Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Figuras De Linguagem - Página 2  Voltar

Figuras de Linguagem



A divisão das figuras de linguagem (em figuras de palavras, figuras de pensamentos e figuras de construção) segue um critério didático e por isso pode haver classificações diferentes se procurado em vários autores. A expressão Figuras de Estilo foi criada para uni-las num todo, sem divisão alguma.

Figura de Palavras Figuras de Pensamentos Figuras de Construção
Comparação Simples
Comparação por Símile
Metáfora
Catacrese
Sinestesia
Antonomásia
Sinédoque
Metonímia
Onomatopéia
Símbolo (alegoria)
Antítese
Paradoxo
Ironia
Perífrase
Eufemismo
Disfemismo
Hipérbole
Gradação
Prosopopéia
Apóstrofe
Elipse
Zeugma
Polissíndeto
Assíndeto
Pleonasmo
Inversão ou Hipérbato
Anacoluto
Anáfora
Silepse
Anadiplose
Diácope
Epístrofe
Assonância
Aliteração
Paranomásia

Fonte: br.geocities.com/mitologica_2000/

Figuras de Linguagem

O que é Figura de Linguagem?

Figuras de linguagem são estratégias literárias que um escritor pode aplicar em determinado texto com o objetivo de fazer um efeito determinado na interpretação do leitor, são formas de expressão que caracterizam formas globais no texto.
Elas podem se relacionar com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas.

Observando o diálogo entre dois amigos, percebi duas figuras de linguagem constantes no nosso vocabulário, (nomes fictícios).

João: Antes de ir na casa da Paulinha, tive que subir lá em cima do telhado para arrumar a antena para minha mãe.
Marcos: Toda vez que você vai sair, você tem que arrumar a tal da antena da mamãe, já foram mais de um milhão de vezes, incrível.

Podemos perceber na conversa do João e Marcos, duas figuras de linguagem muito utilizadas, a primeira foi o pleonasmo "tive que subir lá em cima".

Quem sobe, logicamente foi para cima, pois é impossível subir para baixo.

O Pleonasmo possui essa característica, trata-se de idéias já ditas e que são novamente "ditas ou confirmadas", são expressas por idéias iguais, exemplo:

Subir para cima, descer lá em baixo, Vi com os meus próprios olhos.

Podemos perceber também na conversa, a segunda figura de linguagem, que é a hipérbole: "já foram mais de um milhão de vezes".

Ocorre a hipérbole quando há um exagero na idéia expressa, de modo a acentuar de forma dramática aquilo que se quer dizer, transmitindo uma imagem inesquecível.

Exemplos

BomBril, a esponja de aço com mil e uma utilidades.
Já te avisei mais de mil vezes.
Rios te correrão dos olhos, se chorares! (Olavo Bilac).

As principais figuras de Palavras são

Alegoria
Antífrase
Metáfora
Metonímia ou Sinédoque
Comparação simples
Comparação por símile
Hipálage
Ironia
Sarcasmo
Catacrese
Sinestesia
Antonomásia
Metalepse
Onomatopéia
Antítese
Paradoxo
Perífrase
Eufemismo
Disfemismo
Hipérbole
Gradação
Prosopopéia ou Personificação
Apóstrofe

As Principais figuras de Construção são

Analepse (oposto de prolepse)
Anacoluto
Anadiplose
Anáfora
Assíndeto
Aliteração
Assonância
Clímax
Diácope
Epístrofe
Epizêuxis
Inversão ou Hipérbato
Elipse
Paranomásia
Pleonasmo
Polissíndeto
Prolepse (oposto de analepse)
Silepse
Zeugma

Fonte: www.alunosonline.com.br

FIGURAS DE LINGUAGEM

FIGURAS VARIACIONAIS

Eruditismo

Consiste no uso de palavras eruditas, de conhecimento restrito, para despertar a atenção do autor ou para criar um efeito de intelectualidade, erudição, pedantismo.

88) Isto é despiciendo. (= desprezível)

89) Entre o Frango e a Fome,

Há o cristal infrangível da Lei (= inquebrável)

90) tálamo (= leito nupcial)

91) imarcescíveis (= que não murcham)

Neologismo

Consiste no uso de um termo inventado para criar um efeito estilístico (emotivo, satírico, crítico, etc.) ou por não haver ainda uma palavra que represente nossa idéia.

92) organizações pilantrópicas (Betinho)

93) A constituição é imexível.

94) vervudo (que tem verve)

Estrangeirismo

A utilização de um termo estrangeiro tem três funções importantíssimas: em primeiro lugar, ele constitui a maneira mais fácil de despertar a atenção do leitor; em segundo lugar, ele evoca uma série de conceitos associados ao país ou cultura ao qual o termo pertence; em terceiro lugar, ele serve para expressar nuances de significado inexistentes na língua original.

95) Mon bien aimé, Raymond. (Aluísio Azevedo)

96) Ele tem élan. (= competência associada a elegância, saber fazer bem e com graça)

97) É preciso um know-how que nós não temos.

Plebeísmo

Uso de palavras condizentes com as camadas menos cultas da sociedade: gírias, palavras de caráter geral, frases vazias ou de pouco brilho etc.

98) “Cada um com seu cada um!”

99) “O amor é lindo, o que estraga é a falsidade.”

100) Vou “dar no pé”, senão “sobra” para mim.

Vulgarismo

Abrangeria apenas os palavrões e as palavras decididamente ofensivas e grosseiras. Pode ser usado estilisticamente, para evidenciar o tipo de relações numa determinada comunidade.

101) Maria Carne-Mole (Aluísio Azevedo)

102)Vá te catar!

Arcaísmo

Uso de palavras desusadas para criar um clima passadista, histórico num determinado texto. Atualmente, a maioria dos teóricos da literatura considera-o um vício.

103)boticário (= farmacêutico)

104)Vosmicê (= você)

Regionalismo

Uso de palavras dialetais para dar uma cor local, um ambiente regional ao texto.

105)A usina está de fogo-morto. (= parada)

106)Vadinho, este é um cara porreta. (= bacana)

Figuras de linguagem morfossintÁticas

Anominação

Consiste em empregar ou criar várias palavras com um mesmo radical.

107)chuva, chuvosa, chuventa, chuvadeira, pluvimedonha.

108)E canários cantando e beija-flores beijando flores e camarões camaronando e caranguejos caranguejando, tudo que é pequenino e não morde pequeninando e não mordendo. (Monteiro Lobato)

Elipse

Consiste na supressão de parte da frase; usada por bons autores, intensifica e valoriza a porção restante do discurso.

109) Ontem você estava tão linda

Que o meu corpo chegou

110) Um galo sozinho não tece uma manhã:

Ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

E o lance a outro; de um outro galo

Que apanhe o grito que um galo antes

Zeugma

Consiste na supressão do verbo; é uma característica compartilhada pela estilística literária e pela estilística da fala, onde ocorre freqüentemente.

111) Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo; Bernardes para a cela, para si, para o seu coração.

Anáfora

Consiste na repetição de palavra no início de frases (ou versos) seguidas ou muito próximas.

112) Você – manhã, um sonho meu

Você – que cedo entardeceu

Você – de quem a vida eu sou

113) Pensem nas crianças mudas telepáticas

Pensem nas meninas cegas inexatas

Pensem nas mulheres rotas alteradas

Epístrofe

Consiste na repetição de palavra no fim de frases (ou versos) seguidas ou muito próximas.

114) Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia /

– Assim! de um sol assim!"

Epanadiplose ou anadiplose

Consiste na repetição de uma palavra ou expressão no fim de uma frase (ou verso) e no começo de outra.

115) Só não roeu o imortal soluço que rebentava,

Que rebentava daquelas páginas

116) Tu choraste em presença da morte

Em presença da morte choraste

Quiasmo

Consiste na repetição de uma palavra ou expressão no início de uma frase (ou verso) e no fim da seguinte, ao mesmo tempo em que se repete a palavra ou expressão do término de uma frase (ou verso) no começo da seguinte.

117) No meio do caminho havia uma pedra

Havia uma pedra no meio do caminho

FIGURAS DE LINGUAGEM FÔNICAS

Rima e Homeoteleuto

Consistem na identidade de som na terminação de duas ou mais palavras; chama-se rima quando ocorre na poesia e homeoteleuto quando ocorre na prosa. O homeoteleuto é muito comum nos ditados populares.

118) Nós dois... e, entre nós dois, implacável e forte,

A arredar-me de ti, cada vez mais, a morte...

119) Mais vale uem Deus ajuda, do que quem cedo madruga

Aliteração

Consiste na repetição de sons consonantais.

120) Vozes veladas, veludosas vozes

Volúpia de violões, vozes veladas

Assonância

Consiste na repetição de vogais.

121) São prantos negros de fumas

Caladas, mudas, soturnas.

122) Tíbios flautins finíssimos gritavam.

Homônimos e Expressões Homófonas

Consiste no uso de palavras ou expressões que soam de maneira idêntica, mas têm significados distintos.

123) Sei o que dou e o que tomo,

Sei o que como, e como.

124) O rio é o mesmo rio, mas não é o mesmo rio.

Parônimos

Consiste no uso de palavras que soam de maneira semelhante.

125) O poema é dúbia forma de enlace,

substitui o órgão genital masculino pelo lápis

— e é lapso.

126) Me dê paciência para que eu não caia

Para que eu não pare nesta existência

Tão mal cumprida tão mais comprida

Onomatopéia

Consiste na imitação dos sons da natureza.

127) Cocoró-corococó, cocoró-corococó,

O galo tem saudade da galinha carijó

128) A menina não fazia outra coisa senão chupar jabuticabas...Escolhia as mais bonitas, punhas entre os dentes e tloque. E depois do tloque, uma engolidinha do caldo e plufe! caroço fora. E tloque, tloque, plufe, tloque, plufe, lá passava o dia inteiro na árvore. (Monteiro Lobato)

FIGURAS DE LINGUAGEM E ENSINO

Durante muito tempo, os professores de português centraram-se nos estudos de sintaxe, morfologia, fonética e variação lingüística e praticamente ignoraram a semântica e a estilística, com terríveis efeitos.

As regras gramaticais, bem como as quebras dessas regras e suas variações, estão sempre atreladas ao sentido do que se quer dizer e à impressão ou emoção que queremos exprimir ou provocar. Ignorar essa premissa no estudo da sintaxe, morfologia, fonética ou variação lingüística, é como edificar um monumento ignorando suas fundações e terreno.

Além disso, o estudo da linguagem desvinculado de seus aspectos semânticos e estilísticos torna-se, para usarmos uma figura de linguagem, um paradoxo, visto que estuda-se algo concreto (a língua) em termos puramente abstratos, sem considerar sua realidade objetiva (o texto).

O aluno ressente-se desta postura tão equivocada quanto monótona desenvolvendo um desinteresse, quiçá uma aversão ao estudo, emprego e fruição da língua portuguesa, limitando-se ao nível mais primário e imediato da linguagem, e perdendo toda sua riqueza expressiva, semântica e estilística.

Por que não dar aos nossos alunos o mesmo enlevo, a mesma profundidade, o mesmo arrebatamento, que nos envolve ao ler e entender José de Alencar, Aluísio Azevedo, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes, e tantos outros, mostrando-lhes a tessitura e o esplendor de suas metáforas, antíteses e prosopopéias, de suas aliterações e assonâncias, de suas anáforas e quiasmos? Ensinemos nossos alunos a deleitar-se, embrenhar-se, extasiar-se com a leitura e sozinhos, independentes e confiantes eles lograrão alcançar o domínio e perícia que tanto lhes falta no manejo da sua língua.

Afrânio Garcia (UERJ)

Fonte: www.filologia.org.br

Figuras de Linguagem

Figuras sonoras

Aliteração

repetição de sons consonantais (consoantes).

Cruz e Souza é o melhor exemplo deste recurso. Uma das características marcantes do Simbolismo, assim como a sinestesia.

Ex: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas / Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." (fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza)

Assonância

repetição dos mesmos sons vocálicos.

Ex: (A, O) - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral." (Caetano Veloso)
(E, O) - "O que o vago e incóngnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa)

Paranomásia

O emprego de palavras parônimas (sons parecidos).

Ex: "Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias" (Padre Antonio Vieira)

Onomatopéia

Criação de uma palavra para imitar um som

Exemplo

A língua do nhem "Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois dava a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem..." (Cecília Meireles)

Fonte: www.graudez.com.br

Figuras de Linguagem

Introdução

Praticamente todas as situações de nossa vida, temos a disposição palavras e expressões que traduzem as nossas sensações emoções. Mas nem sempre utilizamos as mesmas palavras expressões em todas as situações que vivemos.

Para as situações comuns, corriqueiras, temos um determinado número de palavras e expressões que traduzem muito bem aquilo que queremos comunicar. Elas vem automaticamente a nossa cabeça e são facilmente entendidas por todos.

Mas existem situações em que essas palavras e frases corriqueiras não conseguem traduzir com exatidão aquilo que estamos sentindo.

Através desse modo de dizer, diferente do comum procuramos enfatizar a nossas sensações.

As figuras de linguagem servem exatamente para expressar aquilo que linguagem comum, falada, escrita e aceita por todos não consegue expressar satisfatoriamente. São uma forma do homem assimilar e expressar experiências diferentes, desconhecidas e novas. Por isso elas revelam muito da sensibilidade
de quem produz, forma como cada indivíduo encara as suas experiências no mundo.

Figuras de linguagem

Palavra ou grupo de palavras utilizadas para dar ênfase a uma idéia ou sentimento. As mais difundidas, são as seguintes:

Figuras de Palavras (TROPOS)

As figuras de palavras consistem no emprego de um termo em um sentido diferente daquele em que esse termo é convencionalmente empregado.

Por exemplo, convencionalmente, o termo "porta designa" uma peça de madeira
ou que gira sob dobradiças que tem a função ao de fechar móveis, automóveis e construções, etc. . Mas quando dizemos: "Fulano não entende nada. "Ele é uma porta" , o termo "porta" não se referindo aquela peça de madeira ou de metal. Nesse caso, a palavra porta esta sendo utilizada num sentido diferente do convencional, para definir a dificuldade compreensão, a burrice do Fulano. Outro exemplo: " a porta dos sentimentos" . É claro que a palavra também. neste caso, não esta sendo utilizada no seu sentido convencional. "Errar a porta" , nesta frase, sugere um ganho, uma desilusão. Nesses dois casos termos figuras de palavras.

Há casos também em que um termo, que originalmente designa alguma coisa especifica, tem seu sentido ampliado, passando a designar algo genérico. Temos exemplo do "Danone". O nome do produto é iogurte; Danone é a marca do iogurte produzido por um determinada fabricante. Mas a marca foi identificada de tal forma com o produto que, em vez de dizermos "Vou comprar um iogurte", freqüentemente dizemos "Vou comprar um danone" , mesmo quando o iogurte que compramos é de uma outra marca (Chambourcy, Pauli, Batavo, etc.). A palavra "Danone" , que designava um tipo de iogurte, teve seu significado ampliado e passou a designar o produto de uma forma geral.

As figuras de palavras podem ser utilizadas tanto para tornar mais expressivo aquilo que queremos comunicar quanto para suprir a falta de um termo adequado que designe alguma coisa. Além disso, elas fazem com que a língua se torne mais econômica, uma vez que uma única palavra, dependendo do contexto, pode assumir os mais diferentes significados.

FIGURAS DE SOM OU DE HARMONIA

Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos produzidos na linguagem quando há repetição de sons ao longo de uma oração ou texto, ou ainda quando
se procura "imitar" os barulhos e sons produzidos pelas coisas ou seres.

ALITERAÇÃO

Aliteração é a figura de som provocada pela incidência reiterada de algumas consoantes ou fonemas consonantes.

"Que um Fraco Rei Faz Fraca a forte gente! "

A letra de Caetano Veloso para a música `Pipoca moderna' é construída toda a partir de aliterações sobre os fonemas / n / e / p / . Leia em voz alta para perceber
o efeito sonoro criado por essas aliterações:

e era Nada de Nem Noite de Nego Não e era Nê de Nunca mais
e era Noite de Nê Nunca de Nada mais e era Nem de Negro Não
Porém Parece que a golpes de Pê de Pé de Pão
de Parecer Poder
(e era Não de Nada Nem)

Aqui, as aliterações marcam fortemente o ritmo ocorrerem a intervalos regulares. Esses intervalos não são, cada verso, nunca maiores que duas sílabas. A única exceção ocorre no verso ` `porém parece que a golpes de pê" onde o intervalo maior acentua a mudança do fonema te ma: a partir desse verso e nos dois que se seguem a aliteração recairá sobre o fonema / p / .

ASSONÂNCIA

Assonância é a repetição de vogais e de sílabas semelhantes, mas não idênticas. Observe :

"Sou Ana, da cama da cana, fulana, bacana Sou Ana de Amsterdaim".
(Chico Buarque de Holanda)

O segmento -ana aparece repetido cinco vezes ao longo dos três versos: às vezes, "Ana" é um segmento autônomo, uma palavra; outras, -ana aparece repetido no interior de outras palavras (em cana, fulana, bacana) . Se você. ler o. trecho em voz alta, vai perceber que -ama (de cama) e n primeiro -am de Amsterdam (perceba que o segundo -arri é urna grafia do fonema nasal / ã / , enquanto no primeiro pronunciamos o m) são sons muito próximos ao do segmento -ana.

É justamente a essa repetição de segmentos com sons semelhantes, em várias palavras de um mesmo texto, que chamamos assonância. Mas a assonância pode ainda ser obtida pela repetição de uma vogal:

PARONOMASIA

Paronomásia é a figura de som que consiste no emprego de palavras parônimas, ou seja, palavras semelhantes no som, porém com significações diversas.

Observe:

"Houve aquele tempo...

(E agora, que a chuva chora, ouve aquele tempo! )".
(Ribeiro Couto)

Os termos "houve" (verbo haver) e "ouve" (verbo ouvir) coincidem do ponto de vista sonoro, embora se grafem e formas diferentes e tenham significados diversos. !~ coincidência sonora cria uma tensão semântica na poesia:. ela da novas significações à relação dos tempos presente e passado .

ONOMATOPÉIA

Onomatopéia é a palavra ou conjunto de palavras que representa um ruído ou som.

Nas histórias em quadrinhos, podemos encontrar inúmeros exemplos de onomatopéias: ` "click" sobre o desenho de uma máquina fotográfica; "cabranch" representando o barulho e uma explosão e acompanhando o desenho de uma casa em chamas; "bip! bip! bip!" para o barulho do alarme que pega um ladrão desprevenido; etc. onomatopéia nos quadrinhos é, em geral, um recurso para melhor representar as ações e os fatos, expressando o ruído que os acompanha
na realidade.

Muitos os ruídos e sons representados por onomatopéias acabam por se incorporar ã língua. Algumas vão até motivar a criação, por derivação, de novas palavras:

o barulho do relógio tic-tac a "voz" do gato miau!
a "voz" do galo cocoricó a "voz" dos passarinhos piu-piu
o barulho de um apito trrrrriiiiiii

A língua portuguesa é extensa, as figuras de linguagem servem somente para deixar a linguagem mais bonita e diversificada.

Bibliografia

1.Pré-vestibular SEMES 1 - Estácio de Sá
2.Enciclopédia Encarta - Sem autores fixos - Microsoft corporation ©
3.Figuras de Linguagem - Helio Seixas Guimarães, Ana Cecília Lessa - Atual Editora

Fonte: www.vestibular1.com.br

Figuras de Linguagem

Diz respeito às formas conotativas das palavras. Recria, altera e enfatiza o significado institucionalizado delas. Incidindo sobre a área da conotação, as figuras dividem-se em:

1) Figuras de construção (ou de sintaxe) tem esse nome porque interferem na estrutura gramatical da frase

2) Figuras de palavras (ou tropos) constituem-se de figuras que adquirem novo significado num contexto específico.

3) Figuras de pensamento, que realçam o significado das palavras ou expressões

Figuras de construção (ou de sintaxe)

Elipse

Omissão de um termo facilmente identificável. O principal efeito é a concisão.
De mau cordo, mau ovo (De mau cordo só pode sair mau ovo)

Pleonasmo

Repetição de um termo ou idéia. O efeito é o reforço da expressão.
Vi-o com meus próprios olhos.
Rolou pela escada abaixo.

Onomatopéia

Consiste na imitação de um som.
O tique-taque do relógio a enervava.

Há ainda: zeugma, polissíndeto, iteração (repetição), anáfora, aliteração, hpérbato, anacoluto, e silepse.

Figuras de palavras (ou tropos)

Metáfora

Fundamenta-se numa relação subjetiva, ela consiste na transferência de um termo para um âmbito de significação que não é o seu e para isso parte de uma associação afetiva, subjetiva entre dois universos. É uma espécie de comparação abreviada, à qual faltam elementos conectores (como, assim como, que nem, tal qual etc.)
Murcharam-lhe (assim como murcham as flores) os entusiasmos da mocidade.

Metonímia

Consiste na substituição de um nome por outro porque entre eles existe alguma relação de proximidade.
O estádio (os torcedores) aplaudiu o jogador.

Há ainda: catacrese e antonomásia.

Figuras de pensamento

Antítese

É a figura que evidencia a oposição entre idéias.
Buscas a vida, eu, a morte.

Hipérbole

É uma afirmação exagerada para conseguir-se maior efeito estilístico.
Chorou um rio de lágrimas.
Toda vida se tece de mil mortes.

Eufemismo

Consiste no abrandamento de expressões cruas ou desagradáveis.
Foi acometido pelo mal de Hansen (= contraiu lepra)
O hábil político tomou emprestado dinheiro dos cofres públicos e esqueceu-se de devolver (=o hábil político roubou dinheiro)

Ironia

Consiste em sugerir, pela entonação e contexto, o contrário do que as palavras ou as frases exprimem, por intenção sarcástica.
Que belo negócio! (= que péssimo negócio!)
O rapaz tem a sutileza de um elefante.

Há ainda: prosopopéia, gradação e apóstrofe.

Fonte: www.ceismael.com.br

FIGURAS DE LINGUAGEM

São recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras.

Figuras de som

Aliteração

Consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.
“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”

Assonância

Consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.
“Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral.”

Paronomásia

Consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.
“Eu que passo, penso e peço.”

Fonte: www.tradutorweb.com.br

voltar 12avançar

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal