
Saturno
Saturno é o sexto dos planetas do sistema solar, é o segundo maior depois de Júpiter, pela massa e volume, e é o menos denso de todos os planetas. Leva 29 anos para completar ao movimento de translação (em torno do Sol), e gira sobre si mesmo em 10 horas e 14 minutos.
Saturno não possui superfície sólida e é envolvido por uma atmosfera densa, à base de hidrogênio e hélio, aos quais se juntam metano e amônia, que são provavelmente os componentes presentes em proporção maior nas nuvens. A temperatura é aproximadamente de -180ºC. No centro de Saturno existiria um núcleo denso, rochoso, de aproximadamente 12.000 km de raio.
Saturno possui campo magnético, descoberto em 1979 pela sonda Pioneer XI, cujo eixo se confunde praticamente com o eixo de rotação do planeta.
Ele tem um vasto sistema de anéis que o circunda. Esse sistema estende-se no plano equatorial do planeta por mais de 300.000 km do centro de Saturno, mas com uma espessura inferior a 1 km. Os anéis são constituídos por blocos de gelo "sujo" (gelo misturado com poeira, fragmentos minerais, etc.), que gravitam independentemente em órbitas próximas como uma multidão de pequenos satélites.
Saturno tem mais de 20 luas (satélites), a maior delas se chama Titã. Ela é maior que Mercúrio e Plutão e bem maior que a Lua. Titã tem um diâmetro de mais de 5.000 km. Veja a foto de Titã logo abaixo.
Diâmetro equatorial - 120.660 km (9,4 vezes o da Terra)
Diâmetro polar - 108.000 km
Achatamento - 0,105
Massa em relação à da Terra - 95,2
Densidade média - 0,69
Período de rotação sideral - 10h 14mim a 10h
39mim
Inclinação do equador sobre a órbita - 26º44'
Albedo - 0,145
Raio de sua órbita - 1.429. 400 000 km
Distância máxima do Sol - 1.511.000.000 de km
Distância mínima do Sol - 1.346.400.000 de km
Excentricidade - 0,056
Inclinação sobre a eclíptica - 2º30'
Período de revolução sideral - 29 anos e 167
dias
Velocidade orbital média - 9,64 km/s
Fonte: www.webciencia.com
Assim como Júpiter, Saturno é conhecido desde os tempos pré-históricos e foi Galileu quem o observou pela primeira vez, com seu telescópio recém-fabricado, em 1610. Mas como não era tão fácil observar Saturno corretamente, por causa da geometria de seus anéis, somente 1659 Cristiaan Huygens conseguiu fazer isso corretamente. Os anéis de Saturno eram os únicos descobertos no Sistema.

Saturno
Solar até 1977; foi quando anéis de baixa intensidade foram descobertos em Urano e, um pouco depois, Júpiter e Netuno. Devido á sua grande velocidade de rotação e seu estado fluido, Saturno é visivelmente achatado nos pólos.
Tipo: Gasoso
Diâmetro Equatorial: 120.536 km
Diâmetro Polar: 108.728 km
Massa: 5,688 elevado a 26 kg
Distância Média do Sol:1.429.400.000 km (9,54 UA)
Satélites: Pan, Atlas, Prometeu, Pandora, Epimeteu, Janus, Mimas, Encélado, Tétis, Telesto, Calipso, Dione, Helene, Réia, Titã, Hiperíon, Iápeto, Febe
Saturno é o menos denso dos planetas. Sua densidade específica é 0,7, inferior á da água, portanto, se você pudesse colocar Saturno dentro d'água, ele flutuaria. Saturno é cerca de 75% hidrogênio e 25% hélio, muito similar à composição de Júpiter e da qual o Sistema Solar se formou. Assim como Júpiter,

Saturno
Saturno possui um núcleo rochoso, que assim como o de Júpiter é bem quente: 12.000 K. Além disso também tem mais semelhanças com Júpiter: Irradia mais energia para o espaço do que recebe do Sol. Mas somente isso não é possível explicar sua luminosidade; os astrônomos acreditam que outros mecanismos estão em funcionamento.

Saturno
Saturno é o segundo maior planeta do Sistema Solar, tendo á sua frente somente Júpiter.

Saturno
Os anéis de Saturno são extraordinariamente finos; embora tenham um diâmetro de 250.000 km ou mais, sua espessura não vai além de 200 metros. Se a matéria dos anéis fosse condensada num só corpo, esse teria não mais que 100 km de raio. Também existe uma certa correlação entre seus anéis e seus satélites: Os satélites parecem manter os anéis "alinhados".
Fonte: www.fortunecity.com
Saturno é conhecido desde a mais remota antiguidade: era o Cronos dos gregos (pai de Zeus – Júpiter). Mas só depois de Galileu, incrédulo, ter observado pela primeira vez os seus anéis em 1610, ficou conhecido como a “jóia do Sistema Solar”. Contudo, só Christiaan Huygens, em 1659, identificou correctamente a geometria dos anéis (Galileu chegou a referir-se a Saturno, numa carta em código, como “planeta com orelhas”...).
Só em 1977 foi descoberto outro sistema de anéis, em torno de Urano. Hoje sabe-se que todos os planetas gigantes possuem tais sistemas, embora não se saiba por que motivo os anéis de Saturno são tão notáveis, em comparação com os dos outros planetas, nomeadamente pela sua complexidade. Essa complexidade começou a ser notada por outro astrónomo que deixou o seu nome ligado a Saturno, Giovanni Cassini, o primeiro a notar que o planeta não possuía só um anel, havendo uma divisão nítida, aparentemente vazia – hoje chamada divisão de Cassini. A estrutura dos anéis de Saturno é fractal pelo que, à medida que temos imagens com maior resolução dos anéis, vamos encontrando novas divisões e novos anéis.

Figura 1 - Saturno com os satélites Reia e Dione (vd. capítulo seguinte).
Imagem Voyager 2.
Os anéis de Saturno são tão visíveis pelo seu albedo muito alto, ao contrário dos dos outros planetas gasosos, e isto apesar da sua espessura ser, em média, inferior a 1 km. Este alto albedo deve se à sua composição, essencialmente de partículas de gelos.
Uma característica ainda não esclarecida são os raios nos anéis, primeiro observados por astrónomos amadores e mais tarde confirmados pela Voyager (Figura 2).

Figura 2 - Os anéis de Saturno em cores falsas, observando-se os misteriosos “raios”. Imagem Voyager

Figura 3 - Saturno
O anel F, o mais exterior, é composto por vários anéis entrelaçados, com granulações de material – possíveis proto-luas. Imagem HST.
Para além dos anéis, Saturno tem outras características que o tornam especial. Por exemplo, a sua densidade: é o único planeta com densidade inferior à da água (0.69), por ser predominantemente gasoso. Esse facto, associado à sua alta velocidade de rotação (um dia de Saturno dura 10 horas terrestres) faz com que seja o planeta com maior achatamento polar (quase 10%).
A composição de Saturno não é muito diferente da de Júpiter, sendo muito semelhante à da nebulosa solar primordial: cerca de 97% de hidrogénio e 3% de hélio, com vestígios de gelo, metano, amónia, e materiais líticos.

Figura 4 - Modelo do interior de Saturno. C. Hamilton
A estrutura interna de Saturno também é análoga à de Júpiter (Figura 4). A um núcleo interno lítico, muito pequeno (menos de 10% do raio) a cerca de 12000 K, seguir-se-á uma camada composta de uma mistura de gelos de água, metano e amónia, à qual se seguirá uma camada de hidrogénio metálico, líquido, a uma pressão da ordem de 1 Mbar, responsável pelo campo magnético do planeta, cujo raio externo atingirá cerca de metade do raio planetário. É à interacção desse campo magnético com o vento solar que se devem as auroras (Figura 5).

Figura 5 – A primeira vez que se fotografou uma aurora boreal fora da Terra. Imagens HST, a de cima no ultravioleta e a de baixo no visível.
A camada exterior do planeta, a sua atmosfera, é composta essencialmente de uma mistura de hélio e hidrogénio molecular, nas proporções assinaladas, com uma transição gradual do estado líquido para o gasoso, à medida que as pressões e temperaturas diminuem.
A atmosfera de Saturno também é bandeada como a de Júpiter, embora menos nitidamente. Também aqui se encontram tempestades eléctricas e grandes tempestades ovais, com alguns milhares de km de diâmetro (Figura 6).

Figura 6 – Uma “pequena” mancha vermelha, também em Saturno. Imagem HST
Fonte: www1.ci.uc.pt