Em média, 21 dias após o contato infeccioso surge o cancro duro.
Sífilis primária: cancro duro. Sífilis secundária: lesões mucosas. Sífilis terciária: lesões gomosas e destrutivas.
Sífilis secundária = condiloma plano (condiloma plano é sempre DST). A lesão característica da sífilis secundária aparece entre 4-8 semanas após a lesão inicial.
Manifestação da sífilis no aparelho genital: condiloma plano.
Sífilis secundária: manchas eritematosas, pápulas eritemato-acastanhadas palmoplantares, placas mucosas.
Sífilis faz adenopatia não supurável, na primária é regional e na secundária é generalizado.
Melhor exame para cancro duro: campo escuro (lesão local).
UFF Das reações sorológicas a mais fidedigna é: FTA-abs IgM.
FTA-abs não é usado para a monitorização de cura da sífilis (para isto usa-se o VDRL).
VDRL se baseia em anticorpos séricos contra lipídeos cardiológicos com reação cruzada com antígenos treponêmicos.
O controle laboratorial do tratamento da sífilis recente é realizado com: VDRL, quantitativo trimestral.
Melhor tratamento para sífilis de SNC: penicilina cristalina 2-4 milhões EV, de 4/4h por 10-14 dias.
TEP - Tratamento mais apropriado para o tratamento da sífilis congênita: penicilina G cristalina 100.000-150.000 u/kg/dia EV por 10-14 dias.
Gestante com sífilis, alérgica à penicilina deve ser tratada com eritromicina 2g por dia, durante 15 dias (eritromicina é a 2° opção para tratamento da sífilis).
Após relação sexual suspeita há 2 semanas, com exame dermatológico normal. Conduta: manter em observação e, posteriormente, solicitar sorologia para Lues.
Jovem, há 2 dias apresenta lesão ulcerada única, indolor e rasa no prepúcio, com sinal do ressalto e linfonodomegalia inguinal, sem febre. Última relação sexual há 10 dias. Exame Dx: microscópico direto, à fresco, em campo escuro.
Paciente assintomático, com VDRL 1/64 e FTA-abs (+). Dx: sífilis latente secundário.
HUEC Em relação a sífilis não tratada na gestação, qual a porcentagem de mortes fetais (aborto espontâneo, natimortos) ou morte neonatal precoce: 20% dos casos.
UERJ A sífilis congênita, causa perdas fetais adoecimento e morte neonatal. Por definição do Programa Nacional de DST/AIDS é um critério de definição de sífilis congênita: toda criança nascida de mãe que teve sífilis não tratado ou inadequadamente tratada, independente de sinais, sintomas e exames laboratoriais.
UFF Sífilis Congênita: toda gestante terá VDRL, à admissão hospitalar ou imediatamente após o parto; todo RN cuja mãe tenha sorologia para sífilis (+) deverá ter VDRL do sangue periférico; deve-se considerar como portadora de sífilis congênita todo RN filho de mãe com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada; a droga de escolha no tratamento da sífilis congênita é a penicilina.
No controle da sífilis na gestação deve-se realizar exames sorológicos, um no início e outro no fim da gestação.
O programa do Ministério da Saúde para eliminação da sífilis congênita preconiza a realização do VDRL em todas as gestantes no momento da admissão ou no pós-parto imediato. Nos casos em que o VDRL for (+), a conduta adequada para o RN será: notificar como caso suspeito de sífilis congênita, colher sangue para realização do VDRL e iniciar tratamento com penicilina.
Provão - Adolescente, 16 anos, dá a luz a RNT, P: 3.350g. Início de atividades sexuais maternas há 2 anos, seu exame no parto mostrou VDRL 1/8 e FTA-abs (+). RN com VDRL 1/4 e FTA-abs (+). Conduta: tratamento da mãe, pai e RN pois os dados clínicos e laboratoriais evidenciam doença ativa (VDRL a partir de ½ deve ser considerado como (+)).
TEP - Gestante em final de gravidez com VDRL (+). Informa ter usado penicilina benzatina em uma única aplicação nessa gravidez. Não chegou a fazer nenhum exame na gestação anterior, há 2 anos, pois abortou no 1º mês. Conduta: VDRL do sangue periférico do RN e tratá-lo com penicilina (Todas as evidências deste caso, conduzem a forte suspeita de sífilis materna: VDRL (+) no final da gestação, sendo que a gestante fez uso de penicilina benzatina em uma única aplicação. Apresenta Hx de aborto no 1º mês na gestação anterior, sem que tenha sido realizado qualquer exame. Especificamente nesta situação o tratamento do RN é obrigatório mesmo na eventualidade do VDRL do sangue periférico ser (-). Não se colhe sangue do cordão, sempre sangue periférico).
Na sífilis considera-se que: RN de mães FTA-abs ou VDRL (+), que apresentam testes reativos, são sempre considerados contaminados.
Grávida, 14 semanas, com VRDL 1/2. Conduta: iniciar o tratamento adequada enquanto se aguarda o FTA-abs.
TEP - Lactente com Hx materna de sífilis tratada adequadamente no 7º mês de gestação apresenta-se assintomático, com exame de liquor e ossos longos normais e VDRL igual ao materno. Conduta: acompanhamento clínico e sorológico.
Sífilis: febre ß , cefaléia, artralgia, lesões eritematosas (roséolas) indolores, disseminadas por todo corpo, inclusive palmoplantares.
Sífilis congênita: icterícia, anemia, hepatoesplenomegalia e PN incompatível com a vida.
Sífilis congênita: pseudoparalisia de braços e pernas (pseudoparalisia de Parrot, é devido a osteocondrite).
FESP - A doença que apresenta lesões cutaneomucosas altamente contaminantes, necessitando de isolamento antes de iniciar o tratamento é: sífilis congênita.
Sífilis Primária: penicilina G benzatina 2,4 milhões u. Dose única.
Sífilis Secundária: penicilina G benzatina 2,4 milhões u. Dose única. Caso ocorra comprometimento ocular ou de SNC tratar como neurossífilis.
Sífilis Latente Precoce: penicilina G benzatina 2,4 milhões u. Dose única. Caso ocorra comprometimento ocular ou de SNC tratar como neurossífilis.
Sífilis Latente Tardia: penicilina G benzatina 2,4 milhões u, 3x com intervalo de 7 dias entre as doses.
Sífilis Terciária: penicilina G benzatina 2,4 milhões u, 3x com intervalo de 7 dias entre as doses.
Neurossífilis: 2-4 milhões u penicilina G cristalina, EV 4/4 H por 10-14 dias.
Sífilis Congênita: 100.000-150.000 u/Kg de penicilina G cristalina 8/8 h por 10-14 dias.
Fonte: www.tudoresidenciamedica.hpg.ig.com.br
Sífilis ou Lues é uma DST muito perigosa pelo fato de difundir-se em todo o organismo e por sua sintomatologia, que é menos exuberante. Incomoda pouco o paciente o qual dificilmente vai procurar o médico nas fases iniciais (e menos graves) da doença, fazendo-o geralmente em fases tardias quando conseqüências, até irreversíveis, já estão presentes. É causada por uma bactéria pertencentes à família das espiroquetas, o Treponema Pallidum capaz de penetrar na pele ou mucosas não íntegras caindo na corrente sangüínea ou linfática.
Esta é uma moléstia de transmissão essencialmente sexual pelo contato da espiroqueta com a pele ou mucosas que apresentam pequenas erosões e permitam a penetração da bactéria. Há ainda a possibilidade de quando esta bactéria ganha a circulação, algumas horas após o contágio, ela esta presente no sangue, e a transfusão deste é uma via eficaz de contaminação. Outra forma bastante importante de adquirir sífilis á a contaminação do feto pela mãe sifilíca, uma vez que a espiroqueta atravessa a barreira placentária, caracterizando a sífilis congênita e que pode trazer conseqüências graves e até a morte do bebê.
Atualmente pouco comum, mas perfeitamente possível, são as transmissões profissional e acidental das sífilis. A primeira é devida à manipulação pelo profissional de saúde sem o cuidado necessário do cancro duro ( que contém a bactéria e é altamente contaminante); enquanto a segunda se verifica através de material cirúrgico mal esterilizado e outros objetos contaminados.
Em relação a sífilis congênita, os sintomas que a criança pode apresentar são:
Natimorto ( ocorre pelos mesmos motivos do aborto)
Sífilis congênita recente (o feto nasce vivo, porém seus sintomas dias ou meses após o nascimento da criança, tendo suas lesões bastante contagiosas por apresentarem grandes quantidades de Treponema)
Sífilis congênita tardia (os sintomas surgem entre os 3 e 14 anos, e podem apresentar as mesmas lesões da recente).
A sintomatologia desta DTS é complexa no seu arranjo temporal e didaticamente dividida em estágios da seguinte forma:
Sífilis Recente
Primária: o contágio às roséolas (1º à 60º dia)
Secundária: das roséolas à ausências de sintomas (60º dia à 1º ano)
Sífilis Latente (fase do silêncio que vai do 1º ao 4º ou 5º ano)
Sífilis Tardia ( a partir do 4º ou 5º ano).
No local onde houve a penetração da espiroqueta formar-se, cerca de 10 à
90 dias após este contato, uma lesão cutânea em geral única, ulcerada, arredondada,
de bordos endurecidos, sem secreção, indolor e rica em Treponema que é o cancro
duro. Este pode aparecer em várias regiões do corpo como:
o órgão genital feminino, vulva, pênis, uretra, colo do útero, reto, saco
escrotal,orifício retal, lábios, língua, ponta do dedo, etc. O cancro desaparece
em um ou dois meses, sem deixar cicatriz. Com tratamento adequado a regressão
do cancro sifilítico pode se dar em menos da metade deste tempo, além é claro
de interromper a evolução da doença, que para ai, na primeira fase. Vale lembrar,
que é comum verificar-se neste estágio a presença de "ínguas" nas
proximidades da região contaminada.
Na maior parte dos casos todavia, este estágio passa desapercebido, primeiro
pelas características não muito incomodativas da lesão que pode inclusive
nem ser visível e depois pela dificuldade em relacioná-la a um ato sexual.
Desta forma, a moléstia segue seu curso, instalando-se o segundo estágio
(sífilis secundária).
Dois meses (ou mais) após o aparecimento do cancro sifilítico, que pode, portanto ainda não Ter desaparecido, surgem manchas na pele em tom róseo ou escurecido, em todo o corpo (ou localizadas) não poupando sequer palmas das mãos e plantas dos pés, que podem descamar, mas não coçam ou doem. São as róseas sifilíticas. Junto com os róseas, pode ocorrer perda repentina e difusa de cabelo, o que é bastante comum. Esta erupção cutânea característica da sífilis secundária, contém a espiroqueta e pode ser contaminante. Esta fase, muitas vezes branda, pode ser interpretada pelo paciente como uma manifestação alérgicas ou algo semelhante, com menor gravidade que a real, e também pode haver regressão espontânea dos sintomas, encerrando a sífilis recente e inaugurando o estágio de latência da doença. No caso do tratamento não acontecer, ou ter sido errado, insuficiente (auto-medicação), a doença tornar-se latente, quando não se verificará a presença de qualquer sintoma, situação que pode perdurar por muitos anos.
Em média, 4 anos após o contágio, inicia-se então a sífilis tardia, com lesões graves e nem sempre reversíveis, mesmo depois do tratamento Tanto na latente quanto esta fase a sífilis não pode ser transmitida, a não ser na gestante, não tratada, pode contaminar o feto. As lesões deste estágio da moléstia podem atingir qualquer parte do organismo, mas a mais freqüentes são:
a) Sistema nervoso central:
Medula - dores fortes, perda do equilíbrio, surdez, cegueira, fraqueza muscular, etc.);
Cérebro - demência, paralisia geral, etc.
b) Tegumento:
Gomas sifilíticas
c) Sistema ósteo-articular:
Nódulos articulares
Artrites, gomas ósseas
d) Sistemas cardio-vascular:
Aneurisma da artéria aorta
Estenose coronariana
Gomas cardíacas
Para diagnosticar esta enfermidade, além dos exames direto do material colhido das lesões, só possível na sífilis recente, onde há Treponema, que se vê em microscópio, e ainda, uma série de testes sorológicos (exame de sangue), dotados de alto grau de eficiência.
Os testes mais conhecidos para a detecção da doença são:
Wassermann
VDRL
FTA_ABS
Geralmente se associa testes para uma maior confiabilidade do resultado, que é expresso de duas forma: Qualitativo (positivo ou negativo) e Quantitativo (título, que é o que realmente importa).
A sífilis, como as demais doenças e talvez mais do que as outras, pela gravidade de sua evolução, é necessariamente tratada por um médico, através de antibióticos, cuja dosagem e tempo de tratamento irão variar conforme o estágio da doença e é o médico quem os estabelece. Vale relembrar, o perigo da automedicação, que além de não curar, pode "mascarar" a doença.
Fonte: www.cefetsp.br