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Romantismo

O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que perdurou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo que marcou o período neoclássico e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa.

Inicialmente apenas uma atitude, um estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um movimento e o espírito romântico passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo. Se o século XVIII foi marcado pela objetividade, pelo Iluminismo e pela razão, o início do século XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo eu.

Contexto histórico

Na segunda metade do século XVIII, a Europa passa por uma grande reforma: o Iluminismo. Ele foi uma revolução em todos os campos. Um novo estado de espírito se formava, em que o sentimento se sobrepunha à razão, o coração, ao cérebro.

As primeiras manifestações românticas ocorreram na Alemanha e na Inglaterra. Da Alemanha foi transportado para a França por meio de Mime Staël. Anos depois os Franceses levaram o Romantismo junto de seus navios para o Brasil. Em 1836 Gonçalvez de Magalhães publicou Suspiros Poéticos e Saudades.

Contexto cultural-artístico

Artes Plásticas

Nas artes plásticas, o Romantismo deixou importantes marcas. Artistas como o espanhol Francisco Goya e o francês Eugène Delacroix são os maiores representantes da pintura desta fase. Estes artistas representavam a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizavam as emoções e os sentimentos em suas obras de arte. Na Alemanha, podemos destacar as obras místicas de Caspar David Friedrich, enquanto na Inglaterra John Constable traçava obras com forte crítica à urbanização e aos problemas gerados pela Revolução Industrial.

Literatura

Foi através da poesia lírica que o Romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram: amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românticas são: Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão Goethe, Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord Byron. Na França, destaca-se Os Miseráveis de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.

Música

Na música ocorre a valorização da liberdade de expressão, das emoções e a utilização de todos os recursos da orquestra. Os assuntos de cunho popular, folclórico e nacionalista ganham importância nas músicas.

Podemos destacar como músicos deste período: Ludwig van Beethoven (suas últimas obras são consideradas românticas), Franz Schubert, Carl Maria von Weber, Felix Mendelssohn, Frédéric Chopin, Robert Schumann, Hector Berlioz, Franz Liszt e Richard Wagner.

Teatro

Na dramaturgia o Romantismo se manifesta valorizando a religiosidade, o individualismo, o cotidiano, a subjetividade e a obra de William Shakespeare. Os dois dramaturgos mais conhecidos desta época foram Goethe e Friedrich von Schiller. Victor Hugo também merece destaque, pois levou várias inovações ao teatro. Em Portugal, podemos destacar o teatro de Almeida Garrett.

Características principais

A) Subjetivismo

Consiste na valorização do indivíduo, do seu mundo sentimental. É a consagração do homem-universal do Classicismo.O artista já pode trazer à tona o seu mundo interior, com plena liberdade.

B) Sentimentalismo

O subjetivismo trouxe uma certa liberdade para expressar os sentimentos do artista, que fora proibido pelo classicismo. No começo foi usado de maneira sensata, porém mais tarde foi sendo usado demasiadamente e trazendo uma verdadeira melancolia.

Vale citar que também a religiosidade fora usada com muita freqüência em todos os autores.

C) Nacionalismo

O Romantismo aboliu todo tipo de mitologia (classicismo) e poesia bucólica (arcadismo), por temas nacionais:

O Romantismo brasileiro foi extremamente nacionalista, pois a independência, declarada anos antes aumentou o nacionalismo e o antilusitanismo.

D) Culto da natureza

Como o arcadismo, o romantismo também cultua a natureza, mas de maneira completamente diferente. Enquanto a natureza no arcadismo era uma espécie de enfeite, os poetas românticos se completam na natureza. Os prosadores precisam dela para dar vida às suas obras.

E) Idealização

Da mulher

A mulher dos prosadores românticos é a ideal. Soma de todas as qualidades femininas:

Feminina, carinhosa, fiel, alegre, formosa, disputada, etc... Os poetas foram além. Sonharam com deusas, mulheres inalcançáveis.

Do herói

Muitos personagens são construídos fora das limitações humanas e até do bom senso.

Do mundo

Os poetas construíam um mundo perfeito, para onde pudesse fugir do seu sofrimento.

Três gerações românticas, suas principais características e seus principais representativos

1ª geração

Nacionalista ou indianista

Marcada pela busca de uma identidade nacional, pela exaltação da natureza. Volta ao passado histórico, medievalismo e criação do herói nacional. Entre os principais autores podem ser destacados Gonçalves Dias, Gonçalves de Magalhães e Araújo Porto Alegre.

2ª geração

Do "mal século"

Influenciada pela poesia de Lord Byron e Musset, impregnada de egocentrismo, negativismo boêmio, pessimismo, dúvida, desilusão adolescente e tédio constante. Seu tema preferido é a fuga da realidade. A poesia é intimista e egocêntrica. Os poetas dessa geração foram Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela.

3ª geração

Condoreira

Caracterizada pela poesia social e libertária. Sofreu forte influência de Victor Hugo e sua poesia político-social. O termo condoreirismo é conseqüência do símbolo de liberdade adotado pelos jovens românticos: o condor. Seu principal representante foi Castro Alves, seguido por Tobias Barreto e Sousândrade.

Fonte: ldev.files.wordpress.com

Romantismo

Romantismo

A definição do romantismo, principalmente nas artes plásticas, é bastante polêmica. Sobretudo, é difícil estabelecer seu ponto de duração. Alguns acreditam que ele se estende desde meados do Século 18 até hoje, enquanto outros o vem como uma escola que floresceu entre os Séculos 18 e 19.

Além disso, a separação entre Romantismo e Neoclassicismo é outro ponto de difícil consenso entre os historiadores de arte.

Alguns críticos acreditam que essas tendências não têm, no fundo, tantas diferenças entre si, apresentando-se, antes, como as duas faces de uma mesma moeda.

Já outros estudiosos pensam que o romantismo é uma escola à parte, que se desenvolveu depois do neoclassicismo.

Acredita-se que, na música e na literatura, tenha sido mais fácil sua expressão como uma escola distinta das demais.

Um estado de espírito

O romantismo, nas artes plásticas, talvez esteja mais ligado a um estado de espírito e crenças filosóficas do que a um estilo ou imagem visual específica.

Além disso, os próprios líderes do movimento romântico, nas artes plásticas, apresentam grande diferenciação entre si.

De uma forma geral, o romantismo caracteriza-se pela valoração da experiência individual e da imaginação como principal fonte de recursos para a expressão artística.

Além disso, esse movimento marcou uma revolta contra o conservadorismo nas artes, pautando-se, todavia, pela moderação.

Tanto como o Classicismo, aspectos como a virtude ou a grandeza são valorizados, bem como um modo de vida pertencente ao passado.

Liberdade de expressão

Romantismo

Um dos maiores méritos creditados aos artistas desse período foi terem conseguido imprimir mais liberdade à arte, dando espaço para suas próprias expressões pessoais, o que talvez, até então, somente um poeta poderia fazer.

O Gótico Revival, que foi a revalorização estética dos construções da Idade Média, em especial o estilo gótico, pelo menos em suas primeiras manifestações, pode ser considerado um aspecto do romantismo.

A partir do momento em que se desenvolve, entretanto, chega a ser considerado por alguns historiadores como uma escola própria, separada já do romantismo.

Na arquitetura, somente o Gótico Revival

Um de seus maiores expoentes foi o inglês Horace Walpole (1717-1797), arquiteto amador e escritor, que tendo construído sua casa de campo Strawberry Hill, em Twickenham, como um castelo medieval, acabou por ajudar a estabelecer o estilo entre as construções do gênero do país.

Augustus Welby Pugin (1812-1852), também inglês, arquiteto, um dos nomes mais importantes do estilo na Inglaterra foi responsável pelos detalhes góticos nas Casas do Parlamento inglês.

Por fim, destaca-se o francês Eugène Viollet-le-Duc, que reconstruiu obras góticas e romanescas francesas, além de ter escrito um dicionário sobre a arquitetura francesa dos Séculos 11 a 14, popularizando bastante a estética medieval.

O Romantismo europeu

Na pintura romântica, destacam-se a Inglaterra, a França e a Alemanha como os países mais ligadas ao Romantismo.

O Romantismo na Inglaterra deveu muito a estrangeiros, principalmente os americanos Benjamin West (1738-1820) e John Singleton Copley (1738-1815).

WEST (Benjamin), pintor norte-americano (Springfield, 1738 - Londres, 1820). Trabalhando na Inglaterra, realizou retratos solenes e quadros históricos.

West foi o segundo presidente da Royal Academy, em Londres, pintor da corte de George 3º, conhecido entre outras coisas, por ter introduzido na tradicional academia britânica uma obra histórica com pessoas vestidas na maneira contemporânea ("A Morte de General Wolfe").

Copley é conhecido por seus retratos e obras como "Watson e o Tubarão", que narra um acidente ocorrido com um seu amigo Brook Watson.

Fonte: www.pitoresco.com.br

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