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Arquivo Público do Estado de São Paulo

É no bairro de Santana que estão armazenadas relíquias que contam a história paulista. O Arquivo do Estado é a instituição mais antiga de São Paulo. Lá é possível encontrar documentos ligados aos porões da ditadura militar que pertenciam ao extinto Departamento de Ordem Política Social (DEOPS) e impressos em papéis particulares de ex-governadores e ex-presidentes, como Júlio Prestes, Washington Luis e Ademar de Barros, além de fotos do Militão Azevedo, considerado um dos mais importantes fotógrafos brasileiros da segunda metade do século XIX, entre outras preciosidades.

Criado em 1721, a instituição tinha por objetivo inicial recolher, tratar e disponibilizar ao público todo o material de caráter histórico produzido pelo poder executivo. A partir de 1891, a instituição começou a armazenar também documentos procedentes tanto das secretarias de Estado, quanto do Poder Judiciário, além de cartórios e outros de natureza privada, o que enriquece o “estoque” e ajuda no resgate da memória paulista.

Com a idéia de desenvolver dezenas de projetos ligados à preservação e divulgação do seu acervo, além de contribuir para a formação de acadêmicos, a administração do Arquivo do Estado mantém convênios e parcerias com universidades, instituições de pesquisa, Ministério Público Estadual, Imprensa Oficial, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) e Associação de Arquivistas de São Paulo, o que garante uma preocupação em trazer informações importantes, curiosas e até mesmo, desconhecidas do público em geral.

Atualmente o Arquivo Público do Estado, um dos maiores arquivos do País, é uma das Coordenadorias da Secretaria Estadual de Cultura, com dois departamentos e quatro divisões. O edifício-sede é constituído de três prédios que abrigam o salão de atendimento, 14 depósitos para acervo, laboratórios, salas de trabalho, salas de aula, galeria de exposições, teatro com mais de cem lugares e palco externo. A biblioteca de apoio à pesquisa possui 39 mil volumes e o núcleo da Biblioteca Estadual tem mais de 25 mil livros. O Arquivo conta ainda com uma hemeroteca (acervo de jornais), uma mapoteca, acervo iconográfico com cerca de um milhão de imagens, milhares de rolos de microfilmes e aproximadamente 25 mil metros lineares de documentação textual.

Serviço

ARQUIVO DO ESTADO
Rua Voluntários da Pátria, 596 – Santana – São Paulo (Metrô Tietê)
Telefone: (11) 6221-4785
Site: http://www.arquivoestado.sp.gov.br
E-mail: consulta@arquivoestado.sp.gov.br
Horário: De terça a sábado, das 9h às 17h.
Grátis.

Sávia Reis
Lílian Natal

Fonte: www.cidadedesaopaulo.com

Arquivo Público do Estado de São Paulo

Arquivo Público do Estado de São Paulo
Arquivo Público do Estado de São Paulo
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O Arquivo Público do Estado de São Paulo é a instituição responsável por acolher, conservar e disponibilizar ao público todo o material histórico produzido pelo poder executivo paulista. Encontra-se instalado em um conjunto de edifícios no distrito de Santana, cidade de São Paulo, contando ainda com o Arquivo Intermediário, no bairro da Mooca. É um dos maiores arquivos públicos do Brasil.

Fundado em 1721, o arquivo é a mais antiga repartição pública do estado, antecedendo em mais de um século a criação do Arquivo Nacional. Seu acervo é composto por documentos provenientes tanto das secretarias de estado quanto do poder judiciário, prefeituras, cartórios e fundos privados, abrangendo desde manuscritos do Brasil Colônia até importantes registros pertencentes ao extinto DOPS. É também o órgão central do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo (SAESP), sendo responsável pela coordenação e sistematização dos arquivos públicos paulistas.

Histórico

A instituição

Alguns dos documentos disponíveis no Arquivo
Alguns dos documentos disponíveis no Arquivo

O Arquivo do Estado é a mais antiga repartição pública de São Paulo. Foi fundado a 16 de setembro de 1721, por ordem do capitão-mor Dom Rodrigues César de Meneses. Governador da então Capitania de São Paulo, César de Meneses havia determinado a seu secretário de governo, Gervásio Leite Rabelo, que desse início ao “Inventário dos Documentos da Governança”. Armazenados no Pátio do Colégio, à época sede do governo, os documentos amealhados por Rabelo constituíram o núcleo inicial do atual acervo da instituição.

Em 1891, sob a gestão de Américo Brasiliense, o arquivo passou a se chamar “Repartição de Estatística e do Archivo do Estado”, subordinado à Secretaria do Interior. Data dessa época a determinação de que o órgão recebesse documentação de origens e de naturezas diversificadas. Assim, o “Archivo do Estado” passou a armazenar não apenas os ofícios e materiais das secretarias governamentais, mas também documentos oriundos das municipalidades, do poder judiciário, de cartórios e de particulares.

As sedes

Do ano em que foi criado até 1906, o arquivo ocupou primeiramente o pavimento térreo e, posteriormente, parte do convento do Pátio do Colégio. Foi então transferido para os fundos do prédio da igreja Nossa Senhora dos Remédios, demolida na década de 40. Ocupou ainda um edifício na rua Visconde do Rio Branco, onde funcionou até 1949. Nesse ano, o arquivo foi fechado, retomando suas atividades somente no final do ano seguinte, no edifício da E. F. Sorocabana, no largo General Osório (onde funcionou o DOPS e, atualmente, encontra-se instalada a Estação Pinacoteca). Sua penúltima sede foi o antigo edifício da “Manufactura de Tapetes Santa Helena”, onde permaneceu entre 1953 e 1997.

Desde 22 de abril de 1997, o Arquivo do Estado encontra-se instalado em um conjunto de três edifícios no bairro de Santana, sedes da antiga "Fábrica de Tapetes Ita". Reformados para atender às necessidades da instituição, os edifícios contam com 14 depósitos para o acervo, além de laboratórios, galerias de exposições, salas de consulta e um anfiteatro. Parte de seu acervo, denominado Arquivo Intermediário, é conservado em um antigo depósito industrial no bairro da Mooca, de acesso restrito.

O acervo

O Arquivo do Estado de São Paulo é uma das principais fontes para pesquisas documentais no Brasil e uma importante referência na historiografia brasileira. A instituição abriga aproximadamente 25 mil metros lineares de documentação textual, além de um acervo iconográfico com cerca de um milhão de imagens (fotografias, negativos, postais, caricaturas e ilustrações) e alguns milhares de rolos de microfilmes. Abriga ainda um núcleo da Biblioteca Estadual, com mais de 25 mil livros, uma biblioteca de apoio à pesquisa, com 39 mil volumes, além da mapoteca e de uma grande hemeroteca. O arquivo é dividido em “fundos públicos” (produzidos pelos órgãos do poder executivo paulista, fundações e universidades públicas), “fundos privados” (documentos de particulares, doados ou comprados pelo estado), “fundos cartoriais” (registros civil e de imóveis) e o acervo do DOPS.

Crianças da Juventude Hitlerista saudam o
Crianças da Juventude Hitlerista saudam o "Führer" em Presidente Bernardes, SP. (c. 1935).

Do período colonial, o arquivo abriga cerca de sete milhões de manuscritos avulsos e outros mil livros manuscritos, desde inventários e testamentos a cartazes de “procura” por escravos foragidos. O item mais antigo é o chamado “Inventário do Sapateiro”, um registro dos bens de Damião Simões, datado de 1578. O setor denominado Arquivos Privados conserva documentos de particulares, como a coleção do ex-presidente Washington Luís, doada ao arquivo em testamento.

Na seção de periódicos, há a rara coleção do Correio Braziliense, o primeiro jornal do Brasil, fundado em 1808. Há também coleções completas dos jornais Correio Paulistano (1855-1963), O Estado de S. Paulo (desde 1875) e Folha de São Paulo (desde 1925), além do combativo jornal Última Hora, cobrindo o período que vai do segundo governo Vargas aos primeiros governos da ditadura militar.

Em 1994, o governo do estado transferiu para o Arquivo do Estado e liberou para consulta os documentos provenientes do extinto DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) - o órgão governamental responsável por controlar e reprimir os movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder. Nessa coleção podem ser vistos desde fichas prisionais, prontuários de personalidades brasileiras e estrangeiras - como Elis Regina, Jânio Quadros, Papa João Paulo II e Adolf Hitler -, até correspondências privadas e oficiais, trocadas por titulares da ditadura militar no Brasil.

Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo

O Arquivo Público do Estado é o órgão central do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo (SAESP). O SAESP é composto pelos arquivos da administração direta do governo estadual (secretarias de estado), autarquias e fundações estaduais (inclusos as universidades públicas e institutos de pesquisa), empresas públicas ou de economia mista, além do Ministério Público de São Paulo e da Procuradoria Geral do estado. A função do Arquivo do Estado é a coordenação e implantação da política arquivística, estabelecendo normas e procedimentos para a organização dos arquivos, bem como para produção, tramitação e eliminação de documentos.

Fonte: pt.wikipedia.org

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