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Romênia

ROMÊNIA, TERRA DE SONHO

Desde o coração dos Montes Cárpatos se desdobram, em todas as direções, impressionantes paisagens que formam Romênia, o pequeno país latino onde a vida transcorre em meio de fascinantes rumos, ambientes e lendas. Desde suas belas praias do Mar Negro passando pelos vales de Bucovina até o impressionante espetáculo do Delta do Danúbio, uma da maiores reservas naturais da Europa e que compreende mais de 3.000 quilômetros quadrados, Romênia é na realidade de outras dimensões.

Uma viagem por Romênia constitui uma viagem ao passado, uma odisséia aos tempos da Idade Media. quando se visitam os pitorescos povoados da Região de Transilvânia, berço da lenda e mito do conde Drácula, ou de Moldavia e Bucovina, o espirito se vê surpreendido pela força da história de um passado que se faz presente. Os famosos mosteiros com pinturas ao fresco, glória e orgulho do patrimônio romêno, são os melhores exemplos. Romênia não é só história, passado ou lenda, é também, museus de maravilhosas arquiteturas, de majestosas igrejas, de ancestrais tradições, de preciosas praias na Riviera Romêna, de célebres Spa ou Balneários onde repousar o corpo, as idéias e o espirito ou de paraísos naturais como o da zona do Delta do Danúbio, mas sobre tudo, de gentes multirraciais que fizeram da vida uma existência de perpétua celebração, uma eterna festa.

E como diz a lenda dos folhetos de Romênia, aqui se entra como turista mas se abandona o país como amigo.

Situação e Geografia da Romênia

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Romênia tem fronteiras ao norte com Ucrânia, ao leste com Moldavia, ao oeste com Hungria e Iugoslávia, ao sul com Bulgária e ao leste encontra-se banhada pelo Mar Negro. O país estende-se aproximadamente 480 quilômetros de norte a sul e 640 quilômetros deste oeste, com uma superfície de 237.500 quilômetros quadrados e uma população próxima aos 23 milhões de habitantes. A capital é Bucarest com aproximadamente dois milhões e cem mil habitantes.

São três as características da geografia de Romênia. Na parte central as montanhas estão dispostas em forma de arco, ocupando um terço da superfície total, as colinas e as mesetas representam o 33 por cento e as planícies do sul e do oeste o 36 por cento. Os bosques cobrem mais da quarta parte do país.

Romênia está atravessada pelas cadeias montanhosas dos Cárpatos, que se dividem em Orientais, Meridionais e Ocidentais, formando um círculo que rodeia a meseta de Transilvânia, delimitada ao noroeste pelos montes Apusení.

Os Cárpatos, que formam um arco montanhoso no centro do país, contornam a meseta de Transilvânia, e por outro lado, estão contornados pelos Subcárpatos inferiores que descem até transformar-se em suaves colinas para dar passo às extensas planícies. Os montes Cárpatos culminam no pico Moldoveanu com 2.543 metros.

Ao longo das fronteira com Iugoslávia e Hungria se desenvolvem planícies onde estão presentes numerosos rios como o Mures e o Crisul, enquanto que ao leste encontra-se a planície baixa de Panónica e mais ao sul, o Banato. Ao sul, para o vale do Danúbio (que durante um tramo marca a fronteira com Bulgária) estende-se Valáquia, esteparia e árida. Entre o curso final do Danúbio e a costa do Mar Negro estende-se a pantanosa região de Dobrudja, conhecida como o Delta do Danúbio.

Os rios romênos estendem-se de forma radial desde os Cárpatos e a maior parte de suas águas é recolhida pelo poderoso Danúbio. Entre os rios principais encontra-se o Olt, Prut, Siret, Tisza, Somes e Arges.

FLORA E FAUNA

Em Romênia os bosques cobrem mais da quarta parte do território enquanto que a atividade agrícola produz cereais, trigo, milho, batatas, hortaliças, frutas, beterrabas, sementes oleaginosas e tabaco (Valáquia). Em algumas zonas prevalece a vegetação de tipo estepes.

No relativo à fauna, Romênia possui uma das faunas mais ricas da Europa, graças ao fato de contar com espécies próprias da Europa Ocidental e da Europa Oriental. Entre as numerosas espécies destacam os lobos, ursos, cervos, linces, gamuzas, corsos, gamos, javalis, galos de montanha, faisões e lebres. A preciosa zona do Delta do Danúbio, refugio e paraíso para milhares de aves migratórias e autóctones, acolhe a numerosas espécies, assim como a mais de 160 variedades de peixes como esturiones, anguilas, lucios ou carpas. Não há que esquecer que Romênia conta com a colônia de pelicanos mais numerosa do continente. Com relação aos animais domésticos o país distingue-se pela criação de gados e de ovelhas que produzem excelente leite.

História da Romênia

Em seus princípios Romênia esteve habitada por dacios e ilirios. A partir do século VII a.C., os gregos estabeleceram colônias ao longo do Mar Negro em Mangalia, Constanta e Histria. Decebalus foi o último rei que consolidou esta zona, mas foi incapaz de prevenir a conquista por parte do Império Romano, liderada pelo Imperador Trajano no ano 105 a.C. No ano 271 as Legiões Romanas se retiraram e seguiram então mil anos, caracterizados por invasões esporádicas e seguidas pela presença turca. De uma maneira ou outra, os invasores passaram por encima da civilização daco-romana e o patrimônio latino ancestral de Romênia sobreviveu.

Entre os séculos IV e o século X, Romênia foi invadida por godos, ávaros, hunos, gépidos, eslavos, búlgaros, magiares e turcos. Os romênos sobreviveram em pequenas comunidades, absorvendo gradualmente a cultura eslava e dos outros grupos. Já no século X, um fragmentado sistema feudal, controlado pela classe militar, faz sua aparição. A partir deste século, os húngaros iniciam-se sua expansão pela região de Transilvânia tanto ao norte e ao oeste dos Cárpatos e no século. XII, o território constituía uma autonomia. Depois da devastação dos Tártaros entre os anos 1241 e 1242, o Rei Bela IV de Hungria convida aos alemães a instalarem-se em Transilvânia, para prevenir futuros ataques.

A princípios do século XIV começam a formar-se os principados autônomos de Moldavia e Valáquia, territórios que posteriormente (em o século XVI) seriam obrigados a reconhecer a soberania de Turquia e posteriormente seriam disputados por Áustria, Rússia e Turquia. Uma sucessão de chefes nobres resistiram aos turcos, destacando-se o Príncipe Vlade Tepes e Estaban o Grande de Moldavia, quem edificou perto de 50 mosteiros e moldou a cultura moldava. No século XVI, Miguel o Valiente une as três províncias e rechaça aos turcos. Em muitos aspectos os século XV e XVI foi uma época de ouro para a arquitetura e a arte.

Os turcos conquistam Hungria no século XVI, Transilvânia se converte em território do império otomano, conservando certa autonomia, mas pagando um tributo ao sultão. Os Habsburgo de Áustria conquistariam Transilvânia no fim do século XVII.

A autonomia de Romênia foi reconhecida no fim da guerra russa turca no ano de 1829. Moldavia e Valáquia são unificadas de forma oficial no ano de 1861, baixo o principado de A. Cuza. A este lhe seguiria Carol I, aliado com Russia na guerra contra Turquia, logra no Congresso de Berlim o reconhecimento da plena independência do país no ano de 1877. Nela se anexava uma parte de Dobrudja, zona que seria conquistada totalmente durante a guerra contra Bulgária no ano de 1913.

A Primeira Guerra Mundial

No inicio da Primeira Guerra Mundial, Romênia permaneceu neutral, entretanto no ano de 1916 entra em guerra, ao lado das potências da Entente Gran Bretanha, França e Rússia, com o objetivo de tomar Transilvânia. Romênia sofre a invasão por parte das tropas alemãs, mas, graças à queda do império austro-húngaro, consegue liberar-se e anexar-se Transilvânia, boa parte de Banato, Bucovina e de Besarabia, cuja possessão lhe foi reconhecida pelos tratados do Trianom e de Sévres.

Na pós guerra Romênia formou parte da Sociedade de Nações e se viu agitada pelo movimento nacionalista da Guarda de Aço, organização fundada por Codreanu em 1930. Devido à grave situação econômica surgiram correntes autoritárias: em 1938 se construiu um ministério filogermánico e racista, que com queda do rei Carol se aproximou posteriormente às potências do Eixo.

No ano de 1940, depois das diversas perdidas de território que havia sofrido Romênia, a causa da guerra, o rei Carol II se viu obrigado a abdicar em favor de seu filho Miguel. entretanto, subiu ao poder, posteriormente o general Antonescu, quem reforçou a ditadura militar, entrando na guerra do lado de Alemanha. Apesar dos incipientes êxitos, Romênia no ano de 1944 foi obrigada à rendição, momento em que Antonescu foi aprissionado. Romênia, posteriormente entrou em guerra contra Alemanha no ano de 1944, e no fim do conflito e em virtude dos acordos de Yalta, se integrou na órbita soviética.

Depois da Segunda Guerra Mundial

No ano de 1946, as eleições deram a maioria ao bloco comunista e em 1947 foi proclamada a República Popular, obrigando a exilar-se a família real. A partir deste momento Romênia se integra no Pacto de Varsóvia e partir do vigésimo congresso do Partido Comunista, se decide por uma política de maior autonomia.

No ano de 1965, com a subida ao poder de Ceaucescu, inicia-se um período de maiores contatos com Ocidente, ao tempo que se adotam tímidas medidas liberalizadoras no interior. Ceasucescu foi eleito presidente da República no ano de 1974, convertendo-se no homem forte do país. Com respeito a política exterior Ceasucescu manteve uma posição distante perante os esforços socialistas de vincular a Romênia às decisões do Pacto de Varsovia ou do Comecon. Porém, a crescente megalomania do presidente, que aumentava conforme envelhecia, foi provocando a antipatia na população.

Em 1989, os movimentos de protesto pela política contra as minorias húngaras de Transilvânia, duramente reprimidos pelo poder, provocaram uma reação a nível nacional, obrigando ao presidente e a sua família a abandonar a capital. Porém, foram detidos e julgados imediatamente por um tribunal militar, fusilando-os posteriormente. A partir daqui, Romênia entra nova e firmemente na Europa democrática.

A Frente de Salvação Nacional, surgida durante as lutas populares se articula como partido político e nas eleições do ano de 1990 triunfa amplamente confirmando a Iliescu como Chefe de Estado e a P. Romam como Chefe de Governo. Este último é substituído pelo independente Teodor Stolojan.

Em dezembro de 1991 se aprova, mediante referendo, a Constituição que institui um regime semi presidencial.

Arte e Cultura da Romênia

A Romênia atual tem estado habitada desde tempos remotos, a prova são os machados de silex encontrados na zona dos Cárpatos, entre os rios Arges e Olt e que datam de aproximadamente 600 mil anos, assim como as pinturas rupestres das grutas próximas a Cuciulat e que segundo se conta são do ano 10.000 a.C.

Arquitetura

Se algo pode caracterizar a Romênia no relativo a sua arquitetura é a profusão de igrejas e mosteiros (muitos são construídos por Estaban o Grande).

Entre as construções mais relevante, dada sua antigüidade, destacam as pequenas igrejas dos século XI e XII de Tara Hategului e que representam admiráveis exemplos de uma arquitetura de dimensões modestas. A Igreja de Streisangeorgiu, parece ser a mais velha construção de muralha que se conserva no país. Seu volume, de uma simplicidade perfeita, contem uma nave sobre a que se eleva uma torre campanário e um pequeno altar no que ainda se conservam fragmentos da pintura original que data do ano 1313.

As igrejas de Santamarie Orlea e a Igreja de Steri, ambas edificadas ao redor do ano 1279, apresentam umas dimensões reduzidas e distinguem-se por ter a nave separada do altar e a torre campanário, situada na entrada, é de uma clara influência românica. Porém, é a pequena Igreja de Densu uma das construções mais interessantes do país e a que melhor representa a arquitetura de aquela época. Construída no século XIII, com a pedra extraída das ruínas da antiga capital da dacia Romana, possui umas dimensões modestas, coroadas por uma torre central. Ainda podem ver-se fragmentos de pedras romanas esculpidas, sobretudo nas muralhas exteriores, enquanto que no interior ainda se conservam partes da pintura mural do século XV. Estes detalhes fazem com que o templo seja uma das mostras mais representativas das construções de culto bizantino.

Por outro lado, na região de Transilvânia e dado que a madeira é o principal elemento de construção, muitas das antigas edificações não sobreviveram ao passo do tempo. Porém, os templos que chegaram a nossos dias, sofreram remodelações. Entre as igrejas de madeira mais relevantes encontram-se as de Marmures, ao longo dos vales dos rios Iza, Mara e Covsau, as igrejas de Cuhea, Leud, Sieu, Barsana, Budesti Susania ou Glod e na zona de Chosaru, as igrejas de Calinesti e Glod.

Estaban o Grande

Estaban o Grande, príncipe de Moldavia entre 1457 e 1504, junto a Miguel o Valente foram uns dos mecenas das artes mais importantes de Romênia. Sob seu patrocínio e impulso se desenvolveu em Moldavia uma atividade construtiva de grande amplitude. Não só foram os mosteiros fortificados que constituíam um conjunto defensivo, nem as construções tão imponentes como o Castelo de Bran, perto de Brasov o que diferenciou a Estaban o Grande, e sim as mais de 30 igrejas construídas sob seu mandato o que lhe outorgou o respeito e o título de mecenas da arquitetura e a arte de Moldavia.

A Igreja de Patrauti (1487), a primeira das fundações do príncipe, anuncia o novo estilo caracterizado pelas reduzidas dimensões mas de remarcáveis proporções. O volume, abarcando segundo o modelo bizantino "pronaos" e "naos" com absides laterais e altar, é coroado por um precioso telhado alto. Os arcos, ao sesgo, que sustentam e lançam a torre, passariam a formar parte do repertório da arquitetura de Moldavia. Outro exemplo significativo é a Igreja de Sf. Ille, perto de Suceava (1488) que apresenta as muralhas sustentadas por contrafortes maciços e um especial tratamento da fachada na que os nichos de tijolo alternam com zonas cobertas. Porém, uma das mais interessantes construções patrocinadas por Estaban é a Igreja do mosteiro de Neamt, na que às zonas rituais se lhes acrescenta um corredor fechado e uma "gropnita", espaço entre pronaos e naos, destinado às túmulos do fundador e de sua família. Coberto por cores policromos elegantes, este exemplo de arquitetura representa a sínteses da arte construtiva da época. Destacan, ademais, as igrejas de Vaslui (1490), Bacau (1491), Harlau (1492) ou a de Dorohoi (1495). Cabe mencionar, por outro lado, as famosas Igrejas Pintadas no exterior como as de Arbora, Probota, Humorou Voronet, nas que, esplendidas pinturas vissem a totalidade das paredes exteriores, ilustrando cenas da bíblia.

Finalmente deve-se dizer que João de Hunedoara, que governava Transilvânia na época de João de Arco, reconstruiu o castelo de Corvin, perto de Deva, com uma arquitetura grandiosa. As modas do Renascimento e do barroco, importadas de Áustria, foram adaptadas a uma realidade romêna, principalmente pelo governante de Valáquia o Príncipe Constantim Brancoveanuem no século XVII, quem deu seu nome ao estilo ilustrado por seu próprio palácio Brancoveanu, perto de Bucarest. No ano de 1778 o Barão Samuel Brukentha, governador de Transilvânia começaria a construção de um palácio barroco em Sibiu, reunindo uma coleção de arte. Um século depois, o rei Carlos edificaria o Castelo de Peles em Sinaia.

Música

Os instrumentos musicais tradicionais de Romênia incluem o "cimpoi" (gaita), o "cobza" (um laúd com a forma de pêra), o "nai" (espécie de flauta de pão), diversas flautas como a ocarina, fabricada em cerâmica e a "tilinca" (particular flauta sem orifícios para os dedos). Porém, o violino é o instrumento folclórico mais popular de Romênia.

A "doina" é uma canção de amor improvisada, uma espécie de blues que incorpora temas sociais ou românticos. Em cambio, a "balada" é uma canção coletiva em onde se narram histórias de diferente conteúdos, principalmente de caracter histórico.

Nas danças populares os casais podem dançar em círculos, semi círculos ou bem, em linha. No "sirba", os homens e as mulheres dançam a ritmos rápidos em círculos muito próximos com as manos sobre os ombros da pessoa que encontra-se a seu lado. O "hora" é outra das danças em círculos que se desenvolvem de forma muito rápida, enquanto que no "briu" ou a "dança do cinto", os dançantes formam uma fila segurando-se na cintura.

A música moderna dos ciganos tem absorvido muitas influências e é freqüente encontrar-se aos músicos profissionais tocando por qualquer lugar. É também muito comum ver aos "lautari", que não são outra coisa mais que músicos, tocando nos casamentos, aniversário, batismos ou nos funerais. A música da região de Transilvânia, onde há mais presença húngara, é muito mais solene e seria.

Gastronomia da Romênia

Para os romênos cozinhar é uma arte e é por isso que sabe fazer um delicado uso dos ingredientes, misturando com atrevimento e ingênuo para conseguir deliciosos pratos. Uma gastronomia que se volta inolvidável para quem a prova por primeira vez. Os romênos utilizam todo o que a natureza lhes proporciona para transformar-lo em pratos que constituem verdadeiras obras de arte. A gastronomia varia de uma região a outra, mas todas têm um comum denominador: seu bom sabor e tempero.

Para começar não há nada melhor que um caldo ou uma sopa de verduras de ortigas, acederão, armuelle, dente de leão, setas, ficaria, cebola e alho. E de segundo, um prato de carne de porco, especialmente si é do que se obtém no chamado Banquete do Porco, um rito ancestral que inicia-se com a matança e sua preparação. Se convida a todos os participantes à comida e se acompanha aos pratos com um vaso de tuica, uma aguardente de ameixa. Com o porco se preparam embutidos, morcilha (carne picada, arroz, cebola e condimentos), morcilhona, que consiste em tripas de porco recheado de pedaços de cabeça, língua, coração, toucinho, alho, pimenta, sal e fiambre com gelatina, preparado com alho. Todo isto se complementa com os presuntos, as costelas e o delicioso toucinho defumado.

Na zona de Valáquia lhe aconselhamos que prove o pilaf, arroz à turca, muito parecido à paella, a musaca, um prato com carne picada e rodelas de berinjela, batata e abobrinha, a ciulama, guiso de frango ou de setas em salsa branca, a sopa agria de almôndegas, ovos à romêna, que não é outra coisa que ovos cosidos em água ou fritos, salpicados com cebola dourada e acompanhados de mamaliga e de sobremesa, baclava, doce oriental a base de mel e de nozes.

A mamaliga não é outra coisa que polenta, a base de farinha de milho e que substitui ao pão. Se costuma acompanhar de telemea, queijo branco ou bem, com requeijão ou de creme de leite. Estando na Região de Moldavia, encontrará uma das gastronomia mais elaboradas de todo o país. Aconselhamos o caldo de galinha, a chisca, que não é outra coisa que a linguiça, uma sopa agria de miúdos preparada com os miúdos da galinha e enfeitada com cebola, cenoura, aipo, cheiro verde e arroz. Diz-se que este prato é o melhor remédio para recuperar o juízo depois de uma noite de festa, isso se, sempre e quando se lhe acrescenta a água das couves fermentadas. Não deixe de provar a tochitura ou tajadilla a base de carne de porco magra com rins e fígados em pedaços e fritos em banha de porco, vinho, pimenta e alho.

No dia 9 de março, quando se comemora aos Quarenta Mártires se preparam os mucenici com massa de brioche, trençada em forma de oito e salpicada com mel e nozes, enquanto que o domingo de Páscoa se costuma o cordeiro, o brioche recheado de requeijão, os ovos vermelhos e os ovos pintados. Da carne de cordeiro se preparam asados, estofados, sopas agrias, mondejo e tortas. O ovo pintado, decorado com preciosos motivos é o orgulho de regiões como as de Bucovina, Moldavia, Transilvânia e Valáquia.

Em Dobrudja o primeiro que se deve provar é a famosa torta de Dobrudja. Trata-se de uma pasta cozida como uma pizza à que se lhe acrescenta yogurt de leite de ovelha. Com respeito a pratos fortes distinguem-se o bucho, a base de miúdos e patas de vitela, cenoura, cebola, aipo, alho e pimenta, todo bem cozido, acompanhado e temperado com gema de ovo, iogurte ou creme de leite. A carpa empalada, se prepara espetando as metades do peixe em espetos, para fritá-la lentamente no fogo de lenha. Si prefere pode perguntar pelo assado de carneiro branco acompanhado de salada especial com tomate, pimentão, pepino, ovo duro e queijo ralado. Não esqueça provar o mondejo e o ostropel de cordeiro com molho de vinagre, farinha e alho. De sobremesa lhe aconselhamos que se decante pela jalvá, uma espécie de torrão ao estilo oriental ou bem pelo raját, um doce gelatinoso de frutas.

Na preciosa zona de Transilvânia há que começar pelo caldo transilvano, preparado com ervilhas verdes, um triturado de toucinho branco picado, cebola verde, tomate e folhas de cheiro verde, todo com suco de limão. Se mescla com creme e se come com colher de madeira de álamo, segundo as indicações dos homens do campo. Entre os pratos mais tipicos se destaca a famosa couve à cluj, folhas de couves pequenas, alternadas com carne picada e rociado com creme de leite. O melhor é o que se assa no forno à moda tradicional. O guisado à haiduc, a base de couve e nabos, recheados de carne, arroz e pimenta, é uma verdadeira delicia.

Na região de Banat, a gastronomia apresenta influências servias. São pratos muito consistentes como os tomates recheados de berinjelas, os fiambres com gelatina, a pasta de presuntos com creme de leite, paprika, pimenta e sal. Outro bom exemplo é a sopa de legumes com batatas, beterrabas, couve-flor, couve, alho poró, misturadas com salsa bechamel. Para os estômagos mais delicados é recomendável o Budín à Banat, um prato de talharim acompanhado com creme de leite, passas e baunilha. Na temporada de Natal e o Ano Novo o prato principal é o tradicional sarmale, carne picada com arroz, envolvida em folhas de couve ou de parra e curadas em salmora.Bebidas

Antes de beber água mineral (muito fácil de conseguir) se deve aproveitar de alguns dos bons vinhos de Romênia, sobre tudo os de Cotnari, um dos pouquíssimos vinhedos formado em sua totalidade com antigas espécies nativas. Destacan, ademais, os excelentes vinhos de Tamaioasa Romaneasca, Francusa ou Feteasca Alba, assim como os que têm sua origem nos vinhedos de Bucium como o Aligoté, Riesling e Muscat Ottonel. Não há que esquecer o Babeasca neagra e o Feteasca neagra (os tintos chama-se neagra) e No relativo a brancos os Galbena de Odobesti, Cabernet Sauvignom e Merlot. A cerveja em Romênia é muito econômica e além das marcas nacionais pode conseguir-se cerveja importadas de Hungria. O café romêno se serve muito doce e lhe aconselhamos que se decante pelo café preparado à turca. Os chás se preparam ao estilo russo.

Compras na Romênia

Romênia conta com numerosos objetos e peças interessantes para comprar. Entre as compras mais tradicionais encontra-se o brandy de ameixa, o Gerovital h2 e os cosméticos Pellamar.

Com respeito ao amplio universo de artesanatos populares, a lista pode ser interminável. Em numerosos estabelecimentos encontrará os tecidos típicos, cristaleira, cerâmica, tapetes, trajes folclóricos, talhas de madeira, porcelana, prata, ícones, toalhas de mesa, guardanapos bordados e discos de música romêna. Sem lugar a dúvidas uma das compras imprescindível são os trajes populares de Maramures, Oas, Bucovina, Muscel, Arges, Olt, Sibiu, Valcea, Gorj, Mehediti, Neamt, Buzau, Ramnicu Sarat, Prahova ou Bistrita. Apesar de que variam de um lugar a outro, todos conservam de forma inalterada o corte e os motivos antigos que datam dos tempos de Dacia Félix, de inspiração traco-ilírica. As blusas camponesas romênas (ie) das mulheres e seus demais componentes (fote, ilice, etc.) assim como as camisas, a calça comprida e o casaco dos homens (abrigo de peles parecido à zamarra) estão concebidos para levar-se nos dias de festa e nos bailes.

Estas roupas são completadas com adornos na cabeça, especialmente quando se assiste a uma celebração de um casamento, quando o ornamento se torna mais rico. Não esqueça adquirir um dos célebres abrigos curtos de inverno chamados guba, tecido em lã e bordado de veludo negro no pescoço e os bolso ou bem, um dos aventais (zadie) que as mulheres costumam levar encima da camisa. Lhe aconselhamos, por outro lado, adquirir alguns dos preciosos tecidos romênos. O tratamento das fibras têxteis, já sejam de origem vegetal ou animal tem sido ao longo dos séculos a principal fonte de criação destinados à roupa e ao interior da casa. Diferenciados pela técnica e o estilo (ornamentação cromática), variando de uma região a outra, o tecido e o bordado representam hoje em dia uma das ocupações mais freqüentes da mulher romêna. Concebidos para adornar o interior das vivendas, encontrará uma grande variedade no que se refere aos materiais utilizados.

Toalhas de mesa, toalhas, cortinas, almofadas, colchas bordadas ou tapetes de lã são tecidos e criadas para harmonizar com o mobiliário da vivenda. Se distingue, especialmente, o tapete romêno que se caracteriza pela finura de seu trabalho, pela harmonia cromática e pelos seus motivos ornamentais como a árvore da vida (em a Região de Moldavia onde prevalecem a cor café suave ou vermelho em um fundo azul), ou os complicados motivos geométricos (em a região de Banat, comumente sobre um fundo vermelho intenso).

Entre os tapetes mais famosos e mais apreciados encontram-se os da Região de Oltenia que apresentam uma ornamentação exuberante com motivos florais e animais estilizados ou bem com cenas e momentos da vida cotidiana em combinações de branco, vermelho e azul.

Em Romênia encontrará, ademais, preciosas peças de cerâmica. Praticada desde tempos imemoriais, este oficio tem conservado tanto seu processo de fabricação. como suas formas e adornos. Predominam dos classes de cerâmica: a cerâmica vermelha que mantém o estilo romêno e a cerâmica negra que guarda o estilo dacio e que encontra-se especialmente na Região de Moldavia e no noroeste da Transilvânia.

Na localidade de Vadul-Crisului (Bihor) distingue-se a cerâmica branca de barro de pipas. A pintura sobre o cristal e os trabalhos de madeira representada sobre tudo por ícones de inspiração bizantina tem-se desenvolvido principalmente em centros como Laz, Alba, Sibiel, Sibiu, Lernut, Maramures, Arpas.

Os trabalhos em madeira se caracterizam pelos motivos e composições ornamentais nos que predominam as formas geométricas. Ademais, se trabalha em uma grande variedade de técnicas como a escultura, talhado, incisão, pirogravado ou calado em madeira. Outro dois rasgos característicos é a madeira que se trabalha, geralmente, em sua cor natural.

Destacam os utensílios e baldes de abeto com pirogravados, os cornos pastorais e os instrumentos musicais. Finalmente, é recomendável realizar as comparas nos centros comerciais das grandes cidades. O horário é de 8:00 a 18:00 h. entretanto algumas lojas e armazéns permanecem abertos até as 20:00 h. As lojas livres de impostos encontram-se nos aeroportos internacionais. Se há dúvida nos preços não há nada melhor que tomar um papel e uma caneta e escrever o preço que nos gostaria pagar por determinado artigo.

População e Costumes da Romênia

Romênia conta com uma cidade próxima aos 23 milhões de habitantes dos que o 43% vive em zonas urbanas.

Bucareste, a capital, acolhe perto de 2,3 milhões de pessoas sendo com diferença a cidade mais povoada e seguida das cidades de Brasov, Timisoara, Iasi, Cluj-Napoca e Constanta, todas elas com não menos de 300 mil habitantes.

Romênia é o único país da região que, apesar de sua língua de origem latino, não padece a influência católica pois o 85% da cidade é do rito ortodoxo (o resto se distribue entre protestantes, católicos e gregos ortodoxos).

Romênia conta com importantes minorias étnicas como os Ciganos e Húngaros.

Segundo os dados do censo do ano 1991 existem ao redor de 1,6 milhões de húngaros, 120 mil alemães, 410 mil ciganos e outros pequenos grupos étnicos como armênios, gregos, macedonios, turcos, serbios e eslovacos.

Os húngaros chegaram a Romênia no século X instalando-se na montanhosa Região de Transilvânia. Durante anos formou parte do império austro-húngaro e a influência de aqueles tempos se percebeu em sua arquitetura, na religião e nos costumes. Por isso é comum a saudação "Servus", igualmente que em Áustria e Hungria.

Por outro lado, a maioria dos alemães, que chegaram a Romênia ao redor de 850 anos atrás, emigraram outra vez a Alemanha nos últimos tempos, sobretudo durante a ultima revolução. Se contam perto de 120 mil maioritariamente em Transilvânia, enquanto que os ciganos, a minoria mais impopular de Romênia, rechaçada por todas partes, tentam sobreviver. Se crê que são mais dos 410 mil, segundo os dados oficiais, pois de acordo com às afirmações dos líderes ciganos são perto de 2 milhões.

O mais provável é que se aproximem ao milhão. Sem dúvidas é a minoria mais pobre e a menos escolarizada. Romênia tem vivido nos últimos anos importantes câmbios por todos conhecidos. estes câmbios e movimentos se percebem nas ruas de Bucareste, nos bairros das pequenas cidades e nas zonas rurais.

O colorido que faltou durante mais de meio século, pela presença do comunismo, estala por todos os rincões do país em um constante rebuliço. Por outro lado, não se pode ignorar as dificuldades que leva ao fato de aprender a viver no terrível ambiente competitivo de uma economia de mercado.

Agora não há garantia a igualdade de salários nem o estado se ocupa da habitação ou da segurança dos postos de trabalho e todo isso constitui um reto que os romênos estão dispostos a afrontar.

Apesar de tudo, no país se sente, muito de perto, o fato de que as coisas melhoram. Se tenta sobreviver ao passado comunista e talvez por isso proliferam sinais evidentes da nova era como são os cartazes e os suportes publicitários que proclamam as virtudes de uma bebida de cola ou de uns hambúrgues. Sem dúvidas, o romêno se alegra de ter liberdade e democracia, mas sabe que a vida segue sendo dura.

No relativo aos habitantes das zonas rurais, o que os define de melhor maneira é a capacidade para conservar e preservar seus costumes, danças, objetos utilitários, música e suas canções que permanecem quase inalteradas desde centenas de anos. Apesar das continuas invasões souberam conservar sua identidade.

Em geral os romênos são gente hospitaleira, que sabe do sofrimento e da solidariedade, razão pela que costumam fazer amizades de forma muito rápida. Seu tímido sorriso é tão só a ponta do iceberg de uma profunda alegria.

A frase publicitaria do escritório de turismo que reza em todos os folhetos e que diz: "chegue como turista e sairá como amigo", não dista muito da realidade.

Entretenimento e Festividades na Romênia

ENTRETENIMENTO

Em Romênia o entretenimento está assegurado. O país oferece uma ampla gama de possibilidades para todos os gostos, para todas as idades e para todo tipo de bolsos.

Para quem gosta da praia, o sol e o mar, Romênia oferece mais de 70 quilômetros de costas no Mar Negro. Aqui se tem levantado numerosos centros de veraneio, ideais para banhar-se, tomar o sol ou praticar qualquer esporte aquático.

O principal centro é Constanta, um lugar cosmopolita e ponto de partida para visitar a zona. Mamaia, situada mais ao norte, conta com uma preciosa praia de areia fina de 7 quilômetros de comprimento e distingue-se por ser um lugar familiar, assim como para a prática do mergulho, pára-quedas em ascensão, windsurf, surf ou do esqui aquático.

Para o sul de Constanta, uma faixa de areia de 50 quilômetros de comprimento espera aos visitantes. Nela encontram-se centros turísticos de importância como o de Neptun e Olimp, com chalés de luxo, enquanto que Júpiter, Cp Aurora, Venusou Saturn, estão destinados para a gente jovem e para quem prefere a acampamento livre. Costinesti, entre Eforie Sude e Neptun é um dos lugares mais populares, graças a suas básicas instalações e à grande quantidade de distrações que oferece.

Se em cambio, são as atividades de inverno, Romênia é um verdadeiro paraíso. Durante os meses de inverno pode-se viajar às excelentes estações de esqui como a de Poiana Brasov a mais famosa e situada a 13 quilômetros de Brasov. Conta com todo o indispensável, com excelentes pistas de diferentes níveis.

Se distinguem, além outros centros como Sinaia, nos Cárpatos, com várias pistas e funcionando desde finais do século passado, Predeal com 15 pistas, Busteni, nos Cárpatos Meridionais, que oferece um centro de alpinismo nos meses de verão, Durau, nas bases da vertente noroeste do maciço Ceahlau, Paltinis, nos Montes Cindrel, Vatra Dornei que conta ademais com uma estação balneoclimática, Semenic, nos Montes do Banato, Stana de Vale, nos Cárpatos Ocidentais ou bem, Borsa, nos Cárpatos setentrionais, um lugar tradicional e o lugar onde localiza-se o primeiro trampolim romêno de saltos de esqui com 90 m A temporada de neve estende-se de dezembro a março.

A maioria de estes centros, durante a temporada de verão, se transformam em belos paragens para quem gosta das caminhadas e o trekking. Romênia conta com numerosas trilhas muito bem sinalizadas assim como com zonas indicadas para acampar e explorar as montanhas

. Não podemos deixar de mencionar os Parques Nacionais ou Reservas Naturais com mais de 75.000 ha protegidas, onde pode-se admirar a fauna nativa como os abutres de barba, cervos, gamos, marmotas, javalis, linces e ursos. Um mundo aberto e único. Se você é dos que preferem os entornos naturais, lhe aconselhamos que se acerque ao imponente e maravilhoso Delta do Danúbio. Trata-se de uma extraordinária zona úmida que alberga mais de 300 espécies de aves e uma rica fauna marítima. Nada melhor que perder-se em um pacífica travessia neste refugio de paz e navegar entre seus numerosos canais, lagos, ilhas de bambus, bosques tropicais, pastos e dunas que cobrem uma extensão de quase 5.000 quilômetros quadrados.

A aventura nesta reserva da Biosfera é uma experiência inesquecível. Esta zona é também o lugar ideal para os amantes da pesca. É necessário observar uma série de normas de forma estrita. Respeito à caça, as temporadas para cada espécie varia pelo que é necessário informar-se com antecedência. Se você é dos que preferem o risco e os esportes de aventura, a lista pode ser interminável. Romênia oferece mais de 11.000 grutas que esperam impacientemente aos espeleólogos e para as que, em alguns casos, não são necessário as permissões especiais.

Para aqueles que gostam da bicicleta de montanha, não há nada como perder-se entre as trilhas que correm por colinas e bosques e para os alpinistas, não se pode deixar de ir a Busteni, um dos melhores lugares para praticar este esporte. Não esqueça que pode-se navegar em caiaque por numerosos rios, lagos ou no Delta do Danúbio.

O mais recomendável é levar o equipamento próprio. Finalmente, para os que gostam da tranqüilidade não há nada melhor que acudir a um Spa ou Balneário Romêno. Gozam de fama internacional e não faz falta estar enfermo nem padecer algum mal estar crônico. Não há que esquecer que desde os tempos dos romanos, os Spa constituíam lugares para descansar, repor as forças e animar o espirito.

Porém, dada a seriedade, profissionalismo e rigor científico dos Spa, no momento de chegada realizam um exaustivo diagnóstico a quem vai para só então propor os tratamentos mais adequados, especialmente para aqueles que padecem enfermidades reumáticas e cardiovasculares, transtornos do aparato digestivo e do sistema nervoso, problemas da pele, assim como as comuns debilidades geriátricas.

Todos os balneários propoem curas naturais como a fisioterapia, acupuntura, essência de plantas ou medicinas especializadas como o Gerovital h2 ou o Pell Amar, de origem romêno.

Entre os Spas de Montanha encontra-se o Baile Herculane e Baile Felix, a 8 quilômetros de Oradea, o maior do país e aberto durante todo o ano. Com respeito às estações nos Cárpatos há que mencionar Covasna, conhecida pelas suas 1.000 fontes de águas carbonogasosas, Baile Tusnad, um pouco mais ao norte, a beira de um tranqüilo lago ou Sovata, na meseta transilvana, em meio de cinco preciosos lagos de onde se extrae uma lama terapéutica.

Existem também Spas na zona do Mar Negro que, além de oferecer todas as vantagens para a saúde, são estações de veraneio onde a vida transcorre pacificamente.

Entre os Spa mais populares encontra-se Eforie Nora e Eforie Sud, que extraem sua lama do Lago Techirghiol, Neptun, a 35 quilômetros de Constanta, especializada em enfermidades reumáticas ou Mangalia, na antiga cidade grega de Callatis, famosa pelos seus tratamentos especiais. Quando cai a noite, Romênia se transforma em uma suave festa, onde os bares, discotecas e cafeteiras acolhem a todo o mundo para deleitá-lo com música, ambientes tes acolhedores e espaços própricios para a conversa e o encontro.

FESTIVIDADES

São três as festas em torno às quais giram os costumes e as crenças do inverno dos romênos. O 25 de dezembro o Craciunul ou Pascua de Natal que estende-se aos dias 26 e 27, o 1 de janeiro, Dia de Ano Novo (se estende ao dia 2) e o 6 de janeiro, a Epifanía ou Boboteaza. Nas aldeias de Maramures, nas vésperas de estas festas, ressoam os villancicos e as belas canções.

Os homens formam cortejos vestidos com máscaras e percorrem os principais caminhos das aldeias com música, enquanto bailam danças tradicionais como a de A Capra (A Cabra), Ursul (Urso) ou Viflaim. Do dia 10 ao 20 de janeiro tem lugar o Festival Internacional de Teatro de Amador Concordia Days em Sfantu.

Depois das celebrações de Semana Santa (entre março e abril), o Domingo da Ressurreição e a segunda-feira de Páscoa, são dias de muita importância. Em numerosos povoados ainda se costuma limpar as casas a fundo, estrear roupa e acudir à igreja. São dias em que fazem ato de presença os grandes banquetes onde abundam os ovos pintados e decorados com diferentes motivos.

Em primavera, o dia 23 de abril, é a Festividade de São Jorge. Os habitantes da Região de Maramures costumam a pendurar ramitas verdes nas entradas das casas e dos estábulos. Não deixe de assistir à Tanjaua de pe Marna em Hoteni, um preciosos festival folclórico que se organiza todos os anos a princípios do mês de maio. Nela se honra ao primeiro que começa a trabalhar a terra.

Também neste mês, o primeiro domingo, tem lugar na cidade de Bogdam Vodase, a tradicional festa de Ruptul Seterpelor (rotura de gemas) e a Sambra Oilor (reunião das ovelhas), momento no que realiza-se a separação das ovelhas férteis das estéreis.

Em Banat festeja-se o Plugarul, um costume muito antigo e consagrado, também, aos lavradores e aos homens d campo. No mês de maio destacam a Festa dos Narcisos em Vlahita, Distrito de Harghita e o Festival Internacional de Jazz em Brasov.

A princípios do mês de junho em Borsa celebra-se a Festa de Sanziene, dedicada às flores e às plantas medicinais. Nas colinas se acendem fogos e os homens realizam saltos sobre as fogueiras para conservar a saúde.

Durante os meses de verão são numerosas as feiras tradicionais, muitas de elas especializadas por ofícios, que têm lugar em diferentes zonas do país, como a Feira de Cerâmistas que se organiza em Sibiu e em Horezu e em outras muitas outras localidades.

Durante a Feira das Moças, que tem lugar no mês de julho no Monte Gaina (Distrito de Alba) se fixam os matrimônios que se celebraram em outono, depois da colheita da uva. Si está ali nestas datas, lhe aconselhamos assistir a algum dos casamentos que têm lugar na Região de Maramures, onde se conservam os ritos ancestrais com trajes típicos, igualmente que no sul da Transilvânia, Bucovina ou na zona de Muscel.

A meados do mês de agosto, no Monte Prilop, festeja-se a chamada Nedeie, uma celebração que, em suas origens, era uma feria dedicada aos criadores de ovelhas e que na atualidade constitui um belo festival folclórico chamado Hora da Prislop.

Ao longo da costa, nos meses de verão, celebram-se numerosos festivais folclóricos como o de Tulcea no mês de agosto ou o Festival de Música Ligeira de Mamaia. O outono é o tempo propício para os Festivais Musicais em Transilvânia como o Sibius Cibinium e o Brasovs Cerbu de Aur, no mês de setembro ou o Festival Musical Cluj Napoca no mês de outubro.

A Feria Internacional de Bucarest celebra-se neste mesmo mês e é a mais importante do país. O Dia 1 de dezembro é o Dia da Unidade Nacional. Destaca, ademais, o evento cultural que tem lugar em Oradea. O ano o voltam a fechar as festas de Natal e de Ano Novo.

Transportes na Romênia

Avião As principais cidades da Romênia estão comunicadas por via aérea. Tarom, a companhia nacional tem vôos entre as principais cidades. Bucareste constitui o centro da rede e é muito provável que seja necessário viajar à capital para trasladar-se a outra cidade.

Trem

A empresa nacional de ferrovias CFR (Cailor Ferate Romane) conta com uma extensa rede de mais de 11.000 quilômetros de vias. Existem dois tipos de trens: os locais e os expressos. Estes últimos com um suplemento do 50% sobre o valor da passagem, enquanto que a primeira classe é um 40% mais cara que a segunda. Os trens expressos contam com vagão restaurante. É conveniente fazer as reservas com antecipação e certificar-se dos horários, sobre tudo si se vão a fazer conexões.

Ônibus

Os ônibus em Romênia são menos comuns. Em ocasiones, em algumas zonas rurais, pode dar-se o caso de que exista tão só uma saída diaria. Si pensa utilizar este serviço ou é o único meio de transporte para aceder a nosso destino, é recomendável adquirir a passagem com antecipação e apresentar-se com tempo suficiente antes da saída do ônibus. As principais estações rodoviárias (autogara) em Bucarest encontram-se em 164 Soseaua Alexandriei, 1 Iom Ionescu da Brade Blvd.;1 Piata Garii Filarest; 221 Soseaua Chitilei; 141 Pacii Blvd e 3 Garii Obor Blvd.

Carro

Romênia conta com uma boa rede de estradas. Apesar de que muitos caminhos podem encontrar-se em mal estado pode-se chegar a quase todos os lugares. É aconselhável conduzir com precaução, sobre tudo na zona de montanhas durante a temporada de chuvas. O limite de velocidade nas zonas urbanas é de 60 km/h e de 80km/h nas estradas. O Real Automóvil da Romênia dispõe de um telefone para emergências (12-345).

Em Bucarest e nas principais cidades encontrará escritórios de aluguel de veículos, em alguns hotéis, em escritórios de turismo e no aeroporto Internacional. Podem-se alugar carros com motorista, por quilômetros percorridos ou bem, com quilometragem ilimitada. No relativo às estações de serviço não são muito numerosas pelo que é recomendável viajar sempre com o tanque cheio.

Transporte Público

O transporte público nas cidades é muito eficiente. Em Bucarest encontrará ônibus, bondes e trolebus com um preço único por trajeto sem depender da distância. Geralmente começam a funcionar às 5.00 da manhã até as 23.00 h. A maioria das linhas se anunciam com números pelo que é necessário perguntar previamente sobre o percurso. As passagens podem-se adquirir nas bancas de jornais e se validam no momento de subir. O Metrô de Bucarest aceita moedas que se inserem nas roletas.

Taxis

Existem taxis estatais, propriedade do governo e taxis privados. Ambos dispõem de taxímetro e em caso contrário é necessário combinar o preço antes de iniciar o trajeto.

Fonte: www.rumbo.com.br

Romênia

Idioma da Romênia

Língua oficial: Romeno. Todas as línguas 14.

Línguas com Escrituras: 08 Bíblia; 02 NT; 03

Porções, 04 Traduções em andamento. (Oeration World)

Religião da Romênia

Cristã: 87,85% (evang 6,3% cresc. +1,1%, pent 1,3% cresc. + 1,1%);

Não religioso: 11,08%

Muçulmana: 1,00%

Judaica: 0,04%

Outros: 0,03%. (Operation World)

População: 21.600.000

Área Geográfica: 238.391 km2

Capital: Bucareste

Moeda: Leu Romeno

Sistema Político: República com forma mista de governo

Hora Local: +5h

Fonte: www.meg.org.br

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