Rococó - Pintura
Temos como características deste estilo à utilização da técnica pastel (pintura feita com bastão, pastel, de massa constituída de água gomada, talco e pó de várias cores.
Seu colorido é suave e durável. Os pastéis podem ser feitos com maior rapidez que as pinturas a óleo ou aquarela, mas mancham com maior facilidade e devem ser conservadas sob vidro), pinceladas rápidas, leves e delicadas e o uso de cores claras e luminosas com a predominância de rosas, verdes, lilases e azuis.
Rococó - Escultura
Um estilo brilhante e novo, com coloridos dramáticos, esculturas de santos e deuses criaram um mundo de fantasia. Escultores se preocupavam mais em mostrar sua habilidade do que o significado de sua arte; suas figuras que misturavam o realismo e o idealismo apresentavam muita complexidade e muita ornamentação.



Rococó - Arquitetura
O estilo arquitetônico Rococó surgiu na França e desenvolveu-se na Europa do século XVIII. Era mais leve do que o barroco e foi usado inicialmente na decoração de interiores. Na França, o rococó foi também chamado estilo Luís XV e Luís XVI. Caracterizou-se pelo uso abundante de formas curvas e muitos elementos decorativos como flores e laços.

Igreja Ottobeuren, Alemanha
A arquitetura
Rococó possui leveza, requinte e elegância. O tom pastel preponderava e a luminosidade difusa invadia os espaços por várias janelas. Em substituição ao alto-relevo das superfícies, apresentavam-se texturas suaves.

Estilo Rococó
Fonte: www.geocities.com
O termo rococó forma da palavra francesa rocaille, que significa "concha", associado a certas fórmulas decorativas e ornamentais como por exemplo a técnica de incrustação de conchas e pedaços de vidro, usados na decoração de grutas artificiais. Foi muitas vezes alvo de apreciações estéticas pejorativas.
O rococó é um movimento artístico europeu, que aparece primeiramente na França, entre o barroco e o romantismo. Visto por muitos como a variação "profana" do barroco, surge a partir do momento em que o Barroco se liberta da temática religiosa e começa a incidir-se na arquitectura de palácios civis, por exemplo. Literalmente, o rococó é o barroco levado ao exagero.
A expressão "época das Luzes" é, talvez, a que mais frequentemente se associa ao século XVIII. Século de paz relativa na Europa, marcado pela Revolução Americana em 1776 e pela Revolução Francesa em 1789.
No âmbito da história das formas e expressões artísticas, o Século das Luzes começou ainda sob o signo do Barroco. Quando terminou, a gramática estilística do Neoclassicismo dominava a criação dos artistas. Entre ambos, existiu o Rococó.
Na ourivesaria, no mobiliário, na pintura ou na decoração dos interiores dos hoteis parisienses da aristocracia, encontram-se os elementos que caracterizam o Rococó: as linhas curvas, delicadas e fluídas, as cores suaves, o caráter lúdico e mundano dos retratos e das festas galantes, em que os pintores representaram os costumes e as atitudes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver, dos prazeres sensuais.
O Rococó é também conhecido como o "estilo da luz" devido aos seus edifícios com amplas aberturas e sua relação com o século XVIII.
Em Portugal aparece na numismática a cerca de 1726 e prolongou-se até 1790 nos principais domínios artísticos.
Na corte e no Sul do país desaparece mais cedo, dando lugar ao neoclassicismo. É nas províncias do Norte, particularmente Noroeste, que se encontra a versão mais original do património artístico rococó metropolitano, graças à talha dourada de formas «gordas» de certas igrejas do Porto, Braga, Guimarães, etc., executada por notáveis artistas na segunda metade do século XVIII (Fr. José de Santo António Vilaça, Francisco Pereira Campanhã, etc.) e na escultura ganítica, que decora numerosos edifícios religiosos e profanos na área: igreja da Ordem Terceira do Carmo (1758-68) por José Figueiredo Seixas, Capela do Terço (1756-75); em Viana do Castelo, a capela dos Malheiros Reimões, etc.
Os pintores mais representativos foram François Boucher, Antoine Watteau e Jean-Honoré Fragonard
No Brasil o estilo revelou-se tardiamente, pois já no início do século XIX, na escultura de madeira e de «pedra-sabão», na pintura mural e na arquitectura, com José Pereira Arouca, Francisco Xavier de Brito, Manuel da Costa Ataíde e António Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
O rococó tem como principais características:
Cores claras
Tons pastéis e douramento
Representação da vida profana da aristocracia
Representação de Alegorias
Estilo decorativo
Música rococó
O estilo de música utilizada no rococó é de difícil definição.
É caracterizado por sarabandas, gigas, minuetos e outras galanteries. Um dos compositores deste estilo é Johann Christian Bach, filho mais novo de Johann Sebastian.
A pintura do Rococó divide-se em dois campos nitidamente diferenciados. Por um lado é um documento visual intimista e despreocupado do modo de vida e da visão de mundo das elites européias do século XVIII, mas adaptado à decoração monumental de igrejas e palácios serviu também como meio de glorificação da fé e do poder civil.
O Rococó nasceu em Paris em torno da década de 1700, como uma reação da aristocracia francesa contra o Barroco suntuoso, palaciano e solene praticado no período de Luís XIV. Caracterizou-se acima de tudo por sua índole hedonista e aristocrática, manifesta em delicadeza, elegância, sensualidade e graça, e na preferência por temas leves e sentimentais, onde a linha curva, as cores claras e a assimetria tinham um papel fundamental na composição da obra.
Da França, onde assumiu sua feição mais típica e onde mais tarde foi reconhecido como patrimônio nacional, o estilo Rococó logo se difundiu pela Europa, mas alterando significativamente seus propósitos e mantendo do modelo francês apenas a forma externa, sendo então adotado na Alemanha, Inglaterra, Áustria e Itália, e com alguma representação também em outros locais, como Portugal, Espanha, os países eslavos e nórdicos, chegando até mesmo aos Estados Unidos e, com maior impacto, ao Brasil.
Apesar de seu valor como obra de arte autônoma, a pintura rococó era concebida muitas vezes como parte integrante de uma concepção global de decoração de interiores.
Começou a ser criticada a partir de meados do século XVIII, com a ascensão dos ideais iluministas, neoclássicos e burgueses, sobrevivendo até a Revolução Francesa, quando então caiu em descrédito completo, acusada de superficial, frívola, imoral e puramente decorativa.
A partir da década de 1830, voltou a ser reconhecida como testemunho importante de uma determinada fase da cultura européia e do estilo de vida de um estrato social específico, e como um bem valioso por seu mérito artístico único e próprio, onde se levantam questões sobre estética que floresceriam mais tarde e se tornariam centrais para a arte moderna.

O Rococó se desenvolveu a partir da crescente liberdade de pensamento que nascia na França do século XVIII.
A morte de Luís XIV em 1715 abriu espaço para uma flexibilização da cultura francesa, até então fortemente cerimonial e dominada por representações que objetivavam acima de tudo a louvação do rei e de seu poder e se manifestavam de forma grandiloqüente e pomposa.