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São Marinho ou San Marino

Segundo a tradição, a origem do país remonta ao século IV, quando São Marinho e um grupo de discípulos se refugiaram no Monte Titano para escapar de perseguições.

Por volta do século XII, San Marino já tinha uma configuração política, com seus estatutos e cônsules, e devido ao isolamento geográfico conseguiu manter-se independente, apesar da rivalidade entre nobres e bispos vizinhos.

Em meados do século XV, San Marino era uma república regida por um conselho de sessenta membros. No século XVI, foi ocupada temporariamente por César Bórgia. Tentativas de anexação aos Estados Pontifícios, no século XVIII, marcaram o declínio da república.

São Marinho ou San Marino

Quando Napoleão invadiu a Itália, respeitou a independência da república de San Marino e chegou a propor a extensão de seu território em 1797. Mais tarde, o Congresso de Viena (1815), ao final das guerras napoleônicas, reconheceu a soberania do país. Durante o movimento de unificação da Itália, San Marino ofereceu asilo a revolucionários, entre os quais Giuseppe Garibaldi. Depois que a Itália se unificou, uma série de tratados -- o primeiro deles em 1862 -- confirmou sua independência.

A república adotou o regime fascista, em consonância com a política italiana, e em 1944 foi invadida por refugiados alemães, bombardeada e ocupada pelas forças aliadas. Recuperada a independência, San Marino foi governado por uma coalizão de comunistas e socialistas até 1957, quando chegou ao poder uma aliança entre o Partido Democrático Cristão e o Partido da Democracia Socialista. Em 1978, comunistas e socialistas voltaram ao governo, no qual se mantiveram depois das eleições de 1983.

Em julho de 1986, a crise política resultante de um escândalo financeiro que envolveu socialistas levou à formação de uma nova coalizão entre democrata-cristãos e comunistas. Em 1990, o Partido Comunista passou a se chamar Partido Democrático Progressista. Dois anos depois, os democrata-cristãos aceitaram formar um governo de coalizão com os socialistas e decidiram não fazer novas alianças com os progressistas, devido à derrocada do comunismo na Europa.

Moeda

Idiomas: italiano (oficial) e emiliano-romagnolo (um dialeto local).

Religião: Católica

Capital: San Marino

Capitães Regentes: Gian Franco Terenzi e Loris Francini

Área: 61 km²| % de água: 0

Moeda: Euro

Idiomas

italiano (oficial) e emiliano-romagnolo (um dialeto local).

Economia

San Marino tem uma das maiores rendas per capita da Europa. O turismo é a principal fonte de renda do país, por sua proximidade com o porto de Rimini, no mar Adriático. Outras fontes de renda são os bancos, produtos eletrônicos e cerâmicas. Cultivam-se vinhas e cereais e criam-se ovinos nos campos.

Demografia

San Marino é composta étnicamente por sanmarinenses, italianos e outros

Religião

Católica

Dados Geográficos

San Marino é um pequeno país localizado no sul da Europa, um enclave no centro da Itália. Está situado entre as regiões de Emília-Romanha e Marche. Até a independência de Nauru em 1968, San Marino era o menor Estado republicano do mundo. Seu território é montanhoso, encrustado no Monte Titano, ramificação oriental dos Apeninos. O Pico de la Rocca (749 m) é o ponto mais alto do país. San Marino tem um clima mediterrâneo.

San Marino encontra-se dividido em 9 municípios ou 'castelli', que são:

Acquaviva é um município de San Marino:

População (2003): 1.678 habitantes.
Área: 4,86 km²
Capital: Acquaviva

Borgo Maggiore é um município de San Marino:
População (2003): 5.992 habitantes.
Área: 9,01 km²
Capital: Borgo Maggiore

Chiesanuova é um município de San Marino:
População (2003): 976 habitantes.
Área: 5,46 km²
Capital: Chiesanuova

Domagnano é um município de San Marino:
População (2003): 2.714 habitantes.
Área: 6,62 km²
Capital: Domagnano

Faetano é um município de San Marino:
População (2003): 1.081 habitantes.
Área: 7,75 km²
Capital: Faetano

Fiorentino é um município de San Marino:
População (2003): 2.120 habitantes.
Área: 6,57 km²
Capital: Fiorentino

Montegiardino é um município de San Marino:
População (2003): 793 habitantes.
Área: 3,31 km²
Capital: Montegiardino

San Marino Città é um município de San Marino:

A cidade de San Marino, situada ao sul do monte Titano, é a capital da República de San Marino. É a terceira cidade do país em população, depois de Borgo Maggiore e Serravalle). Tem 4493 habitantes (est. 2003) e uma área de 7,09 km². O município de San Marino Cittá, ou simplesmente Cittá, tem como sua capital a cidade de San Marino.

Serravalle é um município de San Marino:

Serravalle é um município 'castelli' de San Marino com 9.394 habitantes (estimativa de 2003) e com uma extensão de 10,53 km². É o mais populoso e extenso castelli de todo o país. Acima dos 'castelli' de Domagnano e de Borgo Maggiore e com a comunas italianas de Verruchio província de Rimini e Coriano.

A este 'castelli' pertence a localidade de Dogana a mais povoada do país com cerca de 7.000 habitantes. Nele se localiza o Estádio Olímpico de Serravalle onde a selecção de futebol deste estado recebe as outras selecções da Europa, o estádio de basebol e o 'Multieventi', o Palácio de desportos. As equipes de futebo mais importantes deste castelli são: S.S. Cosmos, S.S. Folgore/Falciano e o A.C. Juvenes/Dogana.

Ligações por estrada com as cidades européias continentais, com terminal em Rimini onde se encontra a saída da auto-estrada Adriática (Estação Rimini Sul) na Estrada Nacional Rimini-San Marino, de trem com terminal na Estação dos Caminhos de Ferro de Rimini com serviço de autocarros de carreira para San Marino, de avião com terminal nos aeroportos mais próximos de Rimini-Miramare, de Forli e de Bolonha.

De San Marino é facil aproximar-se das principais cidades italianas, por estar a 24 km de Rimini, a 135 km de Bolonha, a 70 km de Ravenna, a 330 km de Milão, a 350 km de Roma, a 150 km de Ancona e 74 km de Forli. De San Marino é possível viajar de carro facilmente, para excursões, a sugestivas localidades da Romagna e das Marche, como os castelos de Verrucchio e São Leo, e é possível ir para a praia no Mar Adriático (19 km. de Dogana).

Política e Administrativa

A antiga instituição do Arengo (originariamente a reunião de todos os chefes de família) delegou sucessivamente o seu poder ao Conselho Grande Geral e hoje em dia o Arengo é o próprio corpo eleitoral.

Durante o Arengo, que é convocado atualmente duas vezes por ano (o domingo sucessivo à tomada de posse do cargo por parte dos Capitães Regentes), os cidadãos de San Marino têm a liberdade de apresentar propostas e petições de interesse público ao Conselho Grande Geral.

O poder legislativo é exercido pelo Conselho Grande Geral, que é formado por 68 membros eleitos pelos cidadãos a cada 5 anos. Em particular, aprovando as propostas e nomeando os Capitães Regentes, Chefes de Estado e do Executivo, os quais exercem o seu cargo durante 6 meses (a cerimônia de nomeação dos Capitães Regentes dá-se no dia 1° de Abril e o dia 1° de Outubro de cada ano).

O poder executivo está a cargo do "Congresso do Estado", integrado por 3 Secretários: Secretário de Estado para os Assuntos Exteriores e Políticos; Secretário de Estado para os Assuntos Interiores e Proteção Civil e Secretário de Estado das Finanças, Orçamento e Programação, Informação e Relações com a Entidade Autônoma de Estado Filatélica e Numismática. E por 7 deputados, chefes dos seguintes ministérios: Educação Pública, Cultura, Universidade e justiça; Território, Meio Ambiente e Agricultura e Relações com a entidade Autônoma de Estado da Produção; Saúde e Segurança Social; Comércio, Relações com as juntas do Castelo e Relações com a Entidade Autônoma de Estado para os Serviços, Comunicações, Transportes, Turismo e Desporto; Indústria e Artesanato e o Trabalho e Cooperação.

O território de San Marino está dividido em nove Castelos que correspondem às antigas freguesias da República, Cada Castelo é administrado por uma Junta presidida por um Capitão, que se elege cada cinco anos.

O Conselho dos XII, eleito pelo Conselho Grande e Geral para a duração da legislatura, é um órgão judicial e de justiça admitistrava com funções de tribunal de III instância. Os "Sindaci" do Governo representam o Estado no juízo e nas atas e em questões de natureza financeira ou patrimonial.

Recomendações

O quê vestir

Roupas leves durante o verão e vestuário de meia estação na primavera e outono. É aconselhável para mulheres o uso de sapatos de salto baixo para as visitas turísticas e vestidos adequados (entende-se vestido e/ou saias ao joelho) para entrar nas igrejas.

Veja abaixo as temperaturas médias em cada estação do ano:

O clima é temperado, com atenuação das pontas máximas no inverno e no verão. A média anual é de 10°C, chegando no inverno de 10°C a -2°C, na primavera de 12°C a 24°C, no verão de 20°C a 30°C com raras pontas máximas de 36°C e no outono de 20°C a 10°C.

O quê comprar

Uma produção típica do artesanato de San Marino é a cerâmica, cujos artigos podem ser comprados em numerosas lojas.

Existe um interesse notável para os selos e as moedas de San Marino, que podem ser pedir diretamente à 'Azienda Filatelica e Numismatica di Stato', na capital.

Existe também uma extensa produção de vinhos e licores, entre os mais conhecidos estão o 'moscato' e o 'mistrà' (similar ao anis, mas mais seco). É conveniente a compra de licores tanto de San Marino como estrangeiros, dos quais há uma grande escolha, de cartas, cigarros, objetos de ourivesaria, lembranças, etc.

Acesse a nossa seção Especiais sobre vinhos Tinto e Branco pelo menu ao lado para saber mais.

O quê beber e comer

Ótimos são os primeiros pratos a base de massa feita em casa: tortellini, passatelli, tagliatelle, lasanhas no forno, ravioli, canelloni, strozzapreti, cappelletti no caldo, etc.

Entre os segundos pratos, preferivelmente a base de carne: coelho no forno, frango 'alla diavola', ovos de codorna em salmoura, 'saltimbocca', etc. Sobremesas: tarte de San Marino, cacciatello (sobremesa a base de leite, açúcar e ovos), bustrengo.

Vinhos: 'moscato' de San Marino, 'biancale', 'sangiovese' de ótima produção local, Grilet.

Militar e Policial

A República de San Marino, embora seja um estado neutro cuja vocação de paz está universalmente reconhecida, dispõe de Corpos Militares Uniformizados voluntários, representantes da independência do Estado (não existe serviço militar obrigatório, mas todos cidadãos dos 16 aos 55 anos podem se alistar, em contingêntes especiais, para defender o Estado).

São Marinho ou San Marino

O Corpo Militar divide-se em:

Companhia Uniformizada das Milícias, participa nas Cerimonias Oficiais e colabora no serviço de ordem nas contingências especiais.

Guarda de Honra, conhecida também como Guarda Nobre, é um corpo especial decorativo e de guarda dos Capitães Regentes e do Conselho Grande e Geral.

Guarda da Rocca, tem em dotação as artilharias, presta o seu serviço no Palácio Público e nos quartéis fronteiriços.

Gendarmaria, é o corpo de policia que tem que vigiar e defender a ordem no Pais.

Corpo da Policia Civil, integrado por cidadãos de San Marino, ocupa-se do controlo, da proteção e prevenção em âmbito comercial, turístico, e de circulação nas estradas.

Fonte: www.sanmarino.org.br

São Marinho ou San Marino

O continente europeu é muito dividido politicamente. A grande quantidade de países no mapa político leva-o a ser comparado a uma colcha de retalhos. Alguns países apresentam razoável extensão territorial, como é o caso da Rússia, Alemanha e a França.

Outros apresentam reduzidas dimensões, a ponto das suas configurações territoriais até desaparecerem nos mapas didáticos: são os micro-países, ou países-selo.

Somados, eles são menores que a cidade de São Paulo e um pouco maiores que o Rio. Atravessar um deles, em alguns casos, pode levar apenas alguns minutos - a pé. Mesmo assim, quase todos têm lugar na ONU, moeda própria ou forças armadas. São países independentes, porém minúsculos, encravados nas montanhas da Europa ou cercados de água por todos os lados.

Ser um micropaís cria algumas vantagens. Tendo normalmente população pequena e poucos gastos, quatro dos dez menores têm renda per capita superior a US$ 10 mil (no Brasil, ela gira em torno de US$ 5 mil por ano).

Algumas fontes de renda são peculiares: selos postais e moedas comemorativas, por exemplo. A explicação: são tão pequenos que atraem a atenção de colecionadores.

E, além de interesse, atraem também certa "solidariedade".

A Itália, por exemplo, de alguma forma ajuda dois desses países - o Vaticano e San Marino, a república mais antiga do mundo. Os italianos são responsáveis pela defesa e pela moeda deles.

San Marino, a menor e mais antiga república do mundo, encravada nos belos apeninos, é tão pequeno que não pode abrigar um autódromo. Por isso, seu GP de Fórmula 1 acontece lá perto, em Ímola, na Itália.

Os "microeuropeus" são uma herança do tempo em que o continente era dividido em uma infinidade de reinos, ducados e condados. Liechtenstein, por exemplo, é o último remanescente dos principados do Sacro Império Romano-germânico.

Lá, o príncipe ainda tem poder real - mas muito menos charme do que a família real de Mônaco, a realeza mais badalada depois da britânica. A cidade de Monte Carlo é residência preferida de dez entre dez milionários do planeta, e o cassino, ao lado do turismo, é uma das mais importantes fontes de renda.

A corrida de Fórmula 1 mais charmosa do planeta acontece em suas famosas ruas estreitas. Mais sóbrio, o Vaticano é o que sobrou do grande território controlado pela Igreja no século passado. Apesar de ser o menor de todos, seu líder - o papa - é sempre um dos homens mais influentes do mundo.

O Vaticano inteiro foi declarado patrimônio universal pela Unesco em 1984; a Basílica de São Pedro é a maior igreja do mundo.

Malta, no Mar Mediterrâneo, foi o primeiro país do Ocidente a adotar o catolicismo: o apóstolo Paulo lá chegou após naufragar, e aproveitou para fazer alí uma das suas grandes obras: expandir o cristianismo para o resto do Império Romano.

Na Europa, seis deles apresentam essa configuração: Principado de Andorra, Principado de Liechtenstein, Malta, Principado de Mônaco, San Marino e Vaticano.

É considerado micro-país aquele que apresenta uma extensão territorial inferior a 1000 km2

Devido às suas reduzidas dimensões territoriais e populacionais, estes países se associam, através de tratados diplomáticos, com seus vizinhos maiores, transferindo à estes funções como relações diplomáticas internacionais, relações econômicas e até a própria defesa.

A maior fonte de renda da absoluta maioria deles está ligada às atividades terciárias como turismo, financeiras, etc., sendo praticamente inexistente o setor secundário (indústrias) de porte. No entanto, alguns deles são sedes de grandes empresas multinacionais que se aproveitam dos baixos impostos cobrados, dinamizando a economia através de suas propriedades vistosas e pelo pagamento de taxas e impostos aos cofres dos governos.

As atividades bancárias também são grande fonte de divisas. O Vaticano possui o poderoso Banco do Vaticano; empréstimos, serviços bancários, etc., resultam em fabulosa renda ao pequeno Estado. O Principado de Liechtenstein também possui sistema bancário semelhante aos dos paraísos fiscais, o que resulta em grandes lucros para os cofres do Estado.

Uma característica política da maioria dos países-selo é o sistema de governo: Os principados de Mônaco e Liechtenstein e Andorra são monarquias; o Vaticano também é considerado uma monarquia eclesiástica; Malta e San Marino são repúblicas.

Uma característica curiosa sobre esses países é o apelido que receberam na comunidade internacional: Países-Selo. Esse apelido originou-se de uma atividade ligada ao turismo: a emissão de selos especiais com os mais variados temas. São produzidos em tiragem limitada e destinada à colecionadores, o que os valoriza muito. Ao lado das tiragens limitadas, existe uma profusão de edições de selos finamente elaborados, também destinados aos turistas colecionadores de lembranças.

Fonte: geomundo.com.br

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