Uma das colônias mais marcantes da cidade é a de origem árabe. Os libaneses e sírios chegaram em grande número entre os anos de 1900 à 1930. Hoje seus descendentes estão totalmente integrados à população brasileira, embora aspectos culturais de origem árabe marcam até hoje a cultura da capital paulistana. Restaurantes de comida árabe abundam por toda a cidade, vendendo pratos que já entraram definitivamente na culinária brasileira: quibe, esfiha, charutinho de repolho etc. A rua 25 de Março foi criada pelos árabes, que eram em sua maioria comerciantes.
A cidade de São Paulo possui o maior número de pessoas que se declaram de origem asiática (amarelos) do Brasil. Cerca de 456 mil pessoas são de origem oriental, dos quais 326 mil são japoneses. A comunidade japonesa da cidade é a maior fora do Japão. Imigrantes vindos do Japão começaram a chegar em 1908, e imigraram em grande número até a década de 1950. A maior concentração de orientais da cidade está no Bairro da Liberdade.
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Bairro da Liberdade, reduto da comunidade japonesa da cidade - clique para ampliar
Este distrito de São Paulo possui inúmeros restaurantes japoneses, lojas com peças típicas do Japão, e nele vêem-se letreiros escritos em japonês e ouve-se muito o idioma. A colônia coreana da cidade também é notável. São mais de 60 mil pessoas de origem sul-coreana, particulamente concentrados no Bom Retiro, Aclimação e Liberdade. No bairro da Aclimação é possível encontrar diversos restaurantes coreanos, além de locadoras de vídeo e mercearias coreanas. Os chineses são bastante numerosos nos distritos da zona central da cidade, como o Brás e a Liberdade.
A cidade já contava com população afrodescendente no século XIX, mas foi a partir da segunda metade do século XX que a população negra cresceu rapidamente, através da chegada de pessoas de outros estados brasileiros, principalmente da zona litorânea da Bahia.
Com a decadência da imigração européia e asiática após a década de 1930, passou a predominar a vinda de migrantes, em sua maioria oriundos da região Nordeste do Brasil. A maior parte desse enorme fluxo migratório veio de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Norte de Minas Gerais.
Tal qual a variedade cultural verificável em São Paulo, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração - e ainda hoje a maioria dos paulistanos declara-se católica -, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Estima-se que existem mais de cem mil seguidores budistas, seichonoitas e hinduístas pela cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica, e das religiões afro-brasileiras.
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Catedral Metropolitana de São Paulo, a Catedral da Sé - clique para ampliar
| Religião | Porcentagem | Número |
|---|---|---|
| Católicos | 68,11% | 7.107.261 |
| Evangélicos | 15,94% | 1.663.131 |
| Sem religião | 8,97% | 936.474 |
| Espíritas | 2,75% | 286.600 |
| Budistas | 0,65% | 67.591 |
| Judeus | 0,36% | 37.500 |
| Fonte: IBGE 2000 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração). | ||
A Igreja Católica divide o território do município de São Paulo em quatro circunscrições eclesiásticas: a Arquidiocese de São Paulo, a Diocese de Santo Amaro, a Diocese de São Miguel Paulista e a Diocese de Campo Limpo, sendo estas três últimas sufragâneas da primeira. O arquivo da arquidiocese, denominado Arquivo Metropolitano Dom Duarte Leopoldo e Silva, localizado no bairro do Ipiranga, guarda uma dos mais importantes patrimônios documentais do Brasil.
A Catedral Metropolitana de São Paulo (conhecida como Catedral da Sé), localizada na Praça da Sé, é considerada um dos cinco maiores templos góticos do mundo. A Igreja Católica reconhece como padroeiros da cidade: São Paulo de Tarso e Nossa Senhora da Penha de França.
A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Episcopal Anglicana, a Igreja Batista, a Igreja Assembléia de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová, entre outras. Há um considerável avanço dessas Igrejas, principalmente na periferia da cidade.
O Poder Executivo da cidade de São Paulo é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor da cidade, porém, determinam que a administração pública deva garantir à população ferramentas efetivas de manifestação da democracia participativa, o que faz com que a cidade seja dividida em subprefeituras, cada uma delas liderada por um subprefeito nomeado pelo prefeito.
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O Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, no centro
da cidade - clique para ampliar
O Poder Legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 55 vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 42 e máximo de 55 para municípios com mais de cinco milhões de habitantes). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o Orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.
Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também uma série de conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA); da Informática (CMI); dos Deficientes Físicos (CMDP); da Educação (CME); da Habitação (CMH); do Meio Ambiente (CADES); da Saúde (CMS); do Turismo (COMTUR); dos Direitos Humanos (CMDH); da Cultura (CMC); da Assistência Social (COMAS) e das Drogas e Álcool (COMUDA).
Pertence também à prefeitura (ou é esta sócia majoritária em seus capitais sociais) uma série de empresas responsáveis por aspectos diversos dos serviços públicos e da economia de São Paulo:
* São Paulo Turismo S/A: empresa responsável pela organização de grandes eventos e pela promoção turística da cidade.
* Companhia de Engenharia de Tráfego (CET): subordinada à Secretaria Municipal de Transportes, é responsável pela fiscalização do trânsito, aplicação de multas (em cooperação com o DETRAN) e manutenção do sistema viário da cidade.
* Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB): subordinada à Secretaria de Habitação, é responsável pela implementação de políticas públicas de habitação, especialmente a construção de conjuntos habitacionais.
* Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (EMURB): subordinada à Secretaria de Planejamento, é responsável por obras urbanísticas e pela manutenção dos espaços públicos e mobiliário urbanos.
* Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (PRODAM): responsável pela infra-estrutura eletrônica e informática da prefeitura.
* São Paulo Transportes Sociedade Anônima (SPTrans): responsável pelo funcionamento dos sistemas de transposte público geridos pela prefeitura, como as linhas de ônibus municipais.
Por ser a capital do estado de São Paulo, a cidade também é sede do Palácio dos Bandeirantes (Governo Estadual) e da Assembléia Legislativa.
O município de São Paulo está, administrativamente, dividido em trinta e uma subprefeituras, cada uma delas, por sua vez, divididas em distritos, sendo estes últimos, eventualmente, subdivididos em subdistritos (a designação "bairro", porém, não existe oficialmente, embora seja usualmente aplicada pela população). As subprefeituras estão oficialmente agrupadas em nove regiões (ou "zonas"), levando em conta a posição geográfica e história de ocupação. Entretanto, há certos órgãos e instituições (companhias telefônicas, zonas eleitorais, etc.) que adotam uma divisão diferente da oficial.
Cabe às subprefeituras os serviços ordinários à população, dessa forma, descentralizando alguns serviços rotineiros.
A divisão política oficial da cidade leva em conta tanto características histórico-culturais dos diferentes bairros de São Paulo como fatores de ordem prática (como a divisão de duas subprefeituras em uma avenida importante). Porém, muitas vezes tal divisão não reflete a percepção socioespacial que a população local tem dos lugares: há regiões da cidade que não são oficialmente reconhecidas pela prefeitura, de forma que sua delimitação seja informal e abranja diferentes distritos e subprefeituras, mantendo o nome por tradição, contigüidade física ou facilidade de localização. O fenômeno tende a se repetir na cidade inteira e considerado de forma ampla, pode levar a uma não identificação dos moradores com as instâncias políticas locais.
Além da divisão política, há também uma divisão em nove zonas geográficas, cada uma delas representada por cores diferentes nas placas de ruas e na cor dos ônibus que circulam na região. Essas regiões são estabelecidas radialmente, usando apenas critérios topográficos, e, salvo algumas exceções, não têm uma homogeneidade urbana, nem qualquer distinção administrativa, com exceção do centro histórico e do centro expandido, onde vigora o rodízio municipal.
| Subprefeituras | ||
|---|---|---|
| Subprefeitura | Área | População |
| 1 Aricanduva | 21,5 km² | 266.838 |
| 2 Butantã | 56,1 km² | 345.943 |
| 3 Campo Limpo | 36,7 km² | 508.607 |
| 4 Capela do Socorro | 134,2 km² | 561.071 |
| 5 Casa Verde | 26,7 km² | 313.176 |
| 6 Cidade Ademar | 30,7 km² | 370.759 |
| 7 Cidade Tiradentes | 15 km² | 248.762 |
| 8 Ermelino Matarazzo | 15,1 km² | 204.315 |
| 9 Freguesia do Ó | 31,5 km² | 391.403 |
| 10 Guaianases | 17,8 km² | 283.162 |
| 11 Ipiranga | 37,5 km² | 427.585 |
| 12 Itaim Paulista/Vila Curuçá | 21,7 km² | 358.888 |
| 13 Itaquera | 54,3 km² | 488.327 |
| 14 Jabaquara | 14,1 km² | 214.200 |
| 15 Lapa | 40,1 km² | 270.102 |
| 16 M'Boi Mirim | 62,1 km² | 480.823 |
| 17 Mooca | 35,2 km² | 305.436 |
| 18 Parelheiros | 353,5 km² | 110.909 |
| 19 Penha | 42,8 km² | 472.247 |
| 20 Perus | 57,2 km² | 109.218 |
| 21 Pinheiros | 31,7 km² | 270.798 |
| 22 Pirituba | 54,7 km² | 390.083 |
| 23 Sé | 26,2 km² | 373.160 |
| 24 Santana | 34,7 km² | 327.279 |
| 25 Tremembé | 64,1 km² | 255.435 |
| 26 Santo Amaro | 37,5 km² | 217.280 |
| 27 São Mateus | 45,8 km² | 422.199 |
| 28 São Miguel Paulista | 24,3 km² | 377.540 |
| 29 Vila Maria | 26,4 km² | 302.899 |
| 30 Vila Mariana | 26,5 km² | 311.019 |
| 31 Vila Prudente | 33,3 km² | 523.138 |
Fonte: jandleo.vilabol.uol.com.br