
A antiga Grécia era formada por cidades-estado que tinham poder limitado e eram comandadas pelo poder central em Athenas. Na pequena ilha de Rhodes (situada no Sudoeste da Ásia Menor no encontro entre o Mar Egeu e o Mar Mediterrâneo), haviam três cidades: Yalisos, Kamiros e Lindos que se unificariam em 408 a.C. formando um território com sua capital em Rhodes.

Anos mais tarde, a ilha viria a cair nas mãos de Mausolo de Halicarnassus em 357 a.C. (rei de Cária que teria em suas terras outra das sete maravilhas do mundo antigo), veio a perder seu domínio para os persas em 340 a.C. e foi capturada para os domínios gregos novamente em 332 a.C. pelas mãos de Alexandre o Grande.
Depois da morte de Alexandre (os registros dão conta de que em seus últimos dias ele tinha uma febre muito alta, sintoma de febre amarela, ou malária, mas também pode ser em razão de medicações erradas por uso de plantas que induziram à sua morte), as influências gregas permaneceriam principalmente nas regiões próximas aos seus domínios como a atual Turquia e o Egito, visto que, o próprio governante no império egípcio era grego e permaneceria assim por pelo menos mais duas dinastias (Ptolomeu II e Ptolomeu III).

Ptolomeu I
A morte repentina de Alexandre causou certa desorganização em suas tropas que lutaram entre si pelo vasto reino deixado pelo seu imperador.
Dentre os generais que estavam com ele, Ptolomeu, Seleucus e Antigous, dividiram
entre si grande parte do reino (Ptolomeu ficou com o Egito, Antigous com a
Macedônia e Seleucus com a Pérsia).

Seleucus I
O povo de Rhodes se organizou para apoiar o governo de Ptolomeu Sóter
(Ptolomeu I) no Egito sendo então, sucessor de Alexandre na condição
de novo
faraó. Ptolomeu I era amigo de Alexandre e era bem visto nesta nova
condição
por parte do povo egípcio.

Antigous I
Contudo, isso causou muita irritação para Antigous sucessor
de Alexandre na Macedônia (Seleucus provavelmente ficou com a parte
oriental dos domínios na divisão do império de Alexandre),
e ele imputou sobre o povo de Rhodes uma perseguição orientada
por seu filho Demétrius que conduziu cerca de 40.000
homens para lutar contra os habitantes de Rhodes (muito mais do que o número
dos cidadãos rhodianos), sendo ainda acrescido de piratas egeus por
ele enviados para a longa batalha.

Demétrius I
A cidade se protegeu com uma parede elevada forçando os invasores a tentar escalar fazendo uso de torres em estrutura de madeira armadas com catapultas.

Comando de Demétrius para invadir a cidade de Rhodes
Elas eram torres móveis e eram colocadas junto à parede para permitir a escalada das tropas de invasão. Demetrius ainda organizou a montagem de uma torre gigantesca sobre seis navios na tentativa de fazer um ataque massivo contra a imensa muralha, mas ela acabou sendo destruída por uma forte tempestade.
estrutura armada para invadir a cidade
Demétrius não se deu por vencido e organizou a montagem de uma nova super-torre com quase 50 pés de altura e 75 pés quadrados de base, equipada com várias catapultas e reforçada de madeira e couro contra as setas de arqueiros, tendo ainda o uso de tanques de água para evitar o incêndio da enorme estrutura por flechas incendiárias. Esta nova torre era então movimentada sobre uma enorme estrutura com rodas de ferro que permitia a locomoção até a imensa parede da ilha e contava com muito bronze para evitar a corrosão do material tanto por fogo quanto por água com a oxidação.

Estrutura maior edificada para a invasão
Mas os defensores da ilha inundaram o fosso exterior das paredes enlameando todo o redor impossibilitando a funcionalidade do projeto de Demétrius. Depois de um ano de batalha incansável, Ptolomeu I determinou o envio de tropas egípcias para ajudar o povo de Rhodes, algo que obrigou a retirada das tropas de Demétrius e com isso ele acabou deixando a cidade.

Faraó Ptolomeu I (Ptolomeu Sóter)
Comercialmente, a cidade passou a viver sua prosperidade e fixou laços econômicos principalmente com o Egito. Para celebrar a vitória e a liberdade, o Rhodianos decidiram construir uma estátua gigante do deus protetor, Hélios. Eles derreteram o bronze das muitas máquinas de guerra que Demetrius deixou para trás e a super torre se transformou em andaime para o projeto. De acordo com Pliny, um historiador que viveu vários séculos depois do Colosso, a construção levou 12 anos. Outros historiadores colocam o começo do trabalho em 304 a.C..

Estátua erguida à partir da imensa estrutura de Demétrius
Para a realização do trabalho, foi contratado o escultor Chares de Lindos da própria localidade. Iniciaram com uma base de mármore branco, ligando inicialmente os pés e tornozelos. Toda a estrutura foi erguida de maneira gradativa e o bronze que faria a pele da estátua foi fundido em separado sendo reforçado por toneladas de ferro apoiando sua estrutura interna. Ergueram uma rampa para envolver a estátua, algo que evidentemente veio a ser removido após sua conclusão. Ao término, a estátua tinha 46 metros de altura e pesava algo em torno de 70 toneladas Chares já estava envolvido com estátuas de grandes escalas antes disso, seu professor já havia construído a estátua de Zeus de 60 pés de altura. Chares provavelmente começou fazendo versões menores da estátua, talvez com três pés de altura, e as utilizou como um guia para moldar cada porção de bronze da estátua. Acredita-se que Chares não viu seu projeto concluído. Há várias lendas de que ele cometera um suicídio. Em um conto, ele tinha quase terminado quando alguém lhe mostrou uma pequena falha na construção. O escultor se envergonhara e matou-se.

Imagem de Hélios (Sol para os romanos)
Em outra versão os vereadores decidem dobrar a altura da estátua. Chares só dobra a taxa e esquece que dobrando a altura, há um aumento do custo devido à quantia de materiais. Isto o leva à falência e posteriormente ao suicídio. Mas nada disso pode ser comprovado.

Versão da cidade em sua existência
O significado deste símbolo se assemelha em muito ao que os franceses conferiram aos EUA com a sua libertação do poderio inglês. Vale lembrar que ingleses e franceses sempre foram rivais.

Local do antigo pedestal
Em 226 a.C. um forte tremor de terra (a região se apresenta no cinturão de fogo na Ásia Menor), destruiu totalmente a cidade e quebrou a estátua em seu ponto frágil, o joelho. Ptolomeu Eurgetes do Egito (da descendência de Ptolomeu I), para reforçar seu interesse em manter as relações amistosas e comerciais com o povo de Rhodes, ofereceu a cobertura de todos os custos necessários para a reparação do monumento. Mas curiosamente, os senadores gregos foram consultar o Oráculo e receberam uma resposta proibitiva para a sua reconstrução e com isso a oferta foi recusada por haver sido pronunciado no Oráculo que o deus Helios havia se ofendido com a estátua e a jogou ao chão com a atividade de um forte tremor de terra.

Versão de sua apresentação
Mais de dez séculos se passaram e a estátua permanecia quebrada, até que em 654 d.C., nômades árabes invadiram a região e desmontaram o que restava do imenso colosso quebrado e venderam a um comerciante judeu na Síria. Dizem que a totalidade dos fragmentos foram transportados para o comprador em 900 camelos sendo derretido para comercialização do bronze.

versão de sua apresentação
A estátua tinha cento e dez pés de altura e foi erguida em um pedestal de cinqüenta pés perto do porto. A státua foi descrita popularmente com suas pernas abertas sobre a entrada do porto de forma que navios poderiam passar por baixo, foi feita de uma maneira grega mais tradicional: desnudo, usando uma coroa eriçada, obscurecendo seus olhos do sol ascendente com sua mão direita, enquanto segurava um capote na sua esquerda.

Cidade de Rhodes atual
Comparando a Estátua da Liberdade com o Colosso: os corpos são do mesmo tamanho mas a Estátua é mais elevada por causa do pedestal mais alto e da tocha elevada em suas mãos.

outra versão de sua apresentação
A estátua foi contruída em bronze sobre uma armação de ferro (muito similar à Estátua da Liberdade que é de cobre sobre uma armação de aço). De acordo com o livro de Pilon de Bizantinum, 15 toneladas de broze foram usados e 9 toneladas de ferro, apesar desses números parecerem inferiores à sua realidade. A Estátua da Liberdade, que tem mais ou menos o mesmo tamanho, pesa 225 toneladas. O Colosso que contou com materiais mais fracos deve ter pesado muito mais.

O colosso segundo outra versão
Considerações antigas nos falam que dentro daquela estátua estavam algumas colunas de pedra que davam sustentação.Vigas de ferro foram levadas ao interior da pedra e foram ligadas com o bronze exterior. Cada porção de bronze teve que ser levada cuidadosamente para a posição e só então martelada e presa às placas vizinhas e à armação férrea.

" Até mesmo destruído, excita nossa curiosidade e admiração. Alguns homens podem apertar o dedo polegar nos braços, e seus dedos são maiores que a maioria das estátuas. Onde os membros estão quebrados em pedaços, são vistas vastas cavernas bocejando no interior. Dentro disto, também, são vistas grandes massas de pedra ... ". Parte do relato do historiador grego Plyni.
Fonte: academiafinanceira.vilabol.uol.com.br