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Saddam Hussein

 

Saddam Hussein
Saddam Hussein

Presidente do Iraque Escondido num abrigo subterrâneo ao mesmo tempo que o seu país se desfazia em ruínas, o Presidente do Iraque Saddam Hussein parecia completamente derrotado em fevereiro de 1992.

As forças das Nações Unidas haviam devastado o Iraque as seis semanas que durou a Guerra do Golfo, os sistemas de saneamento e as linhas de telefone estavam completamente destruídas, as centrais eléctricas eram destroços fumegantes, e as estradas completamente intransitáveis.

Fortes sanções internacionais e dividas de reparação aos países envolvidos no conflito ensombravam as perspectivas de sobrevivência da anteriormente rica República do Iraque.

Mas Hussein renasceu das cinzas, sem o mínimo sinal de remorsos pela falhada invasão do Kuwait e consequentes repercussões. O homem que viria a ser conhecido como "O Inimigo do Ocidente" já anteriormente havia desafiado todas as perspectivas negativas e ganho. Hussein cresceu em Auja, uma vila de casebres de paredes de lama a nordeste de Bagdad.

Os seus pais eram agricultores pobres, mas inspirado pelo seu tio Khayralla Tulfah, oficial do exército Iraquiano e defensor da unidade Árabe, Hussein gravitou em roda da política durante a adolescência. Saddam juntou- se ao Partido Socialista Baath aos 19 anos, e deixou a sua marca três anos mais tarde como um dos participantes na tentativa de assassinato do Primeiro Ministro Iraquiano Abudul Karim Kassin, em 1959.

Durante o atentado, Hussein viria ser baleado numa perna e foi forçado a fugir para o estrangeiro, onde residiu durante vários anos, primeiro na Síria, depois no Egipto. Em 1968 ajudou a liderar a revolta que finalmente conduziu o Partido baath no poder, sob a liderança do General Ahmed Hassan Bakr. Durante o processo revolucionário, Hussein viu-lhe atribuído o cargo de Vice- Presidente, a partir do qual construiu uma elaborada rede de policias secretos que tinham como objectivo perseguir os dissidentes do regime. Onze anos após o golpe de estado, Hussein depôs Bakr e encheu as ruas de retratos de si próprio.

Os anos de Saddam como revolucionário transformaram- no num homem sempre alerta ao perigo dos dissidentes. Pouco tempo após ter conquistado o poder, implementou uma violenta purga que levou à morte dezenas de membros do governo suspeitos de falta de lealdade.

No inicio dos anos 80, utilizou armas químicas para pôr termo à rebelião Curda no norte do Iraque. A fome de poder de Saddam Hussein espalhou- se muito para além das fronteiras do Iraque; apostado em subjugar o mundo Islamico, atacou os países vizinhos. Em 1980 invadiu o Irão, iniciando um guerra de oito anos que não venceu.

Em Agosto de 1990 invadiu o Kuwait, país rico em petróleo, que proclamou como a 19º província do Iraque.

Desafiou as Nações Unidas ao não cumprir as directivas que o obrigavam a retirar do Kuwait, provocando a que chamou "Mãe de Todas as Batalhas", a Guerra do Golfo. O breve conflito dizimou as forças militares de Saddam, mas o ditador conseguiu reconstruir a sua república e a sua base de poder, a começar pela tenebrosa polícia secreta.

Saddam é acusado pelos EUA de ter cometido várias violações criminais da lei humanitária internacional. O governo norte-americano deseja que o presidente do Iraque seja investigado e acusado por um tribunal internacional, por isso ganha o titulo de Manda-Chuva, um dos homens mais procurados do Mundo.

Vida pregressa

Saddam nasceu em uma família de camponeses no norte do Iraque. Juntou-se ao Partido Baath, em 1957.

Em 1959, ele participou de uma tentativa frustrada por Ba'thists para assassinar o iraquiano primeiro-ministro, 'Abd al-Karim Qasim ; Saddam foi ferido na tentativa e escapou primeiro a Síria e depois para o Egito.

Ele participou escola de direito do Cairo (1962-1963) e continuou seus estudos na Faculdade de Direito de Bagdá após as Ba'thists tomou o poder no Iraque em 1963.

A bathistas foram derrubados no mesmo ano, no entanto, e Saddam passou vários anos na prisão no Iraque.

Ele escapou, tornando-se um líder do Partido Baath, e foi fundamental para o golpe que levou o partido de volta ao poder, em 1968.

Saddam poder efetivamente realizada no Iraque, juntamente com o chefe de Estado, Pres. AHmad Hassan Al-Bakr, e em 1972 ele dirigiu a nacionalização da indústria de petróleo do Iraque.

Fonte: www.geocities.com

Saddam Hussein

Saddam Hussein nasceu em Tikrit em 1937, numa família pobre e ao que se sabe a sua infância foi bastante difícil.

Jerrold Post, professor de psiquiatria da universidade George Washington, e que escreveu o perfil psicológico do líder iraquiano diz que as dificuldades de Saddam começaram no ventre materno. É que o seu pai morreu quando a sua mãe estava grávida dele. Ainda lhe faltariam algumas semanas para nascer quando um dos seus irmãos morreu durante uma operação. Entende-se assim que a mãe ficaria extremamente deprimida o que a levaria a tentar abortar Saddam e a suicidar-se antes dele nascer. Pelo que quando Saddam nasceu ela o recusou, e o pequeno Saddam viveria os seus dois primeiros anos afastado da mãe.

Quando o reuniram com a mãe, o padrasto era brutal com o pequeno Saddam, quer fisica quer psicologicamente.

Aos 8 anos descobre o poder dos livros e educação, e vai viver com um tio paterno que lhe alimenta a imaginação, com sonhos de glória. O tio dizia-lhe que um dia teria um papel heróico como Saladino e Nebicadnezar tinham tido, e libertaria Jerusalém.

Alimentado pelas ideias políticas do tio, Saddam adere ao partido socialista arabe Baath, em 1957 e começa a sua ascenção ao poder. Aos 22 faz parte de uma falhada tentativa contra o líder iraquiano, pediu exílio no Egipto mas acabaria por ser preso. Após escapar da prisão tornou-se em 1968, secretário geral do partido, quando o Baath tomou o poder num golpe militar.

O Dr. Louai Bahry professor da universidade de Bagdade diz que Saddam, que estava na faculdade de Direito, não era bom aluno, mas que era carismático, e que usava certas frases que outros copiavam.

Em 1979 ganhou o controlo do partido, passando a governar pelo medo e intimidação para cimentar o seu poder. Governava pelo método da cenoura e da espada — dando privilégios aos seus apoiantes e pessoas de quem dependia, mas castigando qualquer que cruzasse o seu caminho.

Os críticos descrevem-no como carniceiro e louco, mas Saddam via-se como um grande dirigente socialista, juntamente com Fidel Castro, Ho Chi Minh e Josef Stalin, os seus modelos.

O seu sonho era unir o mundo árabe e em 1990 viu essa oportunidade, quando de repente invadiu o Kuwait, levando ao aumento assustador dos preços do petróleo e à queda da bolsa. ”Na altura ele tinha o mundo preso pelo pescoço.”

Saddam acusou o Kuwait de produzir petróleo em excesso e fazer descer os preços, numa altura em que ele precisava dos rendimentos petrolíferos para reconstruir o seu país, após uma dispendiosa guerra com o Irão.

Mas Saddam não percebeu que as Nações Unidas não iriam permitir a invasão. O Conselho de Segurança aprovou o uso da força para expulsar o Iraque do Kuwait. E depois de ter gasto biliões de dólares em armamento sofreu uma humilhante derrota, em 1991, quando uma ofensiva liderada pelos americanos expulsaram os miltares iraquianos do Kuwait. Segundo os peritos Saddam não ouvia as opiniões de ninguem, e esse era o seu erro.

Com as forças militares enfraquecidas, Saddam começou a consolidar o poder, eliminando qualquer pessoas que se lhe opusesse. O uso de armas químicas contra o seu próprio povo tornou-se conhecido do mundo.

No final de 2002, o Iraque era o centro da guerra contra o terror, por parte dos Estados Unidos. O seu regime foi ligado aos ataques de 11 de Setembro, e ele foi acusado de ter armas de destruição massiva — algo que se provou ser errado. E quando Saddam ignorou o ultimato americano para deixar o Iraque, as forças americanos lançaram uma série de devastadores ataques aéreos contra Bagdad, a 20 de Março de 2003. Após uma invasão terrestre das forças da coligação, a popularidade que Saddam pensava disfrutar desapareceu. Alguns iraquinas estavam contentes com o derrube de Saddam, o qual seria capturado em Dezembro de 2004, após as mortes dos seus filhos Odai e Qusai.

O julgamento de Saddam começou em Outubro de 2005, acusado de crimes de guerra e genocídio. Saddam permaneceu desafiador, usando o tribunal como pódio para alimentar a campanha dos insurrectos sunis. Mesmo perante a possibilidade de uma sentença de morte, Saddam sempre dizia que era o presidente do Iraque.

Após 24 anos de poder, a influência de Saddam tornara-se parte do passado histórico iraquiano. Alguns historiadores acreditam que Saddam não será lembrado como gostaria, um homem brilhante, mas um ditador brutal que governou o Iraque com mão de ferro por mais de duas décadas.

Fonte: egidiovaz.wordpress.com

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Saddam Hussein nasceu em 28 de abril de 1937, em Tikrit, a mais de 100 quilômetros de Bagdá. Filhos de agricultores, Hussein cresceu em Auja, uma vila pobre a nordeste de Bagdá. Formou-se em direito na Universidade do Cairo (Egito) e envolveu-se com a política desde cedo.

Inspirado em seu tio Khayralla Tulfah, oficial do exército iraquiano e defensor da unidade árabe, Hussein entrou no círculo político durante a adolescência.

Saddam se filiou ao Partido Socialista Baath aos 19 anos, e deixou a sua marca três anos mais tarde como um dos participantes na tentativa de assassinato do primeiro-ministro iraquiano Abudul Karim Kassin, em 1959.

Durante o atentado, Saddam foi baleado na perna e foi forçado a deixar o país. Ele morou muitos anos na Síria e depois no Egito. Em 1968 ajudou a liderar a revolta que finalmente conduziu o Partido Baath ao poder, sob a liderança do General Ahmed Hassan Bakr.

Durante o processo revolucionário, Saddam se tornou vice-presidente do Iraque e construiu uma elaborada rede de polícias secretas que tinham como objetivo perseguir os dissidentes do regime. Onze anos após o golpe de estado, em 1979, Hussein depôs Bakr, assumiu a presidência e encheu as ruas com seus retratos.

Os anos de Saddam como revolucionário o transformaram num homem sempre alerta ao perigo dos dissidentes. Pouco tempo após ter conquistado o poder, implementou uma violenta campanha de "purificação" que levou à morte dezenas de membros do governo suspeitos de falta de lealdade.

Udai e Qusai, filhos de Saddam, foram chamados para assistir à vingança. No início dos anos 80, utilizou armas químicas para conter a rebelião dos curdos no norte do Iraque.

A fome de poder de Saddam Hussein foi muito além das fronteiras do Iraque; determinado a dominar o mundo islâmico, atacou os países vizinhos. Em 1980 invadiu o Irã, iniciando uma guerra de oito anos que terminou sem vencedor.

Em Agosto de 1990 invadiu o Kuwait, país rico em petróleo, que proclamou como a 19º província do Iraque. Desafiou as Nações Unidas ao não cumprir as diretivas que o obrigavam a se retirar do Kuwait, provocando a que chamou "Mãe de Todas as Batalhas", a Guerra do Golfo.

O breve conflito dizimou as forças militares de Saddam, mas o ditador conseguiu reconstruir a sua república e a sua base de poder, a começar pela tenebrosa polícia secreta.

Em 2002, Saddam realizou um plebiscito e foi reeleito com 100% dos votos, mostrando que ainda é forte internamente.

Fonte: www.estudiologia.hpg.ig.com.br

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Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti - 1937- 2006

Presidente iraquiano (1979-2003) nascido em Ouja, na região de Tikrit, ao norte de Bagdá, um dos mais controvertidos governantes da história da nação iraquiana.

De uma família de camponeses, teve uma infância difícil e, aos 9 anos, ficou órfão e foi criado por um tio que o mandou a Bagdá para estudar.

Na carreira militar, ficou conhecido (1959) ao tentar assassinar o então presidente iraquiano, Abdel Karim Qassem.

Ferido em uma perna, conseguiu fugir do país e retornou quatro anos mais tarde como clandestino, até ser preso (1964).

Pouco tempo depois, fugiu da prisão e retomou suas atividades clandestinas com o partido Baath até que o partido chegou ao poder através de um golpe de Estado (1968) e ele como o homem forte do regime do presidente Ahmad Hassan al Bakr, foi indicado Vice-Presidente da Republica do Iraque (1968-1979).

No ano seguinte tornou-se secretário-geral adjunto do Baath se tornou vice-presidente do Conselho do Comando da Revolução, o CCR.

Finalmente (1979) acumulou o posto de chefe de Estado, secretário-geral do partido, presidente do CCR e chefe supremo do Exército.

Sem nenhuma tolerância com quaisquer dissidências, punia seus oponentes com o exílio ou a morte.

Empreendeu uma sangrenta guerra contra o Irã (1980-1988) com o apoio dos norte-americanos e foi derrotado na guerra do Golfo (1991), depois de invadir o Kuait e ser expulso pelos seus antigos aliados estrangeiros.

Acusado sem provas de guardar armas químicas de exterminação em massa, teve o Iraque invadido e dominado por tropas estrangeiras comandadas por estadunidenses e britânico.

Detido em dezembro (2003) por soldados que o encontraram escondido num buraco na terra, perto da sua cidade natal, oito meses após os tanques invasores entrarem em Bagdá, rendeu-se pacificamente.

Os iraquianos, que haviam passado décadas sob o seu olhar orgulhoso em estátuas e cartazes, viram-no então humilhado, com a boca aberta para uma inspeção médica, a barba grisalha e o aspecto descuidado após meses de fuga.

Passou os últimos três anos de vida como prisioneiro dos estadunidenses, e quando o julgamento começou, em outubro (2005), vestia novamente um terno impecável e tinha a mesma postura desafiadora.

Desde o princípio, repudiou o tribunal, que tinha respaldo dos EUA.

Com relatos de torturas e outros crimes contra a população da aldeia de Dujail, aos 69 anos foi considerado culpado pela morte de 148 homens xiitas nessa aldeia, onde ele sofrera um atentado (1982).

Condenado a execução de pena de morte por crimes contra a humanidade, voltou à corte em agosto para enfrentar um outro julgamento por acusações de genocídios contra os curdos (1988), mas o julgamento não foi concluído.

Os curdos se opuseram à sua execução porque queriam vê-lo condenado no processo relativo à sua etnia: a dura repressão a uma revolta xiita (1991); pelo ataque com gases contra curdos, em Halabja (1988) e que deixou 5.000 mortos; e pela campanha contra aldeias curdas, que deixou 180 mil mortos.

Após o julgamento de uma apelação, a corte de apelações do Iraque confirmou a sentença de morte e exigiu que ela fosse cumprida em, no máximo, 30 dias.

O ex-presidente iraquiano foi enforcado no dia 30/12/2006, em Bagdá, antes do Dia do perdão.

Duas semanas depois (15/01/2007) seu meio irmão Barzan al-Takriti e Awad Hamed al-Bander, chefe da Justiça durante a ditadura, também foram enforcados pelos mesmos crimes.

Os dois foram julgados culpados de crimes contra a humanidade devido ao assassinato de 148 xiitas da aldeia de Dujail.

O seu governo foi um dos mais bárbaros da História e calcula-se que cerca de 500 mil pessoas tenham sido executadas durante seus 24 anos no poder.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Saddam Hussein

O presidente deposto do Iraque, Saddam Hussein, que teve a captura confirmada hoje pelas forças da coalizão, nasceu em uma humilde família camponesa do norte do Iraque, o que não impediu sua ascensão ao poder através de um silencioso golpe de Estado.

O ditador, preso na sua cidade natal Tikrit (norte do país), logo passou a governar o país árabe com mão de ferro, uma impiedosa administração que se arrastou durante um quarto de século.

Nascido no dia 28 de abril de 1937 em Owja, região de Tikrit (cidade localizada a 150km ao norte de Bagdá), em uma família de poucas posses, Saddam ficou órfão de pai pouco depois, de acordo com sua biografia particular.

Informações não confirmadas sempre disseram que o pai do maior ditador do Iraque teria sido assassinado pelo amante de sua mãe. Na falta da figura paterna, Saddam foi criado por um tio e pelo segundo marido de sua mãe, professor de uma escola sunita muito aplicado e que foi implacável na formação do ainda jovem tirano.

O ex-líder iraquiano não teve uma história brilhante nos tempos de escola. Ele tentou entrar na academia militar, mas acabou rechaçado pelos oficiais. Em 1962, Saddam fez alguns cursos na Universidade do Cairo (Egito) e depois na Universidade de Mustanseriya, em Bagdá.

Um ano mais tarde, se casou com um prima e em 1988 contraiu um segundo matrimônio. Teve dois filhos - Udai e Qusai - mortos em julho passado pelas forças da coalizão - e várias filhas em ambos casamentos.

Um dos primeiros militantes do partido Baath, que luta pela unidade árabe e pelo socialismo, Saddam já era considerado um jovem revolucionário educado na fé nacionalista, quando em 1959 participou de um atentado sem sucesso contra Abdel Karim Kassem, o responsável pelo fim da monarquia iraquiana um ano antes.

Ferido e condenado à morte por rebeldia, Saddam fugiu do país - reza a lenda que disfarçado de mulher. Sua biografia oficial conta que o ex-presidente tirou sozinho, com uma faca, uma bala que tinha incrustada em um músculo do corpo.

Após vários anos de vida clandestina, já de volta ao Iraque após a queda de Kassem, o ex-líder sanguinário participou do golpe de Estado que marcou em julho de 1968 a chegada ao poder do Baath. Ele logo se converteria no homem forte do regime - sombra do então presidente Ahmad Hasan al Baker, que renunciaria em 1979, oficialmente por razões de saúde.

Sob sua fanática sede de poder, Saddam assumiu a chefia do Estado com a ambição de converter o Iraque na primeira potência militar do Oriente Médio e transformar-se no grande líder do mundo árabe. Usou os lucros do petróleo para modernizar o país e, apesar da tendência ditatorial, o povo o via como um líder genuíno.

Saddam Hussein não mediu esforços para acabar com qualquer resistência e chegou a usar gás tóxico contra civis durante uma rebelião curda.

O ditador iraquiano foi aliado dos Estados Unidos para atacar o Irã do aiatolá Khomeini em uma guerra que durou oito anos (1980-1988). O conflito contou ainda com a ajuda estratégica de Inteligência militar americana por satélite e com o apoio financeiro do Kuwait e da Arábia Saudita.

Estes dois países árabes participaram da ação motivados pelos temores de que o Irã pudesse vir a dominar a região através da religião e do poderio bélico.

Saddam Hussein se viu obrigado a assinar a paz por causa da escassez de recursos militares - muito reduzidos pela longa campanha. No entanto, o fracasso não impediu Saddam de decidir invadir o Iraque em 1990, o que desencadeou a Guerra do Golfo - o primeiro conflito de alcance mundial depois do fim da Guerra Fria.

De aliado dos Estados Unidos, o Iraque passou assim a inimigo número um dos americanos, que encabeçaram uma poderosa coalizão internacional que acabou com a invasão em poucas semanas.

Já derrotado no Kuwait, Saddam voltou suas atenções para o interior do próprio país e acabou com as revoltas internas curdas e xiitas, mesmo sob certa perda de controle em algumas regiões do norte e do sul do país.

Nos anos em que se seguiram, o ex-presidente continuou governando o país com mão de ferro e concentrado o poder entre os seus familiares. No último dia 20 de maio, as tropas da coalizão (Estados Unidos e Grã-Bretanha) lançaram uma intervenção militar contra o Iraque, que em apenas três semanas acabou com o regime de Saddam Hussein.

Desde então, Saddam Hussein passou a ser procurado desesperadamente pelas forças da coalizão e, aparentemente, ainda conduzia a resistência da ilegalidade. Várias mensagens durante esse tempo foram atribuídas ao ditador - algumas acabaram reconhecidas como autênticas.

No dia 22 de julho, seus filhos, os poderosos Udai e Qussai, foram mortos em um esconderijo em Mossul durante uma operação militar da coalizão. Os Estados Unidos, desde o começo da guerra, ofereceram US$ 25 milhões como recompensa pela captura do ex-presidente Saddam Hussein.

Fonte: noticias.terra.com.br

Saddam Hussein

Ex-ditador iraquiano

Saddam Hussein
Saddam Hussein na prisão

28/04/1937, Auja, Tkikrit, Iraque

30/12/2006, Bagdá, Iraque

Numa família pobre de lavradores, nasceu Saddam Hussein, no norte do Iraque. Não conheceu o pai, que morreu - ou desapareceu - antes de seu nascimento, e foi criado por uma tia materna. Até se tornar chefe de governo do Iraque, a partir de 1979, Saddam teve uma vida turbulenta. Vários testemunhos ligam o menino ao assassinato de uma professora e de uma prima nesse período.

Aos 20 anos, Saddam se filiou ao partido Baath - mesma época em que foi negado seu pedido de ingresso na Academia Militar de Bagdá, possivelmente porque ele não terminou os estudos. Esse fato sempre serviu para humilhá-lo diante dos demais militares.

Aos 26 anos, foi nomeado vice-secretário do Baath e tornou-se vice do presidente Ahmed Hasan al Bakr, que lhe deu a patente de general.

A influência de Saddam Hussein cresceu no decorrer da década de 1970, até que ele deu golpe de Estado e assumiu a Presidência do Iraque como ditador, em 1979, mesmo ano em que, no vizinho Irã, o aiatolá Khomeini fez a revolução dos xiitas (muçulmanos historicamente mais ortodoxos e tradicionalistas que os seus opositores, os sunitas).

No ano seguinte, Saddam invadiu esse país e começou a maior guerra da década, que se arrastou até 1988. O Iraque foi estimulado e armado pelos Estados Unidos, enquanto a União Soviética (URSS) apoiava o Irã. Também intervieram a Arábia Saudita e o Egito, com receio de que a revolução fundamentalista islâmica xiita se espalhasse por outros países do Oriente Médio. O confronto nessa região produtora de petróleo deixou um milhão de mortos, dois milhões de feridos e um prejuízo de 400 bilhões de dólares.

Saddam protagonizou um novo conflito internacional ao invadir outro vizinho, o Kuait, em 1990, por divergências em relação à política de preços do petróleo e antigas questões, como o controle de portos que lhe dariam novo acesso ao Golfo Pérsico. O território iraquiano foi bombardeado pelas forças de 30 países, lideradas pelos Estados Unidos, na Operação Tempestade no Deserto, em janeiro de 1991. Depois de mais de 100 mil mortes, o cessar-fogo foi assinado no mês seguinte.

Com o fim desse episódio, chamado de Guerra do Golfo, eclodiram revoltas de curdos - um dos povos mais antigos do mundo - no norte do Iraque, e de xiitas ao sul, contra o regime de Saddam - que as reprimiu com violência.

Pressionado pela Organização das Nações Unidas, a ONU, o ditador começou a negociar com os dirigentes curdos um projeto de autonomia para o Curdistão: a região abrange, além do norte do Iraque, partes da Turquia, do Irã, da Síria e da Armênia.

Os problemas com os Estados Unidos e seus aliados prosseguiram após a Guerra do Golfo, causados pelas violações ao acordo de cessar-fogo.

Saddam se comprometera a reconhecer as fronteiras do Kuwait, suspender a perseguição aos xiitas e curdos e permitir a inspeção e destruição de suas instalações de armas químicas, biológicas e nucleares.

Não foi assim: ele impediu, em 1993, a entrada de inspetores de armamentos da Comissão Especial das Nações Unidas (Unscom).

Com o risco de nova ação militar, Saddam retirou tropas da fronteira do Kuwait, em 1994, e reconheceu a soberania da nação vizinha.

Dois anos depois, o Iraque, sob embargo comercial imposto pela ONU, por influência dos Estados Unidos, voltou a vender petróleo: a cada seis meses, podia exportar uma cota de óleo para comprar comida e remédios para a população, reduzida à miséria.

Mesmo assim, Saddam ordenou a construção de um monumento em Bagdá para celebrar a Guerra do Golfo, além de encomendar um novo hino nacional.

Voltou a ser atacado, em 1998, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido com o objetivo de "debilitar a capacidade iraquiana de produzir e usar armas de destruição em massa". O mesmo argumento foi usado cinco anos depois, por esses dois governos, em março de 2003, para invadir o país e assumir o controle de suas reservas de petróleo.

Em 20 de março de 2003, a coalizão anglo-americana iniciou a intervenção militar no Iraque, sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU. O paradeiro de Saddam ficou desconhecido durante vários meses até que, em 13 de dezembro de 2003, o ditador foi localizado escondido num buraco subterrâneo uma fazenda da cidade de Adwar, próxima a Tikrit.

Em 1º de janeiro de 2004, o Pentágono o reconheceu como "prisioneiro de guerra", e, em 30 de junho, transferiu sua custódia judicial ao novo Governo provisório iraquiano. Em 19 de outubro de 2005, um Tribunal Especial iraquiano iniciou o processo contra o ex-ditador, acusado de violações dos Direitos Humanos, incluindo crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio. Durante os depoimentos, Sadam rejeitou as acusações e defendeu a invasão iraquiana no Kuwait.

Em 5 de novembro de 2006, um ano e 15 dias após o início de seu julgamento, Saddam Hussein, 69, foi condenado à forca, considerado culpado do massacre, em 1982, de 148 xiitas no povoado de Dujail (sul do Iraque). Saddam já havia declarado que preferia o pelotão de fuzilamento, para morrer como um militar.

A sentença pôs fim a um julgamento marcado pelo assassinato de três advogados de defesa, a troca do juiz-chefe e sucessivos adiamentos. Nações e entidades contrárias à pena de morte - como a União Européia, o Vaticano e a ONU - se manifestaram contra a sentença e a defesa do ex-ditador pretendia alterá-la para a prisão perpétua.

Saddam Hussein foi enforcado em 30 de dezembro de 2006, aos 69 anos.

Fonte: educacao.uol.com.br

Saddam Hussein

Saddam Hussein é enforcado no Iraque

Saddam Hussein
Saddam foi considerado culpado de crimes contra a humanidade

"O criminoso Saddam foi morto por enforcamento", anunciou a rede de televisão estatal iraquiana Iraqiya, enquanto se ouvia ao fundo música patriótica e imagens de monumentos nacionais eram mostradas.

A manchete dizia: "A execução de Saddam marca o fim de um período obscuro na história do Iraque".

A informação da execução do ex-presidente foi confirmada à BBC pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Iraque, Labeed Abawi.

Saddam havia sido condenado à morte por crimes contra a humanidade, devido à sua participação no assassinato de 148 pessoas, a maioria xiitas, na cidade de Dujail, em 1982.

O ex-chefe do serviço de inteligência iraquiano Barzan Ibrahim al-Tikriti, que é meio-irmão de Saddam Hussein, e o ex-chefe da Corte Revolucionária do Iraque, Awad Hamed al-Bandar, condenados no mesmo julgamento, deverão ser executados na próxima semana.

Condenação

No dia 5 de novembro, um tribunal em Bagdá condenou o ex-presidente à morte por enforcamento.

Em 26 de dezembro, após três semanas de deliberações, o Tribunal de Apelações do Iraque manteve a pena de morte e determinou que a sentença fosse cumprida em um prazo máximo de 30 dias.

O ex-presidente iraquiano foi preso pelas forças americanas no Iraque em dezembro de 2003. Saddam foi encontrado em um porão na cidade de Abduar, a cerca de 30 quilômetros ao sul de Tikrit.

O comandante das forças americanas no Iraque, general Ricardo Sanchez, disse que Saddam foi capturado sem resistência e sem que um único tiro fosse disparado.

Alerta

Tropas americanas e forças de segurança iraquianas estão em alerta para o perigo de violência em retaliação à morte de Saddam.

O Departamento de Estado americano determinou o aumento da segurança em todas as embaixadas dos Estados Unidos.

Segundo Peter Greste, correspondente da BBC em Bagdá, os xiitas devem comemorar a morte de Saddam e consideram a execução do ex-líder iraquiano uma punição justa por todo o sofrimento que ele causou durante o seu governo.

No entanto, os sunitas ficaram irritados com o tratamento dado ao ex-presidente no passado e podem voltar a protestar, diz Greste.

Decisão polêmica

A pena capital causou polêmica ao ser anunciada. A União Européia apelou para que Bagdá não executasse Saddam Hussein.

O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, disse que embora não desejasse minimizar os crimes cometidos pelo ex-presidente do Iraque, não podia deixar de "expressar a firme oposição do governo italiano - assim como a minha própria - à sentença de morte". A Itália participou da ocupação do Iraque como aliada dos Estados Unidos.

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, com sede nos Estados Unidos, disse que durante os dez meses de julgamento houve regularmente falhas na divulgação com antecedência de provas importantes para a defesa e que o direito básico dos réus de contestar as testemunhas de acusação foi violado.

O grupo também colocou em dúvida a imparcialidade do juiz que presidiu o caso e afirmou que houve importantes omissões nas provas produzidas para estabelecer as acusações.

O primeiro-ministro britânico Tony Blair enfatizou que a Grã-Bretanha se opõe à pena de morte, mas afirmou que o julgamento lembrou claramente como o governo de Saddam era brutal. A Grã-Bretanha tem a segunda maior presença militar no Iraque depois dos Estados Unidos.

O governo americano saudou a condenação à morte do ex-presidente Saddam Hussein. A Casa Branca disse que o veredicto é um marco nos esforços do Iraque para "substituir o poder de um tirano pelo poder da lei".

As leis iraquianas permitiram a execução de Saddam Hussein, embora ele fosse réu em outro julgamento, por genocídio e crimes contra a humanidade, devido ao assassinato de dezenas de milhares de curdos iraquianos durante a chamada Operação Anfal, em 1988.

Fonte: www.bbc.co.uk

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