Acredita-se que a cidade de Damasco, capital e maior metrópole da Síria, seja a cidade habitada mais antiga do mundo. Há registros de moradores desde 5.000 mil anos antes de Cristo. Damasco cresceu ao redor do Rio Barada e do Oásis de Ghouta, lugares onde a água tornava possível a vida em uma região árida e desértica.
Damasco fica no centro das rotas das caravanas mencionadas nas tábuas, escrituras antigas dos faraós, e no velho testamento. Desde a Antigüidade, muitos povos já ocuparam ou passaram pela cidade. Suas marcas podem ser observadas, por exemplo, em ruínas romanas, nos castelos medievais da época das Cruzadas e nos diversos monumentos erguidos pelos povos muçulmanos.
O clima milenar e histórico pode ser sentido principalmente na parte velha da cidade, cercada por uma grande muralha romana. A viagem pelo tempo começa na entrada, quando é preciso atravessar portais majestosos e imponentes. No Souq al-Hamadiyyeh, um enorme mercado coberto que fica na Cidade Velha, as ruas de pedra e o telhado furado revelam as marcas do tempo.
O comércio é barulhento e colorido, bem característico do Oriente, e o burburinho faz parte do cenário. Continuando o passeio, por caminhos e ruelas que parecem um labirinto, é possível encontrar também os famosos banhos turcos, chamados por lá de hammams.
Existem muitas obras e jóias da arquitetura islâmica em Damasco. Construída no ano 705, a Mesquita de Omayyad ainda guarda mosaicos e minaretes de sua construção original. Junto dela, está o mausoléu de Saladin (um dos grandes heróis da história árabe), erguido em 1193.
Outra mesquita importante é a Takiyyeh as-Sulaymaniyyeh. Foi feita em estilo otomano, em 1554, e suas camadas de pedras pretas e brancas e minaretes longos chamam a atenção e impressionam.
Em um antigo campo militar, agora existe o Museu Nacional, que, assim como toda a cidade de Damasco, guarda relíquias importantíssimas do Mundo Antigo. Fazem parte de seu acervo peças que ajudam a contar a história do homem e das civilizações. Uma das exposições mais impressionantes é a que mostra ao público vários papiros escritos quatorze séculos antes de Cristo, utilizando o primeiro alfabeto conhecido no mundo.
Instrumentos cirúrgicos, encontrados nos túmulos de seus médicos, mostram uma parte da trajetória da medicina através dos tempos. Esculturas de mármore e terracota, armas de diversas épocas e outros objetos revelam a rotina e a vida de povos ancestrais, ajudando a montar o quebra-cabeça da história da humanidade.
Já no Palácio de Azem, construído em 1749, hoje funciona a sede do Museu de Artes e Tradições Populares da Síria. O prédio foi todo feito com basalto preto e rochas sedimentares brancas.
A Cidade Velha, também guarda importantes histórias e construções Cristãs. Foi ali que os discípulos tiraram São Paulo por uma janela, para que ele fugisse dos seus perseguidores. No lugar, foi construída a capela de São Paulo.
Muitos séculos depois, o nome deste santo batizou uma cidade que viria a se tornar uma das maiores do mundo. Uma metrópole moderna e jovem que tem em sua lista de cidades-irmãs a antiga e milenar Damasco do apóstolo São Paulo.
Fonte: milpovos.prefeitura.sp.gov.br
Damasco, a cidade mais antiga do mundo, a rainha das águas, dos céus benditos, a esmeralda do deserto como foi chamada desde a antigüidade, foi fundada faz quase 4000 anos sobre o Guta, um oásis de dois rios, o Barada e o Aawah.
O núcleo da cidade é constituído pela cidade antiga, murada, onde se desenvolveu a vida durante milênios e que hoje depois de tantas invasões e novos habitantes apresenta uma mistura de raças com diferentes religiões, que convivem trabalhando tomando chá e conversando incansavelmente.
As ruas estreitas e misteriosas escondem detrás de suas portas pátios com laranjeiras, mesquitas, palácios, e lares herdados através dos séculos. Os muros da cidade velha são da época romana. A muralha conta com 7 portas: Bab Tuma, Bab al-Jabieh, Bab Sharqi, Bab Kessian, Bab al-Jeniq, Bab Shaghir y Bab al-Faradiss. Muitos dos caminhos que enlaçam umas com outras estão enfeitadas com colunas e arcos de triunfo.
No interior da cidade antiga atravessando o Zoco al-Hmadaiyyeh e a continuação de umas colunas do antigo Templo de Júpiter do século II (sobre o qual foi construído) se encontra a Grande Mesquita dos Omeyas. Para entrar nela o viajante deverá tirar os sapatos e as mulheres se cobrirem com o véu que se oferece na entrada. Uma vez no interior descobrimos um grande pátio de 612 metros quadrados, pavimentado em mármore e rodeado de arcos. Em seu centro tem um estanque que se utiliza para lavar as mãos(ablução) e que marca o ponto eqüidistante entre Constantinopla e Meca. O mais impressionante da Mesquita é o átrio de oração (O baram), um lugar super acolhedor pelas magnificência das decorações e as lâmpadas, a localização das colunas e o ambiente natural de recolhimento de seus fieis que passeando, sentados ou em círculos falam e lêem.
Perto da mesquita se encontra o Palácio Azem, o mais belo exemplo da arquitetura de Damasco, que mostra o contraste entre o simples e quase primitivo exterior com a sofisticação encontrada no interior. O palácio envolvido com o aroma fresco das flores de seus jardins e adornado com fontes que vertem suas águas em cascata alberga o Museu de Arte e Tradições Populares.
A Cidadela, era uma cidade dentro da cidade inclusive com seus muros, o que resta dela se converterá depois de terminados os trabalhos de restauração em um Museu e centro de atividades culturais.
Outro monumento interessante da cidade antiga, é o Bimaristan Nur er Din, fundado em 1154 como hospital escola de medicina, sustentado com dinheiro que os cruzados pagavam como resgate de seus prisioneiros, modelo de organização e um famoso centro de pesquisa e ciência
Fora dos muros da cidade antiga e em direção oeste se encontra uma grande avenida que segue o rio Barada, que parte a cidade em duas. Ao sul se localiza o Museu Nacional e sobre a antiga residência de Soleimán O Magnifico, na beira do rio Barada se lança desde 1516 a mesquita que leva seu nome. Se construiu como centro de estudo e devoção e para albergar aos peregrinos pobres que se detinham em damasco durante seu caminho em direção a Meca. Não longe deste ponto se encontram o Museu do Exército e o Mercado de Artesanato.
Ao norte, junto a avenida está a Biblioteca Nacional, Magnifico edifício de recente construção que alberga mais de 250.000 volumes, entre eles vários milhares de incunables. Também nessa zona se encontram restaurantes ao ar livre e grandes hotéis ao lado de pitorescos bairros populares.
A cidade se estende em direção ao Monte Casin. O Bairro Cristão ao redor de Bab Tumna se caracteriza pela forma de verter de seus habitantes, a beleza das lojas e o som dos sinos das igrejas.
Não deixe de visitar a Igreja de São Paulo de Hahanya, que comemora a memória do santo e o Museu Histórico de Damasco. E para tomar um chá, visite na cidade antiga o Café Nofara.
Ao redor de Damasco existem localidades que vale a pena visitar: Malula e Seydnaya. Malula se encontra a uns 56 km de Damasco e esta situada a 1.500m de altitude. Seus habitantes ainda falam arameo, a língua de Jesus, também falada em dois povoados vizinhos: Jabadin e Bejaa. Nessa localidade se podem visitar dois monasterios, o de São Sergius e o de Santa Tecla. Seydnaya, a 30 Km de Damasco se encontra no cume de uma montanha e tem um celebre monasterio e importante lugar de peregrinação.
Ao sul de damasco se localiza o Santuário de Saida Zainab, cujo interior esta decorado de prata e ouro. Outra cidade interessante que vale a pena visitar é Zabadani, ao norte de Damasco.
Fonte: www.rumbo.com.br
Damasco é a capital da Síria e a capital mais antiga do mundo. Tem cerca de 2.47 milhões de habitantes (chamados damascenos). Segundo o Novo Testamento, São Paulo teve uma visão de Cristo a caminho da cidade síria, sendo assim a cidade tida como sagrada tanto pelos crentes cristãos como pelo Islão.
Entre os seus muitos atractivos turísticos encontra-se a Tumba de Saladino, o ilustre defensor da Terra Santa durante as cruzadas.
A cidade está a uma altitude de 692 metros acima do nível do mar e a população de Damasco ronda 1.569.394 habitantes, divididos entre as partes moderna e antiga da cidade.
Com 6 mil anos de existência, é na parte velha da cidade que se localizam os belos monumentos, as antigas colunas, os pátios e os jardins em tijolo e a Grande Mesquita. Curiosamente, a capital é referida em textos de quase 4 milénios e meio atrás.
A parte nova da cidade é a morada das pessoas mais ricas da Síria, exibindo luxuosas mansões e prédios altos que revelam uma arquitectura em crescente desenvolvimento.
Fonte: pt.wikipedia.org