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Rochas

 

INTRODUÇÃO

O estudo sistemático das rochas denomina-se PETROLOGIA.

Ela inclui a descrição e identificação das rochas - PETROGRAFIA - e procura explicar a sua origem e transformações posteriores a sua formação - PETROGÊNESE.

A petrologia é uma ciência auxiliar da Geologia e está intimamente ligada a Mineralogia e a Geoquímica. Qualquer profissional que se dedique a um dos ramos da Geociências, abordando problemas de Estratigrafia, Tectônica, Vulcanologia, Paleontologia, Prospecção de Recursos Minerais, não obstante a diversidade de suas metas, começa suas investigações com o arcabouço rochoso da Terra. Assim, o conhecimento das rochas constitui o núcleo de cada problema geológico e proporciona um ponto de encontro aos vários ramos da Geologia. ROCHA, no sentido geológico, é um material que faz parte essencial da crosta sólida da Terra, e é constituída por um agregado de um ou mais minerais, ou vidro vulcânico ou matéria orgânica. Este conceito inclui tanto massas incoerentes (areias, cascalhos, cinzas vulcânicas, etc.) como as coerentes (granitos, arenitos, conglomerados, calcários, etc.). Apesar da grande maioria das rochas ser constituída por um ou mais minerais (monominerálicas ou poliminerálicas), algumas rochas podem, no entanto, serem constituídas por vidros, vidro e minerais ou ainda, matéria orgânica.

No estudo das rochas uma habilidade é absolutamente essencial: a cuidadosa observação do detalhe. Esta ferramenta, básica de qualquer ciência natural, não se adquire rápida e facilmente; exige um esforço concentrado e prática contínua até que se torne hábito. Mesmo assim, nunca se está livre do perigo de passar por cima de um ponto significativo. Assim o estudo de qualquer rocha começa no local onde ela é coletada. Os afloramentos e outras exposições de rochas revelam dados muito importantes e que não podem ser obtidos através do simples exame de amostras isoladas.

Estes dados estão relacionados a feições estruturais tais como: juntas, estratificação, xistosidade e outras estruturas planares e lineares. Igualmente devem ser observados e considerados, no campo, os efeitos do intemperismo e outros agentes de transformação das rochas, pois dão detalhes que um material inalterado nem sempre consegue fornecer.

Para o estudo e reconhecimento das rochas três parâmetros são de fundamental importância: textura, estrutura e conteúdo mineralógico. Em geral, o termo estrutura refere-se aos aspectos de grande escala identificados no campo, tais como a disposição em camadas. Lineações, fraturas, etc. Por outro lado, a palavra textura refere-se ao grau de cristalização, ao tamanho dos grãos ou granulação e às relações recíprocas entre os constituintes das rochas. Estes aspectos texturais dão informações muito importantes sobre as condições de formação das rochas, visto que os processos físicos-químicos envolvidos imprimem nos minerais o modo pelo qual ele agem. O conteúdo mineralógico também é muito importante, porque além do fato de permitir poder classificar a rocha em função dos seus minerais, sabe-se que muitos deles originam-se em condições de pressão e temperatura limitadas, determinando assim o ambiente de formação das rochas.

Quando se estuda uma rocha deve-se utilizar esses parâmetros em conjunto, já que muitas vezes o uso de apenas um deles não é diagnóstico. Por exemplo, pode-se ter quatro rochas com a mesma composição mineralógica mas com texturas e/ou estruturas diferentes. Assim, uma rocha constituída principalmente de quartzo e feldspato pode se formar em ambientes muito profundos, originado um granito com estrutura maciça ou então um gnaisse, com estrutura bandada; pode se formar em condições de superfície originado um arenito, quando em ambientes sedimentares ou um riolito, quando originado por extrusão de lavas de composição riolítica.

O CICLO DAS ROCHAS

A crosta terrestre é constituída essencialmente de rochas. São elas, junto com fósseis, os elementos que o geólogo usa para decifrar os fenômenos geológicos atuais e do passado.

De acordo com sua origem são distinguidos 3 grandes grupos de rochas: ígneas, sedimentares e metamórficas. Estes tipos de rochas, que aparentemente não mostram relações entre si, apresentam-se intimamente relacionadas no denominado "CICLO DAS ROCHAS", como é visto no esquema aqui apresentado.

Assim, o ciclo das rochas mostra a história da formação dos diferentes tipos de rochas e as relações genéticas existentes entre elas.

ROCHAS ÍGNEAS

São também chamadas de rochas magmáticas e se originam da consolidação do magma (fusão silicatada). Delas derivam, por vários processos, as rochas sedimentares e as rochas metamórficas. Uma rocha magmática expressa as condições geológicas em que se formou graças a sua textura. A textura diz principalmente do tamanho e da disposição dos minerais que constituem a rocha, enquanto que a natureza mineralógica dos cristais ou mesmo do vidro, diz da composição química aproximada, pois os magmas possuem geralmente elementos voláteis que podem escapar durante o processo de consolidação.

A textura apresentada pelas rochas ígneas expressa a consolidação geológica na qual foi formada, assim o magma ao consolidar-se no interior da crosta terrestre, a vários quilômetros de profundidade, forma as chamadas rochas intrusivas ou plutônicas. Como o resfriamento ocorre de forma lenta, os minerais tem a possibilidade de apresentar um bom desenvolvimento originando uma textura equigranular. Portanto, as rochas intrusivas são constituídas por minerais bem cristalizados.

Exemplos: granito, gabro e diorito. Por outro lado, em outras condições geológicas, o magma pode extravasar na superfície formando rochas extrusivas (vulcânicas ou efusivas). Assim o magma passa bruscamente do estado líquido para o estado sólido adquirindo uma textura vítrea, pelo fato de não haver tempo para dar-se a cristalização dos minerais. Se já houver um início de cristalização no interior das câmaras onde se acha o magma, esses cristais em formação serão arrastados para a superfície pelo restante do magma ainda em fusão. Quando atinge a superfície, a lava consolida rapidamente, graças a queda brusca de temperatura e, como resultado, tem-se uma textura porfirítica. Exemplos de rochas extrusivas são os riolitos, basaltos e andesitos.

ROCHAS SEDIMENTARES

As rochas sedimentares são aquelas formadas a partir do material originado pela erosão de qualquer tipo de rocha preexistente, material esse que deverá ser transportado e posteriormente depositado ou precipitado em um dos muitos ambientes de sedimentação da superfície do globo terrestre. Incluem também, qualquer material proveniente de atividades biológicas. O critério de classificação das rochas sedimentares segue vários princípios, normalmente combinados entre si, como o ambiente e o tipo de sedimentação, a constituição mineralógica e o tamanho das partículas.

Assim, as rochas sedimentares podem ser divididas em:

Clásticas ou mecânicas: São formadas por fragmentos de minerais e/ou rochas preexistentes. De acordo com o tamanho das partículas constituintes são feitas subdivisões. Assim, por exemplo, as rochas sedimentares clásticas cujas partículas possuem, predominantemente, tamanho areia (2mm) são denominadas arenitos; aquelas com partículas tamanho silte (0,05mm), siltitos, e assim por diante;
Químicas:
São aquelas originadas pela precipitação de solutos, graças à diminuição de solubilidade ou graças à evaporação da água. Quando se verifica este fenômeno, a rocha recebe o nome genérico de evaporito. As rochas químicas mais comuns, formadas pela diminuição de solubilidade, são mais comumente os calcários, que precipitam graças ao aumento de temperatura e, conseqüentemente, despreendimento de gás carbônico, responsável pela solubilidade dos carbonatos que constituem os calcários;
Orgânicas:
São as rochas formadas pelo acúmulo de restos de organismos. Estes organismos contribuem em grande escala para a formação dessas rochas, seja pela deposição de seus restos, seja pela sua atividade fisiológica. Foram eles os formadores indiretos dos combustíveis fósseis, isto é, do carvão e do petróleo, assim como de numerosos depósitos de calcário, de diadomito, de minério de ferro, fosforitos, etc. Essas rochas recebem a designação geral de biólitos, e são classificadas em caustobiólitos (combustíveis) e acaustobiólitos (não combustíveis).

As rochas sedimentares formam-se pelo endurecimento de depósitos inconsolidados denominados sedimentos, através de um conjunto de processos físico-químicos genericamente chamado DIAGÊNESE.

ROCHAS METAMÓRFICAS

Tanto as rochas ígnea como as sedimentares podem ser levadas por processos geológicos a condições diferentes daquelas nas quais se formaram. Estas novas condições podem determinar a instabilidade dos minerais preexistentes, estáveis nas antigas condições. Estas rochas sofrem então transformações sob ação destas novas condições de temperatura, pressão, presença de agentes voláteis ou fortes atritos, adaptando-se, assim, a estas novas condições. Esta adaptação é que dá origem à formação das rochas denominadas metamórficas. Dependendo das condições, podem acontecer mudanças na textura e/ou composição mineralógica. Normalmente, pode ocorrer tanto a recristalização dos minerais preexistentes como também a formação de novos minerais. Dependendo da natureza dos esforços sofridos pela rocha, poderão ocorrer deformações mecânicas nos minerais. Graças às condições de pressão dirigida num determinado sentido, a textura resultante mais comum é a orientada ou xistosa, caracterizada pelo arranjo de todos ou de alguns dos minerais segundo planos paralelos. As rochas que apresentam esta estrutura xistosa bem desenvolvida são denominadas xistos. Na recristalização, pode se dar apenas um crescimento no tamanho dos grãos, graças à coalescência dos minerais existentes como, por exemplo, um calcário passando para mármore ou, um arenito passando para um quartzito. Em graus de metamorfismo mais altos, ou seja, em condições mais severas, formam-se os gnaisses, que possuem estrutura bandada, sendo rochas muito comuns no território brasileiro. Essas rochas, acima citadas, se formam sob condições denominadas metamorfismo regional dinamotermal.

Em outras situações, quando rochas preexistentes entram em contato com corpos ígneos, há um aumento significativo na temperatura, o que é suficiente para que hajam modificações na sua composição mineralógica e/ou textura, processo esse denominado metamorfismo de contato. Rochas comuns que se formam nessas condições são, por exemplo, os cornubianitos e os escarnito.

Rochas Ígneas

01. GRANITO

O granito é a rocha ígnea mais comum, ocorrendo juntamente com os gnaisses no embasamento cristalino, que constitui o substrato da crosta siálica que forma os continentes. Ocorre com diversas cores, cinza claro a cinza escuro, amarelo, rosa ou vermelho. A variação de cor provêm, normalmente da cor dos feldspatos, que é o mineral mais freqüente nos granitos. É constituído por ortoclásio (rosa), predominantemente, e quartzo (incolor); freqüentemente ocorre ainda plagioclásio sódico (leitoso). Contém ainda biotita (preta) ou muscovita (cinza) e anfibólio (escuro), mais comumente hornblenda. A maioria dos granitos possui textura granular hipidiomórfica, ou seja, apresenta grãos equidimensionais. A estrutura em geral é maciça, onde os constituintes em geral não apresentam orientação preferencialmente (orientada). A granulação pode variar de milimétrica a centimétrica. No Rio Grande do Sul, os granitos são rochas muito comuns, fazendo parte do denominado Escudo Sul-Riograndense. Em Porto Alegre, como em muitas cidades, nossas casas estão construídas sobre rochas graníticas. Os granitos são utilizados na construção civil, como material de pavimentação, em estradas, revestimentos de fachadas, etc.

02. RIOLITO

Rocha ígnea vulcânica, correspondente extrusiva do granito. É densa e possui uma granulação fina. Também é chamado de quartzo-pórfiro. Sua cor é cinza avermelhada, rosada, podendo ser até preta. A textura é porfirítica, possuindo em alguns casos um certo arranjo orientado como conseqüência do movimento da lava. Dá-se a este aspecto o nome de textura fluidal. A massa fundamental ou matriz afanítica (não se visualiza os minerais a olho nu) ou vítrea. Os fenocristais são normalmente de quartzo e feldspatos. Em relação aos basaltos, também rochas extrusivas, possuem uma ocorrência muito menor, não chegando a formar grandes corpos. Uma ocorrência é na Av. Bento Gonçalves, em Viamão, junto ao Parque Saint Hilaire.

03. GABRO

O gabro é uma rocha magmática máfica (escura) formada a grandes profundidades (intrusiva) e com textura fanerítica hipidiomórfica formada por minerais maiores que os do diabásio (> 1mm). O principal constituinte dos gabros é o feldspato calco-sódico (plagioclásio), de cor branca. Os minerais escuros são representados por augita e hiperstênio (piroxênios) e olivinas. Sua composição química é pobre em sílica e rica em álcalis. Há uma grande variedade de tipos diferentes de gabros, dependendo dos minerais que apresentam. O magma de origem é o mesmo que aquele que forma os diabásios e os basaltos. Os gabros ocorroem em sills, diques grandes e stocks, com tamanhos superiores a vários milhares que quilômetros quadrados e com espessuras de mais de 7 km, estratificados e apresentando camadas de outras rochas. As amostras da presente coleção provém de um corpo gabróico em Morungava (Gravataí - RS), da pedreira do Asmuz.

04. DIABÁSIO

Diabásio é o correspondente hipabissal (rocha formada em baixa profundidade) dos basaltos, isto é, possui a mesma composição química e mineralógica do basalto mas a textura é um pouco mais grosseira porque o magma teve mais tempo para esfriar que no basalto. É constituído essencialmente de piroxênio e plagioclásio cálcico. Possui cor preta e textura granular fina, raras vezes porfirítica. Apesar da origem hipabissal, possui muitas vezes textura granular mais grosseira, sendo por isso, fácil de ser confundido com gabro, que é seu correspondente plutônico. Por isso, a identificação deste tipo de rocha como tal, praticamente, só é possível quando se tem o controle de campo da ocorrência, ou seja, o diabásio normalmente ocorre em corpos tabulares, que cortam rochas encaixantes, concordante ou discordantemente, denominados "sill" e dique, respectivamente. Na Bacia do Paraná, os diabásios normalmente estão associados aos derrames basálticos, constituindo verdadeiros enxames de diques e "sill". Um destes ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na pequena elevação atrás das 3 esferas coloridas.

05. BASALTO

São rochas vulcânicas mais abundantes, tendo como equivalente plutônico (intrusivo) o gabro. A textura é microcristalina (grãos muito pequenos, só visíveis ao microscópio), vítrea (com vidro) ou porfirítica (alguns grãos grandes em uma massa de grãos menores). Pode ser às vezes vesicular, o que torna a rocha porosa, semelhante a uma esponja. Nesses casos, pode ocorrer o preenchimento das vesículas, formando amígdalas, que podem ser constituídas por ágata, quartzo, zeolitas ou outros minerais. Os basaltos calco-alcalinos são produtos principais dos vulcões do tipo havaiano; predominam entre as lavas dos cinturões orogênicos (das cadeias de montanhas). Onde se extravasaram a partir de grandes fissuras, formaram enormes platôs como, por exemplo, a Bacia do Paraná, cuja maior extensão localiza-se em território brasileiro. Atualmente, o Brasil não possui nenhum vulcão ativo. O vulcanismo mais moderno foi responsável pela formação de diversas ilhas do Atlântico brasileiro, como Fernando de Noronha, Trindade, Rochedo e Abrolhos, datadas de, aproximadamente, 12 milhões de anos. Na era Mesozóica (135 milhões de anos) o Brasil foi palco das maiores atividades vulcânicas que se conhece, onde as lavas basálticas extravasaram através de fissuras da crosta terrestre (na altura do Rio Paraná) e cobriram cerca de 1 milhão de km2. Perto de Torres, RS, por exemplo, a espessura dos derrames ultrapassa 1000 metros. O principal uso dos basaltos é na pavimentação e ornamentação de fachadas. Belos cristais de quartzo-ametistas são explorados no RS, no interior de grandes amígdalas, oca por dentro e atapetadas internamente. São as melhores ametistas do mundo e, por isso mesmo, exportadas para muitos países.

06. ANORTOSITO

É uma rocha formada essencialmente por plagioclásio cálcico branco, em geral labradorita, com pequena porção de grãos de piroxênio escuro e pequenas massas de magnetita e ilmenita. Aparentados com o gabro pela natureza do feldspato, os anortositos diferem nitidamente pela elevadíssima proporção de plagioclásio. São em geral acinzentados, mas podem ser amarelados, pardacentos, brancos ou quase negros (devido à pigmentação do plagioclásio). Quando são de grão fino e de cores claras, podem à primeira vista confundir-se com mármores ou quartzitos. Distinguem-se dos primeiros pela sua maior dureza e por não darem efervescência com ácidos e dos segundos quando pode-se observar as estruturas características dos plagioclásios. Os anortositos formam vastas massas intrusivas, principalmente de idade Pré-Cambriana. Algumas ocorrências conhecidas são de Stillwater, Montana e Bushveld, África do Sul. No RS, existe só uma ocorrência em Capivarita, município de Encruzilhada do Sul. As variedades de cor e estrutura interessantes são utilizadas como pedras ornamentais, principalmente em revestimentos de fachadas.

07. ROCHAS ULTRAMÁFICAS

As rochas ultramáficas são aquelas que apresentam um teor em minerais máficos (escuros a pretos) muito grande, o que confere, em geral, uma cor preta para as rochas desse grupo. A maior parte das rochas ultramáficas, ou ultramafitos, são também ultrabásicas pois contém menos de 45% de sílica. Todas tem índice de cor superiores a 70 (índice colorimétrico), e em todas é típica a escassez ou ausência de feldspato. As rochas ultramáficas efusivas e intrusivas de pequena profundidade não são abundantes. Algumas delas localizam-se perto das partes inferiores de derrames básicos, em conseqüência da acumulação, neste local, de olivina e piroxênio, que constituem essas rochas. Assim, em parte, processos gravitacionais são responsáveis pela formação de rocha com essa composição. Rochas ultramáficas são comuns no RS, como por exemplo no Complexo Pedras Pretas, município de São Sepé.

08. SIENITO

É uma rocha ígnea plutônica, composta essencialmente de feldspato potássico rosa (ortoclásio) e oligoclásio (leitoso), com pequenas quantidades de hornblenda, biotita e piroxênio (os três escuros). Assemelha-se, assim, a um granito, na aparência, mas difere dele porque contém menos de 5% de quartzo. São rochas faneríticas (com grãos grandes), em geral de textura granular. Dada à fraca proporção de minerais ferro-magnesianos (escuros) as cores predominantes são claras, sendo as mais comuns a branca, a rosada, a vermelha, a cinzenta e também a amarelada. Os sienitos apresentam variedades conforme a natureza do mineral máfico dominante. Por outro lado, dos tipos que apresentam feldspatóides, portanto com alguma sub-saturação em sílica, os mais comuns são os que contém nefelina e/ou sodalita. No RS, existe só uma ocorrência conhecida como sienito Piquiri, no município de Cachoeira do Sul. A principal utilidade dessa rocha é como material de ornamentação, sendo exportada em grandes blocos, cada uma com mais ou menos 20 toneladas de peso.

Rochas Sedimentares

09. ARGILITOS

São rochas sedimentares, de granulação finíssima, poucos mícrons e por isso untuosa ao tato. É uma das rochas sedimentares mais abundantes, o que lhe dá grande importância geológica; no entanto, por serem de granulação tão fina e tão difíceis de estudar, estão entre as menos compreendidas. Possuem de cor de cinza até preta, amarela, verde ou avermelhada. Os principais constituintes destas rochas são os minerais argilosos, que são silicatos hidratados de alumínio. A presença de argila, seja como impureza num sedimento qualquer (por exemplo num arenito ligeiramente argiloso), seja no estado puro, faz com que o sedimento produza o cheiro característico de moringa nova, quando umedecido com um simples bafejar bem próximo à amostra. Os argilitos são rochas argilosas muito firmemente endurecidas, desprovidas de clivagem ardosiana, e sua formação implica em alguma recristalização do material original. Estas rocha argilosas, quando apresentam a propriedade denominada fissilidade, de modo que podem se partir (esfoliar) segundo camadas finas e paralelas, levam o nome de folhelhos.

10.ARENITOS

É uma rocha sedimentar clástica, cujas partículas apresentam tamanho entre 0,2 e 2,0mm. Os grãos que formam os arenitos em geral são de quartzo, podendo, contudo, ser de qualquer mineral, uma vez que tenham as dimensões dos grãos de areia. Os arenitos que apresentam somente partículas tamanho areia são chamados limpos; há os que apresentam grão tamanho argila e silte misturados sendo denominados arenitos sujos. Os arenitos podem apresentar, além de grãos detríticos, material precipitado quimicamente entre os espaços vazios e que serve como ligante, chamado cimento. Em geral, o cimento é de sílica ou carbonatos.

O principal critério utilizado na classificação dos arenitos é a proporção entre seus componentes detríticos. Por exemplo, os quartzo-arenitos apresentam uma quantidade de quartzo muito maior do que feldspatos, enquanto os grauvaques mostram-se muito mais enriquecidos em feldspatos e apresentam pequena quantidade de quartzo. Ao mesmo tempo, observa-se que os grauvaques são muito mais abundantes em material fino, do tipo silte e argila, apresentando, assim, um baixo grau de seleção, critério este que também pode ser utilizado nas classificações. No RS, existe uma enorme área coberta por rochas areníticas denominadas de Arenito Botucatu, originariamente um enorme deserto formado há mais de 200 milhões de anos. Os principais usos destas rochas são na construção civil (a tão conhecida pedra grês), na fabricação de vidro e como abrasivo.

11. CONGLOMERADO

Um conglomerado é uma rocha sedimentar formada pela consolidação de um depósito de cascalho. O cascalho (sedimento) transforma-se através da diagênese em conglomerado. Os fragmentos que formam a rocha tem, neste caso, mais de 2 mm de diâmetro. Na realidade já rochas com menos de 50% e até menos de 10% de cascalho são denominadas de conglomerado. Os conglomerados são depositados como depósitos subaquáticos em corpos dágua permanentes como resultado da ação das ondas em costas rochosas. Também podem ser formados em terra como resultado de intemperismo e transporte quando o relevo é suficientemente íngreme e o regime hidrológico é adequado, com chuvas abundantes. Os cascalhos, o produto mais grosseiro da erosão, são movidos menos dos seus locais de origem e depositados em áreas mais restritas que areia, argila e substâncias em solução. A sua classificação é feita de várias formas, tais como textura (congl. De seixos, etc..), composição dos fragmentos (congl. De chert, etc...) ou de cimento (congl. Ferruginoso, etc...). Normalmente são classificados de acordo com o ambiente que os gerou - conglomerado glacial, fluvial, etc....

O modo de formação também é determinante, com 4 tipos: epiclásticos (terrígenos, abrangendo a maioria dos conglomerados), cataclásticos (formados em eventos tectônicos), piroclásticos (formados em eventos vulcânicos) e meteóricos (formados pelo impacto de meteoritos).

12. CALCÁRIO

Calcário é uma rocha sedimentar, constituída predominantemente por calcita (CaCO3), podendo conter quantidades pequenas de outros minerais, tais como: aragonita, dolomita, argilo-minerais, etc. É uma rocha poligenética, visto que pode ter uma origem clástica, química e/ou orgânica. Comumente, os calcários clásticos são bioclásticos, com grande contribuição de material orgânico, pelo fato de serem originados pelo embate das ondas sobre recifes de corais, algas calcárias e diversos outros organismos de carapaça calcária. Os calcários são rochas de cor cinza, amarela e até preta geralmente compactas e de granulação microscópica na maioria dos casos. Podem, às vezes, mostrar cristais mais desenvolvidos, visíveis a olho nu. Os calcários são facilmente riscados pelo canivete.

Comumente, apresentam impurezas de argila e areia. Efervesce com facilidade com HCl a frio. Em outros locais os calcários são muito abundantes, formando lindíssimas grutas.

No Rio Grande do Sul não ocorrem calcários: o que chamamos de calcário na realidade são mármores, rochas metamórficas com a mesma composição química do calcário, mas dobradas e recristalizadas (os cristais de calcita são bem maiores). Como amostra de calcário estamos adicionando à coleção um pedaço de uma concreção calcária, de Cachoeira do Sul.

Um teste para verificar a existência da calcita que forma a rocha é pingar algumas gotas de ácido clorídrico diluído: ocorre uma reação que libera CO2 - o calcário "ferve".

13. CARVÃO MINERAL

O carvão mineral é uma substância sólida, formada pela decomposição parcial de restos vegetais, com enriquecimento em carbono e litificada, isto é, endurecida por um processo lento, sendo necessários dezenas de milhões de anos para que se dê a sua formação.

Para iniciar a formação do carvão são necessárias várias condições conjugadas a saber:

a) desenvolvimento de uma vegetação continental que permita um acúmulo de substâncias vegetais;
b)
condições de proteção contra a decomposição total, fato que ocorre quando houver cobertura imediata pela água;
c)
após o acúmulo subaquoso deve ocorrer o sepultamento contínuo e prolongado por sedimentos. Como estas condições ocorrem atualmente, deve-se admitir que o mesmo aconteceu em pântanos e turfeiras do passado.

O carvào mineral não é uma substância definida, mas um material formado por componentes diversos. A matéria vegetal que constitui o carvão é a base dos troncos, caules, raízes, folhas, esporos, resinas, etc. Este material, quando colocado nas condições acima citadas, sofrerá alterações provocadas por desidratação, pressão, calor e ação microbiana que a conduz a um progressivo enriquecimento em carbono e empobrecimento em oxigênio. No Rio Grande do Sul, existem várias minas de carvão em atividade, como em Charqueadas, Butiá, Leão, na área do Rio Jacuí. Nossas reservas de carvão são de bilhões de toneladas. O carvão é um combustível sólido e pode ser utilizado como matéria-prima na indústria carboquímica.

Rochas metamórficas

14. ARDÓSIA

As ardósias são rochas de granulação extremamente fina e possuem uma propriedade notável, conhecida como clivagem ardosiana, que lhes permite o desdobramento em lâminas delgadas e largas. A cor das ardósias vai, comumente, de cinza a preta, mas pode ser verde, amarela, castanha e vermelha. Resultam, usualmente, do metamorfismo regional dinamotermal de folhelhos ( os folhelhos sofrem pressão muito grande e aumento da temperatura com pressões dirigidas) A clivagem ardosiana característica pode ser, ou não, paralela aos planos de estratificação dos folhelhos originais. Os principais minerais são o quartzo, clorita e sericita, mas devido à granulação muito fina, não são visíveis a olho nu. As ardósias vermelhas são ricas em hematita. Devido à boa divisibilidade apresentada por estas rochas, de modo a formar grandes placas, são usadas para lousas ou para telhados. A ardósia que acompanha a coleção foi coletada em Caçapava do Sul.

15. FILITOS

Rochas metamórficas xistosas de granulação fina. Apresentam cor prateada, cinzenta, esverdeada, até preta, e como minerais essenciais ocorrem o quartzo, a clorita e a sericita. Apresentam uma excelente clivagem, sendo que suas superfícies mostram um brilho sedoso devido às micas (sericita). Os filitos tem a mesma origem das ardósias, no entanto, seus grãos são maiores, como resultado de metamorfismo mais avançado. A rocha da coleção foi coletada em Caçapava do Sul.

16. XISTOS

São rochas metamórficas de granulação média a grosseira, cuja principal estrutura, a xistosidade, é caracterizada por um excelente paralelismo dos elementos lineares ou planares da sua fábrica. Os minerais individuais podem ser distinguidos macroscopicamente, normalmente com muito quartzo e mica. Os xistos são rochas formadas por metamorfismo regional dinamotermal e a estrutura que apresentam é típica deste tipo de metamorfismo.

De acordo com os constituintes minerais e sua proporção, os xistos tomam várias denominações: mica-xisto, clorita-xisto, talco-xisto, tremolita-xisto, etc.

17. QUARTZITO

Rocha metamórfica constituída por mais de 80% de quartzo. A interpenetração dos grãos de quartzo confere à rocha uma grande tenacidade. É uma rocha dura e compacta, de fratura subconchoidal ou conchoidal e brilho semelhante ao do quartzo. Além do quartzo, muitos quartzitos contém proporções variáveis de outros minerais que, ou são detríticos (principalmente feldspato) ou são novos minerais formados pela transformação do cimento (argiloso, calcário, etc.) do arenito do qual se originaram; os minerais mais comuns, assim formados, são a muscovita e a biotita. Os quartzitos em geral são brancos, cinza claros, amarelos ou castanhos. Podem, porém, ter outras cores devido a grãos microscópicos de minerais acessórios e, assim, serem esverdeados devido a presença de epidoto, azulados devido à cianita, purpúreos devido a hematita e pretos divido ao grafite ou à magnetita. Distinguem-se facilmente dos arenitos porque, quando estes últimos se partem, a fratura dá-se pelo cimento, ficando os grãos do quartzo salientes, enquanto nos quartzitos a fratura corta toda a massa da rocha; de alguns calcários, cujo o aspecto é semelhante, distinguem-se por serem muito mais duros e por não darem efervescência com ácidos.

18. GNAISSE

Um grande número de rochas metamórficas são designadas por este termo. São rochas de granulação geralmente grosseira, com xistosidade descontínua ou mal definida. Nos gnaisses há uma predominância de quartzo e feldspatos entre os constituintes mineralógicos, sendo os minerais micáceos presentes em menor quantidade e arranjados em bandas, contínuas ou descontínuas. Os minerais que constituem estas rochas apresentam os bordos encadeados, dando à rocha uma grande coerência. Os gnaisses assemelham-se muito aos granitos, exceto pela textura e/ou estrutura que é denominada de gnáissica (alternância de níveis com composição mineralógica e/ou texturas diferentes). Possuem cor cinza, desde claro até quase preto, e também rosa. São originados em zonas muito profundas da crosta terrestre, e suas idades são, em geral, muito antigas. Os gnaisses provenientes do metamorfismo de rochas sedimentares são denominados paragnaisses, enquanto os provenientes de rochas ígneas são chamados ortognaisses. No Rio Grande do Sul, assim como no Brasil, estas rochas são muito comuns e constituem parte dos terrenos Pré-Cambrianos. São utilizados como material ornamental ou de revestimento.

19. MÁRMORE

Um mármore é um calcário metamorfizado. É uma rocha cristalina composta por calcita, ou mais raramente, dolomita. Os grãos microscópicos de calcita recristalizam formando cristais macroscópicos apresentando um aspecto sacaróide. A principal textura é granoblástica, onde os grãos são equidimensionais. Como o calcário, os mármores caracterizam-se pela sua dureza baixa e efervescência com HCl a frio, quando formado por calcita, e a quente, quando formado por dolomita. O mármore, geralmente, apresenta cor branca, mas pode apresentar ampla faixa de cores em conseqüência de vários outros minerais que pode conter, em pequenas quantidades. Estes minerais, originados à partir de impurezas contidas nos calcários originais são, principalmente, micas, clorita, grafite, serpentina, etc. A palavra mármore, comercialmente falando, é usada para indicar qualquer rocha constituída de carbonato de cálcio, suscetível de ser polida e, nestas condições, inclui alguns calcários. O principal uso dos mármores é como material ornamental, onde um dos exemplos mais conhecidos são as ocorrências de Carrara, na Itália. Também podem ser utilizados em esculturas e como material de construção.

20. SERPENTINITO

O serpentinito é composto essencialmente pelo mineral denominado serpentina, principalmente na forma de antigorita. Como componentes secundários ocorrem a olivina, magnetita e talco. São rochas compactas, derivadas à partir de peridotitos por metamorfismo regional. Apresentam cores que vão do verde claro ao verde escuro e, ao tato, apresentam uma sensação gordurosa. Constituem, às vezes, fonte de cromita e de platina, como ocorre no Montes Urais, ou de níquel, como na Nova Caledônia.

Fonte: www.museumin.ufrgs.br

Rochas

Rochas são agrupamentos de minerais, ou apenas um mineral consolidado. É geralmente estudada por geólogos e geógrafos. Os geólogos procuram pesquisar mais intimamente sua composição química, sistema de cristalização, textura e estrutura. Enquanto que os geógrafos estudam o comportamento das rochas quando estas são submetidas aos diversos tipos de erosão.

As rochas que compõem a superfície terrestre podem apresentar diferentes aspectos, os quais estão ligados a determinados fatores como: composição química, origem, textura, estrutura, declive, cobertura vegetal, tempo geológico, tipo de clima, etc. Esses fatores interferem nas diferenciações que as rochas superficiais possam apresentar.

Especialistas como geólogos mineralogistas, geógrafos e engenheiros classificaram as rochas baseados principalmente em sua origem, composição química, textura e estrutura.

Quanto à origem, classificam-se em eruptivas, sedimentares e metamórficas. A composição química das rochas é um assunto muito complexo. Contudo, tomando-se como referência sua acidez (% de sílica), podem ser classificadas em ácidas, básicas, neutras e ultrabásicas. Com relação à condição da estrutura cristalina, podem ser divididas em holocristalina, holoialina, criptocristalina e hipocristalina. Quanto à textura, podem ser granular, porfiróide (microlítica e microgranular) e vítrea.

A análise da composição química das rochas exige intensas pesquisas e representa sua composição mineralógica e a natureza do magma original.

Os engenheiros construtores de estradas classificam as rochas sucintamente em três grupos: rocha branda, rocha semibranda e rocha dura, especificando mais ainda em certos casos, em rocha duríssima e rocha lamelar. Porém, essa classificação não é válida cientificamente por não considerar a gênese, composição química, textura e estrutura do material.

Profissionais da área utilizam-se do recurso de fotografia aérea na identificação dos diferentes tipos de rochas que aparecem na superfície terrestre. Para esse estudo, é utilizado um equipamento simples chamado estereoscópio, o qual permite a sobreposição das imagens fotográficas. Desse modo, pode-se identificar através das formas dos elementos e dos diferentes tons de cinza mostrado nas fotos preto e branco, as mudanças de solo e, com isso, os tipos de rochas que se apresentam nesse local.

Fotografias coloridas oferecem maior riqueza de detalhes na identificação dos tipos de rochas que possam ocorrer numa determinada área, permitindo com isso a construção de um mapa geológico mais completo.

As rochas são corpos sólidos formados através da agregação de materiais minerais, podendo tais corpos, em sua formação, serem formados de um tipo ou de vários tipos de minerais. Na verdade, todas as rochas originaram-se em estado ígneo, sob elevadas temperaturas. No exterior da crosta terrestre, as rochas em estado ígneo são ejetadas através dos vulcões . Tal material resfria, formando corpos sólidos de formas variáveis. No entanto, as rochas sofrem processos contínuos de desgaste, através de condições diversas, como as intempéries. O tipo de rocha formado a partir de agentes de desgaste consiste nas chamadas rochas sedimentares. O desgaste que as rochas originais sofrem as reduz gradualmente em partículas que acabam juntando-se a outros ciclos naturais (são carregadas pelos rios , neste caso fatalmente desembocando nos oceanos , e ainda carregados pelos ventos e chuvas). Através de milhares e milhares de anos, as partículas da rocha original desgastada, tendo sido depositadas sobre o solo em camadas, vão sendo empurradas para as camadas mais interiores através da constante pressão. Por fim, tais partículas terminam por retornar ao meio onde as rochas encontram-se em estado líquido, fundindo-se novamente, sendo reformuladas e retornando a todo este ciclo descrito.

Os tipos de rochas conforme sua origem tratam-se, na verdade, de diferentes estados das rochas. Tais estados são característicos, por sua vez, de cada estágio envolvido no processo natural de reciclagem das rochas.

Quanto as suas origens, há basicamente três tipos de rochas: as rochas ígneas, que praticamente derivam o demais tipos, são ejetadas em estado líquido, das camadas mais profundas da Terra até o exterior da crosta terrestre, através dos vulcões (em estado líquido, as rochas são chamadas magma); as rochas sedimentares, que são formadas através do desgaste das rochas ígneas já resfriadas, em milhares e milhares de anos, acumulando-se em camadas (exemplo: arenito, normalmente acumulado em regiões costeiras, assim como os terrenos costeiros argilosos, formados de areia e pedra; acúmulos de pedra calcária); as rochas metamórficas que possuem formação originada através da composição entre vários tipos de rochas, tendo sofrido conjuntamente a ação de altas temperaturas ou pressões (exemplo: mármore).

As rochas magmáticas são originadas a partir da consolidação do magma, sendo que através de sua textura pode-se determinar as condições geológicas em que estas rochas se formaram. Ao saber a textura, consegue-se determinar o tamanho e a disposição dos minerais que compõem a rocha.

Quando a consolidação do magma ocorre dentro da crosta terrestre, de modo que o resfriamento seja lento dando condições para que os cristais se desenvolvam sucessivamente, as rochas originadas deste processo são denominadas rochas plutônicas. A textura deste tipo de rocha é geralmente equigranular fanerítica, significando que os minerais que a constituem, possuem uma boa formação e um tamanho considerável.

Em condições onde ocorra o extravasamento do magma na superfície, passando do estado liquido para o gasoso num pequeno intervalo de tempo, as rochas originadas serão denominadas rochas vulcânicas ou extrusivas, cuja textura será vítrea, como conseqüência do pequeno intervalo de tempo que impossibilita a cristalização dos minerais. Caso o início da cristalização ocorra dentro das câmaras magmáticas, os cristais serão transportados pelo magma até a superfície, e com a alta variação de temperatura existente entre as câmaras e a superfície, a lava se consolidará muito rapidamente e formará um tipo textura denominado de textura porfirítica. Pode-se ainda ocorrer um tipo de textura denominado vesicular. A textura vesicular aparece quando da lava são liberados gases na forma de bolhas, que posteriormente ficam retidas pela consolidação da própria lava.

Dá-se a denominação pegmatitos a rochas que foram originadas a partir de um magma que possui uma grande quantidade de gases e elementos voláteis. O magma nestas condições se apresentara numa forma bastante fluída e possibilitará a formação de cristais cujo tamanho chega a ser bastante elevado.

As rochas podem ser consideradas ácidas, básicas ou neutras. Isto esta diretamente relacionado com o teor de silício que a rocha apresenta em sua composição. Falamos em rochas ácidas quando os teores de silício forem superiores a 65%, havendo a formação de silicatos e de cristais de quartzo. As rochas neutras são aquelas cujo o teor de silício vai de 52 a 65%. E por fim temos as rochas básicas onde o teor de silício vai de 45 a 52%, não havendo a formação de quartzo.

Para efeito de uma melhor compreensão dos aspectos das rochas magmáticas, será descrito abaixo as principais características de algumas dessas rochas.

Rochas Magmáticas

Granito

Dá-se ao nome de granito a uma rocha eruptiva que é composta por três minerais essênciais, sendo eles: o quartzo, o feldspato alcalino e as micas. Outros minerais como o piroxênio, biotita, anfibólio e mica branca podem fazer parte da composição desta rocha, sendo que à partir destes minerais é que se designa o tipo de granito. Por exemplo, a denominação granulito é dada a um granito que possui em sua composição a predominância da mica branca.

Um granito é denominado leucocrático quando em sua composição existe uma grande proporção de minerais claros. Já em condições onde ocorra o domínio de feldspato ortósio, associado a um feldspato plagioclásio, o granitos serão denominados alcalinos.

Os afloramentos de granito representam aproximadamente 5 a 10% das rochas que aparecem na superfície terrestre, sendo que no Brasil estes afloramentos ocorrem geralmente associados ao gnaisse.

Como resultado da decomposição dos granidos aparecem principalmente, a arena granítica. Nas regiões intertropicais de clima úmido ocorre com uma certa freqüência a decomposição dos granidos, e com a ação da erosão elementar surgem massas argilosas avermelhadas, que são resultantes da hidrólise dos feldspatos que se transformam em argila. É bastante comum, em regiões onde há um predomínio da esfoliação térmica, que ocorra o surgimento de muitos fragmentos de formas mais variadas possíveis.

A delimitação dos terrenos graníticos atualmente pode ser estudada à partir das fotografias aéreas, porém deve-se levar em consideração alguns elementos, como as diferentes tonalidades do cinza-claro observado nas fotografias, e as pequenas manchas mais claras que representam a ocorrência de arena granítica. Além da tonalidade deve-se levar em consideração outros elementos que possam vir a dar uma maior certeza na localização destes terrenos nas fotografias aéreas, assim como, a forma de vertente, o tipo de drenagem que deve ser arborescente ou dendrítica, etc.

Ela é bastante comum, aparecendo no Brasil na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira.

Apresenta-se nas cores que podem variar de cinza-clara a cinza-escura, vermelha e rósea.

Quartzo

É o mineral mais comumpuros e é , composto por dióxido de silício (SiO2). Ocorre em todo o mundo como componente de rochas ou em forma de depósitos um elemento essencial das rochas ígneasformado . Nas rochas metamórficas, é componente principal de diferentes tipos de gnaisses e de xisto. O quartzito é basicamente de quartzoforma incolor . A quartzita é formada basicamente de quartzo. Cristaliza-se no sistema hexagonal e tem dureza de 7. O cristal de rocha é a do quartzoO quartzo . Outras variedades são o quartzo rosa, a ametista e o quartzo cinza (que tem cristais de tons entre o amarelo fumê e o castanho escuro). branco tem cor leitosa devido à presença de pequenas inclusões de líquidos ou gases.

Ametista

Variedade de quartzo. Caracteriza-se por sua cor entre violeta e púrpura, criada pela presença de compostos de ferro e manganês.

Calcedônia

Variedade criptocristalina de quartzo, com vários tons de branco, cinza, amarelo, castanho, verde e azul. Tem a fórmula SiO2 e dureza de 7. Adquire muitas cores e brilho ao ser polida e por isso é valiosa na produção de jóias e bijuterias.

Ágata

É um mineral composto por camadas de quartzo que podem ter várias cores. Pode ser polida e costuma ser usada para fins decorativos.

Mica

Termo que se aplica a um grupo de minerais que se caracterizam por uma esfoliação basal perfeita, que separa o material em folhas muito finas e um tanto elásticas. São silicatos complexos de alumínio cuja cor varia de acordo com sua composição. As mais importantes são a moscovita, que contém potássio e alumínio, e a biotita, que contém potássio, magnésio, ferro e alumínio.

Feldspato

Grupo extenso de minerais composto por aluminossilicatos de potássio, sódio, cálcio ou, às vezes, bário. São elementos importantes de muitas rochas ígneas e metamórficas.

São os minerais mais abundantes e ocupam quase metade do volume da crosta terrestre. Têm dureza entre 6 e 6,5 e sua cor pode variar desde branco (incolor) até diferentes tons de rosa, amarelo, verde ou vermelho.

Pedra-Pomes

É uma rocha magmática muito leve. Possui poros (espaços vazios) como se fosse uma esponja. Tem essa estrutura em conseqüência do rápido resfriamento de uma lava rica em gases. A pedra-pomes é usada para polir objetos e limpar ou amaciar a pele.

Diabásio

É uma rocha magmática hipabissal, isto é, formada em condições geológicas superficiais. É constituída principalmente pelo piroxênio e plagioclásio cálcico, apresentando-se na cor preta e sendo uma das rochas melanocráticas bastante comum no Brasil.

Basalto

É uma rocha efusiva, de cor preta ou cinza escura, podendo apresentar vesículas, que quando preenchidas formam as amígdalas, cuja constituição pode apresentar minerais como o quartzo, que vem sendo explorado no Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Rochas Sedimentares

Em geologia, rochas compostas por materiais transformados, formadas pela acumulação e consolidação de matéria mineral pulverizada, depositada pela ação da água e, em menor quantidade, do vento ou do gelo.

Arenito

Rocha sedimentar com granulado grosso, formada por massas consolidadas de areia. Sua composição química é a mesma da areia; assim, a rocha compõe-se essencialmente de quartzo. Na cidade de Vila Velha, no Estado do Paraná, existem muitas formações rochosas de arenito. Ele é muito utilizado na construção de casas.

Calcário

Tipo comum de rocha sedimentar, composta por calcita. O calcário cristalino metamórfico é conhecido como mármore. Muitas variedades formaram-se pela união de conchas do mar de diferentes animais marinhos. Estalactites e estalagmites são formações minerais que se encontram com freqüência em cavernas.

Estalactite é a acumulação de carbonato de cálcio que desce do teto ou dos lados das cavernas de calcário. Quando os depósitos de carbonato cálcico crescem de baixo para cima a partir do solo, são chamados estalagmites.

Cascalhos e Seixos

São rochas sedimentares ou magmáticas, que têm sua forma determinada pela ação da água. Geralmente são encontrados nos leitos dos rios formando sedimentos não consolidados.

Rochas Metamórficas

São rochas cuja composição e textura originais foram alteradas pelo calor e pela pressão existentes nas profundidades da crosta terrestre. O metamorfismo que se produz como resultado tanto da pressão quanto da temperatura recebe o nome de dinamotérmico ou regional. Já o metamorfismo originado pelo calor ou pela intrusão de rochas ígneas recebe o nome de térmico ou de contato.

Gnaisse

Rocha metamórfica na qual os minerais separaram-se em camadas paralelas, criando uma estrutura laminar ou de bandas.

Ardósia

É uma argila alterada sob forte calor e pressão. Em determinadas regiões, usam-se placas de ardósia para cobrir as casas. Essas placas são leves e impermeáveis.

Mármore

Variedade cristalina e compacta de calcário metamórfico, que pode ser polida até que se obtenha um grande brilho. Empregada principalmente em construção e como material para esculturas. Comercialmente, o termo amplia-se para incluir qualquer rocha composta de carbonato de cálcio que possa ser polida, como, por exemplo, alguns calcários comuns. Inclui também, em termos genéricos, pedras como o alabastro, a serpentina e, às vezes, o granito.

Geologia

Ciência que pesquisa a estrutura da crosta terrestre, seu modelado externo e as distintas fases da história física da terra. Como a geologia é uma Ciência muito ampla, há a necessidade de que se tenha sólidos conhecimentos de química, física e botânica. A palavra geologia significa, geo = terra, logos = estudo. Segundo a história, acredita-se que o primeiro a utilizar essa terminologia foi o Bispo Richard Bury, em 1473, diferenciando os Teólogos dos Juristas que valorizavam as coisas terrenas. Antigamente a geologia era sinônimo de ciências da terra, e seus estudos eram realizados de modo empírico.

Define-se geologia como a ciência que estuda a terra, procurando abordar todos os seus aspectos como: constituição, estrutura do globo terrestre, as diferentes forças que agem sobre as rochas, modificando assim as formas de relevo e a composição química original dos diversos elementos, a ocorrência e a evolução da vida através das diferentes etapas da história física da terra (Estudo dos seres antigos).

Entre alguns estudiosos da geologia, existe uma pequena diferença, em relação a definição da palavra geologia. Pois alguns acreditam, que esta ciência deva tratar de assuntos relacionados ao aspecto e constituição das rochas, que compõem a terra. Já outros, acham que os assuntos relacionados a história física da terra, são mais relevantes. Por outro lado, existe uma linha de pesquisadores que são mais abrangentes e, definem a geologia como ciência responsável pelo estudo da terra e todos os seus aspectos.

A geologia apresenta-se como uma ciência descritiva, histórica e explicativa, ou seja é uma ciência de observação, de interpretação e de experimentação.

O trabalho de campo do Geólogo resume-se na:

a) Procura de afloramentos e natureza dos mesmos
b)
Procura de fósseis
c)
Estudo dos diferentes tipos de estrutura
d)
Prospecção

O objeto de estudo da geologia, são os fenômenos geológicos, os quais dividem-se em duas ordens: físicas e biológicas.

Os fenômenos geológicos de ordem física são:

Litogênese: (Formação de rochas),
Orogênese:
(Formação de montanhas)
Gliptogênese:
(Destruição e modelagem do relevo).

Estes fenômenos fazem parte do ciclo geológicos. Os fenômenos de ordem biológica, diz respeito aos fósseis (restos de organismos) encontrados nas rochas.

A geologia pode ser dividida em diversos ramos como:

I - Geologia Física

a) Geologia Estrutural (Estudo dos depósitos e das diferentes camadas)
b) Geologia Dinâmica
(Geodinâmica - Estuda as diversas transformações sofridas pela superfície da crosta terrestre, por causa do trabalho realizado pelos fatores exógenos

II - Geologia Histórica

Estuda as diferentes eras geológicas. Pode ser definida como "história física da terra." Pesquisa o desenvolvimento da vida na superfície da terra.

A Geologia estrutural ou (Geostática), pesquisa a arquitetura e o arcabouço do subsolo. A Geodinâmica estuda os efeitos produzidos pelos vários agentes e forças, como águas correntes, ventos, correntes marítimas, gelos em movimento ou atividade vulcânica, etc.

A geodinâmica é o mesmo que geomorfologia. Existe uma grande controvérsia entre os geógrafos e geólogos, no sentido, de se considerar a que área deva pertencer essa ciência. Atualmente, tomando-se por base vários autores, entendeu-se que a geomorfologia é uma ciência independente.

A Geologia Histórica, pesquisa a história da terra, tendo como base a vida vegetal e animal no decorrer das eras geológicas, através da Paleontologia. Já a Paleogeografia estuda as modificações ocorridas na superfície da terra.

As investigações geológicas, historicamente vem sendo orientadas pela teoria do cataclisma. Atualmente, uma nova corrente, o atualismo vem mudando as bases destas investigações.

A Teoria do Cataclisma

Explica que as transformações ocorridas na superfície do planeta terra, foram feitas através de movimentos violentos (Nunca transformações lentas). A teoria do atualismo investiga o passado à luz do presente (Resolver o desconhecido através do conhecido). Considerando que em geologia o fator tempo é fundamental.

Fonte: www.biomania.com.br

Rochas

Tipos de Rochas

Existem três tipos básicos de rochas e é muito importante saber reconhecê-las para entendermos como se formam os fósseis e onde será mais fácil encontrá-los.

Rochas Ígneas

O nome destas rochas vem do latim ignis (=fogo).

Elas são formadas pelo resfriamento de uma massa de rocha derretida que existe no centro da Terra. Esta massa chama-se magma e ás vezes é expelida para a superfície soterrando o que quer que esteja em sua frente(como a lava dos vulcões, por exemplo) e acaba se resfriando e endurecendo (Extrusivas), outras vezes o magma acaba se solidificando no subterrâneo mesmo (Intrusivas).

Como exemplos de rochas ígneas temos os basaltos, os granitos, o quartzo monasítico e a obsidiana.

Quando um vulcão entra em erupção, lança grande quantidade de um material pulvirulento (em pó) chamado cinza vulcânica que, pelo seu peso, acaba por se depositar como uma camada densa de poeira.

Como o magma fica um certo tempo a alta temperatura, ele normalmente destrói tudo que toca, entretanto às vezes um organismo pode ser preservado ao ser coberto pelas cinzas, como aconteceu na cidade de Pompéia no ano de 79 antes de Cristo. Esta cidade e sua vizinha Herculano, ficavam próximas a um vulcão que entrou em erupção lançando grande quantidade de cinzas que vieram a soterrar a cidade. Os animais e até mesmo as pessoas foram atingidas, sendo cobertas pelas cinzas e preservadas até hoje como se fossem estátuas.

Rochas Sedimentares

A palavra sedimentar tem sua origem no latin sedere (= acumular) e é uma referência ao seu processo de formação. Elas cobrem cerca de 2/3 da área dos continentes e a maior parte do fundo dos oceanos.

Quando as rochas são atingidas pelos agentes do tempo como o vento, a chuva, o gelo, elas se desagregam, liberando pequenas partículas das rochas, ou se dissolvem e são carregadas pelas águas, pelo vento, ou pela gravidade, para outros locais mais baixos, como planícies,lagos, e mares. Ali estas partículas vão se acumulando em camadas (estratos)e vão se compactando formando arenitos e conglomerados. Quando a rocha está dissolvida na água, ela pode precipitar no fundo de mares, formando os calcáreos.

Podemos classificar as rochas sedimentares em clásticas (do grego klastos = pedaços) quando são formadas por partículas ou fragmentos de outras rochas; e em não clásticas, formadas por diminutos cristais minerais ou matéria orgânica.

É nessas rochas que a maioria dos fósseis foi encontrada, pois sua formação é mais delicada, não prejudicando tanto o material a ser fossilizado.

Como exemplos de rochas sedimentares temos os calcáreos, os arenitos, os evaporitos, etc.

Rochas Metamórficas

A origem de seu nome também vem do grego (meta = mudança, morpho = forma).

São formadas a partir de rochas ígneas ou sedimentares que foram modificadas em sua estrutura, textura ou composição pela ação de altas temperaturas, pressões, ou líquidos e gases que reajam quimicaqmente com a rocha original

As modificações que uma rocha metamórfica sofrem, normalmente destroem os fósseis que poderiam estar em seu interior.

Como exemplos deste tipo de rochas temos o xisto, o mármore, o filito, etc.

Assim se voce quizer procurar um fóssil, voce deve começar procurando por locais que tenham rochas sedimentares. Lá voce terá mais chance de encontrá-los!

Fonte: br.geocities.com

Rochas

O que são rochas?

Usamos rochas para tantos fins em nosso dia-a-dia sem nos preocupar com sua origem que esses materiais parecem ter sempre existido na natureza para atender as necessidades da humanidade. Entretanto, diversos processos podem levar a formação de rochas com diferentes características e aplicações. O objetivo deste capítulo é introduzir os processos formadores de rocha e as características gerais que permitem diferenciá-las e classificá-las.

Rocha pode ser definida como agregado de minerais formado por processos naturais. Esses agregados podem conter, ainda, matéria orgânica e vidro. Em outras palavras, as rochas são registros de processos naturais ocorridos em algum lugar do passado.

É através do estudo deste registro que podemos, portanto, investigar os processos que ocorreram no passado do nosso planeta e, assim, entender a evolução da Terra.

Teorias sobre os Processos formadores de Rocha

O entendimento dos processos gerais formadores de rocha foi um dos pilares do desenvolvimento da geologia moderna no final do século XVIII. Até então, pouca preocupação havia a cerca de como as rochas se formavam. Duas teorias surgiram àquela época para explicar os processos que originam as rochas. Mais que simplesmente propor processos formadores, as duas teorias formuladas relacionavam a formação de rocha à dinâmica da Terra.

A teoria do Netunismo, que surgiu primeiro, considerava que todas as rochas teriam se formado a partir de um grande oceano primordial. A evaporação deste oceano teria originado nas terras emersas rochas de diferentes tipos nos diversos estágios de evaporação. Primeiro teriam sido formadas as rochas constituídas por minerais mais insolúveis (que seriam o quartzo, feldspato e mica, entre outros minerais), enquanto as rochas progressivamente mais jovens, formadas em um oceano cada vez mais reduzido, seriam aquelas constituídas por minerais mais solúveis (que seriam os carbonatos, as argilas e os haletos) . Esta teoria foi proposta pelo mineralogista alemão A. Werner.

A segunda teoria, a Plutonista, foi formulada por J. Hutton, na qual se inseria a teoria do tempo profundo e uniforme.

A teoria Plutonista considerava a existência de três grandes processos formadores de rocha: o sedimentar, o magmático e o metamórfico. Hutton reconheceu a importância do calor interior do planeta na formação de rochas e propôs a existência de um Ciclo de Rochas, no qual rochas de um determinado tipo genético podem ser transformadas nos demais tipos.

Após intenso debate, a idéia plutonista foi a que prevaleceu e deu origem a moderna geologia.

Mas, o reconhecimento de que existem vários tipos de rocha nos coloca a questão: Como reconhecer cada tipo de rocha?

Características diagnósticas das rochas

A identificação de cada tipo de rocha – ígnea, sedimentar e metamórfica – baseia-se em um conjunto de características essenciais: a composição, a textura e a estrutura.

Quando se fala de composição de uma rocha pode-se adotar dois enfoques complementares. Pode-se pensar em que minerais compõem a rocha e, assim, estaremos considerando a composição mineral. Por outro lado, pode-se também adotar um raciocínio químico e determinar que elementos constituem a rocha.

Têm-se então a composição química da rocha. Como os minerais apresentam uma composição química específica, a composição mineral e química de uma rocha estão obviamente relacionadas. Mas para traduzir a composição mineral em composição química e preciso saber a composição dos mesmos em detalhe e conhecer a proporção em que estes minerais ocorrem na rocha. Por outro lado, a composição química de uma rocha não é necessariamente diagnóstica de um processo formador de rocha, mas a sua composição mineral muitas vezes é. Isso por que a possibilidade de formação de um mineral é controlada pelas condições do meio, tais como pressão e temperatura, além da composição química, e essas condições variam entre os ambientes formadores de rocha.

A textura é o termo que se refere às características de tamanho, forma e arranjo dos grãos minerais que constituem a rocha. A característica textural de uma rocha é diretamente relacionada ao processo formador, sendo, portanto, um critério fundamental para sua classificação.

Entende-se por estrutura a ocorrência de agregados de minerais formando padrões bem definidos, muitas vezes geométricos, na rocha. Embora nem sempre presente, as estruturas refletem em geral as condições dinâmicas do ambiente de sua formação, sendo, assim, um aspecto valioso na identificação e classificação das rochas. Rochas que não apresentam estruturas são ditas maciças

Assim, podemos esperar que as rochas formadas por cada processo apresentem um conjunto de características texturais e estruturais, que, aliadas à composição mineral, permita reconhece-las e classificá-las.

Processos formadores de rocha

Rochas Ígneas

As rochas ígneas são formadas a partir do resfriamento e conseqüente cristalização de um magma. O magma é uma fusão, geralmente de composição silicática (ou seja, rica em SiO2), gerada em profundidade pela fusão parcial de outras rochas.

A cristalização desta fusão pode ocorrer em dois ambientes distintos, dando origem a dois tipos diferentes de rochas ígneas:

Algumas vezes o magma sobe até a superfície do planeta através de vulcões, por exemplo, e extravasa na forma de lava que cristaliza muito rapidamente.

A rocha assim originada é chamada rocha vulcânica ou extrusiva e apresenta uma textura com grão muito fino, indistinguível a olho nú, denominada afanítica.

Rochas Plutônicas

Uma vez que um magma é formado em profundidade (no manto ou na crosta) a partir da fusão de outras rochas, ele tende a subir em direção a superfície por ser menos denso que o resto do material circundante. O magma migra através das outras rochas, intrudindo-as. Essa ascensão nem sempre é fácil e muitas vezes o magma fica preso em meio a uma rocha sem conseguir subir mais. A rocha intrudida pelo magma é dita rocha encaixante. Esta última sofre os efeitos térmicos da intrusão, já que o resfriamento do magma envolve troca de calor com a rocha encaixante.

Alguns corpos intrusivos (como os diques, sills e lacólitos) podem ser formados muito próximos da superfície e estão muitas vezes relacionados com processos extrusivos. Este corpos resfriam rapidamente (embora um pouco mais lentamente que as rochas vulcânicas) e por isso as rochas formadas apresentam textura muito fina, similar as das rochas vulcânicas. As relações desses corpos com as rochas encaixantes, entretanto, correspodem às das rochas intrusivas. As rochas ígneas geradas nessas condições são denominadas rochas hipabissais.

Quando migrando através de outras rochas, o magma muitas vezes arranca fragmentos dessas, englobando-os e carregando-os consigo. Esses fragmentos de rochas estranhas dentro do magma são denominados xenólitos (xenos = estrangeiro e lithos = rocha).

Como em profundidade as demais rochas também estão quentes, o magma vai resfriando lentamente, tanto mais lentamente quanto mais quente for o material ao seu redor.

Assim as rochas plutônicas podem ter textura fanerítica com diferentes tamanho de grão dependendo, principalmente, da velocidade de resfriamento e cristalização do magma. Às vezes, alguns minerais começam a cristalizar primeiro que os outros e formam grãos maiores e euédricos (ou subédricos).

Quando o magma resfria ainda mais são cristalizados os outros minerais ao seu redor, formando um agregado de grãos mais finos e normalmente anédricos. Os grãos maiores e euédricos são denominados fenocristais enquanto o agregado de minerais anédricos e mais finos são conjuntamente denominados de matriz.

A textura assim formada leva o nome de textura porfirítica fanerítica, sendo o primeiro termo referente ao fenocristal e o segundo decrevendo a textura característica da matriz.

Utilidade das rochas

As rochas representam bens minerais de grande importância para a humanidade. São utilizadas das mais diversas formas, como por exemplo, nas áreas de construção civil, rocha ornamental, brita, etc.

Fonte: www.ufrgs.br

Rochas

Rocha (ou popularmente pedra ou calhau para um pedaço solto de rocha) é um agregado natural composto por alguns minerais ou por um único mineral, podendo ou não conter vidro vulcânico. Para além disso, para ser considerada como uma rocha esse agregado tem que ter representatividade à escala cartográfica (ter volume suficiente) e ocorrer repetidamente no espaço e no tempo, ou seja o fenômeno geológico que forma a rocha ser suficientemente importante na história geológica para se dizer que faz parte da dinâmica da Terra.

As rochas podem ser classificadas de acordo com sua composição química, sua forma estrutural, ou sua textura, sendo mais comum classificá-las de acordo com os processos de sua formação. Pelas suas origens ou maneiras como foram formadas, as rochas são classificadas como ígneas, sedimentares, e rochas metamórficas. As rochas magmaticas foram formadas de magma, as sedimentares pela deposição de sedimentos e posterior compressão destes, e as rochas metamórficas por qualquer uma das primeiras duas categorias e posteriormente modificadas pelos efeitos de temperatura e pressão. Nos casos onde o material orgânico deixa uma impressão na rocha, o resultado é conhecido como fóssil.

Os minerais são substâncias encontradas na natureza, formados por uma composição química equilibrada, resultante de milhões de anos de processos inorgânicos (ação do calor, pressão, etc). A maioria dos minerais é sólido, como feldspato, mica, quartzo, mas há alguns líquidos, como a água e o mercúrio.

As rochas são formadas por dois ou mais minerais agrupados. Existem três classificações para as rochas, de acordo com a sua formação: magmaticas, sedimentares e metamórficas.

Rochas Magmáticas

As rochas magmáticas, ou ígneas, como também são chamadas, são formadas pelo magma solidificado expelido por vulcões, e ainda podem ser subdivididas em dois tipos: intrusivas e extrusivas.

As Rochas ígneas, rochas magmáticas ou rochas eruptivas (derivado do latim ignis, que significa fogo) são um dos três principais tipos de rocha (sendo que as outras são, as rochas sedimentares e as rochas metamórficas). A formação das rochas ígneas vêm do resultado da consolidação devida ao resfriamento do magma derretido ou parcialmente derretido. Elas podem ser formadas com ou sem a cristalização, ou abaixo da superfície como rochas intrusivas (plutônicas) ou próximo à superfície, sendo rochas extrusivas (vulcânicas). O magma pode ser obtido a partir do derretimento parcial de rochas pré-existentes no manto ou na crosta terrestre.

Normalmente, o derretimento é provocado por um ou mais dos três processos: o aumento da temperatura, diminuição da pressão ou uma mudança na composição. Já foram descritos mais de 700 tipos de rochas ígneas, sendo que a maioria delas são formadas em baixo da superfície da crosta da Terra com diversas propriedades, em função de sua composição e do modo de como foram formadas.

O processo de solidificação é complexo e nele podem distinguir-se a fase ortomagmática, a fase pegmatítica-pneumatolítica e a fase hidrotermal. Estas rochas são compostas de feldspato (59,5%), quartzo (12%), piroxênios e anfibolitos (16,8%), micas (3,8%) e minerais acessorios (7%). Ocupam cerca de 25% da superfície terrestre e 90% do volume terrestre, devido ao processo de gênese.

Rochas magmáticas intrusivas

São as rochas formadas pelo magma que se solidificou em grandes profundidades. O granito é uma das variedades desse tipo de rocha. No Brasil, algumas serras são formadas de granito, como a da Mantiqueira, do Mar, e algumas serras do Planalto Residual Norte-Amazônico.

Rochas
Granito

Rochas magmáticas extrusivas

São as rochas que são formadas pelo magma solidificado na superfície. Um exemplo de rocha extrusiva é o basalto.

Rochas
Basalto

Rochas Sedimentares

São formadas através da sedimentação de partículas de outras rochas existentes ou de materiais orgânicos.

As rochas sedimentares podem ser divididas em três tipos: clásticas, orgânicas e químicas.

Clásticas

Também chamada de rochas sedimentares detríticas, são formadas por detritos de outras rochas antigas. Como exemplo de rocha clastica, existe o Arenito, Tilito, etc.

Rochas
Arenito

Orgânicas

As rochas sedimentares orgânicas são formadas por restos de animais e vegetais mortos, que vão se acumulando em alguns locais, e através de grande pressão e temperatura, dão origem á rochas e minerais como calcário, carvão mineral, petróleo, etc.

Rochas
Calcário

Químicas

São formadas quando o líquido (água) onde os sedimentos de rocha estão dispersos, se torna saturado. As rochas químicas em geral formam cristais.

Ex: calcita, aragonita, dolomita, estalactites e estalagmites.

Rochas
Estalagmites

 

Formação

As rochas sedimentares são formadas a partir da pressão exercida sobre as partículas de sedimentos carregados e depositados pela ação do ar(vento), gelo ou água. Conforme os sedimentos se acumulam, eles vão sofrendo cada vez mais pressão, se solidificando, num processo conhecido como litificação (formação rochosa) e os fluídos originais acabam sendo "expulsos".

Estas rochas podem ser formadas por:

Minerais herdados - minerais que provêem directamente de rochas pré-existentes;
Minerais de neoformação - minerais novos formados devido a fenómenos de transformações químicas ou de precipitações de soluções;
Partes de seres vivos - Por exemplo: conchas e fragmentos de plantas.

Rochas sedimentares contêm informações importantes sobre a história da Terra. Elas contêm fósseis, os restos preservados de antigas plantas e animais. A composição dos sedimentos nos fornecem pistas sobre a rocha original. As diferenças entre as sucessivas camadas indicam mudanças de ambiente que ocorreram ao longo do tempo. Rochas sedimentares podem conter fósseis porque, ao contrário da maioria das rochas ígneas e metamórficas, elas se formam a temperaturas e pressões que não destroem os restos fósseis.

As rochas sedimentares cobrem os continentes da crosta terrestre extensivamente, mas a contribuição total das rochas sedimentares estima-se que seja de apenas cinco por cento do total. Dessa forma, vemos que as seqüências sedimentares representam apenas uma fina camada de uma crosta composta essencialmente de rochas ígneas e metamórficas.

Rochas Metamorficas

As rochas metamorficas são rochas que sofreram alterações na sua estrutura em decorrência de altas pressões e temperaturas. Exemplos de rochas metamorficas são o mármore, quartzo, etc.

Rochas
Quartzo

Fonte: clientes.pluricanal.net

Rochas

Tipos de Rochas e Minerais

Rochas Magmáticas - (ou Ígneas ou Vulcânicas)

São formadas pelo magma lançado pelos vulcões, quando o magma se solidifica ocorrendo o resfriamento no interior da Terra, sofrendo forte pressão, transformando-se em rocha, e chamado de intrusiva.

Ex.: Granito.

E quando o magma é lançado para fora em forma de lava, se solidificando com o tempo, e chamado de extrusiva. Ex. Pedra-pomes e basalto.

O granito e formado por três minerais: Mica(preto), feldspato(cinza) e quartzo(brilhante).

Rochas Sedimentares

São rochas que se apresentam em forma de sedimentos ou camadas.

As características: menos duras que as magmáticas e podem conter restos de animais, (fosseis). Ex.: Areia, arenito, gesso, argila, calcáreo.

Rochas Metamórficas

São as que resultam da transformação de rochas magmáticas ou sedimentares. Ex.: Ardósia(usada em pisos), Gnaise(do granito) Mármore(calcáreo)

O nosso país é muito grande e possui um subsolo muito rico.

A penas uma parte delas já foi localizada, com exemplo temos:

Carvão-de-pedra: Originou-se dos depósitos de resíduos vegetais de grandes florestas que existiam em determinadas regiões da Terra. Utilizado em industrias, e na produção de energia, encontrado em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
Petróleo:
É um líquido escuro e grosso encontrado entre rochas sedimentares. Extrai gasolina, óleo diesel, óleo lubrificante, parafina, nafta, betume, querosene, gás de fogão, etc. Encontrado na Bahia, Sergipe, Amazonas, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Acre, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.
Manganês:
É utilizado, como mistura, na fabricação do aço. Bahia, Minas Gerais, Amapá e Mato Grosso
Cobre:
É empregado sobretudo na fabricação de fios elétricos e pode ser encontrado na Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Chumbo:
Forma com o Estanho uma liga. É utilizado como solda e também como protetor de salas de raio X. Encontra-se em Goiás, Minas Gerais, Bahia, Paraná e em São Paulo.
Ouro:
É um dos metais mais preciosos e utilizado sobretudo na fabricação de jóias. Encontra-se em Minas Gerais(Morro Velho), Bahia, e Pará(Serra Pelada).
Urânio:
É um minério radiativo, isto é liberador de energia. É encontrado nas areias monazíticas do litoral brasileiro e em Poços de Caldas, Minas Gerais e Goiás.
Estanho:
É produzido com um minério chamado cassiterita, que existe em grande quantidade em Rondônia e Amazonas.
Níquel:
Apresenta diversas utilidades e é encontrado sobretudo em Goiás (Niquelândia) Minas Gerais(Liberdade e Pratápolis).
Bauxita:
Deste minério se extrai o alumínio, metal utilizado para fabricação de chapas e de utensílios domésticos. Encontra-se em Poços de Caldas, Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais e nas proximidades do rio Trombetas, no Pará.

PEDRAS PRECIOSAS

As chamadas pedras preciosas, como o diamante, o rubi e a esmeralda, são minerais que têm cor e brilho especiais, sendo valiosos por sua raridade e dureza.

Quanto mais rara uma pedra preciosa, maior o seu valor comercial.

Vejamos como são algumas pedras preciosas:

Diamante: Depois de lapidado (tratamento e polimento da pedra), o diamante fica com um brilho muito bonito. Geralmente é incolor ou tem ligeira coloração azul, amarela, vermelha, rosa ou verde. No Brasil é encontrado em Minas Gerais, onde os garimpeiros o retiram dos cascalhos e da areia dos rios. O diamante é a pedra mais dura que existe na natureza. É capaz de cortar e riscar todas as outras pedras.
Rubi:
Sua coloração pode variar entre o rosa e o vermelho-escuro. É uma pedra muito dura, quase igual ao diamante, embora seja muito mais rara.
Safira:
É uma pedra de cor azul, que varia do azul-celeste ao azul-escuro.
Esmeralda:
Geralmente é de cor verde. Trata-se de uma variedade de berílio transparente. É encontrado na Bahia, em Goiás e em Minas Gerais.
Água-marinha:
Esta pedra apresenta uma variedade muito grande de tonalidade, entre azul-esverdeado e azul-escuro.
O Brasil é o maior produtor de águas-marinhas. São encontradas principalmente em Minas Gerais e na Bahia e apanhadas em cascalhos e leitos de rios.
Turmalina:
Apresenta grande variedade de cores. Pode ser vermelha, rósea, verde, azul e preta. É encontrada principalmente nos Estados de Minas Gerais e Bahia.
Topázio: Apresenta-se sob várias cores:
amarelo, rosa, roxo e azul, podendo também ser incolor. É encontrado em Minas Gerais.
Ametista:
Geralmente tem cor roxa. Quando lapidada fica muito bonita. É encontrada no Rio Grande do Sul, na Bahia e em Minas Gerais.

Encontramos também os metais ornamentais, como ouro e prata, que não são usados apenas em jóias e objetos decorativos, mas também em peças na indústria eletrônica, por exemplo. Já os sais de prata são usados em filmes fotográficos.

Fonte: www.labin.unilasalle.edu.br

Rochas

As rochas são, basicamente, associações naturais de dois ou mais minerais agregados ou não e, normalmente, cobrindo vastas áreas da crosta terrestre e, por vezes, embora raras, constituídas por um só mineral.

São, normalmente, agrupadas, de acordo com a sua origem, em três grandes classes: magmáticas ou ígneas, metamórficas e sedimentares.

Este trabalho é constituído por esses 3 tipos de rochas.

Vamos falar de um modo geral sobre estas rochas, sobre os seus tipos de rochas e sobre os seus minerais constituintes.

Tentamos simplificar ao máximo este trabalho, para que seja de fácil leitura.

Achamos que este trabalho de pesquisa está de acordo com o que foi pedido.

Rochas magmáticas

As rochas magmáticas resultam da consolidação e cristalização do magma. O magma é uma substância fluida, total ou parcialmente fundida, constituída, essencialmente, por uma fusão complexa de silicatos, silício e elementos voláteis, tais como vapor de água, cloretos, hidrogénio, flúor, e outros.

1) Das rochas magmáticas
2) Das rochas metamórficas
3) Das rochas sedimentares

Os magmas encontram-se na crosta terrestre a diferentes profundidades, em câmaras ou bolsadas magmáticas, a diferentes temperaturas de fusão as quais dependem da composição química do magma, da pressão a que está sujeito e da temperatura da rocha confinante.

Estas rochas resultam do arrefecimento do magma

Podem ser:

Intrusivas ou plutónicas: Como se formam no interior da crosta, são rochas que arrefecem lentamente. O granito é um exemplo, possuindo cristais bem visíveis. Esta rocha é constituída por três minerais: feldspato, mica e quartzo.
Extrusivas ou vulcânicas:
Formam-se na superfície do planeta e o seu arrefecimento é rápido. Uma destas rochas é o basalto, este apresenta uma cor escura, é compacto e muito duro.

O que são?

Rochas Magmáticas ou ígneas: Estas são originadas através materiais em estado de fusão que se solidificam por resfriamento, entre eles os minerais feldspatos, a os óxidos metálicos, os minerais silicatos ferro-magnesianos, etc.

Rochas Sedimentares

O que são?

Rochas Sedimentares são compostas por sedimentos carregados pela água e pelo vento, acumulados em áreas deprimidas; correspondem a 60% da superfície do território brasileiro; contém material fóssil; formam as bacias.

As rochas sedimentares são um dos três principais grupos de rochas (os outros dois sendo as rochas ígneas e as metamórficas) e formam-se por três processos principais:

Pela deposição (sedimentação) das partículas originadas pela erosão de outras rochas (conhecidas como rochas sedimentares elásticas)
Pela deposição dos materiais de origem biogénica
Pela precipitação de substâncias em solução

As rochas sedimentares podem ser divididos em:

Detríticas
Orgânicas
Químicas

O termo arenito corresponde á área litificada. É composto por quartzo, feldspato (ou outros minerais de origem ígnea).

Calcários são formados a partir do mineral calcita

Conglomerado é formado por clastos rolados de tamanho superior a 2cm.

Argilitos são rochas lutáceas, contem quartzo, feldspato, calcários e micas

Rochas Metamórficas

O que são?

A origem de seu nome vem do grego (meta = forma, mórficas = mudança).

As rochas Metamórficas têm origem no interior da terra, formam-se a partir de rochas que foram modificadas na sua estrutura, textura ou composição pela ação de altas temperaturas e pressões.

Nestes ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes.

O estudo das rochas metamórficas permite a identificação de grandes eventos geotectónicos ocorridos no passado, fundamentais para o entendimento da actual configuração dos continentes.

Tipos de metamorfismo

Processo em que as rochas sofrem várias transformações:

Tipos de metamorfismo Descrição Características Tipos de rochas
Contato Quando as rochas ficam sujeitas a altas temperaturas, as rochas sofrem alterações dando origem a novas rochas. Formação de minerais metamórficos sem orientação Mármore, hornfels
Regional Quando as rochas sofrem um grande peso das camadas superiores ocorre o aumento de pressão e temperatura Abrange grandes extensões e ocorre nos níveis profundos da crosta sob pressão e temperatura elevadas Filitos, xistos,
ardósias

Ciclo das Rochas

Conclusão

Gostamos bastante de fazer este trabalho, pois achamos que foi bastante educativo e ao mesmo tempo divertido.

Com toda esta pesquisa aprendemos várias informações sobre estes 3 tipos de rochas, sobre os seus minerais e sobre os seus tipos de rochas.

Achamos que foi óptimo e interessante poder fazer este trabalho, visto que aprendemos tantas coisas novas.

Fonte: www.notapositiva.com

Rochas

As rochas dividem-se em três grupos:

Magmáticas: Provenientes do arrefecimento e solidificação do magma.
Metamórficas:
Resultam de modificações, no estado sólido, devido à pressão e temperatura.
Sedimentares:
Resultam da deposição dos sedimentos que posteriormente experimentam diagénese

ROCHAS MAGMÁTICAS

As rochas magmáticas formam-se quando o magma em fusão arrefece e solidifica. Se arrefece rapidamente, os minerais não têm tempo de se desenvolverem originando rochas extrusivas ou vulcânicas. Se, pelo contrário, o magma arrefece lentamente, permite a cristalização e crescimento de todos os minerais, formando-se rochas intrusivas ou plutónicas.

Basalto

Tipo: Rocha magmática extrusiva ou vulcânica.
Composição mineralógica:
Minerais essenciais – Plagioclase cálcica associada a piroxena, hornblenda e olivina Minerais acessórios - Magnetite, ilmenite, apatite, hematite, quartzo.
Cor:
Muito escura, variando entre o preto e o castanho; rocha melanocrata.
Textura:
Rocha afanítica com cristais pouco desenvolvidos.
Variedades:
Basalto com olivina.
Utilidade:
Utilizada nos pavimentos; também utilizada, mas menos frequentemente, na construção de edifícios

Pedra-pomes

Tipo: Rocha magmática extrusiva ou vulcânica.
Composição mineralógica:
Minerais essenciais – Vidro Minerais acessórios – cristais de vários silicatos, zeólitos, calcite.
Cor:
Cinzento muito claro, amarelada, vermelha.
Textura:
Rocha afanítica com cristais pouco desenvolvidos.
Variedades:
Rocha vitrosa, formada só por vidro.
Utilidade:
Razoavelmente bom abrasivo.

Granito

Tipo: Rocha magmática intrusiva ou plutónica.
Composição mineralógica:
Minerais essenciais – Feldspato potássico (ortoclase), quartzo, plagioclase sódica associados a biotite, a biotite e moscovite ou, mais raramente, só a moscovite, e por vezes a hornblenda. Minerais acessórios – Magnetite, Ilmenite, apatite, pirite, zircão
Cor:
Branca, cinzenta clara, rosa, amarelada, esverdeada quando alterado; rocha leucocrata.
Textura:
Rocha fanerítica com minerais bem desenvolvidos, normalmente equigranular.
Variedades:
Granito biotítico, granito moscovítico, granito de duas micas, granito hornblêndico e granito turmalínico.
Utilidade:
É usado nas construções de edifícios, assim como, rocha polidora. É também um importante recurso de minerais valiosos, especialmente associados aos pegmatitos e aos gases libertados nos processos magmáticos.

Diorito

Tipo: Rocha magmática intrusiva ou plutónica.
Composição mineralógica:
Minerais essenciais – Plagioclase sódica (andesina, oligoclase-andesina) associada a hornblenda, biotite e piroxena. Minerais acessórios – Magnetite, ilmenite, titânio e alanite
Cor:
Cinzenta a cinzenta-escura ou esverdeada; rocha mesocrata.
Textura:
Rocha fanerítica com cristais bem desenvolvidos, normalmente equigranulares; existem variedades com fenocristais
Variedades:
Diorito hornblêndico, diorito biotítico e diorito augítico
Utilidade:
É uma rocha utilizada na construção.

Sienito

Tipo: Rocha magmática intrusiva ou plutónica.
Composição mineralógica

Minerais essenciais – Feldspato (ortoclase) associado a biotite, hornblenda e piroxena.
Minerais acessórios – Magnetite, augite e albite.

Cor: Branca, cinzenta, rosada, vermelha e amarelada; rocha mesocrata.
Textura:
Rocha fanerítica com minerais bem desenvolvidos.
Variedades:
Sienito hornblêndico, sienito biotítico e sienito augítico (com base na natureza do mineral máfico); sienito porfiróide e sienito gnaissóide (com base no tamanho dos cristais).
Utilidade:
É uma rocha utilizada na construção.

ROCHAS METAMÓRFICAS

São rochas que resultam da alteração de outras rochas. As transformações, físicas e químicas sofridas, passam pela existência de agentes de metamorfismo.

Estes são fundamentalmente: a pressão e a temperatura.

O metamorfismo resulta na transformação de rochas preexistentes, quando submetidas a pressões e temperatura elevadas, associadas ao factor tempo. Estes agentes de metamorfismo actuam sobre as rochas provocando alterações na sua composição mineralógica. Neste processo, formam-se novos cristais e a orientação dos cristais é modificada.

Ardósia

Tipo: Rochas de metamorfismo de contacto.
Grau de metamorfismo:
Baixo a médio.
Composição mineralógica

Minerais essenciais – mica, cordierite e andaluzite.
Minerais acessórios – os mesmos da rocha original.

Cor: Negra a cinzenta escura.
Estrutura:
Clivagem ardosífera.
Utilidade:
É usada nos quadros negros, telhados e em pavimentos.

Gnaisse

Tipo: Rochas de metamorfismo regional.
Grau de metamorfismo:
Médio a elevado.
Composição mineralógica

Minerais essenciais – feldspato e mica.
Minerais acessórios – epídoto, hapatite, turmalina, magnetite, pirite e pirrotite.

Cor: Branca, cinzenta clara a escura ou avermelhada.
Estrutura:
Gnaissica (foliação).
Utilidade:
Alguns gnaisses são usados na construção.

Quarzito

Tipo: Rochas de metamorfismo regional.
Grau de metamorfismo:
Presente em séries metamórficas de todos graus.
Composição mineralógica

Minerais essenciais – quartzo
Minerais acessórios – mica, feldspato e minerais pesados.

Cor: São geralmente brancos, cinzentos claros ou amarelados a acastanhados. Podem ter outras cores dependendo dos minerias acessórios.
Estrutura:
Não-foliada.
Utilidade: É usado na construção:
normalmente em pavimentos, depois de polida. Também é usada na indústria de cerâmica e vidro.

Mármore

Tipo: Rochas de metamorfismo de contacto e regional.
Grau de metamorfismo:
Baixo a elevado.
Composição mineralógica

Minerais essenciais – calcite.
Minerais acessórios – às vezes nenhum, outras vezes grafite e pirite.

Cor: Branca, muitas vezes corada uniformemente ou em desenhos variados.
Estrutura:
Não-foliada.
Utilidade:
Tem grande importância na construção civil. É o principal material das esculturas

 

ROCHAS SEDIMENTARES

As rochas sedimentares resultam da alteração e fragmentação de outras rochas.

Os materiais resultantes da degradação, alteração mineralógica e dissolução de certas substâncias, os sedimentos, são transportados, acumulando-se, geralmente, em locais, mais baixos: vales, lagos e oceanos.

Brecha

Tipo: Rocha sedimentar
Classe:
Detrítica
Aparência:
Cor variável. Textura caracterizada por fragmentos rochosos angulares, numa fina (ou muito fina), matriz. Estrutura da matriz razoavelmente bandada. Os fósseis nestas rochas são raros.
Componentes:
Os fragmentos rochosos podem ser de muitos tipos de rochas (brechas poligenéticas), mas, mais frequentemente, provenientes do mesmo tipo de rochas (brechas monogenéticas). A matriz é normalmente calcária, siliciosa, argilosa ou mesmo siltítica.
Génese:
Consolidação em vertentes, em grutas cársicas, mas sobretudo em depósitos de vertente. Outras brechas resultam de fracturas durante o processo de dobra de massas rochosas (brecha de fricção), ou ao deslocamento de sedimentos que ainda são incoerentes (brecha intraformacional). Podemos ainda encontrar brechas ferruginosas e brechas calcárias de acordo com as características da matriz que suporta os clastos.
Utilização:
É utilizada sob diferentes nomes, como pedra ornamental (por exemplo, pavimentos).

Arenito

Tipo: Rocha sedimentar
Classe:
Detrítica
Aparência:
Cor muito variada, desde branca a cinzenta, amarela, verde, vermelho e castanho. Textura clástica, com grãos desde muito finos, a grosseiros. Normalmente com grão calibrados e esféricos. Normalmente apresenta estratificação, com os grãos mais grosseiros no fundo e progressivamente mais finos para o topo (gradação negativa). Apresenta impressões de correntes e ondulação ("ripple marks"). Os fósseis e concreções são frequentes nestas rochas.
Componentes:
Os grãos podem ser de fragmentos rochosos ou de minerais, especialmente quartzo, feldspato, micas e calcite. Minerais mais densos, razoavelmente rolados, são comuns (zircão, apatite, olivina. magnetite, pirite). O cimento é silicioso (quartzo, opala e caledónia), calcítico, dolomítico, argiloso e siletítico. Assim, de acordo com o cimento podemos ter arenitos ferruginosos, siliciosos, etc.
Génese:
Acumulação de materiais clásticos, transportados pelo vento, águas marinhas ou fluviais, normalmente distinguíveis pelas formas e impressões dos grãos. Nos depósitos marinhos, normalmente são encontrados na base conglomerada.
Utilização:
Usada como rocha para a construção, em exteriores e no artesanato.

Marga

Tipo: Rocha sedimentar
Classe:
Detrítica / Carbonatada
Aparência:
Com cor desde muito clara a cinzenta escuro, acastanhada, avermelhada. Textura clástica, com grãos finos ou muito finos, podendo alguns grãos serem distinguidos a olho nu. Estratificação pouco frequente. Apresenta frequentemente estruturas sedimentares, fósseis e concreções.
Componentes:
Mistura de calcite (menos frequentemente dolomite) e minerais argilosos, com vestígios de quartzo, micas e resíduos carbonosos.
São frequentes nódulos de gesso, calcite e pirite.
Génese:
Depósitos marinhos e lacustres de material clástico, que se afundaram progressivamente e se misturaram com produtos de precipitação química ou resíduos orgânicos.
Utilização:
Matériaprima para as indústrias cimenteiras.

Antracite

Tipo: Rocha sedimentar
Classe:
Carbonosa
Aparência:
Cores escuras, desde castanho a preto, brilhante, duro, escamoso e compacto, por vezes reticular. Resultante da intersecção de zonas opacas e escamosas, com
veios com aparência vítrea ou caloso.
Componentes:
Com 93 a 98 % de carvão e substâncias voláteis dispersas. Pequenos núcleos de pirite e quartzo.
Génese:
Em grandes bacias, lagunares ou lagos costeiros, com lenta subsidência. Muitas vezes em zonas em que alternam com camadas de arenitos e argilitos. Resultante do carvão betuminoso, que se enriqueceu posteriormente em carbono.
Utilização:
Bom combustível; usado como gás; utilizado na indústria de aço, ferro, borracha sintética e tintas

Os três grupos de rochas – magmáticas, sedimentares e metamórficas, transformam-se continuamente na natureza num conjunto de processos geológicos denominado o Ciclo das Rochas. Este foi pela primeira vez descrito em 1785 pelo escocês James Hutton, numa apresentação oral diante da Royal Society of Edimburg.

O ciclo das rochas

Após arrefecimento, o magma solidifica originando rochas magmáticas. Estas podem formar-se à superfície devido a processos vulcânicos, ou no interior da crusta. Uma vez expostas à superfície, as rochas sofrem meteorização e erosão, processos promovidos fundamentalmente pela água e pelo vento, originando sedimentos. Estes depois de transportados pela água e pelo vento, depositam-se em zonas de depressão da crosta continental ou oceânica.

Devido a fenómenos de subsidência, os materiais da crosta vão afundando, aumentando a pressão e a temperatura. Originam então rochas sedimentares. Com o continuar do processo de subsidência crustal, em que a pressão e a temperatura aumentam, as rochas sofrem recristalizações no estado sólido dos seus minerais.

Surgem as rochas metamórficas.

Caso a temperatura ainda aumente mais as rochas fundem originando-se o magma, que pode voltar a formar novamente rochas magmáticas.

Fonte: www2.esec-miguel-torga.rcts.pt

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