Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Cultura de São Tomé e Príncipe  Voltar

Cultura de São Tomé e Príncipe

Meio cultural

Este pequeno país tem uma cultura crioula homogênea, profundamente marcada por séculos de mistura elementos da cultura católica dominante Português com várias influências africanas.

O sistema de parentesco é bilateral, embora os homens têm sido tradicionalmente polígama. Com a ausência virtual de casamento monogâmico, o sistema conjugal é caracterizada por uma alta incidência de múltiplas e serial sindicatos e as relações habituais visitantes, como resultado, cerca de um terço das famílias são chefiadas por mulheres.

Apesar de mais de 500 anos de catolicismo romano, práticas locais têm se restringido em grande parte ao batismo e um ritos poucos, como procissões e funerais.

Várias práticas tradicionais africanos e crenças sempre coexistiu com o catolicismo romano.

O léxico das três línguas crioulas locais é predominantemente derivado de Português, que a sua fonologia e sintaxe-tronco a partir de línguas africanas.

Muitos elementos africanos foram adotadas na culinária, costumes e crenças de grande parte da população, ea maioria das pessoas de menor nível socioeconômico só falam crioulo na vida diária.

Exemplos famosos de crioulização cultural são os jogos a trágica história do Marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno (conhecido como Tchiloli em São Tomé) e da Auto Floripes, popular na ilha do Príncipe, sendo que ambos são baseados em 16 do século dramas Português.

Fonte: www.britannica.com

Cultura de São Tomé e Príncipe

Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe é um mosaico cultural muito rico.

A população são-tomense é resultado da miscigenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).

Na área arquitetônica, a fortaleza de São Sebastião, a catedral da Santa Sé (Igreja da Sé), situada ao lado do Palácio Presidencial, o Arquivo Histórico e outros tantos edifícios de inspiração barroca são espaços de visitas culturalmente enriquecedoras. O Museu, situado na capital, possui uma colecção de arte sacra e de reconstituição de interiores tradicionais da época colonial.

Ao longo do ano, cumpre-se o ritual e a veneração popular; são muitas as festividades religiosas celebradas de acordo com as tradições da Igreja católica e manifestações pagãs que animam as ruas das principais cidades, vilas e luchans.

Entre várias formas de expressão cultural no arquipélago, distinguem-se o genuíno Socopé (só com o pé), a Ússua, Puita, Djambi, o Tchiloli, Bligá, Stleva, Quiná, Vindes Meninos, Dêxa, Auto de Floripes, entre outras.

A arte plástica é um fenômeno cultural novo para Tomé e Príncipe. Pintores, escultores, artesãos de talento não faltam.

É possível encontrar artistas em diversos lugares: em São Tomé na galeria Teia D'arte, na roça São João, em Santa Casa da Misericórdia. Quanto ao artesanato, um entreposto de venda está aberto ao público ao lado do hotel Miramar. É de assinalar também que vários hotéis, restaurantes e bares propõem lugares de exposições e de vendas.

Desde o século XVI, uma peça de teatro, o Tchiloli, é encenada na ilha de São Tomé e Príncipe ritmando os tempos fortes do ano: as festas religiosas e as festas civis. A representação dura quase quatro horas.

Sendo uma obra atribuída ao poeta cego português Balthasar Dias: "A tragédia do marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno". A peça foi introduzida em São Tomé e Príncipe no fim do século XVI pelos portugueses que vieram implantar a cultura de cana-de-açúcar.

A história desenrola-se durante a época carolíngia e foi trazida sem dúvidas pelos trovadores de origem borgonhesa a partir do século XI em Portugal.

O Tchiloli (nome crioulo da peça) mostra várias personagens históricas: Carlos Magno, seu filho Carloto, o Marquês de Mântua, Balduino, Reinaldo de Montalvão, Rolando. O encadeamento da história é construído em torno de um assassinato que dá lugar a uma longa apologia sobre a justiça. O assassinato acontece durante uma caçada, Marquês de Mântua descobre seu sobrinho Valdevinos, que agoniza. Valdevinos em agonia acusa o príncipe D.Carloto, seu melhor amigo, de o ter morto para lhe roubar a sua esposa, Sibila. Marquês de Mântua envia o duque de Amão e Beltrão a Corte de Carlos Magno para pedir justiça. É então organizado um processo na presença do defunto que é colocado entre as duas famílias. Uma carta encontrada, é levada por um jovem pagem, acabrunha Carloto. Apesar das súplicas da sua mulher, Carlos Magno condena à morte o seu filho na presença do ministro da Justiça. D.Carloto recorre desta decisão com ajuda do seu advogado o conde Anderson mas em vão, Carlos Magno permanece inflexível.

Desde o século XVI que os são-tomenses apropriaram-se desta peça incluindo os seus próprios textos e a sua cultura. Os textos são também improvisados de acordo com a atualidade local.

Os fatos e os acessórios são frequentemente contemporâneos: telefone portátil que serve para chamar o advogado, um relógio é utilizado por Carlos Magno que consulta a hora, óculos de sol em plástico são utilizados pelos atores que utilizam também pastas, máquinas de escrever.

A peça põe em cena um processo onde a justiça é feita, quer seja o acusado rico, quer seja o acusado pobre. A presença ainda muito importante desta peça após estes séculos passados pode ser explicada por dois fatos essenciais. O primeiro é a visão do poder português em Carlos Magno e um público que se reconhece na pessoa de marquês de Mântua que é injustamente oprimido mas que resiste. O segundo é a representação da vítima que é omnipresente durante a peça que representa o culto dos Africanos para as mortes com a preocupação de honrá-los.

As companhias teatrais, denominadas "Tragédia", que dão as representações de Tchiloli, são constituídas por cerca de trinta pessoas: todos homens que desempenham então os papéis das mulheres. Os papéis são hereditários, cada um dos atores possui o seu papel durante toda a vida e transmite-o aos seus filhos ou afilhados.

A dança

Tal como em todo o continente africano, a dança é parte integrante da cultura são-tomense. Ao longo do ano, as danças animam as festas, os rituais e as manifestações. Os costumes, os cantos, as saudações marcam a originalidade de cada dança.

Ussua

Nasceu no início do século XX, sendo uma dança praticada pelos "filhos da terra" de inspiração europeia: pas-des-lanciers, pas-de-quatre e minuete.

A orquestra era composta a base de instrumentos europeus (acordeões) e africanos (tambores). É uma dança de salão das "roças" que foi ensinada às crianças nas escolas até à década de ‘60. No entanto, ela continua a ser dançada em diversas ocasiões para apresentações públicas.

Socopé

É uma dança de origem africana: ritmo síncope, sensualidade, os textos criticam os acontecimentos nas comunidades. Etimologicamente, é uma dança que se dança "só com os pés". É mundana, nascida sem dúvida no Brasil no fim do século XVII e trazida a Portugal pela Corte que estava refugiada no Rio de Janeiro.

Tivera sido introduzida em São Tomé e Príncipe no início do século XIX. Reúne todas as camadas sociais e todos os grupos étnicos. A orquestra é mais africana.

Puita

A puita e o semba designam a mesma dança. O semba foi introduzido pelos angolanos, deriva do caduque que era dançado em Luanda. A diferença é que o semba não venera os mortos como o caduque. O seu nome provém de um instrumento de música, uma flauta em bambú, denominada puita. Dança proibida na época colonial pelo seu carácter erótico, ela venera os defuntos.

A tradição diz que no trigésimo dia depois da morte do defunto, uma festa seja organizada em sua honra pela sua saúde no outro mundo: come-se, bebe-se, dança-se. Ao amanhecer uma missa em honra do defunto põe fim festa.

"Danço-Congo"

É a dança mais popular e a mais africana. Ela é praticada pelos Angolares que ficaram muito tempo fechados às influências europeias. É uma dança violenta, muito ritmada que mobiliza todo o corpo. Foi também proibida na época colonial e pouco apreciada pelos "filhos da terra". Encena uns trinta dançarinos sob a orientação de um capitão acompanhado do "logoso do anso mole" (anjo da guarda da roça que morre), de dois "anso canta" (anjos cantores), de dois "pé-pau" (dançarinos em andas), de quatro doidos, de um feiticeiro, de um "zugozugo" (ajudante feticeiro), de um "djabo" (diabo), de quatro tocadores de tambor, o resto dança tocando canzas. Os trajos são muito coloridos, sarapintados, o feiticeiro, o seu ajudante e o diabo usam disfarces terrificantes, outros usam grandes chapéus. O tema do cenário é a herança de uma roça onde a estupidez e a fragilidade caracterizam os proprietários brancos das roças enquanto que a força, a bravura caracterizam os Angolares.

Religião

As manifestações religiosas são imensamente complexas. Elas têm origem nos mais variados credos, pois se atendermos a gama de indivíduos de varias origens, vindos para São Tomé e Príncipe, facilmente se encontra a explicação deste fato.

Distinguem-se contudo, duas tendências religiosas acentuadas: a Animista e a Católica.

Fonte: www.lusoafrica.net

Cultura de São Tomé e Príncipe

A cultura de São Tomé e Príncipe é uma mistura de influências africanas e Português.

Os São-tomenses são conhecidos por ússua e ritmos socopé, enquanto Príncipe é a casa da batida DEXA.

A dança de salão português pode ter desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento desses ritmos e suas danças associadas.

Tchiloli é um espetáculo de dança musical que conta uma história dramática.

O Danco-congo é igualmente uma combinação de música, dança e teatro.

Música

São Tomé e Príncipe é um país insular da costa da África.

Culturalmente, as pessoas são Africano, mas foram altamente influenciados pelos portugueses governantes das ilhas.

Música Popular

Os padrinhos da música popular de São Tomé e Príncipe foi a banda Leoninos, que foi fundada em 1959 por Quintero Aguiar.

O grupo era conhecido como porta-vozes do povo de São Tomé e Príncipe, e foram campeões de sua cultura. A banda Leoninos foi proibida pela estação de rádio Português depois que ele lançou "Ngandu", que criticou os colonialistas portugueses.

A banda Leoninos se separaram em 1965, mas foram seguidos por Os Úntués , liderado por Leonel Aguiar , que acrescentou Americana, Argentina, Congo e cubana influências musicais, e introduziu a guitarra elétrica e outras inovações.

A música popular das ilhas começaram a se diversificar, como bandas como Quibanzas e África Negra.

Entre esses grupos era Mindelo, que fundiu os ritmos São Tomé e Príncipe com rebita, um estilo angolano, para formar puxa.

Na última parte do século 20, compositores como Zarco e Manjelegua encontrou um público doméstico, e São Tomé e Príncipe-portugueses músicos como Juka e Açoreano estabeleceu uma Lisboa cena baseada.

Kizomba

Kizomba é um dos gêneros mais populares de dança e música originária de Angola.

É um derivado do tradicional angolano semba , com uma mistura de zouk estilos do Caribe francês e cabo-verdiano ilhas, e cantada geralmente em Português.

É música com um fluxo romântico. Foi o Kimbundu nome para uma dança em Angola, já em 1894. O estilo de dança Kizomba também é conhecido por ser muito sensual.

Fonte: en.wikipedia.org

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal