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Rios Brasileiros

Principais rios

No Brasil, há rios com os mais diferentes aspectos. As águas que os alimentam vêm das chuvas e por causa de nosso clima tropical, muito chuvoso, a maioria dos rios brasileiros nunca seca.

Mas há exceções: rios temporários que somem nas secas, como é o caso do rio Jaguaribe (no Ceará). Também existem rios que se tornam subterrâneos e depois voltam a ficar visíveis, como o Paraguaçu (na Bahia).

Como a maior parte do relevo brasileiro é ocupada por planaltos, é também por eles que correm os nossos rios. Encachoeirados, com grandes desníveis entre a nascente e a foz, eles têm grandes quedas-d’água.

Algumas delas são: Urubupungá, no rio Paraná; Iguaçu, no rio Iguaçu; Pirapora, Sobradinho, Paulo Afonso e Itaparica, no rio São Francisco.

Temos ainda os rios que correm nas planícies, menos abundantes no Brasil.

Exemplos: alguns rios da bacia Amazônica, localizados na região Norte, e da bacia Paraguaia, localizados na regiPantanal Mato-Grossense.ão Centro-Oeste, ocupando vastas áreas do

Rios de planalto

A maior parte de nossos rios é de planalto e tem uma grande importância na economia nacional. Muitos deles apresentam inúmeras quedas-d’água – caso das Cataratas do Iguaçu, no Paraná, que podem ser excelentes fontes para a produção de energia.

Mas os desníveis bruscos e acentuados, as quedas e as cachoeiras dificultam a navegação. Mesmo assim, os trechos navegáveis das bacias típicas de planalto são aproveitados para integrar a economia regional.

Rios de planície

São usados basicamente para a navegação fluvial, pois não apresentam saltos, cataratas ou cachoeiras em seu caminho. O Amazonas, por exemplo, é navegável desde sua foz, no oceano Atlântico, até a cidade de Iquitos, no Peru. O número impressionante de seus afluentes, mais de 7 mil, permite a navegação em mais de 230 mil km.

Com as cheias periódicas, há uma rede de canais e braços de rios, como os igarapés, que são estreitos cursos-d’água. Todos eles transformam-se em verdadeiras estradas de água.

Bacias hidrográficas

Um rio e seus afluentes formam uma bacia fluvial ou hidrográfica. Para facilitar os estudos, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) separou os rios brasileiros em nove bacias.

Seis delas são chamadas bacias autônomas, pois têm um rio principal e seus afluentes: bacias Amazônica, do Tocantins-Araguaia; Paraguai; do Paraná; do São Francisco e do Uruguai. As outras três são chamadas bacias agrupadas, pois não têm um rio principal que as nomeie.

São elas: bacia do Nordeste, do Leste e do Sudeste-Sul.

Transposição do Rio São Francisco

O rio São Francisco, ou “Velho Chico”, como é popularmente chamado, é o mais importante rio da região Nordeste. Com 2700 quilômetros de extensão, ele passa pelos Estados Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

A transposição objetiva, com recursos do governo federal, a construção de estações de bombeamento, canis e túneis para levar água do rio São Francisco às áreas secas dos Estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A transposição do rio São Francisco não é uma ideia recente, pois já falava-se em sua possível realização no século XIX. No entanto, após a transposição do rio passar a fazer parte do plano de governo do presidente Lula, a questão voltou a gerar polêmica. Ambientalistas e grupos da sociedade civil, temendo a desertificação, a mudança do curso do rio e outros prejuízos sociais e ambientais, são contrários à iniciativa.

O governo, por sua vez, rebate as críticas e defende o projeto como uma forma de criar empregos e resolver o problema da seca em diversos municípios.

Fonte: www.escolavesper.com.br

Rios Brasileiros

Principais bacias hidrográficas brasileiras

O Brasil é dotado de uma vasta e densa rede hidrográfica, sendo que muitos de seus rios destacam-se pela extensão, largura e profundidade. Em decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de planalto que apresentam em seu leito rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica.

Quanto à navegabilidade, esses rios, dado o seu perfil não regularizado, ficam um tanto prejudicados. Dentre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação. Os rios São Francisco e Paraná são os principais rios de planalto.

De maneira geral, os rios têm origem em regiões não muito elevadas, exceto o rio Amazonas e alguns de seus afluentes que nascem na cordilheira andina.

Em termos gerais, como mostra o mapa acima, pode-se dividir a rede hidrográfica brasileira em sete principais bacias, a saber: a bacia do rio Amazonas; a do Tocantins - Araguaia; a bacia do Atlântico Sul - trechos norte e nordeste; a do rio São Francisco; a do Atlântico Sul - trecho leste; a bacia Platina, composta pelas sub-bacias dos rios Paraná e Uruguai; e a do Atlântico Sul - trechos sudeste e sul.

Bacia do rio Amazonas

Em 1541, o explorador espanhol Francisco de Orellana percorreu, desde as suas nascentes nos Andes peruanos, distante cerca de 160 km do Oceano Pacífico, até atingir o Oceano Atlântico, o rio que batizou de Amazonas, em função da visão, ou imaginação da existência, de mulheres guerreiras, as Amazonas da mitologia grega.

Este rio, com uma extensão de aproximadamente 6.500 km, ou superior conforme recentes descobertas, disputa com o rio Nilo o título de mais extenso no planeta. Porém, em todas as possíveis outras avaliações é, disparado, o maior.

Sua área de drenagem total, superior a 5,8 milhões de km2, dos quais 3,9 milhões no Brasil, representa a maior bacia hidrográfica mundial. O restante de sua área dividi-se entre o Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana e Venezuela. Tal área poderia abranger integralmente o continente europeu, a exceção da antiga União Soviética.

O volume de água do rio Amazonas é extremamente elevado, descarregando no Oceano Atlântico aproximadamente 20% do total que chega aos oceanos em todo o planeta. Sua vazão é superior a soma das vazões dos seis próximos maiores rios, sendo mais de quatro vezes maior que o rio Congo, o segundo maior em volume, e dez vezes o rio Mississipi. Por exemplo, em Óbidos, distante 960 km da foz do rio Amazonas, tem-se uma vazão média anual da ordem de 180.000 m3/s. Tal volume d'água é o resultado do clima tropical úmido característico da bacia, que alimenta a maior floresta tropical do mundo.

Na Amazônia os canais mais difusos e de maior penetrabilidade são utilizados tradicionalmente como hidrovias. Navios oceânicos de grande porte podem navegar até Manaus, capital do estado do Amazonas, enquanto embarcações menores, de até 6 metros de calado, podem alcançar a cidade de Iquitos, no Peru, distante 3.700 km da sua foz.

O rio Amazonas se apresenta como um rio de planície, possuindo baixa declividade. Sua largura média é de 4 a 5 km, chegando em alguns trechos a mais de 50 km. Por ser atravessado pela linha do Equador, esse rio apresenta afluentes nos dois hemisférios do planeta. Entre seus principais afluentes, destacam-se os rios Iça, Japurá, Negro e Trombetas, na margem esquerda, e os rios Juruá, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu, na margem direita.

Bacia do rio Tocantins - Araguaia

A bacia do rio Tocantins - Araguaia com uma área superior a 800.000 km2, se constitui na maior bacia hidrográfica inteiramente situada em território brasileiro.

Seu principal rio formador é o Tocantins, cuja nascente localiza-se no estado de Goiás, ao norte da cidade de Brasília. Dentre os principais afluentes da bacia Tocantins - Araguaia, destacam-se os rios do Sono, Palma e Melo Alves, todos localizados na margem direita do rio Araguaia.

O rio Tocantins desemboca no delta amazônico e embora possua, ao longo do seu curso, vários rápidos e cascatas, também permite alguma navegação fluvial no seu trecho desde a cidade de Belém, capital do estado do Pará, até a localidade de Peine, em Goiás, por cerca de 1.900 km, em épocas de vazões altas.

Todavia, considerando-se os perigosos obstáculos oriundos das corredeiras e bancos de areia durante as secas, só pode ser considerado utilizável, por todo o ano, de Miracema do Norte (Tocantins) para jusante.

O rio Araguaia nasce na serra das Araras, no estado de Mato Grosso, possui cerca de 2.600 km, e desemboca no rio Tocantins na localidade de São João do Araguaia, logo antes de Marabá. No extremo nordeste do estado de Mato Grosso, o rio dividi-se em dois braços, rio Araguaia, pela margem esquerda, e rio Javaés, pela margem direita, por aproximadamente 320 km, formando assim a ilha de Bananal, a maior ilha fluvial do mundo. O rio Araguaia, é navegável cerca de 1.160 km, entre São João do Araguaia e Beleza, porém não possui neste trecho qualquer centro urbano de grande destaque.

Bacia do Atlântico Sul - trechos norte e nordeste

Vários rios de grande porte e significado regional podem ser citados como componentes dessa bacia, a saber: rio Acaraú, Jaguaribe, Piranhas, Potengi, Capibaribe, Una, Pajeú, Turiaçu, Pindaré, Grajaú, Itapecuru, Mearim e Parnaíba.

Em especial, o rio Parnaíba é o formador da fronteira dos estados do Piauí e Maranhão, por seus 970 km de extensão, desde suas nascentes na serra da Tabatinga até o oceano Atlântico, além de representar uma importante hidrovia para o transporte dos produtos agrícolas da região.

Bacia do rio São Francisco

A bacia do rio São Francisco, nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra, e atravessa os estados da 88Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O rio São Francisco possui uma área de drenagem superior a 630.000 km2 e uma extensão de 3.160 km, tendo como principais afluentes os rios Paracatu, Carinhanha e Grande, pela margem esquerda, e os rios Salitre, das Velhas e Verde Grande, pela margem direita.

De grande importância política, econômica e social, principalmente para a região nordeste do país, é navegável por cerca de 1.800 km, desde Pirapora, em Minas Gerais, até a cachoeira de Paulo Afonso, em função da construção de hidrelétricas com grandes lagos e eclusas, como é o caso de Sobradinho e Itaparica.

Bacia do Atlântico Sul - trecho leste

Da mesma forma que no seu trecho norte e nordeste, a bacia do Atlântico Sul no seu trecho leste possui diversos cursos d'água de grande porte e importância regional. Podem ser citados, entre outros, os rios Pardo, Jequitinhonha, Paraíba do Sul, Vaza-Barris, Itapicuru, das Contas e Paraguaçu.

Por exemplo, o rio Paraíba do Sul está localizado entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os de maior significado econômico no país, possui ao longo do seu curso diversos aproveitamentos hidrelétricos, cidades ribeirinhas de porte, como Campos, Volta Redonda e São José dos Campos, bem com industrias importantes como a Companhia Siderúrgica Nacional.

Bacia Platina, ou dos rios Paraná e Uruguai

A bacia platina, ou do rio da Prata, é constituída pelas sub-bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, drenando áreas do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

O rio Paraná possui cerca de 4.900 km de extensão, sendo o segundo em comprimento da América do Sul. É formado pela junção dos rios Grande e Paranaíba. Possui como principais tributários os rios Paraguai, Tietê, Paranapanema e Iguaçu. Representa trecho da fronteira entre Brasil e Paraguai, onde foi implantado o aproveitamento hidrelétrico binacional de Itaipu, com 12.700 MW, maior usina hidrelétrica em operação do mundo. Posteriormente, faz fronteira entre o Paraguai e a Argentina. Em função das suas diversas quedas, o rio Paraná somente possui navegação de porte até a cidade argentina de Rosário.

O rio Paraguai, por sua vez, possui um comprimento total de 2.550 km, ao longo dos territórios brasileiro e paraguaio e tem como principais afluentes os rios Miranda, Taquari, Apa e São Lourenço. Nasce próximo à cidade de Diamantino, no estado de Mato Grosso, e drena áreas de importância como o Pantanal mato-grossense. No seu trecho de jusante banha a cidade de Assunción, capital do Paraguai, e forma a fronteira entre este país e a Argentina, até desembocar no rio Paraná, ao norte da cidade de Corrientes.

O rio Uruguai, por fim, possui uma extensão da ordem de 1.600 km, drenando uma área em torno de 307.000 km2. Possui dois principais formadores, os rios Pelotas e Canoas, nascendo a cerca de 65 km a oeste da costa do Atlântico. Fazem parte da sua bacia os rios Peixe, Chapecó, Peperiguaçu, Ibicuí, Turvo, Ijuí e Piratini.

O rio Uruguai forma a fronteira entre a Argentina e Brasil e, mais ao sul, a fronteira entre Argentina e Uruguai, sendo navegável desde sua foz até a cidade de Salto, cerca de 305 km a montante.

Bacia do Atlântico Sul - trechos sudeste e sul

A bacia do Atlântico Sul, nos seus trechos sudeste e sul, é composta por rios da importância do Jacuí, Itajaí e Ribeira do Iguape, entre outros. Os mesmos possuem importância regional, pela participação em atividades como transporte hidroviário, abastecimento d'água e geração de energia elétrica.

Fonte: www.bem.com.br

Rios Brasileiros

A HIDROGRAFIA BRASILEIRA

Os rios brasileiros têm alimentação pluvial (água das chuvas). Apenas o Amazonas recebe também águas do derretimento das neves da cordilheira dos Andes.

A grande maioria dos rios brasileiros apresenta regime tropical em virtude da posição geográfica de nosso país. O rio Amazonas apresenta um regime complexo, pois, além de ter alimentação pluvionival, possui afluentes localizados nos dois hemisférios terrestres, o que ocasiona diferentes períodos de cheias em sua bacia.

Os rios do Sertão do Nordeste são temporários, como o Paraíba do Norte - PB, em razão do clima semi-árido da região. Alguns da região Sul, como o Iguaçui, afluente do Paraná, apresentam regime subtropical, com geias no inverno e na primavera.

Os recursos hídricos são abundantes no Brasil, mas distribuem-se de forma irregular e são pouco e mal utilizados.

O relevo em geral planáltico e a existência de inúmeras quedas-d'água e de bons índices pluviométricos, na maior parte do país, conferem-lhe um extraordinário potencial hidráulico - 3º maior do mundo.

Apenas dois países superam em potencial hidráulico: Canadá e Estados Unidos.

O Brasil também dispõe de numerosos e grandes rios de planície (Amazonas, Araguaia, entre outros). Com o emprego de tecnologias modernas, eles podem fornecer energia, mas aqui são utilizados principalmente para a navegação.

Os rios de planalto, desde que ofereçam, condições adequadas (profundidade e volume de água suficientes, trechos não-encachoeirado), também se prestam navegação, por exemplo, o São Francisco, Paraná, Tietê, Tocantins e muitos outros. No entanto, em virtude da sua capacidade de gerar eletricidade, essa tem sido a sua principal função nos últimos tempos.

As bacias hidrográficas

Bacias hidrográficas podem ser entendidas como áreas de captação das águas da superfície e do subsolo. Elas são delimitadas por divisores de água, zonas localizadas nas porções de maior altitude, que promovem a dispersão das águas para as partes mais baixas.

O volume de água de uma bacia hidrográfica e, conseqüentemente, seu potencial para gerar energia depende de fatores como tipos de solo, de rocha, presença de vegetação, mas especialmente do clima da região. Chuvas bem distribuídas ao longo do ano ou mesmo concentrada em determinado período garantem o abastecimento da rede hidrográfica, pela infiltração da água no solo e pelo seu escoamento, alimentando, assim, córregos, rios, oceanos e aqüíferos.

Os rios brasileiros costumam ser agrupados em cinco bacias hidrográficas principais: - a Amazônia; a do Tocantins-Araguaia; a do São Francisco; a do Paraná-Paraguai; e a do Uruguai -, e três secundárias: a do Norte/Nordeste; a do Leste; e a do Sul/Sudeste. As bacias secundárias são as drenadas por rios que não pertencem às bacias principais.

Bacia Amazônica

Com 3 836 528 km³, é a maior bacia hidrográfica. Drena terras de mais de 45% do território brasileiro. Seu principal rio, o Amazonas, nasce na cordilheira dos Andes, no Peru, e recebe denominações diferentes até atingir o oceano Atlântico.

Os rios dessa bacia são, em quase toda a sua extensão, a única via de transporte das populações ribeirinhas, tornando-se seu único contato com as cidades maiores da região, todas situadas às margens de rios. É por eles que as pessoas recebem alimento e assistência médica, em barcos que funcionam como "lojas" ou "prontos-socorros". A cidade de Manaus, situada às margens do rio Negro (a 1 700 km do oceano), pode receber navios de grande calado, como se fosse um porto de mar.

Por estar localizada em uma região pouco habitada e com poucas indústrias, essa bacia é pouco aproveitada para a geração de energia elétrica, com apenas três usinas construídas: Samuel (rio Jamari - RO). Balbina (rio Uatumã - AM) e Coaracy Nunes (rio Araguari - AP).

Bacia Platina

Os três principais rios dessa bacia - Paraná, Paraguai e Uruguai - nascem em território brasileiro e drenam terras do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Depois de receber o rio Paraguai em território argentino, o Paraná junta-se ao Uruguai no estuário do Prata. A bacia Platina, portanto, é constituída de três bacias secundárias. Paraná, Paraguai e Uruguai.

É nessa bacia hidrográfica que se encontra a maior hidroelétrica do planeta: a de Itaipu, que só será superada pela usina de Três Gargantas, em construção no rio Yang-tse-kiang (rio Azul), na China, com previsão de conclusão em 2009. Controlada pelo Brasil e Paraguai, é um empreendimento binacional instalado no rio Paraná. A produção de energia não é distribuída eqüitativamente entre Brasil e Paraguai, pois o consumo de energia do Paraguai é bem menor que o do Brasil.

Bacia do Tocantins-Araguaia

Localizada no coração do país, é a maior bacia inteiramente brasileira. Os dois rios formadores dessa bacia nascem no estado de Goiás.

Em seu rio principal, o Tocantins, foi construída a hidrelétrica de Tucuruí, que abastece o Projeto Carajás, cujo processo de extração e beneficiamento de minério apresenta um alto consumo de energia elétrica, e grande parte da região Norte. A maior ilha fluvial do mundo - a ilha do Bananal, com mais de 300 km de comprimento e uma área de mais de 13 mil km² - encontra-se no curso médio do rio Araguaia, no estado de Tocantins.

Bacia do São Francisco

O rio São Francisco nasce na serra da Canastra, em Minas Gerais. Depois de atravessar terras de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, desemboca no oceano Atlântico, na divisa desses dois últimos estados. É navegável no trecho entre os estados de Minas Gerais e Bahia. Atravessa áreas de clima semi-árido (o Polígono das Secas), tornando-se fundamental para as populações que residem ao longo de seu percurso. A criação de gado sempre foi uma atividade tradicional em suas margens desde a época colonial. Recentemente, projetos agropecuários governamentais e privados, em Juazeiro (Bahia) e em Petrolina (Pernambuco), estão produzindo melão, mamão, manga e uva através da prática da agricultura irrigada. Além de favorecer a agricultura, o rio São Francisco, tipicamente de planalto, tem alto potencial hidrelétrico, com usinas que abastecem cidades tanto da região Sudeste como da região Nordeste.

As principais são: Três Marias, Sobradinho e Paulo Afonso.

Bacias hidrográficas secundárias

Bacia do Nordeste. Compreende rios de vários estados nordestinos. Podemos destacar os rios Mearim, Pindaré, Itapecuru (no Maranhão); o rio Jaguaribe (no Ceará) e o rio Piranhas (na Paraíba e Rio Grande do Norte). Lembre-se de que, em virtude do clima, grande parte dos rios do Nordeste são temporários.
Bacia do Leste.
Rios da Bahia, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro compõem essa bacia. Entre eles, podemos citar os rios Vaza-Barris, Paraguaçu e das Contas (na Bahia), o rio Doce (em Minas Gerais e Espírito Santo) e o Paraíba do Sul (em São Paulo e Rio de Janeiro).
Bacia do Sudeste e Sul.
No estado de São Paulo é formada pelo rio Ribeira do Iguape. Além desse, fazem parte dessa bacia o rio Itajaí (em Santa Catarina) e os rios Taquari, Jacuí e Camaquã (no Rio Grande do Sul).

Aqüífero Guarani

O aqüífero Guarani - denominação dada pelo geólogo uruguaio Danilo Anton em memória do povo indígena da região - é a principal reserva subterrânea deágua doce da América do Sul e um dos maiores sistemas aqüíferos do mundo, ocupando uma área total de cerca de 1,2 milhão de km² na bacia do Paraná e em parte da bacia do Chaco-Paraná. Estende-se por Brasil (840 800 km²), Paraguai (58500 km²), Uruguai (71700 km²) e Argentina (255 500 km²), em uma área equivalente aos territórios da Inglaterra, da França e da Espanha juntos. Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os estados de Mato Grosso (2,2%), Goiás (4,6%), Mato Grosso do Sul (17,8%), Minas Gerais (4,4%), São Paulo (13%), Paraná (11%), Santa Catarina (4,1%) e Rio Grande do Sul (13,2%).

O aqüífero Guarani tem uma área de recarga de 150 mil km² e é constituído pelos sedimentos arenosos da formação Pirambóia na base (formação Buena Vista na Argentina e Uruguai) e pelos arenitos Botucatu no topo (Missiones no Paraguai, Tacuarembó no Uruguai e na Argentina).

O aqüífero Guarani constitui-se em uma importante reserva estratégica para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer. Sua recarga natural anual (principalmente pelas chuvas) é de 160 km³/ano.

Dessa recarga, 40 km³/ano constituem o potencial explorável sem riscos para o sistema aqüífero. As águas em geral são de boa quaildade para o abastecimento público e outros usos, sendo que, em sua porção confinada, os poços têm cerca de 1.500 m de profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m³/h.

A gestão dos recursos hídricos Em 1997, o governo federal instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, que considera a água "um bem de domínio público e um recurso natural limitado, dotado de valor econômico", e as bacias hidrográficas brasileiras as "unidades territoriais para a sua implementação". Segundo a Lei nº 11/87, versão 1, artigo 12, "a bacia hidrográfica é a unidade de gestão dos recursos hídricos, a qual deverá ter em conta as suas implicações socioeconômicas, culturais e internacionais".

A Agência Nacional de Águas (ANA), autarquia* vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, foi criada em junho de 2000 e regulamentada pela lei 9984 do dia 17 de julho do mesmo ano.

Essa agência deve implementar a Lei de Águas de 1997, através do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos: o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, os Conselhos de Recursos Hídricos dos estados e do Distrito Federal, os Comitês de Bacias Hidrográficas, as Agências de Água e órgãos do poder público cujas competências estejam relacionadas com a gestão de recursos hídricos.

O objetivo das autoridades ao regulamentar o uso da água é exatamente garantir que esse uso seja feito de forma sustentável, isto é, "assegurar atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade da água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos". O primeiro rio a ter estabelecidas tarifas para seu uso é o Paraíba do Sul, nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Fonte: www.tiberiogeo.com.br

Rios Brasileiros

HIDROGRAFIA BRASILEIRA

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:

RICO EM RIOS PERENES E POBRE EM LAGOS

PREDOMINAM:

DRENAGEM EXORRÉICA
RIOS DE PLANALTO-ELETRICIDADE
FOZ EM ESTUÁRIO
REGIME PLUVIAL TROPICAL

BACIAS BRASILEIRAS

1. BACIA AMAZÔNICA:

MAIOR:RIO/BACIA/VOLUME D’ÀGUA DO MUNDO
MAIOR PONTENCIAL HIDRELÉTRICO:AFLUENTES
FUNÇÃO: NAVEGAÇÃO
ILHA DE MARAJÓ-PA

(MAIOR ILHA FLÚVIO-MARINHA DO MUNDO / BÚFALOS)

2. BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA:

MAIOR BACIA TOTALMENTE BRASILEIRA
RIOS DE PLANALTO
ILHA DO BANANAL

(MAIOR ILHA FLUVIAL DO MUNDO)

USINA DE TUCURUÍ-PARÁ:

MAIOR TOTALMENTE NACIONAL

ABASTECE PROJETOS:

MINERAÇÃO-CARAJÁS(CVRD)
INDUSTRIAS(ALBRÁS / ALUNORTE...)
BELÉM

3. BACIA PLATINA:

TRÊS RIOS QUE NASCEM NO BRASIL E DESÁGUAM NO RIO PLATA NA ARGENTINA

3.1 BACIA DO PARANÁ-SP

RIO DE PLANALTO
MAIOR POTENCIAL HIDRELÉTRICO INSTALADO

FUNÇÕES:

A) ELETRICIDADE: Mais de 30 usinas

USINA DE ITAIPÚ:

MAIOR DO MUNDO /BINACIONAL(BRASIL-PARAGUAI)

B)NAVEGAÇÃO:

HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ

C) IRRIGAÇÃO: SP / PR

3.2 BACIA DO PARAGUAI-MT

RIO DE PLANÍCIE(PANTANAL)

HIDROVIA :

PRODUTOS INDUSTRIAIS(CHINA / TIGRES)
FERRO / SOJA / TRIGO

C)BACIA DO URUGUAI-RS

ABASTECE PEQUENAS CIDADES GAÚCHAS

4. BACIA DO SÃO FRANCISCO:

SINÔNIMOS:

VELHO CHICO
NILO BRASILEIRO
RIO DOS CURRAIS
RIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL (NE-SE)
RIO DE PLANALTO
MAIOR RIO TOTALMENTE BRASILEIRO

FUNÇÕES:

1-ELETRICIDADE: CHESF

USINAS:

TRÊS MARIAS-MG
SOBRADINHO-LAGO
PAULO AFONSO
ITAPARICA
MOXOTÓ
XINGÓ-MAIS NOVA

2-NAVEGAÇÃO:

PIRAPORA(MG)--JUAZEIRO
INVIABILIZADA PELO ASSOREAMENTO

3-IRRIGAÇÃO:CODEVASF

PROJETOS :

JUAZEIRO-PETROLINA(PE)

FRUTAS / AGROINDUSTRIAS

BARREIRAS

SOJA / ALGODÃO / CAFÉ

TRANSPOSIÇÃO:

A FAVOR:

GARANTIR ÁGUA A 9 MILHÕES DE PESSOAS
AMPLIAR A AGRICULTURA IRRIGADA QUE GERA RENDA E REDUZ ÊXODO RURAL
NÃO HAVERÁ PREJUÍZOS,POIS O CURSO NÃO SERÁ DESVIADO E O VOLUME CAPTADO SERÁ DE 1% DO QUE SE JOGA NO OCEANO.

CONTRA:

O DESVIO PODE AFETAR A PRODUÇÃO DE ENERGIA
PODERAR HAVER DANOS AMBIENTAIS E O RIO SECAR A LONGO PRAZO

O DESTINO DA ÁGUA É DUVIDOSO:

HÁ PROBLEMAS FUNDIÁRIOS E DESVIOS DE VERBAS NA REGIÃO

HÁ MEDIDAS MAIS BARATAS:

POÇOS E CISTERNAS

BACIAS SECUNDÁRIAS:

5.BACIA DO NORDESTE:

RIO PARNAÍBA(PLANALTO)

USINA BOA ESPERANÇA(MA / PI)
DELTA-LENÇOIS MARANHENSES

6.BACIA DO LESTE:

RIO PARAGUAÇU

MAIOR TOTALMENTE BAIANO
RIO DE PLANALTO

USINA E BARRAGEM PEDRA DO CAVALO:

ABASTECE SSA DE ÁGUA
PRODUZ ENERGIA(VOTORANTIM / 2005)

Fonte: grupohumanas.com

Rios Brasileiros

HIDROGRAFIA BRASILEIRA

O Brasil possui uma das maiores redes hidrográficas do mundo, com rios que apresentam grande extensão, largura e profundidade. A maior parte nasce em regiões pouco elevadas, com exceção do Amazonas e de alguns afluentes, que têm origem na cordilheira dos Andes. O predomínio de rios de planalto permite bom aproveitamento hidrelétrico. Já os rios de planície são muito utilizados para a navegação.

O transporte hidroviário passa a ser utilizado em maior escala no Brasil nos anos 90. Para que um rio se torne uma hidrovia são necessárias obras de engenharia, como a dragagem (retirada de terra do fundo), o balizamento (demarcação de canais de navegação) e a sinalização para as embarcações. Alguns dos projetos hidroviários, no entanto, causam sérios impactos ao meio ambiente. As principais bacias hidrográficas brasileiras são a Amazônica, a do São Francisco, a do Tocantins-Araguaia, a do Prata e a do Atlântico Sul.

Recursos hídricos brasileiros

O Brasil possui a maior reserva mundial de recursos hídricos. Abriga, em seu território, uma das maiores redes hidrográficas do planeta, além de extensas reservas de água subterrâneas. Teoricamente, cada brasileiro tem cerca de 34 milhões de litros de água à sua disposição. Apesar de todo esse potencial, o país ainda sofre com a falta de água. O Nordeste enfrenta sérios problemas de seca periodicamente. São Paulo, a grande metrópole do país, vive um longo período de estiagem e racionamento de água durante o ano 2000.

Em parte, essa situação se explica pela má distribuição dos recursos hídricos no país - 80% deles se concentram na região amazônica, enquanto falta água, por exemplo, no agreste e no sertão nordestinos. Além disso, o Brasil apresenta uma situação de exploração e uso predatório de seus recursos. A poluição das águas, o assoreamento dos rios e o desperdício contribuem para o problema da escassez. De acordo com uma pesquisa do professor Aldo Rebouças, do Instituto de Estudos Avançados da USP, a falta crônica de água na região semi-árida do Nordeste também pode ser explicada pelo mau gerenciamento e pela administração equivocada dos recursos hídricos.

No primeiro caso, estão envolvidas questões como desperdício, vazamentos, ligações clandestinas, excesso de funcionários por usuário no sistema de abastecimento e falta de informação sobre como utilizar racionalmente a água; no segundo, problemas como a preocupação exclusiva com a construção de barragens e adutoras, sem um planejamento global para a área.

Conforme dados do IBGE de 1991, as empresas de abastecimento de água brasileiras apresentam índices de perda de água tratada de até 60%. Nas nações desenvolvidas, esses números chegam a no máximo 20%. Por isso, o Brasil é considerado um dos campeões de desperdício de água no mundo. O país chega a perder cerca de 40% de toda a água tratada que produz - isto é, são jogados fora cerca de 4,16 bilhões de m³ de água por ano. Essa quantidade seria suficiente para abastecer 35 milhões de habitantes nesse mesmo período.

Para tentar controlar esse problema, o governo federal lança, em 1997, o Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água, uma iniciativa interministerial que tem como principal objetivo desenvolver iniciativas educacionais e campanhas que possam chamar a atenção para a necessidade do uso racional da água. Na região metropolitana de São Paulo, as estações de Guaraú e do Alto da Boa Vista são exemplos do que é possível fazer. Elas desenvolveram projetos para reciclar a água que era utilizada na lavagem de seus filtros e, apenas com essa medida, conseguiram recuperar cerca de 880 litros de água por segundo - o equivalente a 3,16 milhões de litros por hora.

Outras alternativas para combater a escassez e aumentar a quantidade disponível para uso doméstico, além do controle do desperdício, são a dessalinização das águas dos mares, a exploração dos lençóis freáticos e a abertura de poços artesianos. Calcula-se, por exemplo, que entre 90 e 100 mil novos poços sejam abertos no país anualmente, sobretudo na Região Nordeste.

A Lei de Recursos Hídricos, em vigor desde janeiro de 1997, estabelece os mecanismos e a estrutura institucional e administrativa necessários para que se possa colocar em prática as políticas públicas relativas aos recursos hídricos. É um instrumento legal que procura assegurar a disponibilidade de água e a sua utilização racional.

Como conseqüência, foram criados os Comitês de Bacias Hidrográficas, que podem ser organizados pelos estados ou pela própria União. São espécies de fóruns ou "parlamentos" onde são discutidos os diversos problemas relativos às bacias, sendo responsáveis também pela administração e solução dos conflitos em torno do uso da água.

Os comitês monitoram também o cumprimento dos planos diretores das bacias, documentos que estabelecem as estratégias, ações e projetos a ser desenvolvidos em cada uma delas.

Desde o começo da década de 90, por iniciativa dos estados e do Ministério do Meio Ambiente, também vem sendo desenvolvido o Projeto de Conservação e Revitalização dos Recursos Hídricos, que abrange sobretudo as microbacias e as zonas rurais. Constituído por campanhas e intervenções educativas de preservação, o projeto possui um caráter preventivo, visando evitar a superexploração e a degradação dos recursos hídricos do país. Ele estimula, por exemplo, a utilização de tecnologias agrícolas limpas e combate o uso de herbicidas e o desmatamento das margens dos rios.

Em julho de 2000, o presidente Fernando Henrique Cardoso sanciona a lei que cria a Agência Nacional das Águas (ANA). Aguardando regulamentação para começar a funcionar, a ANA será a instância governamental responsável por colocar em prática e monitorar as ações e políticas públicas na área dos recursos hídricos.

Entre outras questões, ela deverá classificar as águas dos rios e das represas, definindo o que deve ser destinado ao consumo. Para isso, adotará como base uma resolução do Conama de 1986, que estabelece as diversas categorias de água. Quando a ANA estiver funcionando plenamente, deverá também ser implementada a cobrança pelo uso do recurso.

Segundo técnicos do governo, essa medida visa levar a sociedade a utilizar racionalmente a água. Primeiramente, a medida deverá atingir o setor energético, chegando depois à irrigação, à indústria e ao comércio. O governo afirma que não haverá mudanças significativas para o consumidor doméstico, já que as tarifas deverão aumentar em torno de 1%.

A criação da ANA é um dos principais temas do 1º Congresso Mundial Integrado de Águas Subterrâneas, realizado no Ceará, em agosto de 2000, com representantes de 45 países.

A Carta de Fortaleza, documento oficial aprovado pelos participantes do evento, alerta para a necessidade da administração adequada das águas: "é preciso investir recursos financeiros para a obtenção de um crescente conhecimento hidrogeológico, a formação de recursos humanos e o desenvolvimento tecnológico, para se compreender cada vez melhor as condições de gerenciamento do uso e proteção das águas subterrâneas".

Aqüífero Guarani

Os aqüíferos são reservas de água subterrâneas. No Brasil, elas estão estimadas em 112 bilhões de m³ e representam uma alternativa estratégica ao problema da falta de água. O mais importante deles é o Aqüífero Guarani, principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul.

Com cerca de 1,6 milhão de km² de extensão, estende-se pelos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e por partes do território do Uruguai, do Paraguai e da Argentina. Ele pode fornecer até 43 bilhões de m³ de água por ano, o suficiente para abastecer uma população de 500 milhões de habitantes.

O problema, segundo os especialistas, é que cerca de 16% de toda essa área está concentrada no estado de São Paulo, estando sujeita, portanto, poluição e à exploração predatória. Por isso, ONGs ambientalistas alertam para a necessidade de desenvolver programas de exploração sustentável do Aqüífero Guarani, evitando o esgotamento de seus recursos e sua contaminação.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Rios Brasileiros

Rios de planalto e de planície


Rio de planalto


Rio de planície

Devido à natureza do relevo, no Brasil predominam os rios de planalto, que apresentam rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica. Encachoeirados e com muitos desníveis entre a nascente e a foz, os rios de planalto apresentam grandes quedas-d’água. Assim, em decorrência de seu perfil não regularizado, ficam prejudicados no que diz respeito à navegabilidade. Os rios São Francisco e Paraná são os principais rios de planalto.

Em menor quantidade, temos no Brasil os rios que correm nas planícies, sendo usados basicamente para a navegação fluvial, por não apresentarem cachoeiras e saltos em seu percurso. Como exemplo, podem ser citados alguns rios da bacia Amazônica (região Norte) e da bacia Paraguaia (região Centro-Oeste, ocupando áreas do Pantanal Mato-Grossense). Entre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação.

Apesar da maioria dos rios brasileiros nunca secar, alguns apresentam características curiosas, como por exemplo o Jagauribe (Ceará), que desaparece nas secas, e o Paraguaçu (Bahia), que se torna subterrâneo e depois volta a ficar visível.

Bacias hidrográficas

Uma bacia hidrográfica é um conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) classifica os rios em nove bacias.

São elas:

Bacia do Amazonas

É a maior bacia hidrográfica do mundo, com 7.050.000 km², sendo mais da metade localizado em terras brasileiras. Abrange também terras da Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Seu rio principal, o Amazonas, nasce no Peru com o nome de Vilcanota e recebe posteriormente os nomes de Ucaiali, Urubamba e Marañon. Quando entra no Brasil, passa a se chamar Solimões e, após o encontro com o Rio Negro, perto de Manaus, recebe o nome de Rio Amazonas.

Bacia do Nordeste*

Abrange diversos rios de grande porte e de significado regional, como: Acaraú, Jaguaribe, Piranhas, Potengi, Capibaribe, Una, Pajeú, Turiaçu, Pindaré, Grajaú, Itapecuru, Mearim e Parnaíba. O rio Parnaíba forma a fronteira dos estados do Piauí e Maranhão, desde suas nascentes na serra da Tabatinga até o oceano Atlântico, além de representar uma importante hidrovia para o transporte dos produtos agrícolas da região.

Bacia do Tocantins-Araguaia

Com uma área superior a 800.000 km2, a bacia do rio Tocantins-Araguaia é a maior bacia hidrográfica inteiramente situada em território brasileiro. O rio Tocantins nasce na confluência dos rios Maranhão e Paraná (GO), enquanto o Araguaia nasce no Mato Grosso. Localiza-se nessa bacia a usina de Tucuruí (PA), que abastece projetos para a extração de ferro e alumínio.

Bacia do Paraguai

Destaca-se por sua navegabilidade, sendo bastante utilizada para o transporte de carga. Assim, torna-se importante para a integração dos países do Mercosul.

Suas águas banham terras brasileiras, paraguaias e argentinas.

Bacia do Paraná

É a região mais industrializada e urbanizada do país. Na bacia do Paraná reside quase um terço da população brasileira, sendo os principais aglomerados urbanos as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e de Curitiba. O rio Paraná, com aproximadamente 4.100 km, tem suas nascentes na região Sudeste, separando as terras do Paraná do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. O rio Paraná é o principal curso d'água da bacia, mas também são muito importantes os seus afluentes e formadores, como os rios Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema, Iguaçu, dentre outros.

Essa bacia hidrográfica é a que tem a maior produção hidrelétrica do país, abrigando a maior usina hidrelétrica do mundo: a Usina de Itaipu, no Estado do Paraná, projeto conjunto entre Brasil e Paraguai.

Bacia do São Francisco

Nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra, atravessando os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O Rio São Francisco é o principal curso d'água da bacia, com cerca de 2.700 km de extensão e 168 afluentes. De grande importância política, econômica e social, principalmente para a região nordeste do país, é navegável por cerca de 1.800 km, desde Pirapora, em Minas Gerais, até a cachoeira de Paulo Afonso. O principal aglomerado populacional da bacia do São Francisco corresponde à Região Metropolitana de Belo Horizonte, na região do Alto São Francisco.

Bacia do Sudeste-Sul*

É composta por rios da importância do Jacuí, Itajaí e Ribeira do Iguape, entre outros. Os mesmos possuem importância regional, pela participação em atividades como transporte hidroviário, abastecimento d'água e geração de energia elétrica.

Bacia do Uruguai

É formada pelo rio Uruguai e por seus afluentes, desaguando no estuário do rio da Prata, já fora do território brasileiro. O rio Uruguai é formado pelos rios Canoas e Pelotas e serve de divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Faz ainda a fronteira entre Brasil e Argentina e entre Argentina e Uruguai. Deságua no oceano após percorrer 1.400 km. A região hidrográfica do Uruguai apresenta um grande potencial hidrelétrico, possuindo uma das maiores relações energia/km² do mundo.

Bacia do Leste*

Assim como a bacia do nordeste, esta bacia possui diversos rios de grande porte e importância regional. Entre eles, temos os rios Pardo, Jequitinhonha, Paraíba do Sul, Vaza-Barris, Itapicuru, das Contas, Paraguaçu, entre outros. O rio Paraíba do Sul, por exemplo, situa-se entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, apresentando ao longo do seu curso diversos aproveitamentos hidrelétricos, cidades ribeirinhas de porte e indústrias importantes, como a Companhia Siderúrgica Nacional.

são chamadas bacias agrupadas, pois não possuem um rio principal para nomeá-las

Hidrografia no Mundo

Confira a seguir a lista dos maiores rios, oceanos, mares e bacias hidrográficas do mundo:

Os maiores rios

Nome e local Extensão (km) Foz
Amazonas, Brasil 6.868 Oceano Atlântico
Nilo, Egito 6.671 Mar Mediterrâneo
Xi-Jiang, China 5.800 Mar da China
Mississippi-Missouri, EUA 5.620 Golfo do México
Obi, Federação Russa 5.410 Golfo de Obi

Os maiores oceanos e mares

Nome Área (km²) Profundidade máxima (m)
Oceano Pacífico 179.700.000 11.020
Oceano Atlântico 106.100.000 7.758
Mar Glacial Ártico 14.090.000 5.450
Mar do Caribe 2.754.000 7.680
Mar Mediterrâneo 2.505.000 5.020

As maiores bacias hidrográficas

Nome Local Área (km²)
Bacia Amazônica Brasil 7.050.000
Bacia do Congo Zaire 3.690.000
Bacia do Mississippi EUA 3.328.000
Bacia do Rio da Prata Brasil 3.140.000
Bacia do Obi Federação Russa 2.975.000

Fonte: www.sogeografia.com.br

Rios Brasileiros

Bacias Hidrográficas e rios

Bacia Hidrográfica Amazônica

É a maior bacia hidrográfica do mundo, com 7.050.000 km², sendo que 3.904.392,8 km² estão em terras brasileiras. Seu rio principal (Amazonas), nasce no Peru com o nome de Vilcanota e recebe posteriormente os nomes de Ucaiali, Urubamba e Marañon. Quando entra no Brasil, passa-se a chamar Solimões e, após o encontro com o Rio Negro, perto de Manaus, recebe o nome de Rio Amazonas.

O Rio Amazonas percorre 6.280 km, sendo o segundo maior do planeta em extensão (após o Rio Nilo, no Egito, com 6.670 km) é o maior do mundo em vazão de água. Sua largura média é de 5 quilômetros e possui 7 mil afluentes, além de diversos cursos de água menores e canais fluviais criados pelos processos de cheia e vazante.

A Bacia Amazônica está localizada em uma região de planície e tem cerca de 23 mil km de rios navegáveis, que possibilitam o desenvolvimento do transporte hidroviário. A navegação é importante nos grandes afluentes do Rio Amazonas, como o Madeira, o Xingu, o Tapajós, o Negro, o Trombetas e o Jari. Em 1997 é inaugurada a na bacia, a Hidrovia do Rio Madeira, que opera de Porto Velho até Itacoatiara, no Amazonas. Possui 1.056km de extensão e por lá é feito o escoamento da maior parte da produção de grãos e minérios da região.

Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco

Possui uma área de 645.067,2 km² de extensão e o seu principal rio é o São Francisco, com 3.160 km de extensão. É o maior rio totalmente brasileiro e percorre 5 estados (Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe). Além disso é fundamental na economia da região que percorre, pois permite a atividade agrícola em suas margens e oferece condições para a irrigação artificial de áreas mais distantes, muitas delas semi-áridas.

Os principais afluentes perenes são os rios Cariranha, Pardo, Grande e das Velhas. Seu maior trecho navegável se encontra entre as cidades de Pirapora (MG) e Juazeiro (BA) com 1.371km de extensão. O potencial hidrelétrico do rio é aproveitado principalmente pelas grandes usinas de Xingó e Paulo Afonso.

Bacia Hidrográfica dos Rios Tocantins-Araguaia

É a maior bacia localizada inteiramente em território brasileiro, com 813.674,1 km². Seus principais rios são o Tocantins e o Araguaia. O rio Tocantins, com 2.640 km de extensão, nasce em Goiás e desemboca na foz do Amazonas. Possui 2.200 km navegáveis (Entre as cidades de Peixe-GO e Belém-PA) e parte de seu potencial hidrelétrico é aproveitado pela usina de Tucuruí, no Pará - a 2ª maior do país e uma das cinco maiores do mundo. O Rio Araguaia nasce em Mato Grosso, na fronteira com Goiás e une-se ao Tocantins no extremo norte do estado de Tocantins.

A construção da Hidrovia Araguaia-Tocantins, tem sido questionada pelas ONGs (Organizações Não-Governamentais) em razão dos impactos ambientais que ela pode provocar, cortando dez (10) áreas de preservação ambiental e 35 (trinta e cinco) áreas indígenas, afetando uma população de 10 mil índios.00 km navegáveis (Entre as cidades de Peixe-GO e Belém-PA) e parte de seu potencial hidrelétrico é aproveitado pela usina de Tucuruí, no Pará - a 2ª maior do país e uma das cinco maiores do mundo.

O Rio Araguaia nasce em Goiás, próximo a cidade de Mineiros e ao Parque Nacional das Emas e une-se ao Tocantins no extremo norte do estado de Tocantins.

A construção da Hidrovia Araguaia-Tocantins, tem sido questionada pelas ONGs (Organizações Não-Governamentais) em razão dos impactos ambientais que ela pode provocar, cortando dez (10) áreas de preservação ambiental e 35 (trinta e cinco) áreas indígenas, afetando uma população de 10 mil índios.

Bacia Hidrográfica do Rio da Prata

O Rio da Prata tem origem no encontro dos rios Paraná, Uruguai e Paraguai, na fronteira entre a Argentina e Uruguai. Esses quatro rios são os principais formadores dessa bacia, de 1.397.905,5 km² - a segunda maior do país - e se estende entre Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Argentina.

O Rio Paraná com 2.940 km nasce na junção dos rios Paranaíba e Grande, na divisa de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Apresenta o maior aproveitamento hidrelétrico do Brasil, abrigando por exemplo, a Usina de Itaipu. Em 1999 foi inaugurada no Rio Paraná, a Usina Hidrelétrica de Porto Primavera - a segunda maior do Estado de São Paulo. Os afluentes do Paraná (Tietê e Paranapanema, tem grande potencial para geração de energia. Com relação s hidrovias, a Tietê-Paraná, é a mais antiga do país, atualmente com 2.400km de extensão.

O rio Uruguai forma-se pela junção dos rios Canoas e Pelotas, na divisa entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Seus formadores têm suas nascentes na Serra Geral em cotas aproximadas de 1.800m e apresenta uma direção geral leste-oeste, até receber, pela margem direita, o rio Peperi-Guaçu, quando começa a infletir para sudoeste, servindo de fronteira entre o Brasil e Argentina, até receber o rio Quaraí, afluente da margem esquerda que atua como fronteira entre o Brasil e o Uruguai.

A partir da desembocadura do Quaraí, o Uruguai segue para o sul até a localidade de Nueva Palmira, onde lança suas águas no rio da Prata. Seu percurso total é de 1.770Km da junção de seus formadores até a foz do Quaraí perfaz 1.262Km. Os restantes 508Km correm entre terras uruguaias e argentinas. Seu desnível total é de (24cm/km).

O rio Uruguai pode ser considerado, fisicamente:

Superior - Da junção dos rios Pelotas e Canoas, até a foz do Piratini, com uma extensão de 816Km e um desnível de 43cm/km.
Médio -
Da foz do Piratini à cidade de Salto, no Uruguai, com uma extensão de 606Km e um desnível de 9cm/km.
Inferior -
Da cidade de Salto à Nueva Palmira, um percurso de 348Km com desnível de 3cm/km.

A navegação do rio Uruguai só apresenta expressão econômica em seu trecho inferior, onde o rio é percorrido por navios de cabotagem, da foz a Concepción, na Argentina. Acima desse local, a navegação é mais difícil, podendo ser feita por pequenas embarcações até a cidade de Salto, no Uruguai. Acima de Salto a navegação é dificultada pela existência de rápidos e corredeiras, agravando-se a situação em direção a montante. Têm-se efetuado a navegação, por embarcações de pequeno porte, nos 210Km entre São Borja e Uruguaiana.

Em Julho de 2000, o Rio Iguaçu - que pertence a essa bacia -, é cenário de um dos maiores desastres ecológicos da história do país: cerca de 4 milhões de litros de óleo, vazam da refinaria Presidente Getúlio Vargas da Petrobrás, e formam uma mancha de quase 20km de extensão no rio, afetando o equilíbrio ecológico da região.

Bacia Hidrográfica do Atlântico Sul

É composta de várias pequenas e médias bacias costeiras, formadas por rios que desaguam no Oceano Atlântico. O trecho norte-nordeste engloba rios localizados no norte da bacia amazônica e aqueles situados entre a foz do rio Tocantins e a do rio São Francisco. Entre eles, está o Rio Parnaíba, na divisa entre o Piauí e o Maranhão, que forma o único delta oceânico das Américas. Entre a foz do rio São Francisco e a divisa do Rio de Janeiro e São Paulo estão as bacias do trecho leste, no qual se destaca o rio Paraíba do Sul. A partir dessa área começam as bacias do sudeste-sul. Seu rio mais importante é o Itajaí, no estado de Santa Catarina.

Maiores usinas hidrelétricas brasileiras:

As maiores usinas hidrelétricas brasileiras por capacidade instalada, até o final de 2002, são:

1) Itaipú (Rio Paraná) - 12.600 MW (*)
2)
Tucuruí (Rio Tocantins) - 4.245 MW
3)
Ilha Solteira (Rio Paraná) - 3.444 MW
4)
Xingó (Rio São Francisco) - 3.000 MW
5)
Paulo Afonso IV (São Francisco) - 2.460 MW
6)
Itumbiara (Rio Paranaíba) - 2.082 MW
7)
São Simão (Rio Paranaíba) - 1.710 MW
8)
Fóz do Areia (Rio Iguaçú) - 1.676 MW
9)
Jupiá (Rio Paraná) - 1.551 MW
10)
Itaparica (Rio São Francisco) - 1.500 MW
11)
Itá (Rio Uruguai) - 1.450 MW
12)
Marimbondo (Rio Grande) - 1.440 MW
13)
Porto Primavera (Rio Paraná) - 1.430 MW
14)
Salto Santiago (Rio Iguaçú) - 1.420 MW
15)
Água Vermelha (Rio Grande) - 1.396 MW
16)
Corumbá (Rio Corumbá) - 1.275 MW
17)
Segredo (Rio Iguaçú) - 1.260 MW
18)
Salto Caxias (Rio Iguaçú) - 1.240 MW
19)
Furnas (Rio Grande) - 1.216 MW
20)
Emborcação (Rio Paranaíba) - 1.192 MW
21)
Salto Osório (Rio Iguaçú) - 1.078 MW
22)
Estreito (Rio Grande) - 1.050 MW
23)
Sobradinho (Rio São Francisco) - 1.050 MW.

(*) Itaipú é considerada usina binacional (Brasil/Paraguai). Assim, inteiramente nacional, a maior é a de Tucuruí, no Pará.

Maiores rios brasileiros em vazão e por extensão (m³/s)

1°) Rio Amazonas (Bacia Amazônica) - 209.000
2°)
Rio Solimões (Bacia Amazônica) - 103.000
3°)
Rio Madeira (Bacia Amazônica) - 31.200
4°)
Rio Negro (Bacia Amazônica) - 28.400
5°)
Rio Japurá (Bacia Amazônica) - 18.620
6°)
Rio Tapajós (Bacia Amazônica) - 13.500
7°)
Rio Purus (Bacia Amazônica), Rio Tocantins (Bacia Tocantins-Araguaia) e Rio Paraná (Bacia do Prata) - 11.000
8)
Fóz do Areia (Rio Iguaçú) - 1.676 MW
9)
Jupiá (Rio Paraná) - 1.551 MW
10°)
Rio Xingu (Bacia Amazônica) - 9.700
11°)
Rio Içá (Bacia Amazônica) - 8.800
12°)
Rio Juruá (Bacia Amazônica) - 8.440
13°)
Rio Araguaia (Bacia Tocantins-Araguaia) - 5.500
14°)
Rio Uruguai (Bacia do Prata) - 4.150
15°)
Rio São Francisco (Bacia do São Francisco) - 2.850
16°)
Rio Paraguai (Bacia do Prata) - 1.290.

Observações:

1) Os rios da bacia amazônica são responsáveis por 72% dos recursos hídricos do Brasil
2)
o aqüífero guarani, com 1.194.800 km² de extensão e 45 quatrilhões de litros, é o maior reservatório de água doce da América do Sul e 70% dele está localizado no Brasil (Mato Grosso do Sul - 25,5%, Rio Grande do Sul - 18,8%, São Paulo - 18,5%, Paraná - 15,0%, Goiás - 6,5%, Santa Catarina - 6,5%, Minas Gerais - 6,1% e Mato Grosso - 3,1%), 19% na Argentina, 6% no Paraguai e 5% no Uruguai.

Recursos Hídricos - Os maiores rios brasileiros por extensão:

Amazonas 6.868km (Bacia Amazônica)
São Francisco 3.160 km (Bacia do São Francisco)
Tocantins 2.640 km (Bacia Tocantins-Araguaia)
Negro
Tapajós
Xingú (Bacia Amazônica)
Araguaia (Bacia Tocantins-Araguaia)
Madeira (Bacia Amazônica)
Paraná 2.940km
Paraguai
Uruguai 1.500km (todos da Bacia do Prata).

Fonte: www.ana.gov.br

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