Acredita-se que a cidade de Damasco, capital e maior metrópole da Síria, seja a cidade habitada mais antiga do mundo. Há registros de moradores desde 5.000 mil anos antes de Cristo. Damasco cresceu ao redor do Rio Barada e do Oásis de Ghouta, lugares onde a água tornava possível a vida em uma região árida e desértica.
Damasco fica no centro das rotas das caravanas mencionadas nas tábuas, escrituras antigas dos faraós, e no velho testamento. Desde a Antigüidade, muitos povos já ocuparam ou passaram pela cidade. Suas marcas podem ser observadas, por exemplo, em ruínas romanas, nos castelos medievais da época das Cruzadas e nos diversos monumentos erguidos pelos povos muçulmanos.
O clima milenar e histórico pode ser sentido principalmente na parte velha da cidade, cercada por uma grande muralha romana. A viagem pelo tempo começa na entrada, quando é preciso atravessar portais majestosos e imponentes. No Souq al-Hamadiyyeh, um enorme mercado coberto que fica na Cidade Velha, as ruas de pedra e o telhado furado revelam as marcas do tempo.
O comércio é barulhento e colorido, bem característico do Oriente, e o burburinho faz parte do cenário. Continuando o passeio, por caminhos e ruelas que parecem um labirinto, é possível encontrar também os famosos banhos turcos, chamados por lá de hammams.
Existem muitas obras e jóias da arquitetura islâmica em Damasco. Construída no ano 705, a Mesquita de Omayyad ainda guarda mosaicos e minaretes de sua construção original. Junto dela, está o mausoléu de Saladin (um dos grandes heróis da história árabe), erguido em 1193.
Outra mesquita importante é a Takiyyeh as-Sulaymaniyyeh. Foi feita em estilo otomano, em 1554, e suas camadas de pedras pretas e brancas e minaretes longos chamam a atenção e impressionam.
Em um antigo campo militar, agora existe o Museu Nacional, que, assim como toda a cidade de Damasco, guarda relíquias importantíssimas do Mundo Antigo. Fazem parte de seu acervo peças que ajudam a contar a história do homem e das civilizações. Uma das exposições mais impressionantes é a que mostra ao público vários papiros escritos quatorze séculos antes de Cristo, utilizando o primeiro alfabeto conhecido no mundo.
Instrumentos cirúrgicos, encontrados nos túmulos de seus médicos, mostram uma parte da trajetória da medicina através dos tempos. Esculturas de mármore e terracota, armas de diversas épocas e outros objetos revelam a rotina e a vida de povos ancestrais, ajudando a montar o quebra-cabeça da história da humanidade.
Já no Palácio de Azem, construído em 1749, hoje funciona a sede do Museu de Artes e Tradições Populares da Síria. O prédio foi todo feito com basalto preto e rochas sedimentares brancas.
A Cidade Velha, também guarda importantes histórias e construções Cristãs. Foi ali que os discípulos tiraram São Paulo por uma janela, para que ele fugisse dos seus perseguidores. No lugar, foi construída a capela de São Paulo.
Muitos séculos depois, o nome deste santo batizou uma cidade que viria a se tornar uma das maiores do mundo. Uma metrópole moderna e jovem que tem em sua lista de cidades-irmãs a antiga e milenar Damasco do apóstolo São Paulo.
Fonte: milpovos.prefeitura.sp.gov.br
Nome oficial: República Árabe da Síria (Syrian Arab Republic)
Capital: Damasco
Data Nacional: 17 de abril
Dias de descanso: sexta-feira e sábado
Chefe de Estado: Presidente Bashar Al-Assad
Chefe de Governo: Primeiro-Ministro Mohammad Naji Otri
Ministro do Exterior: Walid Al-Muallem
Área: 185.180 km²
População: 19,314,747 (estimativa 2007)
População Rural/Urbana: População urbana estimada em cerca de 52%
Densidade Demográfica: 113,7 hab/km²(2005)
PIB: US$ 24,26 bilhões (2006)
PIB per capita: US$ 4,1 mil (2006)
Agricultura: 24,8 % (2005)
Indústria: 25,1 % (2005)
Serviços: 50,1 % (2005)
Exportações: açúcar, café em grão, veículos automóveis, fibras de raiom viscose, painéis de fibras de madeira, açúcar de cana em bruto, outros papéis / cartões , papel/cartão "kraftliner", tubos ferro/aço.
Importações: naftas para petroquímica, sementes de cominho, algodão debulhado, monofilamentos (monofíos) de outros plásticos, sementes de anis, alcaparras.
Fonte: www2.mre.gov.br
País asiático, localizado no Oriente Médio, limitado pela Turquia, Iraque, Jordânia, Israel e Líbano. A Síria é uma região presente em nosso imaginário desde a infância, seja pelos contos de Ali Babá e Aladim contidos nas Mil e uma Noites, seja pelas aulas de história, pelas tradicionais caravanas que atravessavam o deserto na rota do comércio das sedas e especiarias, por seus inventos ou por sua cultura milenar.
Sua história é repleta de acontecimentos marcantes representados
por períodos de ocupação de vários impérios:
babilônico, romano, pérsico, egípcio e turco. De cada
um deles conservam-se, até hoje, as marcas dessas passagens.
Damasco é a capital do país e, possivelmente, a cidade habitada
mais antiga do mundo: desde 5.000 a.C. já havia moradores no local.
É um verdadeiro museu a céu aberto e, por todos os lados, vê-se
monumentos da arquitetura islâmica e resquícios da ocupação
romana. Na cidade, destacam-se o fascinante Mercado do Hamidiye, labirinto
onde se concentram lojas de artigos típicos como tapetes, artesanato
em mosaico, tecidos brocados e dezenas de joalherias, diariamente lotado em
um comércio frenético, e a famosa Mesquita Omayad.
A segunda maior cidade da Síria é Aleppo, ponto comercial importante desde os tempos de sua fundação, graças à sua localização próxima ao Rio Eufrates e ao Mar Mediterrâneo. A belíssima cidadela de Aleppo é um dos pontos turísticos mais visitados do país oriental.
Um local pitoresco e imperdível ali é a cidade de Hama, onde se concentram as famosas rodas d’água com até 20m de diâmetro, construídas em madeira, no período bizantino. Fazem parte de um complexo sistema de aqueduto, desenvolvido para levar a água do Rio Orontes ao Palácio de Azem, distante das margens do rio.
A cidade de Bosra entrou para a história nos tempos helenísticos, no começo do primeiro século a.C., quando, durante a ocupação romana, foi construído o Anfiteatro de Bosra, considerado um dos maiores e mais bem preservados teatros da época.
Do período medieval, resiste na região a fortaleza mais famosa do mundo, o Krack des Chevaliers, ocupada pelos cruzados em 1.110 d.C., conhecida por sua arquitetura admirável, sua invencibilidade e excelente estado de preservação.
Se há uma cidade que não se pode deixar de visitar, na Síria, é Palmira. Erguida no meio do deserto, surge majestosa a localidade construída pela Rainha Zenóbia em 267 d.C., transformada, na época, em centro de riqueza e comércio inigualável. Suas ruínas guardam histórias de lutas, resistência e mistério.
A Síria é uma relíquia para arqueólogos, historiadores e simples turistas; poucos países a superariam em tradição, em riqueza de costumes, hospitalidade e segurança. Dificilmente o turista encontra outro país, na região oriental do mundo, mais seguro para circular, seja na capital ou interior do seu território.
A religião predominante na Síria é o Islamismo, fator que enriquece a cultura do país e atrai a curiosidade do cidadão ocidental, que se surpreende ao ver os trajes das mulçumanas e se admira ao entrar nas belas e ricas mesquitas, acomodando-se em seus tapetes e se rendendo à paz e tranqüilidade do local. A convivência entre representantes de várias religiões, na região, é pacífica e respeitosa. Prova disso é a Mesquita de Omayad, uma das obras da arquitetura mulçumana mais extraordinárias, que abriga no seu interior um santuário dedicado ao repouso da cabeça de São João Batista, personagem da história cristã.
A comida síria é um capítulo a parte. As lojas do mercado, com seus temperos e frutas, são pontos turísticos que atraem pelo aroma e pelas cores, e conquistam pelo paladar. Quem não começa a salivar ao ouvir falar dos saborosos quibes, esfihas, charuto de folha de uva, entre outros pratos da culinária árabe?
O turismo na Síria é muito barato. A alimentação, o transporte e a hospedagem têm preços acessíveis ao bolso do brasileiro. As distâncias entre as regiões são pequenas, por isso é possível percorrer o país inteiro em poucos dias, podendo curtir sem correria o que ele tem de melhor: seu povo.
Hospitaleiro, simpático, afável e alegre. Todos têm prazer em colaborar e em acolher o visitante em sua casa, recebendo-o com mesa farta e saborosa. O povo sírio vê o brasileiro como povo irmão, que acolheu, em épocas passadas, gerações e gerações de seus filhos que se espalharam pelo mundo. Ao se estabelecerem no país latino e ao lado de outros imigrantes, ajudaram a construi-lo. No entanto, nada que se diga ou escreva, fará justiça ao que de fato é uma visita à Síria.
Fonte: www.crfmg.org.br
Seguindo a queda do Império Otomano durante a primeira guerra Mundia, Siria foi administrada pela França até a independencia em 1946. Na guerra Arabe-Israelense de 1967, a Siria perdeu as colinas de Golan para Israel. Desde 1976, tropas Sírias ficaram estacionadas no Líbano, ostensivamente numa tentativa de manutenção da paz. Nos anos recentes, Siria e Israel tiveram conversações de paz ocasionais a respeito do retorno das Colinas de Golan.
Localização: Oriente Médio,
beirando o Mar Mediterrâneo, entre Líbano e Turquia
Coordenadas Geográficas: 35 00 Norte,
38 00 Leste
Referência no mapa: Oriente Médio
Area: total: 185,180 km²
terra: 184,050 km²
água: 1,130 sq km²
nota: incluindo 1,295 km² de território
ocupado por Israel Land boundaries: total: 2,253 km
Países e fronteiras: Iraq 605 km, Israel
76 km, Jordania 375 km, Líbano 375 km, Turquia 822 km
Costa: 193 km
Reivindicações marítimas:
zona contígua: 41 NM
Mar territorial: 35 NM
Clima: maioria desertico; quente, seco, verões
ensolarados (Junho a Agosto) e ameno, invernos chuvosos (Dezembro a Fevereiro)
ao longo da Costa; tempo frio com neve ou neve e chuva periodicamente atingindo
Damasco
Terreno: planalto primário semiarido e
desertico; estreito plano costal; montanhas a oeste
Extremos de elevação
Ponto mais baixo: localização indenominada
próximo ao Lago Tiberias -200 m
Ponto mais alto: Monte Hermon 2,814 km
Reservas Naturais: petroleo, fosfatos, minério
de cromo e manganésio, asfalto, minério de ferro, pedra de sal,
mármore, gipsita, poder da água
Uso da terra: território arável:
28%
clheita permanente: 4%
pastagem permanente: 43%
florestas e bosques: 3%
outro: 22% (1993 ,estimativa)
terra irrigada: 9,060 km² (1993 est.)
Perigos naturais: Tempestades de pueira, areia
Geografia - nota: há 42 assentamentos Israelenes e terrenos de utilização civil nas Colinas de Golan ocupadas por Israel (August 1999 est.)
População: 16728808
nota: além disso, há em torno de 38200 pessoas vivendo nas Colinas de Golan - 18200 Arabes (16500 Druzos e 1700 Alawitas) e por volta de 20000 Israelenses (July 2001 est.)
Estrutura de idade: 0-14 anos: 39.92% (masculino 3,440,060; feminino 3,238,576)
15-64 anos: 56.87% (mmasculino 4,868,816; feminino 4,644,870)
65 e mais: 3.21% (homens 261,036; mulheres 275,450) (2001 est.)
Taxa de crescimento populacional: 2.54% (2001 est.)
Taxa de nascimento: 30.64 nascimentos/1,000 pessoas (2001 est.)
Taxa de mortalidade: 5.21 mortes/1,000 pessoas (2001 est.)
Taxa da rede migratória: 0 migrante(s)/1,000 pessoas (2001 est.)
Taxa de sexo: ao nascimento: 1.06 homem(s)/mulher
abaixo de 15 anos: 1.06 homem(s)/mulher
15-64 anos: 1.05 homem(s)/mulher
65 anos ou mais: 0.95 homem(s)/mulher
população total: 1.05 homem(s)/mulher (2001 est.)
Taxa de mortalidade infantil: 33.8 mortes/1,000 nascidos vivos (2001 est.)
população total: 68.77 anos
homens: 67.63 anos
mulheres: 69.98 anos (2001 est.)
Taxa de fertilidade total: 3.95 crianças
nascidas/mulher (2001 est.)
HIV/AIDS - taxa de prevalência adulta:
0.01% (1999 est.)
HIV/AIDS - pessoas vivendo com HIV/AIDS: N/A
HIV/AIDS - mortes: N/A
Nacionalidade: nome: Sírio(a)(s)
adjectivo: Sírio
Grupos etnicos: Arabes 90.3%, Kurdos, Armenios,
e outros 9.7%
Religiões: Muçulmanos Sunitas 74%,
Alawita, Druzo, e outras secções muçulmanas 16%, Cristãos
(várias secções) 10%, Judeus (pequena comunidade em Damasco,
Al Qamishli, e Alepo)
Línguas: Arabe (oficial); Kurdo, Armenio,
Aramaico, Circassian vastamente entendido; Francês, Inglês alguns
entendem
Alfabetização: definição:
acima de 15 anos que podem ler e escrever:
população total: 70.8%
homens: 85.7%
mulheres: 55.8% (1997 est.)
nome dos país: forma longa convencional: República Árabe Síria
nome curto convencional: Síria
forma longa local: Al Jumhuriyah al Arabiyah as Suriyah
forma curta local: Suriyah
Fonte: www.kfssystem.com.br
Situada no Oriente Médio entre o continente europeu e Israel, a Síria possui um grande território que se estende do Mediterrâneo em direção ao leste e que inclui montanhas, grandes áreas desérticas e a bacia do rio Eufrates. Sua faixa litorânea é separada da região oriental por duas estreitas cadeias de montanhas. No extremo sudoeste do país, encontram-se as Colinas de Golan, área que ainda é disputada com Israel.
A maior parte dos 17 milhões da sírios, divididos eqüitativamente entre as áreas urbana e rural, habita as regiões próximas ao Mediterrâneo. Dezenas de milhares de refugiados palestinos fazem parte da população do país e 40% dos habitantes têm idade inferior a 15 anos.
Os muçulmanos conquistaram a região no ano 636 d.C e a cidade de Damasco foi a capital do Império Árabe entre 660 e 750 d.C. Egípcios, mongóis e turco-otomanos também dominaram a região.
A maioria dos sírios dedica-se à atividade rural. Apesar do crescimento econômico ter sido contido pelo declínio mundial dos preços do petróleo, a situação da economia síria permite uma condição de classe média baixa à população. A maioria dos homens é alfabetizada, mas o analfabetismo atinge aproximadamente metade da população feminina.
O atual governo sírio é uma república parlamentarista baseada na constituição promulgada em 1973. Embora o governo teoricamente esteja dividido entre as esferas legislativa, executiva e judiciária, o presidente da república detém uma grande parcela do poder. Apesar de representar uma pequena parcela da população, a minoria alavita constitui o bloco mais poderoso do país. No que se refere à política externa, o conflito árabe-israelense é a principal preocupação do governo.
Quase 90% dos sírios professam o islamismo. A maioria segue a tradição sunita, mas cerca de 13% dos habitantes são alavitas e, portanto, praticam a tradição xiita. Dois por cento dos sírios afirmam não seguir nenhuma religião, enquanto os cristãos respondem por 7% da população.
Igrejas devem se registrar junto ao Governo, que monitora coletas de fundos e exige que se peça permissão para todos os encontros, exceto cultos.
É normal que as cerimônias religiosas sejam anunciadas pelo toque dos sinos. É permitido o uso de alto falantes a fim de que os cultos sejam ouvidos nas ruas. Lojas cristãs podem fechar aos domingos.
Igrejas reconhecidas recebem serviços públicos gratuitos e estão isentas de impostos imobiliários. As Igrejas na Síria são livres para construir, reformar e estender suas edificações.
Todas as escolas oficialmente são governamentais e não sectárias, embora algumas escolas sejam na prática administradas por minorias cristãs e judias. Há instrução religiosa obrigatória nas escolas, com professores e programa de estudos aprovados pelo governo. Os cursos de religião são divididos em classes para estudantes muçulmanos e cristãos.
Tanto a Páscoa ocidental como a Ortodoxa são reconhecidas como feriados nacionais.
Os cristãos estão sujeitos à suas próprias leis religiosas sobre casamento, divorcio, custódia das crianças e herança.
Embora a lei não proíba o proselitismo, o governo desencoraja tal atividade na prática, particularmente quando é considerada uma ameaça às relações entre os grupos religiosos.
Como qualquer outro grupo, religioso ou não - estão sujeitas à vigilância e monitoramento pelos órgãos de segurança do governo. Pastores têm de relatar à policia sobre suas atividades e por vezes têm de entregar resumos de seus sermões. Em outros casos sabe-se que a polícia secreta questiona membros da igreja sobre o conteúdo dos cultos, ou ainda assistem ao culto de domingo pessoalmente.
Convertidos vindos do islamismo são vistos como uma ameaça à estabilidade religiosa e política. Estas convenções sociais fazem com que a conversão de um muçulmano ao cristianismo seja muito rara. Em muitos casos, a pressão social força aos que se comprometeram em tais conversões a se mudarem para o interior ou a deixarem o país a fim de praticar sua nova religião abertamente.
Cristãos podem ser encontrados em todos os níveis sociais, até mesmo no governo. As igrejas tradicionais estão se destacando no ensino, distribuição da Sagrada Escritura etc.
Cristãos evangélicos têm pouquíssima ou nenhuma influência.
Há indícios de que existiam cristãos na Síria antes mesmo da conversão do apóstolo Paulo, já que ele estava a caminho de Damasco para capturar possíveis cristãos quando se converteu (Atos 9:1-19). A Igreja Ortodoxa Grega afirma que sua história na região remonta à época da queda de Jerusalém, quando o centro do cristianismo no oriente passou a ser a cidade de Antioquia, que, embora estivesse localizada no atual território da Turquia, exercia influência sobre a Síria devido à sua proximidade geográfica. Católicos e protestantes, no entanto, só se estabeleceram na Síria a partir do século XVIII. A influência do cristianismo ocidental sobre o país tornou-se forte a partir de 1890, principalmente devido à influência das escolas cristãs sobre os governantes sírios.
Século 1 - Cristianismo rapidamente se espalha pela região.
Século 4 - Imperador Romano Teodosio destrói o templo a Júpiter em Damasco e constrói uma catedral em homenagem a João Batista.
325 - Realiza-se o Concílio de Nicea. A Síria delega vinte bispos.
431 - Surge a Igreja Assíria do Oriente. Esta igreja ainda está presente na Síria.
625 - Damasco rende-se ao general muçulmano Khalid ibn al-Walid.
661-750 - Damasco torna-se capital imperial do muçulmano Umayyad. Um símbolo deste império é a mesquita Umayyad em Damasco, que foi reconstruída por Walid I (705-715) a partir da catedral de São João. A Lei Civil para os cristãos é a lei do seu próprio grupo religioso e são ministrados pelos seus próprios líderes religiosos. Cristãos encontram emprego nas cortes dos califas. Somente no fim do período de Umayyad, a dominação árabe se torna mais religiosa.
750-1250 - A Síria torna-se província do império de abássida. Apesar dos períodos de perseguição, os cristãos mantêm-se como o maior setor da população até por volta do ano 900. O domínio abássida sobre a Síria é regularmente desafiado por príncipes muçulmanos independentes.
966-1021 - Domínio do califa Ali Mansur Al-Hakim, da dinastia Fatimid xiíta. Ele destrói igrejas e causa a fuga de cristãos para as montanhas. Quando ele proclama sua divindade, sua mãe o assassina. Seus seguidores buscam tribais sírios para adotarem a sua religião. Estes convertidos são os ancestrais dos Drusos da Síria atual.
1097-1144 - Os cruzados estabelecem principados em Edessa e Antioquia. A seus olhos, os cristãos do oriente são hereges, que falam o mesmo idioma dos muçulmanos. Portanto, eles freqüentemente confundem alguns dos cristãos locais com muçulmanos e os assassinam nos campos à sua aparição. Entretanto, durante as Cruzadas, alguns convertidos das igrejas orientais aceitam o domínio do Papa e ingressam na comunhão da Igreja Católica Romana.
1250-1516 - Domínio dos mamelucos sobre a Síria. Tem lugar grande conversão do cristianismo para o islamismo.
1516-1916 - A Síria torna-se uma província do Império Otomano. Diversas denominações cristãs possuem suas próprias lavouras. A Síria continua a atrair mercadores europeus. Com os mercadores do Ocidente vêm missionários, professores, cientistas e turistas cujos governos reclamam certos direitos. A França reclama o direito de proteger os cristãos, e em 1535 o Sultão Suleiman I concede à França várias capitulações (direitos extraterritoriais que mais tarde progridem para uma política semi-autônoma não somente para os franceses, mas também para os cristãos protegidos por eles). Os britânicos adquirem direitos similares em 1580 e ao fim do século dezoito os russos reclamam direitos de proteção sobre a comunidade Grega Ortodoxa. Reformas em 1839 e 1856 concedem paridade legal aos membros de todas as religiões. Ao fim do Império Otomano, os cristãos somam dez por cento da população da Síria.
Fim do Século 19 - Renascença econômica e literária, que é conhecida como al-Nahdah (o despertar) tem grande impacto na comunidade cristã. O principal catalisador para a al-Nahdah é a atividade de missionários cristãos estrangeiros na imprensa.
1860 - 5.500 cristãos são mortos em massacres em Damasco.
1920-1944 - Período do mandato francês. A Síria é dividida em cinco setores semi-autônomos, servindo para acentuar as diferenças religiosas. Muitos cristãos, particularmente os Ortodoxos ocidentais, se engajam no movimento nacionalista árabe.
1925-1945 - Maior imigração de armênios, fugindo da perseguição na Turquia.
1933 - Cristãos assírios, que são atacados no Iraque, fixam-se na Síria.
1963 - Junta militar, formada pelo partido socialista Baath, toma o poder.
1971 - Hafez al-Assad se torna presidente. Ele pertence a uma minoria muçulmana chamada os Alewites, que é considerada muito liberal, quase herética pela maioria dos outros grupos muçulmanos.
1982 - O governo esmaga a revolta islâmica em Hama.
2000 - Hafez al-Assad morre em 10 de junho. É sucedido pelo seu filho Bashar al-Asad.
O regime imposto na Síria pelo presidente Hafiz Al-Assad procurou dissociar o Estado de qualquer comprometimento religioso. Esta tendência rumo à secularização tem resultado em distúrbios instigados pelas alas conservadoras. Como resultado dessa política, as igrejas cristãs são legalmente reconhecidas e o islamismo não é a religião oficial do país, o que não impede que ele detenha uma importante posição na sociedade. Até certo grau, há liberdade religiosa. Procissões são permitidas e não há restrições para a construção de edifícios religiosos.
A lei síria ainda permite que crianças mudem de religião, o que não é comum em países islâmicos. Os cristãos também podem evangelizar, desde que não perturbem a harmonia da comunidade. Apesar de toda essa liberdade, as atividades cristãs são freqüentemente vigiadas e muitos consideram a evangelização uma tarefa de difícil execução no país.
Em março de 2001 três homens sírios da etnia drusa que haviam se convertido ao cristianismo foram presos pelos oficiais da Inteligência síria no Líbano, possivelmente suspeitos de pertencerem às Testemunhas de Jeová. Eles foram transferidos para a prisão na Síria, mantidos prisioneiros por dois meses e libertados depois de assinarem papéis declarando que cessariam de assistir à sua igreja e deixariam de contatar seu pastor.
Por volta de 2050, a igreja na Síria poderá ultrapassar o dobro de seu tamanho atual e alcançar quatro milhões de membros. Tal crescimento, no entanto, não chega a acompanhar o crescimento demográfico do país, condenando a fatia cristã da população síria a um lento declínio. A emigração agrava ainda mais esta situação.
Existe repressão na Síria e isto afeta os cristãos, mas o fato se deve mais a razões políticas. As igrejas gozam de todos os privilégios e os cristãos são parcialmente favorecidos pois necessitam deles como apoio face à maioria sunita. Os cristãos da Síria têm consistentemente seguido a política de se posicionar ao lado do governo em conflitos que o governo tenha com grupos de oposição. Eles vêem o regime autoritário como um escudo protetor contra influências islâmicas. Se o regime atual vier a ser substituído, isto poderá afetar a igreja na Síria negativamente.
De acordo com a lei síria, todo cidadão está sujeito aos regulamentos de sua própria religião. O resultado é que as comunidades religiosas exercem uma enorme influência nas vidas de seus membros, com a conseqüência que nenhuma mudança na comunidade é desejada ou necessitada. Portanto, há uma visão estreita sobre evangelismo e missões. Isto, paralelo ao alto número de cristãos que emigram para os países ocidentais, não faz o futuro do cristianismo na Síria parecer muito brilhante.
1. A igreja desfruta de grande liberdade. Infelizmente, muitos acham difícil aproveitar ao máximo essa oportunidade e o número de convertidos entre os muçulmanos é baixo. Ore para que a igreja seja ousada e eficaz em seu testemunho.
2. A igreja síria é respeitada no país. Os cristãos constituem uma minoria influente na maioria das cidades, indústrias e profissões, o mesmo ocorrendo nas forças militares. O respeito conferido aos cristãos lhes dá uma grande oportunidade de testemunho. Ore para que a igreja síria aproveite o momento favorável para compartilhar o Evangelho de Cristo.
3. Os muçulmanos têm percepções equivocadas sobre a igreja. Muitos muçulmanos possuem idéias errôneas a respeito do cristianismo. Ore para que novos contatos entre os dois grupos ajudem a derrubar preconceitos e a corrigir a imagem distorcida da igreja.
4. A igreja tem liberdade para distribuir e comercializar literatura evangélica. O filme Jesus* pode ser facilmente encontrado e muitas livrarias estão em funcionamento. Ore para que esses locais sejam freqüentados por muçulmanos e para que o excelente volume atual de vendas seja mantido.
* N. do E.: O filme Jesus foi lançado em 1979 nos Estados Unidos pela Cruzada Estudantil para Cristo. Produzido por John Heyman e dirigido por Peter Sykes e John Krisch, o filme custou US$ 6 milhões e já foi traduzido para 600 idiomas.
Damasco, carinhosamente chamada a pérola do Oriente, é uma das mais antigas cidades do mundo. De acordo com a tradição foi fundada por Uz, neto de Sem. Na Bíblia ela é mencionada pela primeira vez em Gênesis 14, 15. A cidade foi conquistada por Davi, mas sob Salomão se tornou a capital de um reino independente. Desde esta época Damasco esteve freqüentemente em guerra com os reis de Israel, enquanto apoiava-se nos reis de Judá, os quais buscaram com sua ajuda enfraquecer seus rivais de Samaria.
No tempo dos gregos, Damasco tornou-se uma das mais importantes cidades da Síria e no tempo dos romanos, Damasco era o principal centro comercial para os nômades àrabes.
Quando Paulo veio a Damasco para perseguir os cristãos, havia por volta de 50.000 judeus na cidade e a maioria das mulheres judias nas classes sociais mais altas da sociedade havia abraçado o cristianismo. Ananias, que batizou Paulo após a sua conversão, é lembrado por ter sido presumivelmente o primeiro bispo de Damasco. Ao fim do quarto século, a maioria da população havia adotado o cristianismo.
No início de 635 Damasco foi capturada pelos árabes. Em 661 Damasco tornou-se a capital do império do muçulmano Umayyad. A esta altura, este império havia se estendido da Espanha no Ocidente para Samarkand e Cabul no Oriente. Desde então, Damasco tem tido seus bons e maus momentos. Um dos marcos mais baixos em sua história foi alcançado no ano de 1399, quando Timur-Leng levou à morte quase todos os seus habitantes, exceto os cuteleiros de espadas. Estes foram trazidos para Samarkand e Khorassan, aonde continuaram a fazer as renomadas lâminas damascenas.
No século 19 as relações entre os vários grupos religiosos na região se deterioraram. Por ordem do governador otomano Ibrahim, um exército cristão combateu os drusos, (um ramo dissidente do islamismo xiíta). As forças cristãs tiraram vantagem desta oportunidade para alargar o território sob seu controle. Em 1860 a sorte mudou. Ataques drusos às vilas cristãs no Monte Líbano transbordaram para os bairros de Damasco, onde vários milhares de cristãos foram massacrados.
Em maio de 2001 o Papa João Paulo II visitou o país e celebrou uma missa pública em Damasco, com o comparecimento de representantes de todas as denominações ortodoxas e católico-romanas.
Em outubro de 2001 uma grande feira de livros teve lugar em Damasco. A Sociedade Bíblica Libanesa esteve presente com um estande. No relatório anual, Lucien Accad, secretária geral da Sociedade Bíblica no Líbano, escreveu: "Quando nós contatamos as autoridades para solicitar permissão para importar calendários bíblicos, para nossa grande surpresa e alegria eles simplesmente nos disseram "tragam-nas"! (...) O ministro sírio da Cultura, Dr Maha Qanout, visitou o estande da Sociedade Bíblica no dia da abertura e comentou que a nossa tenda era uma das mais organizadas. Ela acrescentou que o diretor da feira havia lhe dito que a Sociedade tem sido um dos melhores participantes ao longo dos anos.
Viajando de Damasco aproximadamente uma hora no sentido norte-leste, está situada a vila de Maalula. A maioria dos residentes são gregos católicos, os quais ainda falam o dialeto aramaico no qual o livro de Daniel foi escrito e que mais provavelmente tenha sido o idioma que Jesus falou.
Fonte: www.portasabertas.org.br
Nome oficial: República Árabe
da Síria (Al-Jumhuriya al-'Arabiya as-Suriya).
Nacionalidade: síria.
Data nacional: 8 de março (aniversário
da Revolução); 16 de novembro (Dia da Pátria).
Capital: Damasco.
Cidades principais: Aleppo (1.582.930), Damasco
(1.394.322), Homs (540.133), Al Ladhiqiyah (311.784), Hamah (264.348) (1994).
Idioma: árabe (oficial), curdo.
Religião: islamismo 86% (sunitas 74%,
xiitas 12%), cristianismo 8,9%, drusos 3%, outras 2,1% (1992).
Localização: oeste da Ásia.
Hora local: +5h.
Área: 185.180 km2.
Clima: mediterrâneo (litoral) e árido
(interior).
Área de floresta: 2 mil km2 (1995).
Total: 16,1 milhões (2000), sendo árabes
sírios 90%, curdos 5,9%, circassianos, turcos e armênios 4,1%
(1996).
Densidade: 86,94 hab./km2.
População urbana: 54% (1998).
População rural: 46% (1998).
Crescimento demográfico: 2,5% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 4 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 67/71 anos (1995-2000)
Mortalidade infantil: 33 por mil nascimentos
(1995-2000).
Analfabetismo: 25,6% (2000).
IDH (0-1): 0,660 (1998).
Forma de governo: República presidencialista
(ditadura militar desde 1970).
Divisão administrativa: 14 distritos.
Principal partido: Socialista Árabe (Baath).
Legislativo: unicameral - Assembléia do
Povo, com 250 membros eleitos por voto direto.
Constituição em vigor: 1973.
Moeda: libra síria.
PIB: US$ 17,4 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 25,9% (1998).
PIB indústria: 27,2% (1998).
PIB serviços: 46,9% (1997).
Crescimento do PIB: 5,9% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 1.020 (1998).
Força de trabalho: 5 milhões (1998).
Agricultura: algodão em pluma, frutas,
legumes e verduras, azeitona.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 7,7 mil t (1997).
Mineração: gás natural, petróleo, fosfórito.
Indústria: química, petróleo, carvão, petroquímica,
têxtil, couro, calçados, alimentícia, bebidas.
Exportações: US$ 2,8 bilhões (1998).
Importações: US$ 4,5 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Alemanha, Itália, França, Arábia
Saudita, Turquia.
Efetivo total: 320 mil (1998).
Gastos: US$ 2,7 bilhões (1998).
Fonte: www.portalbrasil.net
Como acontece com outras nações do Oriente Médio, os desertos cobrem a maior parte do território. As áreas férteis ficam na costa do mar Mediterrâneo, nas cordilheiras do Líbano e do Antilíbano e na bacia do rio Eufrates. Desde a Antiguidade, o país foi ocupado por diversos povos, e as marcas dessas passagens são vistas ainda hoje.

Desde a Antiguidade, o país foi ocupado por diversos povos, e as marcas dessas passagens são vistas ainda hoje. Há ruínas romanas na cidade de Palmyra; castelos medievais da época das Cruzadas no litoral; e monumentos islâmicos em Damasco, a mais antiga capital do mundo.
Habitado por povos de origem semita desde a Antiguidade, o território
da Síria é, no decorrer da história, dividido entre diversos
impérios ou incorporada a eles. Entre 661 e 750, a conquista muçulmana
faz de Damasco a capital do Império Árabe. Entre 1516 e 1918,
o país é dominado pelo Império Turco-Otomano.
A agricultura e a exploração do petróleo são a
base da economia.
República Árabe da Síria (Al-Jumhuriya al-'Arabiya as-Suriya).
Damasco.
Síria.
8 de março (aniversário da Revolução); 16 de novembro (Dia da Pátria).
Localização: oeste da Ásia. Hora local: +5h. Área: 185.180 km2. Clima: mediterrâneo (litoral) e árido (interior). Área de floresta: 2 mil km2 (1995). Cidades principais: Aleppo (1.582.930), Damasco (1.394.322), Homs (540.133), Al Ladhiqiyah (311.784), Hamah (264.348) (1994).
16,1 milhões (2000); composição: árabes sírios 90%, curdos 5,9%, circassianos, turcos e armênios 4,1% (1996). Idioma: árabe (oficial), curdo. Religião: islamismo 86% (sunitas 74%, xiitas 12%), cristianismo 8,9%, drusos 3%, outras 2,1% (1992). Densidade: 86,94 hab./km2. População urbana: 54% (1998). Crescimento demográfico: 2,5% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 4 filhos por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 67/71 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 33‰ (1995-2000). Analfabetismo: 25,6% (2000). IDH (0-1): 0,660 (1998).
República presidencialista (ditadura militar desde 1970). Divisão administrativa: 14 distritos. Chefe de Estado e de governo: Bachar el-Assad (Partido Socialista Árabe - Baath) (desde 2000). Principal partido: Socialista Árabe (Baath). Legislativo: unicameral - Assembléia do Povo, com 250 membros eleitos por voto direto. Constituição em vigor: 1973.
Moeda: libra síria; cotação para US$ 1: 46 (jul./2000). PIB: US$ 17,4 bilhões (1998). PIB agropecuária: 25,9%; PIB indústria: 27,2%; PIB serviços: 46,9% (1997). Crescimento do PIB: 5,9% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 1.020 (1998). Força de trabalho: 5 milhões (1998). Agricultura: algodão em pluma, frutas, legumes e verduras, azeitona. Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves. Pesca: 7,7 mil t (1997). Mineração: gás natural, petróleo, fosforito. Indústria: química, petróleo, carvão, petroquímica, têxtil, couro, calçados, alimentícia, bebidas. Exportações: US$ 2,8 bilhões (1998). Importações: US$ 4,5 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, Itália, França, Arábia Saudita, Turquia.
Efetivo total: 320 mil (1998). Gastos: US$ 2,7 bilhões (1998).
Fonte: www.tendarabe.hpg.ig.com.br