O TURISMO E A OMT
Embora não haja uma definição única do que seja Turismo, este é entendido como “as atividades que as pessoas realizam durante suas viagens e permanência em lugares distintos dos que vivem, por um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins de lazer, negócios e outros.”
O Turismo refere-se a viagens ou excursões realizadas, por prazer, a lugares que despertam interesse, por pessoas que recebem a denominação de turistas. O turista é, portanto, um visitante que desloca-se voluntáriamente por período de tempo igual ou superior a vinte e quatro horas para local diferente da sua residência e do seu trabalho, sem ter por motivação a obtenção de lucro.
O Turismo é movimento de pessoas: é um fenômeno social, econômico e cultural que envolve pessoas, enquadrando-se como um ramo das ciências sociais e não das ciências econômicas (apesar de poder ser esta última a razão de tal movimento, o turismo transcende as esferas das meras relações da balança comercial).
A tendência da humanidade, nos últimos séculos, é de se concentrar nos grandes núcleos urbanos, e, assim, criou-se a necessidade de se abster de tal neurose urbana, a procura de uma “fuga” do cotidiano caótico das cidades em busca de uma paisagem paradisíaca ou bucólica, onde a preocupação maior é com o NADA…

Entende-se portanto que Turismo é a realização de viagens para local diverso do qual a pessoa more, seja a lazer, passeio, negócio, religião ou outra atividade diversa da econômica. Evidentemente, tal definição provoca uma divergência quanto à correta utilização do termo “Turismo de Negócios”, ao qual se confronta.
A principal organização internacional no campo do turismo é
a Organização Mundial de Turismo (OMT), uma agência especializada
das Nações Unidas, com sede em Madri, Espanha (membros em 2005:
145 países, 7 territórios e mais de 300 Membros Afiliados),
que funciona como um fórum global para questões de políticas
turísticas e como fonte de conhecimento prático sobre o turismo.
Categorias do Turismo:
Segundo a OMT, dependendo de uma pessoa estar em viagem para, de ou dentro de um certo país, as seguintes formas de turismo podem ser distinguidas:
Turismo receptivo – quando não-residentes são recebidos por um país de destino, do ponto de vista desse destino.
Turismo emissivo – quando residentes viajam a outro país, do ponto de vista do país de origem.
Turismo doméstico – quando residentes de dado país viajam dentro dos limites do mesmo.
Turismo Receptivo:
O turismo receptivo refere-se ao conjunto de bens, serviços, infra-estrutura, atrativos, etc, prontos a atender as expectativas dos indivíduos que adquiriram o produto turístico. Trata-se do inverso do turismo emissivo. Corresponde à oferta turística, já que se trata da localidade receptora e seus respectivos atrativos, bens e serviços a serem oferecidos aos turistas lá presentes.
Para se organizar de modo que seja bem estruturado, o turismo receptivo deve ter o apoio de três elementos essenciais para que seu planejamento seja executado com sucesso:
Relação turismo e governo em harmonia
Apoio e investimentos dos empresários
Envolvimento da comunidade local.
A partir da inter-relação desses elementos é que pode nascer um centro receptor competitivo, lembrando que eles são apenas os essenciais, mas não os diferenciais, uma vez que é o diferencial que fará com que o turista se desloque até esse possível centro.
Nesse centro receptor, além de haver esses três elementos de fundamental importância para a formação do produto turístico, também devem haver outros que devem estar presentes na localidade. Alguns deles: atrativos naturais e histórico/culturais, acessos, marketing, infraestrutura básica e complementar, condições de vida da população local, posicionamento geográfico, entre outros.
Fonte: www.turismorj.wordpress.com