Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Salsa Salsinha, Página 2  Voltar

Salsa ou Salsinha

Salsa ou Salsinha

Nome científico

Petroselinum sativum L.

Família

Umbelliferae

Origem

Sul da Europa e Oriente Médio

Características da planta

Planta bienal ou perene, herbácea, com 0,60 a 1,00 m de altura, de caule oco, cilíndrico, pouco ramificado, de coloração verde-clara e rico em canais oleíferos que lhe dão aroma e sabor peculiar. As folhas maiores estão reunidas em roseta basal, são de coloração verde-escura, brilhantes e compostas por folíolos triangulares, serrilhados e largos. Também possuem aroma forte e agradável.

Características da flor

As flores são pequenas, hermafroditas e estão reunidas numa inflorescência do tipo umbela. Apresentam coloração amarelo-clara e suas pétalas possuem uma pequena reentrância no ápice.

A salsinha é originária da Europa e pertence à família Apiaceae (Umbeliferae). Hoje, seu consumo está disseminado pelo mundo todo. No Brasil, foi introduzida pelos primeiros colonizadores portugueses. É usada como condimento e/ou elemento decorativo de vários pratos. As variedades são agrupadas pelo tipo de folha em: lisas (mais cultivadas no Brasil), crespas e muito crespas. Há , ainda, variedades cultivadas na Europa, cujo produto comestível são as raízes, que atingem cerca de 15cm de comprimento e 4 a 5cm de diâmetro.

Zoneamento agrícola

O cultivo da salsa é indicado para regiões de clima ameno, desenvolvendo-se melhor sob temperaturas entre 7 e 24oC. Não tolera temperaturas extremas. Apesar de ser uma espécie pouco exigente em fertilidade, prefere solos com textura média, ricos em matéria orgânica, bem drenados e com pH entre 5,5 e 6,8.

Época de plantio

Para regiões onde o inverno não é rigoroso, a melhor época é de março a setembro. Em regiões serranas, de clima ameno, pode ser cultivada o ano todo; porém, em locais onde o inverno é rigoroso, evitar a semeadura nos meses frios.

Cultivares

Comum, Crespa, Gigante Portuguesa, Lisa Comum e Lisa Preferida.

Espaçamento

0,20 a 0,25m x 0,10 a 0,15m.

Sementes necessárias

2 a 3kg/ha.

Semeadura

Feita em canteiros definitivos, em sulcos com profundidade de 0,2 a 0,4cm, em fileiras contínuas. A germinação é muito lenta, de 12 a 13 dias quando a temperatura do solo está entre 25 e 30oC, e 30 dias quando está a 10oC. A germinação pode ser apressada, deixando-se as sementes de molho por uma noite. Quando as plantas estiverem com 4 a 5cm de altura (duas folhas definitivas) faz-se o desbaste, deixando-se as mais vigorosas, espaçadas de 0,10 a 0,15m. Podem-se aproveitar as mudas vigorosas para transplante.

Calagem

Aplicar calcário para elevar a saturação por bases do solo até 80% e o teor de magnésio a um mínimo de 8 mmolc/dm3.

Adubação orgânica

Aplicar, pelo menos 30 dias antes da semeadura, 30 a 50 t/ha de esterco de curral bem curtido ou composto orgânico, que podem ser substituídos por 7,5 a 12,5t/ha de esterco de galinha ou 2,5 a 4,0t/ha de torta de mamona fermentada sendo, a dose maior, para solos arenosos.

Adubação mineral de plantio

10kg/ha de N, 90 a 180kg/ha de P2O5 e 45 a 90kg/ha de K2O. A quantidade, maior ou menor, de adubo a ser utilizada dependerá das análises de solo e foliar, cultivar empregado e produtividade esperada.

Adubação mineral de cobertura

30 a 60kg/ha de N e 15 a 30kg/ha de K2O, parcelados em duas ou mais aplicações, entre 30 e 60 dias após a semeadura à medida que vão sendo feitos os cortes, deve-se repetir a adubação de cobertura, parcelando-a em duas vezes: na época do corte e 15 dias após.

Irrigação

Pode ser feita por infiltração ou aspersão, o suficiente, porém, para proporcionar bom desenvolvimento.

Tratos culturais

Manter a cultura livre de plantas invasoras pois, além da concorrência, a salsinha perde valor comercial quando cortada juntamente com mato. Fazer escarificação após cada corte.

Principais pragas

Lagarta-rosca, lagartas, vaquinhas, pulgões e cochonilhas.

Principais doenças

Esclerotínia, septoriose, mancha de Alternaria, mofo-cinzento.

Colheita

Inicia-se entre 50 e 70 dias, dependendo do cultivar, fazendo-se nova colheita a cada 30 dias. O corte é feito quando as plantas atingem cerca de 10cm de talo. Corta-se a planta pela base ou, o que é mais aconselhável, apenas as folhas mais desenvolvidas, assim, a produção será maior e mais prolongada.

Produtividade normal

7.000 a 8.000 maços por hectare, que correspondem a 14 a 16 t/ha.

Rotação

Hortaliças de outras famílias, milho e leguminosas usadas como adubo verde.

Fonte: www.agrov.com

Salsa ou Salsinha

Salsa ou Salsinha

Petroselinum crispum

A salsa ou salsinha talvez seja uma das ervas mais antigas utilizadas pelo homem como condimento. O nome em latim vem do radical grego, sélinon que significa aipo, ou salsão, e quando se coloca o radical petro o significado passa a ser “aipo da pedra”. Isto provavelmente devido a sua origem ser justamente de lugares pedregosos. Já fazia parte do conhecimento herbal dos gregos já no terceiro século antes de Cristo. Muito difundida por todos os continentes, se tornou tão popular que passou a ser o condimento mais empregado na cozinha do dia-a-dia. No Brasil se juntou com a cebolinha e formou o famoso cheiro verde, praticamente indispensável nos nossos pratos.

Planta de folhas de um bonito e brilhante verde escuro, pequenas, com bordos franjados, forma ligeiramente triangular e um longo pecíolo. A planta toda exala um agradável aroma. Podem se apresentar de duas formas, a de limbo foliar liso, também denominada de salsa italiana, e a de limbo todo repicado. Esta é de cultivo mais difícil no Brasil, pois parece preferir climas mais amenos. O sabor é praticamente o mesmo, só que para a decoração dos pratos a repicada é mais bonita. Possui raiz grossa, que muitas vezes parece com a cenoura, só que de cor branca amarelada. O ciclo de vida pode se estender por até 2 anos, quando se inicia o lançamento do pendão floral.

A salsa possui ação diurética, emenagoga, galactofuga, estimulante e sedativa. Para abscesso doloroso pegue um punhado de salsa, pique-a e triture-a até transformá-la em pasta, acrescente uma colher de vinagre, misture bem e aplique sobre o abscesso. Repita 2 a 3 vezes ao dia. Quando se deseja diminuir o fluxo de leite, recomenda-se aplicar sobre o seio um cataplasma à base de salsa triturada e esmagada.

Para pessoas com retenção hídrica recomenda-se adicionar 30 g de sementes de salsa em um copo de água fervente (200 ml), após uns 10 minutos filtrar e bebê-lo em duas tomadas, espaçadas de 3 horas uma da outra. Para acidez estomacal, flatulência, gastralgia recomenda-se o infuso das sementes de salsa após as refeições. Além disso, a salsa ainda é muito empregada para problemas do fígado, rins, hemorragia nasal, hipertensão, intestino, menstruações com muita dor e ardência nos olhos.

Onde não colocar uma salsa?

Acho que é mais fácil procurar algum prato onde não se use a salsa a relatar todos os pratos que podem utilizar a salsa para aromatizá-lo. Praticamente utilizamos para todos os pratos, desde saladas, sopas, peixes, molhos, massas, enfim, tem uma capacidade muito ampla de ser utilizada. Um molho muito gostoso para temperar peixes se prepara com um punhado de salsa bem picada, suco de limão, azeite, sal e pimenta do reino. Deixe o peixe marinar algumas horas neste tempero antes de prepará-lo. Uma salada muito gostosa preparávamos quando íamos a fazenda de meu tio. O nosso país realmente é abençoado por Deus, tem uma capacidade produtiva que dá inveja a qualquer povo. Íamos à horta e coletávamos uma cesta enorme de cebolinha e salsa. Levávamos até ao tanque para lavar, folha por folha, em uma água gelada que vinha de uma mina próxima.

Depois de limpas picávamos tudo, e colocávamos em uma grande bacia de alumínio. Adicionávamos cebola branca fatiada bem fininha e alho esmagado. Temperávamos com limão cravo, óleo, sal e pimenta-do-reino a gosto. Esta salada acompanhada com arroz, tutu de feijão e carne de porco feita no fogão à lenha é inesquecível. Experimente quando estiver fazendo um molho de tomate para uma massa italiana, acrescentar após desligar o fogo, um bom punhado de salsa picada grosseiramente. Mexa e imediatamente coloque sobre a massa e acrescente um bom punhado de queijo parmesão ralado fresco. Só vai faltar uma boa taça de vinho tinto seco, de preferência um Cabernet Sauvignon.

Ademar Menezes Jr

Fonte: www.alumiar.com

voltar 1234567avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal