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Dia do Oficial de Farmácia

05 de Setembro

Não há quem nunca tenha entrado em uma. A Farmácia inicialmente é uma ciência. Mas também se tornou um tipo de estabelecimento comercial local de trabalho dos chamados farmacêuticos , comércio muito difundido pelo nosso país. Estima-se que no Brasil existam mais de 50.000 farmácias, e o país encontra-se entre os 5 maiores consumidores de medicamentos no mundo.

No Brasil, existe uma diferença entre dois tipos de estabelecimento: a farmácia e a drogaria. A Farmácia comercializa tanto medicamentos magistrais (manipulados) quanto os industrializados. Já a Drogaria só pode comercializar medicamentos industrializados.

História

A busca pela cura das doenças tem sido uma das maiores preocupações do homem desde os primórdios da humanidade. Para alguns pesquisadores, a descoberta do fogo e a utilização de recursos naturais para aliviar dores humanas ocupam espaço semelhante na linha do tempo. Por isso, a Farmácia é considerada uma das profissões mais antigas da Humanidade. A palavra tem origem do grego, pharmakeía ou phármakon, que significa medicamento ou a arte de preparar medicamentos.

A Farmácia é a ciência praticada por profissionais formados em uma faculdade de farmácia (farmacêuticos). Tem como objeto o fármaco e seus usuários, e como objetivo a pesquisa, desenvolvimento e produção de novas drogas, utilizando-se como fonte plantas, animais e minerais, estudo da manipulação de fármacos, criação e aplicação de métodos de controle de qualidade, estudo de formas de aplicação de orientação ao usuário quanto ao uso racional do medicamento, criação e aplicação de métodos de identificação e dosagem de tóxicos.

Conforme o ramo de atuação, a farmácia se alia a outras ciências para o desenvolvimento de métodos de identificação e quantificação de indicadores biológicos de patologias humanas e animais, desenvolvimento e aplicação de métodos de diagnósticos genéticos, microbiológicos e parasitários. Ainda se aliando a outras ciências, estuda os alimentos e desenvolve e aplica métodos de manipulação e controle de qualidade dos mesmos.

Brasil

Dia do Oficial de Farmácia

Os primeiros povoadores, náufragos, degredados, aventureiros e colonos aqui deixados por Martim Afonso, tiveram de valer-se de recursos da natureza para combater as doenças, curar ferimentos e neutralizar picadas de insetos. Para combater a agressividade do ambiente, e a hostilidade de algumas tribos indígenas os primeiros europeus tiveram de contornar a adversidade com amabilidade, e com isso foram aprendendo com os pajés a preparar os remédios da terra para tratar seus próprios males.

Remédios da “civilização” só apareciam quando expedições portuguesas, francesas ou espanholas chegavam com suas esquadras, onde sempre havia um cirurgião barbeiro ou algum tripulante com uma botica portátil cheia de drogas e medicamentos.

Logo após, vieram os jesuítas que trataram de instituir enfermarias e boticas em seus colégios, colocando um irmão para cuidar dos doentes e outro para preparar remédios, onde o povo encontrava drogas e medicamentos vindos da metrópole bem como remédios preparados com plantas medicinais nativas através da terapêutica dos pajés.

Importantes boticas sob a direção dos jesuítas tiveram a Bahia, Olinda, Recife, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo. Em São Paulo quem preparava os remédios era José de Anchieta, considerado o primeiro boticário de Piratininga. O padre relata em suas cartas: “Em nós outros tem médicos, boticários ou enfermeiros... Nossa casa é botica de todos; poucos momentos está quieta a campainha da portaria... todavia fiz-lhe eu os remédios que pude...”.

As boticas só foram autorizadas como comércio no Brasil em 1640. A partir deste ano elas se multiplicaram, de norte a sul, dirigidas por boticários aprovados em Coimbra, Portugal. Em completo atraso e carência de preparo, esses apenas foram ter como guia um livro que datava de 1716, de Joan Vigier, chamado Farmacopéia Ulissiponense Galênica e Química.

Na cidade de São Paulo em 1765, existiam 3 boticários: Francisco Coelho Aires, estabelecido e com moradia na rua Direita, Sebastião Teixeira de Miranda, na atual rua Álvares Penteado e José Antônio de Lacerda, na atual Praça da Sé.

O prédio para instalar a primeira farmácia oficial de São Paulo foi construído em 1796, e chamava-se a Real Botica de São Paulo, onde hoje está o Vale do Anhangabaú, mais precisamente, o prédio central desativado dos Correios e Telégrafos.

Em 1808, instituiu-se os estudos médicos no Hospital Militar da Bahia, por sugestão do cirurgião-mor do reino, Dr. José Correia Picanço, futuro Barão de Goiana, com ensino de anatomia e cirurgia. Um ano depois foi instituído o estudo no Rio de Janeiro.

O primeiro curso realmente de Farmácia surgiu em 1832, na Universidade do Brasil (atual UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro). Porém, a profissão só foi regulamentada quase cem anos depois, em 1931.

Profissão

Existem, atualmente, 211 cursos de Farmácia no Brasil. O total de matrículas anuais é de cerca de 54 mil, contrapondo-se bastante ao número de concluintes, 9 mil. Em média, os cursos têm duração de quatro anos, com carga horária de aproximadamente 4.200 horas, contando as horas de estágio obrigatório. As matérias principais da graduação são: química, bioquímica, fisico-química, biologia, microbiologia e imunologia, parasitologia e anatomia.
A remuneração dos recém-formados, atualmente, é de R$ 1.700, valor determinado pelo CFF (Conselho Federal de Farmácia). Mas, como em todas as áreas, o salário de um Farmacêutico varia de acordo com a área em que atua, com a empresa e com a sua formação.

Símbolo

A cobra enrolada na taça é conhecida como o símbolo da Farmácia, e tem origem na Antigüidade grega. Segundo as literaturas antigas, o símbolo da farmácia ilustra o poder (a cobra) da cura (a taça).

A lenda conta que uma cobra enrolou-se no cajado de Hipócrates, e quando estava preste a picá-lo, ele olhou para a serpente e disse: “se queres me fazer mal, de nada adiantará que me firas, pois tenho no corpo o antídoto contra tua peçonha. Se estás com fome, te alimentarei”.

Então ele pegou a taça onde fazia misturas de ervas medicinais, colocou leite e ofereceu à serpente. Esta desceu do cajado, enrolou-se na taça e bebeu o leite. Desta forma criou-se o símbolo da medicina (a cobra envolvendo o cajado) e o símbolo da farmácia (a cobra envolvendo a taça). Os formandos em farmácia podem ter um anel com uma pedra de Topázio Amarelo.

Farmácia Popular

No Brasil foi criada também a Farmácia Popular, programa do Governo Federal para ampliar o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão do Ministério da Saúde e executora do programa adquire os medicamentos de laboratórios farmacêuticos públicos ou do setor privado, e disponibiliza nas Farmácias Populares a baixo custo. Um dos objetivos do programa é beneficiar principalmente as pessoas que têm dificuldade para realizar o tratamento por causa do custo dos medicamentos.

Fonte: www.pod1.com.br

Dia do Oficial de Farmácia

05 de Setembro

História da Farmácia

No início das Ciências da saúde, houve época que, na pessoa do sacerdote estavam embutidos o médico, o farmacêutico e o psicólogo, entre outros.

Em 1240, a farmácia foi separada oficialmente da medicina por um edital de Frederico II, imperador da Prússia, que estabeleceu na mesma época um código de ética profissional.

Bem recente, há algumas décadas, ainda existiam farmácias com seus profissionais farmacêuticos habilitados, que formavam um vínculo de confiança na relação médico-farmacêutico-paciente.

Com o advento da indústria, seguiu-se uma tática de separação entre estes dois profissionais, fazendo com que hoje se sintam distantes entre si e até mesmo se desconheçam profissionalmente.

Com o ressurgimento da Farmácia de manipulação, como atividade restrita do profissional farmacêutico, aconteceu de forma natural o restabelecimento real deste profissional e consequentemente sua formação completa, que vai desde o preparo do medicamento até a sua dispensação, onde orienta-se corretamente o paciente quanto ao uso e aos cuidados, podendo também orientar os médicos quanto as dosagens, farmacologia e interações dos medicamentos.

A farmácia hoje tem por objetivo a promoção da saúde através da personalização da relação de confiança entre médico-farmacêutico-paciente.

Com muita certeza, hoje tem-se um tratamento altamente diferenciado na área de saúde e cada vez mais se fortalece o elo entre o médico e o paciente.

Símbolo da Farmácia

Dia do Oficial de Farmácia

A taça com a serpente nela enrolada é internacionalmente conhecida como símbolo da profissão farmacêutica. Sua origem remonta à antigüidade, sendo parte das histórias da mitologia grega. Segundo as literaturas antigas, o símbolo da Farmácia ilustra o poder (cobra) da cura (taça).

Tudo começou com um centauro: Chiron. Ao contrário da maioria dos de sua raça, caracterizados pela selvageria e violência, Chiron se dedicou aos conhecimentos de cura. Teve como um dos seus discípulo o deus Asclépio (também denominado Esculápio), ao qual ensinou os segredos das ervas medicinais. Asclépio se tornou o deus da saúde e tinha como símbolo um cetro com duas serpentes nele enroladas. Contudo, ele não utilizava seu conhecimento somente para salvar vidas, mas usava seu poder para inclusive ressuscitar pessoas.

Descontente com a quebra do ciclo natural da vida, Zeus resolveu intervir. Os deuses entraram então em batalha e Zeus acabou matando Asclépio com um raio. Com a morte de Asclépio, a saúde passou a ser responsabilidade de sua filha Hígia, que se tornou dessa maneira a deusa da saúde. Hígia tinha como símbolo uma taça que com sua promoção foi adicionada por uma serpente nela enrolada.

Essa cobra é, obviamente, uma representação do legado de seu pai. Assim o símbolo de Hígia da taça com a serpente se tornou, posteriormente, o símbolo da farmácia.Segundo as literaturas antigas, o símbolo da Farmácia ilustra o poder (cobra) da cura (taça).

A Farmácia Mais Antiga da Terra

Em Florença, na Itália, a farmácia mais antiga do mundo guarda fórmulas secretas que frades dominicanos criaram na Idade Média.

Muito antes do Renascimento italiano, movimento cultural do século 15, o cheiro das flores e ervas de Florença já era famoso em outros mares – graças a um monastério, onde um grupo de frades alquimistas começou as primeiras experiências, ainda na Idade Média.

As portas da Santa Maria Novella, a mais antiga farmácia do mundo, se abrem para a público religiosamente desde 1612. Mas, lá dentro, os dominicanos se aventuravam a curar doentes com aromas já 1221.

A beleza do palácio histórico atrai turistas de toda parte. Entre os objetos de época, estão os termômetros feitos a partir de desenhos de Leonardo da Vinci, assim como a garrafa fiorentina de decantação.

Muita gente vai procurar uma grande invenção: o primeiro perfume suave do mundo, que nasceu naquelas salas. Bárbara, uma das farmacêuticas, conta que em 1500, quando Catarina de Médici estava para se casar com o rei da Franca, Henrique II, os frades dominicanos criaram um perfume para a noite de núpcias. "Um perfume diluído, que mais tarde foi levado para a cidade alemã de Colônia por um italiano e lá ganhou o nome de água-de-colônia", explica.

A primeira água-de-colônia do mundo se chamava Água da Rainha. A fórmula mistura bergamota da Calábria, limão da Sicília, flores brancas como gardênia e algumas especiarias como alecrim e cravo-da-índia. A água-de-colônia tem um perfume suave, cítrico e que refresca a pele.

Uma das donas da farmácia, Benedetta, diz que os perfumes com essência natural dão um cheiro diferente a cada tipo de pele. As fórmulas foram deixadas pelos frades em manuscritos que estão fechados em caixa-forte e poucos conhecem.

Em uma sala que já foi freqüentada pelo poeta Dante Aleghieri estão as relíquias da antiga perfumaria: os vasos onde eram vendidas as essências e o rosto dos dominicanos criadores das fórmulas que sobreviveram aos séculos.

Uma receita em especial não foi invenção dos frades, mas uma apropriação. Em 1400, Florença estava contaminada pela peste. Algumas pessoas conseguiram ficar imunes à doença.

Eram sete ladrões, justamente os que roubavam as jóias dos corpos das vítimas da peste, que não se contaminaram porque passaram na pele um vinagre. O mais interessante é que cada um dos sete ladrões conhecia apenas um dos sete ingredientes da fórmula. Quando envelheceram, os ladrões se confessaram com os frades dominicanos, que, mais tarde, começaram a comercializar o remédio.

Os pecados revelados na extrema-unção ainda são vendidos. Mas hoje o vinagre é indicado apenas para ser inalado em caso de desmaio e pressão baixa.

Na sala das ervas, a água anti-histeria, vendida com o nome de Santa Maria Novella, é um dos produtos mais originais das prateleiras.

Em 1330, os dominicanos descobriram que a uva ursina tinha poder diurético e podia combater o cálculo renal. Com a uva, os religiosos curaram um rico mercador de Florença e ganharam de presente uma capela. Os afrescos de 1300 são atribuídos a Mariotto di Nardo, aluno de Giotto, mestre pré-renascentista.

A brasileira Debora Cutolo, que há três anos trabalha na farmácia, já é reconhecida por um cheiro exótico que não a abandona. “Passo horas por dia com esse perfume. Quando passo na rua as pessoas perguntam se esse perfume é da Santa Maria Novella. Todo mundo reconhece”, conta ela.

História dos Medicamentos

Na GRÉCIA ANTIGA, ensinava-se que o filho do deus APOLO com a mortal de rara beleza CORONIS (que por sua vez era filha de Flégias , reis dos Lápitas,da Tessália), Asclépios (para os Gregos ) e ESCULÁPIO (para os Romanos), era o deus da Medicina cujo culto se estendeu por todo o mundo Grego, porém por sua mãe ter sido uma mortal, às vezes aparece como herói-médico, tendo sido educado por um Centauro-QUIRON- que o ensinou a caça e a medicina . Tornando-se muito hábil na arte da cirurgia.

É sempre apresentado como jovem, gentil e calmo, carregando um rústico bastão , no qual se enrola uma serpente.

Na antiga Grécia, toda vez que havia uma peste ou uma epidemia, os médicos saiam para matar as cobras, pois acreditavam que estas (seres demoníacos), eram as causadoras das doenças. Estando com a cobra enrolada em seu bastão, Asclépio tem o domínio da causa da doença, curando portanto seus pacientes.

A filha desse, HÍGIA, era a deusa da Saúde. Com o tempo , a serpente no bastão de Asclépios, se tornou o símbolo da Medicina , já a taça e a serpente de Hígia passaram a ser o símbolo da Farmácia.

Após a fase de Mitologia da Humanidade surge na Grécia, a FILOSOFIA (o LOGOS) pôr volta do século VI a.C.

O Médico HIPÓCRATES que viveu no séc. IV a.C. em Cós, Ilha do litoral Grego, é considerado o fundador da medicina racional, pois fez referências em seus escritos a formas e operações farmacêuticas . Com isto ele definiu claramente o profissional de saúde dos sacerdotes e outros que a sua maneira tentavam curar os enfermos.

DIOSCÓRIDES, séc. I E.C., acompanhava os exércitos Romanos em suas conquistas, colhendo informações sobre plantas que poderiam ser utilizadas na medicina . Tornou-se autoridade mundialmente conhecida durante muitos anos.

A grande contribuição da medicina e farmácia Árabe foi preservar para o Ocidente todo o conhecimento acumulado pelos Gregos enriquecendo-as com seus próprios avanços em Química, Farmácia, Botânica e Administração Hospitalar. Os Árabes desenvolveram e aperfeiçoaram métodos como os de evaporação, filtragem, sublimação, destilação cristalização , métodos para a preparação de mercúrio , sulfureto e óxido arsenioso, vitríolo, alume, acetado de chumbo, ácidos sulfúricos e nítricos brutos (combinados como água régia). Foram entre outros medicamentos introduzidos pêlos árabes: o âmbar, o almíscar, cravo-da-índia, pimentas, o gengibre chinês, a noz-de-areca, o sândalo, o ruibarbo, a noz-moscada, a cânfora ,a Sena, o cassis e a noz-vômica.

Fonte: www.netwise.com.br

Farmácia e Bioquímica

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