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Figuras de Construção



Elipse

É a omissão de um termo ou de uma oração inteira que já foi dita ou escrita antes, sendo que esta omissão fica subentendida pelo contexto.

Exemplos:

- Sobre a mesa, apenas uma garrafa. (omissão do verbo haver.)

- Esta garota veio sem pinturas, uma saia rosa, um moletom, sapatos vermelhos. (omissão da palavra com.)

Curiosidade: Em diálogos também é usual a elipse: na bilheteria de um teatro, apenas perguntamos "- Quanto custa?". O contexto, a situação em que foi feita a pergunta leva-nos ao termo omitido - "a entrada".

Zeugma

É um caso específico da elipse. Ocorre quando o termo omitido já tiver sido expresso anteriormente.

Exemplos:

O mar é lago sereno O céu, manto azulado

(Casimiro de Abreu)

(omissão no 2º verso do verbo ser.)

- Precisarei de vários ajudantes. De um que pinte a parede e de outros que tomem conta das refeições. (houve zeugma do termo ajudante e ajudantes)

- Você me corta um verso, eu escrevo outro. (zeugma do termo verso: "eu escrevo outro verso.")

Polissíndeto

É a repetição expressiva da conjunção coordenativa. Todo uso repetido da conjunção e constitui um polissíndeto.

Exemplos:

Vão chegando as burguesinhas pobres, e as crianças das burguesinhas ricas, e as mulheres do povo, e as lavadeiras (Manuel Bandeira)

E o menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata, e abusa de toda paciência nossa deste mundo!

Assíndeto

É a inexistência de conectivo (conjunção) para criar um efeito de nivelamento e simultaneidade entre os detalhes apreendidos. Toda omissão da conjunção e constitui um assíndeto.

Exemplos:

- Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios.

- O musicista foi ao clube, tocou seu instrumento, agradou, foi embora.

Figuras de Construção

- Fomos, vimos o lugar, comentamos com o porteiro, saímos sem dizer nada.

Pleonasmo

É uma repetição que envolve uma redundância, isto é, repetição desnecessária que ocorre para dar ênfase.

Exemplos:

- Estou vendo terra com meus próprios olhos!!!

Figuras de Construção

- A mim ninguém me engana.

Observação: O pleonasmo vicioso ("entrar para dentro", "subir para cima") é um defeito de linguagem.

Inversão ou Hipérbato

É a inversão da ordem natural e direta dos termos da oração.

Exemplos:

- Dança, à noite, o casal de apaixonados no clube. Ordem direta: O casal de apaixonados dança no clube à noite.

- Aves, Desisti de ter! Ordem direta: Desisti de ter aves !

Anacoluto

Toda falta de nexo sintático entre o princípio da frase e o seu fim provoca um anacoluto. Ocorre geralmente quando o sujeito fica sem predicado e quando se usa um verbo no infinitivo, com sua repetição no meio da frase.

Exemplos:

- Eu parece que estou ficando zonzo.

- Morrer, todo o mundo vai morrer.

Silepse

É uma figura de sintaxe e ocorre quando a concordância é feita pelo sentido e não pela forma gramatical, como a própria etimologia da palavra explica.

Podemos ter silepse de número, de gênero e de pessoa.

a) Silepse de número: O caso mais comum ocorre quando o sujeito é um coletivo ou uma palavra que, apesar de estar no singular, indica mais de um ser.

Exemplos:

- "O povo lhe pediram que se chamasse Regedor." (Fernão Lopes) povo = singular pediram = plural

- "...e o casal esqueceram que havia mundo." (Mário de Andrade) casal = singular esqueceram = plural

- O quarteto cantaram velhos sucessos. quarteto = singular cantaram = plural

b) Silepse de gênero: Os casos mais comuns são os de predicativos que concordam com a idéia que está implícita, e não com a forma gramatical.

Exemplos:

- São Paulo é muito fria. (fria concorda com a palavra cidade)

- Fulano é um criança. Fulano = masculino criança = feminino

- Vossa Alteza é muito bondoso. Vossa Alteza = feminino bondoso = masculino

c) Silepse de pessoa: Ocorre principalmente quando o sujeito expresso aparece na terceira pessoa e o verbo na primeira pessoa do plural; a idéia é que o narrador integra o sujeito.

Exemplos:

- Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins público. cariocas = 3ª pessoa somos = 1ª pessoa

- Os jogadores somos incompetentes jogadores = 3ª pessoa somos = 1ª pessoa

Diácope (Epizeuxe)

Repetição seguida de uma mesma palavra, podendo, de acordo com alguns teóricos, haver vocábulos entre elas.

Exemplos:

- Saia, saia já daqui, não quero vê-lo mais...

- Largue, vamos, largue esse vício.

Epístrofe

Repetição da mesma palavra ou expressões no final de cada oração ou verso.

Exemplo:

- No mundo, as idéias são perigosas. Na vida, as vontades são perigosas.

Assonância

É a repetição de vogais na mesma frase.

Exemplo:

- "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral" (Caetano Veloso - Araçá Azul)

Aliteração

É toda repetição de consoantes ou de sílabas em um verso ou uma frase.

Exemplos:

- O rato roeu a roupa da rainha rapidamente, Roque?

- Vozes veladas, veludosas vozes, vórtices vorazes...

Paranomásia

É o encontro de palavras com sons quase idênticos, mas de significados diversos.

Exemplo:

- Foi feito o corte para manter a corte.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Figuras de construção

Elipse

Consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto. “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

Zeugma

Consiste na elipse de um termo que já apareceu antes. Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

Polissíndeto

Consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período. “ E sob as ondas ritmadas e sob as nuvens e os ventos e sob as pontes e sob o sarcasmo e sob a gosma e sob o vômito (...)”

Inversão

Consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase. “De tudo ficou um pouco. Do meu medo. Do teu asco.”

Silepse

Consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se sebentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

• De gênero Vossa Excelência está preocupado.

• De número Os lusíadas glorificou nossa literatura.

• De pessoa “O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

Anacoluto

Consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.

Pleonasmo

Consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem. “E rir meu riso e derramar meu pranto.”

Anáfora

Consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. “ Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer”

Fonte: www.tradutorweb.com.br

Figuras de Construção

Figuras de sintaxe

Figuras pelas quais a construção da frase se afasta, de algum modo, do modelo de uma estrutura gramatical, para dar destaque significativo, como processo estilístico, a algum membro da frase.

Elipse

Significa, em gramática, omissão. Essa é a palavra-chave. Quando se omite algum termo ou palavra de um enunciado, tem-se a elipse. Vale lembrar que essa omissão deve ser captada pelo leitor, que pode deduzi-la a partir do contexto, da situação comunicativa.

Exemplos

Eu vi coisas lindas, realmente emocionantes; ela, coisas abomináveis, terríveis aos seus olhos. [omitiu-se o verbo ver em ela (viu) coisas abomináveis...];

Rico, podia fazer o que quisesse [omitiu-se a oração inteira: (Porque era) rico, podia fazer o que quisesse];

Empreste-me essa folha [omitiu-se de papel: folha (de papel)];

Todos esperamos se faça justiça [omitiu-se a conjunção que: esperamos (que) se faça justiça]

Zeugma

É um tipo de elipse. Ocorre zeugma quando duas orações compartilham o termo omitido. Isto é, quando o termo omitido é o mesmo que aparece na oração anterior.

Exemplos

Na terra dele só havia mato; na minha, só prédios. [...na minha, só (havia) prédios]

Meus primos conheciam todos. Eu, poucos. [Eu (conhecia) poucos]

Observação

Quando a flexão do verbo omitido é exatamente a mesma do verbo da oração anterior, tem se a zeugma simples. Quando a flexão é diferente, tem-se a zeugma complexa.

Pleonasmo

É a reiteração, a repetição, o reforço de uma idéia já expressa por alguma palavra, termo ou expressão. É reconhecido como figura de sintaxe quando utilizado com fins estilísticos, como a ênfase intencional a uma idéia; sendo resultado da ignorância ou do descuido do usuário da língua, é considerado como um vício de linguagem (pleonasmo vicioso).

Exemplos

Vamos sair fora! (se é sair, obviamente é para fora)

Que tal subir lá em cima e tomar um bom vinho? (se é subir, obviamente é para cima)

"Eu nasci há dez mil anos atrás" (se é há, só pode ser atrás)

Essa empresa tem o monopólio exclusivo da banana (se é monopólio, obviamente é exclusivo)

A mim, você não me engana (o verbo enganar tem dois complementos - a mim e me; eis um caso de objeto pleonástico)

Observação

Um recurso literário bastante difundido é o epíteto de natureza, que não deve ser considerado como um pleonasmo vicioso. Serve, por fins estilísticos, para reforçar uma característica que já é natural ao ser. Exemplos: céu azul, pedra dura, chuva molhada.

Inversão

É, como o próprio nome diz, qualquer inversão da ordem natural de termos num enunciado, a fim de conferir-lhe especiais efeitos e reforços de sentido. Podem-se considerar como tipos de inversão o hipérbato, a anástrofe a prolepse e a sínquise.

Exemplo

Sua mãe eu nunca conheci (a ordem natural seria Eu nunca conheci sua mãe).

Hipérbato

Tipo de inversão que consiste, geralmente, na separação de termos que normalmente apareceriam unidos, por meio da interposição de um elemento interferente, isto é, algo que interfere. Hoje em dia, porém, costuma-se tomar o hipérbato como sinônimo de qualquer tipo de inversão.

Exemplos

A roupa, você verá, preta que comprei é linda [aqui o núcleo do sujeito (roupa) foi separado de seu adjunto adnominal (preta) por meio de uma oração interferente].

Compraram as mulheres vários presentes para os maridos (aqui houve a simples inversão entre o verbo e o sujeito).

Anástrofe

É a inversão entre termo determinante (aquele que determina, constituído de preposição + substantivo) e o determinado, que passa a vir depois do determinante.

Exemplos

Da igreja estava ela na frente [a ordem natural seria Ela estava na frente da igreja; Da igreja é o termo determinante, que, na anástrofe, veio antes do determinado (frente)]

Aqueles rapazes, sim, por dinheiro são muito ávidos [a ordem natural seria Aqueles rapazes, sim, são muito ávidos por dinheiro; Por dinheiro é o termo determinante, que, na anástrofe, veio antes do determinado (ávido)]

Sínquise

Essa palavra vem do grego (sýgchysis) e significa confusão. É a inversão muito violenta na ordem natural dos termos, de modo que a sua compreensão seja seriamente prejudicada. Consiste, segundo alguns autores, em um vício de linguagem, e não em uma figura de sintaxe com fins estilísticos.

Exemplos

"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante" (ordem natural: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico)

Da verdade aquelas pessoas todas muito honestas você pode acreditar que sabiam (ordem natural: Você pode acreditar que todas aquelas pessoas, muito honestas, sabiam da verdade).

Prolepse (ou antecipação)

Deslocamento do termo de uma oração para a oração anterior.

Exemplos

O Ministro do Planejamento dizem que vai pedir demissão [o sujeito da oração vai pedir demissão (o Ministro do Planejamento) foi deslocado para antes da oração principal (dizem)]

Essas frutas parece que não prestam [o sujeito da oração não prestam (Essas frutas) foi deslocado para antes da oração principal (parece)]

Assíndeto

Vem do grego, syndeton, que significa conjunção. É a ausência de conjunções coordenativas (aquelas que ligam orações ou termos coordenados, independentes) no encadeamento dos enunciados.

Exemplos

Ela me olhava, lavava, olhava novamente, espirrava, voltava a trabalhar (não apareceu conjunção alguma para ligar as orações).

Eu nunca tive glória, amores, dinheiro, perdão (não apareceu conjunção alguma para ligar os termos que complementam o verbo ter).

Polissíndeto

É o contrário do assíndeto. É a repetição das conjunções coordenativas (principalmente as aditivas e e nem), com o fim de incutir no discurso a noção de movimento, rapidez e ritmo.

Ela me olhava, e lavava, e olhava novamente, e espirrava, e voltava a trabalhar (foi repetida a conjunção coordenativa aditiva e).

Eu nunca tive glória, nem amores, nem dinheiro, nem perdão (foi repetida a conjunção coordenativa aditiva

Fonte: www.gramaticaonline.com.br

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