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Romã

 

Nome científico: Punica granatum L.

Nomes Populares: Romãzeira, romã

Família: Família Punicaceae

Origem: Originário da região da Europa e Ásia.

Partes utilizadas: Casca do caule e do fruto, flor e semente.

Romã
Romã

 

A romãzeira (Punica granatum), pertencente à família das Mirtáceas, é rara na Europa Central, mas cultiva-se em grande quantidade na Europa do Sul e no Norte de África.

É uma das espécies cultivadas desde os mais antigos tempos e empregadas em usos domésticos.

Nos textos do antigo Egito encontra-se mencionada sob o nome de «schedech-it» uma espécie de limonada que se obtinha da polpa da romã, um pouco ácida e refrescante.

No Pentateuco registra-se com freqüência como os hebreus, durante a sua peregrinação pelo deserto, dirigidos por Moisés, acharam falta das romãs e das uvas do Egito. No templo de Salomão foi usada a romã como motivo decorativo. Também é antigo o uso dietético e terapêutico da romã.

Já Hipócrates (460-377 A.C) empregava o suco das romãs como estomacal nos enfermos e febricitantes.

0 cultivo da romã deve ter sido introduzido na Península ibérica pelos árabes, em 711. A cidade de Granada, fundada pelos mouros no século X, tirou o nome precisamente da romã (em espanhol «granada»), que também faz parte do seu brasão de armas.

Esta espécie é um arbusto ou árvore que chega até a oito metros de altura, com os troncos mais velhos fortemente retorcidos e requebrados.

Caracteristicas

Possui folhas verdes brilhantes e as vezes avermelhados, seus frutos são sagrado em muitos países, é do tamanho de uma laranja, tem cascas amarelas e avermelhadas. É um antibiótico natural, e adstringente. Tem gosto levemente acido. Suas flores são firmes e delicadas. A romanzeira é conhecida por aumentar a longevidade.

Utilidades

Protege o coração, abaixa o nível de colesterol. A casca da raiz é usada nas verminoses, por exemplo solitária. Para o fruto é usado no caso de bolhas, cólica intestinal, corrimento (leucorréia), diarréia, difteria, digestão difícil, disenteria, furúnculo, enfermidades na garganta, dores de garganta, gastrite, gengivite, gonorréia, hemorragia uterina, pus, menstruações dificieis, rouquidão, sapinho.

Forma de Uso

Folhas
Frutos
Flores
Raizes

Composição e Propriedades

A romã fresca tem a seguinte composição, em percentagem: proteínas 0,9; sódio 70 mg; gorduras 4,5; potássio 50 mg; hidratos de carbono 16 g; cálcio 10 mg; vitamina B2, 100 g; água 75 g; magnésio 5 mg; vitamina C, 50 mg; calorias 110; manganês 1,3 mg; vitamina D, 0 U.I. e ferro 0,3 mg.

Ao passo que (como acontece em todos os frutos frescos) o conteúdo em princípios imediatos e em calorias é insignificante, é, pelo contrário, interessante o conteúdo em manganês (1,3% entre os minerais e em vitamina B2, (cem gamas por cento). A romã é um dos alimentos mais ricos em manganês.

0 manganês é um elemento fundamental para a vida e é necessário no organismo humano para a formação de diversos fermentos, pelo que o homem dele necessita de dois a três miligramas por dia.

A romã está indicada para todas as alterações do metabolismo dos fermentos, cujos sintomas ainda não foram descobertos nem compreendidos nos últimos anos.

Esta fruta pode situar-se nas dietas juntamente com os alimentos mais ricos em manganês, como são a aveia, a cevada, o centeio, o arroz integral, o milho, o soja, as sementes verdes, o feijão, as ervilhas e as lentilhas.

0 seu conteúdo em vitamina B2 (lactoflavina ou riboflavina) é dos mais altos.

Quando a contribuição da vitamina B2, nas pessoas que estão a crescer desce abaixo de 0,6 mg diários, aparecem rapidamente os sintomas carenciais clínicos. É necessário então usar dieta rica nesta vitamina, na qual a romã pode desempenhar um papel importante.

No Sul da Europa, prepara-se com romãs um suco de cor avermelhada, agradavelmente ácido, assim como um xarope refrescante, chamado «granadina».

Emprego Como Adstringente e Tenífugo

As flores da romãzeira podem ser usadas como infusões contra a diarréia e a leucorréia. A casca do fruto emprega-se como adstringente e antihelmíntico. A indústria obtém da casca uma substância corante, de amarelo-limão e vermelho-pardo, que se emprega para tingir tapetes orientais e outros curtumes (com um conteúdo até 28%) para trabalhar o couro.

0 invólucro da raiz e do tronco ainda hoje é utilizado nas farmacopéias alemã, austríaca e suíça como enérgico tenífugo de ação não só contra os vermes vulgares como também contra o temível Dibothriocephalus latus. Também se usa como adstringente e emenagogo em diversas formas, como pó, cocção e extrato de casca de romã. O extrato de romã entra nas chamadas pílulas índicas contra a disenteria.

A casca da romã contém como substâncias ativas, quatro alcalóides diferentes (derivado da piperidina), especialmente 0,4-1,0 % de peletierina, veneno espasmódico, que depois de se comportar como agente espasmódico, dá lugar a uma paralisia central generalizada. Os primeiros sintomas de uma intoxicação são dados por alterações visuais, vertigens e vômitos. A casca da romã contém considerável quantidade (20 a 28%) de glucósidos adstringentes, que com facilidade produzem prisão de ventre; também contém resinas, amido, ácido málico, oxalatos, um corante amarelo e de 3 a 20 por cento de minerais.

A casca da raiz, do tronco e dos ramos é muito ativa contra as tênias intestinais.

Uma velha receita recomenda a preparação deste remédio, da seguinte maneira: 100 g de casca de romã cozida em 500 g de água, até reduzir para 150 g, adicionando-lhe, depois, 15 g de álcool. Este cozimento será administrado, por três vezes, com intervalos de meia hora. Como este remédio não é totalmente inócuo, não deve ser empregado senão por prescrição do médico.

Fonte: www.geocities.com

Romã

"Comam romã, pois ela purga o organismo da inveja e do ódio." O conselho, dado pelo profeta Maomé, ilustra a importância, análoga à do figo e à da uva, que a romã adquiriu no Oriente Médio.

Romã é o fruto da romãzeira (Punica granatum), arbusto esgalhado de três a cinco metros de altura que constitui, ao lado de uma espécie pouco conhecida da ilha de Socotra, a família das punicáceas.

Nativa do Irã e de países vizinhos, seu cultivo espalhou-se pelo Mediterrâneo e se estendeu até a Índia. Depois, generalizou-se por regiões quentes e temperadas do globo.

As frutas, que amadurecem a partir de novembro, têm o tamanho de uma laranja e formato grosseiramente hexagonal.

Dividem-se em várias células, têm casca coriácea e apresentam tonalidades que vão do marrom-escuro ao amarelo-avermelhado.

Sua parte comestível - doce, cor-de-rosa e refrescante - é a película ou tegumento gelatinoso que reveste as numerosas sementes encontradas em arrumação compacta.

A romãzeira propaga-se por sementes, enxertos, mergulhões, alporques ou estacas lenhosas. As mudas são plantadas, de preferência, no início da primavera.

Embora vegete e floresça em vários climas, a produção de frutas só é satisfatória em áreas quentes e secas.

A fruta, a casca e a raiz da planta, que contêm substâncias como tanino e ácido gálico, estão presentes nos receituários da medicina informal dos mais diversos países.

O Fruto

Fruto de uma planta, a romãzeira, é cultivada em quase todas as regiões de clima quente.

A planta cresce em estado silvestre no oeste da Ásia e no noroeste da Índia. É uma planta que forma moitas naturais, mas quando cultivada é podada para se transformar em uma arvoreta.

Alcança uma altura de 4,60 a 6 m e apresenta galhos delgados.

Flores vermelhas crescem na ponta dos galhos.

A romã tem uma casca dura e lembra uma laranja de cor vermelho-dourada, com muitas sementes. Cada semente está imersa em uma polpa vermelha de sabor agradável e refrescante.

A polpa da romã é usada para fazer refrescos e licores.

A romã já era conhecida dos hebreus nos templos bíblicos. Existia uma pintura dessa fruta nos pilares do templo de Salomão.

Na mitologia clássica, Perséfone era obrigada a passar quatro meses de cada ano com Hades porque tinha comido algumas sementes de romã durante o tempo em que esteve vivendo no mundo dos infernos.

Fonte: biomania.com/www.clickeducacao.com.br

Romã

Romã
Romã

A Romã (Punica granatum L.; Punicaceae) é uma fruta. Possui propriedades úteis no combate a doenças cardíacas e envelhecimento.

Sua casca fervida em água, o líquido apurado serve para gargarejo em casos de infecções na garganta.

Também é misticamente considerada como símbolo da prosperidade e da riqueza, e é uma das plantas que na tradição israelita que por ela Deus abençou a Terra Santa.

É usada no Brasil em diversas simpatias.

É também usada como indicador ácido-base natural, tornando-se rosa em solução ácida e verde em solução básica.

Fonte: www.saberweb.com.br

Romã

Romã
Romã

A romã, Punica granatum , é fruta exótica e milenar.

A romã é uma fruta de cor vermelho escuro, com flores de uma tonalidade intensa, cujas sementes abundantes são o símbolo da fertilidade

A romã tem antioxidantes ainda mais poderosos do que o tomate e o vinho tinto para a prevenção de doenças cardíacas.

Dinheiro, prosperidade, fartura, estas são algumas das dádivas atribuídas às pequenas sementes da saborosa romã.

A romã é “recheada” de ricas propriedades medicinais. Até bem pouco tempo, estas propriedades importantes, só eram conhecidas por interessados em mitologia ou medicina chinesa antiga.

Segundo registros do antigo herbário chinês, o suco de romã aumenta a longevidade.

Descrição

Arbusto que pode crescer até 4,0 se plantado no solo, mas em vaso desenvolve bem menos.

Folhagem verde-brilhante, flores de cálice campanulado e pétalas laranja, seguidas de fruto globoso muito apreciado com sementes cobertas por arilo de sabor delicado.

Pode ser cultivado em qualquer tipo de clima, inclusive de invernos frios.

Modo de Cultivo

Local ensolarado, solo fértil e bem drenado.
Substrato de cultivo de solo de jardim com composto orgânico mais adubação de reposição com adubo granulado NPK formula 10 – 10 – 10 a cada 6 meses.
Pode ser podada nos ramos inferiores para parecer uma pequena árvore.

Paisagismo

Muito usada em hortas e pomares. No planejamento moderno passou para o jardim da frente, em cultivos produtivos.
É muito ornamental e excelente para jardins de sacada.
Seu tamanho pode ser controlado por podas na época em que está somente vegetativa.
Plantio em vasos de cerâmica de tamanho grande.

Usos medicinais

Remédio milenar, o uso da romã é consagrado cientificamente. Já está comprovada a eficácia da romã como antibiótico natural.

Propriedades medicinais da romã

A romanzeira é um arbusto, ornamental e medicinal, da família das Puniáceas, originário da África setentrional e aclimatado no Brasil.

Ajuda a tratar de

Disenteria
Eliminação de toxinas
Faringites
Gengivites
Infecções vaginais por fungos
Inflamações da garganta
Laringites
Pele cansada e sem brilho
Sangramento de gengiva
Sapinhos
Verminoses

Fonte: www.redesafran.com.br

Romã

História das Romãs

Romã

A romã é um fruto delicioso oriundo da Pérsia ou Irão que se começou a espalhar há milhares de anos por toda a Ásia, pela África, região do Mediterrâneo e até há poucos séculos pelas Américas especialmente na Califórnia onde já existem milhões de plantas.

Este fruto é do tamanho duma maça vulgar apresentando uma casca dura com uma cor que vai desde o alaranjado até ao vermelho escuro.

Possui 613 sementes que são as partes comestíveis.

O nome em latim da romã é: ‘pomum’ (maçã) mais ‘granatus ‘ (com sementes).

Portanto trata-se “duma maçã com sementes”. Foi deste nome ‘granatus’ que originou o nome da cidade de Granada em Espanha à volta da qual existem muitas romãzeiras.

Arquivos cuneiformes na Mesopotâmia, 3 mil anos antes de Cristo, já faziam referências às romãs.

Por causa da sua casca grossa as romãs aguentam-se mais do que as outras frutas quer durante o tempo quente quer com o frio. Por isso foram usadas como alimento assim como as cebolas e os alhos (por se conservarem mesmo no tempo quente) durante as construções das Pirâmides do Egipto.

Pelas mesmas razões as romãs foram usadas na travessia do deserto na Rota da Seda.

Romã
Pintura de Botticelli.
“Nossa Senhora com o Menino Jesus a segurar uma romã, como símbolo divino”

Simbolismo das romãs Já há muitos anos que me tenho vindo a interessar pelos significados mitológicos, religiosos e até nacionalísticos das várias siglas, de cruzes, de brasões, bandeiras, heráldica, hieroglífica, de frutas, de vegetais, etc. Todos estes objetos transmitem mensagem específicas. Quem diria que há no mundo 317 tipos diferentes de cruzes!

É para exclamarmos: “Cruzes canhoto!” Porque é que nos países à volta do Mediterrâneo as laranjas são chamadas Portugálias? Qual é a origem do nome tangerinas? Porque é que o nome banana é português? Porque usam os ingleses a palavra portuguesa zebra quando se referem à passadeira? Porque é que em Porto Rico nas Caraíbas as laranjas se chamam Chinas?

Todos nós sabermos que os marmelos são a fruta do amor, que a flor do marmeleiro é usada no ramo das noivas e que os marmelos representam os seios de uma rapariga nova, vai daí, todos nós sabemos o que é fazer marmelada...

Do mesmo modo me tenho interessado pelo significado mitológicos das romãs.

A Bíblia (Exudus, Capítulo 28) informa-nos que as romãs estavam esculpidas no Templo de Salomão em Jerusalém.

Mas a Bíblia também nos diz que as romãs são Símbolos de Retidão ou Honradez.

Mais curioso é o fato de cada romã possuir 613 sementes e este número ser igual aos 613 mandamentos ou provérbios judaicos (Mitzvots) que existem na Tora.

Coleção de Regras Judaicas nos primeiros 5 livros do Velho Testamento

Por isso os judeus comem romãs no feriado chamado Rosh Hashanah. E os católicos comem romãs no Dia de Reis.

Romã
As 613 sementes duma Romã

Na Arménia as romãs são símbolo de fertilidade, abundância e casamento.

No Irão as romãs são símbolo de boa saúde e longa vida.

Há quem acredite que as romãs eram uma fruta do Paraíso.

Os gregos escolheram Persofone como representante das romãs, mas complicaram a história do amor com uma tragédia grega…. Sabemos que certos pintores famosos como Sandro Botticelli usaram a romã como símbolo de amor divino quando o Menino Jesus mostra à Mãe uma romã ou quando Jesus Cristo é revelado num filme a comer uma romã! (Botticelli é o autor das famosas pinturas: “A Primavera”, “Vénus na Concha” e “ A Nossa Senhora e o Menino segurando uma romã” ).

A título de curiosidade podemos informar que o Imperador Maximiano I usava uma romã como Símbolo Pessoal de Retidão. Não conhecemos, até este momento, nenhuma figura nobre ou real em Portugal que usasse a romã com o mesmo significado místico.

Fonte: www.dightonrock.com

Romã

Romã
Romã

A romã, cujo nome científico é Punica granatum, pertence à família das punicáceas.

Nativa e domesticada no Irã (antiga Pérsia) por volta de 2000 A.C., esta fruta foi levada pelos fenícios para o Mediterrâneo de onde se difundiu para as Américas, chegando ao Brasil pelas mãos dos portugueses.

Na época das guerras Púnicas, os romanos trouxeram a fruta dos territórios de Cartago e chamaram-na Malum punicum. Portanto, julgaram-na erroneamente como sendo originária do norte da África.

As propriedades medicinais da romã são conhecidas desde a Antiguidade, sendo descritas no Papiro de Ebers1.

A literatura descreve a romã principalmente como um potente tenífugo, sendo suas propriedades anti-helmínticas assinaladas há séculos por Dioscorides e outros naturalistas da Antiguidade.

O chá feito com as folhas de romã é usado na medicina contra irritação nos olhos, e o chá produzido com as cascas dos frutos, para tratamento, na forma de gargarejo, de infecções de garganta. Esse mesmo chá é utilizado no combate às helmintoses.

Em diarréias e desinterias crônicas, o chá das cascas da raiz da romãzeira é freqüentemente usado em combinação com tintura de ópio2.

Romã vermelha e amarela

Dois tipos de romã podem ser encontrados no CEAGESP a vermelha e a amarela. Apesar de ambas serem originárias do Vale do São Francisco, a primeira é uma variedade canadense, enquanto que a segunda é nacional. Analisando-se visualmente a fruta, percebe-se na vermelha menor quantidade de sementes, casca mais fina e o mesocarpo (parte carnosa entre a casca e as sementes) maior. Já a amarela tem maior quantidade de sementes, apresenta casca mais grossa e mesocarpo mais fino. O formato dos lóculos (“bolsas”, onde estão armazenadas as sementes) também são diferentes, como podemos observar nas fotos. No sabor, parece não haver diferença. Quanto ao aspecto econômico, a variedade de cor vermelha custa cerca de 50 a 60% a mais do que a amarela, sendo destinada a um público de maior poder aquisitivo que freqüenta os grandes supermercados, quitandas especializadas, etc.

As cascas das raízes da romãzeira contém cerca de 0,6 a 0,7 % de alcalóides. Os mais importantes são a peletierina e a pseudo-peletierina.

Esses alcalóides são os responsáveis pelas propriedades tenífugas da romã.

A peletierina é o componente responsável pela atividade das cascas das raízes da romazeira contra platelmintos3 .

O pericarpo da fruta, do qual isolou-se taninos elágicos, é dotado de atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus, Clostridium perfinges e contra o vírus Herpes simplex II, responsável pela manifestação do herpes genital.

A comprovação destas atividades fornece validade ao uso popular do chá de romã no tratamento das infecções da boca e garganta.

As cascas do fruto são ricas em taninos elágicos e derivados de ácido gálico, flavonóides glicosilados, antocianinas, dentre outros compostos. Das sementes do fruto da romã foi isolado o ácido punícico.

No Oriente Médio, a romã é usada na culinária regional em pratos salgados, no preparo de almôndegas e peixes recheados e em saladas com berinjela. 100 gramas da fruta fornecem 62 kilocalorias, sendo altamente rica em fósforo. O fruto é consumido fresco e o suco feito com as sementes é utilizado na fabricação do xarope granadina, usado em condimentos e licores.

No Irã, a romã é hoje uma das frutas preferidas da população.

Símbolo do amor e da fertilidade por suas numerosas sementes, o culto à romã vem dos rituais pagãos da Antiguidade que continuaram a se propagar mesmo com o advento do cristianismo.

A romã é uma das sete frutas pelas quais a terra de Israel foi abençoada. Entre os judeus de origem ocidental existe o costume de colocar sementes da fruta embaixo do travesseiro na passagem do Ano Novo Judaico, comemorado em setembro. Faz-se isso para atrair sorte, saúde e dinheiro no próximo ano.

Na mitologia grega, Perséfone, filha de Demeter e deusa da terra e da colheita, foi levada para o inferno por Hades, deus das profundezas. Jurou não comer nada no cativeiro, mas não resistiu a uma romã.

Comeu seis sementes. Quando Hades afinal perdeu Perséfone para Demeter, teve a permissão de ficar com ela durante seis meses de cada ano, por causa das sementes. Esses seis meses se tornaram o inverno.

Na mitologia iraniana, o fruto desejado da árvore sagrada é a romã e não a maçã, como na religião cristã.

Segundo a crendice popular brasileira, a romã também traz sorte e prosperidade.

É por essa razão que as vendas dessa fruta aumentam muito a cada final de ano, principalmente no Nordeste. Muitos brasileiros também acreditam que terão um ano novo com sorte e dinheiro se colocarem sementes de romã nas suas carteiras de dinheiro ou em partes da casa.

Muitos, pelo mesmo motivo, comem as sementes da fruta no Natal e na passagem de ano.

De acordo com a Bíblia, no templo de Salomão, a circunferência do segundo capitel das colunas do pórtico era ornamentada com 200 romãs postas em 2 ordens.

O profeta Maomé afirmava “coma romã para se livrar da inveja e do ódio”.

Tanto as folhas como suas flores são encontradas nos sarcófagos dos antigos egípcios.

No Cântico dos Cânticos, poema dramático-idílico apócrifo, atribuído ao rei Salomão por uma velha tradição (mas ao que tudo indica composto no século IV A.C.), o amor humano é exaltado através de 2 personagens principais, o esposo e a esposa. Muitos, entretanto, vêm a figura de um simples pastor no lugar do esposo. Já as tradições judaica e cristã viram no cântico o símbolo do amor de Jeová por Israel e do povo eleito por seu deus.

Nesses cânticos, a beleza da face da amada é comparada ao fruto da romãzeira, cuja cor talvez represente o ideal de beleza daquela época.

É no bosque de romãs que a amada promete entregar-se ao seu amor.

Fonte: www.sbq.org.br

Romã

Romã
Romã

A romãzeira ( Punica granatum, L.), é uma planta de muitas utilidades, seja para a produção de frutos ou como ornamental em parques e jardins.

É também uma planta de atributos medicinais da qual se utilizam suas folhas, casca da raiz e dos frutos. É um arbusto ereto, que atinge de 2 a 5 m, muito ramoso, de casca avermelhada nos ramos novos, que adquirem coloração acinzentada nos ramos maiores e no tronco.

O fruto é esférico, com casca coriácea, amarela ou avermelhada manchada de escuro. O seu interior é composto de muitas sementes angulosas, cobertas por um tegumento espesso, polposo de cor rósea ou avermelhado, de sabor levemente ácido. São as sementes a parte comestível do fruto.

Cultivo

Solo: Qualquer tipo
Propagação:
Através de sementes
Época de plantio:
A partir de setembro
Espaçamento:
3m x 3m
Número de plantas por hectare:
1100 pés
Cova:
60 cm x 40 cm
Adubação na cova:
1 lata de esterco, complementando com ½ quilo de adubo químico.
Início da produção:
Terceiro ano após o plantio.
Duração da produção:
Acima de 15 anos.
Produção por planta:
acima de 30 frutos.

Época da colheita

A partir de novembro, recomendando-se colher os frutos, quando ainda não estiverem totalmente maduros.

Bibliografia

Guia Rural Abril - 1986. 450 páginas Murayama, S. Fruticultura, Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola.

Fonte: www.agrov.com

Romã

Romã
Romã

A romã é o fruto da romãzeira (Punica granatum).

O seu interior é subdividido por finas películas, que formam pequenas sementes possuidoras de uma polpa comestível.

Tem como princípios ativos: manita, ácido gálico, pelieterina, isopelieterina, grenadina, puricina e tanino.

A romã é rica em vitamina A, ajudando a manter a pele bonita e saudável e ajuda a visão. Também é rica em vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6), que auxiliam a circulação, aumentam a resistência às infecções, facilitam a eliminação de líquidos, previnem o estresse. Contém também pequenas frações de ferro e cálcio.

Os gregos antigos faziam oferendas à sua deusa Afrodite, a deusa do amor, com romãs, porque acreditavam que a romã era a fruta que alimentava o amor.

Outros consideram a romã a fruta da sorte e comem romãs na passagem de ano e guardam algumas sementes para ter sorte o ano inteiro.

Além de sorte e amor, a romã é a fruta da saúde, tantos são seus efeitos benéficos.

Os semitas chamavam-na de “rimmon”, para os árabes era conhecida como “rumman”, e mais tarde, os portugueses chamaram-na de romã ou “roman”.

Na Idade Média a romã era frequentemente considerada como um fruto cortês e sanguíneo, aparecendo também nos contos e fábulas de muitos países.

Os povos árabes salientavam os poderes medicinais dos seus frutos e como alimento. Tanto a planta, como o fruto, têm sido utilizados em residências ou em banquetes pelo efeito decorativo das suas flores e dos seus frutos, além do seu uso como cerca viva e planta ornamental. Segundo uma antiga crença popular, se você levar na carteira três sementes de romã, “dinheiro nunca há de lhe faltar”.

Fonte: sounatural.com

Romã

Romã
Romã

A tradição mais comum envolvendo a romã é praticada com mais freqüência justamente no dia de Reis, com o objetivo de trazer sorte e dinheiro.

O hábito é comer a fruta e colocar 3 sementes na carteira ou em partes da casa. Há variações inclusive entre os judeus, que deixam as sementes embaixo do travesseiro durante a passagem do Ano-Novo Judaico, comemorado em setembro.

A origem desta tradição remete à simbologia da romã. Além de suas propriedades medicinais, úteis no combate às doenças cardíacas, a fruta é considerada símbolo da prosperidade e da riqueza.

A romã teria sido uma das sete frutas pelas quais a terra de Israel foi abençoada. Colunas do templo de Salomão também teriam sido ornadas com sementes da fruta. E flores de romã foram encontradas até nos sarcófagos egípcios.

Fonte: woetter.multiply.com

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