Como conseqüência lógica da política racista, os nazistas trataram com métodos bárbaros e cruéis as populações do Leste Europeu. Suas vítimas principais foram os poloneses e russos vistos como untermenschen (seres inferiores) pelos germanos conquistadores. De acordo com os princípios ideológicos de Mein Kampf diz-nos M. Crouzer - tratava-se de criar para algumas nações que disto fossem dignas, zonas vitais formadas dum certo número de "grandes espaços" (grossraum), política e economicamente autônomos, ligados por acordos bilaterais.
O centro seria formado pela Alemanha que seria a única a ser provida de parques industriais. Na periferia, estariam as nações camponesas - o Baurwall, ou "muro de camponeses", colonizada por alemães (Führungsvolk) tendo como servos os eslavos. Reduzir as populações do Leste ao estado absoluto de vasalagem foi pois a política dos conquistadores. Foram constituídos tropas especiais de extermínio e eliminação de marxistas, franco-maçons, democratas-burgueses, sindicalistas, comissários políticos e principalmente judeus.
As regiões do Leste foram administradas pelos comissários do Reich (Reich-komissaer) com autoridade de vida e morte sobre as populações subjugadas.
Seus objetivos, segundo Erich Koch eram claros:
"Eu não vim aqui para espalhar a felicidade, vim para ajudar o Führer... Não estamos aqui para trazer manhã, mas para criar as bases de vitória. Somos uma raça de senhores que deve se lembrar sempre que o mais humilde trabalhador alemão tem social e biologicamente mil vezes mais valor que a população daqui".
Assim, as escolas e universidades foram suprimidas, permitindo-se apenas o nível mínimo de escolarização. Professores e intelectuais foram fuzilados em massa. Este imenso império de terror era controlado pelo Reichsführer SS - Himmler que supervisionava pessoalmente a ação dos Einsatzuommandos, especializados no genocídio. Para tanto, foram construídos campos de concentração que passaram a eliminar pelo gás milhões de vítimas.
Em Auschwitz, tornou-se possível gasear um lote de 2 mil pessoas em meia-hora e repetir a operação 4 vezes por dia. As mais bárbaras e atrozes experiências foram feitas com os prisioneiros em melhores condições, tornando-se tristemente célebre o Dr. Mengele. A rede de campos era composta por 15 de grande porte (Dachau, Neungamme, Mathausen, Ravesbruck, Chelmo, Treblinka, Sobibor, Maidaneck, Belzec, Belsen, Auschwitz, Theresinstadt) e 900 menores, estando em sua maior parte situados em terras polonesas. Acredita-se que pereceram nos campos de extermínio, mais de 10 milhões de pessoas das quais 60% eram de origem judaica.
Conforme as necessidades da guerra aumentavam, as SS foram encarregadas juntamente com a Gestapo, de obterem mão-de-obra para a indústria alemã.
Inicialmente solicitou-se o trabalho voluntário, mas a partir de 1942 instituiu-se o trabalho forçado adotando-se o seqüestro como uma maneira usual. Mais de 3 milhões de operários de ambos os sexos foram trabalhar no Reich, conduzidos como gado em enormes comboios ferroviários.
Pode-se dizer que Hitler, ressuscitou a velha política colonialista praticada pelos europeus na Ásia e na África, querendo transformar os eslavos "nos seus negros", "nos seus amarelos". É compreensível pois entender a tenacidade com que os russo lutaram.
"Stalingrado foi o ápice da campanha russa. É verdade que a frente recuou
aos pulos e sobre grandes distâncias, mas de maneira irreversível." -
Lidde Hart
Stalingrado, cidade situada na margem direita do rio Volga, era um importante
entroncamento fluvial e ferroviário que ligava as regiões minerais e petrolíferas
do Cáucaso à área de Moscou. Hitler decidiu lançar o peso de sua ofensiva
sobre esta cidade não só por motivos estratégicos, mas também políticos. Acreditava
que provocaria um profundo abalo moral nas forças inimigas caso conquistasse
rapidamente a cidade. As divisões alemãs que atuavam na Rússia foram ampliadas
de 184 em junho de 1942 para 193 em agosto/setembro do mesmo ano. Assim reforçados,
deram início a ofensiva sobre essa cidade.
A 17 de julho, o VI Exército sob o comando do Gen. Von Paulus teve ordem de dar início à mobilização que visava a ocupação de Stalingrado. Em setembro a luta se estende para o seu interior e sua queda é eminente. Hitler, eufórico, chega a anunciar a rendição para qualquer momento. No entanto, o avanço alemão por entre as ruínas da cidade é cada vez mais moroso. O 62º Exército comandado por Chuikov resiste a sombra de cada casa, de cada rua, de cada porão.
A terrível oposição das tropas russas não evita que os alemães se apropriem de quase 70% da cidade. Chuikov faz referências a extrema dificuldade em se defender um fronte que tinha de extensão mais de 40 km e uma profundidade de apenas 3 km. Na outra margem do rio, os russos colocam sua artilharia que através de sucessivas barragens, evitam que o restante da cidade caia em poder dos alemães. As perdas de ambos os lados são imensas. O inverno se aproximava e a vitória alemã não se concretiza.
Em 19 de novembro de 1942, após silencioso preparativo, os soviéticos, sob o comando do Gen. Zukov realizam a contra-ofensiva. Três grandes corpos de exércitos (de Vatutin, de Rokossovsky e de Yeremenko) avançam pelo frágeis flancos do VI Exército, terminando por cercá-lo completamente a 23 de novembro de 1942. Vinte e duas divisões de elite e mais dois exércitos romenos encontram-se aprisionados no chamado "caldeirão" de Stalingrado.
O Gen. Von Paulus solicita ordens para executar uma retirada em quanto fosse tempo. Hitler, teimosamente ordena que os alemães devam permanecer nas posições conquistadas, enviando um corpo blindado (Hooth-Mainstein) para tentar romper o bloqueio. Os russos com relativa facilidade e auxílio das baixas temperaturas conseguem afastá-lo das cercanias da cidade. Em dezembro de 1942 os soviéticos apelam para a rendição do VI Exército, dada a inutilidade de qualquer resistência. O natal de 1942 é lúgubre em toda a Alemanha.
O führer, tenta criar uma situação emocional favorável ao espírito de resistência até o último homem. Promove Von Paulus a Marechal, esperando lhe dar ânimo. Dos 330 mil soldados existentes dentro do "caldeirão" a metade já havia perecido nos combates, pela fome e pelo frio. As promessas de Güring, de abastecer os sitiados via aérea não se concretizaram.
Entre os dias 10 de janeiro a 2 de fevereiro de 1943, as tropas soviéticas executam a operação final, que culmina na rendição incondicional de quase cem mil homens. Foi a maior derrota militar do Exército alemão em todos os tempos, marcando o fim da supremacia estratégica e tática da Alemanha, que definitivamente perdeu a iniciativa da guerra. Dali em diante, os soviéticos passariam a determinar os rumos do conflito. A Batalha de Stalingrado marca a reviravolta dos destinos da guerra e o princípio do fim da Alemanha Nazista.
Até dezembro de 1941, podemos dizer que a Guerra era um conflito entre nações européias. Mas a partir de então vai se generalizar pelas extensas regiões da Ásia. O Japão, aliado da Alemanha desde 1937, já estava envolvido com a China. Divididos entre as forças do Koumitang liderados por Chiang Kai-shek e do Partido Comunista de Mao Tse-Tung, os chineses tinham dificuldades em formar uma aliança para combater o invasor.
Isso permitiu aos japoneses ocupar quase que um sexto do seu território, incluindo as populosas cidades do nordeste do país, como Pequim. Quando a França foi invadida pelos alemães em junho de 1940, aproveitaram-se da debilidade do velho Império Colonial para apropriar-se de suas colônias. A Indochina francesa é ocupada.
A expansão japonesa é vista com temeridade pelos Estados Unidos. Roosevelt trata de bloquear de todas as maneiras o seu crescimento militar e econômico.
Seu primeiro passo foi anular os acordos comerciais que mantinha com o império do Sol Nascente. Inicia o embargo de petróleo e de matérias-primas minerais fundamentais para a indústria de guerra japonesa, além de lhes congelar os créditos que o Japão possuía nos Estados Unidos. No campo diplomático iniciam-se conversões para obter a evacuação dos nipônicos da China e Indochina - que fracassam. O estado de guerra torna-se latente.
Internamente, a opinião pública era favorável a manutenção do isolacionismo. Os Estados Unidos não deviam entrar na guerra. Poderosos movimentos de direita se organizaram a favor da política do não-envolvimento. Pode-se dizer que somente Roosevelt e seus acessores sabiam que a participação americana no conflito era inevitável. A coesão nacional em torno do seu governo surgiu, quando os japoneses realizaram o surpreendente ataque à base naval de Pearl Harbour no Hawai, sede da frota americana no Pacífico. O dia 7 de dezembro coloca os Estados Unidos diretamente na Guerra.
Dois dias depois o Presidente Roosevelt leu sua mensagem de guerra à nação:
"O verdadeiro objetivo que buscamos situa-se muito acima e além do feio campo de batalha. Quando recorremos à força, como o fazemos agora, estamos resolvidos a que essa força seja dirigida para o bem último assim como contra o mal imediato. Nós, americanos não somos destruidores - somos construtores.
Estamos agora no meio de uma guerra, não de conquistas, não de vingança, mas por um mundo no qual esta nação, e tudo quanto esta nação representa, seja preservado para os nossos filhos. Esperamos eliminar o perigo do Japão, mas isto de pouco nos servirá se, conseguindo-o, verificarmos que o resto do mundo está dominado por Hitler e Mussolini. Vamos vencer a guerra e vamos conquistar a paz que se seguirá. E nas horas escuras deste dia - e através dos negros dias que talvez ainda venham - saberemos que a vasta maioria dos membros da raça humana está do nosso lado. Muitos deles estão lutando conosco. Todos eles estão orando por nós. Pois, representando nossa causa, representamos também a deles - nossa esperança e sua esperança pela liberdade sob Deus."
O ataque a Pearl Harbour não foi uma operação isolada do Alto Comando estratégico japonês, e sim parte de uma operação mais vasta, que compreendia ataques simultâneos às colônias inglesas, holandesas e americanas. Os objetivos desta ofensiva relâmpago eram sedimentar posições defensivas para, posteriormente, travar uma guerra de desgaste com os Estados Unidos e Grã-Bretanha. Os japoneses sabiam perfeitamente do extraordinário potencial militar que os Estados Unidos poderiam mobilizar. Destruindo sua esquadra no Pacífico - num ataque de surpresa - esperavam ganhar tempo para fixar-se numa área cujo raio fosse o maior possível.
Em janeiro de 1942, lançam a operação de conquista das Filipinas (E.U.A), e das Índias Holandesas (Indonésia caem sob seu controle em março de 1942).
Outra força-tarefa japonesa ocupa Singapura na Malásia em fevereiro do mesmo ano. A cidade de Hong-Kong é ocupada em dezembro, enquanto a Birmânia rende-se em abril. A ofensiva japonesa lhes propicia o controle sobre 95% dos seringais produtores de látex, 90% do quinino. 70% da produção de arroz e estanho, assim como o petróleo, bauxita e cromo, todos fundamentais para sustentar a máquina de guerra. Isso dava ao Japão uma surpreendente capacidade de resistência quando os Estados Unidos iniciam sua contra-ofensiva no segundo semestre de 1942.
Poucos dias após o ataque japonês, Hitler e Mussolini declararam guerra aos Estados Unidos. Desta maneira esperavam que os japoneses fizessem o mesmo em relação a URSS. No entanto, o governo japonês alegou que estava excessivamente comprometido na guerra da Ásia para poder atacar os russos pela Sibéria - seria ampliar em demasia seu raio de ação. Enquanto isso, os Estados Unidos lançam-se freneticamente na construção bélica para poder aparelhar suas esquadras e adestrar seus exércitos.
No conjunto, foram mobilizados para servir nas Forças Armadas um total de 15.145.115 homens e mulheres (sendo que 10.420.000 no Exército, 3.883.520 na Marinha, 599.593 como fuzileiros navais e 211.902 como guardas do litoral; a Força Aérea abrigou um efetivo superior a 30 mil homens). A reciclagem da sua indústria foi surpreendente fazendo com que os gastos militares atingissem a impressionante soma de 350 bilhões de dólares nos quatro anos de guerra.
Recuperando-se das perdas em Pearl Harbour e transferindo parte de sua esquadra do Atlântico para o Pacífico, os americanos dão início a contra-ofensiva que tendo início em maio de 1942, se encerrará com a rendição do Japão, trinta e oito meses depois, em 2 de setembro de 1945. A batalha do mar dos Corais põe fim a ofensiva japonesa no Pacífico Sul. Em junho tratava-se a primeira grande batalha naval em Midway, onde os nipônicos perdem 4 porta-aviões propiciando o desembarque americano em Guadalcanal (agosto de 1942). O ano de 1943 dá início à maciça ofensiva americana-australiana sob comando do Gen. Douglas Mac Arthur, que ocupa pequenas ilhas do pacífico sul-ocidental afastando os japoneses da região. Em 1944 iniciam a operação de reconquista das ilhas Filipinas que terminam ocupadas em fevereiro de 1945.
Paralelamente a este processo, britânicos e americanos, após recuperarem a estrada que liga a Birmânia à China, passam a enviar equipamentos militares para o exército de Chiang-Kai"Shek. No entanto, os resultados esperados não se fazem sentir. Chiang, teme muito mais seu rival Mao Tse-tung, que as forças japonesas. No biênio obrigados a recuar em todos os frontes.
A Guerra do Pacífico, possui características próprias. Ao contrário da guerra na Europa, baseada em operações de blindados e massas de tropas, a guerra contra o Japão, envolveu basicamente unidades navais - onde os porta-aviões tiveram um papel dos fuzileiros navais foi de relevante importância.
Praticamente eram operações de "desentocamento" - pois os japoneses resistiam estoicamente em suas posições. A artilharia da marinha, os bombardeios aéreos, o lança-chamas, as operações de desembarque, foram os denominadores comuns da guerra no Pacífico.
Em 19 de fevereiro os americanos desembarcam pela primeira vez em território nipônico, travando a batalha pela posse da ilha de Iwojima e logo após a de Okinawa. Estas duas batalhas sangraram profundamente o corpo de fuzileiros navais. A Marinha Imperial, que sistematicamente vinha sendo derrotada, praticamente se desativou no primeiro semestre de 1945. Deve-se destacar, que a superioridade técnica dos aviões Zero pouca efetividade tiveram contra as levas de aviões americanos. Em desespero, jovens pilotos japoneses transformaram-se em kamikazes (pilotos suicidas), que após abarrotarem seus aviões de bombas, lançam-se diretamente contra as embarcações inimigas. Apesar da bravura pessoal dos kamikazes, pouco efeito tiveram no resultado geral do conflito.
Em agosto de 1945 (no dia 6) um discreto e solitário avião - o "Enola Gay" - lançou o mais poderoso artefato de guerra de todos os tempos - a Bomba Atômica - sobre a desprotegida cidade de Hiroshima, massacrando mais de cem mil pessoas e ferindo outros tantos. Três dias depois é a cidade de Nagasaki que vai conhecer os horrores da explosão nuclear. Ao Japão nada mais lhe restava senão render-se. No dia 2 de setembro, a bordo do encouraçado Missouri, ancorado na baía de Tóquio - o governo japonês capitula perante os Estados Unidos, encerrando a Segunda Guerra Mundial.
Enquanto os soviéticos aparavam os vigorosos ataques das tropas alemãs no Fronte Oriental, os exércitos americanos e ingleses iniciaram uma operação de destruição do Fronte Sul do eixo. Simultaneamente aos britânicos, que sob o comando do Gen. Montgomery iniciavam sua contra-ofensiva partindo de El Alamein, no Egito; uma enorme força-tarefa anglo-americana deslocava-se em direção ao Norte da África.
Inicia-se a operação Tocha, sob o comando do Gen. Eisenhower, que desembarcou no Marrocos e Argélia. Os exércitos italianos e africakorps viram-se obrigados a lutarem duas frentes. Dada a superioridade aérea e naval dos aliados as forças do Eixo, foram obrigadas a baterem em retirada. Os alemães ainda enviaram um inútil auxílio para seu enclave na Tunísia. No dia 13 de maio de 1943 ocorreu a capitulação dos "Corpos de Exército da África" com a rendição de 252 mil soldados alemães e italianos. No espaço de seis meses e meio, o eixo perdeu definitivamente o controle do Mediterrâneo, abrindo as portas para a invasão da Itália.
No verão de 1943 (junho-agosto) os exércitos aliados invadem a estratégica ilha da Sicília. Montgomery, no comando do VIII exército britânico e Patton, chefiando as forças americanas ocupam as principais cidades da ilha (Tarento, Palermo e Messina). A queda da Sicília provoca o desprestígio de Benito Mussolini, que é destituído pelo Grande Conselho Fascista por solicitação do rei Vitorio Emanuel III. Depois de ter sido preso, em 25 de julho, é constituído um novo governo na Itália dirigido pelo Gen.
Badoglio, que além de dissolver o partido fascista inicia conversações secretas com os aliados para retirar a Itália da guerra. Em setembro proclama-se o armistício entre a Itália e os aliados. Hitler, prevendo sua defecção, ordena (operação Eixo) a ocupação das principais cidades peninsulares e no desarmamento e aprisionamento dos soldados italianos. Badoglio e a família real procuram refúgio junto aos aliados.
Mussolini, que havia sido detido nos Alpes, é resgatado numa operação comando ordenada por Hitler.
Para prestigiar seu velho aliado forma a República Social Italiana (República de Saló) no Norte da Itália e a coloca sob seu comando, mas quem de fato governa são as tropas da SS.
A campanha da Itália que tem início em princípio de 1944 vai se tornar extremamente morosa. A acidentalidade do terreno e a resistência dos alemães transforma o movimento aliado numa dolorosa conquista passo de cágado. Depois da rendição alemã em Monte Cassino (fevereiro/maio)os aliados ocupam toda a Itália Central (Roma, Pisa e Florença), enquanto os alemães encastelam-se na "Linha gótica". Ainda resistirão por um ano, até a rendição de 28 de abri de 1945.
Nesta mesma data Benito Mussolini é capturado e fuzilado por forças guerrilheiras quando pretendia exilar-se na Suíça. Foi na Itália que a Força Expedicionária Brasileira atuou como integrante das Forças Aliadas. O Brasil, que havia declarado guerra ao Eixo em 1942, preparou uma divisão de 25 mil homens sob o comando do Gen. Mascarenhas de Morais equipada com material bélico americano. Os brasileiros se celebrizaram pela conquista de Monte Castelo onde tiveram o maior número de baixas na campanha de 1944.
Desde 1942, os soviéticos insistiam na necessidade dos aliados abrirem um "Segundo Fronte" na Europa Ocidental, pois os Exércitos russos estavam sangrando ao terem de enfrentar 266 divisões invasoras (das quais, 193 alemãs). Americanos e ingleses alegavam que para tal, necessitavam de um longo período de preparação e adestramento das tropas, visto que teriam de ultrapassar a "Fortaleza do Atlântico".
Essa era um conjunto de fortificações construídas pelos alemães no litoral da Bélgica e da França que visava tranqüilizar as tropas nazista que combatiam na Rússia. Os alemães cometeram os mesmos equívocos dos franceses ao construírem a Linha Maginot, por um sistema defensivo estático pouco poder fazer numa guerra caracterizada pela intensa mobilidade das forças e pelo potencial dos bombardeiros aéreos.
Finalmente, na metade do ano de 1944, os aliados ocidentais deram início à Operação Overlord. Uma frota de mais de três mil barcos transportando 350 mil homens partiu, partiu das costas do sul da Inglaterra em direção à Normandia. Os alemães esperavam que a invasão fosse realizada no passo de Calais e foram surpreendidos. Depois das dificuldades iniciais (principalmente na praia de Utah) as forças anglo-americanas conseguiram formar uma sólida cabeça-de-ponte no litoral francês.
Os portos da região foram dominados e, graças à absoluta superioridade aérea e naval, os alemães tiveram que recuar. A partir de então a dominação alemã sobre a França estava selada. Mais de um milhão de homens e equipamentos de alta qualidade foram desembarcados, dando início à ofensiva sobre Paris. Sentindo a inutilidade da continuação do conflito, um grupo de altos oficiais alemães tenta assassinar Hitler em 20 de julho. Apesar de sair ferido Hitler consegue sufocar a rebelião ordenando o julgamento sumário dos principais envolvidos (Stauffenberg e outros, são enforcados).
Em setembro de 1944, Paris é ocupada pelo conjunto das forças aliadas (americanos, ingleses e franceses livres) e o General De Gaule faz sua entrada triunfal na cidade. Até o fim do mesmo ano a França encontra-se liberada. Ainda assim os alemães tentam uma operação contra-ofensiva na região de Ardenas aproveitando o mau tempo e, conseqüentemente, a neutralização da superioridade aérea dos aliados. Apesar da surpresa, as forças americanas e inglesas rapidamente se recompõe e liquidam com as divisões panzers (18 a 24 de dezembro de 1944).
A invasão da Alemanha terá início nos finais do inverno de 1944/45. As forças aliadas dividem-se em três grandes corpos. Os ingleses de Montgomery atravessam o Reno e dirigem-se para o Norte da Alemanha, isolando as tropas nazistas na Holanda. O Centro, sob o comando de Omar Bradley dirige-se para o coração industrial do IIIº Reich - a região do Ruhr, onde forçam a capitulação de 22 divisões alemãs em 14 de abril. O Sul, é responsabilidade do IIIº e IVº exército americano, sob o comando de Denvers, que se dirige para o Brener e fará ligação com os soviéticos no Elba. A guerra na Europa estava em seus estertores.
Depois de Stalingrado (novembro/1942-fevereiro/1943) a sensação de vitória inundou o exército soviético. O duro ano de 1942, foi sucedido por brilhantes vitórias militares, onde os alemães foram gradualmente sendo desprovidos de suas melhores energias assim como obrigados a ceder amplas extensões de território ocupado. A contra-ofensiva russa se dá em toda a frente - das terras geladas do norte às férteis planícies da Ucrânia.
Dotados de melhor equipamento, as tropas soviéticas sentem-se mais seguras e autoconfiantes empurrando vigorosamente o inimigo para suas fronteiras. No Norte liberam a zona de Nevel; no setor central conquistam Smolesk e as operações do Sul terminam com a captura da bacia do Donez de onde avança em direção ao rio Dnieper, fazendo com que as forças alemãs que ocupavam a Criméia terminassem por ficar isoladas.
No verão de 1943 (julho/agosto) travou-se a maior batalha de tanques de todos os tempos. Acredita-se de cerca de seis mil blindados e quatro mil aviões tomaram parte da batalha de Kursk. Devido à exigüidade do território disputado, o massacre tomou formas nunca dantes vistas. Os alemães acusaram baixas de 70 mil mortos e 2.900 tanques destruídos assim como 1392 aviões abatidos e a perda de mais de 5 mil veículos. Nunca mais a Wehrmacht conseguiu recuperar-se de tamanho abalo.
Das grandes tragédias que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial, a de Leningrado merece atenção especial. Se milhares de pessoas haviam sucumbido em Hiroshima e Nagasaki, em Hamburgo e Dresdem, ou pelos raides aéreos sobre Londres e Coventry, nenhuma catástrofe se compara com a que ocorreu com a população civil de Leningrado. Cercada desde o início da invasão alemã, foi submetida ao bombardeio e isolada do resto do país por 900 dias.
Dos seus três milhões de habitantes existentes em 1941, um terço sucumbiu pelas bombas e, principalmente pela fome.
Como disse H. Salisbury: "Este era o maior e mais prolongado cerco jamais suportado por uma cidade moderna..." Logo nos primeiros dias a aviação alemã conseguiu destruir suas reservas de alimento; um terrível racionamento foi imposto. Pessoas debilitadas pela falta de proteínas simplesmente morriam no trajeto para o trabalho, nos bancos das praças, nos escritórios ou em suas habitações. Foi preciso esperar mais de seis meses para poder evacuar parte da população aproveitando o congelamento do Lago Ladoga, única via de ligação existente com a parte russa não ocupada pelos invasores, chamada "Estrada do Gelo".
Por ela, as autoridades soviéticas conseguiram evacuar 512 mil pessoas no inverno de 1941/42 assim como atenuar a carência de alimentos, combustível e munição. A população restante resistiu até a liberação final da cidade, mas as perdas humanas foram assombrosas. No julgamento de Nurenberg falou-se de 632 mil vítimas, enquanto outras fontes indicam 900 mil mortos. Seja qual for a correta, o fato é que Leningrado possui o maior cemitério de vítimas civis da Segunda Guerra Mundial.
O ano de 1944 continuou auspicioso para os soviéticos. Sua ofensiva de verão liquidou com 25 divisões alemãs na região de Minsk. Em agosto aproximam-se de Varsóvia. Neste momento ocorreu mais um dos terríveis martírios do povo polonês. Acreditamos que a proximidade das tropas soviéticas os socorresse, os partisans poloneses tentaram um levante na Capital que redundou num fracasso.
As represálias nazistas foram violentas, mais de 300 mil pereceram. Em outubro de 1944, as tropas soviéticas invadem pela primeira vez o solo alemão - a Prússia Oriental é conquistada. Durante o inverno de 1944/45 os russos preparam sua ofensiva sobre a capital do Reich. 2 milhões e meio de soldados, 6.250 blindados e 7.500 aviões são concentrados para o assalto final. Em 16 de abril o exército Vermelho, sob o comando do Gen. Zucov, (tendo em seu apoio o Gen. Konev) dá a salva inicial que culminará com a rendição de Berlim. Hitler, havia ordenado a mobilização geral da população, convocando todos os homens aptos entre os 16 e 60 anos, organizados em milícias populares (Deutscher Volksturn).
A indústria alemã, apesar dos constantes bombardeios aliados, continuava produzindo em larga escala; o que lhe faltou foi combustível e homens qualificados para utilizar o material bélico. Todos concordam que a resistência alemã foi muito mais significativa contra os russos do que contra os aliados ocidentais. As rivalidades ideológicas e o terrível massacre dos civis no Fronte Oriental, fizeram com que temessem represálias por parte dos soviéticos.
Nos fins de abril, mesmo com os inauditos esforços do Gen. Henrici, os russos penetram na periferia de Berlim. Hitler escreve seu testamento político, ao mesmo tempo que nomeia o Almirante Doenitz Presidente do Reich e indica Goebbels como seu Chanceler. No dia 30 de abril comete suicídio, acompanhado por sua mulher Eva Braun e por Goebbels e família. A primeira capitulação se dá em 7 de maio em Reims, no Quartel General de Eisenhower pelo Gen. Jodl. No dia seguinte, o Mal. Zucov aceita a rendição alemã feita pelo Marechal-de-Campo Keitel. A guerra na Europa tinha finalmente chegado a seu fim após mil e setecentos dias de matanças inauditas na história da humanidade.
A Blitzkrieg funda-se na necessidade de uma ofensiva rápida que surpreenderá no próprio local o adversário com forças superiores, em seu ponto mais fraco, impedindo-o em seguida, de estabilizar sua frente. É pela surpresa que é preciso atacá-lo, rápida e fortemente a fim de aniquilá-lo. Convém, então aproveitar ao máximo os transportes motorizados que, cinco vezes mais rápidos que os antigos, permitem uma grande flexibilidade de manobra e a pronta concentração de forças sobre o centro de gravidade, isto é, dispor de uma superioridade esmagadora sobre uma frente estreita, no ponto decisivo, aí efetuar uma penetração, ampliá-la e investir para o interior, antes que o adversário tenha tempo de reagir. Seu principal teórico foi Heinz Guderiam que a expôs num artigo em 1929 cujo título era Achtung Panzer! (Vide M. Crouzet - a Época Contemporânea in História Geral das Civilizações, vol. Nº 16, pág. 25).
A política dos campos de concentração e da prática do genocídio foi inspirada nas leituras feitas por Hitler sobre a política colonial inglesa e nos sistemas de "reservas" adotado pelos americanos para guardar e exterminar pela fome e pelo combate desigual as índios que não se submetiam ao cativeiro. (Vide John Toland - A. Hitler, vol. II, pág. 852).
Sobre a resistência soviética:
"... a nossa política obrigou os bolchevistas e os nacionalistas russos a se unirem, numa frente comum contra nós. Os russos estão, hoje em dia, se batendo com uma coragem e um sacrifício pessoal extraordinários por um objetivo que não é nem mais nem menos do que o reconhecimento da dignidade humana". (Memorando de O. Bräutigan a Hitler).
A teoria do "espaço vital" já havia sido esboçada no século XIX, quem a popularizou foi Arthur Moeller van der Bruck: considerado como o profeta do IIIº Reich, que deveu sua fama justamente à obra DAS DRITTE REICH, aparecida em 1923. Voltando a tomar temas comuns da polêmica nacionalista (a condenação de um povo de sessenta milhões de homens constrangido num espaço insuficiente) e a criticar os socialistas, associando-os ao judaísmo, propunha a formação de um terceiro partido entre o progresso e a reação, "o partido de todos os alemães que desejam defender a Alemanha por amor ao povo alemão".
Fonte: educaterra.terra.com.br
Os acordos de paz impostos pelos vencedores da Primeira Guerra eram espoliativos e humilhantes, já contendo em si os germes de um novo conflito.
O Tratado de Versalhes, considerou a Alemanha "culpada pela guerra" e exigiu dela pesadas indenizações
Dispostos a destruírem a ordem nacional vigente, Japão, Itália e Alemanha adotaram, na década de 30 , uma política declaradamente imperialista, contra a qual a Liga das Nações mostrou-se impotente.
Cobiçando as matérias-primas e os vastos mercados da Ásia, o Japão reiniciou sua investida imperialista em 1931, conquistando a Manchúria, região rica em minérios que pertencia à China.
Em outubro de 1935, a Itália de Mussolini afirmou seu imperialismo invadindo a Etiópia, país independente situado no nordeste da África.
Diante disso, a Liga das Nações determinou que seus Estados-membros restringissem o comércio com a Itália. Essa proibição, não chegou a afetar a Itália, porque nações fortes como os Estados Unidos e a Alemanha continuaram a vender-lhe matérias-primas essenciais, como petróleo e carvão.
Em 7 de março de 1936, a Alemanha começou a mostrar suas guarras ocupando a Renânia (região situada entre a França e a Alemanha).
O próximo passo da Alemanha nazista foi juntar-se à Itália fascista e intervir na Guerra Civil Espanhola em favor das forças do general Franco.
Logo em seguida, Hitler aliou-se formalmente com Mussolini, dando origem ao Eixo Roma-Berlim. Posteriormente, com a entrada do Japão essa aliança, formou-se o Eixo Roma-Berlim-Tóquio.
Hitler realizou o anschluss, anexação da Áustria à Alemanha, em março de 1938. Para isso, os alemães contaram com total apoio dos nazistas austríacos.
Em seguida, o Führer (líder) passou a exigir também os Sudetos, região da Tchecoslováquia onde viviam aproximadamente 3 milhões de alemães. O governo tcheco, decidiu resistir aos alemães. Para isso mobilizou suas tropas e pediu auxílio à França.
A União Soviética, que tinha sido desprezada pela França, e pela Inglaterra, decidiu aproximar-se da Alemanha. Esta, por sua vez, viu vantagem na aproximação, pois em caso de guerra não precisaria ter de lutar em duas frentes. (URSS & países aliados)
Assim em agosto de 1939, a Alemanha de Hitler e a União Soviética de Stálin firmaram entre si um pacto de não-agressão , que estabelecia, secretamente, a partilha do território polonês entre as duas nações. Com o sinal verde dado por Stálin, Hitler sentiu à vontade para agir.
Em outubro de 1945, os países vencedores reuniram-se em Londres, a fim de decidir as condições de paz. Naquela ocasião, firmou-se entre eles a divisão da Alemanha e, posteriormente, de Berlim. Os nazistas foram julgados no Tribunal de Nuremberg e seu potencial industrial foi distribuído entre as partes envolvidas.
O destino dos países satélites da Alemanha nazista também firmou-se por meio de tratado:
Em 1947, estabeleceu-se a paz com a Itália, que perdeu suas colônias para os vencedores.
Trieste, colônia italiana, foi declarada porto livre, pois, devido à sua localização, era exigida tanto por ocidentais como por orientais.
A Romênia cedeu aos russos os territórios de Bessarábia e da Bucovina setentrional.
A Bulgária cedeu à Iugoslávia e à Grécia as regiões conquistadas na Macedônia e na Trácia.
A Hungria retornou às suas fronteiras anteriores à guerra.
A Finlândia liberou passagem para os soviéticos no porto de Petsamo; a URSS obteve o domínio da ilha de Porkkla por 50 anos e o corredor terrestre do Golfo da Finlândia-Helsinque.
A URSS manteve ainda o controle na região danubiana.
Aos países vencidos foi imposta a redução das forças armadas e pesadas reparações de guerras.
A Polônia cedeu à Rússia territórios da parte Leste; províncias alemãs foram integradas ao território polonês.
O Japão restituiu a Manchúria e a Coréia à China.
Alemanha e Itália aproximaram-se e constituíram o Eixo Roma-Berlim. No Pacífico, o Japão anexara a Manchúria (1931-1932) pertencente à China, com o objetivo de explorar as riquezas minerais daquela região.
Em 1936, o governo japonês assinou com a Alemanha o Pacto Anti-Komintern (anticomunista) com o objetivo de combater o comunismo que ganha impulso internacional e tinha na URSS a principal liderança.
Aliados: Formados inicialmente pela França e Inglaterra, no qual os Estados Unidos entrou em 7 de dezembro de 1941 e a União Soviética em 22 de junho de 1941.
Caracterizou-se por uma rápida expansão, assinalada por importantes conquistas das forças do Eixo.
Desde o início do conflito, os alemães assombraram o mundo pondo em prática a blitz-krieg (guerra-relâmpago) que consistia numa série de ataques rápidos e simultâneos desfechados por canhões de longo alcance, tanques blindados e pela Força Aérea Alemã.
Por meio da blitzkrieg que a Alemanha abateu a Polônia e, em seguida, anexou a porção ocidental do país. A parte oriental, tal como havia sido combinado, ficou para a União Soviética.
Em 1940, as forças alemãs conquistaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França.
No início de agosto de 1940, a Força Aérea Alemã passou a bombardear as cidades inglesas, arrasando bairros inteiros e matando milhares de civis.
Mas a Inglaterra não se rendeu. A Força Aérea Inglesa (RAF) reagiu e, fazendo uso de radares, conseguiu vencer inúmeras batalhas aéreas contra o invasor. Diante disso, os alemães viram-se forçados a adiar a invasão do território inglês.
Foi aí que Hitler se voltou para o leste e começou a planejar a conquista da gigantesca União Soviética. Preparava-se para isso quando precisou desciar parte de suas tropas a fim de socorrer Mussolini, que fracassara ao tentar dominar a Grécia.
No decorrer de 1941, dois acontecimentos influenciaram profundamente o curso e o desfecho da guerra: a invasão da União Soviética pela Alemanha, iniciada no mês de junho, e o ataque do Japão à base militar norte-americana de Pearl Hrbour, no Havaí, no mês de dezembro.
Caracterizou-se pela contra-ofensiva bem sucedida dos aliados (Estados Unidos, Inglaterra, União Soviética, França e outros aliados).
Interessados pelas riquezas soviéticas, Hitler passou por cimo do trato firmado com Stálin e desfechou uma violenta ofensiva contra a União Soviética.
Surpreendidos, os sovíéticos adotaram a antiga tática "terra arrasada", que consistia em ceder espaço, destruindo antes tudo aquilo que podia ser util ao adversário.
Na cidade de Stalingrado, aconteceu uma das batalhas mais importantes e violentas da Segunda Guerra, a Batalha de Stalingrado. Os soviéticos quebraram o mito da invencibilidade nazista, obrigando os alemães à sua rendição.
Os Estados Unidos, também contribuíram decisivamente na luta contra o Eixo. Além de participarem no conflito desde 1941, os norte-americanos forneceram aos seus aliados enormes quantidades de equipamento bélico, tanques, navios e aviões de boa qualidade.
Os norte-americanos venceram os japoneses nas importantes batalhas navais de Midway e Mar de Coral, conseguindo barrar a ofensiva nipônica no Pacífico.
No final desse mesmo ano, enquanto os ingleses venciam os alemães e italianos, na batalha de El Alamein (Egito), tropas anglo-americanas (tendo a participação do Brasil) desembarcaram no Marrocos e, em pouco tempo, dominara o norte da África.
Partindo do norte da África, as tropas aliadas desembarcaram na ilha de Sicília, em julho de 1943, lançando-se à invasão da Itália. Logo em seguida, Mussolini foi deposto e o novo governo italiano assinou a paz com os aliados em 8 de setembro de 1943.
Mas a Itália continuou sendo palco de intensos combates, pois a maior parte de seu território permaneceu sob o controle dos nazistas.
Em abril de 1945, 25 mil combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) integraram as tropas aliadas que esmagaram a resistência nazista na Itália.
Em 6 de junho de 1944 "o Dia D" os aliados desembarcaram na Normadia (norte da França). Em apenas 75 dias, conseguiram libertar Paris, iniciando, logo depois, a marcha sobre a Alemanha.
Na frente oriental, o exército soviético vinha avançando sem cessar desde 1943. Nessa escalada foi desalojando os nazistas na Bulgária, Romênia, Hungria, Tchecoslováquia e Polônia. Em fevereiro de 1945, já se encontrava a 150 km da capital alemã.
Diante da derrota iminente, Hitler tentou sua última cartada: ordenou então a SS que distribuísse armas aos civis ( crianças, mulheres e idosos) para que lutassem até morrer para defendê-lo.
Em abril de 1945, porém, ao ser informado de que Berlim estava totalmente cercada por soviéticos e anglo-americanos, Hitler e sua mulher, Eva Braun, cometeram suicídi. Dias depois, a 8 de maio de 1945, em Berlim, a Alemanha nazista rendeu-se incondicionalmente.
No Pacífico, o Japão continuou resistindo de várias formas ao avanço norte-americano. Seus pilotos suicidas --- os kamikases--- atiravam-se juntamente com os aviões sobre os navios americanos.
Visando aniquilar a resistência japonesa e dar demonstrações de seu poderio bélico (principalmente a URSS) , os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre o Japão. Uma teve como alvo a cidade de Hiroshima ( 6 de agosto) e a outra, a cidade de Nagasaki (9 de agosto). As bombas causaram a morte instantânea de 350 mil pessoas, mutilando e ferindo milhares de outras.
Intimidado, o Japão também se rendeu incondicionalmente em 2 de setembro de 1945. Era o fim da guerra. Nela morreram cerca de 50 milhões de pessoas. Perto de 6 milhões eram judeus que foram exterminados cruelmente nos campos de concentração nazistas.
Fonte: www.estudeonline.net