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Moda Brechó

O autêntico bom, bonito e barato

Mais que estar na moda, a mulher que compra em brechó está preocupada em fazer moda. Entre as adeptas do estilo vovozinha, existe a técnica do garimpo - revirar bancas e araras atrás de peças baratas e autênticas.

Após dois dias "batendo perna" atrás de brechós e bazares, a impressão que fica é a que, diferente das lojas convencionais e seu público específico, o comércio da moda de segunda mão é uma verdadeiras feira de estilos. Confira:

Sofisticado: Blazers, paletós, conjunto de casaco e calça social em linho, seda e crepe..

Clássico: sobretudos e casacos compridos de couro, lã pesada, pele e tecidos aveludados.

Perua: transparência e renda em vestidos e blusas.

Roupa da vovó: veludo, croché, tricô e bordados rústicos. Aqui, reinam os agasalhos, casaquinhos, cardigans, batas.

Revival anos 50: boleros e saias pregueadas.

Revival anos 60: a moda hippie das saias longas e estampas indianas.

Revival anos 70: estampas coloridas e psicodélicas, golas pontiagudas e pantalonas.

Acessível: roupas de grifes conhecidas, vendidas a baixo custo.

Roupa para todo tipo de gente

“Possivelmente ela caminhava pelo Museu Mariano Procópio e, ao subir a avenida dos Andradas, em uma malha impecável, cabelo e unhas também, pára em frente ao brechó. Ao entrar, é interrompida pelo sinal do celular e começa a conversar em uma língua estrangeira. Desliga e pede para que a atendente mostre as peças em linho, crepe e couro. Pára novamente e atende o celular, agora, conversando em outra língua. Desliga e separa várias peças, na maioria casacos, calças sociais e blazers. ‘É que eu tenho casas em vários lugares e preciso de roupas de todas estações. Visto basicamente linho e só compro coisa boa, mas de segunda mão. É por isto que troco de carro a cada ano’.”

Esta é só uma das histórias que Celina de Moura coleciona de sua clientela. Há 12 anos ela trabalha com compra e venda de peças de segunda mão e diz que vende para “madame, mocinhas que gostam de vestir a roupa da vovó e pessoas com baixo poder aquisitivo que namoram vitrinas de boutique”.

Moda filantrópica

“Um amigo que trabalha com moda em Nova Iorque falou que era veludo legítimo”, comenta a jornalista, surpresa com o excelente acabamento da roupa.

Com um público não menos diferenciado, elas mantém sete instituições filantrópicas e pagam dízimo da Igreja vendendo e reciclando as peças que recebem da comunidade. As Mocinhas do Bazar, como gostam de serem chamadas, têm entre 50 e 80 anos e dão um banho de estilo em muitas lojas da cidade. A própria repórter, em apuração, levou para casa um casaco por R$15.

“Um amigo que trabalha com moda em Nova Iorque falou que era veludo legítimo”, comenta a jornalista, surpresa com o excelente acabamento da roupa.

Como em bazares filantrópicos, a procedência das peças é diversa, conseguimos modelos curiosos:

Veste em lã com franjas nas mangas e barra, à moda dos Andes, por R$10.

Veste em lã com franjas nas mangas e barra, à moda dos Andes

Um modelo no estilo Jackie Kennedy, em pelúcia espessa por R$30.

Um modelo no estilo Jackie Kennedy, em pelúcia espessa

Uma bata de flanela, que abrigou a barriga de alguma vovó, por R$7.

Uma bata de flanela, que abrigou a barriga de alguma vovó

Moda reciclada

A garimpagem pode ser trabalho para alguns, como é o caso de Leticia Nogueira, Maria Amélia Barbosa e Marilia Nascimento. Elas estiveram em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e nos próprios bazares da cidade para comprar peças, com o objetivo de montar uma boutique especializada em reciclar roupas.

De acordo com Leticia, que lida com moda reciclada há 10 anos, o alvo do garimpo foram os tecidos, em especial, os veludos canelados ou molhados, couro, pele, lã.

Dificilmente uma peça será vendida como foi adquirida, quando com defeito, ela é desmanchada e refeita, mas na maioria dos casos elas dão origem a outras completamente diferentes, comenta sobre o legítimo trabalho de reciclar peças.

O velho e o novo em total harmonia

Mas, por que a roupa da vovó anda invadindo o guarda-roupa da garotada? Para a estilista Leticia Nogueira, a estética atual é um revival, mas a linha do corte-costura é nova, é do “nosso tempo”.

Para ela, que está para inaugurar uma loja no ramo, a moda atual é mais permissiva e, por isto, mais alegre. “Isto tudo acaba casando com o estilo brechó, o multicor e a extravagância”, analisa. “O objetivo de uma boutique que trabalhe com peças recicladas é a busca pelo ‘exclusivo’, que na maioria das vezes só é encontrado em peças antigas devido à excelência do material”, fala sobre a valorização do velho na estética de hoje.

Dicas

Os tecidos são extravagantes ou de cores fortes, mas como o corte das peças não permite poluição, o visual brechó pode se dar ao luxo de abusar das bijouterias e acessórios. Esta linha é sempre muito variada, vai do básico ao exótico - pedras, arames, sementes, cordas, brilho etc.

Nos bazares, encontram-se por R$ 1, R$ 2 ou R$ 3 gravatas em ótimo estado. Como são sempre coloridas e estampadas, vale desmanchá-las para confeccionar uma saia pra lá de irreverente!

Fonte: www.acessa.com

Moda brechó

Volta ao passado com atitude

Moda Brechó

Quem acha que brechó é para pessoas que buscam apenas preços mais convidativos, sem nenhum artifício a mais, está tremendamente enganado. Num bom brechó, descobrimos peças incríveis que fizeram sucesso em outras épocas e que agora voltam com força total. As peças são praticamente novas, deixando quem usa com ares mais contemporâneos e originais. A onda do vintage, iniciada por socialites e artistas ,contribuiu muito para que o tabu de "loja de segunda mão" fosse quebrado.

Em Florianópolis, é fácil encontrar peças exclusivas de marcas conceituais nacionais e internacionais a preços mais acessíveis. O Brechó Mixtura Fina é assim. Lá, a palavra brechó vai mais além. Denise Richard, que é a proprietária da loja, possui uma experiente carreira na área de figurinismo, além de já ter viajado pela Europa e EUA, descobrindo nos museus e galerias sua verdadeira vocação. O seu brechó, além de roupas para o dia-a-dia, também possui peças especiais que ela utiliza para figurinos em cinema e teatro. O último curta-metragem em que Denise escolheu com rigor o figurino foi o "Boule de Suif", um roteiro francês de 1870. Denise comenta que, para entender de figurino de época, a pessoa tem que saber muito sobre história. A vestimenta certa para cada situação e época.

Moda Brechó

Como figurinista, Denise também aprendeu a técnica de desenvolver chapéus de época maravilhosos, com detalhes de rendas e finos tecidos. Todos impecáveis. Essas peças, hoje, são desenvolvidas unicamente através de solicitações de clientes. Além dos chapéus, Denise também customiza muitas peças que, transformadas, ficam ainda mais atrativas e de acordo com o gosto de seu público exigente.

Moda Brechó

O Brechó Mixtura Fina está somente há dois anos no mercado mas, mesmo assim, possui um arsenal de peças entre roupas, objetos antigos, bijuterias, sapatos, óculos e muitas outras peças que acaba chamando a atenção de quem a visita. Muita coisa é dada em consignação, mas muitas pessoas fazem doações de verdadeiras relíquias. A oferta é tanta que Denise faz escolha de peças que realmente farão diferença na hora da venda.

Hoje, o Mixtura Fina atende muitos clientes de São Paulo, Porto Alegre e Paraná, que elogiam seu trabalho. Infelizmente, no Brasil, não temos a cultura de comprar em brechós, diferentemente dos EUA e, principalmente, da Europa, continente que mais valoriza esse hábito. O objetivo de Denise é fazer com que as pessoas olhem o brechó como uma loja diferenciada, onde a pessoa volta no tempo com muito estilo e atitude.

Fonte: www2.uol.com.br

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