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Soja

 

Nome científico: Glycine max (L.) Merr.
Família:
Papilionoideae
Origem:
China e Sul do Japão

Soja
Soja

Características da planta

Planta que varia de 60 cm a 1,5 m de altura, herbácea, anual, ereta e pubescente, de pêlos brancos, pardo-queimados ou tostados. Seu sistema radicular é rico em nódulos de bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico.

As folhas são compostas por três folíolos grandes, geralmente ovais.

Os frutos, do tipo vagem, são achatados e encerram de 2 a 5 sementes.

A soja é normalmente plantada na primavera. Após seis ou oito semanas, surgem pequenas flores brancas ou violeta. As flores desenvolvem-se durante duas semanas e algumas produzem vagens. Cada vagem contém dois ou três grãos, que se desenvolvem por 30 a 40 dias. Em plena maturação, a altura da planta varia de 60 a 180 cm.

A soja é recoberta por pêlos curtos e macios, de coloração marrom ou cinzenta. Os grãos, redondos ou ovais, podem ser amarelos, verdes, marrons, pretos ou pintados.

História da soja

A soja é uma planta leguminosa que está na cadeia alimentar há 5.000 anos e tem sido parte essencial da dieta asiática há muitos anos. Somente no século XIX a soja foi introduzida no Ocidente. Atualmente, muitas formas desses mesmos produtos estão sendo modernizadas para agradar aos consumidores preocupados com a saúde.

Utilizações

Grande parte da soja produzida no mundo é utilizada sob a forma de farinha ou de óleo. Os grãos da soja podem ser transformados em farinha ou óleo por um processo denominado extração por solvente. Inicialmente, máquinas limpam e debulham as sementes. A seguir, cilindros especiais trituram as sementes e transformam-nas em flocos. O óleo é extraído dos flocos por meio de um solvente. Depois da obtenção do óleo, os flocos passam a constituir a farinha de soja.

Características da flor

As flores são axilares ou terminais e possuem um aspecto característico, que lembra uma borboleta. Sua coloração pode ser branca, amarelada ou violácea de acordo com a variedade.

Cultivares recomendados:

Nordeste (Alta e Média Mojiana)
Precoce: paraná;
Semiprecoce: bossier e viçosa;
Média:
IAC-4 e santa - rosa;
Semi-tardio:
IAC-7 e UFV- 1;
Tardio (cerrado):
IAC-5 e IAC-6.
Sudoeste (Sorocabana)
Precoce:
paraná e davis;
Semiprecoce:
bossier e viçoja;
Média:
santa - rosa e IAC-4.

Época de plantio

Nordeste

Outubro 1.ª-quinzena : IAC - 6 e IAC - 7
2.ª-quinzena: UFV - 1
Novembro 1.ª - quinzena: santa - rosa e IAC - 4
2.ª-quinzena : bossier e viçosa

Sudoeste (Sorocabana)

Outubro 2.ª - quinzena: IAC - 4 e IAC - 7
Novembro 1.ª - quinzena:
bossier
2.ª - quinzena:
viçosa, paraná e davis.

Espaçamento: entre linhas, 60cm. Nas linhas, 25 a 30 sementes por metro, dependendo da germinação.

Sementes necessárias: 60kg/ha.

Calagem

Em solos argilosos, elevar o elevar o Ca + Mg para 3,0 meq ou mais aplicando 2,5 a 3t/ha calcário. Em solos arenosos, o teor de Ca + Mg deve atingir 2,50 meq, aplicando 2 a 2,5t/ha de calcário.

Adubação

Aproveitar o efeito residual de adubos aplicados em culturas anteriores, ou aplicar no sulco de plantio por hectare 300kg da fórmula 0-20-10 ou misturar 300kg de superfosfato simples e 40kg de c1oreto de potássio quando for possível.

Tratos culturais: dois a três cultivos mecânicos.

Época de colheita: março - abril.

Produção normal: 2.000kg/ha de sementes.

Melhor rotação: milho, algodão trigo.

Observações: é indispensável a inoculação das sementes com Rhizobium japonicum, utilizando inoculantes de boa procedência, adquiridos no comércio.

DOENÇAS DA SOJA

1a – Mancha Olho-de-Rã: Essa doença, que ocorre em todas as regiões produtoras de soja, é causada pelo fungo Cercospora sojina e apresenta sintomas nas folhas, hastes, vagens e sementes. As lesões apresentam colorações castanhos-claras no centro e bordos, castanhos-avermelhadas na página superior da folha e cinzas na página inferior, onde ocorre a esporulação.O tamanho das lesões varia de 1 a 5mm de diâmetro, sendo que as lesões menores apresentam uma coloração mais escura.As lesões nas hastes e vagens aparecem no final da granação.Nas sementes, o tegumento apresentam rachaduras e manchas de tamanhos variáveis de coloração parda a cinza.
CONTROLE:
Utilizar cultivares resistente e controle químico.É importante observar as lavouras, periodicamente, para detectar a presença ou não da doença. Em áreas atingidas, a aplicação deverá ser iniciada quando as folhas mais afetadas tiverem de 5 a 10 manchas por folíolo.

2a – Mancha Parda ou Septoriose: O agente dessa moléstia é o fungo Septoria glycines, que é introduzido na lavoura por sementes infectadas e sobrevive nos restos da cultura.Os sintomas nas folhas verdes surgem com pontuações pardas com menos de 1mm de diâmetro, que evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contornos angulares, de coloração parda na parte superior da folha e coloração rosada na página inferior, medindo de 2 a 3mm de diâmetro.Em infecções severas, a doença causa desfolha e maturação prematura, com uma conseqüente redução do rendimento.
CONTROLE:
Rotação de cultura, manejo do solo e adubação equilibrada, com ênfase no potássio, e aplicação de fungicida na parte aérea, entre os estádios R.5.1 (início de formação de grãos) e R5.5 (maioria das vagens entre 75% e 100% de granação).

3a – Mancha Alvo e Podridão Radicular de Corynespora cassiicola: Ambas as doenças são causadas pelo fungo Corynespora cassiicola e estão presentes em todas as regiões produtoras de soja do país. A Mancha Alvo é caracterizada por lesões que se iniciam através de pontuações de coloração parda, com halo amarelo, e que evoluem para grandes manchas circulares de coloração castanho-clara a castanho-escura, as quais atingem até 2cm de diâmetro.
Normalmente, as manchas apresentam uma pontuação no centro e anéis concêntricos de coloração mais escuras, vindo daí nome Mancha Alvo.As primeiras manchas desenvolvem-se nas partes sombreadas, sendo visíveis a partir da estádio de floração. As raízes infectada apresentam cor castanho-clara e, após a morte da planta, em solo úmido, ficam cobertas por uma fina camada negra de esporos.
CONTROLE:
Usar cultivares resistentes, fazer rotação/sucessão de culturas com milho e espécies de gramíneas, efetuar revolvimento do solo em casos de manocultura de soja e controle químico.

4a – Mancha Púrpura da Semente e Crestamento Foliar de Cercospora: O fungo Cercospora kikunchii, que é introduzido na lavoura através da semente e sobrevive no resto da cultura, ataca todas as partes da planta e pode ser responsável por severas reduções do rendimento e da qualidade da semente.
Nas folhas, os sintomas aparecem apartir do final da granação e são caracterizados por pontuações castanhos-avermelhadas, que coalescem e formam grandes manchas escuras que resultam em severo crestamento e desfolha prematura.
Nas vagens, surgem pontuações vermelhas que evoluem para manchas castanho-avermelhadas.Através da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha púrpura no tegumento, daí a denominação da doença como Mancha Púrpura.
CONTROLE:
Sementes livres do patógeno, tratamento químico da semente, adubação equilibrada, com ênfase no potássio e aplicação de fungicida na parte aérea entre os estádios R5.1 e R.5.5 (maioria das vagens entre 75% a 100% de granação).

5a – Oídio: Doença causada pelo fungo Microsphaera diffusa (às vezes, erroneamente considerado sinônimo de Erysiphe polygoni), que também infecta diversas espécies de leguminosas. É um parasita obrigatório, que se desenvolve em toda parte aérea da soja, incluindo haste e vagens, sendo mais visível nas folhas, nutrindo-se do conteúdo das células.
Na superfície da planta, forma-se uma fina camada de micélio e de esporos (conídios) pulverulentos, que podem cobrir todas as folhas, vagens e partes das hastes. Os sintomas apresentados pelo Oídio podem variar de clorose, ilhas verdes, manchas ferruginosas, desfolha acentuada à combinações desses sintomas. Todavia, o mais evidente sintoma é a própria estrutura branca e pulverulenta do fungo sobre a superfície das partes infectadas.
CONTROLE:
Cultivar resistente (em fase de avaliação) e controle químico. A aplicação deve ser feita quando o oídio atingir 40 a 50% da área foliar da planta, observando ambas as faces da folha.

6a – Antracnose: Causada pelo fungo Colletotrichum dematium var truncata, a Antracnose está disseminada por todas as áreas de cultivo de soja e infecta cultura em qualquer fase do seu ciclo, podendo causar a morte das plântulas, necrose dos pecíolos e manchas nas folhas, hastes e vagens. O sintoma mais evidente dessa doença ocorre nas vagens.
As vagens infectadas na estádio inicial de formação adquirem uma coloração de castanho-escura a negra e ficam retorcidas. Nas vagens em granação, as lesões iniciam-se por estrias de anasarca e evoluem para manchas negras, podendo atingir toda a vagem. O fungo sobrevive nas sementes e nos restos da cultura.
CONTROLE:
Uso de sementes livres do patógeno, tratamento químico da semente, espaçamento e densidade de plantas adequadas e adubação potássica equilibrada e controle químico.

Fonte: www.agrov.com

Soja

Há poucos anos a soja vem se tornando um alimento mais presente na alimentação do brasileiro. O Brasil atualmente é um dos maiores produtores de soja do mundo.

Chegou ao Brasil em 1908 através dos imigrantes japoneses, que a introduziram no Estado de São Paulo. Por muito tempo seu cultivo se manteve com caráter experimental, sendo mantida apenas em instituições de pesquisa. A partir da década de 60 os agricultores do sul se interessaram em cultiva-la de forma extensiva.

Sua planta se adapta em variados tipos de solo, resiste à seca e em geral, é pouco afetada por pragas.

A soja é uma leguminosa, assim como o feijão, a ervilha, a lentilha e o grão de bico. Supernutritiva, contêm proteínas, vitaminas, minerais e fibras. Sua proteína se compara a proteína animal, 100g de soja fornece a metade da quantidade diária de proteínas recomendada para um adulto. Ela, tranqüilamente pode substituir a carne nas refeições.

Também é rica em vitaminas A, C, E e do complexo B. Outra riqueza encontrada na soja, são os minerais cálcio, fósforo, ferro, e potássio, sem falar nas fibras, de extrema importância para o funcionamento adequado do intestino. Além disso as fibras têm a capacidade de captar partículas maiores de gordura, levando-as a passar direto, sem serem absorvidas.

Além de seu alto valor nutritivo e protéico, tornando-a uma das melhores armas contra a desnutrição, a soja também tem alguns poderes medicinais. Jä foi comprovado que, nos países asiáticos, onde o consumo de grãos é bem alto, a incidência de câncer nos ovários e de doenças cardiovasculares é menor que em países do Ocidente.

Pesquisas da American Heart Associantion - AHA (Associação Americana do Coração) têm demonstrado que a ingestão de proteínas de soja reduz as taxas de LDL Colesterol (ou famoso colesterol ruim). Outro benefício do consumo de soja é a diminuição das "famosas e temidas" ondas de calor, comum nas mulheres que estão na menopausa. Isso acontece porque a soja é rica em fito-hormônios, dentre estes o fitoestrógeno, estrutura encontrada numa substância chamada isoflavona.

É muito semelhante ao estrógeno, só que atua de forma mais amena. Esta substância supre a falta de hormônio na menopausa e, assim, diminui seus sintomas. A quantidade de isoflavona varia de acordo com a variedade do grão, do solo, do clima e do tipo de processamento. Especialistas dizem que a melhor maneira de aproveitar os benefícios da isoflavona é combinando-a com a proteína da soja, sendo assim, melhor do que consumir cápsulas isoladas de isoflavona é consumir a própria soja.

Embora tenham sido encontrados em outros alimentos vegetais como a cenoura, batata, feijão e sementes de girassol, a soja contém um tipo especial de isoflavona, denominada pelos americanos de "Genistein", que, Além de grande anticancerígeno é um poderoso antioxidante, capaz de bombardear os radicais livres, moléculas sem a presença de oxigênio, que apresentam um efeito corrosivo sobre as células, produzindo desde o envelhecimento precoce até o surgimento de tumores.

Mesmo tendo conhecimento de todos estes benefícios, várias pessoas não se adptam bem ao sabor "forte" que a soja tem. A responsável por este sabor estranho é a enzima "lipoxidase".

A soja deve ser consumida cozida, pois a cocção acaba com fatores que perturbam a assimilação de determinados nutrientes importantes. Um desses agentes é a antitripsina, enzima presente na soja e nas leguminosas em geral, inclusive o feijão. Quando ingerida, ela inibe a ação da tripsina, enzima que tem a função de "quebrar" as proteínas para que elas sejam absorvidas pelo nosso organismo. Com o cozimento a antitripsina é neutralizada e nosso organismo aproveita melhor as propriedades nutricionais da soja.

A soja é utilizada na produção de diversos produtos, os mais comuns são:

Leite de soja

Possui quase os mesmos teores de proteína do leite de vaca, com a vantagem de não possuir a lactose, responsável pelo desencadeamento da diarréia, gases e mal-estar em pessoas sensíveis. Além disso, o leite de soja não contém colesterol e é rico em lecitina, um aminoácido essencial (não fabricado pelo nosso organismo) e em ácidos graxos poliinsaturados .

Também pode ajudar no tratamento de anêmicos (contém ferro, nutriente não encontrado no leite de vaca), diabéticos (por conter baixo teor de açúcar) e nos pós-operatórios (por não produzir gases).

Óleo de soja

É um dos tipos de óleo mais consumido, é rico em gordura poliinsaturada, mas perde feio para o óleo de canola e o azeite de oliva, que são ricos em gordura monoinsaturada, responsável por estimular o fígado a produzir menor quantidade de LDL, o mau colesterol, e aumentar a produção de HDL, o bom colesterol.

Não contém todos os nutrientes do grão da soja, estes são perdidos no processo de refinamento.

Tofu

É uma espécie de queijo, é obtido a partir do leite de soja, e assim como tal é rico em nutrientes e de fácil digestão. Não tem muito sabor e pode ser temperado ou usado em outras preparações culinárias para ser melhor aceito.

Missô

Produto fermentado, produzido a partir de uma mistura de soja, arroz e sal marinho. É uma pasta levemente salgada usada na preparação de sopas, patê, molhos de saladas e refogados. A combinação da soja como arroz, garante a ingestão de todos os aminoácidos essenciais, os blocos construtores das proteínas que o nosso organismo não consegue produzir.

Shoyu

Molho de soja, de coloração escura, salgado, usado para temperar carnes, legumes e peixes.

Lecitina de soja

Aminoácido encontrado na soja, rico em fosfatos e vitaminas do complexo B. Ajuda a reduzir níveis de colesterol e triglicérides do sangue. Fonte de cálcio, ferro, magnésio e vitamina A, que tem ação antioxidante e protege mucosas, pele, cabelos e unhas.

Proteína texturizada de soja (PTS)

Produzida a partir de grãos de soja submetidos a um processo de tritura, cozimento e secagem. Conhecida como carne de soja, é usada na indústria alimentícia como ingredientes de salsichas, mortadelas, lingüiças, salames, patês, hambúrgeres, molhos, massa e pães, entre outros. Apresenta teor protéico mais elevado do que a carne, pode ser utilizada natural ou adicionada a carne, no preparo de bolinhos de carne, hambúrgueres, etc.

Farinha de soja: normalmente utilizada para o enriquecimento de pães, biscoitos, produtos infantis, entre outros

Fonte: www.saudenarede.com.br

Soja

A Soja é um Alimento Completo?

Conhecida a mais de 5000 anos, no Oriente, a soja, nas últimas décadas, tornou-se um produto bastante conhecido sendo o seu consumo incentivado

Ela e alguns de seus derivados tornaram-se conhecidos como "alimentos completos".

Deve-se saber, no entanto, que nenhum alimento por si só pode ser considerado completo pois, não possui a variedade de nutrientes de que necessitamos diariamente.

A soja é uma planta pertencente à família das leguminosas, ou seja, do feijão, lentilha, grão de bico, ervilha e, destaca-se por ser rica em proteínas, lipídeos (gordura), fibras e algumas vitaminas e minerais.

Contém, também, uma classe de fito-hormônios (hormônio de origem vegetal) conhecidos como isoflavonas ou isoflavonóides.

Estudos indicam que tais substâncias atuam como um elemento anti-oxidante reduzindo as taxas do colesterol ruim (LDL) no sangue e, conseqüentemente, diminuindo o risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, além de exercem também atividade hormonal equilibrando a quantidade do hormônio estrógeno no organismo feminino podendo amenizar, dessa forma, os sintomas da menopausa.

Apesar desses possíveis benefícios (que ainda estão em estudo), não podemos esquecer que a concentração dos isoflavonóides na soja depende da variedade da planta, das condições climáticas (seu teor é mais elevado na soja cultivada em regiões frias) e do metabolismo de cada indivíduo.

O fato de ser industrializada também influencia, visto que, conforme o tipo de processamento do produto pode haver uma perda maior ou menor do fito-hormônio. Outros alimentos como cereais (especialmente o trigo integral e a cevada), feijões, semente de linhaça, alho, brócolis, repolho e frutas cítricas também contém o hormônio vegetal, no entanto, em quantidades inferiores à da soja.

Assim, pode-se concluir que a soja deve ser incluída na alimentação não somente pelas possíveis vantagens que ela pode nos trazer mas, principalmente, pelo fato de ser mais uma opção de alimento rico em diversos nutrientes e que contribuirá para a diversificação da alimentação diária contribuindo, do ponto de vista nutricional, para a saúde.

Conheça na lista abaixo os principais derivados da soja:

Óleo de Soja

É um dos tipos de óleo mais consumido no mundo.

Farelo de Soja (resíduo proveniente da extração do óleo)

Pode ser utilizado como alimento para animais, visto que contém de 40 a 55 % de proteína.

Farinha de Soja

Pode ser usada na indústria alimentícia para enriquecer pão, biscoito, macarrão, produtos infantis, misturas para sopas.

Concentrado e isolados protéicos de soja: são mais caros que a farinha e sua aplicação restringe-se aos produtos ela não pode ser empregada.

Os flocos são aquecidos e industrializados como alimentos de alto valor protéico para o consumo de gado bovino e suíno, de aves e de animais de estimação.

A farinha de soja é também ingrediente essencial em muitos alimentos para consumo humano. Pode ser refinada em partículas muito pequenas até transformar-se em farinha desengordurada ou em porções maiores, que constituem a farinha integral.

A proteína de soja isolada é obtida extraindo-se cerca de um quarto do conteúdo não-protéico da farinha de soja desengordurada. Alguns derivados da soja constituem um grupo de alimentos chamado proteína texturizada vegetal.

Proteína texturizada de soja (PTS)

Pode ser obtida por "extrusão" e por "fiação". No primeiro caso, a PTS apresenta teores mais baixos de proteínas sendo utilizadas no preparo de hambúrgueres, bolinhos de carne e outros produtos cárneos. No segundo tipo, ela apresenta elevado teor de proteína e é utilizada na fabricação de produtos semelhantes à carne (bife), presunto, entre outros, devido à sua estrutura fibrosa mais definida.

Extrato protéico de soja (leite de soja)

É um alimento que possui a aparência muito semelhante ao leite de vaca. Pode ser encontrado na forma líquida ou em pó. Em geral, são aromatizados.

Queijo de soja (tofu)

Elaborado a partir do leite de soja apresenta cerca de 135 calorias em 100 g e cerca de 12,5 g de proteína.

Missô (pasta de soja) e shoyu (molho de soja)

Basicamente são usados como temperos na culinária oriental

Soja torrada

Possui a aparência de um amendoim torrado e pode ser consumida como tal.

Fonte: www1.uol.com.br

Soja

A soja é um dos mais antigos produtos agrícolas que o homem conhece.

Os primeiros dados escritos sobre sua cultura remontam a 5.000 anos atrás, quando Shen-nung, imperador chinês, mencionou em seu livro classificando-a entre as 5 plantas consideradas sagradas na época.

A soja é o grão mais importante não só na China, como Coréia, Japão e Malásia. É um ingrediente básico da cultura oriental consumida em diversos produtos.

No Ocidente, as propriedades nutricionais da soja como alimento benéfico na dieta só foram descobertas mais tarde. No Brasil, os grãos de soja teriam sido trazidos pela primeira leva de imigrantes japoneses em 1908, escondidos em cestos feitos com varas de salgueiro, sendo plantados nos quintais para a produção caseira de missô.

Na década de 70, o Brasil conheceu uma grande expansão do cultivo da soja no cerrado, em função da injeção do capital japonês no setor, resultante da proibição da exportação de soja para o Japão imposta pelo governo norte-americano Hoje em dia são conhecidos milhares de variedades da leguminosa.

Atualmente o Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, sendo a maior parte para exportação.

A soja é usada para a fabricação de tintas, vernizes, resinas, farmacêutica, essências, cosméticos e comestíveis. A soja é um alimento completo que pode perfeitamente contribuir com a redução dos índices de mortalidade por desnutrição. Seu alto teor de ferro é ótimo para combater a anemia.

Ela tem várias vantagens sobre as carnes, tais como: não excita os centros nervosos e não aumenta a pressão sangüínea, além de ser utilizada em dietas e nos tratamentos que retardam o processo de envelhecimento.

A soja é um alimento indispensável na alimentação das pessoas desnutridas e anêmicas. Em um quilo de soja, você está ingerindo a quantidade de proteína suficiente para nutrir um adulto por uma semana. Mas tem muitas pessoas que acham a soja amarga, mas isso não passa de uma desculpa, pois como será possível criar vários pratos apetitosos, bonitos e principalmente saudáveis (pois contém grande quantidade de proteína) com a soja.

VALOR NUTRICIONAL DA SOJA

A soja é rica em proteínas, minerais hidratos de carbono, fibras, vitaminas e gordura, mas essas são gorduras não saturadas, ou seja o nosso corpo necessita dessa gordura.

Calorias 141
Cálcio (mg) 83
Gordura (g) 7,3
Fibras (g) 6,1
Ácido Fólico (mcg) 54
Ferro (mg) 3
Potássio (mg) 520
Proteínas (mg) 14
Vitaminas E (mg) 1,1
Zinco (mg) 0,9

VALOR NUTRICIONAL DA SOJA E SEUS DERIVADOS

Proteínas: A quantidade de proteína que a soja contém está em torno de 30 a 45%. Ou seja, 100 gramas de soja temos de 30 a 45% de proteína vegetal. Possui duas vezes mais proteínas do que a carne e uma e meia mais do que o feijão comum.
Gorduras:
Depois do amendoim, o Feijão de soja é de alto teor de gordura e de ótima qualidade. Entram em sua constituição ácidos gordurosos não saturados, ácido linoleíco e arquidômico, essencial a alimentação humana.
Hidrato de Carbono:
O Feijão Soja tem em torno de 10 a 17% de hidratos de carbono.Porém apenas a quantidade de apenas 2% desta cota é que sob forma de amido absorvível pelo organismo humano. Por esta razão, o Feijão Soja é o alimento excelente para pessoas diabéticas, obesas ou em regimes para perda ou manutenção do peso.
Vitaminas: Em 100 gramas do Feijão Soja encontra-se:
caroteno, tiamina ou vitamina B1, riboflavina ou vitamina B2, niacina ou vitamina B3, ácido nicotínico e ácido ascórbico.
Minerais: Para cada 100 gramas de Feijão Soja, seco ou cru, temos 5 gramas de minerais, dentre eles:
sódio, potássiom fósforo, ferro, magnésio e zinco. A farinha de soja contém fósforo e cálcio em proporções mais elevadas do que o leite, ou o trigo integral, na proporção de duas vezes mais cálcio e cinco vezes mais fósforo que o leite de vaca.
Fibra:
Cada xícara de Feijão Soja cozido contém 3 gramas de fibra. A casca do Feijão Soja é rica em fibra, não dispõe de substâncias nocivas ao organismo, pois não é tóxica.

Propriedades Medicinais da Soja

Os alimentos provenientes da soja são altamente recomendados para a prevenção das seguintes ‘‘doenças’’:

Excesso de colesterol no sangue
Doenças no coração
Doenças do fígado (lesões celulares)
Doenças dos rins
Diabetes
Doenças
Raquitismo
Tuberculose
Doenças da pele
Anemia
Afecções pulmonares

A soja tem varios nutrientes, que previnem contra essas doenças, algumas doenças são causadas por falta de algum nutriente, a soja contem todos os nutrientes que ajudam a prevenir as doenças citadas acima.

ATENÇÃO

A Soja ela ajuda a combater, você nao pode ingerir muita soja, pensando que ela vai curar sua doença, pois não é esse o objetivo deste conteúdo.

SOJA NO BRASIL

No final dos anos 60 a soja teve grande expansão de plantio aqui no Brasil, graças as vantagens e os creditos(redução de preços para o plantio e a conservação da soja) oferecidos pelo governo brasileiro para os produtores não só de soja.

No inicio dos anos 70, devido ao crescimento dos rebanhos bovinos na Europa Ocidental e Estados Unidos, a demanda por soja aumentou, inclusivepara a fabricação de rações. No decorrer dos anos 70 a agricultura no Brasil, sofreu rápidas e profundas transformações, principalmente pelo plantio da soja e da cana-de-açucar, por se tratarem de culturas de exportação. No ano de 1987 o Brasil produzia anualmente 14 mil toneladas , sendo assim o segundo maior produtor de soja no Brasil.

Carne de Soja

Obtida do grão de soja, após o processo de extração do seu óleo, a proteína de soja ou "Carne de Soja" como é popularmente conhecida, é constituída em média de 53 % de proteína de alto valor biológico. Absorve o sabor dos temperos facilmente, e por ser um produto pré-cozido, necessita apenas ser hidratada em água morna por 5 minutos, dispensando cozimento prolongado.

Utilização: por ser extremamente versátil, pode substituir a carne moída em diversas preparações, como Strogonof, feijoada vegetariana, hamburgers, croquetes, picadinhos, recheios, caçarolas, sopas, refogados, etc...

Tabela Nutricional Proteína Texturizada de Soja(Carne de Soja)

Tabela Nutricional por 100 gramas de soja
Calorias 280 Niacina 3,0 mg
Proteínas 53 g Zinco 5,5 mg
Lipídios 1,0 g Potássio 2.200 mg
Glicídios 31 g Cálcio 340 mg
Vitamina B1 0,6 mg Fósforo 700 mg
Vitamina B2 0,33 mg Ferro 8,0 mg
Vitamina B6 0,50 mg Manganês 2,6 mg
Ácido Fólico 0,35 mg Fibras 3,0 g
Acido Pantotênico 0,33 mg Colesterol 0 mg
Biotina 0,07 mg    

ÓLEO DE SOJA

O óleo de soja, é mais um produto que é produzido através da soja, esse óleo é usado na cozinha principalmente para fritura dos alimentos(pastéis, sonhos...) também usamos o óleo de soja em saladas, na salada de maionese, por exemplo. Podemos fazer quase todo tipo de comida com o óleo de soja.

No óleo de soja industrializado também é acrescentado Antioxidante Acido Cítrico.

O óleo de soja é processado em três produtos básicos: óleo refinado para fins não-alimentares, óleo refinado comestível e lecitina. O óleo refinado para fins não-alimentares é obtido em várias etapas. Inicialmente, o óleo cru é purificado pelo acréscimo de uma mistura de água e uma substância química do grupo alcalino. A seguir, é purificado e filtrado.

O óleo refinado comestível é produzido pela desodorização do óleo refinado destinado a fins não-alimentares. O óleo comestível é empregado na fabricação de margarinas, gorduras vegetais, na preparação de óleos de cozinha, maionese, tempero de salada e outros produtos alimentares. O óleo refinado comestível também entra na composição de produtos não-comestíveis, como esparadrapo, papel-carbono, alguns medicamentos, explosivos e emolientes do couro.

A lecitina, substância pegajosa, é extraída após a mistura do óleo de soja bruto com água. Ela é usada em confeitos, sorvetes, alimentos que vão ao forno, produtos químicos, cosméticos e têxteis e como medicamento.

Valor Nutricional do Óleo de Soja Primor® ( 100ml )
Calorias 828
Proteínas 0
Glicídios 0
Lipídios 92
Fibra Alimentar 0

Fonte: amora.cap.ufrgs.br

Soja

Soja
Soja

Essa cultura tem como centro de origem a região leste da China, onde sofreu domesticação por volta do século XI a.C.

No Brasil, o primeiro registro da introdução da soja data de 1882, na Bahia, por Gustavo Dutra. Diversos outros registros históricos indicam que a soja ''amarela'' foi inicsialmente plantada na Estação Agronômica de Campinas, em 1891, para teste como planta forrageira.

A partir da década de 70, a cultura da soja evoluiu significativamente nos estados produtores, não só no Sul, mas também nos estados do Centro-Oeste do Brasil.

Com o desenvolvimento de novos cultivares adaptados às diferentes regiões agroclimáticas do País, o Brasil tornou-se o segundo maior produtor mundial de soja.

A soja (Glycine max) é uma das principais fontes de proteína e óleo vegetal do mundo. Ela tem sido cultivada comercialmente e utilizada nas alimentações humana e animal por milênios, sem nenhum registro de danos causados aos consumidores ou ao meio ambiente.

A soja é amplamente cultivada em vários países do mundo. Os principais produtores mundiais são os Estados Unidos, o Brasil, a Argentina e a China. No Brasil, as principais áreas produtoras estão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste do País.\r Os Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e de Goiás são os principais produtores de soja do Brasil.

A soja no Brasil é predominantemente utilizada para o processamento do grão em óleo e proteína.

A proteína processada (torta ou farelo) é utilizada como suplemento protéico na ração animal. Esse farelo é torrado/aquecido ao ponto de inativar os fatores antinutricionais naturalmente presentes na soja.

Características da Planta

Os produtores rurais de todo o país continuam apontando para a falta de uma política agrícola coerente e de longo prazo para o país...

O germoplasma de soja possui grande diversidade quanto ao ciclo (número de dias da emergência à maturação), variando de 70 dias para as mais precoces a 200 dias para as mais tardias.

De modo geral, as variedades brasileiras têm ciclo entre 100 e 160 dias e, para determinada região, podem ser classificadas em grupos de maturação precoce, semiprecoce, médio, semitardio e tardio.

O ciclo total da planta pode ser dividido em duas fases:

Vegetativa
Reprodutiva

A fase vegetativa é o período da emergência da plântula até a abertura das primeiras flores, e a fase reprodutiva compreende o período do início da floração até a maturação.

A estatura da planta é altamente dependente das condições ambientais e do genótipo da variedade. No Brasil, variedades comerciais normalmente apresentam altura média de 60 a 120 cm.

O número de flores produzidas é maior do que o que a planta pode converter efetivamente em vagens.

O Fenômeno

A revolução socio-econômica e tecnológica protagonizada pela soja no Brasil, pode ser comparada ao fenômeno ocorrido com a cana de açúcar no Brasil Colônia e do café no Brasil Império. A soja responde por uma receita cambial direta para o Brasil de mais de oito bilhões de dólares anuais e muitas vezes esse valor, se considerados os benefícios que gera ao longo da sua extensa cadeia produtiva.

A soja liderou a implantação de uma nova civilização no Brasil central, levando o progresso e o desenvolvimento para a região despovoada e desvalorizada, fazendo brotar cidades no Cerrado.

O explosivo crescimento da produção de soja no Brasil, de quase 30 vezes no transcorrer de apenas três décadas, determinou uma cadeia de mudanças sem precedentes na história do País.

Também, ela apoiou ou foi a grande responsável pela aceleração da mecanização das lavouras brasileiras; pela modernização do sistema de transportes; pela expansão da fronteira agrícola; pela profissionalização e incremento do comércio internacional; pela modificação e enriquecimento da dieta alimentar dos brasileiros; pela aceleração da urbanização do País; pela interiorização da população brasileira (excessivamente concentrada no sul, sudeste e litoral); pela tecnificação de outras culturas (destacadamente a do milho); assim como, impulsionou e interiorizou a agroindustria nacional.

Fonte: www.biodieselbr.com

Soja

A soja era utilizada na cozinha chinesa desde o século XI a.C, mas apenas no início do século XX chegou ao Ocidente.

É um grão da família das leguminosas, assim como o feijão, lentilha, grão de bico e ervilha.

Sob o aspecto nutricional a soja é rica em proteínas de boa qualidade (possui de 35 a 40% proteínas de alto valor biológico – contendo os 10 aminoácidos essenciais em teor adequado, exceto a metionina), é eliminadora de radicais livres por conter antioxidantes, possui ácidos graxos poliinsaturados (ômega 6 – ácido linoléico – e ômega 3 – ácido linolênico) e compostos fitoquímicos como: isoflavonas, saponinas, fitatos, dentre outros.

Também é uma excelente fonte de minerais como: cobre, ferro, fósforo, potássio, magnésio, manganês, enxofre, cloro e vitaminas como A, C, E, complexo B. Além disso, possui fibras, que são de extrema importância para o funcionamento adequado do intestino e têm a capacidade de captar partículas maiores de gordura, levando-as a passar direto pelo intestino, sem serem absorvidas.

A soja, além do próprio grão, pode ser consumida de várias maneiras, como extrato de soja, óleo de soja, tofu, missô, shoyo, lecitina de soja, proteína texturizada de soja (PTS) e farinha de soja.

Muitos estudos atuais comprovam que o consumo de produtos à base de soja promovem benefícios, como:

1. Coração: a ingestão de 25 gramas por dia de proteína de soja reduz o LDL, o mau colesterol, cerca de 33%.
2. Prevenção do cancro: o consumo diário de soja e seus derivados diminui a incidência de cancro da mama e da próstata até 50%.
3. Menopausa: a soja atenua os desconfortos do clima, como os suores nocturnos e as ondas de calor.
4. Osteoporose: o fitoestrogénio genisteína ajuda a fixar o cálcio e fortalece a estrutura óssea.
5. Diabetes: as fibras do grão de soja agem como reguladores do nível de glicose.
6. Arteriosclerose: a hormona vegetal isoflavona torna as artérias mais flexíveis e reduz o índice da doença.

Consumo recomendado: 25 gramas de proteína de soja, que correspondem a 3 colheres de sopa de grão cozido, ou 1 xicara de chá de PTS ou ½ xícara de tofu.

Importante: o consumo de soja ou outros alimentos funcionais não garantem uma vida saudável se não forem incluídos no nosso dia-a-dia hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática de atividade física regular.

A soja

Soja
Soja

A soja é uma pequena maravilha do reino vegetal, proporcionando inúmeros derivados alimentícios ricos em nutrientes saudáveis e cujo feijão também é conhecido como "grão milagroso".

Domesticada pelos chineses há mais de cinco mil anos, a soja é um dos alimentos mais completos e versáteis que o homem conhece. Considerada um alimento funcional, fornece nutrientes ao organismo e traz benefícios para saúde.

Vários estudos têm demonstrado que o consumo de produtos derivados da soja está frequentemente associado com a redução do risco de inúmeras doenças, tais como câncer de esôfago, pulmão, próstata, mama e cólon retal, doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes, mal de Alzheimer e sintomas da menopausa (BARNES, S; KIM, H. & XU, J., 1999; STEINBERG, P., 1996).

Estudos demonstram que, além de possuir alto valor nutricional, a soja auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose e diabetes.

Veja como ela pode agir em nosso corpo:

Coração: A ingestão de proteína de soja reduz a taxa do mau colesterol (LDL). As gorduras predominantes no grão são as poliinsaturadas e as monossaturadas, que não provocam obstrução de artérias.

Mama e próstata: Os fitoestrógenos, substâncias químicas presentes na soja e semelhantes ao hormônio feminino, reduzem o risco de câncer de mama e de próstata.

Ossos: Os fitoestrógenos podem aliviar sintomas decorrentes da falta de hormônios na menopausa e retardar a osteoporose.

Intestino e pâncreas

Suas fibras ajudam no funcionamento do intestino e na redução dos níveis de glicose no sangue de diabéticos.

No Brasil, apesar de o país ser o segundo maior produtor mundial de grãos de soja, o consumo de soja praticamente se restringe ao óleo. O efeito anticarcinogênico da soja é atribuído aos inibidores da protease, porém as isoflavonas parecem ser os mais proeminentes anticarcinogênicos da soja.

Os outros benefícios além dos correlacionados com a sua ação contra o câncer derivam principalmente da sua ação antioxidante, protegendo o organismo contra os danos celulares que levam ao envelhecimento. O teor de isoflavonas varia segundo a cor da soja, a parte morfológica da mesma (cotilédone, hipocotilédone e casca), a variedade (fatores genéticos) e as condições ambientais de cultivo (temperatura, umidade e solo).

A isoflavona aglicona, substância gerada no aparelho digestivo a partir da transformação enzimática da isoflavona glicosilada, agora pode ser obtida por meio de técnica desenvolvida pelo Prof. Yong Kun Park, do Laboratório de Bioquímica de Alimentos da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.

Na forma glicosilada, a isoflavona é encontrada na soja (Glycine max). Absorvida pelo organismo na forma aglicona, a substância atua contra os cânceres de mama e próstata, neutraliza a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células, ajuda na redução dos níveis de colesterol, atua no combate a doenças causadas por fungos, como micoses e candidíase, e é usada na reposição hormonal, no lugar do estrógeno. Com a nova técnica, a isoflavona aglicona poderá ser oferecida ao consumidor como suplemento alimentar na forma de cápsula ou adicionada como ingrediente a bolos, chocolates e biscoitos.

SOJA: O MELHOR PLANO PARA A NOSSA SAÚDE

As dietas ricas em fibras e com baixos teores de gorduras saturadas, aliadas a exercícios físicos e a um estilo de vida saudável, podem auxiliar no controle da obesidade e proteger contra doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose e diabetes.

A soja e seus derivados têm importante participação nesse quadro, pois são ricos em proteínas de alta qualidade, minerais como ferro, cálcio, fósforo, potássio e vitaminas do complexo B.

São inúmeras as pesquisas realizadas pela área médica no Japão, na China, nos Estados Unidos e na Europa que comprovam cientificamente os benefícios da soja na prevenção de doenças crônicas.

COLESTEROL

Os altos níveis de colesterol sanguíneo e do LDL-colesterol estão associados às doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio e arteriosclerose.

Pesquisas da American Heart Association - AHA (Associação Americana do Coração) têm demonstrado que a ingestão de proteínas de soja reduzem as taxas de LDL-colesterol.

Pacientes acompanhados durante quatro semanas, por médicos da AHA, e que tiveram a adição de proteínas de soja nas suas dietas - sem outra alteração - apresentaram uma redução nos níveis de LDL-colesterol em torno de 33%.

Assim, a introdução de pequena quantidade de proteína de soja na dieta diária, cerca de 20g que equivalem a 50g de grãos, é suficiente para deixar o seu sangue e o seu coração em forma.

CÂNCER

Os grãos de soja contém um composto singular denominado genisteína, também chamado de fitoestrógino ou hormônio vegetal, que possui uma ação estrogênica moderada, a qual atua na prevenção de cânceres relacionados com o estrogênio.

Pesquisas realizadas no Japão, nos Estados Unidos e na Europa têm mostrado que a ingestão diária de alimentos à base de soja como, por exemplo, o tofu (queijo de soja), missô, natto e tempe (especialidades da cozinha oriental) reduzem os riscos de cânceres de mama e de próstata em 50%.

A soja e seus derivados também possuem uma ação preventiva quanto aos cânceres de cólon, reto, estômago e pulmão. Para que os tumores aumentem seu tamanho, é necessário o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos. O bloqueio desse processo é visto como uma maneira potencialmente importante para controlar o câncer. A genisteína também inibe a formação desses vasos e, conseqüentemente, o desenvolvimento dos tumores cancerígenos.

OSSOS

Com o envelhecimento, a perda de cálcio aumenta numa taxa crescente, resultando na osteoporose. Na menopausa, esse processo se agrava com a deficiência hormonal ovariana. Devido à sua ação estrogênica, a genisteína da soja pode auxiliar a manter a estrutura óssea.

Exames de densiometria óssea comprovam que o consumo de soja retarda a osteoporose decorrente da idade, como também reduz significativamente a perda óssea total.

DIABETES

As fibras da soja exercem importante papel na regulação dos níveis de glicose no sangue, pois retardam a sua absorção. Essa redução na velocidade de absorção da glicose auxilia no controle da diabetes.

OUTRAS DOENÇAS

Há evidências de que o consumo de soja tem um efeito positivo no controle de outras doenças como hipertensão, litíase (cálculos biliares) e doenças renais

SABOR E SAÚDE

Entretanto, um único alimento não impedirá a manifestação de doenças, pois não só de pão ou de soja vive o homem. Mas a adição desse "grão sagrado" à dieta, em conjunto com um estilo saudável de vida, promoverá um aumento nas chances de prevenir doenças.

A Embrapa-Soja, atenta à função social, desenvolve cultivares de soja mais adequadas ao consumo humano. Em sua cozinha experimental, são criadas inúmeras receitas da culinária tradicional brasileira com soja, comprovando que, além de saudável, ela também é saborosa.

Fonte: www.sojamac.com.br/www.dicasdenutricao.com

Soja

Soja
Soja

Embora a soja seja utilizada na cozinha chinesa desde o século XI a.C, apenas no início do século XX chegou ao Ocidente.

Muitos estudos atuais comprovam que os produtos à base de soja, como a proteína texturizada, o tempeh ou o tofu, reduzem o risco de cancro da mama e da próstata, aliviam os sintomas do clima, como ondas de calor e suores nocturnos, ajudam a controlar a diabetes, a osteoporose e arteriosclerose.

A soja é uma planta herbácea e tem aproximadamente 10.000 variedades.

É da família das leguminosas (popularmente é um feijão) e teve sua origem na China, onde é bastante utilizada desde o século XI a.C.

Foi considerada uma das 5 sementes sagradas, sendo-lhe atribuída a própria sobrevivência da China, devido ao seu uso nutricional como principal fonte proteica.

É também de extrema importância para a agricultura, pois tem uma bactéria que fixa o nitrogénio no solo.

A sua parte comercializada é a semente, variando de tamanho, cor e forma, como também quanto ao teor de óleo e proteínas.

A de maior comercialização é a de cor amarelada e arredondada, por ser privilegiada com o melhor sabor.

A soja chegou ao Japão entre o terceiro e o oitavo séculos d.C.

Atualmente é conhecida como "Rainha da Cozinha Japonesa", tal a variedade de produtos dela oriundos: missô, shoyu, tofu, natô, entre outros.

O primeiro país ocidental a usá-la foi a Inglaterra, que em 1908 recebeu a primeira carga para obtenção de farinha e óleo. Aos Estados Unidos só chegou em 1924, transformando-se desde então no seu maior produtor, seguido pelo Brasil.

No Ocidente o seu principal uso foi sempre o óleo, já que o grão, farinhas e bagaço eram usados apenas na ração animal.

Atualmente a situação está a alterar-se, por influência das cozinhas chinesa e japonesa, bem como por influência dos vegetarianos e veganos, que encontraram na soja uma ótima fonte proteíca.

Um dos derivados de soja mais utilizados é a P.V.T. (Proteína Vegetal Texturizada), conhecida também como "carne de soja". Obtida do grão de soja, após o processo de extração do seu óleo é constituída em média de 53% de proteína de alto valor biológico.

É um alimento extremamente versátil e absorve facilmente o sabor dos temperos, podendo substituir a carne em diversas preparações, como strogonof, feijoada vegetariana, jardineira vegetariana, sojaburgers, croquetes, recheios, refogados, etc.

Um 1 Kg de soja equivale a 3 Kg de carne em proteínas.

É uma das maiores fontes de nitrogénio, bem como o alimento mais rico em lecitina, que tem como base o fósforo, o qual faz parte de todas as células do organismo.

É ainda um alimento rico em potássio (2.200 mg) e nas vitaminas A, B, D e E. Há quem afirme que ela provoca descalcificação dos ossos.

Mas a ideia está longe de ser consensual. Pelo contrário, a verdade é que cada 100 gramas de grão contêm 90 mg de cálcio, e a ideia da descalcificação parece ter sido um falso mito criado em torno do produto.

O que a medicina já sabe sobre os benefícios da soja

1. Coração: a ingestão de 25 gramas por dia de proteína de soja reduz o LDL, o mau colesterol, cerca de 33%.
2. Prevenção do cancro: o consumo diário de soja e seus derivados diminui a incidência de cancro da mama e da próstata até 50%.
3. Menopausa: a soja atenua os desconfortos do clima, como os suores nocturnos e as ondas de calor.
4. Osteoporose: o fitoestrogénio genisteína ajuda a fixar o cálcio e fortalece a estrutura óssea.
5. Diabetes: as fibras do grão de soja agem como reguladores do nível de glicose.
6. Arteriosclerose: a hormona vegetal isoflavona torna as artérias mais flexíveis e reduz o índice da doença.

Os benefícios da soja na alimentação da mulher

Conhecida a mais de 500 anos, no Oriente, a soja tornou-se um alimento bastante conhecido, tendo seu consumo cada vez mais recomendado, principalmente para as mulheres.

Pertencente a família das leguminosas secas, como o feijão, lentilha, grão de bico e ervilha, a soja destaca-se por ser rica em proteínas, lipídeos, fibras, vitaminas e minerais. Além disso, a soja contém uma classe de fito-hormônios chamada de Isoflavonas ou Isoflavonóides.

Estudos indicam que tais substâncias atuam como elemento antioxidante reduzindo as taxas de colesterol ruim (LDL) no sangue, e conseqüentemente diminuindo o risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Uma boa notícia para as mulheres é que as Isoflavonas contidas na soja exercem uma forte atividade hormonal equilibrando as quantidades do hormônio Estrógeno, presente no organismo feminino, podendo amenizar os sintomas da menopausa.

Além disso, a soja também atua muito bem na saúde óssea. Comparada a proteína animal, a proteína presente na soja diminui a quantidade de cálcio perdido na urina.

Porém, apesar da soja nos trazer todos esses benefícios, não podemos esquecer que a concentração das isoflavonas depende da variedade da planta, das condições climáticas em que esta é cultivada (seu teor é mais elevado quando cultivada em regiões frias) e do metabolismo de cada indivíduo.

Conheça alguns dos alimentos derivados da soja:

Queijo de Soja (Tofu): elaborado a partir do leite de soja apresenta cerca de 135 cal em 100gr e cerca de 12,5g de proteína.
Pasta de Soja (Missô) e Shoyu (molho de soja):
usados como tempero na cozinha oriental.
Soja Torrada:
possui aparência de um amendoim torrado e pode ser consumida como tal.

Portanto, a soja deve ser incluída em nossa alimentação, em especial, na alimentação das mulheres. Não só pelas vantagens que esse tipo de alimento pode nos trazer, mas principalmente pelo fato de ser mais uma opção de alimento rico em diversos nutrientes e que contribuirá para a diversidade de nossa alimentação.

Fonte: www.leitedesoja.com/www.webrun.com.br

Soja

Soja está presente em uma boa parte de alimentos consumidos e fazem muito bem para a saúde. Temos o Leite de soja, a carne de soja, iogurte de soja, farinha de soja e muitos outros alimentos que levam a mistura de soja.

A soja ajuda a combater algumas doenças, como coração, tratamento do câncer, ameniza sintomas da menopausa e a osteoporose.

Nos Estados Unidos a agência FDA publicou nota destacando a soja como possívelmente eficaz na prevenção de doenças de coração. Além de ser rica em proteínas e fibras, o óleo de soja é do tipo “bom”, rico em ômega-3.

A soja também é o único legume considerado uma proteína completa. A proteína completa é aquela que contém todos os 9 aminoácidos essenciais que uma pessoa deve consumir.

Sucos prontos a base de soja já estão entrando normalmente no cardápio.

Carnes e derivados são proteínas completas mas legumes geralmente são incompletos, necessitando de uma combinação com grãos para que forneça todos os aminoácidos necessários. Por esse motivo, a soja é muito utilizada na dieta vegetariana, como por exemplo o tofu, que é um queijo feito de soja.

Alguns estudos feitos sobre os isoflavonas que tem na soja e segundos estudos estes isoflavonas podem combater o câncer e outros estudos apontam que se consumida em quantidades exageradas pode causar câncer.

Consumindo normalmente não existe contra indicação e faz bem para a saúde.

Conforme dados da Embrapa a soja é um ótimo alimento

1. A soja é um alimento capaz de prevenir doenças?

A soja é considerada um alimento funcional, pois fornece nutrientes ao organismo e traz benefícios para saúde. É rica em proteínas, possui isoflavonas e ácidos graxos insaturados e, segundo pesquisas na área médica, tem ação na prevenção de doenças crônico-degenerativas. Também é uma excelente fonte de minerais como ferro, potássio, fósforo, cálcio e vitaminas do complexo B. A manutenção da saúde, no entanto, não é feita apenas com o consumo de alimentos funcionais.

É preciso aliar dietas e hábitos saudáveis, como a prática de esportes.

2. Há alguma contra-indicação ao consumo diário de soja?

Como é um alimento, a soja pode ser consumida diariamente, sem limite de quantidade. No caso de consumo da farinha integral (kinako), sugere-se a ingestão de pelo menos duas colheres de sopa por dia, que podem ser misturadas ao leite, ao iogurte, às frutas picadas, a sucos e vitaminas, por exemplo.

3. O que é isoflavona?

A isoflavona é um composto da soja, também chamado de fitoestrógeno, que atua na prevenção de doenças crônico-degenerativas como o câncer de mama, de cólo de útero e de próstata. Sua estrutura química é semelhante ao estrógeno (hormônio feminino) e, por isso, é uma substância capaz de aliviar os efeitos da menopausa e da tensão pré-menstrual.

As propriedades estrógenas também ajudam a reduzir um outro problema causado pela deficiência hormonal: a osteoporose.

4. A presença de fitatos na soja causa algum problema à saúde?

Os fitatos, conhecidos também como ácido fítico, são compostos químicos utilizados pelas plantas para armazenar o mineral fósforo no interior de suas células.

São considerados fatores antinutricionais, pois reduzem a biodisponibilidade no organismo de minerais divalentes como: cálcio, ferro, magnésio, manganês, cobre e zinco, principalmente.

Entretanto, a partir da década de 90, inúmeros estudos científicos internacionais têm mostrado que os fitatos também atuam como potentes agentes anti-oxidantes (prevenindo a oxidação ou envelhecimento das células), cumprindo assim uma função importante na redução dos riscos de inúmeras doenças crônicas e degenerativas, como alguns tipos de câncer e artrites.

É por isso, que hoje os fitatos são considerados compostos funcionais e sua ingestão é de grande importância para a redução dos riscos dessas doenças.

O teor de fitatos na soja é da ordem de 1,5% da composição do grão, no feijão de 2,5% e nos farelos como o de trigo e o arroz é da ordem de 4,5%.

5. Qual deve ser o consumo diário de soja para prevenção de doenças do coração?

Em1999, o FDA (Food and Drugs Administration, agência que regulamenta o comércio de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) emitiu um documento para oficializar o potencial terapêutico da soja na prevenção de doenças do coração. O FDA se baseou em estudos científicos realizados por pesquisadores de diversas universidades, institutos de pesquisa, hospitais-escola e pela Associação Americana do Coração (AHA).

Esses estudos demonstraram que a ingestão diária de 25 gramas de proteínas de soja ( cerca de 60 gramas de grãos ou farinha de soja) reduzem significativamente as taxas do colesterol sangüíneo total, do LDL-colesterol e, também, aumentam os valores de HDL presentes no sangue, reduzindo assim os riscos de doenças cardiovasculares, como o infarto, a trombose e a aterosclerose.

6. Como a soja atua na redução dos sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) e na regulação dos hormônios na menopausa?

A tensão pré-menstrual e o climatério são causados por alterações hormonais, principalmente no nível de estrógeno no sangue. As mulheres em fase de pré-menopausa e menopausa podem se beneficiar de uma dieta com ingestão diária de soja, que é rica em isoflavonas. As isoflavonas são fitoestrógenos com estrutura química bastante semelhante à do estrógeno, entretanto apresentam baixíssima atividade hormonal em humanos.

7. Posso substituir os hormônios químicos usados na terapia de reposição hormonal pela soja?

A substituição dos hormônios químicos deve ser discutida previamente com seu médico. Estudos internacionais indicam que a isoflavona é capaz de substituir os hormônios sintéticos empregados na terapia de reposição hormonal (TRH), cuja indicação vem sendo questionada por cientistas da área médica devido ao aumento, principalmente, da incidência de câncer de mama.

8. Qual a diferença entre consumir as cápsulas de isoflavonas e a farinha integral (kinako) ?

As cápsulas de isoflavonas vendidas no mercado contêm a isoflavona isolada, enquanto o kinako é elaborado com o grão inteiro, mantendo-se assim todas as propriedades benéficas da soja.

9. Qual a forma mais saudável para o consumo da soja: “leite” ou kinako?

Ambas as formas fazem bem à saúde e podem ser consumidas diariamente. O “leite” é mais facilmente digerido pelo organismo, no entanto, o kinako (farinha de soja integral) é mais nutritivo, pois possui todas as propriedades do grão in natura.

10. Como saber se a soja que compro é transgênica?

No Brasil, o cultivo comercial de transgênicos está proibido, mas já foram constatados casos de plantio clandestino. Visualmente não há diferença entre a soja transgênica e a convencional, por isso, o ideal é que o fornecedor do grão conheça sua origem e a especifique na embalagem. Essa condição no entanto, não é encontrada na maioria dos locais onde se comercializam grãos para consumo, como nas feiras livres. A exceção é para fornecedores de produtos orgânicos (produzidos sem agrotóxicos), já que essa prática não admite o uso de sementes transgênicas.

Além disso, entidades não governamentais contrárias aos alimentos transgênicos, como o Greenpeace e o Idec, divulgam freqüentemente listas de produtos industrializados que contêm em sua composição soja geneticamente modificada.

11. A soja engorda?

Como a soja é um alimento calórico-protéico, uma ingestão em grande quantidade pode provocar aumento do peso corporal dependendo, é claro, do metabolismo de cada pessoa. A soja possui 395 calorias por 100 g degrãos enquanto o arroz tem 364 calorias, o feijão 344, o grão de bico 364, a lentilha 340 e a ervilha 343.

12. As pessoas que apresentam problemas de acúmulo de ácido úrico no organismo podem consumir soja?

De acordo com informação contida no livro “A saúde brota da natureza”, do professor Jaime Bruning, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, ” a soja não contém compostos purínicos, que são os responsáveis pela formação do ácido úrico no organismo. Assim sendo ela é muito recomendada como alimento dietético nesses casos.”

13. O consumo de soja enfraquece os ossos?

A soja, como o feijão, ervilhas, lentilha e grão-de-bico, contém fatores anti-nutricionais chamados de inibidores de proteases (inibidor de tripsina e inibidor de quimiotripsina). Popularmente, esses inibidores são conhecidos pelo nome “sojina” (no caso da soja).

Esses fatores anti-nutricionais, que reduzem a biodisponibilidade no organismo das proteínas ingeridas, são, no entanto, inativados no processo de tratamento térmico da soja (cozimento ou torra) antes do consumo. Como ninguém consome soja crua, não há risco quanto a absorção de proteínas pelo organismo.

Portanto, não é correta a informação de que comer soja “enfraquece os ossos”, isso é uma lenda.

Fonte: asnovidades.com.br

Soja

Benefícios para a saúde

A soja é um alimento funcional rico em proteínas de boa qualidade e que possui ácidos graxos poliinsaturados e compostos fitoquímicos (isoflavonas, saponinas, fitatos, dentre outros), além de ser uma excelente fonte de minerais (cobre, ferro, fósforo, potássio, magnésio, manganês e vitaminas do complexo B).

Estudos indicam que ela produz efeitos benéficos à saúde, reduzindo os riscos de algumas doenças crônicas e degenerativas. Algumas pesquisas apontam que uma alimentação rica em soja pode diminuir as chances de desenvolver certos tipos de tumores ou doenças cardiovasculares. Também é recomendada na diminuição dos sintomas da tensão pré-menstrual, no alívio dos sintomas indesejáveis da menopausa e na prevenção da osteoporose.

Segundo o órgão que regulamenta a produção de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, a ingestão diária de 25g de proteína de soja ajuda a controlar os níveis de colesterol e triglicérides reduzindo os riscos de enfarto, trombose, aterosclerose e acidentes vasculares cerebrais

Soja na prevenção do câncer

As isoflavonas presentes na soja são apontadas como os principais compostos capazes de prevenir o aparecimento de vários tipos de câncer. Além delas, outras substâncias presentes nos grãos de soja, auxiliam na prevenção. Dentre esses compostos, estão os inibidores de proteases (inibidores de tripsina), as saponinas e o aminoácido metionina. A eficácia da soja na prevenção e no tratamento do câncer depende do tipo de câncer, do agente causal e da fase de desenvolvimento da doença. Além disso, é possível haver variações na eficácia da resposta, em função das características do paciente.

Apesar das evidências dos benefícios da soja na prevenção e no controle do câncer, a comunidade científica ainda não conseguiu estabelecer claramente os mecanismos fisiológicos de atuação e ação preventiva dos compostos da soja. Os estudos a respeito dos efeitos protetores dos compostos presentes na soja em relação ao câncer são relativamente recentes.

Soja na prevenção das doenças cardiovasculares

As proteínas de origem vegetal são mais benéficas à saúde do que as de origem animal. Elas atuam no corpo diminuindo o colesterol sangüíneo total e o mau colesterol (LDL).

Dentre as fontes de proteína vegetal, a soja apresenta uma série de vantagens como o elevado teor de proteínas (38% a 42%), e de isoflavonas, que auxiliam na redução do colesterol sangüíneo.

A Federação Mundial de Cardiologia confirma que o consumo diário de 25g de proteína de soja faz bem ao coração, controlando os níveis de colesterol e prevenindo doenças crônicas.

Soja na prevenção da tensão pré-menstrual e do climatério (menopausa)

As isoflavonas presentes na soja são estruturalmente semelhantes ao estrógeno. Isso quer dizer que, depois de ingeridas, elas ligam-se aos receptores estrogênicos das células evitando o surgimento dos sintomas indesejáveis da tensão pré-menstrual e do climatério. As isoflavonas, atuando como hormônios, apresentam a vantagem de não causar efeitos colaterais.

Apesar da semelhança com o estrógeno sintético, a atividade das isoflavonas é cerca de 100 mil vezes mais fraca do que a atividade destes.

Soja na prevenção da osteoporose

A administração de hormônios sintéticos ou das isoflavonas, presentes na soja, bem como de cálcio, ajudam na prevenção da Osteoporose. O nível de cálcio encontrado na soja é superior ao das outras sementes, apesar da presença de fitatos e oxalatos, que interferem na biodisponibilidade desse mineral.

Fonte: www.soya.com.br

Soja

Soja
Soja

Propriedades da Soja

A soja é uma leguminosa que vem sendo consumida pelos orientais há muitos séculos, porém, somente agora, de maneira gradativa e progressiva, tem sido inclusa na dieta dos ocidentais.

Nos últimos meses, tem se ouvido muito a respeito da soja, e como muitas dúvidas tem chegado até o SAC Mãe Terra, decidimos falar um pouco sobre os componentes e os benefícios que a soja e seus derivados possuem.

O grão de soja é composto por 36% de proteína, 15% de fibras, 15% de mono e oligosacarídeos, 18% de óleos e o restante de outros nutrientes. A proteína da soja é excelente, pois fornece os aminoácidos essenciais à saúde humana. Por isso, a soja é considerada um alimento tão rico como o de origem animal, como a ovos e carnes.

"Outra vantagem da soja é sua versatilidade, capaz de enriquecer a dieta dos brasileiros com inúmeras preparações e ingredientes", explica o nutrólogo da Abran e pós-graduado pela Unicamp, Edson Credidio.

Vários estudos científicos e epidemiológicos comprovam a ação da soja na prevenção de doenças crônicas, como problemas no coração, alguns tipos de câncer, sintomas da menopausa, entre outros.

A soja possui macro e micro nutrientes, comumente encontrados nos alimentos em geral (como minerais, vitaminas, e etc), porém, possui também uma gama de componentes bioativos, que vão além da função de alimentar e nutrir.

Dentre estes, destacamos:

Fibras dietéticas

Dentre os derivados da soja, somente as proteínas isoladas não as contém. As fibras solúveis contribuem para a redução do colesterol e controle dos níveis de açúcar sanguíneo, enquanto as insolúveis auxiliam as funções intestinais, além de contribuir para o controle de peso, uma vez que aumentam a saciedade, evitando os surtos de beliscos.

Isoflavonas

Dentre as principais isoflavonas encontradas na soja, podemos citar a genisteína e a daidzeína. Sua concentração pode variar de acordo com as condições climáticas, do solo e das técnicas de preparo e plantio da soja.

Saponinas

São antioxidantes que atuam sobre o sistema imunológico;

Oligossacarídeos

Estão relacionados com o aumento das flatulência, por isso, indica-se o remolho com a troca da água, entretanto, os oligossacarídeos promovem o abastecimento das bifidobactérias que estão relacionadas com a promoção da saúde do cólon.

Porém, devemos ter alguns simples cuidados para um melhor aproveitamento de seus benefícios, por exemplo:

A soja e seus derivados devem passar por processos térmicos de cocção para inativar as frações de Tripsina e eliminar substâncias não nutricionais que podem interferir na digestão da proteína, causando a sobrecarga do pâncreas e aumentando as chances de toxinas no organismo.
Sempre que utilizar a soja em grão, retirar a casca, pois esta contém o fitato (forma que os vegetais possuem para armazenar o fósforo), e este pode reduzir a absorção de alguns minerais como o cálcio, o zinco e o ferro. Porém, atualmente alguns estudos começam a ser feitos sobre o papel bastante positivo do fitato na redução do risco de doenças crônicas degenerativas (diabetes, colesterol, etc...).

Assim, podemos verificar que a soja trás consigo uma série de benefícios e efeitos para sua saúde, como:

A manutenção e prevenção da perda óssea (já que colabora para o aumento da fixação do cálcio nos ossos)
Ativa e aumenta a resistência do sistema imunológico com consequente proteção às doenças infecciosas (já que aumenta o número de linfócitos)
Maior proteção frente à doenças cardiovasculares (já que a soja age como um cardio protetor, contribuindo para redução do LDL – colesterol ruim- e aumento do HDL – colesterol bom-, aumentando a elasticidade das artérias)
Reposição hormonal e consequente redução dos efeitos da menopausa (por conter a isoflavona, um fito hormônio, responsável pela redução dos sintomas da menopausa, como irritação, ondas de calor, cansaço, indisposição, depressão, etc).
A recomendação de 30 a 60 mg de isoflavona por dia, corresponde de 40 a 60 gramas de soja. (Cada colher de sopa corresponde a cerca de 20 g)

Fonte: www.maeterra.com.br

Soja

HISTÓRIA DA SOJA NO BRASIL

Aportou-se no Brasil em 1882, através da Bahia por Gustavo Dutra, sem alcançar êxito. Em São Paulo, começou a ser cultivada por imigrantes japoneses, por volta de 1908, e foi introduzida oficialmente no Rio Grande do Sul em 1914 e no Paraná seu cultivo iniciou-se em 1954 (Mattos, 1986).

Até os anos 40, foi cultivada principalmente em instituições de pesquisa, com fins experimentais e por colonos japoneses, em pequena escala. A partir de então, começou a ganhar certa importância como alimento de animais e ocorreram as primeiras exportações, em 1949, no estado do Rio Grande do Sul.

Em 1958, devido ao aumento da produção, nesse mesmo estado começou a funcionar uma fábrica destinada a industrialização da soja, com capacidade para 150 toneladas por dia. Nessa época, o Ministério da Agricultura realizou uma série de experimentos, visando sobter espécies melhoradas e adaptadas às condições brasileiras.

O grande impulso ao cultivo da soja, se originou na sucessão “trigo-soja”, adotada no Rio Grande do Sul na década de 60, época em que a política governamental estimulou a expansão da cultura do trigo. No Paraná, começou a ser cultivada nas entre-ruas dos cafezais. A partir dos anos 70, com a quase erradicação do café no estado, e a abertura de novas áreas de cultivo, a soja cresceu significativamente.

A soja também foi introduzida nas áreas centrais do Brasil, abrindo novas fronteiras no cerrado brasileiro.

A soja que hoje cultivamos é muito diferente dos seus ancestrais, que eram plantas rasteiras que se desenvolviam na costa leste da Ásia, principalmente ao longo do rio Yangtse, na China. Sua evolução começou com o aparecimento de plantas oriundas de cruzamentos naturais entre duas espécies de soja selvagem que foram domesticadas e melhoradas por cientistas da antiga China.

As primeiras citações do grão aparecem no período entre 2883 e 2838 AC, quando a soja era considerada um grão sagrado, ao lado do arroz, do trigo, da cevada e do milheto. Um dos primeiros registros do grão está no livro "Pen Ts’ao Kong Mu", que descrevia as plantas da China ao Imperador Sheng-Nung. Para alguns autores, as referências à soja são ainda mais antigas, remetendo ao "Livro de Odes", publicado em chinês arcaico e, também, à inscrições em bronze.

Até aproximadamente de 1894, término da guerra entre a China e o Japão, a produção de soja ficou restrita à China. Apesar de ser conhecida e consumida pela civilização oriental por milhares de anos, só foi introduzida na Europa no final do século XV, como curiosidade, nos jardins botânicos da Inglaterra, França e Alemanha.

Na segunda década do século XX, o teor de óleo e proteína do grão começa a despertar o interesse das indústrias mundiais. No entanto, as tentativas de introdução comercial do cultivo do grão na Rússia, Inglaterra e Alemanha fracassaram, provavelmente, devido às condições climáticas desfavoráveis.

EXPORTAÇÃO DE SOJA NO BRASIL

O interesse do Governo brasileiro pela expansão na produção da soja para atender à indústria fez com que a leguminosa ganhasse cada vez mais incentivos oficiais.

Para atender às exigências de produção de uma cultura altamente tecnificada foi criado, em 1975, o Centro Nacional de Pesquisa de Soja, como uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estrategicamente localizado para que pudesse atender às demandas da produção nacional.

Sua principal incumbência era conquistar a independência tecnológica para a produção brasileira, que até então estava concentrada nos estados do Sul do País, aproveitando a entressafra da cultura do trigo que, na época, recebia incentivos do governo.

A boa adaptação da soja nas terras do Sul do país e a crescente demanda dos mercados interno e externo deram estabilidade aos preços do produto no mercado, o que incentivou o aumento de área.

Até 1975, toda a produção brasileira de soja era realizada com cultivares e técnicas importadas dos Estados Unidos, onde as condições climáticas e os solos são diferentes do Brasil.

Assim, a soja só produzia bem, em escala comercial, nos estados do Sul, onde as cultivares americanas encontravam condições semelhantes a seu país de origem. A criação de novas cultivares pelos melhoristas da Embrapa Soja levou a soja para as regiões de clima tropical no Brasil (Centro-Oeste, Nordeste e Norte).

A partir daí, inúmeras outras cultivares nacionais foram criadas para dar estabilidade ao cultivo de soja nas chamadas regiões de fronteira agrícola. Isso possibilitou a fixação do homem em suas propriedades, já que a soja era utilizada como cultura desbravadora, deixando na terra, após sua colheita, nutrientes necessários para o cultivo de feijão e milho.

Além disso, a soja viabilizou a implantação de indústrias de óleo, fomentou o mercado de sementes e deu estabilidade à exploração econômica das terras onde antes só existia matas e cerrados.

IMPORTANCIA DA EXPORTAÇÃO DE SOJA

O complexo soja no Brasil é responsável por aproximadamente 300 mil empregos; proporcionou a entrada de quase 8 bilhões de dólares em 2003. Nesse ano as exportações devem ultrapassar as 25 milhões de toneladas de soja em grão, contra 24,2 milhões de toneladas norte-americanas. (Abiove, 2004), com o Brasil se tornando o maior exportador mundial de soja.

O Brasil vai exportar este ano 37,43 milhões de toneladas de produtos do complexo soja, seguido dos Estados Unidos que vão exportar 33,91 milhões de toneladas e em terceiro lugar a Argentina, que vai exportar 32,44 milhões de toneladas de produtos do complexo soja. O faturamento das exportações do complexo soja devem ser de quase US$ 11 bilhões em 2004.Os principais destinos das exportações são a China, Alemanha, Holanda, Índia, Espanha, França, Itália, entre outros.(Abiove, 2004)

Mas para que o aumento das exportações continuem nesse ritmo, necessita-se que haja uma diminuição da carga tributária sobre a indústria, harmonizar a política tributária, prover mecanismos de financiamento a taxas de juros internacionais, reduzir os custos de transportes e serviços portuários, não é possível fazer muito mais que isso, contra o protecionismo e as práticas que distorcem o comércio mundial. Em função desses gargalos existentes não haverá mais investimentos na indústria brasileira e voltaremos a ser um país exportador de soja em grão, reduzindo o valor agregado e eliminando muitos postos de trabalho.

Objetivamente, para que o Brasil volte a ocupar seu papel no mercado internacional e acrescente maior valor aos seus produtos, faz-se necessária à eliminação das contribuições sociais cumulativas (Cofins e PIS) e do acumulo de créditos do ICMS interestadual. (Revista Agroanalyses, 2004)

Contudo as exportações da soja e derivados, não param de crescer, o que indica, que mesmo com todas estas barreiras a serem ultrapassadas, não se pode parar o Brasil. Em poucos anos seremos o maior produtor mundial e conseqüentemente o maior exportador, por isso temos tudo para dar certo só precisamos continuar nesse ritmo e melhor alguns pontos como a logística e a política externa, conseguindo assim exportações com maior valor agregado e maiores divisas, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento do país.

EXPANÇÃO MUNDIAL DA SOJA

O cultivo se expandia e a exportação também. Em 1907, a Inglaterra importou 500 toneladas do produto e, em 1910, os Estados Unidos fizeram a primeira importação do óleo de soja (Mattos, 1986, p.196). Em alguns países da Europa como na Inglaterra, França e Itália, as tentativas de cultivo realizadas não tiveram grande êxito. Devido ao clima eram necessárias variedades extremamente precoces. Por isso, a soja, embora cultivada como forrageira, não é uma cultura importante na maioria dos países europeus.

Nos Estados Unidos, ao contrário da Europa, a cultura da soja adaptou-se muito bem ao clima. Sua importância para a produção de grãos aumentou por possuir alta capacidade de rendimento e baixo custo de colheita, se comparada a outras leguminosas. A cada ano aumentava a área cultivada, mas apenas a partir de 1941, a área destinada à produção de soja em grãos superou a que era destinada ao cultivo como forrageira. Um fato fundamental para essa expansão foi a política de restrição a produção de milho e do algodão, adotada pelo governo.

Na América do Sul, principalmente Brasil, Argentina, Paraguai e Colômbia, a soja ganhou impulso a partir de 1950 e encontrou ótimas condições agroclimáticas para seu desenvolvimento, o que fez com que já no ano de 1976, se tornasse o segundo maior produtor mundial, em termos continentais. Na África, embora tenha havido experimentos com soja em vários países, não foram alcançados resultados satisfatórios. Na Austrália, a partir dos anos 70, a soja tornou-se uma cultura importante (Mattos, 1986).

A SOJA NO MUNDO

A Soja é uma planta originária do Extremo Oriente.

Não se sabe ao certo em que país foi cultivada primeiro: na China, Japão, Indonésia ou Manchúria. O que é um fato, é que ela é cultivada nesses países há milênios, sendo uma das bases da alimentação de seus povos. A citação mais antiga sobre a soja na literatura conhecida consta na “Matéria Médica”, de autoria do imperador Sheng Nung, escrita por volta do ano 2838 a. C. onde ele descreve as plantas da China (Mattos, 1986, p. 195).

A história chinesa possui várias lendas sobre a soja. Entre elas, a de que a soja, por sua importância, era semeada anualmente, pelo Imperador, com grandes festas, para dar início ao plantio da cultura. Outra delas, conta a história de uma caravana de negociantes, que ao atravessar uma região do norte do país, levando uma rica carga de pedras preciosas, sofreu uma emboscada de um bando de ladrões.

Os negociantes, cercados, resistiram por vários dias, porem seus suprimentos foram se acabando. Quando se encontravam famintos, a ponto de se entregarem aos ladrões, descobriram uma pequena “videira”, da qual brotavam favas peludas. Colheram as favas e, de seus grãos, fizeram uma farinha rústica, e dela uma torta. Com esse alimento conseguiram se refazer e resistir aos ladrões até chegarem reforços para ajudá-los. Por esta razão, a soja tornou-se “a guia da vida” para os chineses.

Na mitologia japonesa se encontram também algumas lendas sobre a soja.

Segundo a principal delas, cinco plantas nutritivas teriam brotado do lugar onde fora enterrada a deusa do alimento, quais sejam: o arroz, o trigo, a cevada, o milhete e a soja.

Daí o fato dessas plantas serem consideradas sagradas nesse período.

Durante séculos, a soja foi cultivada e comercializada apenas no Oriente. Entre o final do século XV e começo do XVI, com a chegada de navios europeus nessa região, ela foi levada para a Europa e lá, permaneceu como curiosidade até o começo do nosso século.

ORIGEM DA SOJA NO MUNDO

A soja é uma leguminosa domesticada pelos chineses a cerca de cinco mil anos . Sua espécie mais antiga , a soja selvagem ,crescia principalmente nas terras baixas e úmidas , junto aos juncos nas proximidades dos lagos e rios da China Central .

Há três mil anos a soja se espalhou pela Ásia onde começou a ser utilizada como alimento . Foi no início do século XX que passou a ser cultivada comercialmente nos Estados Unidos.

A partir de então, houve um rápido crescimento na produção; hoje, os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais de soja, com uma participação de cerca de 50% da safra mundial.

Fonte: soja.tudosobre.org

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