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Sonambulismo

Sentar na cama e praticar movimentos repetitivos, levantar e caminhar pelo quarto durante o sono são alguns dos indícios mais freqüentes que caracterizam o sonambulismo.

A doença é uma espécie de distúrbios do sono, comum na infância, principalmente entre os quatro e oito anos, quando o indivíduo passa por alterações do sono. Segundo o neurologista Rubens Reimão, coordenador da Associação Paulista de Medicina (APM), cerca de 30% das crianças apresentam episódios de sonambulismo durante a infância. Na fase adulta há 4% de prevalência.

Reimão explica que os episódios ocorrem depois de uma ou duas horas depois que a pessoa vai dormir. “Geralmente acontece quando o sono é mais profundo e realmente descansamos”, complementa.

Para Nely Aragão de Marchi, neurologista e professora da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) SP, o diagnóstico é essencialmente clínico, sendo raramente necessário realizar polissonografia (monitoramento dos comportamentos do corpo durante o sono). “Apenas no caso de identificação de outras patologias, como epilepsia no sono, é necessário um monitoramento”, afirma.

Quando o sonambulismo se torna uma doença

Quando o sonambulismo se manifesta na fase adulta ou após os 14 anos casos é o momento em que o disturbio se caracteriza como patológico e podem ser desencadeados por fatores clínicos ou psíquicos. “O sonambulismo pode ocorrer diversas vezes na semana ou somente quando um fator desencadeante está presente, como febre, privação de sono ou uso de alguns medicamentos”, esclarece Nely.

A incidência de distúrbios como o sonambulismo na vida adulta são relacionados, em sua maioria, a fatores externos como o estresse e preocupações. “Mas, quando os casos tornam-se repetitivos é necessária uma análise psicológica pela possibilidade de relação com fatores comportamentais psíquicos”, alerta Reimão.

Outros distúrbios, além das tensões, podem desencadear o quadro de sonambulismo. Apnéia do sono - respiração fraca durante o sono - refluxos gastresofagianos, esquizofrenia, dores de cabeça noturnas além de variações de epilepsia podem conduzir ao sonambulismo. “Nos casos mais complexos, como o da esquizofrenia, o acompanhamento do paciente é multidisciplinar, envolvendo áreas da psiquiatria”, atenta o especialista em distúrbios do sono, Atílio Melluso.

As crises de sonambulismo podem ser acompanhadas de gritos, violência a familiares e riscos de acidentes, embora as variações mais comuns sejam a perambulação e prática de movimentos repetitivos. “É necessário o cuidado para prevenção de acidentes com o sonâmbulo, principalmente devido a sua percepção parcial do ambiente, fator que gera riscos de acidentes graves, às vezes”, comenta Reimão.

O tratamento pode ser feito é a base de remédios que provoquem relaxamento durante o sono, como calmantes. “Em alguns casos refratários ou que envolvem perigo ao paciente pode ser usado medicamentos antidepressivos”, diz Nely.

Em caso de fatores psicológicos serem o desencadeador do distúrbio, um acompanhamento psicoterapêutico se faz necessário. O tratamento começa a partir da prevenção com a higienização do sono (ver Box). “Com o tratamento efetivo é necessário acompanhamento terapêutico medicamentoso da doença base – que desencadeia o distúrbio”, define Melluso.

Sonambulismo sexual

Com maior freqüência entre as pessoas de terceira idade e dependentes químicos, o sonambulismo sexual, também conhecido como sexossonia, é a variante mais incomum do disturbio. Ocorre quando as pessoas procuram sexo enquanto dormem. Apesar de ainda estar em processo de pesquisa, já cria dúvidas quanto à sua caracterização.

“Existem poucos casos na literatura médica que definam o sonambulismo sexual. Ele é incomum, mas só o tempo e os estudos mais aprofundados dirão exatamente”, justifica Reimão.

O sonambulismo sexual, assim como o sonambulismo típico, está ligado a fatores psíquicos, hormonais e genéticos. Esse distúrbio é menos freqüente e só requer tratamento no caso de violência ou riscos pertinentes. “Os fatores desencadeadores podem ser tanto uma neurose reprimida, quanto traumas vividos na infância”, esclarece Melluso.

Há diferenças entre o sonambulismo sexual e a ereção peniana noturna, caracterizada como normal e que envolve fatores hormonais e fisiológicos.

O tratamento, assim como no sonambulismo típico, é feito pelo diagnóstico e medicação da doença que desencadeia o comportamento sonâmbulo. “Tais atitudes noturnas são sinais, clínicos ou psíquicos, de alguma patologia pré-existente”, aponta Melluso.

Fonte: www.jornalcomunicacao.ufpr.br

Sonambulismo

O sonambulismo é um despertar incompleto. Neste distúrbio, uma parte do cérebro acorda sem que a pessoa recobre a consciência, o que faz com que ela aja sem inteligência, mas com todas as reações, como fugir ou atacar.

É um evento comum em crianças na fase de transição para a adolescência.

A forma pode variar de um simples levantar da cama e andar ao redor do quarto até eventos de ações prolongadas e complexas, incluindo ir para outras partes da casa ou até fora dela, porém são mais raros.

O sonambulismo, usualmente, inicia-se nas primeiras horas de sono (entre 1 a 3 horas após o adormecer e geralmente no primeiro ciclo de sono), e sua duração é variável, desde poucos segundos até vários minutos.

Se o sono não for interrompido, o episódio de sonambulismo termina espontaneamente, e a criança continua a dormir em estágios profundos de sono.

Na maioria dos casos nenhum tratamento é necessário.

O sonâmbulo e a família devem ser orientados de que estes eventos raramente indicam problemas médicos ou psiquiátricos sérios. Nas crianças os episódios de sonambulismo tendem a diminuir com a idade, ocasionalmente persistindo na idade adulta.

Sonambulismo que começa na idade adulta deve ser cuidadosamente investigado

Fonte: www.virtual.epm.br

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