No dia 11 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Cerrado.
Neste ano, aconteceu na Esplanada o evento chamado “Grito do Cerrado”. Foram apresentadas exposições sobre a fauna e flora da região, além de apresentações de artistas e bandas. Houve também a Corrida de Toras dos Índios Xavantes e Timbiras.
Eles passaram de mão em mão, do Ministério do Meio Ambiente até o Congresso Nacional, toras de buriti.
O buriti é uma árvore típica do cerrado. Em tupi, seu nome quer dizer “árvore que tem água”.
Na Câmara dos Deputados, uma comissão especial quer que o cerrado seja considerado patrimônio nacional, para evitar seu desmatamento.
Mas porque o cerrado merece tanta atenção? A região, que ocupa 20% do Brasil, é o segundo maior ecossistema do País, só perdendo para a Amazônia.

Abrange 12 estados brasileiros e o Distrito Federal. Se a gente for medir o tamanho dessa área, nela caberiam a Alemanha, Bélgica, Áustria, França, Portugal, Espanha, Dinamarca, Grã-Betanha, Holanda e Suíça. Porém, mais de 50% do cerrado já foram destruídos. Por isso, o cerrado é um bioma (bioma, segundo o dicionário Aurélio, é o conjunto de seres vivos, animais e plantas de uma certa área) ameaçado.

O clima do Cerrado é tropical sazonal, ou seja, de inverno seco. Lembra o clima de um Árvore do cerradodeserto, bem quente durante o dia e frio à noite. A temperatura não varia muito durante o ano, ficando entre 22º e 23º graus. Nos dias mais quentes, na época de seca (entre maio e setembro), a temperatura chega até a 40 graus. Durante o dia, a umidade do ar fica muito baixa, podendo chegar a 15%. Nessa época, nossa pele fica muito ressecada, o nariz fica seco e pode até sangrar.
As queimadas no cerrado são freqüentes. É quase impossível protegê-lo do fogo: como o clima é muito seco, há um acúmulo enorme de palha, folhas secas tornando mais fácil o fogo se espalhar. Qualquer descuido pode provocar grandes queimadas, até mesmo raios que caem no início do período de chuvas.
O relevo é plano e fica em altitudes elevadas, ou seja, acima do nível do mar. São os chamados planaltos.

A flora é muito variada, com muitas espécies de árvores e plantas. Bonito é ver toda aquela vegetação seca e um pé de Ipê amarelo bem no meio colorindo o cerrado. As árvores do cerrado são diferenciadas, pois têm o tronco torto e folhas grandes. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) , são mais de 6 mil espécies, mas ainda é uma área pouco estudada.
Muitos animais também são encontrados no cerrado.
Não se sabe ao certo a quantidade de espécies, mas sabe-se que a diversidade de insetos é muito grande. Os animais vertebrados (animais que têm esqueleto) são muitos também. Encontramos no Cerrado alguns tipos de cobra, como jibóia, cascavel e jararaca, lagartos, urubus, tucanos, papagaios, lobos-guará, gaviões, tatus, veados, tamanduás, antas, onças-pintadas e emas.
Fonte: www.plenarinho.gov.br

DECRETO DE 20 DE AGOSTO DE 2003.
Institui o Dia Nacional do Cerrado, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição, DECRETA:
Art. 1º Fica instituído o Dia Nacional do Cerrado, a ser comemorado no dia 11 de setembro de cada ano.
Art. 2º Caberá ao Ministério do Meio Ambiente fixar os programas e instruções para as comemorações do Dia Nacional do Cerrado.
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 20 de agosto de 2003; 182º da Independência e 115º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Marina Silva
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 21.8.2003
Fonte: www.bvsde.paho.org