Fundada em 1147 por Yuri Dolgoruki, Moscou, a capital da Rússia, tem como símbolos o Kremlin e a Praça Vermelha, situada a sua frente e a ele ligada por três portões. O Kremlin, um dos conjuntos artísticos mais impressionantes do mundo,representa o ápice do poder político e é o centro não somente de Moscou mas de toda a Rússia. Dele, Ivan, o Terrível, e Stalin orquestraram o seu terror, Napoleão observou Moscou em chamas, Lênin modelou sua ditadura do proletariado, Kruchev sustentou a guerra fria, Gorbachev instaurou a Perestroika e Boris Yeltsin tramou a nova Rússia. Situado em uma colina de 40 metros de altura, rodeado por uma muralha de 2 kilômetros de extensão com vinte torres, o Kremlin foi construído primeiramente em madeira em 1156. Oitenta e dois anos depois foi destruído pelo fogo e reconstruído em pedra branca em 1368. Foi mais uma vez destruído pelos tártaros e sua feição atual é obra de arquitetos italianos contratados por Ivan III. A fortaleza perdeu importância no reinado de Pedro I; temendo as intrigas e assassinatos ocorridos no seu interior, o Czar transferiu a corte para São Petersburgo em 1713. Em 1917, o prestígio do Kremlin foi recuperado, a partir da instalação do governo soviético nos seus palácios. A Praça Vermelha está ligada a numerosos acontecimentos da história do país. É o lugar escolhido pelos ocupantes do Kremlin para congregar, castigar ou celebrar, pois o que ali se passa é logo do conhecimento de todo o povo russo. Centro da vida de Moscou, a praça foi projetada por Ivan III, com o objetivo de criar um espaço aberto em frente ao kremlin que impedisse os incêndios freqüentes à época. Seu nome em língua local é Krasnaya Plochad; Krasnyy, em russo, significa bela, o que demonstra a ausência de relação do nome da praça com o comunismo ou com o sangue ali derramado. Somente no século XX veio a significar " Vermelha" também. De uma beleza estonteante, a praça é uma das maiores do mundo. Na praça é proibido o tráfego de automóveis. Dela se pode ver as muralhas do kremlin a oeste, o GUM a leste, e a Catedral de São Basílio ao sul. Dominando a praça, se ergue o mausoléu de Lênin. O túmulo do herói revolucionário, inicialmente construído em madeira, ostenta, desde 1930, o granito ucraniano vermelho que realça a beleza do monumento em forma de pirâmide achatada, com uma colunata na parte superior. Dois militares vestidos em traje de gala guardam a entrada que dá acesso a cripta refrigerada em cujo centro se encontra a urna de vidro que mantém conservados os restos de Lênin. Na parte de trás do mausoléu de Lênin, junto aos muros do Kremlin, se pode ainda ver outros túmulos e nichos de russos famosos, como Stalin, Karpov, Gorki e Gagarin. O GUM - Gosudarstvenniy Universalniy Magazin - é um complexo de lojas de três andares cada uma, que exibe griffes famosas, e boas lanchonetes. As estreitas ruas antigas a leste da Praça Vermelha são conhecidas como Kitai Gorod, que significa " centro chinês" , embora a área nada tenha de chinês. Kitai Gorod é uma das partes mais antigas de Moscou. A Rua Arbat, com seus 1.25 kilômetros de extensão é a mais famosa da cidade, comparável à Kudamm, de Berlim.
Com 9 milhões de habitantes, Moscou forma um círculo de 20 kilômetros de raio, onde se confundem harmoniosamente imponentes monumentos, belos parques, zonas residenciais bem cuidadas e esplendorosos jardins. Cercada por colinas, A cidade é o centro das artes e ciências do país. Conta com inúmeros teatros, dos quais o Bolshoi, de ópera e ballet, é o mais famoso. Dentre os incontáveis museus e galerias, o Museu de Belas Artes Pushkin, a Galeria Tretiakov, o Museu do Kremlin e o Museu Central Lênin estão entre os mais importantes. No campo científico, Moscou ostenta quase quinhentas instituições, das quais uma das mais famosas é a Academia de Ciências da Rússia. Terceira do mundo, a Biblioteca Lênin conta com mais de vinte milhões de exemplares, incluindo manuscritos e raridades. Do riquíssimo patrimônio histórico, cultural e religioso da Rússia, destacam-se, em Moscou, os seguintes monumentos:
Criada entre 1555 e 1561, é uma das glórias de Moscou. Situa-se ao sul da Praça Vermelha e ostenta nove fabulosas cúpulas de diferentes cores e tamanhos. A torre central tem a forma de um abacaxi. O interior da catedral, onde se misturam pedras de cores variadas e interessantes perspectivas, é um convite à oração e ao recolhimento. Conta a lenda que Ivan, o Terrível, ordenou cegar o arquiteto, a fim de que nunca mais pudesse construir algo comparável.O Lobnoe Mêsto, pedestal de pedra localizado em frente à Catedral, é um marco histórico relevante; ali eram lidos os editos dos czares, apresentados os herdeiros do trono ao completarem 16 anos e realizadas as execuções. O monumento a Minin e Pozarski, situado entre a catedral e o pedestal, homenageia os heróis da libertação do jugo polaco (1612) e foi financiado pela população.
Foi construído, em sua maior parte, em meados do século XVIII, pelo Patriarca Nikon. Era a sede do chefe da Igreja Ortodoxa russa. Abrigou concílios e recepções do alto clero. No local conhecido como Câmara dos Santos Óleos, um fogão, construído mesmo século, era utilização para preparação dos santos óleos. A Câmara da Cruz, com 280 m2 de área, impressiona não pela sua dimensão e riqueza, mas também pela ausência de pilar de sustentação no centro de sua única abóbada. Atualmente abriga o Museu de Arte Aplicada e Vida na Rússia do Século XVII. Daí se pode ter acesso à Igreja dos Doze Apóstolos, com suas cinco cúpulas, onde Nikon construiu a nova capela do Patriarca.
Foi construída entre 1505 e 1508 pelo arquiteto italiano Alesio Novi e é dedicada ao arcanjo que a nomeia, considerado guardião dos príncipes de Moscou. Como a Catedral da Assunção, seu estilo é essencialmente russo bizantino, embora apresente, no exterior, muitos traços da renascença veneziana. No seu interior se encontra o ícone de São Miguel de Zubov e Zolotarev e as capelas funerárias dos czares e suas famílias. Dentre os sarcófagos existentes, destaca-se o de Ivan , o Terrível, que tem como ornamento um retrato do próprio Ivan pintado por Gerasimov.
É um dos monumentos mais representativos de Moscou. Aqui os czares eram coroados e os patriarcas e metropolitas da igreja russa eram enterrados. Foi construída por Fioravante, a mando de Ivan III, e sua fachada ostenta cinco belas cúpulas douradas em forma de bulbo. Seu interior abriga o ícone de São Jorge, do século XIII, considerado a mais importante obra da escola de Novgorod e que faz parte de uma iconostase de 16 metros de altura. Chamam atenção também os afrescos de 1642 e uma cópia da imagem da Virgem de Vladimir, cujo original se encontra na galeria Tretiakov . A lâmpada central da catedral foi fundida com a prata da própria igreja, recuperada após a retirada das tropas de Napoleão. Em 1812, a riqueza dessa igreja era tão impressionante que conta-se que os franceses obtiveram dela quase 300 kilos de ouro e cinco toneladas de prata.
é uma delicada igreja, de uma única cúpula, ao lado da porta oeste da Catedral da Assunção, construída entre 1484 e 1486, como capela privada dos chefes da igreja. É inteiramente construída em estilo russo. As paredes, tetos e pilares do interior são cobertos de afrescos do século XVII.
Com altura total de 81 metros, paredes de 2,5 a 5 metros de espessura e duas imponentes cúpulas douradas, o campanário é a estrutura mais alta do Kremlin. Foi desenhado pelo italiano Marco Bono. Ao pé do campanário se encontra o famoso Sino do Czar.
É considerado o maior sino do mundo e um expressivo monumento da arte russa de fundição do século XVIII. Mede 6 metros de altura e 6,6 metros de diâmetro. Sua superfície de bronze traz a efígie do imperador Alexei e da imperatriz Anna, que decretaram a criação da primeira versão do sino.
- Voltada para a Praça das Catedrais, ergue-se a Catedral da Anunciação, construída entre 1484 e 1489 como capela privada da família real. Sofreu diversas ampliações ao longo do tempo, comemorativas das vitórias de Ivan, o Terrível. Abriga uma das iconostases mais importantes de toda a Rússia, datada de 1405 e sobrevivente do incêndio de 1547. Esta iconostase é obra do trabalho de três mestres: Teófanes, o Grego, Andrei Rubilov e Prokhor de Goredets. Catedral da Dormição
Cenário de coroações e cerimônias religiosas imperiais, é o templo mais antigo da Praça das catedrais. Possui cinco cúpulas douradas e é atualmente um museu, em cujo acervo se encontra uma impressionante coleção de ícones.
Fonte: www.ayasofya.com.br