
Robert Schumann
A celebridade do compositor alemão Robert Schumann se deve sobretudo às canções (Lieder) e às peças pianísticas, compostas na maior parte para sua mulher, Clara, embora tenha se dedicado a vários gêneros musicais.
Robert Alexander Schumann nasceu em Zwickau, Saxônia, em 8 de junho de 1810.
Filho de um editor, começou sua educação musical aos seis anos e já em 1822 criava sua mais antiga composição conhecida, que musicava o salmo 150.
Paralelamente, demonstrou igual talento literário em peças teatrais, poemas e traduções de Horácio ainda preservadas. A partir de 1827, esteve sob forte e duradoura influência da música de Schubert e da poesia de Jean Paul (Johann Paul Friedrich Richter).
Em 1828, após a morte do pai e sob pressão materna, iniciou o curso de direito na Universidade de Leipzig. Ali devotou seu tempo à composição de canções, improvisações ao piano e tentativas de escrever romances autobiográficos à maneira de Richter.
Em 1829 foi para Heidelberg, onde um de seus professores de direito, Anton Friedrich Thibaut, era conhecido pelos escritos sobre estética musical.
Sob influência de Thibaut, Schumann estudou um vasto acervo de música coral, compôs valsas ao estilo de Schubert -- mais tarde utilizadas no ciclo pianístico Papillons -- e empenhou-se seriamente em aprender a técnica pianística, com a intenção de abandonar o direito e tornar-se concertista.
Conseguiu assim convencer sua mãe a consentir na retomada dos estudos musicais com o renomado professor de piano Friedrich Wieck, que duvidava da autodisciplina de Schumann para o estudo da técnica mas considerava-o extremamente talentoso.
Um acidente que lesou sua mão impediu-o de dedicar-se profissionalmente à interpretação e levou-o a voltar-se inteiramente para a composição.
Dois importantes ciclos de obras pianísticas foram inspiradas pelo romance com Ernestine von Fricken, também aluna de Wieck: Carnaval (1835) e Études symphoniques (1834).
No entanto, logo depois Schumann apaixonou-se pela filha do professor, Clara, então com 16 anos e já concertista brilhante, a qual inicialmente lhe correspondeu mas em seguida afastou-se, obedecendo às ordens do pai. Durante mais de um ano o músico oscilou entre o desespero e a resignação. Compôs para a moça a fantasia em dó maior (1836), bebeu desmedidamente e tentou esquecê-la com inúmeras aventuras amorosas.
A própria Clara tomou a iniciativa da reconciliação e, no dia de seu 18º aniversário, foi pedida em casamento a seu pai por Schumann.
Wieck negou seu consentimento e o caso chegou à justiça.
O processo transcorreu por mais de um ano e passou por várias instâncias, até que Wieck foi instado a provar sua principal justificativa para o impedimento: a de que Schumann era um alcoólatra inveterado. Na impossibilidade de fornecer essa prova, teve de conformar-se com o casamento, realizado em 1840.
Em 11 meses, Schumann compôs quase todas as canções que lhe deram fama, entre as quais Dichterliebe (Os amores do poeta), Frauenliebe und Leben (Amor de mulher e vida) e duas coletâneas sobre textos de Heinrich Heine e Joseph Eichendorff.
Estimulado pela mulher, retomou as tentativas antes fracassadas de compor para orquestra e criou, num mesmo ano, a sinfonia nº 1 em si bemol maior (1841), imediatamente executada em Leipzig, regida por Felix Mendelssohn; uma abertura, scherzo e final; uma fantasia para piano e orquestra que, ampliada em 1845, originou o famoso concerto para piano em lá menor; uma sinfonia em ré menor e o esboço de uma terceira sinfonia, com o que esgotou temporariamente o impulso orquestral.
Em 1842 e 1843 compôs diversas obras de câmara e um oratório, Das Paradies und die Peri (1843; O paraíso e Peri), além de estrear como maestro, função que jamais desempenhou muito bem. Em 1844, realizou com Clara uma série de concertos na Rússia que lhe causaram grande abatimento pela consciência de sua inferioridade como intérprete. De volta a Leipzig, retomou o trabalho de composição, mas no fim do ano teve um sério colapso nervoso. Mudou-se com Clara para Dresden, onde lentamente se restabeleceu. Iniciou a sinfonia nº 2 em dó maior, que levou dez meses para concluir, devido a problemas no nervo auditivo.
Em 1850 assumiu o cargo de diretor musical em Düsseldorf. Continuou compondo e regeu oito concertos, mas crises nervosas durante os ensaios prejudicaram o trabalho. Em 1852, foi instado a renunciar ao cargo, a que se recusou. No ano seguinte, o coro negou-se a cantar sob sua regência. No início de 1854, sofreu dolorosa crise da doença que lhe atacara anteriormente o ouvido, seguida de alucinações auditivas. Dias depois, tentou o suicídio, jogando-se no Reno.
Removido para um hospital psiquiátrico, ali viveu por mais de dois anos. As raras visitas que lhe permitiram receber, de Brahms e do jovem violinista Joseph Joachim, deixavam-no terrivelmente agitado. Clara, que só estava autorizada a comunicar-se com ele eventualmente e por correspondência, pôde finalmente vê-lo quando o compositor já estava à morte.
Schumann, embora pareça ter reconhecido a mulher, não foi capaz de se expressar de forma inteligível e morreu dois dias depois, em 29 de julho de 1856, no asilo de Endenich, perto de Bonn.
Fonte: www.geocities.com

Nome: Robert Alexander Schumann
Filiação: August Schumann, livreiro, e Joanna Schumann, de uma família de classe média.
Data de Nascimento: 8 de Junho de 1810, o mais novo de 5 irmãos.
Naturalidade: Zwickau, Saxónia (atual Alemanha)
Estado Civil: casou em 1840 com a brilhante pianista Clara Wieck, filha do seu professor de piano Friedrich Wieck, que se opôs violentamente ao casamento.
Habilitações: estudou Direito nas universidades
de Leipzig e Heidelberga, mas, tendo iniciado a sua educação musical aos 6
anos, foi à música, e também à literatura que dedicou a sua vida. Foi compositor,
foi crítico de música e deu aulas de composição e
piano no Conservatório de Leipzig.
Data de Óbito: 29 de Julho de 1856, num asilo psiquiátrico em Endenich (perto de Bona).
O piano foi sempre o seu instrumento de eleição, no entanto, problemas nos dedos condenaram desde cedo a sua carreira de pianista.
Em 1832 ficou com a mão permanentemente defeituosa devido a um mecanismo que inventou para imobilizar o quarto dedo enquanto estudava ou talvez também devido ao mercúrio que tomava enquanto tratamento para a sífilis.
Estes problemas associados a fortes tendências depressivas e até
suicidas (possivelmente acentuadas pela sífilis) acompanharam a
vida do compositor. Já perto do fim, entrou em crise profunda e, depois de
se ter atirado ao rio Reno, passou os últimos dois anos num asilo psiquiátrico
onde acabou por morrer.
Fonte: www.ccb.pt