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Segunda Guerra Mundial

Segunda Guerra Mundial

Causas da Guerra

A Segunda Guerra Mundial é um prolongamento da Primeira (1914–18), cuja conclusão deixou na Europa uma série de questões não resolvidas, ou mesmo criou problemas novos: o Tratado de Versalhes, imposto à Alemanha pelos vencedores, foi excessivamente pesado e gerou ressentimentos que exacerbaram o revanchismo dos alemães; numerosas minorias étnicas foram colocadas sob domínio estrangeiro, criando focos de tensão interna e tendendo a se unir à pátria-mãe (particularmente no caso dos alemães); finalmente, a disputa das potências industriais por mercados e matérias-primas não foi solucionada satisfatoriamente, pois Alemanha, Itália e Japão continuaram carentes de insumos para suas indústrias. Seguindo a lógica imperialista da época, esses três países iriam se associar em uma aliança agressiva e expansionista, denominada Eixo.

A ascensão de Mussolini ao poder na Itália, em 1922, inaugurara um regime político totalitário, militarista e fortemente nacionalista, denominado fascismo e situado ideologicamente na extrema direita. A Crise de 29, agravando os problemas econômicos e sociais dos países capitalistas, estimulou as camadas populares a apoiar movimentos extremistas, tanto de esquerda (comunismo) como de direita (denominados genericamente fascismos, por serem inspirados no modelo italiano). O apoio da burguesia a estes últimos foi decisivo para que eles assumissem o controle de vários Estados, dos quais o mais importante foi a Alemanha, onde Hitler tomou posse na chefia do governo em 1933. O expansionismo nazista seria o fator determinante para a eclosão da Segunda Guerra Mundial.

O avanço dos países do Eixo constituía uma ameaça aos interesses das grandes potências da época: Grã-Bretanha, França, URSS e EUA. Mas nenhuma delas opôs uma resistência efetiva. Os governos britânico e francês adotaram a política de apaziguamento, cheia de concessões aos agressores; a URSS, sob a ditadura de Stalin, encontrava-se isolada por parte das potências capitalistas, e os EUA haviam assumido uma postura isolacionista, como se os problemas exteriores ao continente americano não lhes dissessem respeito.

A progressão dos países do Eixo foi implacável:

O Japão tomou a Manchúria (1931), pertencente à China, e depois atacou novamente esta última (1937); a Itália conquistou a Etiópia (1936) e a Albânia (1939).Mas foi a expansão da Alemanha que levou diretamente à guerra: ocupação da região desmilitarizada da Renânia (1936), anexação da Áustria (1938) e dos Sudetos (também em 1938), pertencentes à Checoslováquia, invasão da própria Checoslováquia (março de 1939) e, finalmente, o ataque à Polônia (setembro de 1939), que deu à Grã-Bretanha e França um pretexto para declarar guerra à Alemanha. Estava iniciada a Segunda Guerra Mundial.

As partes em conflito

A maioria das pessoas acredita que o Eixo era formado apenas pela Alemanha, Itália e Japão.

Não obstante, Estados menores lutaram ao lado dessas potências, a saber: Finlândia, Hungria, Romênia, Bulgária, Eslováquia, Croácia (as duas últimas emancipadas respectivamente da Checoslováquia e Iugoslávia) e Tailândia.

Além disso, nos países conquistados pelas potências do Eixo, contingentes maiores ou menores das populações locais apoiaram os invasores (foram os chamados colaboracionistas), enquanto outros os combatiam (ficando conhecidos como Resistência ou partisans).

Os países que se opuseram ao Eixo adotaram o nome de Aliados – que já fora utilizado na Primeira Guerra Mundial e foi repetido na Guerra do Golfo, em 1991.

As principais potências envolvidas foram a China (desde 1937), Grã-Bretanha e França (1939), URSS e EUA (1941). Ao todo, fizeram parte dos Aliados (ou Nações Unidas) 51 Estados, entre os quais o Brasil. Muitos, porém, proporcionaram apenas apoio material, sem entrar propriamente em combate; tal é o caso de quase toda a América Latina, onde apenas Brasil e México enviaram tropas ao campo de batalha.

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Principais operações militares

A Segunda Guerra Mundial, por sua amplitude e duração, contou com inúmeras campanhas e batalhas importantes. Neste texto, iremos nos reportar apenas àquelas que tiveram influência decisiva na evolução do conflito.

Empregando de forma combinada todos os elementos militares de que dispunham (aviação de assalto, aviação de bombardeio, blindados, artilharia e infantaria), os alemães criaram uma tática de combate denominada Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago), de efeito esmagador.

Ela lhes permitiu dominar rapidamente a Polônia e, em 1940, praticamente toda a Europa Ocidental – inclusive a França, que foi obrigada a se render. Mas a falta de recursos navais impediu Hitler de invadir a Grã-Bretanha e o levou a atacar a URSS. Os alemães avançaram profundamente no território soviético, até serem finalmente detidos na Batalha de Stalingrado (nov. 42/fev. 43). O Japão, envolvido contra a China desde 1937, atacou os EUA em dezembro de 1941, bombardeando a base naval de Pearl Harbor, no Havaí.

Os japoneses conquistaram todo o Sudeste Asiático e o Pacífico Central, chegando às fronteiras da Índia e próximo da Austrália. Todavia, derrotados pelos norte-americanos na batalha naval de Midway (jun. 42), passaram a lutar defensivamente, de forma obstinada e até mesmo desesperada, tendo em vista que se tornou habitual lutarem até à morte, inclusive através de ataques suicidas.

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A Itália foi invadida pelos Aliados em 1943. Mussolini, refugiado no norte do país sob a proteção dos alemães, foi capturado por guerrilheiros comunistas italianos e assassinado em abril de 1945. Hitler suicidou-se três dias mais tarde, quando os soviéticos se encontravam a três quarteirões de seu abrigo subterrâneo, em Berlim. A Alemanha capitulou pouco depois, em 8 de maio. Antes, em junho de 1944, ocorrera o célebre Dia D, quando tropas anglo-americano-canadenses desembarcaram na Normandia – região da França, então ocupada pelos alemães.

O Japão somente se rendeu em 15 de agosto de 1945, quando o imperador Hirohito anunciou pessoalmente, pelo rádio, a capitulação do país. Essa decisão foi conseqüência dos devastadores efeitos produzidos pelo bombardeio atômico das cidades de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos respectivamente em 6 e 9 daquele mês.

O emprego de bombas atômicas contra o Japão, a fim de forçá-lo a cessar a luta, foi ordenado pelo novo presidente dos EUA, Truman (o presidente Franklin Roosevelt falecera em abril de 1945). Atualmente, os historiadores tendem a considerar que a ação norte-americana foi desnecessária, já que a capacidade de resistência dos japoneses estava em seu limite. Assim sendo, os bombardeios atômicos (com cerca de 200 mil vítimas fatais, sem considerar as seqüelas da radioatividade) teriam sido, fundamentalmente, um meio de intimidar a URSS – já no contexto da futura Guerra Fria.

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Conseqüências da Segunda Guerra Mundial

O mundo que emergiu do terrível conflito era bastante diferente daquele que existia em 1939. As potências do Eixo estavam esmagadas, mas também a Grã-Bretanha e a França saíram debilitadas da guerra.

Para definir a nova relação de forças internacionais, cunharam-se duas expressões: superpotências e bipolarização – mostrando que o planeta se encontrava dividido em duas zonas de influência econômica, política e ideológica, controladas respectivamente pelos EUA e URSS. Do confronto entre ambos (Guerra Fria) resultaram a Guerra da Coréia (1950–53), a Guerra do Vietnã (1961–75) e a Guerra do Afeganistão (1979–89). Somente em 1985, com o início da Perestroika (reestruturação econômica) e da Glasnost (transparência política), implantadas por Gorbachev na URSS, esse cenário instável começou a se desfazer.

O socialismo marxista ganhou considerável impulso com o crescimento do poder soviético, após a Segunda Guerra Mundial. Além dos países da Cortina de Ferro (Europa Central e Oriental), passaram a ter governos comunistas Estados do Extremo Oriente (China, Coréia do Norte, Vietnã, Laos, Camboja), do Oriente Médio (Iêmen do Sul), da África (Angola, Moçambique, Etiópia) e até mesmo da América Latina (Cuba, onde Fidel Castro se transformou no mais antigo ditador do mundo – está no poder desde 1959).

Finalmente, os avanços tecnológicos provocados pela guerra resultaram em numerosas aplicações pacíficas, que vão desde a penicilina até o radar ou a propulsão a jato para os aviões.

Fonte: www2.curso-objetivo.br

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Os acordos de paz impostos pelos vencedores da Primeira Guerra eram espoliativos e humilhantes, já contendo em si os germes de um novo conflito.

O Tratado de Versalhes, por exemplo, considerou a Alemanha "culpada pela guerra" e exigiu dela pesadas indenizações.

No início da década de 30, quando uma gigantesca crise econômico-social alastrou-se pela Alemanha, grande parte dos alemães começou a repetir o que Hitler dizia: o Tratado de Versalhes é um dos maiores responsáveis pelos males que nos afligem. Dono do poder a partir de 1933, Hitler começou a militarizar a Alemanha, desafiando abertamente as imposições ditadas pela França e pela Inglaterra no Tratado de Versalhes.

A Itália de Mussolini também nutria fortes ressentimentos em relação à Inglaterra e à França pois, embora tivesse participado da guerra ao lado desses países, não obtivera as compensações territoriais que haviam lhe prometido.

Outra nação que não se conformava com a ordem internacional estabelecida pelos vencedores da Primeira Guerra era o Japão. O país se industrializava rapidamente e, assim como todas as grandes nações, ambicionava ampliar seus mercados e áreas de influência.

Durante a Segunda Guerra Mundial nem todos os Aliados concordavam em bombardear o Japão com a bomba atômica, como mostram os depoimentos abaixo transcritos:

"William D. Leahy, um dos principais assessores do então presidente dos Estados Unidos Harry Truman, afirmou pouco tempo depois da tragédia que se abateu sobre o Japão: 'os norte-americanos adotaram um padrão ético comparável aos dos bárbaros durante a Alta Idade Média'. Winston Churchill, primeiro-ministro inglês e um dos principais líderes da luta contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, também expressou sua opinião sobre o assunto: 'Seria um erro crer que o destino do Japão foi selado pela bomba atômica. Sua derrota era certa antes de cair a primeira bomba, pois não conseguiria enfrentar um poderio naval irresistível. De fato, nossa forças navais já tinham tomado bases marítimas japonesas das quais seria lançado um ataque final, forçando seu exército a capitular sem um ato de agressão. A navegação japonesa havia sido destruída'. Estas palavras parecem confirmar um a observação feita em 1984 pelo historiador britânico Tariq Ali, na qual sugere que a utilização da bomba atômica contra o Japão pelos norte-americanos foi, na verdade, um aviso para o líder da União Soviética, Joseph Stálin, do poderio nuclear dos Estados Unidos".

Apesar das duas guerras mundiais terem se desenvolvido, praticamente, em território europeu, elas acabaram envolvendo países dos quatro cantos do planeta.

Daí, serem denominadas guerras mundiais.

Pela sua amplitude e capacidade de destruição, elas acabaram criando um necessidade para a humanidade: encontrar um forma para a convivência pacífica entre todos os povos do mundo. Apesar das duas guerras mundiais terem se desenvolvido, praticamente, em território europeu, elas acabaram envolvendo países dos quatro cantos do planeta. Daí, serem denominadas guerras mundiais.

Pela sua amplitude e capacidade de destruição, elas acabaram criando um necessidade para a humanidade: encontrar um forma para a convivência pacífica entre todos os povos do mundo.

Dispostos a destruírem a ordem internacional vigente, Japão, Itália e Alemanha adotaram, na década de 30, uma política declaradamente imperialista, contra a qual a Liga das Nações mostrou-se impotente.

Manobrada pela França e pela Inglaterra, a Liga expressava sobretudo os interesses desses dois países que, naquele momento, almejavam manter intacta a ordem internacional que os beneficiava. Por essa razão, a Liga das Nações adotou uma política dócil conhecida como política de apaziguamento, sendo tolerante com os avanços imperialistas do Japão, da Itália e da Alemanha.

O avanço do Japão

Cobiçando as matérias-primas e os vastos mercados da Ásia, o Japão reiniciou sua investida imperialista em 1931, conquistando a Manchúria, região rica em minérios que pertencia a China. A Liga das Nações posicionou-se contra o Japão, mas na prática nada fez para socorrer a China. De sua parte, o Japão retirou-se da Liga que, com isso, teve seu prestígio abalado.

O expansionismo da Itália

Em outubro de 1935, a Itália de Mussolini afirmou seu imperialismo invadindo a Etiópia, país independente situado no nordeste da África. Diante disso, a Liga da Nações determinou que seus Estados membros restringissem o comércio com a Itália.

Tal proibição, no entanto, não chegou a afetar a Itália, porque nações fortes como os Estados Unidos e a Alemanha - que não faziam parte da Liga - continuaram a vender-lhe matérias-primas essenciais, como petróleo e carvão. A conquista da Etiópia pela Itália, consumada em 1936, provou ao mundo que a Liga das Nações era incapaz de assegurar a paz mundial.

A escalada da Alemanha

Para justificar suas pretensões expansionistas, Hitler insistia em repetir que os alemães precisavam conquistar um "espaço vital", expandindo seu território.

Concretizando essas intenções, em 07 de março de 1936, a Alemanha começou a mostrar suas garras ocupando a Renânia ( região situada entre a França e a Alemanha ) que, por determinação do Tratado de Versalhes, deveria permanecer desmilitarizada.

Essa atitude da Alemanha colocava em risco a segurança dos franceses. Apesar disso, a França nada fez para impedi-la. A Inglaterra, por sua vez, também não se manifestou. Essas omissões alimentaram a escalada do imperialismo alemão.

O próximo passo da Alemanha nazista foi juntar-se à Itália fascista e intervir na Guerra Civil Espanhola em favor das forças do general Franco. Essa guerra serviu para os nazi-fascista testarem suas armas, equipamentos tropas e estratégias. Logo em seguida, Hitler aliou-se formalmente a Mussolini, dando origem ao Eixo Roma-Berlin. Posteriormente, com a entrada do Japão nessa aliança, formou-se o Eixo Roma-Berlin-Tóquio. Hitler realizou a anschluss, ou seja, a anexação da Áustria à Alemanha, em março de 1938. Para isso, os alemães contaram com o total apoio dos nazistas austríacos.

Em seguida, o Fuherer passou a exigir também os Sudetos, região da Tchecoslováquia onde viviam aproximadamente 3 milhões de alemães. A justificativa para tal exigência era que o governo tcheco "perseguia" a minoria germânica que vivia sob seu domínio. O governo tcheco, no entanto, decidiu resistir aos alemães.

Para isso imobilizou suas tropas e pediu auxílio a França.

Quando a guerra parecia inevitável, as potências européias concordaram em resolver a questão por meio de uma conferência.

A Conferência de Munique

Assim, em setembro de 1938, Hitler, Mussolini, Chamberlain (Inglaterra) e Deladier (França) reuniram-se na Conferência de Munique e assinaram um acordo que obrigava a Tchescolováquia a ceder os Sudetos para a Alemanha.

Ao cederem uma vez mais às exigências de Hitler, a França e a Inglaterra contribuíram tanto quanto os nazi-fascistas para o fim da paz mundial. Abandonada à sua própria sorte, a Tchoslováquia viu-se invadida pelos alemães, que inicialmente ocuparam os Sudetos e, e m março de 1939, tomaram o resto do país. Essa intervenção desrespeitou o que havia sido acertado na Conferência de Munique, afrontando seriamente a França e a Inglaterra. Os dois países finalmente decidiram oferecer-se para ajudar qualquer nação cuja intergridade viesse a ser ameaçada.

Como se nada tivesse ocorrido, Hitler escolheu a Polônia para ser sua próxima vítima. Passou a reivindicar a anexação do chamado "corredor polonês", uma estreita faixa territorial que permitia à Polônia uma saída para o mar. Essa nova investida alemã não deixava mais nenhuma dúvida de que o mundo caminhava a passos largos para uma nova guerra. Diante disso, as grandes potências começaram a se proteger. A União Soviética, que tinha sido desprezada pela França e pela Inglaterra, decidiu aproximar-se da Alemanha. Esta, por sua vez, viu vantagem nessa aproximação, pois em caso de guerra não precisaria ter de lutar em duas frentes.

Assim, em agosto de 1939, a Alemanha de Hitler e a União Soviética de Stálin firmaram entre si um pacto de não guerra, que estabelecia, secretamente, a partilha do território polonês entre as duas nações. Com o sinal verde dado por Stálin, Hitler sentiu-se à vontade para agir. Em 1º de setembro de 1939, invadiu a Polônia e por meio de uma ataque rápido e violentíssimo, liquidou-a em pouco mais de três semanas. Dois dias depois da invasão, Inglaterra e França declararam guerra à Alemanha. Era o começo da Segunda Guerra Mundial, que terminaria seis anos depois.

A Segunda Grande Guerra, como movimento armado, apresentou duas grandes fases:

Primeira fase (1939-1942). Caracterizou-se por uma rápida expansão, assinalada por importantes conquistas das forças do Eixo. Desde o início do conflito, os alemães assombraram o mundo pondo um prática a Blitzkrieg (guerra-relâmpago) que consistia numa série de ataques rápidos e simultâneos desfechados por canhões de longo alcance, tanques blindados (panzers) e pela Força Aérea Alemã, a Luftwaffe. Foi por meio da blitzkrieg que a Alemanha abateu a Polônia e, em seguida, anexou a porção ocidental do país. A parte oriental, tal como havia sido combinado anteriormente, ficou para a União Soviética.

Em 1940, as forças alemãs conquistaram a Dinamarca (9 de abril), a Holanda(15 de maio), a Bélgica (28 de maio), a Noruega (10 de junho) e a França (14 de junho). De acordo com os termos da rendição assinada pelo governo francês, uma parte da França (ao norte) ficou sob o domínio direto da Alemanha, e outra (ao sul), com capital na cidade de Vichy, passou a ser governada pelo marechal francês Pétain, que concordou em colaborar com os nazistas.

Muitos franceses, liderados pelo general De Gaulle, recusaram-se a aceitar a derrota. Para continuar combatendo os nazistas na clandestinidade, organizaram um movimento que ficou conhecido como resistência francesa. Dias antes da rendição da França, a Itália decidiu entrar na guerra. Desta vez ao lado da Alemanha.

Depois de todas essas conquistas, Hitler voltou-se contra a Inglaterra. Se a vencesse teria a Europa a seus pés. No início de agosto de 1940, a Luftwaffe passou a bombardear as cidades inglesas, arrasando bairros inteiros e matando milhares de civis. Mas a Inglaterra são se rendeu. A RAF (Força Aérea Inglesa) reagiu e, fazendo uso de radares, conseguiu vencer inúmeras batalhas aéreas contra o invasor. Diante disso, os alemães viram-se forçados a adiar a invasão do território inglês.

Foi aí que Hitler se voltou para o leste e começou a planejar a conquista da gigantesca União Soviética. Preparava-se para isso quando precisou desviar parte de suas tropas a fim de socorrer Mussolini, que fracassara ao tentar dominar a Grécia. Dirigindo-se à região dos Bálcãs, as forças nazistas submeteram rapidamente a Iugoslávia e a Grécia e intimidaram a Romênia, a Bulgária e a Hungria, obrigando-as a se aliarem à Alemanha. Enquanto isso, no Extremo Oriente, o Japão avançava sobre o norte da China e lançava um olhar de cobiça em direção ao Sudeste Asiático e ao Pacífico.

No decorrer de 1941, dois acontecimentos influenciaram profundamente o curso e desfecho da guerra: a invasão da União Soviética pela Alemanha, iniciada no mês junho, e o ataque do Japão à base militar norte-americana de Pearl Harbour, no Havaí, no mês de dezembro.

Segunda fase (1942-1945). Caracterizou-se pela contra-ofensiva bem sucedida dos Estados Unidos, Inglaterra, União Soviética e seus aliados. Interessado nas riquezas soviéticas (minérios, petróleo, trigo), Hitler passou por cima do pacto de não agressão que afirmava com Stálin e desfechou uma violenta ofensiva contra a União Soviética.

Surpreendidos, os soviéticos adotaram a antiga tática da "terra arrasada", que consistia em ceder espaço, destruindo antes tudo aquilo que pudesse ser útil ao adversário. Os alemães avançaram rapidamente pelo interior do território soviético e, em pouco tempo, cercaram as cidade de Leningrado (ao norte), Stalingrado (ao sul) e aproximaram-se de Moscou. Cedendo espaço, os soviéticos tiveram tempo para organizar um eficiente contra-ataque. Em 1942, conseguiram conter o avanço nazista e impedir a queda de Moscou. Vendo-se impossibilitado de tornar a capital das batalhas mais importantes e violentas da Segunda Guerra , a Batalha de Stalingrado. Os soviéticos quebraram o mito da invencibilidade nazista, obrigando os alemães à sua primeira rendição.

Depois dessa significativa vitória, o exército soviético avançou em direção ao Ocidente e, pouco a pouco, forçou as tropas de Hitler a recuarem até a capital da Alemanha. Os Estados Unidos, por sua vez, também contribuíram decisivamente na luta contra o Eixo. Além de participarem diretamente do conflito desde 1941, os norte-americanos forneceram aos seus aliados enormes quantidades de equipamento bélico, tanques, navios e aviões de boa qualidade.

Em junho de 1942, os norte-americanos venceram os japoneses nas importantes batalhas navais de Midway e Mar de Coral, conseguindo barrar a ofensiva nipônica no Pacífico. No final desse mesmo ano, enquanto os ingleses venciam os alemães e italianos, na batalha de El Alamein (Egito), tropas anglo-americanas desembarcaram no Marrocos e, em pouco tempo, dominaram o norte da África. Partindo do norte da África, as tropas aliadas desembarcaram na ilha da Sicília, em julho de 1943, lançando-se à invasão da Itália.

Logo em seguida, Mussolini foi deposto e o novo governo italiano assinou a paz com os aliados em 8 de setembro de 1943. Mas a Itália continuou sendo palco de intensos combates, pois a maior parte de seu território permaneceu sob o controle dos nazistas. Em abril de 1945, 25 mil combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) integraram as tropas aliados que esmagaram a resistência nazista na Itália, Dias depois, Mussolini foi preso e fuzilado em praça pública.

O conflito aproximava-se do fim.

Em 6 de junho de 1944 - o Dia D - os aliados desembarcaram na Normandia (norte da França). Em apenas 75 dias, conseguiram libertar Paris, iniciando , logo depois, a marcha sobre a Alemanha. Na frente oriental, o exército soviético vinha avançando sem cessar desde 1943. Nessa escalada foi desalojando os nazistas na Bulgária, Romênia, Hungria, Tchescolováquia e Polônia. Em fevereiro de 1945, já se encontrava a 150 km da capital alemã.

Neste texto, o criminoso nazista Rudolf Hess, um dos colaboradores de Hitler, fala sobre sua participação no extermínio de judeus durante a Segunda Guerra Mundial:

"Ordenaram-me em junho de 1941 que criasse em Auschwitz failidade para o extermínio. Já havia no Governo Geral da Polônia, nesse tempo, três outros campos de extermínio: Belzec, Treblinka e Wolzek [....].

Visitei Treblinka para ver como executavam o extermínio. O comandante do campo contou-me que havia liquidado 80.000 pessoas no decurso de meio ano. Estava muito interessado em liquidar todos os judeus do Gueto de Varsóvia.

Usava 'gás de monóxido'. Eu não achava que seu método fosse muito eficiente. Assim, quando instalei o edifício destinado ao extermínio, em Auschwitz, empreguei o Zyklon B, um tipo de ácido, que lançávamos na câmara de morte por um pequena abertura. Matava as pessoas, na câmara de gás, entre 3 e 15 minutos, dependendo das condições climáticas. Sabíamos que as pessoas estavam mortas quando seus gritos cessavam. Esperávamos, geralmente, cerca de meia hora para abrir as portas e remover os corpos. Removidos estes, nossos comandos especiais tiravam-lhes os anéis e extraíam-lhes o ouro dos dentes.

Diante da derrota iminete, Hitler tentou uma última cartada: ordenou então à SS que distribuísse armas aos civis (crianças, mulheres e idosos) para que lutassem até morrer para defendê-lo. Em 30 de abril de 1945, porém, ao ser informado de que Berlim estava totalmente cercada por soviéticos e anglo-americanos, Hitler e sua mulher, Eva Braun, cometeram suicídio. Dias depois, a 8 de maio de 1945, em Berlin, a Alemanha nazista rendeu-se incondicionalmente.

No Pacífico, entretanto, o Japão continuou resistindo de várias formas ao avanço norte-americano. Seus pilotos suicidas - os kamikases - atiravam-se juntamente com os aviões sobre os navios americanos. Visando aniquilar a resistência japonesa e dar demonstrações de seu poderio bélico, os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre o Japão. Uma teve como alvo a cidade de Hiroshima (6 de agosto) e a outra, a cidade de Nagasaki (9 de agosto). As bombas causaram a morte instantânea de 350 mil pessoas, mutilando e ferindo milhares de outras.

Intimidado, o Japão também se rendeu incondicionalmente em 2 de setembro de 1945. Era o fim fim da guerra. Nela morreram cerca de 50 milhões de pessoas. Perto de 6 milhões eram judeus. Estes foram cruelmente exterminados nos campos de concentração nazistas.

Fonte: www.prof2000.pt

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