Seicheles é um arquipélago de 115 ilhas situado no oceano ndico, no leste da África, que atrai milhares de turistas graças beleza de suas praias e da vegetação. O país abriga dois patrimônios da humanidade, parte do que restou de um continente formado há milhões de anos por África, Índia, Austrália e Antártica: o Atol das Ilhas Aldabra e a Reserva Natural do Vale do Mai. Há em Seicheles grande preocupação com a preservação ambiental, o que leva à limitação do número de visitantes. A maior parte da população habita a ilha Mahé, onde está a capital, Vitória. O custo de vida é alto, mas há subsídios para transporte, saúde e educação. Além do turismo, principal fonte de receita, o país exporta pescados e produtos agrícolas, como chás de baunilha, canela e citronela.
As ilhas Seicheles são exploradas pela França a partir de 1742. Os britânicos intervêm em 1794 e incorporam as ilhas ao seu domínio como parte da colônia de Maurício. As Seicheles obtêm autonomia em 1910, quando cresce a imigração de indianos, malaios e africanos para suas plantações. Após a II Guerra Mundial, o país conquista um governo autônomo. A independência ocorre em 1976. No ano seguinte, o presidente James Mancham é deposto por France Albert René, que instaura um regime de partido único. A redemocratização só se inicia em 1992, com o pluripartidarismo e o retorno de oposicionistas exilados.
As eleições de 1993 dão a René maioria absoluta na recém-criada Assembléia Nacional. Desde então, ele promove a transição para a economia de mercado. Em 1995, a região torna-se um paraíso fiscal, com a promulgação da Lei de Desenvolvimento Econômico (LDE), que garante a investidores estrangeiros imunidade contra extradição ou confisco de bens. A lei é apontada pelo Grupo dos Sete (G-7) como ameaça ao sistema financeiro global. Em 1996, o governo altera a LDE para impedir a "lavagem" de dinheiro ilegal. Nas eleições de março de 1998, René é reeleito para presidente com 66,7% dos votos e seu partido, a Frente Progressista do Povo Seichelense (FPPS), conquista 30 das 34 cadeiras do Parlamento.
Nome oficial: República de Seicheles (Republic of
Seychelles/République des Seychelles/Repiblik Sesel)
Capital: Vitória
Nacionalidade: seichelense
Idioma: crioulo (oficial)
Religião: cristianismo 96,3% (católicos 88,6%,
outros cristãos 7,7%), hinduísmo 0,7%, outras 3% (1996)
Moeda: rúpia de Seichelles
Cotação para 1 US$: 5,08 (jul./1998)
Localização: leste da África, Oceano
ndico
Características: território compreendendo um
arquipélago de origem coralínea com terrenos planos e recifes
de coral e outro de origem granítica de relevo montanhoso, com litoral
estreito e colinas (centro), principais ilhas: Mahé e Praslin
Clima: tropical chuvoso
Área: 455 km²
População: 77,3 mil (1997)
Composição étnica: crioulos 89,1%, indianos
4,7%, malgaxes 3,1%, chineses 1,6%, ingleses 1,5%, (1983)
Cidades principais: Vitória (25.000) (1993)
Patrimônios da Humanidade: Atol das Ilhas Aldabra;
Reserva Natural do Vale do Mai, em Praslin
República presidencialista.
Chefe de Estado e de governo: presidente France Albert René
(FPPS) (desde 1977, eleito em 1979, reeleito em 1984, 1989, 1993 e 1998).
Principais partidos: Frente Progressista do Povo Seichelense
(FPPS), coalizão Oposição Unida (OU) (Aliança
Nacional Seichelense e Movimento Nacional Seichelense), Democrático
(DP).
Legislativo: unicameral: Assembléia Nacional, com
34 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1993.
Agricultura: coco (4 mil t), banana (8,5 mil t), chá
(225 t) (1997)
Pecuária: bovinos (1,6 mil), suínos (18 mil),
caprinos (5 mil) (1997)
Pesca: 7 mil t (1995)
Mineração: guano (6 mil t) (1990)
Indústria: alimentícia, bebidas, tabaco
Parceiros comerciais: Reino Unido, Cingapura, Iêmen,
França, Alemanha, África do Sul
Fonte: www.mulheresnegras.org

Famosas por suas águas cristalinas e cheias de vida debaixo da superfície, as Ilhas Seychelles formam um lugar paradisíaco no meio do Oceano Índico ocidental, ao norte de Madagascar, na África. O arquipélago é constituído por 115 ilhas que são divididas em dois grupos: das ilhas graníticas, que têm altitudes de até 940 metros, e das coralinas, que, planas, não são banhadas por água doce. A maior delas, Mahé, abriga Victoria, a capital de Seychelles.

Hoje, sua população é uma mistura de descendentes de asiáticos e europeus católicos romanos que falam crioulo, a língua nativa do local, além de inglês e frânces, idiomas oficiais. Colonizada pelos franceses, é fácil comunicar-se com seus habitantes que são simpáticos e amigáveis. O lugar, considerado um dos principais points de megulho do mundo, oferece um clima tropical e úmido, sendo mais fresco entre maio e setembro.

Não existe um vôo direto do Brasil para as Ilhas Seychelles. As opções são procedentes das principais cidades do País, com destino às principais da África e Europa, sendo a parada final em Mahé, a capital do arquipélago. Já para se deslocar de Mahé para as demais ilhas, pode-se escolher entre as vias aéreas, por meio de pequenos aviões, ou via marítima, com os mais diferentes tipos de barco.
Cada ilha tem seus atributos, mas Praslin é considerada a mais charmosa de todas elas, com seus famosos Cocos de Mer, também conhecidos como Double Coconut, e suas tartarugas gigantes. O lugar é o mais conveniente para se hospedar por ter acesso fácil às demais ilhas do arquipélago, incluindo escunas que levam aos outros destinos durante todo o dia. Ali, é possível relaxar debaixo de coqueiros e escutar o som dos pássaros junto ao barulho do mar.

Praslin também possui muitas histórias e mitos, como a lenda de que tenha sido usada como caminho escondido de piratas do século 16, na época em que foi descoberta por Lazare Picault. A ilha é cercada por uma floresta tropical rica em fauna e flora chamada de Vallee de Mai, Vale de Maio, que abriga as mais distintas e raras espécies de pássaros. Com vista para o mar, a reserva da natureza foi considerada Património da Humanidade pela UNESCO, em 1984.
Há indícios de que Seychelles tenham sido prejudicadas após as ondas Tsunami e que algumas das ilhas tenham perdido parte de sua vegetação, o que pode ocasionar sua diminuição territorial ao longo dos anos. Ao que parece, motivo é o que não falta para conhecer esse arquipélago tão cheio de encantos!
Fonte: sitedapenelope.uol.com.br