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O submarino USS Nautilus

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O USS Nautilus foi uma importante revolução tecnológica. Primeiro submarino de propulsão nuclear da história – lançado ao mar pelos Estados Unidos em 21 de janeiro de 1954 –, o Nautilus tinha características fundamentais para lidar com a realidade pós-Segunda Guerra.

Até então, os submergíveis possuíam pouca autonomia sob as águas – precisavam emergir constantemente para abastecer e repor oxigênio, o que os tornava vulneráveis a possíveis ataques.

Já o Nautilus podia operar durante anos sem reabastecimento, produzia seu ar e água potável e tinha autonomia para permanecer submerso por muito mais tempo que os submarinos a diesel.

Numa época em que a disputa tecnológica valia mais do que o conflito armado direto, os americanos comemoraram a façanha de serem os primeiros a cruzar o pólo Norte por baixo d’água sem voltar à superfície uma única vez. O Nautilus foi desativado após 26 anos. Hoje, é um museu.

Pioneirismo nuclear

O USS Nautilus era um submarino de ataque, embora nunca tenha atacado

Veloz e furioso

O Nautilus alcançava 20 nós (cerca de 35 km/h), enquanto os antecessores a diesel navegavam, em média, a oito nós (14 km/h). Por isso – e por ficarem muito tempo submersos – era quase invisível aos radares soviéticos, fator decisivo quando a espionagem era a principal arma entre os países rivais

Homens ao mar

O submarino comportava uma tripulação de pouco mais de 100 pessoas, que se organizava em turnos de trabalho de seis horas. Apesar de maior que outros submergíveis, o espaço interno não podia ser subutilizado. Apenas o comandante possuía aposentos individuais. Os demais tripulantes dormiam em beliches presos s paredes, distribuídos em algumas áreas do submarino

Espaçoso e econômico

O reator nuclear era bem menor que o tanque de combustível, liberando espaço para acomodar mais gente e mantimentos. Com menos de meio quilo de urânio, o Nautilus navegava por dois anos – outro submarino utilizaria nove milhões de litros de diesel para operar pelo mesmo tempo

Há vida lá fora

Era da sala do periscópio que o oficial responsável pelo comando das salas de ataque e controle ficava de guarda e dava suas ordens. Os dois periscópios eram os “olhos” do submarino e permitiam à tripulação avistar objetos na superfície quando o veículo estava submerso. Não à toa, pertinho deles ficavam os controles para acionar os torpedos

Hora do Recreio

As condições de vida dentro do submarino não eram fáceis – durante meses, não havia nenhum contato da tripulação com o mundo exterior. Como forma de compensação, a comida oferecida a bordo era a melhor de todo o Exército. Refeições eram servidas a cada troca de turno, mas a qualquer hora era permitido saborear um sorvete geladinho, direto da máquina que ficava no refeitório, a maior área do submarino

Pronto para atacar

Embora a Guerra Fria não tenha sido marcada por combates armados, o Nautilus foi concebido como um submarino de ataque. Ele dispunha de uma sala de torpedos com espaço para 24 MK-48 e seis lançadores. Havia também salas de controle (onde estavam os instrumentos para submergir, emergir e manobrar o veículo) e de ataque, além de equipamentos de radar para detectar sinais inimigos

A inspiração

Júlio Verne criou o nome

O nome do submarino USS Nautilus foi uma homenagem a um outro submergível, criado pelo escritor Júlio Verne em seu clássico Vinte Mil Léguas Submarinas. Em 1869, Verne imaginou um submarino que utilizava uma fonte de energia quase inesgotável, comandada pelo capitão Nemo. O livro virou um filme, feito pelos estúdios Disney, lançado em 1954. O Nautilus de Júlio Verne era bastante sofisticado: tinha um salão de dez metros com órgão, coleção de arte valiosa e fonte, além de uma biblioteca que contava com 12 mil volumes.

Fonte: historia.abril.com.br

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