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Ruanda

     

O pequeno território de Ruanda encontra-se no centro-leste da África, na montanhosa região dos grandes lagos. O lago Kivu delimita boa parte da fronteira com a República Democrática do Congo (ex-Zaire). No noroeste do país fica o Parque Nacional dos Vulcões, que abriga um anel de sete vulcões, o maior deles (Karisimbi) com 4.507 m de altura. A área é um dos últimos redutos dos gorilas-das-montanhas, espécie ameaçada de extinção. Com 246 habitantes por quilômetro quadrado, a nação possui uma das maiores densidades demográficas do continente. Os ruandeses vivem da agricultura, desenvolvida em pequenas propriedades, e exportam chá e café. Cerca de 90% da população é hutu e vive em conflito com a minoria tutsi desde a época colonial. Em 1994 eclodem os mais graves confrontos entre as duas etnias, e o país é palco de um genocídio que deixa 1 milhão de mortos e 2,3 milhões de ruandeses refugiados em países vizinhos.

Fatos Históricos

A região é habitada originalmente por pigmeus e, mais tarde, pelos hutus, povo banto da bacia do rio Congo. Por volta do século XV, os tutsis, pastores de grande estatura oriundos da Etiópia, chegam ao local e impõem domínio feudal aos hutus, mais numerosos. Os europeus vêm no século XIX, e, em 1899, a Alemanha declara seu protetorado sobre o território. Com a derrota alemã na I Guerra Mundial, os belgas ocupam Ruanda. Num primeiro momento transformam os tutsis na elite, dotando-os de poder político, econômico e militar. Na década de 50, por outro lado, favorecem a formação de uma elite hutu. Dessa forma, fomentam a rivalidade entre os povos locais para dominá-los. Em 1962, a nação obtém a independência sob a liderança dos hutus. Perseguidos, os tutsis se exilam nos países vizinhos.

Guerra civil

Os tutsis exilados formam a Frente Patriótica Ruandesa (FPR) e, em 1990, invadem o norte de Ruanda, exigindo participação no governo e o direito de retornar ao país. Para aliviar as tensões, o presidente hutu Juvénal Habyarimana (no poder desde junho de 1973) aprova o pluripartidarismo em junho de 1991 e abre negociações com a guerrilha. Nova ofensiva tutsi, em fevereiro de 1993, põe o acordo por terra. O governo massacra civis tutsis. Em represália, a FPR arrasa aldeias hutus e chega a menos de 30 km de Kigali, a capital. Mais de 1 milhão de refugiados se aglomeram na fronteira com Tanzânia e Uganda. Em agosto o presidente e a guerrilha assinam os Acordos de Arusha, pelos quais é formado um governo de transição com a FPR e outros partidos de oposição, com o apoio da ONU.

Genocídio tutsi

Em abril de 1994, Habyarimana e o presidente Cyprien Ntaryamira, do Burundi e também hutu, morrem num acidente aéreo. O episódio desencadeia uma guerra civil que dura até julho e na qual os hutus massacram a população tutsi, deixando 1 milhão de mortos e 2,3 milhões de refugiados, que se dirigem sobretudo ao Zaire, atual República Democrática do Congo, e à Tanzânia. Em julho, a FPR (tutsi) toma Kigali e põe Pasteur Bizimungu na Presidência. Em março de 1995, 2 mil hutus expulsos de um campo de refugiados são assassinados por tutsis.

Refugiados

Em agosto de 1996, Ruanda e Zaire acertam o retorno de refugiados hutus - sem participação da ONU, que não aceita a repatriação forçada. Em outubro de 1996, os baniamulenges - grupo étnico tutsi que vive no leste do Zaire - rebelam-se contra a presença dos hutus na região. Apoiados pelo governo ruandês (tutsi), os baniamulenges atacam acampamentos de hutus que abrigam, além de civis, militares do antigo governo envolvidos no genocídio. Em novembro de 1996, cerca de 500 mil refugiados são expulsos do Zaire para Ruanda. Outras 300 mil pessoas retornam nos meses seguintes. Em maio de 1997, o novo governo da República Democrática do Congo dá prazo de 60 dias para que se complete a repatriação dos mais de 200 mil ruandeses ainda no país. Durante a retirada, organizada pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), mais de cem pessoas morrem sufocadas num trem superlotado que as transportava. Pelo menos dois grupos de refugiados são massacrados, totalizando mais de 200 mortos. Segundo denúncia da Anistia Internacional em agosto de 1997, mais de 2,3 mil ex-refugiados hutus haviam sido assassinados nos três meses anteriores pelo Exército ruandês, de maioria tutsi.

Condenações por genocídio

No início de 1998, milícias hutus fazem vários ataques a aldeias tutsis no oeste e centro do país. Em fevereiro massacram cerca de 90 pessoas em Jenda e Ngugo (noroeste). A escalada de violência chega ao ápice em março, quando 2 mil hutus invadem uma penitenciária em Gitarama (centro do país), matam várias pessoas e soltam cerca de 80 prisioneiros. No mesmo mês, a justiça de Ruanda inicia o julgamento de hutus acusados de participar do genocídio contra tutsis em 1994. Em abril, 22 condenados são executados em Kigali, diante de uma audiência de 30 mil pessoas, gerando críticas de organismos de defesa dos direitos humanos. O tribunal internacional instituído pela ONU em 1996 para julgar os envolvidos no genocídio emite sua primeira sentença em 2 de setembro de 1998: condena o ex-prefeito de Taba, o hutu Jean-Paul Akayesu, por crimes contra a humanidade, seqüestro, estupro e violência sexual. Dois dias depois, o ex-primeiro-ministro ruandês Jean Kambanda, também hutu, acusado de genocídio, é condenado pelo mesmo tribunal à prisão perpétua.

Dados Gerais

Nome oficial: República Ruandesa (Republika y'u Rwanda/République Rwandaise)
Capital: Kigali
Nacionalidade: ruandesa
Idioma: francês, inglês e quiniaruanda (oficiais), quissuaíle
Religião: cristianismo 44% (católicos), islamismo 9%, crenças tradicionais 47% (1996)
Moeda: franco da Ruanda
Cotação para 1 US$: 301,41 (jul./1998)

Geografia

Localização: centro-leste da África
Características: planalto central montanhoso, lago Kivu, vulcões e cadeias montanhosas (O), planície e complexo de lagos pantanosos (L)
Clima: tropical de altitude
Área: 26.338 km²
População: 6,5 milhões (1998)
Composição étnica: hutus 90%, tutsis 9%, tvás 1% (1996)
Cidades principais: Kigali (237.782), Ruhengeri (29.578), Butare (28.645), Gisenyi (21.918) (1991)

Governo

República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 11 prefeituras subdivididas em 145 comunas.
Chefe de Estado: presidente Pasteur Bizimungu (FPR) (desde 1994).
Chefe de governo: primeiro-ministro Pierre Célestin Rwigyema (MDR) (desde 1995).
Principais partidos: Frente Patriótica Ruandesa (FPR), Movimento Democrático Republicano (MDR), Social-Democrático (PSD), Liberal (PL), Democrático Cristão (PDC).

Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional de Transição, com 70 membros eleitos por voto indireto.
Constituição em vigor: 1995.

Economia

Agricultura: banana da terra (2,2 milhões de t), batata doce (1,1 milhão de t), mandioca (250 mil t), feijão (120 mil t), café (15,2 mil t), chá (10 mil t) (1997)
Pecuária: bovinos (465 mil), suínos (80 mil), ovinos (250 mil), caprinos (920 mil) (1997)
Pesca: 3,55 mil t (1995)
Mineração: estanho (200 t) Indústria: bebidas, tabaco, química, têxtil, petroquímica (plástico)
Parceiros comerciais: Holanda (Países Baixos), Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Tanzânia, Uganda

Fonte: www.mulheresnegras.org

Ruanda
     

DADOS PRINCIPAIS

Nome oficial: República Ruandesa (Republika y'u Rwanda / République Rwandaise).
Nacionalidade: ruandesa.
Data nacional: 1º de julho (Independência).
Capital: Kigali.
Cidades principais: Kigali (237.782), Ruhengeri (29.578), Butare (28.645), Gisenyi (21.918) (1991).
Idioma: francês, inglês e quiniaruanda (oficiais), quissuaíle.
Religião: cristianismo 44% (católicos), islamismo 9%, crenças tradicionais 47% (1996).

GEOGRAFIA

Localização: centro-leste da África.
Hora local: + 5h.
Área: 26.338 km2.
Clima: tropical de altitude.
Área de floresta: 3 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 7,7 milhões (2000), sendo hutus 90%, tutsis 9%, tvás 1% (1996).
Densidade: 292,35 hab./km2.
População urbana: 6% (1998).
População rural: 94% (1998).
Crescimento demográfico: 7,7% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 6,2 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 39/42 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 124 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 33% (2000).
IDH (0-1): 0,382 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 12 prefeituras subdivididas em 155 comunas.
Principais partidos: Frente Patriótica Ruandesa (FPR), Movimento Democrático Republicano (MDR), Social-Democrático (PSD), Liberal (PL), Democrático Cristão (PDC).
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional de Transição, com 70 membros eleitos por voto indireto.
Constituição em vigor: 1995

ECONOMIA

Moeda: franco da Ruanda.
PIB: US$ 2 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 47% (1998).
PIB indústria: 21% (1998).
PIB serviços: 32% (1998).
Crescimento do PIB: -3,2% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 230 (1998).
Força de trabalho: 4 milhões (1998).
Agricultura: banana-da-terra, batata-doce, mandioca, feijão, café, chá, sorgo, piretro.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos.
Pesca: 3,1 mil t (1997).
Mineração: gás natural, cassiterita, berilo.
Indústria: bebidas, tabaco, alimentícia, têxtil, petroquímica (plástico).
Exportações: US$ 63 milhões (1998).
Importações: US$ 287 milhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Holanda (Países Baixos), Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Tanzânia, Uganda.

DEFESA

Efetivo total: 47 mil (1998).
Gastos: US$ 138 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Ruanda
     

Bandeira: anteriormente, usava as cores populares da Pan-African da Etiópia (amarela, verde e vermelha)... O governo desejou uma nova bandeira para representar a unidade nacional, respeito ao trabalho, heroísmo e confiança no futuro... Uma importante consideração no desenho foi o genocídio de 1994, logo não há a cor vermelha para relembrar o sangue, assim como a cor preta para não simbolizar a escuridão... A nova bandeira oficial é composta pelas cores:

Azul claro: simboliza felicidade e paz. O sol dourado e os seus raios simbolizam a luz que iluminarão o povo - trazendo unidade, transparência e luta contra a ignorância.
Amarelo: para o desenvolvimento econômico.

Verde: para a esperança de prosperidade, o agradecimento ao trabalho do povo de Ruanda e o uso sensível dos recursos do país.

Do lado esquerdo, a ex-Bandeira Nacional da República Ruandesa e do lado direito a nova Bandeira Nacional da República Ruandesa, adotada em 31/12/2001.

Rwandese Republic — Rwanda — Republika y'u Rwanda — République Rwandaise

Capital: Kigali.
Religião: Cristianismo 44% (católicos), islamismo 9%, crenças tradicionais 47% (1996).
Localização: centro-leste da África, na montanhosa região dos grandes lagos. Faz fronteira no oeste com a República Democrática do Congo, ao norte com a Uganda, a leste com a Tanzânia e ao sul com o Burundi.
Características: planalto central, lago Kivu, vulcões e cadeias montanhosas (O), planície e complexo de lagos pantanosos (L).
Cidades principais: Ruhengeri, Butare, Gisenyi. Outras: Byumba, Cyangugu, Gabiro, Gatsibo, Gikongoro, Gitarama, Kagitumba, Kibungo, Kibuye, Nyanza, Ruhengeri.
Divisão administrativa: 11 prefeituras subdivididas em 145 comunas.
Moeda (numismática): franco ruandês. Código internacional ISO 4217: ? Anteriormente, franco belga / pesa.

Ruanda era parte da África Oriental Alemã, tendo sido ocupada pela Bélgica, em 1916. Após a I Grande Guerra, passou a ser administrada pela Bélgica, juntamente com Burundi, através de mandato da Liga das Nações, constituindo a área chamada de Ruanda-Urundi. Em 1946, foi transformada em território da ONU e, até a independência do Congo Belga, em 1960, foi tratada como parte daquela colônia belga. Tornou-se independente em 1962...

O lago Kivu delimita boa parte da fronteira com a República Democrática do Congo (ex-Zaire). Veja página sobre Parques e Reservas Nacionais de Ruanda!

Ruanda é o país africano com maior densidade populacional, quase 300 habitantes por quilômetro quadrado. A existência de clãs e de fortes laços familiares é marcante na sociedade.

Cerca de 90% da população é hutu e vive em conflito com a minoria tutsi desde a época colonial. O conflito entre as etnias tutsi e hutu já matou mais de 1 milhão de pessoas na guerra civil que arrasa o país desde 1994.

Em 1994, eclodem os mais graves confrontos entre as duas etnias, e o país é palco de um genocídio que deixa 1 milhão de mortos e 2,3 milhões de ruandeses refugiados em países vizinhos...

Os ruandeses vivem da agricultura, desenvolvida em pequenas propriedades, e exportam chá e café.

Cartão-postal de Ruanda-Urundi, dançarinos da tribo Watutsi; publicado by Photo Home.

História

A região é habitada originalmente por pigmeus e, mais tarde, pelos hutus, povo banto da bacia do rio Congo...

Por volta do século XV, os tutsis, pastores de grande estatura oriundos da Etiópia, chegam à região e impõem domínio feudal aos hutus, mais numerosos.

Com a derrota alemã na I Guerra Mundial, os belgas ocupam Ruanda. Em um primeiro momento, transformam os tutsis na elite que concentra o poder político, econômico e militar.

Na década de 50, por outro lado, favorecem a formação de uma elite hutu. Desse modo utilizam a tática de dividir para governar. Em 1959, eclode a primeira revolta hutu contra o governo tutsi.

Em 1961, um plebiscito dá autonomia ao país, sob administração hutu. Perseguidos, os tutsis se exilam nos países vizinhos.

Guerra civil

Os tutsis exilados formam a Frente Patriótica Ruandesa (FPR), que invade o norte de Ruanda em outubro de 1990.

Vencida pelo Exército do presidente Juvénal Habyarimana (no poder desde junho de 1973), a FPR inicia uma guerrilha. Habyarimana, para aliviar tensões, aprova o pluripartidarismo em junho de 1991 e abre negociação com a guerrilha.

Nova ofensiva tutsi, em fevereiro de 1993, põe o acordo por terra. O governo massacra civis tutsis. Em represália, a FPR arrasa aldeias hutus e a guerrilha chega a menos de 30 quilômetros de Kigali, a capital. Mais de 1 milhão de refugiados se aglomeram na fronteira com Tanzânia e Uganda.

Em agosto, governo e guerrilha assinam os Acordos de Arusha, pelos quais é formado um governo de transição com a FPR e outros partidos de oposição, sob o apoio da ONU.

Em abril de 1994, o presidente Habyarimana e seu colega do Burundi Cyprien Ntaryamira morrem em acidente aéreo.

O episódio desencadeia uma guerra civil que dura até julho. Resultado: entre 500 mil e 1 milhão de mortos, além de 2,3 milhões de refugiados, que se dirigem sobretudo ao atual Congo (muitos atravessaram a fronteira pelo Parque Nacional Virunga) e à Tanzânia.

Em julho, a FPR (tutsi) toma Kigali e põe Pasteur Bizimungu na Presidência. Em março de 1995, 2 mil hutus expulsos de um campo de refugiados são assassinados por tutsis.

Três meses depois é inaugurado o Tribunal Internacional de Crimes para julgar cerca de 400 acusados de participação no genocídio de tutsis em 1993.

Refugiados

Em agosto de 1996, Ruanda e Congo acertam a repatriação de refugiados hutus - sem a participação da ONU, que não aceita a repatriação forçada. Em outubro de 1996, uma milícia dos baniamulenges - grupo étnico tutsi que vive no leste do Congo, rebela-se.

Supostamente apoiado pelo governo ruandês (tutsi), o grupo dá início a uma ofensiva contra os acampamentos de refugiados ruandeses hutus.

Entre os refugiados há soldados e oficiais do governo ruandês que se escondem para evitar a punição pelo genocídio de tutsis em seu país, no governo anterior. Em novembro de 1996, cerca de 500 mil refugiados são expulsos do Congo para Ruanda.

Outras 300 mil pessoas retornam nos meses seguintes. Em abril de 1997, o novo governo do Congo dá prazo de 60 dias para que se complete a repatriação dos 200 mil refugiados ruandeses que ainda estão no país.

Durante a retirada, organizada pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), mais de cem pessoas morrem sufocadas num trem superlotado que as transportava. Pelo menos dois grupos de refugiados são massacrados, totalizando mais de 200 mortos.

Segundo denúncia da Anistia Internacional, em agosto de 1997 mais de 2,3 mil ex-refugiados de etnia hutu haviam sido assassinados nos três meses anteriores pelo Exército ruandês, de maioria tutsi...

Fonte: www.sergiosakall.com.br

Ruanda
     

Mapa de Ruanda
Mapa de Ruanda

Idioma

Línguas oficiais: Francês, Inglês, Kinayarwanda.(operation World)

Religião

População: 9.200.000
Área Geográfica: 26.338 km2
Capital: kigali
Moeda: Franco ruandês
Sistema Político: República com forma mista de Governo
Hora Local: +5h
Diferença de hora entre o Brasil e este País.

Fonte: www.meg.org.br

Ruanda
     

RUANDA, AS NÉVOAS DA ÁFRICA

Este belo país, famoso por seus gorilas de montanha, é por desgraça, lembrado hoje pelas cruéis guerras que sofreu recentemente. Devido a isto, as mudanças que ainda estão acontecendo podem ser traumáticas.

SITUAÇÃO E GEOGRAFIA

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

A República Ruandesa está situada no coração da África e limita-se ao norte com Uganda, ao sul com Burundi, ao leste com Tanzânia e ao oeste com Zaire. Tem uma extensão de 26.338 quilômetros quadrados e está dividida politicamente em 10 prefeituras: Batear, Bamba, Cyangugu, Gisenyi, Gitarama, Kayonza, Kibungo, Kigali, Nyagatore, Ruhengeri.

A altitude sobre o nível do mar oscila entre os 1200 e 4500 metros. É um país muito montanhoso; ocupa um planalto que está entre os 1200 e 2000 metros de altitude. A altitude máxima é o pico Karisimbi com 4.507 metros, ao noroeste, nas cumes que separam as bazias dos rios Nilo e Congo. Ao oeste, na zona do lago Kivu, encontram-se as falhas da África oriental.

O sistema hidrográfico formam o lago Kivu e o rio Ruzizi que leva as águas do lago para o Tanganica.

O clima é tropical de temperaturas temperadas-cálidas devido à altitude. Há duas estações de chuva: a primeira de outubro à dezembro e uma segunda de março à maio. A precipitação média anual oscila entre os 800 mm. Na zona oriental e os 2000 mm. na ocidental. A temperatura média costuma ser de 241 C, porém, na medida que ascende-se, na zona dos vulcões pode-se chegar a ser bastante baixa.

FLORA E FAUNA

O que predomina em Ruanda é a estepa e a isso deve-se que sua grande riqueza seja a criação de gado praticada de maneira intensiva. Têm gado bovino, ovino e cabras. Também o lago Kivu é rico em peixes.

Quanto aos bosques que extendem-se pelo país estão formados por coníferas, bambus e madeiras de marçenaria.

História de Ruanda

Até os começos da independência, a história de Ruanda é quase igual à de Burundi, ambas as repúblicas formaram parte da antiga África Oriental Alemanha ao ser colonizados por Alemanha em 1890; após a II Guerra Mundial passaram a estar sob mandato belga com a supremacia dos tutsi, e em 1947 se converteram em fideicomisso belga das Nações Unidas. Em 1959, ao morrer o rei Nmatara III, os tutsi tomam o poder e matam aos nobres hutu; estes revoltam-se e vingam-se matando milhares de tutsi; outros muitos tutsi fugiram aos países vizinhos. Em 1 de Julho de 1962 obtiveram a independência e converteram-se em República de Ruanda e República de Burundi. Desde 1925 até 1947 o território esteve unido administrativamente ao Congo Belga e regido por um sub-governador.

A Independência

A Administração belga viu-se forçada a introduzir reformas nos momentos em que estava se fragando a independência. Nesses momentos tinham o poder os hutu sob o mandato de Kayibanda. Os tutsi começaram uma guerra de guerrilhas na que sairam perdendo: milhares de tutsi foram brutalmente assassinados e mutilados.

Em 1972 têm lugar em Burundi várias massacres e torna a surgir o ódio contra os tutsi. O comandante Habyarimana toma o poder após um golpe de estado e constitue o partido único MRND, que ainda segue com o poder e ao que todo ruandés por nascimento pertence.

História Recente

Em 1985 são repatriados uns 30.000 ruandeses que estavam refugiados em Uganda. Em 1990 e até agosto do 93 se desenvolve uma guerra empreendida por guerrilheiros do Frente Patriótico de Ruanda (FPR). Em agosto de 1993 assinam um acordo de paz o estado e os chefes do FPR.

Arte e Cultura de Ruanda

Se pretende ter uma idéia da história e da arte de Ruanda, o melhor é ir no "único" museu do país, na estrada para Gitarama, a muito poucos quilômetros de Butare, o Museu Nacional, um edifício novo de arquitetura moderna. Este museu aloja uma interessante e valiosa mostra, muito bem organizada e conservada, sobre a história e etnografia da Ruanda.

Locais Turísticos de Ruanda

LOCAIS TURÍSTICOS

Ruanda é um país conhecido pela fauna selvagem, principalmente gorilas, as cidades típicas, parques nacionais e estações naturais que oferece sua paisagem montanhosa.

Primeiro se começará o percurso na capital, Kigali, para seguir com uma pequena parada nas principais cidades e povoações até chegar aos Parques Naturais que há no país.

KIGALI

Kigali é a capital de Ruanda e conta com uma população aproximada de 238.000 habitantes. A cidade encontra-se situada entre várias colinas, o que faz que tenha um relevo bastante acidentado. A paisagem que mostra Kigali é muito bela com grande variedade de árvores e plantas.

Quanto a edifícios para ver, apenas há muito a exceção do prédio do aeroporto e a embaixada chinesa. Pode-se dar uma volta pelo Mercado de Artesãos e admirar como elaboram os diferentes úteis. Outro dos lugares que pode ser visitado é a Igreja Episcopal.

Conta com diversos hotéis, algum deles de luxo, e com restaurantes onde apreciar a comida africana. Também tem sua parte cultural: no Centro Cultural Francês costuma-se organizar exposições, ciclos de cinema, documentais e outras atividades culturais.

RUHENGERI

É a segunda cidade em importância depois de Kigali; encontra-se ao noroeste de Kigali, a 120 quilômetros. Da capital pode-se chegar em matatus e inclusive há vôos que chegam até o aeroporto de Ruhengeri. É um importante centro administrativo cujo atrativo é a aproximidade ao Parque Nacional dos Vulcões e é conhecida pelo filme Gorilas na Névoa, onde Sigourney Weaver contrata os guias e discute com os caçadores de gorilas.

Um dos lugares interessantes e chamativos é o Mercado, onde recomenda-se encarecidamente ir, embora não se tenha a intenção de adquirir nada.

Para obter uma bela vista da cidade deve subir até a colina por um caminho que parte da rua onde está o edifício de Correios.

BUTARE

É conhecida por ser o centro intelectual do país. Está ao sul de Ruanda, a uns 100 quilômetros de distância da capital. Nesta cidade encontra-se a Catedral da Universidade Nacional, é a cidade universitária por excelência de Ruanda.

Entre os lugares interessantes que pode-se visitar encontram-se a Catedral que destaca pelo volume mais que pela beleza. Frente à catedral está a residência do bispado que oferece alojamento completo a muito bom preço. Na estrada para Gitarama, a muito poucos quilômetros de Butare, está o Museu Nacional, um edifício novo de arquitetura moderna. Este museu aloja uma interessante e valiosa mostra, muito bem organizada e conservada, sobre a história da Ruanda e etnográfica.

A 10 quilômetros deste lugar e continuando pela mesma estrada encontra-se um povoado swahili cujos habitantes são muçulmanos; aqui pode-se visitar um centro de artesanato.

GISENYI

É a terceira cidade mais populosa de Ruanda com aproximadamente, 22.000 habitantes. Encontra-se a 60 quilômetros de Ruhengeri, junto ao Lago Kivu, já na fronteira com Zaire cujo posto fronteiriço é Goma, uma importante cidade zairenha que possui aeroporto internacional.

Tem uma atividade importante pois é a Catedral da Confederação dos Países dos Grandes Lagos formada por Zaire, Burundi, Ruanda e Uganda.

A cidade moderna extende-se junto ao lago; banhar-se no lago pode ser perigoso, pois no fundo há gases vulcânicos que com o vento sobem até a superfície e produzem asfixia.

Desde Kigali pode-se utilizar vários meios de transporte para chegar a Gisenyi; pode-se ir de ônibus, matatus ou de avião.

KIBUYE

Ao sul de Gisenyi, a uns 70 quilômetros, encontra-se também junto ao Lago Kivu uma pequena cidade muito agradável, Kibuye, cuja origem explica-se com uma lenda. A praia é adequada para passar uns dias de férias relaxados e tranquilos. Também os amantes dos esportes relacionados com o mar pode-se praticar todo tipo de esportes aquáticos.

CYANGUGU

No extremo sul do lago Kivu situa-se esta pequena população que distancia de Butare uns 120 quilômetros. Vindo desde Butare, aproximadamente na metade do caminho, o viajante se topar com o bosque de Nyungwe, uma grande extensão de selva primária muito bem conservada, apesar de estar dividida pela estrada. Seus habitantes são entre outros, os búfalos, leões, elefantes, macacos columbus e chimpanzés; há 50 espécies de mamíferos e 275 espécies de pássaros. O bosque está muito bem sinalizado e conta com diferentes percursos para visitar uma parte da selva, percursos que têm diferente grau de dificuldade.

É aqui onde nasce o rio Akanyaru que os ruandeses consideram ser a fonte do Nilo, embora a mais meridional encontra-se em Burundi. O rio Akanyaru é um afluente do Kagera e também a fonte ruandesa do Nilo.

Pode-se ver as cascatas do Rio Ruzizi e as fontes termais de Nyakabuye. Em frente, no outro lado do lago, pode-se ver Bukavu, a fronteira zairenha. A fronteira é uma ponte militar provisional. Bukavu é o lugar onde encontra-se o Parque de Kahuzi Biega, uma reserva de gorilas. Para visitar o parque deve fazer antes uma reserva antecipada e à entrada pagar uma qantidade, mas vale a pena pagar. Organiza-se um grupo de não mais de oito pessoas acompanhado de um guia e vários materos. Percorre-se a zona até o encontro com os gorilas; as vezes as marchas costumam durar bastantes horas e não é possível vê-los; sendo assim, no dia seguinte pode-se repetir a visita de graça.

PARQUE NACIONAL DE A AKAGERA

Está ao oeste de Ruanda, fazendo fronteira com Tanzânia. É o maior parque do país e conta com vários lagos, entre eles o Lago Rwanyakizinga. Está bordeado na zona ocidental pelo rio Kagera, marcando a fronteira com Tanzânia. Tem uma extensão de 250.000 hectares, uma décima parte da extensão do país todo. É admirável que conservem o parque em toda sua extensão considerando a população ruandesa.

O parque tem duas entradas, uma ao sul, por Kayonza, e outra no norte por Gabiro. Ao chegar à entrada deve pagar por pessoa e carro uma pequena qantidade. Se desejar pode contratar um guia e obter uma licença para praticar a pesca. A flora do parque está composta de zonas de erva e, em contraste, os arbustos da selva. A fauna está formada por mais de 28 espécies diferentes de animais aquáticos e terrestres como o leão, leopardo, zebra, búfalos, hipopótamos, antílopes de várias espécies, topi, impala, queixadas, hienas, crocodilos, ginetas e elefantes. Além disso, há umas 500 variedades de pássaros.

Além do lago Rwanyakizinga estão os lagos Kivumba, Nasho, Rwehikama, Ihema, Hago, Rwampanga e Mihindi, diferentes pântanos, vales e colinas cuja altitude máxima é de 1.825 metros.

Desde a zona do sul do parque pode-se ir justo até a fronteira com Tanzânia para ver as espetaculares Cascatas de Rusumo que forma o rio Kagera a seu passo por este lugar.

Outro dos parques nacionais de Ruanda é o Parque dos Vulcões, que tem sua entrada pela cidade de Ruhengeri.

PARQUE NACIONAL DOS VULCÕES

O Parque está formado por sete vulcões superando os 4500 metros de altitude. Encontra-se aqui a reserva de gorilas de "Gorilas na Névoa". Os sete vulcões que formam o parque são Mikeno (4437 m.) em Zaire, Karisimbi (4507 m.), Visoke (3711 m.), Muside (3000 m.), Sabiyinyo (3634 m.), Gahinga (3474 m.) e Muhabura (4127 m.) na fronteira com Zaire e Uganda. Para obter uma maravilhosa e inesquecível vista recomenda-se a escalada. A ascensão ao primeiro de ellos, Karisimbi, se faz em vários dias, pernotando uma noite no refúgio que encontra-se a umas 6 horas do parking Visoke, o ponto de origem; desde o refugio o cume atinge-se em 4 horas. O vulcão Visoke somente precisa um dia para sua ascensão.

Gastronomia em Ruanda

Na cozinha tradicional ruandesa utilizam-se os ingredientes que eles mesmos cultivam como batata e mandioca. Quanto à carnes a mais consumida é a de vaca. Em determinados hotéis pode-se comer cozinha internacional.

Bebidas

Deve beber água engarrafada e ter cuidado ao comer frutos ou ingerir sucos.

Compras em Ruanda

O artesanato típico da Ruanda são os objetos de madeira e a cesteria. Pode-se comprar as armas das tribos lanças ou escudos feitos de metal.

População e Costumes de Ruanda

É um dos países com uma maior densidade de população da África, uns 293,8 habitantes por quilômetro quadrado. Em uma superfície de algo mais de 26 mil quilômetros quadrados de extensão, vivem aproximadamente oito milhões de pessoas.

Em Ruanda a população pertenece a várias etnias; o 60% da população é da etnia hutuou bahutu, de língua bantu, dedicados à agricultura; o resto está formado pelos tutsi e os pigmeos twa.

A maior parte da população dedica-se à agricultura que é sua base econômica; cultivam a batata, batata-doce, mandioca, tabaco, café e chá. Outros grupos praticam a criação de gado e a pesca.

Entretenimento e Festividades em Ruanda

Entretenimento em Ruanda

Há excelentes zonas preparadas para praticar os esportes aquáticos e os de montanha. Uma das atividades preferidas pelos viajantes que chegam a este país é a visita aos Parques Nacionais, sobretudo para ver as famílias de gorilas. Existem várias famílias que podem ser visitadas em grupos reduzidos. Entre os lugares mais importantes encontram-se o vulcão Bisoke, o Sabyinyo e o Susa no vulcão Bosoke. É necesário fazer previamente a reserva.

Festividades em Ruanda

Celebram-se as festas católicas e o dia da Independência, o 1 de Julho. 1 de Janeiro Ano Novo, 6 de Janeiro A Epifania, Semana Santa, 1 de Maio Dia do Trabaho, 1 e 2 de Novembro Dia de Todos os Santos e Fieis Finados, 25 de Dezembro Natal e o 31 de Dezembro a última noite do ano.

Transportes em Ruanda

Avião

O único aeroporto internacional é o aeroporto de Gregorie Kayibanda que está situado a 12 quilômetros de Kigali.

Trem

Em Ruanda não há caminho de ferro.

Carro

As principais estradas partem de Kigali e unem-la com o resto das povoações mais importantes. Há uma aceitável rede de estradas graças à ajuda internacional.

Transportes Públicos

Na capital existe serviço de táxi. Estão por perto, mas alguns não são muito seguros. É imprescindível combinar o preço antes de empreender o trajeto. Existem motocicletas fazendo o serviço, inclusive com bagagem, colocando-a na parte posterior.

Fonte: www.rumbo.com.br

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