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Somália

SOMALIA, À ESPERA DE CAMBIOS

Somalia fez-se tristemente famosa pelas fomes e os conflitos entre clãs pela obtenção do poder e que obrigaram à ONU em 1992 a tomar o controle do país.

O principal atrativo de Somalia, suas extensissimas praias, fica opacado pela perigosidade que hoje implica aproximar-se a um território em permanente estado de guerra civil.

Localização Geográfica

Somalia tem uma extensão de 637.000 quilômetros quadrados, e está situada ao leste do continente, no chamado "Chifre da África". Limita-se pelo norte com Yibuti e o Golfo de Adén, pelo leste com o Oceano Indico, pelo sul com a Quênia e pelo oeste com a Etiôpia.

Ao norte e nordeste existe uma região montanhosa, mas a maior parte do país é um planalto. Para o oeste começa a Cordilheira de Golis, onde ficam as maiores altitudes do país (Surude Ad, 2.408 metros).

Flora e Fauna

O terreno semi-desértico e as elevadas temperaturas não permitem uma vegetação abundante, e reduzem a fauna a espécies como camelos, ovelhas e cabras.

História

A costa somalí fez em seu tempo parte da extensa rede árabe de comércio pelo Oceano Índico. A sua prosperidade ficou estragada quando os portugueses descobriram a Rota à Índia através do Cabo de Boa Esperança.

A princípios do século XX, Somalia era partilhada por italianos - que controlavam o sul - e Ingleses, que dominabam o norte. Ambas as partes uniram-se quando Somalia obtive sua independência em 1960. Nove anos depois, um golpe de estado deu o poder a Mohamed Siade Barre, que instaurou um radical sistema socialista, ganhando a amizade de Moscou, embora só até finais dos 70, quando Barre descobriu que a antiga URSS também armava seu vizinho e inimigo, Etiópia.

Contrariamente ao que acontece nos outros países da região, os somalíes pertencem todos à mesma tribo, embora repartidos em diferentes clãs. Esta diferença faz com que a história somalí dos últimos anos fique reduzida à luta dos diferentes claãs por obter mais influência no governo do país.

As lutas internas e a falta de poder obrigaram às forças da ONU a intervir em 1992, embora o ressultado não foi todo o satisfatório que se esperava, retirando-se as tropas em 1994 após ter-se logrado uma precária paz e ter-se instalado um governo interino.

As lutas continúam, segue sem ter um governo renconhecido e, pior, não se enxerga a possível solução em um futuro próximo.

Arte e Cultura

É difícil expor as manifestações culturais e artísticas de um país que têm-se envolvido, desde há muito tempo, em enfrentamentos bélicos, fomes e extrema pobreza. O que pode ser resgatado, são os restos de algumas cidades com clara influência árabe.

Gastronomia

Falar em gastronomia na Somalia não deixa de ser um pouco irônico. A dieta normal está composta de arroz, macarrão ou spaguetti com algo de molho. Ocasionalmente encontra-se carne de cabra, ovelha ou camelo. O desjejúm habitual na Somalia é o fígado frito (de ovelha, camelo ou cabra) com pão e cebola.

Bebidas

O chá é consumido abundantemente, em diferentes qualidades. Água só pode ser bebida engarrafada.

Compras

Os artesões somalíes distinguem-se pelo fino talhado de madeiras e o trabalho em peles, especialmente certos tipos de calçado ligeiro, sem esquecer alguns tecidos de grande colorido.

População e Costumes

Os artesões somalíes distinguem-se pelo fino talhado de madeiras e o trabalho em peles, especialmente certos tipos de calçado ligeiro, sem esquecer alguns tecidos de grande colorido.

Entretenimento

A austeridade das leis muçulmana s e a guerra civil reduzem ao mínimo as possibilidades de entretenimento na Somalia. Suas praias poderiam ser o lugar ideal para praticar esportes náuticos.

Festividades

A festa nacional da Independencia é o 1 de Julho (Fundação da República). Somalia é regida pelo calendário muçulmano para estabelecer suas festas.

Transportes

Avião

Vôos entre Nairobi e Mogadishu, sempre e quando não tenha combates na capital somali. Por rações de seguridade, não há vôos interiores.

Barco

No há transporte marítimo estabelecido entre Somalia e outros países.

Por terra

Existe uma rede regular de ônibus entre as principais povoações do sul, mas muito poucos no norte. A maioria viajam de noite para evitar o calor e os ataques aéreos. Dado o estado de guerra, não pode-se dizer quais serviços continúam funcionando.

Fonte: www.rumbo.com.br

Somália

Nome oficial: República Democrática Somali

Território: 637.660 km2

População: 11 milhões de habitantes (est. 2004)

Crescimento demográfico: 3,3% (2003)

População urbana: 27,9% (2001)

Capital: Mogadíscio (800 mil habitantes – est. 2004)

Outras cidades importantes: Hargeysa (500 mil hab.), Gaalkacyo, Kismaayo

Grupos étnicos: Somalis (85%); bantus e outros (15%)

Idiomas: Somali (of.); árabe; italiano; inglês

Religião: Islâmica sunita

Expectativa de vida: 47 anos (2003)

Regime de governo: Governo de transição, recém-eleito

Presidente: Abdullahi Yusuf Ahmed

Primeiro-Ministro: Ali Mohammed Ghedi

Ministro dos Negócios Estrangeiros: Abdullahi Sheikh Ismail

Produto Interno Bruto (US$): 1,5 bilhão (1995)

Crescimento anual

PIB per capita (US$): 150 (1995)

Dívida externa: 2,8 bilhões (2003)

Reservas internacionais

Inflação: 100% (2000)

Moeda: Xelim Somaliano (US$ 1 = 19.500 XS)

Comércio global (US$): 274 milhões (2004 – janeiro/junho)

Exportações: 63 milhões

Importações: 211 milhões

Comércio com o Brasil (US$): 44,5 milhões (2004 – dados preliminares)

Exportações brasileiras: 44,3 milhões

Importações brasileiras: 199 mil

Principais produtos exportados: Açúcar

Principais produtos importados: Peles

A Somália está situada no chamado “Chifre da África”, confinando com o Mar Vermelho, Quênia, Etiópia e Djibuti. O país tem uma extensão de 637 mil km2 e população de 11 milhões de habitantes, com renda per capita em torno de US$ 150 (dado este de 1995). A principal cidade e capital do país é Mogadíscio, com população de 800 mil habitantes. A língua oficial é o somali, sendo os idiomas árabe e italiano, no Sul, e o inglês, no Norte, bastante difundidos.

Desde a guerra civil no início dos anos 90, a Somália encontra-se desestruturada em termos governamentais e administrativos. A situação tornou-se caótica, com diversas facções lutando entre si. Desprovida de um governo central por mais de uma década, o país não tem serviços públicos, partidos políticos, banco central, força policial ou qualquer outra estrutura típica de um Estado. Em 2004, formou-se Governo transitório, que deverá ser ainda instalado no país (as eleições e a posse ocorreram no vizinho Quênia).

História

Durante os séculos XV e XVI, mercadores portugueses estabeleceram vários entrepostos comerciais ao longo do litoral da atual Somália. Com a expulsão dos portugueses, a região passou a ser controlada pelo Sultão de Zanzibar. Em meados do século XIX, comerciantes ingleses da British East India Company aportaram na região norte do litoral, que ficou sob o domínio da Inglaterra a partir de 1886. A Itália, por sua vez, consolidou sua presença ao longo do litoral sul, mediante uma série de acordos comerciais com o Sultão de Zanzibar. Em 1908, estabeleceu-se a colônia italiana da Somalilândia, incluindo territórios hoje pertencentes ao Quênia e à Etiópia.

Após a Segunda Guerra Mundial, o território italiano foi colocado sob mandato internacional da ONU, permanecendo a parte britânica sob jurisdição da Inglaterra. Em 26 de junho de 1960, a Somália britânica tornou-se independente. Com a independência da parte italiana, cinco dias depois, os territórios uniram-se e formaram a República da Somália. Em junho de 1961, mediante referendo nacional, promulgou-se a primeira Constituição do país, estabelecendo um sistema de governo parlamentarista inspirado nas democracias européias, liderado pelo Primeiro-Ministro Mohamed Egel. Surgiram diversos partidos políticos, cobrindo todo o espectro ideológico e representando os mais variados interesses étnicos.

Política Interna

Em meados da década de 60, as forças políticas haviam-se polarizado em duas correntes principais:

a) o movimento pan-somali, defendendo a idéia de uma “populações de origem somali no Quênia e na Etiópia

b) a corrente modernista, cujas prioridades grande Somália”, que incorporaria territórios habitados por eram o desenvolvimento sócio-econômico, bem como a melhoria do relacionamento com os vizinhos africanos.

Em outubro de 1969, golpe militar liderado pelo General Siad Barre derrubou o Governo civil, então enfraquecido pela desfavorável situação administrativa e pelas acusações de corrupção.

Estabeleceu-se o Conselho Supremo Revolucionário, que passou a exercer todas as funções do Governo. Em seguida, Siad Barre decretou a adoção do socialismo, dando início ao processo de sovietização da economia, mediante a estatização dos meios de produção e imposição de rígido controle sobre a imprensa. A Somália tornou-se o principal aliado de Moscou na região, com a assinatura, em 1974, do Acordo de Amizade e Cooperação entre os dois países.

Em 1977, Siad Barre, sentindo-se suficientemente consolidado no poder para relançar a idéia de uma “grande Somália”, invadiu a região de Ogaden, na Etiópia.

No entanto, a União Soviética não apoiou o projeto expansionista, sobretudo contra um país que então era alvo de ofensiva diplomática do Kremlin no Chifre da África. Moscou abandonou seu aliado anterior, passando a apoiar a Etiópia com ajuda financeira e militar. Em 1978, forças etíopes equipadas pelos soviéticos e apoiadas por cerca de 15 mil soldados cubanos expulsaram o exército somali da região invadida.

Com a retirada soviética, Siad Barre recorreu a Washington para a obtenção de ajuda financeira e militar. Dada a presença soviética em pontos estratégicos da região (Etiópia, Iêmen do Sul), EUA e Somália assinaram, em agosto de 1980, acordo de cooperação militar que colocou o país africano na órbita norte-americana.

Ao longo dos anos 80, o Governo Barre passou a ser contestado por grupos de oposição em todo o país. Numa conjuntura econômica de franco declínio e com milhares de pessoas deixando o país, surgiram dois movimentos rebeldes determinados a derrubar o regime, o Congresso Somali Unido (USC) e o Movimento Nacional Somali (SNM). Em março de 1991, golpe apoiado pelo exército, USC e SNM derrubou o Presidente Siad Barre. Logo em seguida, a aliança se desfez, provocando o colapso do governo central e mergulhando o país em longa guerra civil, com a proliferação de facções armadas por todo o território.

Desde então, treze conferências foram promovidas na tentativa de dar fim aos conflitos internos e restabelecer um governo na Somália. O organismo sub-regional IGAD (Autoridade Intergovernamental sobre Desenvolvimento), do qual fazem parte Djibuti, Eritréia, Etiópia, Quênia, Somália, Sudão e Uganda, somou-se a esses esforços de pacificação em 1997 e organizou a conferência de Arta, realizada em 2002, da qual resultou a formação do Governo Nacional de Transição (GNT). Pela declaração de Eldoret, assinada em 27 de outubro de 2002, previu-se a cessação de hostilidades. O novo Governo não conseguiu, no entanto, impor sua autoridade ao conjunto do país, que permaneceu dividido entre facções em luta.

Novos esforços vieram a ser empreendidos no âmbito sub-regional a partir de 2003, com a ativa participação da Etiópia, Quênia e Uganda. Em eleição realizada no território do segundo país no ano seguinte, foram escolhidos os 275 membros do novo Parlamento Transitório da Somália. Até o final de agosto, 258 desses parlamentares haviam tomado posse em cerimônias realizadas na sede da ONU em Nairóbi.

Em 10 de outubro de 2004, o Sr. Abdullahi Yusuf Ahmed foi eleito Presidente da Somália por cento e oitenta e nove parlamentares somalis reunidos em Nairóbi, no Quênia. A posse do mandatário ocorreu quatro dias mais tarde, na mesma capital, com a presença de homólogos do Quênia, Burundi, Djibuti, Nigéria, Ruanda, Uganda e Iêmen.

Não obstante o tom geral otimista dos discursos proferidos por ocasião da posse de Abdullahi, considerada como exemplo da nova disposição da África de atacar e resolver seus problemas por si mesma, são muitos os obstáculos à pacificação, unificação e restabelecimento de um Estado somali política e economicamente estruturado. Abdullahi nomeou, posteriormente, Ali Mohammed Ghedi como Primeiro-Ministro para formar o novo governo. Desde então, prosseguem os passos destinados a viabilizar o restabelecimento, no território da Somália, das instituições recém-constituídas. Entre esses passos, encontram-se a formação de força de paz da União Africana (conforme proposta da IGAD) e iniciativas para angariar recursos, na esfera internacional, como a conferência de doadores originalmente programada para o mês de abril de 2005, em Nairóbi, com o apoio da ONU, e que veio a ser adiada.

A restauração institucional representa um grande desafio, pois as divisões internas persistem e são profundas. Exemplo nesse sentido consiste no território da Somalilândia, que se declarou independente em 1991, mesmo sem haver obtido reconhecimento internacional (apesar de contar com a simpatia de alguns países na África e na Europa). Seus dirigentes não quiseram participar do processo de paz e já se manifestaram contrariamente a qualquer pretensão territorial do novo Governo. Além desse foco de rebeldia, facções somalis fazem objeção ao Presidente recém-eleito. É o caso do grupo comandado por Hussein Mohammed Aideed, que domina boa parte de Mogadíscio. No próprio colégio parlamentar que elegeu Abdullahi, noventa e sete representantes teriam deixado de assistir à posse do Presidente em aparente sinal de desconformidade.

O novo mandatário tem recebido o apoio de países como Quênia, Uganda, Etiópia e Djibuti. As perspectivas são de que intenso esforço de conciliação ainda se fará necessário, todavia, para superar a longa crise vivida pela Somália e favorecer a captação de recursos para a reconstrução daquele país.

No segundo semestre de 2005, contudo, agravaram-se as tensões entre as duas principais facções do Governo Transitório - a liderada, de um lado, pelo Presidente Transitório Yusuf e pelo Primeiro-Ministro Geddi, e aquela chefiada, de outro, pelo líder do Legislativo, Sharif Hassan Sheikh Adan. As divergências dizem respeito à hesitação, pelo Presidente Yusuf, em instalar o Governo Transitório na capital, Mogadíscio, por alegada falta de segurança. O conflito entre os dois grupo dificulta a imposição do embargo de armas determinado ao país pela Resolução 733 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de 23/1/1992.

Economia

A economia depende basicamente da agricultura e de atividades pastoris. Desde o colapso do governo central, em 1991, são limitadas as estatísticas sobre o desempenho econômico do país. Segundo dados do FMI relativos a 1995, o PIB naquele ano teria sido da ordem de US$ 1,5 bilhão, correspondendo a uma renda per capita de US$ 150. Segundo outras fontes, a taxa de inflação anual atingiu 100%, em 2000, enquanto que a dívida externa chegou a US$ 2,8 bilhões em 2003.

Bem antes dos conflitos internos do início dos anos 90, a Somália já se encontrava em crise econômica. A partir de 1980, entabularam-se negociações com o FMI com o objetivo de modificar a estrutura produtiva e introduzir uma economia de mercado. Como o Governo não foi capaz de seguir as recomendações propostas, o Fundo suspendeu negociações com o Governo somali em 1986.

A Somália passou então a depender cada vez mais da ajuda financeira internacional, que veio, contudo, a ser objeto de redução significativa, passando de US$ 630 milhões, em 1992, para US$ 170 milhões, em 1996.

Apesar dos problemas enfrentados, o valor do comércio exterior em ambas as direções vem crescendo no período mais recente: de 381 milhões de dólares, em 2000, atingiu US$ 529 milhões em 2003, com exportações de US$ 108 milhões e importações de US$ 421 milhões. A pauta de exportações consiste basicamente de animais vivos (cabritos, camelos), peixes e peles animais. Os principais compradores têm sido os Emirados Árabes Unidos, Iêmen e Índia. As importações, financiadas com recursos da cooperação internacional, compreendem ampla gama de produtos, como açúcar, cereais, combustíveis e manufaturados diversos, provenientes do Djibuti, Quênia e países árabes (entre 2002 e 2003, as exportações brasileiras de açúcar representaram 10 e 5,9% das compras totais da Somália).

Política Externa

Até o colapso do governo central, no início dos anos 90, a Somália seguiu uma política externa pragmática, voltada para a obtenção de ajuda financeira e militar.

Graças à sua localização estratégica no Chifre da África, a Somália foi alvo de atenção por parte das grandes potências. A breve aliança com Moscou foi rompida em 1977, quando o Kremlin passou a apoiar a Etiópia, que então lutava contra a invasão somaliana no território de Ogaden. A partir de 1978, a Somália voltou a alinhar-se com o Ocidente, beneficiando-se da ajuda militar norte-americana e passando a depender, cada vez mais, da cooperação prestada sobretudo pelos EUA e Itália – reduzida posteriormente, conforme antes comentado, em função da guerra civil no país africano.

Desde 1991, os Estados vizinhos (Djibuti, Etiópia, Quênia) têm procurado estimular a reconciliação interna na Somália e deverão contribuir para a formação da força de paz da União Africana, destinada àquele país. A situação somaliana tem sido igualmente objeto de acompanhamento no âmbito das Nações Unidas.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Vice-Primeiro-Ministro é Abdullahi Sheikh Ismail.

Relações da Somália com o Brasil

A Embaixada do Brasil em Mogadíscio foi criada em fevereiro de 1987, sendo cumulativa com a Missão brasileira em Nairóbi, Quênia. A representação da Somália junto ao Governo brasileiro é feita pela Missão Permanente daquele país junto às Nações Unidas.

O início da guerra civil na Somália, em 1991, não deu tempo a que se desenvolvessem as relações entre o Brasil e aquele país, razão pela qual não há registro de troca de visitas entre autoridades, de acordos ou de iniciativas bilaterais nos campos da cooperação técnica ou empresarial. Pelos dados disponíveis, apenas a empresa brasileira ENCAL S.A. atuou na Somália em 1981, tendo efetuado levantamento aerofotográfico de parte do território somaliano. O relacionamento bilateral poderá vir a ser desenvolvido futuramente, à medida que evolua o processo de restauração institucional na Somália, tomando-se por base a prioridade que o Governo do Presidente Lula da Silva vem atribuindo à África, bem como o interesse já expressado por autoridades somalis na cooperação com o Brasil.

Em visita ao Embaixador do Brasil em Nairóbi, onde ainda se encontra instalado o Governo recém-constituído da Somália, o Ministro do Exterior, Abdullahi Ismail, agradeceu a manifesta disposição brasileira de colaborar com os países afetados pelo tsunami do final de 2004 e indicou algumas áreas de interesse, como a agroalimentar (cooperação técnica para recuperar a produção agrícola), a prospecção de petróleo; a inversão de capitais em infra-estrutura e a concessão de bolsas-de-estudos.

O Ministro Ismail representou seu país na Cúpula América do Sul-Países Árabes, realizada em Brasília nos dias 10 e 11 de maio de 2005.

O intercâmbio comercial entre o Brasil e a Somália, apesar de modesto, teria dobrado de valor de 2003 para 2004, de acordo com dados preliminares. No primeiro ano, somou US$ 21, 678 milhões (US$ 21,632 milhões de exportações e 45 mil dólares de importações), havendo crescido para US$ 44,545 milhões em 2004, com exportações de US$ 44,346 milhões e importações de 199 mil dólares. Açúcares e produtos de confeitaria respondem por quase cem por cento das vendas brasileiras à Somália. De maneira semelhante, as compras brasileiras concentram-se, quase integralmente, em peles e couros procedentes daquele país.

Fonte: www2.mre.gov.br

Somália

Nome oficial: República Democrática Somália (Jamhuuriyadda Dimoqraadiga Soomaaliya).

Nacionalidade: somali.

Data nacional: 26 de junho (Independência).

Capital: Mogadíscio.

Cidades principais: Mogadíscio (900.000), Hargeysa (90.000), Kismaayo (90.000), Berbera (70.000), Marka (62.000) (1990).

Idioma: árabe e somali (oficiais), inglês, italiano.

Religião: islamismo 99,9% (sunitas), outras 0,1% (1995).

GEOGRAFIA

Localização: leste da África.
Hora local: + 6h.
Área: 637.657 km2.
Clima: árido tropical.
Área de floresta: 8 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 10,1 milhões (2000), sendo somalis 98,3%, árabes 1,2%, bantos 0,4%, outros 0,1% (1983).
Densidade: 15,84 hab./km2.
População urbana: 27% (1998).
População rural: 73% (1998).
Crescimento demográfico: 4,2% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 7,25 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 45/49 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 122 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 76% (1995).

POLÍTICA

Divisão administrativa: 16 regiões.
Partidos políticos: não há.
Legislativo: Assembléia Nacional de Transição, com 245 membros indicados para um período de dois anos.
Constituição em vigor: suspensa desde 1991.

ECONOMIA

Moeda: xelim somaliano.
PIB: US$ 917 milhões (1990).
Força de trabalho: 4 milhões (1998).
Agricultura: banana.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, camelos.
Pesca: 15,7 mil t (1997).
Mineração: calcário, sal marinho. Reservas não exploradas de petróleo e gás natural.
Indústria: alimentícia (açúcar), couro e peles, refino de petróleo.
Exportações: US$ 150 milhões (1997).
Importações: US$ 180 milhões (1997).
Principais parceiros comerciais: Itália, Arábia Saudita, Reino Unido, Alemanha, Quênia.

DEFESA

Efetivo total: 225 mil (1998).
Gastos: US$ 39 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Somália

A Somália é um país da África Oriental.

A capital é Mogadíscio.

A principal religião é o Islã.

A língua principal é o Somali.

A Grã-Bretanha se retirou da Somalilândia Britânica em 1960 para permitir o seu protetorado se juntar à Somaliland Italiana e formar a nova nação da Somália.

Em 1969, um golpe liderado por Mohamed Siad Barre introduziu um regime autoritário socialista caracterizado pela perseguição, prisão e tortura de opositores políticos e dissidentes. Após o colapso do regime no início de 1991, a Somália entrou em crise, lutas entre facções, e anarquia. Em Maio de 1991, os clãs do norte declararam uma independente República da Somalilândia, que agora inclui as regiões administrativas de Awdal, Woqooyi Galbeed, Togdheer, Sanaag, e Sool. Apesar de não ser reconhecida por qualquer governo, esta entidade manteve uma existência estável e continua os esforços para estabelecer uma democracia constitucional, incluindo a realização de eleições municipais, parlamentares e presidenciais. As regiões de Bari, Nugaal, e norte do Mudug compreendem um estado semi-autônomo vizinho do Puntland, que tem sido auto-governado desde 1998, mas não visa a independência; ele também deu grandes passos em direção à reconstrução de um governo legítimo, representativo, mas sofreu alguns conflitos civis. O Puntland contesta sua fronteira com a Somália como também afirma porções do leste do Sool e de Sanaag. Começando em 1993, 2-anos de esforço humanitário da ONU (principalmente no sul) foram capazes de aliviar as condições de fome, mas quando a ONU se retirou em 1995 tendo sofrido baixas significativas, a ordem ainda não havia sido restaurada.

Em 2000, a Conferência de Paz Nacional da Somália (SNPC) realizada no Djibuti resultou na formação de um governo interino, conhecido como o Governo Nacional de Transição (TNG). Quando o TNG não conseguiu estabelecer a segurança adequada ou instituições governamentais, o Governo do Kenya, sob os auspícios da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), liderou um processo de paz subseqüente que concluiu em Outubro de 2004 com a eleição de Abdullahi Yusuf Ahmed como presidente de um segundo governo interino, conhecido como o Governo Federal de Transição (TFG) da República da Somália. O TFG incluiu um corpo de 275-membros do Parlamento, conhecido como o Parlamento Federal de Transição (TFP). O Presidente Yusuf renunciou no final de 2008, enquanto as conversações patrocinadas pelas Nações Unidas entre o Governo Federal de Transição e a oposição da Aliança para a Re-libertação da Somália (ARS) estavam em andamento no Djibouti. Em Janeiro de 2009, após a criação de um governo de unidade TFG-ARS, as forças militares Etíopes que entraram na Somália em Dezembro de 2006 para apoiar o TFG em face dos avanços da oposição da União dos Tribunais Islamicos (ICU), retiraram-se do país. O TFP dobrou de tamanho para 550 lugares, com a adição de 200 ARS e 75 membros da sociedade civil do parlamento. O parlamento expandido elegeu o Sheikh Sharif Sheikh Ahmed, o ex-presidente da ICU e da ARS, como presidente em Janeiro de 2009. A criação do TFG foi baseada na Carta Federal de Transição (TFC), que delineou um mandato de 5-anos que levou à criação de uma nova Constituição da Somália e à uma transição para um governo representativo na sequência das eleições nacionais. Em Janeiro de 2009, o TFP alterou o TFC para prorrogar o mandato do TFG até 2011. Os chefes Somalis em Setembro de 2011 concordaram em um roteiro político que visava instituir uma transição política por Agosto de 2012.

Um notável antropólogo escrevendo no início dos anos 1960s chamou a Somália uma "democracia pastoral". Ele tinha em mente um país que combinava a dura vida das pessoas que se deslocam através das planícies semi-áridas com as suas manadas, e um sistema político baseado na igualdade de vida dentro do clã. Pelo início dos anos 1990s, no entanto, a imagem do mundo da Somália tinha mudado drasticamente. O país, assolado pela seca desde os anos 1980s e pela ruptura da sociedade civil na década de 1990, tinha vindo a simbolizar as crueldades da natureza e da humanidade. Esses fatores combinaram para forçar os Somalis de suas casas rurais para campos de refugiados e cidades. De lá, muitos procuraram então uma nova vida no exterior.

A Somália tem sido única em que é o único país na África que é étnica e linguisticamente homogênea. Praticamente todos os seus cidadãos falam a mesma língua e reivindicam a mesma etnia. Eles encontram sua identidade histórica e civil dentro do clã. Muitos Somalis são comerciantes, burocratas e moradores urbanos.

Eles, no entanto, mantêm as imagens da vida pastoral em sua poesia, canções e tradições orais.

Terra

A Somália está no nordeste da África no ponto do continente conhecido como o Chifre da África. Em seu norte, a Somália enfrenta o Golfo de Aden. Em seu litoral oriental margeia o Oceano Índico. Ela faz fronteira com o Quênia ao sul e a oeste; a Etiópia ao oeste; e o Djibouti para o noroeste.

A Somália tem um clima seco. A precipitação anual é inferior a 20 polegadas (510 mm). Embora existam algumas áreas mais frias nos altiplanos do norte, a maioria do país é composta de baixas planícies semi-áridas. As temperaturas variam entre 68 °F a 94 °F (20 °C a 35 °C). De Fevereiro a Abril ao longo do Golfo de Aden, as temperaturas do verão sobem bem acima de 100 °F (38 °C).

Embora a Somália tenha uma longa costa, ela tem poucos portos naturais. Tradicionalmente seu comércio com a Índia e as nações do Golfo Pérsico contavam com ventos sazonais que sopravam norte na primavera e sul no outono. Os ventos traziam pequenos navios chamados dhows para a costa do Leste Africano.

Navios modernos têm exigido a construção de novos portos ou o uso de pequenas lanchas para descarregar as cargas. Os principais rios, o Juba e o Webi Shebele, estão no sudeste. Eles trazem a água dos Altiplanos Etíopes que é usada para irrigar as terras ao longo de suas margens.

As principais cidades da Somália refletem a sua história de comércio. Mogadíscio, a capital e grande porto, foi devastada pela guerra civil. Hargeisa, a segunda-maior cidade da Somália, está localizada no noroeste; ela fica ao longo das antigas rotas comerciais entre a Etiópia e o Mar Vermelho. Berbera, Kismayu e Merca são outras importantes cidades costeiras.

População

A Somália é um país de quase 10 milhões de pessoas. A língua Somali é uma linguagem Cushitica relacionada com muitas das línguas da Etiópia e do Sudão oriental. Quase todos os habitantes são Somalis étnicos. A população também se identifica com clãs e subclãs especiais, em torno dos quais a política, os casamentos, os rituais sociais, e a vida economica são organizados. Um pequeno grupo de pessoas nos vales dos rios do sudeste falam línguas Bantu. Eles são descendentes de escravos trazidos para a região da África Central no início do século 19. Italiano e Inglês são ministrados em algumas escolas.

Os Somalis converteram-se ao Islã quase 1.000 anos atrás. A vida religiosa é centrada em torno da mesquita e de líderes religiosos chamados imams. Os monastérios Islâmicos no campo são lugares tradicionais de refúgio da guerra e da competição do clã.

Os homens Somalis usam o sharit (panos enrolados à volta da cintura) e turbantes ou bonés e a solta futa (toga) semelhantes aos usados por outros povos que vivem ao longo do Mar Vermelho e da costa do Leste Africano. As mulheres usam sarongs (cangas de pano enroladas no corpo e amarradas no ombro). Nas cidades, os trabalhadores e jovens estudantes usam roupas de estilo ocidental adaptadas às temperaturas quentes.

A cultura nacional Somali combina as tradições dos nômades cujas vidas giravam em torno dos movimentos sazonais de seus rebanhos de camelos, e os Somalis mais cosmopolitanos que vivem nas cidades costeiras e estão envolvidos no comércio internacional. Esses dois segmentos da sociedade Somali desenvolveram elaboradas redes de comercio, de parentesco, e de cooperação através da estrutura do clã. Quando a Somália entrou no mundo moderno, esses links rural-urbanos, muitas vezes dividiram-se em conflitos organizados em nome dos clãs. Os Somalis urbanos freqüentemente seguem as redes do clã quando emigram para a Itália, Grã-Bretanha, Canadá e Estados Unidos. Outros têm empregos no Golfo Pérsico. Muitos desses migrantes tradicionalmente voltam para casa depois de fazer dinheiro suficiente para permitir que eles se casem ou estabeleçam um negócio. Nas últimas décadas, mais e mais Somalis deixaram suas casas de forma permanente para começar a vida em outro país.

Economia

A economia da Somália está dividida entre a pecuária e o comércio. A maioria dos Somalis vivem pelo pastoreio de camelos, gado, ovelhas e cabras. Os pastores de camelos seguem a disponibilidade sazonal do capim para seus animais. Eles muitas vezes ignoram as fronteiras nacionais. Os camelos provêm transporte, leite e carne, e também servem como bens de comércio. Eles são trocados com os acordos de casamento, usados para resolver disputas, e são os temas das canções locais. Os conflitos tradicionais entre os clãs eram muitas vezes baseados na competição sobre os poços e fontes de água. Uma pequena parcela da população habita as margens do rio no sudeste. Lá eles cultivam parcelas irrigadas de banana, sorgo, gergelim, milho e legumes.

A moderna economia dos Somalis consiste em um pequeno setor de exportação de bananas, gado e produtos exóticos, tais como incenso e mirra coletadas de árvores locais. A economia de Berbera e Hargeisa no norte é dominada pela exportação de gado em todo o Mar Vermelho para os mercados do Golfo Pérsico.

O dinheiro enviado para casa dos Somalis trabalhando no exterior é importante para a economia local. Desde meados dos anos 1990s, muita ajuda foi fornecida pelas organizações Islâmicas na região do Golfo Pérsico. Os esforços para restaurar a estabilidade têm sido prejudicados por aqueles que se beneficiam do caos - os senhores da guerra que controlam as propriedades abandonadas pelo governo e cobram por proteção; os contrabandistas de armas e traficantes de drogas; e empresas não-acostumadas à regulamentação do governo ou ao pagamento de impostos.

A relativamente pacífica auto-declarada república da Somalilandia, no noroeste tem grandes reservas offshore e onshore de petróleo e gás natural. Porque a independência da região não é reconhecida internacionalmente, estas reservas não podem ser exploradas. O Puntland, uma região separatista no nordeste, tornou-se famoso como um centro para os piratas predando o transporte marítimo internacional.

Economia - visão geral:

Apesar da falta de efetiva governança nacional, a Somália tem mantido uma economia saudável informal, em grande parte com base na pecuária, empresas de remessas / transferência de dinheiro, e de telecomunicações. A agricultura é o setor mais importante com o gado normalmente representando cerca de 40% do PIB e mais de 50% das receitas de exportação. Nômades e semi-pastores, que dependem de animais para sua subsistência, compõem uma grande parcela da população. Gado, couro, peixe, carvão e bananas são as principais exportações da Somália, enquanto os bens de açúcar, sorgo, milho, qat, e usinadas são as principais importações. Pequeno setor da Somália industrial, baseada no processamento de produtos agrícolas, tem sido amplamente saqueados e das máquinas vendidas como sucata. Setor da Somália serviço cresceu. Empresas de telecomunicações fornecer serviços sem fio na maioria das grandes cidades e oferecem as menores taxas de chamadas internacionais no continente. Na ausência de um setor bancário formal, serviços de transferência de dinheiro / remessa surgiram em todo o país, a manipulação de até US $ 1,6 bilhões em remessas anualmente. Principal mercado de Mogadíscio oferece uma variedade de produtos a partir de alimentos para os mais novos aparelhos eletrônicos. Hotéis continuar a operar e são apoiados com a iniciativa privada de segurança milícias. Atraso da Somália ao FMI continuaram a crescer. Cidade capital da Somália - Mogadíscio - beneficiou de um renascimento após a saída de al-Shabaab, em agosto de 2011.

Mogadíscio tem testemunhado o desenvolvimento de estações da cidade de gás primeira, supermercados, e os voos entre a Europa (Istambul-Mogadíscio) desde o colapso da autoridade central em 1991. Este crescimento econômico ainda se expandir para fora de Mogadíscio.

A República da Somalilândia

A revolta contra o governo Somali liderada por Siad Barre foi iniciada no norte da Somália em 1988 pelo Movimento Nacional Somali (SNM). O governo retaliou lançando ataques contra a população rural no norte do país, queimando aldeias, matando pessoas e animais, e destruindo seus sistemas de água. Hargeisa, a capital, foi quase totalmente devastada. Em 18 de Maio de 1991, menos de quatro meses após Barre ser derrubado, o SNM declarou o norte da Somália (ex-Somalilandia Britanica) independente, chamando-a de República da Somalilândia. Embora esta independência não tenha sido reconhecida por nenhuma nação, o norte desde então tem-se governado separadamente do resto da Somália.

Em 1993, em um esforço para acabar com os confrontos armados entre os vários grupos do norte, os anciãos do clã da área negociaram um acordo de paz abrangente para a República da Somalilândia. Eles redigiram uma nova constituição que criou uma democracia multipartidária com um presidente eleito indiretamente. Desde aquela época, o norte experimentou pouco da violência que continua a invadir a sul. Na esperança de promover a paz e maior estabilidade, eleições multipartidárias tiveram lugar em 2003, 2005 e 2010. Ahmed Mohamed Silanyo tornou-se presidente da Somalilandia em Julho de 2010 seguindo-se eleições consideradas em grande parte livres e justas. O novo governo está trabalhando para obter o reconhecimento internacional da Somalilândia e sua existência como país.

História e Governo

As origens do povo Somali não são claras. Os Somalis, por vezes, afirmam ter migrado da Arábia através do Mar Vermelho. A maioria dos historiadores acreditam que eles se originaram no que hoje é o sul da Etiópia. Povos falantes do Somali vivem na Somália, na Etiópia, no norte do Quênia, e no Djibuti. Árabes do outro lado do Mar Vermelho têm-se casado com os Somális. Eles acrescentaram a língua Árabe e elementos da cultura Árabe para a vida da Somália. As cidades costeiras da Somália desenvolveram-se juntamente com o crescimento do comércio entre os países do Oceano Índico e a costa do Leste Africano. Com o tempo, os moradores da cidade e os pastores de gado formaram relações comerciais que ligaram as cidades ao campo.

A história moderna da Somália começou na década de 1880 quando a Grã-Bretanha, a França, a Etiópia e a Itália ocuparam territórios ocupados pelos Somalis.

A Grã-Bretanha estabeleceu a colônia da Somalilândia Britânica em torno do porto de Berbera e da cidade de Hargeisa. A Itália ocupou a região sul em torno de Mogadíscio, que ficou conhecido como a Somalilandia Italiana. Os Franceses estabeleceram uma colônia ao redor do porto de Djibuti, no Mar Vermelho. A Etiópia ocupou o Ogaden no interior. Na década de 1920 os Britânicos se envolveram em uma luta de 20-anos contra Mohammad Abdullah Hassan, um poeta e líder Islâmico Somali chamado de "Mullah Louco" pelos Britânicos. Abdullah Hassan morreu sem ver uma Somália independente. No entanto, seu nome é usado nos tempos modernos como um ponto de encontro para o nacionalismo Somali.

Em 1960, as Somalilandias Britanica e Italiana foram consolidadas e ganharam a independência como a República da Somália. A colônia Francesa se tornou a nação independente do Djibuti em 1975. Outras áreas Somalis foram incorporadas pela Etiópia e o Quênia. A Somália nunca desistiu de suas reivindicações sobre esses territórios.

A Somália foi uma democracia parlamentar até 1969, quando o presidente foi morto em um golpe militar. O Golpista Mohammed Siad Barre tornou-se chefe de um novo estado socialista. Ele recebeu uma ajuda substancial da União Soviética. Quando Siad Barre levou a Somália a uma guerra com a Etiópia sobre o Ogaden em 1976-77, no entanto, a União Soviética apoiou a Etiópia. Os Estados Unidos então se tornaram o principal fornecedor de ajuda à Somália. As enormes quantidades de armas enviadas à Somália durante a Guerra Fria tornaram mais tarde a luta dos clãs muito mais devastadora do que as do passado.

A derrota da Somália na guerra do Ogaden encorajou a oposição local de Siad Barre, que usou as alianças de seu clã para manter o poder. A influência do governo central diminuiu no final dos anos 1980s. Em Janeiro de 1991, duas facções com base em diferentes clãs conseguiram se unir o tempo suficiente para derrubar Siad Barre. Em Maio de 1992, o norte declarou sua independência como a República da Somalilândia. Pelo final de 1992, a guerra civil em grande-escala eclodiu em Mogadíscio e em outras partes do sul. Ela envolveu duas facções do Congresso Somáli Unido lideradas pelos senhores da guerra Ali Mahdi Mohammad e Mohammed Farah Aidid. Centenas de milhares de pessoas no sul enfrentaram a fome como resultado da guerra, em vez da seca.

Em Dezembro de 1992, os Estados Unidos, sob os auspícios das Nações Unidas (ONU), enviaram uma força militar para Mogadíscio para garantir a entrega de ajuda alimentar. Esta foi a primeira vez que a ONU interveio nos assuntos de uma nação independente sem ser solicitada a fazê-lo pelo seu governo. A Operação Restaurar a Esperança trouxe comida e outros suprimentos para os famintos Somalis. A missão de paz foi oficialmente entregue à ONU em Maio de 1993.

O apoio dos EUA para a missão caiu depois que 18 soldados Americanos morreram em um tiroteio com as forças leais a Aidid, em Outubro de 1993. As últimas tropas Americanas foram retiradas em Março de 1994. A violência continuou. Muitas organizações de ajuda depois se retiraram por razões de segurança.

Mesmo a morte de Aidid em um tiroteio em 1996 não conseguiu restaurar a paz e a guerra de 1998-2000 entre a Etiópia e a Eritreia teve efeitos devastadores sobre a Somália. Em Maio de 2000, os líderes civis Somalis reuniram-se no Djibouti. Eles elegeram um novo governo liderado pelo Presidente Abdulkassim Salat Hassan. Mas o primeiro governo central do país em 10 anos tinha pouco apoio fora de Mogadíscio. Seu mandato expirou em Agosto de 2003.

Em 2004, os principais senhores da guerra da Somália finalmente chamaram por uma trégua. Eles concordaram em formar um governo de transição com um parlamento com base na representação paritária dos quatro grandes clãs. Cada um elegeria 61 membros para o parlamento; 31 membros seriam escolhidos por uma coalizão de clãs menores. O novo Parlamento elegeu o ex-Coronel do Exército Abdullahi Yusuf Ahmed cabeça do governo de transição. As eleições sob uma nova constituição deveriam ser realizadas dentro de 5 anos.

Enquanto isso, os líderes Islâmicos haviam estabelecido tribunais religiosos em grande parte do sul da Somália em um esforço para restaurar a ordem. Em Junho de 2006, as milícias de apoio do que mais tarde foi nomeado o Conselho Supremo das Cortes Islâmicas derrotaram os senhores da guerra apoiados pelos EUA, que por muito tempo controlaram Mogadíscio. Os Islamistas logo expandiram seu controle sobre grande parte do centro e sul da Somália. Em 28 de Dezembro, no entanto, eles foram expulsos de Mogadíscio pelo governo de transição apoiado pelas Nações Unidas com a ajuda de forças Etíopes. No início de Janeiro de 2007, eles tinham sido completamente dispersos.

O país ainda tinha muitos senhores da guerra armados, no entanto, e as atividades insurgentes Islâmicas continuaram. Mogadíscio experimentou sua pior onda de violência em 16 anos, na primavera de 2007. Muitos Somalis se opuseram à presença de tropas Etíopes em seu país. Mas os esforços para substituí-los por forças de paz internacionais fizeram poucos progressos. A situação da segurança continuou a se deteriorar. Muitos grupos de ajuda retiraram-se. O aumento astronomico dos preços dos alimentos causado em parte pela extensa impressão de moeda falsa provocou tumultos em Mogadíscio em 2008.

Em Dezembro de 2008, o cada vez mais impopular Yusuf renunciou ao cargo de presidente do governo interino. Em Janeiro de 2009, quando as últimas forças Etíopes se retiraram da Somália, a situação piorou. Os insurgentes Islâmicos retomaram o controle de grande parte do país. No mesmo mês, o Parlamento de transição elegeu Sheikh Sharif Sheikh Ahmed presidente e prorrogou o mandato do governo de transição para mais 2 anos.

O novo presidente, um clérigo Islâmico moderado, foi considerado por muitos como a melhor pessoa para trazer as facções do país juntas. Mas sua legitimidade não foi reconhecida pela linha-dura das milícias Islâmicas, e seu governo dividido mostrou-se incapaz de prover as pessoas da Somália com os serviços básicos.

Em Maio de 2009, um importante grupo da linha-dura Islamista, chamado Al-Shabab ("Juventude"), lançou um ataque contra a capital de Mogadíscio, levando Ahmed a declarar estado de emergência.

Os ataques continuaram em 2010, e os confrontos entre os grupos rivais das milícias Islâmicas se intensificaram. O Al-Shabab reivindicou a responsabilidade pelo atentados suicidas de 11 de Julho de 2010, que mataram mais de 70 pessoas em Uganda. (Uganda tinha contribuido com o maior número de forças de paz da União Africana na Somália). Em Agosto um ataque a um hotel em Mogadíscio matou pelo menos 30 civis, incluindo membros do parlamento. Os atentados de Uganda levantaram temores de que o conflito da Somália se encontrava em expansão bem além de suas fronteiras.

Em Fevereiro de 2011, o parlamento de transição votou para estender seu mandato por 3 anos. O governo de transição rejeitou esta opção e propôs uma prorrogação de 1 ano. Em Junho, os dois lados chegaram a um acordo, o Acordo de Kampala, que estendeu os termos do presidente e do parlamento por 1 ano.

O Presidente Ahmed e o porta-voz do parlamento Sharif Hassan Sheikh Aden prometeram usar a extensão para finalizar e adotar uma nova constituição, aumentar a segurança e preparar para as eleições. Mogadíscio continuou a ser palco de combates entre as tropas do governo, que eram apoiadas por forças da União Africana, e os grupos Islâmicos, incluindo o Al-Shabab, que se opuseram ao governo de transição da Somália.

Mais tarde em 2011, 3,2 milhões de pessoas enfrentaram a fome na Somália. Eles estavam entre os 12,4 milhões de pessoas em toda a região, abrangendo o Quênia, o Djibuti e a Etiópia, que estavam em necessidade de ajuda alimentar e humanitária como resultado da pior seca em décadas. Dezenas de milhares de Somalis, muitos deles crianças, morreram de causas relacionadas à fome.

James C. McCann

Fonte: Internet Nations

Somália

A Somália é uma nação semidesértica situada no chamado Chifre da África, no nordeste do continente. O norte montanhoso fica às margens do golfo de Áden.

O sul é uma planície que acompanha o oceano Índico, com savanas e fauna diversificada. O deserto de Ogaden, que integrava o centro do território somali, é entregue à vizinha Etiópia pelos ingleses. O país tenta sem sucesso reconquistá-lo, numa guerra que dura 11 anos. A população vive na região há milênios e constitui-se, na maioria, de pastores nômades de rebanhos de camelo - o maior do mundo - e de outros animais. Apesar de pertencer a uma mesma "tribo" e falar a mesma língua, o povo somali encontra-se dividido em clãs rivais, que estão em guerra civil desde 1991. Tropas estrangeiras intervêm na Somália entre 1992 e 1995, mas fracassam na tentativa de pacificar o país, também abalado pela seca e pela fome.

Fatos Históricos

Na Antiguidade, a região fornece especiarias, mirra e incenso ao Egito e Oriente Médio. A partir do século VII, os árabes instalam na costa entrepostos comerciais que evoluem para sultanatos, enquanto o interior continua dominado por pastores nômades. Os portugueses ocupam o litoral nos séculos XV e XVI.

No início do século XIX, as cidades litorâneas são incorporadas ao Império Turco-Otomano. Os britânicos conquistam o norte do país e instalam o protetorado da Somalilândia. O sul torna-se colônia italiana em 1904. No começo do século XX eclode uma rebelião contra o colonialismo britânico liderada por Mohammed Abdullah, derrotado após 20 anos de guerrilha. Em 1936, a Itália invade a Etiópia e passa a dominar o extremo leste da África. Em 1941, durante a II Guerra Mundial, a Somália italiana é ocupada pelos britânicos. O movimento nacionalista ganha impulso em 1945 com a formação de organizações anticolonialistas. No pós-guerra, o Reino Unido entrega à Etiópia o deserto de Ogaden, que fazia parte da Somália, provocando indignação entre os somalis. Uma decisão da ONU dá à Itália mandato para administrar temporariamente sua ex-colônia no sul da Somália. A independência ocorre em 1960, com a retirada de italianos e britânicos e a unificação da Somália, que se torna uma República. Em 1969, um golpe militar leva ao poder o general Siad Barre.

Guerra do Chifre da África

Tensões com a Etiópia pela posse de Ogaden, habitado por somalis, levam à invasão do território pela Somália em 1977, deflagrando a Guerra do Chifre da África. A URSS, até então aliada do regime somali, muda de lado e apóia a Etiópia. A Somália volta-se para os EUA. Em 1978, as tropas somalis são expulsas de Ogaden pela Etiópia com a ajuda de soldados cubanos. Um milhão de somalis que viviam em Ogaden tornam-se refugiados na Somália. Combates prosseguem em Ogaden até a assinatura do acordo de paz, em 1988, que incorpora a região à Etiópia.

Desgoverno

O general Barre governa ditatorialmente até 1991, quando é derrotado por uma coligação de grupos rebeldes e foge do país. As facções vitoriosas estão divididas, e a Somália passa a ser uma nação sem governo, com mais de 20 clãs armados lutando entre si.

Os principais pertencem ao Congresso da Somália Unificada (USC), movimento dividido em duas facções rivais: uma liderada pelo presidente interino Ali Mahdi Mohammed e outra chefiada pelo general Mohammed Farah Aidid, que, em 1992, funda a Aliança Nacional da Somália (SNA). Outro grupo expressivo é o clã Isac, reunido no Movimento Nacional da Somália (SNM), que conquista o norte e autoproclama a "República da Somalilândia" em abril de 1991-não reconhecida internacionalmente.

Intervenção estrangeira

Nesse ambiente de caos a fome se alastra. Entidades humanitárias estrangeiras enviam alimentos, que são confiscados pelos grupos armados, em especial pelo clã de Aidid. Tropas dos EUA intervêm na Somália, com autorização da ONU, em 1992. No ano seguinte são substituídas por uma força de paz da ONU, a Unosom, que também entra no combate contra a guerrilha de Aidid. Pouco depois, os EUA retornam com tropas especiais e bombardeiam posições de Aidid, sem derrotá-lo. A pressão da opinião pública norte-americana, contrária ao envolvimento na Somália, leva a nova retirada dos EUA em 1994. A intervenção militar internacional termina em 1995, com a saída das últimas tropas. Um confronto entre clãs na Somalilândia, em 1995, deixa centenas de mortos e refugiados, que se dirigem para a Etiópia. Em agosto de 1996, Aidid morre em combate e é substituído por seu filho Hussein Mohammed Aidid. Em fevereiro de 1997, Mohammed Ibrahim Egal é reeleito para presidente da Somalilândia. Nos meses seguintes, a seca prolongada agrava a fome no sudoeste do país.

Conversações de paz

Em dezembro de 1997 - após um ano de negociações -, a maioria dos grupos políticos em atividade na Somália assina declaração conjunta no Cairo (Egito) visando à pacificação do país. Uma das medidas acertadas é a instituição de um conselho presidencial e de um Legislativo. Em maio de 1998 forma-se um governo de transição integrado pela maioria das facções. Os combates, porém, não cessam. Em junho, a violência entre clãs no sul mata cerca de 40 pessoas.

Em setembro entra em funcionamento um Parlamento regional na autoproclamada região autônoma de Puntland (nordeste do país).

Dados Gerais

Nome oficial: República Democrática Somali (Jamhuuriyadda Dimoqraadiga Soomaaliya)
Capital: Mogadíscio
Nacionalidade: somali
Idioma: árabe e somali (oficiais), inglês, italiano
Religião: islamismo 99,9% (sunitas), outras 0,1% (1995)
Moeda: xelim somaliano
Cotação para 1 US$: 7.680,00 (jul./1998)

Geografia

Localização: leste da África
Características: relevo plano e árido; litoral com recifes de coral (maior parte) e com escarpas (N); planície litorânea (L); cadeia montanhosa (N); vales fluviais férteis (SO)
Clima: árido tropical
Área: 637.657 km²
População: 10,7 milhões (1998)
Composição étnica: somalis 98,3%, árabes 1,2%, bantos 0,4%, outros 0,1% (1983)
Cidades principais: Mogadíscio (900.000), Hargeysa (90.000), Kismaayo (90.000), Berbera (70.000), Marka (62.000) (1990)

Governo

Regime de transição formado pela maioria dos grupos em conflito.
Divisão administrativa: 16 regiões.
Partidos políticos: não há.
Legislativo: não há.
Constituição: suspensa desde 1991.

Economia

Agricultura: banana (55 mil t) (1997)
Pecuária: bovinos (5,2 milhões), ovinos (13,5 milhões), caprinos (12,5 milhões), suínos (9 mil), eqüinos (45 mil), camelos (6,1 milhões), aves (3 milhões) (1997)
Pesca: 14,85 mil t (1995)
Mineração: calcário (45 mil t), sal (1 mil t) (1996)
Indústria: alimentícia (açúcar), couro e peles, refino de petróleo
Parceiros comerciais: Itália, Arábia Saudita, Reino Unido, Alemanha, Quênia, Etiópia

Fonte: www.mulheresnegras.org

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