição no ouro olímpico.
Cada rede tem sua "turma" mas, com uma prévia apresentação,
quem quiser arriscar seus saques terá vez. Aos adeptos do surfe, indica-se
o meio de Copacabana, o Arpoador, a região da Barra próxima
ao Quebra-Mar e, mais adiante, Recreio, Prainha e Grumari, tradicionais palcos
de torneios internacionais.
Não faltam opções nem mesmo de softball, cricket, rugby
ou basebol. Os apreciadores de esportes equestres podem freqüentar a
Sociedade Hípica Brasileira.

Ainda no campo dos cavalos, o Jockey Clube do Rio de Janeiro é um dos mais tradicionais da América Latina, com competições de sexta a segunda-feira. Nos fins de semana, além das corridas noturnas, há provas ao longo das tardes.

A orla da praia e da Lagoa são os pontos ideais para caminhadas ao longo de todo o dia e no cair da noite. Quem dispuser de tempo pode se aventurar ainda em extensões de natureza preservada como a trilha do Forte do Leme ou a pista Cláudio Coutinho, na Urca, resguardadas por militares em caminhos caracterizados pela comunhão com o verde e o mar.

Clubes profissionais podem indicar ainda locais para a prática de rappel ou montanhismo aos mais exigentes.Mas sem dúvida, se há uma imagem que liga o Rio ao esporte é o futebol. Além de abrigar o maior estádio do mundo, o Maracanã, palco da final da Copa de 1950 e de inúmeros jogos da gloriosa e tetracampeã Seleção Brasileira, é sede de quatro dos maiores clubes brasileiros: Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo.

O Maracanã está aberto a visitas fora de dias de jogos e fazem parte de seu acervo chuteiras de Garrincha e a bola e a rede do milésimo gol de Pelé. São as jóias da coroa do Rei do Futebol. Mas nada se compara à possibilidade de se assistir, ao vivo, a um confronto entre as grandes equipes. A festa das torcidas é um espetáculo à parte, numa explosão de paixão e alegria. E não raro pode-se ver naquele gramado despontar estrelas que logo estarão brilhando nos campeonatos internacionais de futebol.
Pouquíssimas metrópoles mundiais podem oferecer aos seus visitantes um conjunto tão belo de natureza como o Rio de Janeiro. A cidade soube, mesmo com o crescimento urbano ao longo dos séculos, preservar tanto a orla marítima quanto as florestas, o que lhe confere inigualável combinação entre o azul do céu e do mar com o verde das montanhas.

Seus mais conhecidos cartões postais são prova inequívoca. O desenho sinuoso do calçadão de Copacabana, ao lado de areias brancas acariciadas pelo Oceano Atlântico, é cenário perfeito para caminhadas matinais - antes da agenda de congressos, convenções ou feiras - ou nos fins de tarde, com o céu pintado pelo pôr do sol.
A beleza não fica restrita à chamada "princesinha do mar". Repete-se nos 90 quilômetros de praias. Na Zona Sul e na Barra, além do calçadão, há ciclovias para quem quiser se aventurar em duas rodas. Do Cristo Redentor, no alto do morro do Corcovado, abraçado pela densa Mata Atlântica, descortina-se o oceano, a floresta e a lagoa Rodrigo de Freitas, um coração d'água abraçado pela Zona Sul.
