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Roberto Cavalli

MJ por Roberto Cavalli

O estilista italiano Roberto Cavalli criou para Michael Jackson a coleção que ele usou na matéria da Revista Ebony

Desenhos exclusivos de Roberto Cavalli para Michael Jackson

Roberto Cavalli


Estilista italiano relembra a 'personalidade única' do cliente e amigo

O estilista italiano Roberto Cavalli, que vestiu ultimamente Michael Jackson, disse em entrevista à Rede EFE italiana - que após a morte do rei do pop “permanecerá sempre sua música, sua capacidade de dominar a cena e sua imagem de ícone que marcou a moda e a história”.

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-"Tive o privilégio de conhecer pessoalmente Michael Jackson há anos e desde então construímos um relação de amizade doce e espontânea, justamente como ele era…

“Impressionou-me seu modo de viver e de ver o mundo como uma criança”, disse o estilista.

“Após sua morte me faltará sua perspectiva única, mágica e inocente sobre a vida”, acrescentou. E concluiu: “com honra e comoção posso dizer que o vesti em suas últimas aparições e me alegra ter contribuído assim em uma mínima parte para a lenda do rei do pop”.

Roberto Cavalli foi o figurinista que criou a coleção usada por Michael na matéria realizada para a Revista Ebony.

Fonte: www.lovemiike.blogspot.com

Roberto Cavalli

“Gisele Bündchen não vale US$ 30 mil”

O estilista italiano inaugura loja em São Paulo, critica as cifras cobradas pelas top models, elogia as brasileiras e explica seu sucesso em Hollywood

De jeans e botas de couro, Roberto Cavalli chegou à loja que leva seu nome, recém-inaugurada em São Paulo, no fim da tarde de quarta-feira 17. De barba por fazer, beijava sócias e clientes entre longas baforadas de charuto.

Não dava sinais de estar cansado depois da maratona de entrevistas e da noitada na véspera, quando foi anfitrião de uma concorrida festa de lançamento da sua marca no Brasil. Foi no ambiente requintado do próprio show-room e sentado num sofá de couro de vaca, uma das marcas da moda Cavalli, que o estilista italiano de 57 anos, nascido em Firenze, concedeu entrevista à Gente. Trocou o inglês pelo italiano e soltou o verbo.

O que o senhor sente quando vê uma estrela de Hollywood desfilar uma roupa sua em noite de Oscar?
Eu amo isso. Principalmente, porque sei que elas de fato me escolheram. Adoro ver os meus bebês no Oscar. É como chamo minhas criações.

Quais celebridades usam Cavalli?

Não sou daqueles estilistas que pagam para as estrelas usarem seus vestidos. Pagar uma atriz ou uma cantora para usar Cavalli é uma coisa que nunca fiz nem vou fazer. Mas, graças a Deus, muitas adoram a minha marca.

Sarah Jessica Parker seria uma delas?

Sarah é uma grande fã minha, tanto que Sex and the City virou um programa de Roberto Cavalli. Catherine Zeta-Jones é outra bela atriz que veste Cavalli e que tantas vezes é assediada para usar outros estilistas.

Das tops brasileiras, quais trabalham mais com o senhor?

Já trabalhei com muitas brasileiras, que são fantásticas, mas para dizer a verdade, não sei os nomes. Não sou um amante das top models.

Por quê?

As top models não valem nada. Ninguém me convence que uma delas – não vou dizer o nome – seja mais bela do que outra. Não é verdade. A era das top models acabou ou está por acabar. Para mim a modelo deve apenas saber vestir bem a roupa e basta. O importante são meus vestidos. Nos meus desfiles não sei quem é brasileira, russa ou italiana, mas sou famoso por colocar modelos bonitas na passarela. Nunca seleciono top models, porque elas cobram cifras absurdas.

Quanto é absurdo?

Existem top models, como aquela de vocês, que não é melhor nem pior que as outras, que pedem US$ 30 mil, 40 mil para ficar 30 segundos na passarela.

O senhor fala de Gisele Bündchen?

Sim. Nenhuma modelo vale US$ 30 mil, nem Gisele.

Nunca trabalhei com Gisele. Ela não faz o meu tipo.

Prefiro gente mais simples.

Naomi Campbell é sua amiga?

Naomi é minha amiga quando tem vontade de ser. Ela é muito volúvel. Quando quer ser minha amiga, eu a aceito. Ela não veio à minha festa em São Paulo porque queria ser paga. Não pago e pronto. Então, ela não foi. Não sabe o que perdeu.

O que o senhor achou da festa de lançamento em São Paulo?

Foi fabulosa, arrebatadora, única e muito sexy. Em resumo: algo com o jeito de Roberto Cavalli.

Qual das brasileiras famosas que desfilaram na festa com suas criações lhe impressionou mais?

Não me lembro de nomes, mas posso dizer que aquela Daniella (Cicarelli) é belíssima. Todas eram belas. Sinceramente, não esperava ver tantas mulheres bonitas. Depois, me agradou muito que quase todas as convidadas estivessem usando vestidos Roberto Cavalli. Eu me senti em casa.

Depois o senhor foi festejar numa boate, bem longe dos jornalistas?

Terminei a noite num clube, onde fiquei umas horas me divertindo. Mas a minha viagem ao Brasil mesmo só conta pelo Rio, onde tirei três dias de férias. Todos me dizem que é uma cidade especial. Lá, não quero saber de trabalho.

O que o senhor acha da mulher brasileira?

Definitivamente, as brasileiras são o meu tipo. Casei com um loura austríaca, ex-miss Universo, porque não conheci antes uma brasileira. Brincadeira. Sou apaixonado pela minha mulher, com quem estou casado há 25 anos.

Qual foi a sua primeira impressão do Brasil?

A primeira coisa que percebi foi o sorriso no rosto das pessoas. Os brasileiros sorriem não só com os olhos, mas também com o coração. Isso não é usual na Europa nem nos Estados Unidos. Nós perdemos essa característica, que é a beleza de um sorriso espontâneo. Fiquei também muito surpreso com o tamanho de São Paulo.

Quais são suas expectativas de negócio no mercado brasileiro?

Vendo como as brasileiras são belas e depois dessa reação de entusiasmo pela minha coleção e por mim, penso que faremos sucesso. Já me convidaram para abrir lojas na Venezuela e na Colômbia, mas são países um pouco perigosos. Não me convenci. Tenho duas lojas em Miami, que é um ponto privilegiado para entrar no mercado latino-americano. Outro passo importante é que devo abrir em breve uma filial em Rodeo Drive, em Los Angeles. Consegui o local que procurava há muito tempo. Não é enorme, mas é uma boa vitrine para o mercado americano. Os próximos estabelecimentos serão abertos em Londres e Moscou, entre abril e maio. Outro grande mercado é o chinês. Já estamos em Xangai e vamos levar a marca para Hong Kong.

O senhor venceu o desafio entre arte e as exigências de mercado na hora de criar?

Sempre procuro a arte. Fazer dinheiro é resultado de fazer bem o que se propõe. Sou livre na hora de criar, isso é muito importante. Não fico pensando em quantos milhares de peças vou vender a cada coleção.

Por que a sua moda é tão feminina? Para muitos ela é até exageradamente sexy.

Amo muito as mulheres. Quando desenho uma coleção é para uma mulher que deseja ser feminina. Há duas coleções, venho tentando cobrir de novo o corpo da mulher. Como homem, prefiro imaginar. Mas adoro ajudar as mulheres a colocarem para fora a parte sexy que existe nelas e assim fazê-las ainda mais femininas. Para usar Cavalli é preciso ter personalidade.

Sua roupa é para magras?

Não acho que a beleza deva ser medida em quilos. Mas é claro que a minha roupa fica melhor em gente magra.

Qual é o seu conceito de elegância?

Elegante é estar confortável consigo mesmo. Nas prova de roupas com as modelos antes dos desfiles, faço questão de saber se elas estão confortáveis com o que vão mostrar na passarela. Quando elas gostam do que estão usando, desfilam como rainhas.

Como o senhor lida com a ira dos ambientalistas em função de usar muita pele de animais?

Esses ambientalistas raivosos são engraçados. É claro que fico nervoso quando quebram a vitrine da minha loja em Roma, como fizeram agora em fevereiro. Mas antes de tomar atitudes como essa, eles deveriam saber que amo animais.

Uso peles, sim. É um detalhe fashion. Mas é importante dizer que uso muito couro de vaca. Não uso pôneis ou peles de animais em extinção. E tem mais: a maior parte do meu trabalho é com estampas de peles de animais. Portanto, poupo a vida de muitos bichos ao popularizar a estampa no lugar das peles verdadeiras.

O senhor então é um defensor dos animais?

Moro numa vila em Firenze e tenho vários animais de estimação: um mico, uma arara, além de três cachorros. Na minha casa de campo na Toscana, onde produzo meu próprio azeite de oliva, crio cavalos de raça. É um hobby lidar com cavalos e os meus estão entre os melhores da Itália.

Qual o papel do luxo em um mundo tão conturbado?

É claro que temos guerra, Al Qaeda, crise, mas o luxo existe para nos fazer sonhar. Minha última coleção foi extremamente luxuosa para transformar cada mulher no que ela gostaria de ser. Não é possível ir contra a ordem política de hoje, mas não faz mal nenhum imaginar que se é rico e fabuloso.

Fonte: www.terra.com.br

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