Dá-se o nome de colocação pronominal ao emprego adequado dos pronomes oblíquos átonos.
O emprego desses pronomes é sempre observado em relação ao verbo. Dessa forma, os pronomes oblíquos átonos podem estar nas seguintes posições:
- Ênclise
- Próclise
- Mesóclise
Em geral, a posição mais adequada desses pronomes é a enclítica. Porém, as formas do particípio não admitem ênclise, ou seja, não é possível termos um pronome oblíquo átono após um particípio. Use, neste caso, a próclise.
Ele tinha dado-me um presente. [Inadequado] Ele tinha me dado um presente. [Adequado]
Fonte: www.nilc.icmc.usp.br
É a parte da gramática que trata da correta colocação dos pronomes oblíquos átonos na frase. Embora na linguagem falada a colocação dos pronomes não seja rigorosamente seguida, algumas normas devem ser observadas sobretudo na linguagem escrita.
Existe uma ordem de prioridade na colocação pronominal: 1º tente fazer próclise, depois mesóclise e e em último caso ênclise.
É a colocação pronominal antes do verbo. A próclise é usada:
1) Quando o verbo estiver precedido de palavras que atraem o pronome para antes do verbo. São elas:
a) Palavra de sentido negativo: não, nunca, ninguém, jamais, etc. Ex.: Não se esqueça de mim.
b) Advérbios. Ex.: Agora se negam a depor.
c) Conjunções subordinativas Ex.: Soube que me negariam.
d) Pronomes relativos. Ex.: Identificaram duas pessoas que se encontravam desaparecidas.
e) Pronomes indefinidos Ex.: Poucos te deram a oportunidade.
f) Pronomes demonstrativos Ex.: Disso me acusaram, mas sem provas.
2) Orações iniciadas por palavras interrogativas. Ex.: Quem te fez a encomenda?
3) Orações iniciadas pr palavras exclamativas. Ex.: Quanto se ofendem por nada!
4) Orações que exprimem desejo (orações optativas). Ex.: Que Deus o ajude.
É a colocação pronominal no meio do verbo.A mesóclise é usada:
1) Quando o verbo estiver no futuro do presente ou futuro do pretérito, contanto que esses verbos não estejam precedidos de palavras que exijam a próclise. Ex.: Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em prol da paz no mundo. Não fosse os meus compromissos, acompanhar-te-ia nessa viagem.
É a colocação pronominal depois do verbo.A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não forem possíveis: 1) Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo. Ex.: Quando eu avisar, silenciem-se todos. 2) Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal. Ex.: Não era minha intenção machucar-te. 3) Quando o verbo iniciar a oração. Ex.: Vou-me embora agora mesmo. 4) Quando houver pausa antes do verbo. Ex.: Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo. 5) Quando o verbo estiver no gerúndio. Ex.: Recusou a proposta fazendo-se de desentendida
O pronome poderá vir proclítico quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra atrativa. Ex.: É preciso encontrar um meio de não o magoar./ É preciso encontrar um meio de não magoá-lo.
Colocação pronominal nas locuções verbais
1) Quando o verbo principal for constituído por um particípio
a) O pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar. Ex.: Haviam-me convidado para a festa.
b) Se, antes do locução verbal, houver palavra atrativa, o pronome oblíquo ficará antes do verbo auxiliar. Ex.: Não me haviam convidado para a festa.
Se o verbo auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, ocorrerá a mesóclise, desde que não haja antes dele palavra atrativa. Ex.: Haver-me-iam convidado para a festa.
2) Quando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou um gerúndio:
a) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. Ex.: Devo esclarecer-lhe o ocorrido/ Devo-lhe esclarecer o ocorrido. Estavam chamando-me pelo alto-falante./ Estavam-me chamando pelo alto-falante.
b) Se houver palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. Ex.: Não posso esclarecer-lhe o ocorrido./ Não lhe posso esclarecer o ocorrido. Não estavam chamando-me./ Não me estavam chamando.
1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral os pronomes o,a,os,as não se alteram. Ex.: Chame-o agora. Deixei-a mais tranqüila.
2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se para lo, la, los, las. Ex.: (Encontrar)Encontrá-lo é o meu maior sonho. (Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.
3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no, na, nos, nas. Ex.: Chamem-no agora. Põe-na sobre a mesa.
4) As formas combinadas dos pronomes oblíquos mo, to, lho, no-lo, vo-lo, formas em desuso, podem ocorrer em próclise, ênclise ou mesóclise. Ex.: Ele mo deu. (Ele me deu o livro)
Fonte: www.portugues.com.br
Os pronomes "eu" e "tu" só podem figurar como sujeito de uma oração. Assim, não podem vir precedidos de preposição funcionando como complemento. Para exercer esta função, deve-se empregar as formas "mim" e "ti".
Nunca houve brigas entre eu e ela. (errado) Nunca houve brigas entre mim e ela. (certo)
Todas as dívidas entre eu e tu foram sanadas. (errado) Todas as dívidas entre mim e ti foram sanadas. (certo)
Sem você e eu, aquela obra não acaba. (errado) Sem você e mim, aquela obra não acaba. (certo)
A festa não será a mesma sem tu e elas. (errado) A festa não será a mesma sem ti e elas. (certo)
Perante eu e vós, aquelas criaturas são bem mais infelizes. (errado) Perante mim e vós, aquelas criaturas são bem mais infelizes. (certo)
Levantaram calúnias contra os alunos e eu. (errado) Levantaram calúnias contra os alunos e mim. (certo)
Observação: Os pronomes "eu" e "tu", no entanto, podem aparecer como sujeito de um verbo no infinitivo, embora precedidos de preposição.
Não vais sem eu mandar. Dei o dinheiro para tu comprares o carro. Esta regra é para eu não esquecer.
Os pronomes átonos são geralmente empregados depois do verbo (ÊNCLISE), muitas vezes antes(PRÓCLISE) e, mais raramente, no meio (MESÓCLISE).
As formas verbais do infinitivo impessoal (precedido ou não da preposição "a"), do gerúndio e do imperativo afirmativo pedem a ênclise pronominal.
Urge obedecer-se às leis. Obrigou-me a dizer-lhe tudo. Bete pediu licença, afastando-se do grupo. Aqueles livros raros? Compra-os imediatamente!
Observação: Se o gerúndio vier precedido da preposição "em", deve-se empregar a próclise.
Exemplo: "Nesta terra, em se plantando, tudo da."
Não se inicia um período pelo pronome átono nem a oração principal precedida de pausa, assim como as orações coordenadas assindéticas, isto é, sem conjunções.
Me contaram sua aventura em Salvador. (errado) Contaram-me sua aventura em Salvador. (certo)
Permanecendo aqui, se corre o risco de ser assaltado. (errado) Permanecendo aqui, corre-se o risco de ser assaltado. (certo)
Segui-o pela rua, o chamei, lhe pedi que parasse. (errado) Segui-o pela rua, chamei-o, pedi-lhe que parasse. (certo)
Observação: A ênclise não pode ser empregada com verbos no futuro e no particípio passado.
Deve-se colocar o pronome átono antes do verbo, quando antes dele houver uma palavra pertencente a um dos seguintes grupos:
Não me deixe sozinho esta noite! Nunca se recuse ajudar a quem precise. Nem nos conte porque você fez isso. Nenhum deles me prestou a informação correta. Ninguém lhe deve nada. De modo algum (Em hipótese alguma) nos esqueceremos disso.
O livro que me emprestaste é muito bom. Este é o senhor de quem lhe contei a vida. Esta é a casa da qual vos falei. O ministro, cujo filho lhe causou tantos problemas, está aqui. Aquela rua, onde me assaltaram, foi melhor iluminada. Pagarei hoje tudo quanto lhe devo.
Alguém me disse que você vai viajar. Quem lhe disse essas bobagens? Dos vários candidatos entrevistados, alguns (diversos) nos pareceram bastante inteligentes. Entre os dez pares de sapato, qualquer um me serve para ir a festa no sábado. Quem quer que me traga uma flor, conquistará meu coração.
Deixarei você sair, quando me disser a verdade. Posso ajudar-te na obra, se me levares contigo. Faça todo esse trabalho, como lhe ensinei. Entramos no palácio, porque nos deram permissão. Fiquem em nossa casa, enquanto vos pareça agradável. Continuo a gostar de ti, embora me magoasse muito. Confiei neles, logo que os conheci.
Talvez nos seja fácil fazer esta tarefa. Ontem os vi no cinema. Aqui me agrada estar todos os dias. Agora vos contarei um conto de fadas. Pouco a pouco te revelarei o mistério. De vez em quando me pego falando sozinho. De súbito nos assustamos com os tiros.
Observação: O pronome átono pode ser colocado antes ou depois do infinitivo impessoal, se antecedendo o infinitivo vier uma das palavras ou expressões mencionadas acima.
"Tudo faço para não a perturbar naqueles dias difíceis"; ou "Tudo faço para não perturbá-la..."
Emprega-se o pronome átono no meio da forma verbal, quando esta estiver no futuro simples do presente ou no futuro simples do pretérito do indicativo.
Chamar-te-ei, quando ele chegar. Se houver tempo, contar-vos-emos nossa aventura. Dar-te-ia essas informações, se soubesse.
Observação: Se antes dessas formas verbais houver uma palavra ou expressão que provocam a próclise, não se empregará, conseqüentemente, o pronome átono na posição mesoclítica.
Nada lhe direi sobre este assunto. Livrar-te-ei dessas tarefas, porque te daria muito trabalho.
São locuções verbais perfeitas aquelas formadas de um verbo auxiliar modal (QUERER, DEVER, SABER, PODER, ou TER DE, HAVER DE), seguido de um verbo principal no infinitivo impessoal. Neste caso, o pronome átono pode ser colocado antes ou depois do primeiro verbo, ou ainda depois do infinitivo.
Nós lhe devemos dizer a verdade. Nós devemos lhe dizer a verdade. Nós devemos dizer-lhe a verdade.
Observação: No entanto, se no caso acima mencionado as locuções verbais vierem precedidas de palavra ou expressão que exija a próclise, só duas posições serão possíveis para empregar-se o pronome átono: antes do auxiliar ou depois do infinitivo.
Não lhe devemos dizer a verdade. Não devemos dizer-lhe a verdade.
Nos tempos compostos, formados de um verbo auxiliar (TER ou HAVER) mais um verbo principal no particípio, o pronome átono se liga ao verbo auxiliar, nunca ao particípio.
Tinha-me envolvido sem querer com aquela garota. Nós nos havíamos assustado com o trovão. O advogado não lhe tinha dito a verdade.
Observação: Quando houver qualquer fator de próclise, esta será a única posição possível do pronome átono na frase, ou seja, antes do verbo auxiliar.
Os pronomes "este, esta, isto" devem ser empregados referindo-se ao âmbito da pessoa que fala (1ª pessoa do singular e do plural - eu e nós), e quando se quer indicar o que se vai dizer logo em seguida (referência ao "tempo presente). Relacionam-se com o advérbio "aqui" e com os pronomes possessivos "meu, minha, nosso, nossa".
Este meu carro só me dá problemas. Esta casa é nossa há dez anos. Isto aqui são as minhas encomendas. Ainda me soam aos ouvidos estas palavras do Divino Mestre: "Amai ao próximo como a vós mesmos." Espero que por estas linhas... (no começo de uma carta, por exemplo) Neste momento, está chovendo no Rio de Janeiro. (= agora) Ele deve entregar a proposta nesta semana. (= na semana em que estamos) Não haverá futebol neste domingo. (= hoje) O pagamento deverá ser feito neste mês. (= mês em que estamos)
Empregam-se os pronomes "esse, essa, isso", com relação ao âmbito da pessoa com quem se fala (2ª do singular e do plural - tu e vós; e também com "você, vocês); e quando se quer indicar o que se acabou imediatamente de dizer (referência ao "tempo passado"). Relacionam-se com o advérbio "aí" e com os pronomes possessivos "teu, tua, vosso, vossa, seu, sua (igual a "de você").
Essa sua blusa não lhe fica bem. Quem jogou esse lixo aí na tua calçada? Isso aí que você está fazendo tem futuro? Esses vossos planos não darão certo. Esses exemplos devem ser bem fixados. Despeço-me, desejando que essas palavras... (no final de uma carta) Tudo ia bem com Rubinho até a 57ª volta; nesse momento, acabou o combustível. Ele pouco se dedicava ao trabalho, por isso foi dispensado.
Os pronomes "aquele, aquela, aquilo" devem ser empregados com referência ao que está no âmbito da pessoa ou da coisa de quem ou de que se fala (3ª pessoa do singular e do plural - ele, ela, eles, elas). Relacionam-se com o advérbio "lá" e com os possessivos "seu, sua ( igual a "dele, dela").
Aquele carro, lá no estacionamento, é do professor Paulo. Aquela garota bonita é da sua turma? Eu disse ao diretor aquilo que me mandaste dizer.
Observação: Numa enumeração, empregamos os pronomes "este, esta, isto" para nos referir ao elemento mais próximo, e "aquele, aquela, aquilo" para os anteriores.
Exemplo: Em 96, adquiri duas coisas muito importantes para mim: uma casa e um computador. Este no início do ano e aquela no fim.
Guarde duas dicas ao se referir à situação dos pronomes "esse" e "este" em um texto:
- "esse" indica "passado", e ambas as palavras se escrevem com dois ss.
- "este" indica "futuro"; em ambos os termos temos a presença do t.
A expressão "com a gente" é típica da linguagem coloquial brasileira. Só pode ser usada em textos informais.
A outra turma vai se reunir com a gente às 10h. A sua irmã vai com a gente ao clube hoje.
Em textos formais, que exijam uma linguagem mais cuidada, devemos usar a forma "conosco".
Os pais dos alunos querem uma reunião conosco. Os diretores irão conosco ver o prefeito.
Devemos usar "com nós" antes de algumas palavras:
_ Antes de "todos, mesmos, dois" - "O presidente deixou
Fonte: intervox.nce.ufrj.br
A língua portuguesa culta, falada no Brasil, por certa teimosia, continua aderindo a normas de colocação do pronome oblíquo átono junto a verbos, conforme os ditames de Portugal. Daí a grande disparidade entre os processos do uso erudito e do uso cotidiano. Muitos escritores modernos e contemporâneos de peso em nossas letras já aboliram a prática dessa norma; mas ela existe!
São pronomes oblíquos átonos aqueles que, postos depois de um verbo, ou intercalado nele, usam o hífen. Chama-se próclise à anteposição do pronome oblíquo ao verbo. Não há hífen e segue algumas regras. Exemplo: Nunca me procuraram para esclarecimentos. A ênclise consiste na posição do pronome oblíquo átono após a forma verbal. É a posição normal, não atraída do pronome. A mesóclise ocorre com a intercalação do oblíquo na forma verbal. Aparece entre hifens.
Só ocorre com verbos flexionados no futuro do indicativo, quando iniciando período ou depois de sinal de pontuação. Exemplos: Dar-me-ás boas notícias? Ainda hoje, entregar-me-ás os documentos.
A própria expressão formal, em nossos dias, tem abandonado essa colocação que dá um ar esnobe, antipático à expressão.
Ocorre quando há palavras eufonicamente atrativas, a saber:
a) Sentido negativo sem pausa (advérbios, pronomes indefinidos): Nunca me deste apoio. Ninguém te abandonou. b) Pronomes demonstrativos: Isto me causa angústia. c) Palavras que e quem: Espero que me ouças. Não sei quem me procurou hoje. d) Verbo no gerúndio precedido de “em”: Em me procurando, atenderei. e) Orações optativas com sujeito anteposto ao verbo: Bons ventos te tragam até aqui! f) Orações exclamativas, iniciadas com palavras exclamativas: Quanto me aborreces! g) Orações interrogativas, iniciadas por palavras interrogativas: Como te enganaste assim?
Colocação do pronome átono no tempo composto e na locução verbal
No tempo composto basta seguir as mesmas regras do tempo simples (dadas acima), lembrando que nunca se prende o pronome oblíquo átono a um particípio. Assim, é incorreto dizer-se: Haviam falado-me. O correto será: Haviam-me falado.
No caso das locuções verbais (verbo auxiliar + infinitivo ou gerúndio) vejam-se os exemplos:
a) verbo auxiliar + infinitivo: Posso dizer-lhe/ Posso-lhe dizer. Não posso dizer-lhe/Não lhe posso dizer. b) verbo auxiliar + preposição + infinitivo: Estou a esperá-lo/Não estou a esperá-lo. c) Verbo auxiliar + gerúndio: Estava observando-o/ Não o estava observando/Não estava observando-o .
Apesar das normas de colocação dos pronomes oblíquos átonos, devem sempre prevalecer o bom senso e os ditames do estilo.
Fonte: www.vestibular1.com.br
Este é o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo. Eles podem ser colocados de três maneiras diferentes: antes do verbo (Próclise), no meio do verbo (mesóclise) e depois do verbo (Ênclise).
Próclise é a colocação dos pronomes oblíquos átonos antes do verbo. Usa-se a próclise, obrigatoriamente, quando houver palavras atrativas. São elas:
| Palavras de sentido negativo. | Ela nem se incomodou com meus problemas. |
| Advérbios. | Aqui se tem sossego, para trabalhar. |
| Pronomes Indefinidos. | Alguém me telefonou? |
| Pronomes Interrogativos. | Que me acontecerá agora? |
| Pronomes Relativos | A pessoa que me telefonou não se identificou. |
| Pronomes Demonstrativos Neutros. | Isso me comoveu deveras. |
| Conjunções Subordinativas. | Escrevia os nomes, conforme me lembrava deles. |
Obs.: Não ocorre próclise em início de frase. Ex.: O certo é Traga-me essa caneta que aí está. e não Me traga essa caneta.
01) Em frases exclamativas e/ou optativas (que exprimem desejo): Ex. Quantas injúrias se cometeram naquele caso! Deus te abençoe, meu amigo!
02) Em frases com preposição em + verbo no gerúndio: Ex. Em se tratando de gastronomia, a Itália é ótima. Em se estudando Literatura, não se esqueça de Carlos Drummond de Andrade.
03) Em frases com preposição + infinitivo flexionado: Ex. Ao nos posicionarmos a favor dela, ganhamos alguns inimigos. Ao se referirem a mim, fizeram-no com respeito.
04) Havendo duas palavras atrativas, tanto o pronome poderá ficar após as duas palavras, quanto entre elas. Ex. Se me não ama mais, diga-me. Se não me ama mais, diga-me.
Obs: Se o verbo não estiver no início da frase, pode ocorrer próclise também, mesmo não havendo palavra atrativa. Ex.: Ele se arrependeu do que fizera.
Mesóclise é a colocação dos pronomes oblíquos átonos no meio do verbo. Usa-se a mesóclise, quando houver verbo no Futuro do Presente ou no Futuro do Pretérito, sem que haja palavra atrativa alguma, apesar de, mesmo sem palavra atrativa, a próclise ser aceitável. O pronome oblíquo átono será colocado entre o infinitivo e as terminações ei, ás, á, emos, eis, ão, para o Futuro do Presente, e as terminações ia, ias, ia, íamos, íeis, iam, para o Futuro do Pretérito. Por exemplo, o verbo queixar-se ficará conjugado da seguinte maneira:
| Futuro do Presente | Futuro do Pretérito |
|---|---|
| queixar-me-ei | queixar-me-ia |
| queixar-te-ás | queixar-te-ias |
| queixar-se-á | queixar-se-ia |
| queixar-nosnos-emos | queixar-nos-íamos |
| queixar-vos-eis | queixar-vos-íeis |
| queixar-se-ão | queixar-se-iam |
Para se conjugar qualquer outro verbo pronominal, basta-lhe trocar o infinitivo. Por exemplo, retira-se queixar e coloca-se zangar, arrepender, suicidar, mantendo os mesmos pronomes e desinências: zangar-me-ei, zangar-te-ás...
Ênclise é a colocação dos pronomes oblíquos átonos depois do verbo. Usa-se a ênclise, principalmente nos seguintes casos:
01) Quando o verbo iniciar a oração.
Ex. Trouxe-me as propostas já assinadas.
Arrependi-me do que fiz a ela.
02) Com o verbo no imperativo afirmativo.
Ex. Por favor, traga-me as propostas já assinadas.
Arrependa-se, pecador!!
Obs.: Se o verbo não estiver no início da frase e não estiver conjugado no Futuro do Presente ou no Futuro do Pretérito, no Brasil, tanto poderemos usar Próclise, quanto Ênclise. Por exemplo: Eu me queixei de você ou Eu queixei-me de você. Os alunos se esforçaram ou Os alunos esforçaram-se.
Fonte: www.gramaticaonline.com.br