
O Zôo de São Paulo foi criado em junho de 1957, a partir de uma instrução do então Governador Jânio Quadros ao Diretor do Departamento de Caça e Pesca da Secretaria da Agricultura, Sr. Emílio Varoli.
Os primeiros animais exóticos como: leões, camelos, ursos e elefantes foram adquiridos de um pequeno circo particular e os animais brasileiros como onças e galos da serra, foram adquiridos em Manaus.
A inauguração do Zôo, prevista para janeiro de 1958, teve que ser adiada devido às fortes chuvas daquele ano, mas no dia 16 de março inaugurava-se oficialmente o Zoológico de São Paulo.
No ano de 1958 a entrada era gratuita, à partir da criação da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, em 1959, os ingressos passaram a ser cobrados. A Fundação obteve personalidade jurídica e autonomia administrativa, financeira e científica.
Nesta data então, foram definidos os objetivos da Fundação
Parque Zoológico de São Paulo, sendo o principal, a preservação
de animais vivos de todas as faunas, para educação e recreação
do público, bem como para pesquisas biológicas.
Consciente de sua responsabilidade no contexto conservacionista nacional,
o Zôo de São Paulo tornou-se a primeira instituição
brasileira a propor e participar efetiva e decididamente em múltiplos
programas de recuperação de espécies brasileiras criticamente
ameaçadas de desaparecimento, tais como os micos-leão, os pequenos
felídeos neotropicais , araras de leari e ararinhas azuis.
Como reflexo dos constantes investimentos e aprimoramentos ocorridos na Fundação Parque Zoológico de São Paulo desde a sua criação, em 1994 o Guinness Book outorgou o diploma de maior Zoológico do Brasil.
Neste mesmo ano, após atender a todas as especificações básicas contidas na legislação pertinente, a Fundação Parque Zoológico de São Paulo foi classificada na categoria "E", a mais alta, junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Em maio de 2001, a área ocupada pela empresa "Simba Safari" foi reincorporada à Fundação Parque Zoológico de São Paulo, sendo reaberta ao público como "Zôo Safári" em 05 de junho deste mesmo ano.
Ocupando uma área de aproximadamente 900.000 m², em sua maior parte coberta por Mata Atlântica, o Parque abriga as nascentes do histórico riacho Ipiranga, cujas águas formam os lagos que acolhem exemplares de aves de várias espécies exóticas, nativas, além de aves migratórias. Hoje, a população global da Fundação Parque Zoológico de São Paulo ultrapassa os 3.200 animais cadastrados, representando: aproximadamente 200 espécies de aves, 100 de mamíferos, 98 de répteis, além dos anfíbios e invertebrados. São encontrados exemplares de espécies bastante raras, como: rinoceronte - branco, arara-spix, arara-de-lear, micos-leão e outros.
No cenário científico, o Zôo de São Paulo tem apresentado uma contribuição altamente significativa, em especial em temas referentes a problemas da fauna brasileira. Para isso, muito tem colaborado os contatos técnico - científicos com outros centros de pesquisa, entre os quais o Instituto Butantan, o Instituto Biológico de São Paulo e o Instituto Adolfo Lutz, assim como através de convênios já firmados com a Universidade de São Paulo, Universidade Estadual "Júlio de Mesquita Filho"- UNESP, Universidade Federal de Campina Grande (PB), Universidade Estadual de Londrina (PR), e a Universidade Federal de Santa Maria (RS).
Com uma visitação anual de aproximadamente 1.600.000 pessoas, o Zôo oferece ao seu público visitas monitoradas, cursos para professores, passeios noturnos, apresentações didáticas sobre os animais, dentre outros aspectos de preservação do meio ambiente.
Fonte: www.cidadedesaopaulo.com