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Sigmund Freud

O PAI DA PSICANÁLISE

Médico especializado em doenças mentais, Sigmund Freud (1856-1939) desenvolveu a Psicanálise, uma teoria do funcionamento da mente humana e um método exploratório de sua estrutura, destinado a tratar os comportamentos compulsivos e muitas doenças de natureza psicológica supostamente sem motivação orgânica. Ele recolheu de várias fontes os elementos com que compôs sua teoria e o fez principalmente a partir das descobertas do médico austríaco Josef Breuer, da doutrina platônica e do pensamento filosófico de Schopenhauer, consolidando, através de longa prática clínica, os postulados da teoria que chamou Psicanálise.

A maioria das biografias divulgadas de Freud baseiam-se em Ernest Jones, o psicanalista inglês que se tornou seu biógrafo.

Sigmund Freud (Sigismund Schlomo Freud até os 21 anos) nasceu a 6 de maio de 1856 em Freiberg, Moravia, no império austro-húngaro (hoje Pribor, Checoslováquia). filho de Jacob Freud, um comerciante judeu, e de sua jovem segunda esposa Amalia Nathanson, Freud tinha irmãos do primeiro casamento do pai com Sally Kanner, falecida em 1852, que eram cerca de vinte anos mais velhos que ele. Em 1860, devido à falência do negócio do pai, sua família mudou-se para Viena; Freud tinha 4 anos.

Aos nove anos Freud entrou para a escola onde teve um aproveitamento acima da média. Para sua formação superior, matriculou-se na Universidade de Viena em 1873. Ao escolher sua futura carreira, estudou primeiro filosofia, mas decidiu-se depois pela medicina, e se especializou em fisiologia nervosa, uma área onde a prática diária atenderia mais de perto à sua preocupação em conhecer a natureza humana. Freud com certeza deveu mais aos seus estudos de filosofia a inspiração para sua doutrina que à atrasada fisiologia nervosa do seu tempo. Em 1874, na universidade, foi aluno do filósofo Franz Brentano;

No verão de 1875 Freud visitou, em Manchester, seus meio-irmãos mais velhos, Emanuel e Philipp, que haviam deixado a Áustria com suas famílias para viver na Inglaterra.

No ano seguinte obteve uma bolsa para trabalhar no Laboratório de Zoologia Marinha de Trieste, onde estudou os órgãos sexuais das enguias e publica "Observações sobre a configuração e estrutura fina dos órgãos lobados das enguias descritos como testículos". Em minha opinião, o tema que escolheu para sua primeira pesquisa parece um importante sinal de uma dependência sexual que ele haveria de "sublimar" - um termo seu -, na sua futura invenção, a Psicanálise.

Retornando a Viena começa a trabalhar como assistente no Instituto de fisiologia da Universidade, dirigido pelo cientista Ernst Bruecke. Fez o serviço militar em 1880 e por essa época, para obter algum recurso financeiro, traduziu três ensaios de Stuart Mill para a edição, em alemão, das obras completas daquele filósofo.

Freud concluiu seus estudos de medicina em 1881 e no verão de 1882, tornou-se noivo de Martha Bernays. Preocupado com sua própria situação financeira, Freud deixou o cargo no Instituto para ser médico interno no Hospital Geral de Viena. Nessa ocasião interessou-se pelo caso de uma paciente, relatado por Josef Breuer, um especialista em doenças nervosas a quem devotou grande respeito. A paciente de Breuer, Bertha Pappenheim, - na ficha médica "Fraulein Anna 0." -, de 21 anos, era depressiva e hipocondríaca (um quadro na época denominado "histeria"); ela se acreditava paralítica em algumas ocasiões, ou não conseguia beber água mesmo estando com sede, e se sentia incapaz de falar seu próprio idioma, o alemão, recorrendo ao francês ou inglês para se comunicar. Breuer submeteu-a a hipnose e ela relatou casos de sua infância, e essa recordação fazia que se sentisse bem após o transe hipnótico. Nesse ano Freud está empregado como médico na Clínica Psiquiátrica de Theodor Meynert.

Entre 1883 e 1885 ele terminou sua pesquisa de anatomia da medula, tornou-se Professor em Neuropatologia; e fez pesquisas e descobertas sobre os efeitos da cocaína. Chegou a usar essa droga como tônico estimulante, porém, o fato de um amigo seu se tornar viciado deixou-o mal visto no círculo médico de Viena.

Impressionado com a propriedade terapêutica da conversa no estado de hipnose, em 1885 Freud utilizou uma bolsa de estudos obtida do governo, para passar algumas semanas na Salpetriere, em Paris, onde aprendeu técnicas com o psiquiatra Jean-Martin Charcot, o qual realizava experiências com doentes mentais utilizando a hipnose. Relatou a Charcot o sucesso obtido com a conversa com o paciente, como substituto à hipnose, porém Charcot estava interessado nas propriedades da hipnose mesma. No mesmo ano, 1885, escreveu o "Projeto para uma Psicologia Científica". Em 1886 casou com Martha Bernays e iniciou especialidade em "doenças nervosas".

No início dos anos 1890 passou a anotar seus próprios sonhos, cada vez mais convencido de que eles poderiam fornecer pistas para a atividade inconsciente, uma noção que já era parte do romantismo na literatura e parte do conhecimento psicológico no século XIX como no livro "A filosofia do inconsciente", de Karl von Hartmann, publicado em 1893. Em meados da década ele já praticava a auto-análise. Sua intenção era utilizar tanto o material colhido em suas análises clínicas quanto o que obtinha por sua própria introspecção. Data desta época sua amizade com o otorrinolaringologista Wilhelm Fliess, com quem tinha grande prazer em discutir suas idéias.

Joseph Breuer aceitou partilhar com Freud o seu método terapêutico que designou "catarsis" e que consistia em levar o paciente a recordar, pela hipnose ou por conversação, o trauma psicológico sofrido, uma descarga emocional que conduzia à cura. Em 1893, publicaram juntos "O mecanismo físico do fenômeno da histeria". Dois anos depois, em 1895. novamente publicaram juntos Studien über Hysterie ("Estudos sobre a histeria"); o artigo publicado antes é a parte inicial do livro, e é seguido pela descrição de cinco casos, um ensaio teórico por Breuer e um capítulo final por Freud. Essa obra pode ser considerada o marco inicial da psicanálise. Porém, as críticas que provocou no meio médico desalentaram Breuer.

Freud, entre os anos de 1892 e 1895, gradualmente desistiu da hipnose, que substituiu pelo divã, não mais utilizado para hipnotizar, mas para que o paciente, em uma posição confortável, fizesse um esforço para lembrar os traumas que estariam na origem de seus problemas. Com o paciente relaxado, Freud conduzia uma livre associação de idéias, através da qual terminava por encontrar lembranças "recalcadas" pelo paciente, e que eram a causa de seus distúrbios. Formulou então o principio de que os sintomas histéricos têm origem na energia dos processos mentais os quais, impedidos de influenciar a consciência, são desviadas para a inervação do corpo e convertidos nesses sintomas. Devido à natureza das experiências traumáticas recordadas pelos pacientes, ficou convencido de que o sexo tinha parte dominante na etiologia das neuroses. Logo passou a considerar o desejo sexual como motivação praticamente única do comportamento humano, quer direta, quer indiretamente. Essa ênfase foi a principal causa do afastamento de Breuer, e do rompimento que ocorreria no futuro com vários de seus colegas.

Em 1897 Freud inicia sua auto-análise. Neste anos esteve na Itália.

Entre 1895 e 1899 Freud esteve profundamente envolvido na preparação do seu Die Traumdeutung ("A interpretação dos sonhos"), publicado em 1900, e geralmente considerado sua obra principal, em parte análise de sonhos, autobiografia, teoria da mente, e lances da vida vienense contemporânea. Nele fala do mecanismo de "condensação" (uma fusão de uma pessoa em outra), "deslocamento" (deslocamento de uma pessoa), e elaboração secundaria (o detalhamento minucioso do tema onírico) e discute o conteúdo latente dos sonhos, além de explicar como representam a realização dos desejos, e descreve o complexo de Édipo e fala da importância da vida infantil no condicionamento da vida do adulto. O sétimo capítulo tem a exposição da teoria da mente de Freud. O princípio ativo do seu modelo da mente é a "inércia neurônica" ou princípio de constância, de acordo com o qual a mente trabalha no sentido da redução de qualquer tensão proveniente do acúmulo de "energia," que ora considerava ser sexual, ora psíquica. Não seria exatamente eliminar as tensões, mas manter um ótimo de tensão que tende ao nível mais baixo.

A partir de 1902 Freud passou a reunir-se em casa com alguns convidados, médicos neurologistas e psiquiatras como ele, para discutir e opinar sobre sua teoria psicanalítica. Entre os quatro primeiros a participar, estava Alfred Adler. Mais tarde integrou o grupo também Carl Gustav Jung. O grupo evoluiu para a constituição, no ano de 1908, da Sociedade psicanalítica de Viena, a qual, dois anos depois, em 1910, se tornaria a Associação Internacional de Psicanálise.

Em 1904, Freud publicou Zur Psychopathologie des Alltagslebens (Piscopatologia da vida cotidiana") em que mostra evidências comuns da ação do inconsciente e do subconsciente nas pessoas sadias. Essas evidências simples são os "Atos sintomáticos", tais como o inexplicável esquecimento súbito de um nome familiar, a troca involuntária de palavras no meio de uma frase, etc. Estes acidentes revelam a luta do consciente com o subconsciente (conteúdo evocável) e com o inconsciente (conteúdo não evocável). Conseguiu a revelação da "repressão" inconsciente pelo método da livre associação (inspirado nos atos falhados ou sintomáticos) e identificação de símbolos, e a interpretação dos sonhos (conteúdo manifesto e conteúdo latente), em substituição à hipnose. Ainda em 1904 Freud viajou a Atenas, Grécia, com seu irmão Alexandre, detendo-se um pouco em Trieste.

Em 1905, a exposição básica da teoria freudiana aparece em seu livro Drei Abhandlungen zur Sexualtheorie ("Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade"). Também de 1905 é o trabalho "Anedotas e sua relação com o inconsciente".

Em 1906, por recomendação de Adler o jovem médico Otto Rank foi aceito no grupo de debates. Neste ano Freud publicou "A psicanálise e o estabelecimento dos fatos nos processos legais" e "Meus pontos de vista sobre a parte representada pela sexualidade na etiologia das neuroses".

Em 1907 publicou "Desilusões e sonhos em W. Jensen Gradive", em que analisa o caráter daquele jovem arqueólogo. Nesse ano Freud viajou com sua cunhada Minna Bernays a Florença e Roma. Minna era sua companheira intelectual, tradutora, secretária, e costumavam passar férias juntos nos Alpes, com o acordo tácito de Martha, a mulher de Freud. De acordo com pesquisadores da biografia de Freud, Minna confessara a Jung que tinha encontros íntimos com Freud, e este teria sido um motivo a mais para o rompimento que ocorreu entre os dois psicanalistas.

Com sua fama crescendo rapidamente para além da Europa, Freud foi em 1908 convidado por Granville Stanley Hall, presidente da Universidade Clark, em Worcester, Massachusetts, para apresentar uma seqüência de palestras nos Estados Unidos. Viajou à América em 1909, em companhia de seus dois principais colaboradores, Jung e Firenczi. Suas palestras introdutórias da psicanálise nos Estados Unidos ficaram conhecidas como "The Clark Lectures" ("As Cartas de Clark").

Em 1910 Freud publicou Über Psychoanalyse ("Sobre a psicanálise").

No entanto, as afirmações de Freud escandalizavam cada vez mais o meio médico vienense e foram a razão por que vários de seus colegas abandonaram a Associação Internacional de Psicanálise. O principal motivo do escândalo era o modo desenvolto como Freud divulgava seu pensamento ainda mal acabado sobre o problema sexual das crianças, que ele afirmava serem sujeitas a desejo sexual e que o objeto desse desejo freqüentemente eram os próprios pais. Além do complexo de Édipo, em que o filho deseja sexualmente a mãe (Na tragédia grega desse nome, Édipo se casa com sua mãe, sem o saber), Freud admitiu também o Complexo de Eletra, como a inveja que a menina tem do falo do menino, e chamou a criança de um "perverso polimorfo". Distinguiu na sexualidade três fases pelas quais passa o seu desenvolvimento: as fases oral, retal, genital, que normalmente se sucedem nessa ordem, mas com casos de regressão e fixação. Sua reputação sofreu ainda mais quando publicou em "Fragmentos da análise de um caso de histeria", as perversões sexuais de uma jovem cliente, - na ficha médica "Dora" -, sem a sua permissão.

Descontente, Adler, médico e ativo socialista, e um dos quatro primeiros colegas convidados de Freud para o seu círculo, decidiu, em 1911, fundar sua própria corrente psicanalítica. Substituiu o desejo sexual da teoria freudiana pelo desejo de poder que é agravado pela necessidade de superar o "Complexo de Inferioridade" ou de afirmar a masculinidade. Porém, a defecção que Freud mais lamentou foi a de Carl Jung, ocorrida em 1913. Jung, um protestante suíço, era talvez o único não judeu do grupo, e quem Freud admirava e pensava que seria seu sucessor.

Para estreitar a união e o compromisso entre os membros restantes, Freud criou um Comitê doutrinário, que defenderia os postulados de sua doutrina, e presenteou cada um de seus membros com uma pedra para anel contendo com a gravação de uma figura grega antiga. O emblema representava o compromisso de sustentar a existência dos processos psicológicos inconscientes, a teoria da resistência e repressão, e o reconhecimento da parte representada pela sexualidade no Complexo de Édipo.

Isto não evitou, porém, que mais tarde, em 1924, depois de visitar aos Estados Unidos e sofrer a influência do liberalismo da corrente psicológica americana, Otto Rank abandonasse o círculo psicanalítico de Viena para fundar sua própria escola com novas idéias sobre a relação entre mãe e filho, e por um menor autoritarismo na psicoterapia. Com o psiquiatra húngaro Sandor Ferenczi, também um dos principais colaboradores de Freud e com o qual, juntamente com Jung, havia viajado à América, Rank criou uma psicoterapia mais igualitária e ativa, focada no aqui-e-agora, relacionamento autêntico, mente e vontade consciente, em lugar de história passada, transferência, inconsciente e desejo.

Em 1912 foi fundado o Imago, órgão de divulgação da psicanálise. No ano seguinte Freud publicou Totem und Tabu ("Totem e Tabu"), e, em 1914, ano do início da primeira guerra mundial, publicou Zur Geschichte der psychoanalytischen Bewegung (Sobre a história do movimento psicanalítico").

Entre 1915 e 1916 trabalhou na preparação de Vorlesungen zur Einführung in die Psychoanalyse ("Introdução geral à Psicanálise"). Em 1917, ano da publicação desse trabalho, Freud sofreu os primeiros sintomas de sua doença.

Ao final da guerra, em 1918, Freud perdeu todas suas economias, as quais havia aplicado em bônus do governo austríaco. Suavizando sua ênfase no instinto sexual como força propulsora do comportamento, Freud derivou para um bastante banal e menos interessante conceito de "Princípio do prazer e desprazer", envolvendo o ajustamento entre o impulso pelo prazer e a dura realidade do mundo exterior. Posteriormente sustentou o pouco inteligível "instinto de morte", e outras idéias metafísicas que aparecem em Jenseits des Lustprinzips ("Além do princípio do prazer") de 1920.

Em 1922 Freud trabalha o "Uma neurose demoníaca do século XVIII" e em 1923 publica Das Ich and das Es ("O Ego e o Id") no qual expõe sua teoria tripartite da mente, constituída do Id, Ego, e do Superego. O conceito do Id, o reservatório dos impulsos instintivos, é uma cópia da parte concupiscente da alma na doutrina de Platão; o Ego trata com a realidade do mundo exterior e o Superego é o inibidor dos instintos, tais como a parte sábia e a parte vigilante da alma, da mesma doutrina platônica. Porém, como ateu e materialista convicto, para Freud o homem é o que ele é, um produto da evolução natural, sujeito, em última análise, às leis da física e da química. Nada do que uma pessoa diz ou faz é casual ou acidental; o homem nem é perfeitamente livre nem racional - Obedece a causas inconscientes (Marx sociais e econômicas, Freud, mentais e individuais). A força que orienta o comportamento estaria nesse inconsciente e era o instinto sexual; essa força não se apresentava consciente devido à "repressão" tornada também inconsciente;

Freud efetivamente argumentou que o comportamento humano obedece ao instinto sexual e ao instinto de conservação e que os motivos sexuais, se não são claros, estão sublimados em um motivo aparente. Sua teoria esta bastante conforme ao pensamento metafísico de Schopenhauer de que uma Vontade universal, soberana e cega, deseja a sobrevivência da espécie e se traduz no sexo, e também a sobrevivência individual, e se traduz no instinto de conservação.

É de 1925 Selbstdarstellung ("Um estudo autobiográfico") e de 1926 Hemmung, Symptom und Angst ("Inibições, sintomas e ansiedade"), e o Die Frage der Iaienanalyse ("A questão da análise leiga"). No Die Zukunft einer Illusion ("O futuro de uma ilusão"), de 1927, Freud fez uma especulação filosófica adiantando o que pensava que fosse a natureza humana, a religião e Deus. Em 1930 publicou Des Unbehagen in der Kultur ("Mal estar na Civilização") - Culturas neuróticas - Conceitos de Projeção, Sublimação, Regressão e Transferência e finalmente, em 1933, Neue Folge der Vorlesungen zur Einführung in die Psychoanalyse ("Novas lições introdutórias sobre Psicanálise").

Quando os nazistas invadiram a Áustria em 1938, Freud, com 81 anos e doente, foi convencido a asilar-se na Inglaterra. Para quitar as exigências dos nazistas foi pago um resgate por amigos, além da interferência de Roosevelt, presidente dos Estados Unidos. Viajou para Londres com a mulher e a filha, a psicanalista Anna Freud. O Der Mann Moses und die monotheistische Religion ("Moisés e o monoteísmo") foi publicado em 1939, o ano em que Freud faleceu.

Fonte: www.cobra.pages.nom.br

Sigmund Freud

O PAI DA PSICANÁLISE

Neurologista e psiquiatra austríaco. Estuda e doutora-se na Universidade de Viena, onde vive até pouco antes da sua morte. Dedica as suas primeiras investigações à fisiologia do sistema nervoso e descobre os efeitos anestésicos da cocaína. Dedica-se ao estudo da neuropatologia. Em 1885 estuda em Paris, com Charcot, a aplicação da hipnose ao tratamento da histeria. Em 1887 casa-se e teve seis filhos; um deles, a sua filha Ana, é uma das mais destacadas figuras da psicanálise.

Em 1895 publica, em colaboração com Josef Breuer, Estudos sobre a Histeria, onde expõe as suas investigações sobre o poder terapêutico da catarse. Esta descoberta é o ponto de partida da psicanálise. A teoria psicanalista tem a sua expressão principalmente nas seguintes obras de Freud: Interpretação dos Sonhos, Três Ensaios sobre a Sexualidade, Lições de Introdução à Psicanálise e O Ego e o Id.

A partir de 1902 é professor na Universidade de Viena e em 1908 funda a sociedade psicanalítica, onde reúne os seus seguidores, alguns dos quais, por sua vez, criam novas escolas: Adler, Jung, Rank e outros. Em 1909 recebe o doutoramento honoris causa pela Clark University por ocasião de uma viagem aos Estados Unidos da América. Em 1923 manifesta-se-lhe uma afecção cancerosa, não cessando, apesar disso, a sua actividade investigadora até ao fim da vida.

Em 1930 recebe o Prémio Goethe e em 1938, ao ser a Áustria ocupada pelos nazis, tem de fugir para Inglaterra por causa da sua origem judia.

As contribuições da obra freudiana, caracterizada por um claro determinismo psíquico, são abundantes. Sobressai a distinção entre o consciente, o pré-consciente e o inconsciente, factores decisivos para compreender tanto os conflitos psíquicos (caso do complexo de Édipo) como a ansiedade e os mecanismos de defesa. Elabora também uma teoria da sexualidade no campo individual (com a líbido como impulso fundamental e força criadora frente ao qual enuncia posteriormente outro princípio destruidor) e, no terreno sociocultural, uma teoria filogenética exposta em obras como Totem e Tabu, Angústia na Civilização, O Futuro de Uma Ilusão e Moisés e o Monoteísmo.

Fonte: www.vidaslusofonas.pt

Sigmund Freud

O PAI DA PSICANÁLISE

Médico neurologista e fundador da psicanálise, Freud apresentou ao mundo o inconsciente e explorou a mente humana. Sigmund Freud ficou conhecido como um dos maiores pensadores do século XX e o pai de muitas das teorias psicanalistas aplicadas atualmente. Freud explorou a psique, desenvolveu uma teoria de personalidade, estudou histeria, neuroses e sonhos, entre tantos trabalhos.

SUA VIDA

Sigmund Freud nasceu em 1856 na pequena cidade de Freiberg, na Morávia, então parte do Império Austro-Húngaro (atualmente é a República Checa). Seu pai, Jacob, era um modesto comerciante e sua mãe, Amália, era a terceira esposa de Jacob. Freud nasceu de uma família judaica e foi o primogênito de sete irmãos.

Aos três anos de idade, a família Freud se mudou para Viena, devido ao aumento do anti-semitismo na Morávia. A cidade de Viena proporcionava aos judeus boas perspectivas econômicas, participação política e aceitação social.

Desde pequeno Freud era brilhante nos estudos e primeiro da classe. Devido à sua performance acadêmica e uma preferência de sua mãe, Freud teve o privilégio de ter um quarto só para si, onde pode estudar em paz.

Em 1873, aos 17 anos, Freud ingressou na faculdade de Medicina da Universidade de Viena. Nos anos de faculdade trabalhou em um laboratório de neurofisiologia, até sua formatura, em 1881.

Em 1882, Freud conheceu e se apaixonou por Martha Bernays. Ficaram noivos secretamente até terem dinheiro suficiente para se casarem, o que veio a ocorrer quatro anos depois, em 1886, quando Freud já possuía um consultório particular. Tiveram seis filhos. A mais nova, Ana, confidente, secretária, enfermeira, discípula e porta-voz do pai, também se tornou uma eminente psicanalista.

Antes de se casarem, Freud trabalhou durante seis meses em Paris com o neurologista francês Jean-Martin Charcot. Com este, observou o uso da hipnose no tratamento da histeria e viu estimulado seu interesse para os distúrbios mentais. Nos anos seguintes tornou-se especialista em doenças nervosas e fundamentou a teoria psicanalítica da mente.

Freud obteve um grupo de admiradores e seguidores que se reuniam com ele semanalmente. Entre eles se encontravam Alfred Adler e Carl Jung, famosos psicanalistas que acabaram se desligando de Freud para desenvolver suas próprias linhas. O desligamento de Jung foi muito doloroso para Freud. Eram bons amigos e Freud via em Jung a pessoa que iria continuar a transmitir seu trabalho.

A primeira Guerra Mundial teve um grande impacto em Freud e no movimento psicanalítico. O fim da guerra trouxe grandes modificações político-geográficas e os tratados foram particularmente severos com os países vencidos. Viena sofria de fome, frio e desespero. Voltaram as epidemias mortais, como tuberculose e gripe. Em 1920, Freud perdeu sua segunda filha, Sophie, vitima de uma epidemia. Afetado pela guerra e pela morte de sua filha, Freud escreveu "Além do Princípio do Prazer", onde ele reconheceu o instinto da morte.

Em 1923, Freud passou pela primeira de uma série de cirurgias para extrair um tumor no palato. A partir desse momento Freud passou a ter dificuldades para falar, sentia dores horríveis e desconforto.

Em 1930 publicou "Civilização e seus Descontentamentos", lançando um olhar pessimista e desiludido sobre a civilização moderna à beira da catástrofe.

Com a ascensão de Hitler, Freud, já velho e cansado, não desejava sair de Viena. Em 1938, quando os Nazistas entraram em Viena, Freud, sendo judeu, não teve escolha, a não ser emigrar. Freud foi com sua família para Londres, onde passou o final de sua vida.

SUAS TEORIAS

No esforço de compreender melhor seus pacientes, Freud iniciou um difícil processo de auto-análise. Freud trabalhou com introspecção e interpretação de seus próprios sonhos. Em 1896, Freud utilizou pela primeira vez o termo psicanálise.

Freud acreditava que histeria era uma forma de manifestação da neurose, na qual emoções reprimidas levariam aos sintomas da histeria. Estes sintomas poderiam desaparecer se o paciente conseguisse expressar as emoções reprimidas que lhe impediam de lidar com uma vida normal. Com isso, Freud trabalhou no desenvolvimento de formas que atingissem essas emoções reprimidas.

Freud desenvolveu a livre associação; uma técnica psicanalítica onde o paciente fala tudo que lhe vem à mente e ao falar surge sentimentos e memórias reprimidas. A livre associação é considerada uma das formas de se penetrar no inconsciente, podendo assim trabalhar pela terapia em cima dessas experiências e entender a causa da neurose.

Freud acreditava que a outra forma de penetrar no inconsciente seria através dos sonhos. Em 1899, Freud publicou "A interpretação dos Sonhos". Freud acreditava que os sonhos eram uma manifestação de nossos desejos e trabalhando com eles se podia chegar às memórias e sentimentos profundamente reprimidos.

Segundo Freud, outra manifestação de desejos reprimidos surge através de lapsos de língua e esquecimentos. Freud publicou essa teoria no livro "Psicopatologia da Vida Cotidiana". Nos procedimentos mentais ele não admitia a existência de meros acidentes: o pensamento aparentemente mais sem sentido, o lapso mais casual, o sonho mais fantástico possuem um significado que pode servir para desvendar os segredos da mente.

Freud explorou o conceito de que existe um conflito dentro das pessoas. O conflito seria de um instinto animal, que não seria aceito pela sociedade, causando então uma resistência da pessoa ao instinto. A pessoa reprime o instinto para o inconsciente e procura substituí-lo por outros métodos de compensação. Em sua teoria, Freud identifica vários métodos de compensação.

Em 1905 Freud publicou os "Três Ensaios sobre a Sexualidade". Freud afirmava a importância do impulso sexual, ou libido, vivido nos primeiros quatro ou cinco anos de vida.

Em 1923, quase com setenta anos, em seu estudo clássico "O Ego e o Id", completou a revisão de suas teorias. Formulou um modelo estrutural da mente como constituída de três partes distintas, mas que interagem entre si. Essas partes são o id, o ego e o superego. O id é o inconsciente, o superego é o consciente e o ego é o mediador entre o id e o superego. Essa é considerada a teoria de Freud da personalidade humana.

Fonte: www.10emtudo.com.br

Sigmund Freud

Sigmund Freud
Sigmund Freud

Psicanalista austríaco

06/05/1856, Freiberg, atual Pribor (República Checa)
23/09/1939, Londres (Reino Unido)

O criador da psicanálise nasceu na região da Morávia, que então fazia parte do Império Austro-Húngaro, hoje na República Checa. Sua mãe, Amália, era a terceira esposa de Jacob, um modesto comerciante. A família mudou-se para Viena em 1860.

Em 1877, ele abreviou o seu nome de Sigismund Schlomo Freud para Sigmund Freud. Desde 1873, era um aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Viena, onde gostava de pesquisar no laboratório de Neurofisiologia.

Ao se formar, em 1882, entrou no Hospital Geral de Viena. Freud trabalhou por seis meses com o neurologista francês Jean-Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose.

Em parceria com o médico Joseph Breuer, seu principal colaborador, ele publicou em 1895 o "Estudo sobre Histeria". O livro descreve a teoria de que as emoções reprimidas levam aos sintomas da histeria, que poderiam desaparecer se o paciente conseguisse se expressar.

Insatisfeito com a hipnose, Freud desenvolveu o que é hoje a base da técnica psicanalítica: a livre associação. O paciente é convidado a falar o que lhe vem à mente para revelar memórias reprimidas causadoras de neuroses.

Em 1899, publicou "A interpretação dos sonhos", em que afirma que os sonhos são "a estrada mestra para o inconsciente", a camada mais profunda da mente humana, um mundo íntimo que se oculta no interior de cada indivíduo, comandando seu comportamento, a despeito de suas convicções conscientes.

Mesmo com dificuldades para ser reconhecido pelo meio acadêmico, Freud reuniu um grupo que deu origem, em 1908, à Sociedade Psicanalítica de Viena. Seus mais fiéis seguidores eram Karl Abraham, Sandor Ferenczi e Ernest Jones. Já Alfred Adler e Carl Jung acabaram como dissidentes.

A perda de Jung foi muito mais dolorosa, pois Freud esperava que o discípulo, suíço e protestante, projetasse a psicanálise além do ambiente judaico. Além de discordar do papel prioritário dado por Freud ao desejo, Jung se tornou místico.

Sensibilizado pela Primeira Guerra Mundial e pela morte da filha Sophie, vítima de gripe, Freud teorizou sobre a luta constante entre a força da vida e do amor contra a morte e a destruição, simbolizados pelos deuses gregos Eros (amor) e Tanatos (morte). A sua teoria da mente ganhou forma com a publicação em 1923, de "O Ego e o Id".

Em 1936, disse considerar um avanço seus livros terem sido queimados pelos nazistas. Afinal, no passado, eram os autores que iam à fogueira. Mas a subida de Hitler ao poder ditatorial não demorou e a perseguição aos judeus se intensificou. Em 1938, já velho e com câncer, fugiu para a Inglaterra, onde morreu no ano seguinte.

Com Martha Bernays, teve seis filhos. A caçula Ana tornou-se discípula, porta-voz do pai, e uma eminente psicanalista.

Atualmente, Freud continua tão polêmico quanto na época em que esteve vivo. Por um lado, é verdadeiramente idolatrado por seguidores ortodoxos da teoria psicanalítica - e, aliás, em vida, Freud demonstrava uma inegável satisfação em ser reverenciado como um gênio. Por outro, é visto também como um mistificador, principalmente a partir da década de 1990, quando as descobertas da neurociência questionaram muitos dos princípios fundamentais da psicanálise.

Fonte: educacao.uol.com.br

Sigmund Freud

Sigmund Freud nasceu em 6 de maio de 1856, em Freiberg, Moravia (atualmente Pribor, Checoslovaquia).

Filho de Jacob Freud e sua terceira esposa, Amalia (vinte anos mais jovem que o marido).

Sigi, como era chamado por seus parentes, teve sete irmãos mais jovens.

A constelação familiar era incomum pois, dois meio-irmãos de Freud, Emmanuel e Philipp, tinham praticamente a mesma idade de sua mãe.

Freud era ligeiramente mais novo que seu sobrinho John, filho de Emmanuel.

Esta situação peculiar pode ter estimulado o interesse de Freud em dinâmica familiar, levando-o às suas posteriores formulações sobre o Complexo de Édipo.

O pai de Freud, um comerciante judeu de posses modestas, levou a família para Leipzig, Alemanha (1859), seguindo para Viena (1860), onde Freud viveu até 1938.

Aos 8 anos de idade, Freud lia Shakespeare e, na adolescência, ouviu uma conferência, cujo tema era o ensaio de Goethe sobre a natureza, ficando profundamente impressionado.

Pretendia estudar Direito, mas decidiu seguir Medicina, interessado na área de pesquisas.

Ingressou na Universidade de Viena em 1873.

Como aluno, Freud iniciou um trabalho de pesquisa sobre o sistema nervoso central, orientado por Ernst von Brücke (1876).

Formou-se médico em 1881.

Trabalhou na Clínica Psiquiátrica de Theodor Meynert (1882-83), estudando posteriormente com Charcot (Salpetrière), em Paris (1885).

De 1884 a 1887, Freud publicou vários artigos sobre cocaina Casou-se com Martha Bernays em 1886.

O casal teve seis filhos (Mathilde, 1887; Jean-Martin, 1889; Olivier, 1891; Ernst, 1892; Sophie, 1893; Anna, 1895).

Freud iniciou seu trabalho clínico, em consultório próprio, especializando-se em doenças nervosas.

Seu interesse pela histeria* foi estimulado pela hipnoterapia* praticada por Breuer e Charcot (1887-88).

Freud mudou-se para um apartamento em Bergasse 19 (1891), que 80 anos mais tarde veio a se tornar The Freud Museum Vienna*(1971).

Freud e Breuer publicaram suas descobertas em Estudos sobre a Histeria (método catártico) em 1895; no mesmo ano, Freud conseguiu, pela primeira vez, analisar um sonho seu, conhecido posteriormente como "o sonho da injeção feita em Irma".

Ele também elaborou o rascunho de 100 páginas manuscritas, que só foram publicadas após sua morte, sob o título de Projeto para uma Psicologia Científica (1950).

Nos cinco anos que se seguiram (1895-1900), Freud desenvolveu muitos dos conceitos que foram posteriormente incluídos na teoria e prática da psicanálise.

O termo "psicanálise"* (associação livre) foi concebido por Freud em 1896.

Após romper com Breuer, e passando por uma crise, devida à morte de seu pai, Freud iniciou sua auto-análise em 1897, ao examinar seus sonhos e fantasias, contando com o apoio emocional de seu amigo íntimo, Wilhelm Fliess.

A Interpetação de Sonhos (Die Traumdeutung) , o qual Freud considerou como sendo o mais importante de todos os seus livros*, foi publicado em 1899, com data de impressão de 1900, pois ele queria que sua grande descoberta fosse associada ao início de um novo século.

Seus pares, na área médica, ainda encaravam seus trabalhos com hostilidade e Freud trabalhava em completo isolamento.

Iniciou a análise de sua jovem paciente Dora e Psicopatologia da Vida Cotidiana foi publicado em 1901.

Foi nomeado Professor na Universidade de Viena e fundou a "Sociedade das Quartas-feiras" em 1902 (reunião semanal de amigos, em sua casa, com o propósito de discutir os trabalhos que vinha desenvolvendo), a qual veio a se tornar a Associação de Psicanálise de Viena, em 1908.

Três Ensaios sôbre a Teoria da Sexualidade, Os Chistes e sua relação com o Inconsciente, Fragmento da análise de um caso de Histeria (Dora) foram publicados em 1905.

Por volta de 1906, um pequeno grupo de seguidores havia se formado em torno de Freud, incluindo William Stekel, Alfred Adler, Otto Rank, Abraham Brill, Eugen Bleuler e Carl Jung.

Sándor Ferenczi e Ernest Jones juntaram-se ao círculo psicanalítico e o "Primeiro Congresso de Psicologia Freudiana" teve lugar em Salzburg, contando com a presença de quarenta participantes de cinco países (1908).

Em 1909, Freud foi convidado por Stanley Hall para proferir cinco conferências, na Clark University (Worcester, Massachussets), baseadas nos seus seis livros previamente publicados (mencionados acima nesta biografia), e Cinco Lições de Psicanálise foi a versão alemã dessas conferências, publicada em 1910.

Mesmo tendo sido essa sua única visita aos Estados Unidos da América, essa oportunidade marcou definitivamente sua carreira, ao atrair atenção mundial para seus trabalhos.

O movimento psicanalítico foi sendo gradativamente reconhecido e uma organização internacional, chamada "International Psychoanalytical Association" foi fundada em 1910.

A revista de psicanálise "Imago" foi criada em 1912.

Conforme o movimento se difundiu, Freud teve que enfrentar a dissidência entre os membros de seu círculo.

Adler (1911) e Jung (1913) deixaram a "Associação Psicanalítica de Viena" e formaram suas próprias escolas de pensamento, discordando da ênfase dada por Freud à origem sexual da neurose.

Início da Primeira Guerra Mundial (1914).

Freud recebeu as visitas de Rainer Maria Rilke (1915) e André Breton (1921).

A primeira parte das Conferências Introdutórias sobre Psicanálise foi publicada em 1916.

"The International Journal of Psychoanalysis" foi criado em 1920.

Freud descobriu que sofria de cancer da boca em 1923 e, mesmo assim, manteve-se produtivo, durante dezesseis anos, tolerando tratamentos constantes e dolorosos e resistindo a 33 cirurgias.

Os primeiros volumes da Coletânea das Obras de Sigmund Freud surgiram em 1925, época em que estava com sérios conflitos com Otto Rank, devido à teoria do trauma do nascimento.

Freud foi agraciado com o "Prêmio Goethe de Literatura", em 1930 e foi eleito Membro Honorário da "English Royal Society of Medicine" (1935).

Hitler tornou-se o chanceler do Reich (1933).

A Gestapo investigou a casa de Freud; prendeu e interrogou sua filha Anna* durante um dia inteiro.

Ameaçado pela ocupação nazista da Áustria (1938), Freud emigrou para a Inglaterra com sua família e, por um curto espaço de tempo, residiu em 20 Maresfield Gardens, local que 48 anos mais tarde veio a se tornar o Freud Museum London.

Sigmund Freud, faleceu aos 83 anos de idade, no dia 23 de setembro de 1939, em Londres.

Seu duradouro legado teve grande influência na cultura do século XX.

Fonte: www.fisemg.com.br

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