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Segunda Guerra Mundial

Segunda Guerra Mundial

ANTECEDENTES

Os acordos de paz impostos pelos vencedores da Primeira Guerra eram espoliativos e humilhantes, já contendo em si os germes de um novo conflito.

O Tratado de Versalhes, considerou a Alemanha "culpada pela guerra" e exigiu dela pesadas indenizações.

Imperialismo

Dispostos a destruírem a ordem nacional vigente, Japão, Itália e Alemanha adotaram, na década de 30, uma política declaradamente imperialista, contra a qual a Liga das Nações mostrou-se impotente.

O avanço do Japão

Cobiçando as matérias-primas e os vastos mercados da Ásia, o Japão reiniciou sua investida imperialista em 1931, conquistando a Manchúria, região rica em minérios que pertencia à China.

O expansionismo da Itália

Em outubro de 1935, a Itália de Mussolini afirmou seu imperialismo invadindo a Etiópia, país independente situado no nordeste da África.

Diante disso, a Liga das Nações determinou que seus Estados-membros restringissem o comércio com a Itália. Essa proibição, não chegou a afetar a Itália, porque nações fortes como os Estados Unidos e a Alemanha continuaram a vender-lhe matérias-primas essenciais, como petróleo e carvão.

A escalada da Alemanha

Em 7 de março de 1936, a Alemanha começou a mostrar suas garras ocupando a Renânia (região situada entre a França e a Alemanha). O próximo passo da Alemanha nazista foi juntar-se à Itália fascista e intervir na Guerra Civil Espanhola em favor das forças do general Franco. Logo em seguida, Hitler aliou-se formalmente com Mussolini, dando origem ao Eixo Roma-Berlim. Posteriormente, com a entrada do Japão nessa aliança, formou-se o Eixo Roma-Berlim-Tóquio.

Hitler realizou o anschluss, anexação da Áustria à Alemanha, em março de 1938. Para isso, os alemães contaram com total apoio dos nazistas austríacos.

Em seguida, o Führer (líder) passou a exigir também os Sudetos, região da Tchecoslováquia onde viviam aproximadamente 3 milhões de alemães. O governo tcheco, decidiu resistir aos alemães. Para isso mobilizou suas tropas e pediu auxílio à França.

A União Soviética, que tinha sido desprezada pela França, e pela Inglaterra, decidiu aproximar-se da Alemanha. Esta, por sua vez, viu vantagem na aproximação, pois em caso de guerra não precisaria ter de lutar em duas frentes. (URSS & países aliados)

Assim em agosto de 1939, a Alemanha de Hitler e a União Soviética de Stálin firmaram entre si um pacto de não-agressão , que estabelecia, secretamente, a partilha do território polonês entre as duas nações. Com o sinal verde dado por Stálin, Hitler sentiu à vontade para agir.

FORMAÇÃO DE ALIANÇAS

Alemanha e Itália aproximaram-se e constituíram o Eixo Roma-Berlim. No Pacífico, o Japão anexara a Manchúria (1931-1932) pertencente à China, com o objetivo de explorar as riquezas minerais daquela região.

Em 1936, o governo japonês assinou com a Alemanha o Pacto Anti-Komintern (anticomunista) com o objetivo de combater o comunismo que ganha impulso internacional e tinha na URSS a principal liderança.

Aliados

Formados inicialmente pela França e Inglaterra, no qual os Estados Unidos entrou em 7 de dezembro de 1941 e a União Soviética em 22 de junho de 1941.

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AS FASES DA SEGUNDA GUERRA

1ª fase: (1939-1942)

Caracterizou-se por uma rápida expansão, assinalada por importantes conquistas das forças do Eixo. Desde o início do conflito, os alemães assombraram o mundo pondo em prática a blitz-krieg (guerra-relâmpago) que consistia numa série de ataques rápidos e simultâneos desfechados por canhões de longo alcance, tanques blindados e pela Força Aérea Alemã.

Por meio da blitzkrieg a Alemanha abateu a Polônia e, em seguida, anexou a porção ocidental do país. A parte oriental, tal como havia sido combinado, ficou para a União Soviética.

Em 1940, as forças alemães conquistaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França.

No início de agosto de 1940, a Força Aérea Alemã passou a bombardear as cidades inglesas, arrasando bairros inteiros e matando milhares de civis. Mas a Inglaterra não se rendeu. A Força Aérea Inglesa (RAF) reagiu e, fazendo uso de radares, conseguiu vencer inúmeras batalhas aéreas contra o invasor. Diante disso, os alemães viram-se forçados a adiar a invasão do território inglês. Foi aí que Hitler se voltou para o leste e começou a planejar a conquista da gigantesca União Soviética. Preparava-se para isso quando precisou desviar parte de suas tropas a fim de socorrer Mussolini, que fracassara ao tentar dominar a Grécia.

No decorrer de 1941, dois acontecimentos influenciaram profundamente o curso e o desfecho da guerra: a invasão da União Soviética pela Alemanha, iniciada no mês de junho, e o ataque do Japão à base militar norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, no mês de dezembro.

2º fase (1942-1945)

Caracterizou-se pela contra-ofensiva bem sucedida dos aliados (Estados Unidos, Inglaterra, União Soviética, França e outros aliados). Interessados pelas riquezas soviéticas, Hitler passou por cima do trato firmado com Stálin e desfechou uma violenta ofensiva contra a União Soviética. Surpreendidos, os soviéticos adotaram a antiga tática "terra arrasada", que consistia em ceder espaço, destruindo antes tudo aquilo que podia ser util ao adversário.

Na cidade de Stalingrado, aconteceu uma das batalhas mais importantes e violentas da Segunda Guerra, a Batalha de Stalingrado. Os soviéticos quebraram o mito da invencibilidade nazista, obrigando os alemães à sua rendição. Os Estados Unidos, também contribuíram decisivamente na luta contra o Eixo. Além de participarem no conflito desde 1941, os norte-americanos forneceram aos seus aliados enormes quantidades de equipamento bélico, tanques, navios e aviões de boa qualidade. Os norte-americanos venceram os japoneses nas importantes batalhas navais de Midway e Mar de Coral, conseguindo barrar a ofensiva nipônica no Pacífico. No final desse mesmo ano, enquanto os ingleses venciam os alemães e italianos, na batalha de El Alamein (Egito), tropas anglo-americanas (tendo a participação do Brasil) desembarcaram no Marrocos e, em pouco tempo, dominaram o norte da África.

OS MESES FINAIS

Partindo do norte da África, as tropas aliadas desembarcaram na ilha de Sicília, em julho de 1943, lançando-se à invasão da Itália. Logo em seguida, Mussolini foi deposto e o novo governo italiano assinou a paz com os aliados em 8 de setembro de 1943.

Mas a Itália continuou sendo palco de intensos combates, pois a maior parte de seu território permaneceu sob o controle dos nazistas.

Em abril de 1945, 25 mil combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) integraram as tropas aliadas que esmagaram a resistência nazista na Itália.

Em 6 de junho de 1944, o Dia D, os aliados desembarcaram na Normandia (norte da França). Em apenas 75 dias, conseguiram libertar Paris, iniciando, logo depois, a marcha sobre a Alemanha.

Na frente oriental, o exército soviético vinha avançando sem cessar desde 1943. Nessa escalada foi desalojando os nazistas na Bulgária, Romênia, Hungria, Tchecoslováquia e Polônia. Em fevereiro de 1945, já se encontrava a 150 km da capital alemã.

Diante da derrota iminente, Hitler tentou sua última cartada: ordenou então a SS que distribuísse armas aos civis (crianças, mulheres e idosos) para que lutassem até morrer para defendê-lo.

Em abril de 1945, porém, ao ser informado de que Berlim estava totalmente cercada por soviéticos e anglo-americanos, Hitler e sua mulher, Eva Braun, cometeram suicídio. Dias depois, a 8 de maio de 1945, em Berlim, a Alemanha nazista rendeu-se incondicionalmente.

No Pacífico, o Japão continuou resistindo de várias formas ao avanço norte-americano. Seus pilotos suicidas, os kamikases, atiravam-se juntamente com os aviões sobre os navios americanos.

Visando aniquilar a resistência japonesa e dar demonstrações de seu poderio bélico (principalmente a URSS), os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre o Japão. Uma teve como alvo a cidade de Hiroshima ( 6 de agosto) e a outra, a cidade de Nagasaki (9 de agosto). As bombas causaram a morte instantânea de 350 mil pessoas, mutilando e ferindo milhares de outras.

Intimidado, o Japão também se rendeu incondicionalmente em 2 de setembro de 1945. Era o fim da guerra. Nela morreram cerca de 50 milhões de pessoas. Perto de 6 milhões eram judeus que foram exterminados cruelmente nos campos de concentração nazistas.

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ACORDOS DE PAZ

Em outubro de 1945, os países vencedores reuniram-se em Londres, a fim de decidir as condições de paz. Naquela ocasião, firmou-se entre eles a divisão da Alemanha e, posteriormente, de Berlim. Os nazistas foram julgados no Tribunal de Nuremberg e seu potencial industrial foi distribuído entre as partes envolvidas.

O destino dos países satélites da Alemanha nazista também firmou-se por meio de tratado:

Em 1947, estabeleceu-se a paz com a Itália, que perdeu suas colônias para os vencedores.

Trieste, colônia italiana, foi declarada porto livre, pois, devido à sua localização, era exigida tanto por ocidentais como por orientais.

A Romênia cedeu aos russos os territórios de Bessarábia e da Bucovina setentrional.

A Bulgária cedeu à Iugoslávia e à Grécia as regiões conquistadas na Macedônia e na Trácia.

A Hungria retornou às suas fronteiras anteriores à guerra.

A Finlândia liberou passagem para os soviéticos no porto de Petsamo; a URSS obteve o domínio da ilha de Porkkla por 50 anos e o corredor terrestre do Golfo da Finlândia-Helsinque.

A URSS manteve ainda o controle na região danubiana.

Aos países vencidos foi imposta a redução das forças armadas e pesadas reparações de guerras.

A Polônia cedeu à Rússia territórios da parte Leste; províncias alemãs foram integradas ao território polonês.

O Japão restituiu a Manchúria e a Coréia à China

Fonte: br.geocities.com

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