A trissomia do cromossomo 13 tem como definição uma desordem cromossomal resultando em uma síndrome caracterizada especificamente pôr anomalias morfológicas e malformação de órgãos, gerando a inviabilidade dos afetados. Ocorre quando existem três cromossomos 13 em lugar do par normal no genótipo de um recém nascido. Tem como causa a não disjunção dos cromossomos durante a anáfase 1, gerando gametas com 24 cromátides.
Observada na literatura a primeira vez em 1657 pôr Bartholin, e descrita em 1960 pôr Patau e colaboradores, que a denominaram trissomia do cromossomo D1. Logo em seguida, a síndrome determinada pôr essa aneuploidia foi minuciosamente estudada pôr diversos autores, de sorte que, e, em pouco tempo, ela pôde ser caracterizada clinicamente com bastante precisão. Estudos auto-radiográficos e de fluorescência forneceram evidências de que o cromossomo trissômico nesta síndrome é o 13.
Ocorre na variação de 1/4.000-10.000 crianças que nascem, sendo letal geralmente no primeiro mês da doença. Tem a probabilidade de risco agravada pôr uma possível gravidez tardia (>37 anos), devido ao fato de que mulheres acima desta idade, estarem mais propícias a ocorrência da não disjunção dos cromossomos. Parece possuir ligeira preferência pelo sexo feminino.
Quadro clínico rico em sinais e cerca de 75% dos casos apresentam cariótipo com trissomia regular. A trissomia é devida ao fato de não haver disjunção dos cromossomos durante a anáfase 1 da mitose. A gravidez em idade avançada aumenta a possibilidade da não disjunção dos cromossomos. Sua taxa de ocorrência é 1/4.000.

Cariograma de um afetado pela trissomia do 13

Esquema da não disjunção gerando ovócito
A trissomia tem origem do óvulo feminino, pelo fato da fêmea maturar geralmente apenas um ovócito, em antagonismo com o macho, que matura milhões de espermatozóides. Gametas masculinos portadores de alterações numéricas cromossômicas tem menor viabilidade que gametas normais, sendo mínimas as possibilidades de um gameta masculino com 24 cromátides fecundar um ovócito.
São responsável pôr 20% das ocorrências, sendo que ¾ das translocações são esporádicas, e ¼ são herdadas. As translocações familiares balanceadas ou não envolvendo cromossomos do grupo D [mais freqüentemente t(13q14q)] estão entre as mais comuns, dentre as variações da síndrome. As pessoas normais que tem essa translocação equilibrada estão sob o risco de 5% não apenas de gerar uma criança com síndrome de Patau, mas também de ter em sua prole crianças com síndrome de Down com trissomia regular, pôr um efeito intercromossômico.
Representa 5% das ocorrências da síndrome, sendo verificado pelo fato do afetado não possuir a anomalia cromossômica de forma detectável. São representados da seguinte maneira: 46,XX ou XY/47, XX ou XY, + 13. Esta alteração pode propiciar que o afetado chegue até a idade adulta, mesmo manifestando o fenótipo.
Um problema durante as 3 primeiras semanas de desenvolvimento do embrião, na diferenciação do mesoderma, na placa pré-cordal, gera a anomalia no indivíduo que possui o genótipo.
O diagnóstico clínico da síndrome de Patau, a ser confirmado pelo exame cromossômico é fácil, pois dentre os seus sinais mais comuns estão:
Baixo peso corporal (2.600Kg)
Microcefalia e testa achatada
Largas suturas sagitais e fontanelas
Hipertelorismo ocular e microftalmia bilateral, podendo chegar a anoftalmia
Lábio leporino acompanhado ou não de palatosquise ou palato alto
Queixo pequeno
Defeitos na face média e cérebro anterior
Orelhas dismórficas de implantação baixa e surdez aparente
Pescoço curto
Fronte inclinada
Hemangiomas planos na cabeça
Pescoço curto
Distância intermamilar grande
Apnéias prolongadas
Cardiopatias congênitas, que representam comunicação interventricular e persistência do conduto arterial
Apêndice pré-sacral e fóvea coccigeana
Hérnia inguinal ou umbilical
Genitais externos anômalos (criptorquidia escroto, abdominal, genitália ambígua e falo encurvado entre os meninos, e clitoromegalia e órgão genital feminino dupla entre as meninas)
Mãos com hexadactilia uni- ou bilateral, geralmente com o polegar e os dois últimos dedos sobrepostos aos outros; unhas estreitas e hiperconvexas
Prega de flexão palmar única, trirrádio axial em posição bastante distal (t’’ e t ’’’) e arco na região tenar
Pés com hexadactilia uni- ou bilateral e com região plantar convexa (pés em cadeira de balanço)
Arco ou arco retorcido em S na região halucal
Arrinencefalia (ausência de bulbo e trato olfativo)
Deficiência mental
Útero bicorne
Rim policístico, hidronefrose, hidroureter e ureteres duplos, relacionados a oligúria e anúria em afetados
Atrofia ou ausência das últimas costelas e de vértebras, e hiperplasia sacral
Presença de Hemoglobina Gower 2, que é uma hemoglobina embrionária que desaparece no terceiro mês de gestação
Neutrófilos com núcleo mostrando muitas saliências pedunculadas ou sésseis;


Crianças afetadas pela síndrome de Patau
o Anomalias cardiovasculares: Echo;
o Anomalias no sistema nervoso central: CT/MRI;
o Anomalias genito-urinárias: Ultrasom;
Cariótipo
Amniocinese
45% morrem em 1 mês
69% morrem em 6 meses
72% morrem em 1 ano
Genitores devem ser informados de que a trissomia do 13 tem a taxa de ocorrência de 1/4.000 - 10.000
Necessidade de avaliar o cariótipo dos genitores para saber a probabilidade de chances de ocorrer um afetado
No caso de uma gravidez com ocorrência da síndrome, é necessário acompanhamento com amniocinese na gestações subsequentes
Fonte: www.ufv.br