Segundo o historiador árabe Al-Bekri (1040-1094), em 1068 conhecia-se uma cidade de população negra, chamada Sanghana situada às margens do rio Nilo ou Nilo Ar-Sudan.
A partir de 1430 o rio começa a ser chamado Canaga, nome que os habitantes (¨os sanhaja¨) lhe atribuem.
Por volta do ano de 1455, viajantes denominaram ¨Senegal¨ a região onde se localiza a cidade e o rio.
Dakar, fundada em 1862 pelos franceses. É uma cidade bem traçada, com aspectos urbanos característicos de diversas culturas, refletindo a transição entre a África tradicional e o modernismo europeu. Centro político, econômico, cultural e social do país, é sede da principal universidade da África Ocidental.

Praça da Independência - Dakar
Lema do País : ¨Um povo, um alvo, uma fé¨
Festa Nacional : 4 de abril
Nacionalidade : Senegalense
Divisão Administrativa : o país foi dividido em dez administrações regionais, formando juntas um grupo de 30 departamentos (divisões), desde 24 de março de 1984.
São elas: Thiés; Kaolack, capital do amendoim; Ziguinchor, centro pesqueiro; Saint Louis, antiga capital; Diourbel; Fatick; Kolda; Louga; Tambacounda e Dakar atualmente, capital do Senegal.

Saint-Louis
Grupo Lingüistico : O território senegalês é habitado por povos negros do grupo lingüístico francês, destacando-se o Sudanês e Uolofes (cerca de 40% da população). Também merecem destaque os Sereres (19%), Tuculeros, Peúles, Pulaar, Diola, Mandingo e os Socé.
Religião Dominante: Islamismo (90% da população)

Mosquee Divinete - Islamismo
Alfabetização : 38,3% (1990)
População : 8.786.765 habitantes

População Senegalense
Densidade da população : 44.6 habitantes Km2
Distribuição : 38,6% urbanos e 61,4% rural
Taxa de crescimento da população : 2,8 por ano e a expectativa de vida é de 57 anos/mulheres e 54 anos/homens
Mortalidade infantil : 8,6% (1991)
Área Total : 196.192 Km2
Temperatura : média, variando entre 30º C em setembro e 16º C em janeiro.
As duas estações do ano: seca, de novembro a junho e a das chuvas, de julho a outubro.
Latitude : 12.5 graus - 16.5 graus ao norte
Longitude : 12 graus - 17 graus a oeste
Localização : Africa norte-oeste. Por sua localização o Senegal é o país africano mais próximo da América do Sul. Ao extremo oeste da África Ocidental, tendo limites a Mauritânia, ao norte; o Mali, aleste; a Guiné Bissau, ao sul; o Oceano Atlântico, a oeste. Na sua metade sul, encravada em seu território, encontra-se a Gâmbia.
Países Vizinhos : Mali, Guiné Bissau, Gambia, Mauritania
Território : caracteriza-se por vastas planícies, sendo raros os acidentes de relevo, que não ultrapassam 500m de altitude, como os primeiros contrafortes de Futa Djalon, a sudoeste. O país é uma zona de transição entre o deserto do Saara e a selva equatorial. Assim, as chuvas no norte são raras, com áreas de índice pluviométrico inferior a 250mm anuais, aumentando para o sul, atingindo 1500mm anuais no vale de Casamance.
Principais recursos : agrícola, a economia baseia-se no cultivo do algodão, cana de açúcar, sorgo, mandioca, milho, arroz e batata. Minerais, Fosfato, titânio, zircônio, ferro, ouro e petróleo.
Distribuição : 77% agricultura / 14% governamental e serviços públicos / 9% setor pirvado
Moeda : franco CFA
Cartões de Crédito : Visa e American Express
Importação : U$ 1.05 Bilhões / Exportação U$ 814 milhões - (1990)
Principais participantes comerciais : Estados Unidos, França, Nigéria
Presidente da República : Abdoulaye WAVE (Eleito em fev-março/2000)
Primeira - Ministra : Madame Mame Madior Boye
Cerca de 85% da mão-de-obra da população senegalesa ativa.

Principal produto agrícola ( +- 50% da produção do país)

Antes nômade, tende a uma maior produtividade, dada a introdução, por técnicos franceses, de zootecnia moderna.
Um aspecto típico da economia senegalesa, ausente de quase todos os países africanos, é a presença de um forte setor industrial. Sua produção está quase toda concentrada na península de Cap Vert, sendo Dakar e Rufisque os principais centros industriais. Fábricas de cimento, de óleos vegetais (principalmente de amendoim), cervejarias, fábricas de produtos químicos, têxteis, constituem as principais representantes da industrialização do país.
Se desenvolvendo bastante nos últimos anos, destacando-se o fosfato, calcário e sal. Há apreciáveis reservas de titânio e minério de ferro.
Atividade tradicional, através de incentivos governamentais, vem se modernizando e gerando um excedente exportável, principalmente de atum.

O Senegal tem principalmente o amendoim em grão e o respectivo óleo (um terço de sua produção destina-se ao comércio exterior). Tem destaque também o fosfato, óleo de linhaça, sal, fumo e peixe enlatado.
IMPORATAÇÃO: tendo principalmente derivados de petróleo, arroz, trigo, açúcar e máquinas.
É a Transgambiana, inteiramente asfaltada, cortando todo o Senegal no sentido norte-sul.
Estende-se por mais de 1300 Km, destacando-se a linha Dakar-Kidiva, que prossegue rumo ao centro da África e é importantíssima para a economia de países sem litoral como Mali e Níger.
Ponto de entroncamento das comunicações aéreas entre a Europa, América e África Meridional, o aeroporto da capital senegalesa é bastante movimentado.
Segundo estudos arqueológicos, a ocupação humana do país remonta há mais de 150 mil anos, como documentam restos pré-históricos diversos: machados, cerâmicas, utensílios de pedra talhada do Paleolítico ao Mesolítico, objetos de metal e megalíticos.
A transformação do Saara em deserto, em aproximadamente 2500 a.C., arrastou para a região norte do Senegal os antepassados dos Peúles.
Os primeiros documentos da história do país são de viajantes árabes. O historiador árabe AI-Beki, em 1068, refere-se ao reino de Tekrour, habitado pelo povo a que os franceses chamaram "Tooucouleur"(Tuculeros).
No século X já se tem notícia da existência dos Impérios do Mali e do Tekrour, que duraram até o século XVI. Nesse período, foi introduzido no país o culto islâmico de religiosos árabes e bárbaros.
Por volta de 1444, navegadores portugueses atingem Cap Vert e estabelecem feitorias em vários pontos do território senegalês. Em 1638, os franceses fundam uma feitoria, reconstruída em 1659 que viria a se tornar Saint-Louis do Senegal.

A posição dos franceses era fraca devido às guerras do povo senegalês que tentava impedir o domínio dos europeus. Em 1854, era nomeado um governador militar francês, que dominou os Ualofs e conteve os mouros na margem direita do rio Senegal. Foram também combatidos os Marabus, em melhores condições de organizar uma resistência antifrancesa.
Em 1857, era fundada Dakar e em 1864, o Senegal tornou-se colônia francesa. Mas a luta dos senegaleses continuou finalmente em 1946 criou-se a Lei Lamine Guèye, que deu aos habitantes das colônias francesas o título de cidadãos, equiparando-se aos franceses em igualdade de direitos.
Em 1956, a Lei "Deferre" criou oito repúblicas semi-autônomas na África Ocidental Francesa, entre elas a do Senegal.
Durante o ano de 1958 Niger, Alto-Volta e Senegal formaram uma Federação, que em breve se transformou na Federação do Mali, tendo como participantes o Sudão e o Senegal. Essa Federação foi dissolvida dois anos depois em 26 de agosto de 1960, o Senegal proclamou sua independência, tendo como pai, o Presidente Léopold Sèdar Senghor e em 1980 renunciou em favor de seu primeiro ministro, Dr. Abdou Diouf.

Lendas, danças, ritos, canções e usos populares são a manifestação mais espontânea do povo senegalês. A influência francesa mantém-se ainda viva, principalmente em Dakar.
O algodão e a lã são utilizados para bordados no batik e na confecção de tapetes. A madeira é esculpida, fornecendo máscaras, estatueta e outros objetos; metais são incrustados por mãos hábeis e martelados para obtenção de jóias; a cerâmica é também bastante desenvolvida. A música senegalesa, muito rica, é alegre e cheia de ritmo, refletindo a diversidade étnica do país. O povo senegalês distingue-se pelo seu amor às cores vivas, presente em grande número de tribos.
O país, está passando por uma nova fase, o Renascimento Artístico, movimento que se iniciou após a independência e que procura manifestar as aspirações profundas do povo, suas crenças religiosas e místicas, suas lendas e seu passado. Nesse renascimento é importante a criação do Instituto Nacional das Artes; a construção de um moderno teatro em Dakar; a criação do Museu Dinâmico, moderno e funcional, uma grande amostra da arte negra no mundo. A pintura sobre vidro é uma das artes populares mais vivas no Senegal. Essencialmente urbana, é a expressão cultural das grandes cidades africanas. Ela é o testemunho de uma África Nova, onde ocorrem o encontro de raças e culturas. Em se tratando de representação imaginária e do sonho, manifesta as preocupações, os costumes e os hábitos cotidianos da gente humilde das cidades.
Mencionando arte em Dakar, não poderíamos deixar de reafirmar o valor do Museu Dinâmico, onde de encontra a maior e mais suntuosa exposição de arte negra já realizada no mundo e única em seu gênero, tanto pela qualidade, quanto pela quantidade de objetos expostos. Esse Museu surgiu da iniciativa dos artistas senegaleses, com o apoio do governo, em organizar uma exibição anual da criação artística do povo.
Fonte: www.consuladosenegalsp.org.br
Capital: Dakar
Idioma: francês
Moeda: franco da comunidade centro-africana
Clima: tropical úmido e savana
Fuso horário (UTC): 0
Utilizada como centro de recepção de homens e mulheres de toda a África, que teriam como destino a escravatura nas Américas, hoje é tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade.
Situada na foz do rio Senegal, de lá se pode chegar de piroga, típica embarcação, ao Parque Nacional de Djoudj, terceiro maior refúgio de aves migratórias, com representantes de 250 espécies, entre eles, flamingos cor-de-rosa, pelicanos, íbis africanos, patos e corvos.
Fonte: www.geomade.com.br