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Equipamentos do Squash

RAQUETES

Está satisfeito com a sua raquete de Squash? No último jogo ficou a pensar que perdeu por causa da raquete?

É verdade que uma boa raquete é fundamental mas sejamos realistas e exageremos o exemplo: dêem um mata-moscas ao Peter Nicol e provavelmente perdem o jogo na mesma. Este é o equipamento mais querido, odiado, procurado, maltratado, etc, mas será sempre o meio directo pelo qual exprimimos todos os nossos conhecimentos de Squash.

Toda a gente pensa "Qual será a raquete melhor para mim?" a resposta raramente é respondida. Antes de entrar nos factores específicos que podemos analisar, gostaria de forçar a ideia que a melhor maneira de escolher uma raquete é experimentar o todas as que puder e traçar as diferenças entre elas.

Como ninguém é perfeito a jogar é natural que nunca encontre aquela raquete que funcionará como parte complementar do seu braço, mas deve escolher uma raquete que combine o controle de bola com a força da batida.

Deve-se sentir confortável ao bater a bola e não ser necessário corrigir o seu swing natural para dar a batida que quer. A combinação do peso, equilíbrio, rigidez etc, está porém sempre dependente dos gostos e escolhas pessoais.

As características das raquetes de Squash

A primeira coisa que precisa saber na escolha de uma raquete é conhecer que tipos de raquetes existe e em que é que diferem umas das outras. Aqui estão algumas das principais características das raquetes e como essas características afectam na prática a funcionalidade da raquete. Compreenda-se porém não existe qualquer consenso entre os jogadores no que diz respeito a esta matéria.

Peso da raquete

O peso da raquete é uma das suas características mais óbvias, e podem variar bastante. As raquetes mais leves do mundo hoje rondam as 110 e 120 gramas, e as mais pesadas chegam às 200 gramas ou mais. As mais usadas são entre 130 a 160g . Como é óbvio a utilização de novos materiais ultra-leves como o grafite, titanium, boron, kevlar, carbono, hiper carbono, etc, faz com que os preços das raquetes tendam a subir à medida que o peso baixa.

Quem necessita de uma raquete muito leve? Os jogadores que escolhem raquetes mais leves têm geralmente mais controle e precisão de bola. Uma raquete mais leve permite ao jogador "sentir" mais a bola. Isto pode dar ao iniciado uma sensação de controlo, mas são os jogadores experientes que melhor tirarão partido de uma raquete leve. Por outras palavras uma raquete muito leve requer que o jogador a saiba utilizar para bater com mais força porque a leveza gera menos força (pura física). Alguma técnica e experiência são requisitos necessários para rentabilizar bem uma raquete ultra-leve.

Distribuição do Peso da Raquete

As raquetes variam substancialmente conforme a distribuição do seu peso. Isto é uma questão de gosto e da forma de jogar. As raquetes podem incidir o peso mais à frente ou mais ao meio. Esta característica varia de raquete para raquete, por isso nada como experimentá-las até encontrar uma que goste. As raquetes "de supermercado" pesam muito em geral e especialmente no cabo, pois este é geralmente de madeira em vez de oco.

Rigidez da Raquete

A rigidez também varia muito e significa a vibração e a sensação que se tem ao bater a bola, que vai desde uma pancada muito "seca" a uma muito "suave". Mas que não se entenda o "suave" como o óptimo. As opiniões diferem mas as principais escolhas vão para as raquetes mais rijas. Esta característica pode-se alterar com um pequeno objecto de borracha que se coloca nas cordas chamado "dampner".

Forma da cabeça da Raquete

De uma forma geral uma raquete mais larga dá-lhe mais margem de erro e mais força na batida, e variam muito o swetspot, que é o ponto óptimo de batida.

Material das Raquetes

As raquetes hoje em dia são feitas com um vasto leque de materiais e combinações entre eles, estando agora "na moda" o Titanium composto com grafite ou Hiper Carbono. Apesar de estas raquetes terem óptimo controle e força, são mais frágeis e tendem a partir-se depressa. Se a durabilidade não lhe interessar muito escolha sem dúvida o titanium.

O Grip (Punho)

Não se preocupe muito com a espessura do grip pois pode facilmente modificá-lo para mais grosso ou fino. Porém a qualidade do grip em si é fundamental. Pessoalmente prefiro jogar com uma raquete menos boa e um grip excelente do que uma raquete excelente e um grip péssimo que não adere. Em termos de volume (fino ou grosso) aqui de novo o gosto pessoal é muito importante. Quantas vezes já pegou no grip de uma raquete não sua e perguntou "como é que consegues jogar com isto...?".

Mudar as Cordas

As cordas das raquetes vão-se deteriorando e perdendo tensão. Se é um jogador exigente e joga muito mude de cordas de 3 em 3 meses ( se não partirem antes...).

Raquetes Extra

Necessita de ter sempre duas raquetes e não caia no erro de as ter diferentes uma da outra pois poderá perder a sua consistência, além de não ser favorável para a evolução do seu jogo. As raquetes funcionam de maneira diferente e vai ter que alterar a sua forma de jogar. Isto pode levá-lo a sentir-se às vezes frustrado ao falhar bolas fáceis. Se mudar de raquetes compre duas iguais.

Especificações das Raquetes

Dimensões

Comprimento Máximo - 686 mm

Espessura Máxima, medida nos ângulos direitos do cabo - 215 mm

Comprimento Máximo das Cordas - 390 mm

Área Máxima do Encordoamento - 500 cm2

Largura Mínima de qualquer estrutura (medida na superfície das cordas) - 7 mm

Profundidade Máxima de qualquer estrutura (medida nos ângulos direitos da superfície das cordas) - 26 mm

Raio Mínimo da curvatura de fora da estrutura em qualquer ponto - 50 mm

Raio Mínimo da curvatura de qualquer margem da estrutura - 2 mm

Peso

Peso Máximo - 255 mg

Construção

a) A cabeça da raquete é definida como a parte da raquete contendo ou circundada pela área encordoada.

b) Cordas e os finais da corda devem estar dentro da cabeça da raquete, ou em casos onde não dêem para ficar na parte de dentro devido ao material da raquete ou modelo, devem ser protegidas por uma fita seguramente colocada.

c) Os protetores da cabeça devem ser feitos de um material flexível que não tenham e nem criem pontas afiadas após contatos com o piso ou paredes.

d) Os protetores da cabeça deve ser de material branco ou despigmentado. Onde por razões visuais o fabricante decide usar protetores coloridos, ele deve demonstrar para a satisfação da WSF que o protetor não deixe marcas coloridas nas paredes ou no piso da quadra após contato.

e) A estrutura da raquete deve ser de uma cor e/ou material que não vá marcar as paredes ou piso após o impacto de uma jogada normal.

f) Cordas devem ser de tripa, nylon ou um material substituto, desde que não seja de metal.

g) Somente duas fiadas de cordas podem ser permitidas e estas devem ser intercaladas alternadamente e o padrão de encordoamento deve ser uniforme e formar um plano simples na cabeça da raquete.

h) Qualquer utensílio, como por exemplo anti-vibradores, colocados em qualquer parte da raquete deve ser usado somente para limitar ou prevenir quebras ou vibrações, e ser de um tamanho razoável e colocado no lugar do propósito. Eles não devem ser colocados em qualquer parte do encordoamento perto da área de golpe (definida como a área formada pelas cordas entrelaçadas.)

i) Não deve existir partes encordoadas na raquete que permita a passagem de uma esfera maior do que 50 mm de diâmetro,

j) A construção total da raquete incluindo a cabeça deve ser simétrica no centro da raquete em uma linha desenhada verticalmente através da cabeça e cabo e esta sendo olhada para a sua face.

k) Todas as mudanças nas especificações das raquetes serão objetos de estudo no período de dois anos antes de se tornar aceito.

Quer mais controle de bola?

Melhor controle pode ser conseguido com cordas texturadas conhecidas como braided coatings. Elas "agarram" melhor a bola permitindo um direccionamento mais perfeito e permitindo mais spin. A durabilidade não é tão boa pois a textura destas cordas faz rebentar mais depressa as cordas puxadas na vertical. Outra alternativa é aumentar a tensão para ter maior controle.

Quer mais durabilidade?

Experimente usar uma corda mais grossa com cerca de 1.28mm ou 1.30mm de diâmetro ou use uma rede que tenha várias camadas a cobrir a corda central. Para os jogadores que querem uma rede para passar aos netos sugerimos usar uma corda híbrida, que é uma combinação de dois tipos diferentes de corda sendo uma delas (horizontal) composta por materiais como Kevlar ou Technora. Estas redes têm é pouca jogabilidade e a única maneira de corrigir isso é usar uma corda mais elástica na horizontal.

Sapatilhas de Squash

A escolha de sapatilhas para Squash é sempre uma questão um pouco pessoal, tal como as raquetes, de qualquer forma há sempre umas quantas observações que devemos ter em conta.

Escolha da sapatilha certa

Factores a considerar:

-Suporte do pé e flexibilidade adequada

-Conforto

-Questões individuais (tipo suor, pé de atleta, tendência para criar bolhas, saber se tem pé chato, etc)

A escolha de uma sapatilha correcta pode evitar de forma inquestionável as lesões, influenciar o prazer que tira do jogo e mesmo a forma de jogar. ATENÇÃO: não compre as sapatilhas mais baratas que encontrar!!! Se não tem muitos conhecimentos contacte uma loja de desporto conhecida e informe-se dos tipos de sapatilhas que poderá adquirir.

Necessidades específicas do Squash

O Squash exige movimentos rápidos, laterais, de "pára e arranca" e movimento (aceleração repentina e paragem), além de uma actividade constante dentro do court (saltar, dobrar, etc..). Deve usar solas de grande aderência que não marquem o chão e que permitam flexibilidade e tracção suficiente para movimentos bruscos sem escorregar.

Conheça o seu tipo de pé

Faça um simples teste para saber qual o seu tipo de pé: mergulhe o pé em água e de seguida coloque-o numa superfície onde fique impressa a marca. Deste teste podem resultar três tipos de pé:

Três tipos básicos de pés

Normal: Com um arco de tamanho normal com uma pegada que têm uma parte sem apoio, mas que o calcanhar e a parte da frente estão ligados por uma marca larga ao longo de um dos lados. Os ténis a procurar são o standard.

Pé Chato: Com um arco muito baixo, a impressão do pé é quase total. Deve procurar uns ténis menos flexíveis e considere usar umas palmilhas ortopédicas para elevar ligeiramente o pé.

Muito Arcados: Na impressão o calcanhar está ligado á parte da frente por uma marca muito pequena. Este tipo de pés são mais rígidos e pouco flexíveis. Procure um ténis com apoio médio e muito flexíveis para facilitar o movimento dos pés.

Conheça o seu estilo de jogo

Os jogadores que baseiam o seu jogo na velocidade devem usar sapatilhas leves e baixas, ao passo que os jogadores que utilizam principalmente a força devem usar ténis um pouco mais pesados, com bom apoio de calcanhar.

Composição das sapatilhas

A maioria das solas actuais têm um composto de borracha de carbono nas zonas de maior desgaste na parte de trás (meia-sola), e borracha injectada na parte da frente (sola) para proporcionar um maior conforto. A borracha de carbono é bastante durável mas pesada, além de não ser muito flexível. A borracha injectada é mais leve e flexível, mas não durável. As principais marcas de sapatilhas de squash estão a combinar estes dois materiais com reforços de carbono e kevlar, e a introduzir as novas tecnologias orientadas para o conforto disponíveis no mercado, nomeadamente os sistemas de injecção de gel, espuma e de ar.

Conforto

Todos os sapatos de marcas e modelos diferentes têm um "felling" diferente para o seu pé. Experimente vários modelos e veja com quais se sente melhor e que tenham as recomendações necessárias. Experimente utilizar um número acima do que usa nos tênis normais.

Bolas

As bolas são tão importantes e o mercado é tão grande que existem actualmente contratos exorbitantes com atletas internacionais para usarem e defenderem a qualidade das bolas. Imagine só cada bolinha de borracha a uma média de 2.5€, a multiplicar pelos os milhões de praticantes frequentes que rebentam em média uma bola por semana.

A oferta é muita, variando os preços entre os 2 e os 5€.

Composição

As bolas de Squash são feitas de duas peças de um composto de borracha altamente resistente e vulcanizadas a quente, sendo injectadas com ar comprimido. Tal como todas as bolas que utilizam o ar comprimido para definir o seu ressalto (ténis, basquete, etc) as bolas perdem a pressão com uso e com o tempo. Porém, todos sabemos por experiência, que elas "rebentam" muito antes de perderem a pressão.

Ao fim de um jogo as bolas podem perder a rugosidade inicial característica, e isto sim, afecta o ressalto da bola, pelo que em competição ela deve ser trocada.

Características

À medida que a temperatura da bola aumenta, aumenta também o seu ressalto. A temperatura aumenta devido ao impacto repetitivo e à força da pressão imposta à bola. Quando mais forte se bater na bola mais ela saltará.

A bolas de squash estão divididas em cinco grupos, e cada um adapta-se a um determinado nível de jogo e outras variáveis (temperatura ambiente e qualidade do piso). Para obter a melhor performance deve-se escolher a bola adequada ás condições e ao seu nível de jogo.

Tipos de Bolas de Squash

Para todas as Marcas existe um Standard quanto ao seu género:

Dupla Pinta Amarela: para jogadores experientes / locais quentes / pouco ressalto

Pinta Amarela: para jogadores experientes / locais quentes / pouco ressalto

Pinta Branca: para jogadores de nível médios / locais menos quentes / ressalto médio

Pinta Vermelha: para jogadores amadores e ocasionais/ locais mais frios / muito ressalto

Pinta Azul: para jogadores iniciados e crianças / locais muito frios /máximo ressalto

Recomendações para Iniciados

Dependendo da sua experiência comece com bolas de pinta Azul e à medida que vai melhorando o seu jogo altere de cor até se sentir confortável com as bolas de pinta amarela. Se é iniciado não adianta começar a jogar com bolas de pinta amarela, pois provavelmente não vai chegar a aquecer a bola o suficiente para ganhar algum ressalto. Só o irá fazer sentir frustrado por não chegar a tempo às bolas.

Grips

O termo "grip" pode ser entendido como a forma de agarrar na raquete ou como o acessório utilizado no cabo da raquete de forma a que esta possa ser agarrada pela mão do jogador. Logo, é indiscutível a importância da qualidade de um "grip", uma vez que é a zona de contacto que permite que a raquete se torne a extensão do nosso braço.

Existem vários tipos de grips, podendo o jogador escolher de acordo com a marca e preferência pessoal. Existem actualmente no mercado grips de todas as cores, com toque suave, áspero, absorvente, impermeáveis, com rugosidades, lisos, turcos, etc.

De uma forma geral, um grip deverá ser confortável, com boa aderência e durável, tendo em conta o seu custo que varia entre 3 e 15 euros, e poderá manter as suas características originais apenas durante meia dúzia de horas de uso intensivo.

Um grip de má qualidade além de não possuir as características descritas acima, poderá ainda causar bolhas nas mãos, descolar-se do cabo com o uso ou mesmo perder a aderência em contacto com o suor da mão. Para prolongar a duração de um grip poderá eventualmente utilizar um punho para absorver o suor.

É possível utilizar grips para raquetes de ténis porém, além de maiores, não são tão específicos uma vez que no squash a transpiração é maior e os courts menos arejados. Neste sentido, são poucas as marcas que se dedicam ao fabrico de grips para squash, sendo a Karakal a excepção.

Fonte: www.squashportugal.com

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