Farol de Alexandria - Página 2
FAROL DE ALEXANDRIA

Quando Alexandre da Macedônia passou a empreender uma jornada contra os persas, ele foi muito bem recebido pelos egípcios porque viam nele mais do que um conquistador, alguém em condições de libertar gregos e egípcios do domínio duro imposto pelo império persa. Em respeito à esta consideração, ele dirigiu-se para a região de Siwa em um pequeno vilarejo de pescadores para ser consagrado faraó legítimo. Nesta viagem ficou interessado em fundar uma cidade naquele local, a primeira de uma série, a cidade de Alexandria. Como conquistador, ele tinha entre suas características a de inserir parte das culturas dos povos dominados na cultura grega, o que facilitava a penetração de seus interesses agradando os povos com uma prática politeísta idolatrando todas as entidades divinizadas como seus conhecidos atribuindo em sua cultura parte do que os povos conheciam relacionando estes costumes a entidades da natureza grega.

Outra característica importante foi a de fundar cidades nas regiões conquistadas com o nome de Alexandria, ao todo foram dezessete em diferentes localidades dentro do seu vasto domínio. A quase totalidade desapareceu, mas no território egípcio permaneceria uma delas até os dias de hoje. Presume-se que as escolhas não eram aleatórias, sendo cidades estratégicas principalmente a cidade egípcia. Ela se situa à 20 milhas ao Oeste do delta do rio Nilo por se tratar de uma região em que o lodo e a lama trazidos pelas águas do Nilo não bloqueariam o porto da cidade. Ao sul encontramos o lago Mareotis que foi ligado posteriormente ao Nilo conferindo então à cidade de Alexandria dois portos permitindo as trocas comerciais com o Mar Mediterrâneo ao Norte e ao Sul a conecção com o rio Nilo.

Nestas condições, os dois portos sempre permaneceram profundos e limpos. Alexandria foi fundada em 332 a.C. e veria seu mentor morrer de maneira misteriosa onze anos depois em 323 a.C.. Ptolomeu Soter novo líder do Egito efetuou as obras que completariam o que fora iniciado por Alexandre. Em razão da sua condição estratégica e mesmo porque a forma de conecção segura com o Mar Mediterrâneo lhe conferia uma próspera condição comercial, houve a elevação de seu status o que tornou a cidade muito rica durante séculos e até os dias de hoje, a cidade de Alexandria permanece próspera visto que, é a segunda maior cidade do Egito moderno.


Representação do farol na ilha de Pharos

Ainda no período em que Alexandre vivia e liderava o império grego, ele determinou que todos os conhecimentos encontrados em todos os povos dominados e que faziam parte de seu reino viessem a ser centralizados na famosa biblioteca de Alexandria, esta cidade seria também um importante centro de cultura e de ensino, isso foi muito bem visto e continuado de maneira intensa por Ptolomeu Sóter (Ptolomeu I) seu sucessor, porque ele era um homem de muita cultura e se interessava em tudo o que se relacionava com os conhecimentos. Seu filho Ptolomeu II era reconhecidamente um apaixonado pela coleção de livros chegando a adquirir bibliotecas inteiras (a biblioteca de Aristóteles foi uma delas), reunindo assim milhares de pergaminhos, códices e rolos de todos os cantos da Terra em que tivesse contato comercial. Calímaco autor do primeiro catálogo em Alexandria registrou mais de 500.000 exemplares. No seu final, a Biblioteca de alexandria continha mais de 700.000 registrados. De tão numerosa que ficou, Ptolomeu Evergeta (Ptolomeu III), precisou reunir parte no anexo do templo de Serápis.


Alexandre da Macedônia

Mas as práticas comerciais na cidade recém formada passaram a ser cada vez mais intensas e a navegação uma constante na região permitindo desde pequenas colisões e naufrágios até a perda de muita mercadoria. Com isso Ptolomeu determinou a necessidade de se construir um farol em 290 a.C. que viria a ser finalizado vinte anos depois em 270 a.C.. Para realizar o projeto, o serviço foi determinado à Sóstrates de Knidos, um homem inteligente e que por sua façanha, teria se sentido orgulhoso pelo feito e pediu à Ptolomeu Filadelfo (Ptolomeu II filho de Ptolomeu I), que seu nome estivesse na fundação. O atual governante não aceitou o pedido de Sóstrates e determinou que o seu nome (Ptolomeu II) fosse o único a constar na construção. Sóstrates então escreveu: "Sóstrates filho de Dexifanes de Knidos em nome de todos os marinheiros para os deuses salvadores", colocando sobre esta inscrição uma espessa camada de gesso onde escreveu o nome de Ptolomeu. Ao passar dos anos, o gesso caiu por envelhecimento revelando então a verdadeira autoria declarada por Sóstrates, seu inteligente autor.


Localização da cidade de Alexandria

O local da edificação foi a ilha de Pharos e em pouco tempo a construção passou a ser tratada de farol que por sua influência forte tornou-se sinônimo de Lighthouse (casa de luz em inglês) e nas línguas latinas, o significado de um pilar com iluminação ao topo passou a ser denominado farol. Suas medidas são estimadas por variações descritas no séc. 10 d.C. feitas por viajantes de Moor, Idrisi e Yusuf Ibn al Shaikh. Por estas descrições ele tinha 300 cúbicos de altura, uma medida que varia de acordo com o local de origem, tornando-se obrigatório estimar sua altura entre 450 e 600 pés (137,16 a 182,88 metros).

Ele se parecia com os prédios modernos denominados arranha-céu. Possuía três partes construídas uma sobre a outra sendo a primeira parte quadriculada com perto de 200 pés de altura e 100 pés nas laterais do quadrado de sua base. Sendo em formato quadriculado na primeira parte, ele teria então 30,48 x 30,48 metros de base com 60,96 metros de altura. Teria sido edificado em blocos de mármore com uma espiral interna que permitia até a circulação e subida de cavalos. Acima desta forma existia um cilindro para a cúpula aberta em que o fogo iluminava o farol. Sobre esta cúpula estaria uma enorme estátua de Poseidon.


mais uma representação do farol de Alexandria

A segunda parte era octogonal e a terceira cilíndrica. Ele dispunha de equipamentos de medição, posicionamento do Sol, direção dos ventos e as horas do dia. Além de ser dotado de alta tecnologia para o seu tempo, era um verdadeiro símbolo da cidade e servia como referência para atrair diversos cientistas e intelectuais da antiguidade.

A primeira base continha também centenas de armazéns e no interior das partes superiores uma canalização para transportar o combustível até o fogo (provavelmente era utilizado o azeite de oliva). A escadaria interna também permitia a transição de vigilantes e visitantes. A parte superior contava com uma câmara de baliza para direcionar um enorme espelho encurvado utilizado para projetar a luz do fogo em uma viga. Segundo relatórios encontrados e dados levantados por pesquisa, as embarcações podiam receber a luz irradiada à noite pela torre, ou a fumaça do fogo durante o dia com muita facilidade em até quarenta milhas de distância (mais de 64 km), existem suposições de que alcançassem até cem milhas (mais de 160 km).

Ele não servia apenas como uma referência de navegação, mas também como atração turística, visto que haviam comerciantes de iguarias e alimentação aos visitantes do local na plataforma de observação da primeira estrutura que ficaria à 200 pés de altura (60,96 metros) da estrutura e perto de 300 pés em relação ao mar (91,44 metros). Não seria portanto uma visão para qualquer pessoa, poucos poderiam ter acesso à esta visão.


outra representação baseada nas referências históricas

Entre as maiores causas para o seu desaparecimento estão os abalos sísmicos registrados em 365 e 1303 d.C., tendo o seu final registrado em 1326 por atividades sísmicas da região. Especulou-se que tenha sido sabotado, o que parece improvável mas conta uma estória no mínimo interessante. Em 850 d.C., o imperador de Constantinopla pretendeu acabar com o porto rival inventando uma fantasia para se livrar de Pharos. Ele espalhou rumores de que haviam sido enterrados tesouros sob o farol de Alexandria. O Califa do Cairo ouviu a respeito e ordenou que a torre viesse à baixo para tentar encontrar o tal tesouro fabuloso, mas quando removido o topo, o Califa percebeu que teria sido enganado e tentou reconstruir sem sucesso transformando-a então em uma mesquita. A estória pode ser tão verídica quanto a que trata de atividades por parte dos usuários do farol que se aproveitavam do imenso espelho para refletir a luz do Sol sobre as embarcações inimigas que eram queimadas no mar pela sua intensa luz.


estátua submersa de Alexandre na orla da ilha

De concreto realmente, temos a migração de diversas personalidades pois era uma região que concentrava os principais eventos de ensino e cultura, cumpria-se assim a vontade de Alexandre o Grande, que ao fundar a cidade, em 332 a.C., queria transformá-la em centro mundial do comércio, da cultura e do ensino. Os reis que o sucederam deram continuidade à sua obra. Sob o reinado de Ptolomeu I (323-285 a.C.), por exemplo, o matemático grego Euclides criou o primeiro sistema de geometria. Também ali o astrônomo Aristarco de Santos chegou à conclusão de que o Sol e não a Terra era o centro do Universo. Passaram ainda, ou viveram na cidade, grandes nomes da álgebra e geometria (Apolônio de Perga, Herão de Alexandria, Diofanto), da astronomia (Cláudio Ptolomeu, Hiparco de Nicéia), da filosofia (Eratóstenes), da história (Maneton, Hecateu de Abdera), da matemática, física e mecânica (Arquimedes, Herão, Papo de Alexandria, Teão - pai de Hipácia, Hipácia, Estratão, Ctesíbio), da literatura, gramática e poesia (Calímaco, Filetas de Cós, Teócrito, Zenódoto de Éfeso (o primeiro bibliotecário-chefe), Aristófanes de Bizâncio, Aristarco de Samotrácia, Dionísio Trax, Dídimo Calcêntero), da medicina e cirurgia (Herófilo de Calcedônia, Galeno, Erasístrates, Heraclides de Taranto), entre muitas personalidades. Calcula-se que o farol tenha sido destruído entre os séculos XII e XIV.


Forte de Qaitbey construído pelo sultão de Qaitbey em 1477 sobre o antigo farol

Após a conclusão e sua utilização, o farol de Alexandria foi exemplo de utilidade para outras nações que edificaram obras com a mesma intenção em 1157 e 1163 na Meloria e Magnale respectivamente na Itália, foz do Trave em 1226 na Alemanha, St. Edmund Chapel em Norfolk séc. XIII na Inglaterra e Dieppe e Courdouan no séc. XIV na França. Em algumas localidades, eram aproveitados edifícios já erigidos para a instalação de uma iluminação que proporcionasse o efeito de um farol, como no castelo de St. Elmo na ilha de Malta, desde 1151, ou a torre do convento de São Francisco do cabo de São Vicente em Portugal desde 1520.

A cidade de Alexandria deve a sua inauguração a Alexandre o Grande, mas como acervo cultural e importância enquanto centro da cultura greco-romana, ela deve aos governantes gregos da trigésima segunda e última dinastia dos faraós, Ptolomeu Sóter (Ptolomeu I), Ptolomeu Filadelfo (Ptolomeu II), Ptolomeu Evergeta (Ptolomeu III), mas também a Demétrio Falereu que idealizou um centro cultural e de pesquisa em Alexandria no ano de 304 a.C.. Alexandria foi o centro do pensamento grego e romano nos novecentos anos que se seguiram à sua inauguração.

Fonte: academiafinanceira.vilabol.uol.com.br

Farol de Alexandria

Erguia-se numa das ilhas de Faros, perto de Alexandria e tinha uma torre de mármore branco de 135 metros de altura. Era iluminado pelo fogo de lenha ou carvão. Inaugurado em 270 a.C., o farol foi destruído por um terremoto em 1375. O Farol de Alexandria, no Egito. Feita de marfim branco por Pitolomeu I e Pitolomeu II na ilha de Pharos, sendo cunhada nas moedas da época ficou tão famosa que deu origem ao nome Farol. Esta estrutura media 400 pés de altura, e a sua construção foi necessária devido a difícil navegação na região e a costa pantanosa que se encontrava a Ilha. Diz-se que seu espelho refletivo tinha um alcance de mais de 50km.

Fonte: www.desvendar.com

FAROL DE ALEXANDRIA

Erguia-se numa das ilhas de Faros, perto de Alexandria e tinha uma torre de mármore branco de 135 metros de altura. Era iluminado pelo fogo de lenha ou carvão. Inaugurado em 270 a. C., o farol foi destruído por um terremoto em 1375.

Fonte: www.culturabrasil.org

Farol de Alexandria

O farol de Alexandria era uma torre de mármore com 120 metros de altura sita na ilha de Faros, próxima ao porto de Alexandria, Egito. Na torre ardia uma chama que, através de espelhos, iluminava a grande distância (tal foi a origem do termo farol). A luz refletida chegava a 50 kM de distância, daí a grande fama e imponência daquele farol, que fizeram-no entrar para a lista das sete maravilhas do mundo antigo. Foi construído em 280 a.C. pelo arquiteto e engenheiro grego Sóstrato de Cnido, a mando de Ptolomeu. Um terremoto destruiu-o em 1375. É, talvez, com exceção das pirâmides, a única maravilha que possui alguns vestígios arqueológicos encontrados.

Fonte: pt.wikipedia.org/wiki

 

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