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Silepse

Silepse é a figura de construção em que a concordância não é feita de acordo com as palavras que efetivamente aparecem na oração, mas segundo a idéia a elas associam ou segundo um termo subentendido . A silepse pode ser de gênero, número ou pessoa.

a) Silepse de gênero

Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino) de artigos e dos substantivos, substantivos e adjetivos, etc.:

São Paulo é movimentada.

São Paulo é um nome próprio do gênero masculino; adjetivo "movimentada" concorda, no entanto, com idéia subentendida de cidade: "(A cidade de) São Paulo é movimentada" .

A gente é obrigado a varrer até cair morto.

A rigor, ”gente” é uma palavra do gênero feminino no entanto, “obrigado” e “morto” são dois adjetivos utilizados no gênero masculino.

A Bandeirante está cada dia mais congestionada.

"Bandeirantes" é um substantivo do gênero masc. e plural; está subentendido, no entanto, que se trata “avenida dos Bandeirantes” , o que leva toda a concordância para o feminino.

b) Silepse de número

É o tipo de silepse em que ocorre discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural). O caso mais comum de silepse de número ê o do substantivo singular que, por se referir a uma idéia plural, leva os verbos e / ou adjetivos para o plural.

“Esta gente está furiosa e com medo; por conseqüência, capazes de tudo.” (Garrett)

A palavra “gente" pertence ao gênero feminino e, gramaticalmente, é singular; mas como contém uma idéia plural ( = aquelas pessoas) o adjetivo ”capazes" passa a concordar com essa idéia plural, e não com a palavra singular "gente" .

“Corria gente de todos os lados, e gritavam.” (Mário Barreto)

Aqui também a idéia plural de “gente” prevalece sobre o ato de a palavra ser singular. O verbo, concordando no plural, expressa isso.

Os Lusíadas glorificou nossa literatura.

A concordância é feita segundo a idéia subentendida a "obra" Os Lusíadas.

c) Silepse de pessoa

Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal:

Os brasileiros choramos a derrota da seleção.

O verbo na 1ª pessoa do plural, ` `choramos" , indica que aquele que ala se inclui entre ` `os brasileiros" , sujeito expresso na frase. A silepse dá conta de “traduzir”: “Nós, os brasileiros, choramos a derrota da seleção”.

Fonte: www.colegioweb.com.br

Silepse

A palavra silepse vem do grego e significa “ato de compreender”, “compreensão”.

É uma figura de construção. Trata-se da concordância que acontece não com o que está explícito na frase, mas com o que está mentalmente subentendido, com o que está oculto. É, portanto, uma concordância ideológica, que ocorre com a idéia que o falante quer transmitir. É também chamada de concordância irregular.

Há três tipos de silepse:

1) Silepse de pessoa

Todos nesta sala somos gaúchos.

Nesta frase, o verbo somos não concorda com o sujeito claro Todos, que é da 3ª pessoa, portanto, a concordância “normal” seria Todos nesta sala são gaúchos.

O verbo concorda com a idéia nele implícita. O falante se inclui entre os gaúchos.

Para entender melhor este tipo de concordância, é preciso recordar uma regra que diz:

Quando o sujeito for composto de pessoas diferentes (eu, tu, ele), do qual faça parte o EU, o verbo vai para a 1ª pessoa do plural. Exemplo: Tu, ele e eu fomos ao cinema ontem.

Logo, no exemplo acima, a idéia subentendida é o EU, que representa a pessoa que fala.

2) Silepse de número

O gaúcho é bravo e forte. Não fogem da luta.

O verbo fugir – fogem – não concorda com o sujeito o gaúcho, e sim com o que ele representa: os gaúchos.

Observação: Estamos ciente. Nesta frase, o sujeito é da primeira pessoa do plural (nós) e o predicativo é usado no singular, porque se trata de uma pessoa. É o que se chama de “plural de modéstia”. Em vez de o verbo ser empregado na 1ª pessoa do singular, é usado na 1ª pessoa do plural. Muito empregado por escritores e oradores, principalmente políticos, para evitar o tom individualista no discurso, expressando uma fala coletiva.

3) Silepse de gênero

Porto Alegre é linda. Vista daqui parece um jardim.

Nesse caso, os adjetivos linda e vista não concordam com o substantivo Porto Alegre, mas com a palavra cidade. Este tipo de silepse ocorre principalmente com:

Pronomes de tratamento

Vossa Senhoria foi taxativo em seu discrso.

Subentende-se neste exemplo que a pessoa representada pelo pronome Vossa Senhoria é do sexo masculino.

Com nomes de cidades

São Paulo está muito poluída.

O adjetivo poluída concorda com cidade, que está subentendida.

Com a expressão “a gente”

A gente é novo ainda.

O adjetivo novo não concorda com a gente, levando a entender que o falante é do sexo masculino.

A silepse é muito empregada na linguagem coloquial, mas grandes escritores também a utilizaram em suas obras.

Eis alguns exemplos:

“Sobre a tristeOuro Preto o ouro dos astros chove.” – Olavo Bilac
“Nuvens baixas e grossas ocultavam Ilhéus, vista dali em mar grande e livre.” – Adonias Filho.
“A certa altura, a gente tem que estar cansado.” – Fernando Pessoa
“Corria gente de todos os lados, e gritavam.” – Mário Barreto
“O casal de patos nada disse, pois a voz das ipecas é só um sopro. Mas espadanaram, ruflaram e voaram embora.” – Guimarães Rosa.
“Aliás todos os sertanejossomos assim.” – Raquel de Queirós
“Ficamos por aqui, insatisfeitos, os seus amigos.” – Carlos Drummond de Andrade
“Dizem que os cariocassomos pouco dados aos jardins públicos” – Macahdo de Assis
“Esta gente já terá vindo? Parece que não. Saíram há um bom pedaço” - Machado de Assis
“E os dois, ali no quarto, picamos em mil pedaços as trezentas páginas do livro.” - Paulo Setubal

Referências

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática Portuguesa. 37.ed. (rev. e amp.). Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.
Brazilian Portuguese. Disponível em: http://www.brazilianportugues.com/index.php?idcanal=268 Acesso em: 21 out. 2007.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 46.ed. São Paulo Nacional, 2005.
HERNANDES, Paulo. Plural de modéstia. Disponível em: < http://www.paulohernandes.pro.br/dicas/001/dica058.html> Acesso em: 21 out. 2007.
NICOLA, José de; INFANTE, Ulisses. Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa. São Paulo: Scipione, 1989.
Silepse ou Concordância Irregular. Disponível em: <http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/silepse.htm> Acesso em: 21 out.2007.
Silepse ou Concordância Ideológica. Disponível em: <http://www.ficharionline.com/ExibeConteudo.php5?idconteudo=5627> Acesso em: 21 out. 2007.

Fonte: www.recantodasletras.com.br

Silepse

A silepse é a concordância que se faz com o termo que não está expresso no texto, mas sim com a ideia que ele representa. É uma concordância anormal, psicológica, espiritual, latente, porque se faz com um termo oculto, facilmente subentendido. Há três tipos de silepse: de gênero, número e pessoa.

Silepse de Gênero

Os gêneros são masculino e feminino. Ocorre a silepse de gênero quando a concordância se faz com a ideia que o termo comporta. Exemplos:

1) A bonita Porto Velho sofreu mais uma vez com o calor intenso.

Nesse caso, o adjetivo bonita não está concordando com o termo Porto Velho, que gramaticalmente pertence ao gênero masculino, mas com a ideia contida no termo (a cidade de Porto Velho).

2) Vossa excelência está preocupado.

Nesse exemplo, o adjetivo preocupado concorda com o sexo da pessoa, que nesse caso é masculino, e não com o termo Vossa excelência.

Silepse de Número

Os números são singular e plural. A silepse de número ocorre quando o verbo da oração não concorda gramaticalmente com o sujeito da oração, mas com a ideia que nele está contida.

Exemplos:

A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da cidade de Salvador.
Como vai a turma? Estão bem?

O povo corria por todos os lados e gritavam muito alto.

Note que nos exemplos acima, os verbos andaram, estão e gritavam não concordam gramaticalmente com os sujeitos das orações (que se encontram no singular, procissão, turma e povo, respectivamente), mas com a ideia de pluralidade que neles está contida. Procissão, turma e povo dão a ideia de muita gente, por isso que os verbos estão no plural.

Silepse de Pessoa

Três são as pessoas gramaticais: a primeira, a segunda e a terceira. A silepse de pessoa ocorre quando há um desvio de concordância. O verbo, mais uma vez, não concorda com o sujeito da oração, mas sim com a pessoa que está inscrita no sujeito.
Exemplos:

O que não compreendo é como os brasileiros persistamos em aceitar essa situação.

Os agricultores temos orgulho de nosso trabalho.

"Dizem que os cariocas somos poucos dados aos jardins públicos." (Machado de Assis)

Observe que os verbos persistamos, temos e somos não concordam gramaticalmente com os seus sujeitos (brasileiros, agricultores e cariocas que estão na terceira pessoa), mas com a ideia que neles está contida (nós, os brasileiros, os agricultores e os cariocas).

Fonte: www.soportugues.com.br

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