A história do surfe data de cerca de mil anos. Uma lenda conta que o rei do Taiti, por volta do ano 900 DC, navegou até o Havaí surfando. Ele conheceu várias ilhas, mas só foi encontrar boas ondas num local chamado Mokaiwa, na ilha de Kauai. Ele viveu lá por muitos anos e acabou tornando-se o rei da Ilha.
Ao chegar ao Havaí, em 1778, o capitão James Cook, viu os nativos se equilibrando sobre troncos de madeira, sobre as ondas. Para o povo que vivia nas Ilhas Polinésias, a atividade que viria a dar origem ao surfe era uma cerimônia religiosa, que foi considerada imoral pelos missionários europeus, que chegaram ao Havaí em 1821.
Depois disso, o surfe passou por um tempo no ostracismo. Até que um havaiano chamado Duke Kahanamoku ganhou uma medalha de ouro de natação nas olimpíadas de Estocolmo, em 1912.
Ao ser questionado sobre a sua forma de treinamento, Duke afirmou que praticava o Heenalu Surf, esporte até então desconhecido. Acredita-se ele foi o responsável pela popularização do esporte em todo o mundo.
Kahanamoku, que recebeu o apelido de Homem-Peixe, migrou para a Califórnia logo após a conquista da medalha, fazendo do Estado americano o maior centro de prática de surfe no mundo. Outro lugar que se encantou com as manobras do havaiano sobre as ondas foi a Austrália, que ele visitou em 1915.
Ele foi vítima de um ataque fulminante do coração aos 75 anos de idade, em 1968. Em seu início, os surfistas usavam enormes troncos de madeira, que não permitiam manobras muito ousadas, pois eram pesados demais.
O tamanho dos troncos diminuiu, por volta dos anos 30, até chegar a pranchas semelhantes às que existem hoje. As técnicas de shapear (confecção de shapes, ou seja, as próprias pranchas) começaram a se desenvolver.
Hoje para se construir uma prancha usa-se bloco de poleuretano, coberto de fibra de vidro (laminação).

Já no Brasil, as primeiras pranchas, então chamadas de "tábuas havainas", começaram a chegar no Brasil por turistas. Filho de um importante exportador de café, Osmar Gonçalves recebeu do presente do pai uma revista E.U.A uma revista chamada Popular Mechanic.
Na publicação, uma matéria ensinava como fazer uma prancha. Com a ajuda de dois amigos, Osmar fez uma "prancha" que pesava 80 kg e media mais de 3 m!
Foi em Santos, na década de 30, que surgiram os primeiros surfistas. Na década seguinte, durante a Segunda Guerra Mundial, o Rio de Janeiro serviu de base naval dos aliados.
Os soldados americanos trouxeram suas máscaras de mergulho, pés de pato e pranchas de surfe, fazendo da praia um espaço de lazer e diversão, e não apenas de cuidados com a saúde, como aconteceu até então.
Já nos anos 50 a praias cariocas ficavam lotadas aos finais de semana. O Brasil já tinha seus primeiros surfistas: Arduino Colasanti, Paulo Preguiça, Luiz Bisão Vital , entre outros. Nesta época, usavam pranchas de madeira, conhecidas como "portas de Igreja".
O esporte que a princípio causava estranheza começava a ganhar mais visibilidade. Em 64 chegaram as primeiras pranchas de fibra de vidro, importadas da Califórnia.
Um ano depois, no dia 15 de junho de 1965, foi fundada a primeira entidade de surfe do país, a Federação Carioca, que organizou o primeiro campeonato, em outubro do mesmo ano.
Nos anos 70, o tubo era considerado o ápice do surfe. Já nos anos 80, o esporte passou a atrair investidores e movimentar uma economia considerável.
Na década de 90, o peso das pranchas tornou-se ainda menor, graças ao uso de fibras ainda mais leves e resistentes. Isso fez com que a velocidade dos surfistas nas ondas aumentasse, assim como a criatividade das manobras.
O surfe do século XXI tem dado mostras de criatividade e ousadia, com manobras incríveis, surfistas cada vez mais preparados e campeonatos bem organizados.
Fonte: www.ascsurf.com.br
Provavelmente os primeiros surfistas fizeram-no de uma forma inconsciente.
Talvez os habitantes das ilhas que se dedicavam à pesca, aproveitassem as ondas como forma mais rápida de trazer as suas canoas para terra ou talvez utilizando apenas o corpo se deixassem deslizar nas ondas.
Foi então, que em data indefinida, estas habilidades utilizadas no trabalho ou no lazer se tornaram uma prática autónoma, uma forma de jogo.
Já no século XII, os surfistas havaianos gravaram nas rochas vulcânicas a sua tradição supondo-se que foi nestas ilhas que pela 1ª vez foram surfadas ondas com uma prancha.
As primeiras pranchas eram grandes e feitas de madeira vermelha. A sua forma e composição apenas permitiam que fossem dirigidas directamente em direcção à praia.
A prática do Surf apenas era permitida a uma elite, nobres, com o passar do tempo o seu acesso foi alargado ao povo.
Os europeus tomaram pela 1ª vez contacto com o Surf quando em 1778, o Capitão James Cook descobriu as ilhas Havaianas.
Os missionários que foram para as ilhas não estavam de acordo com essa prática (os havaianos surfavam nus) e por sua influência o Surf quase que desapareceu.
Foi já no inicio do século XX que os havaianos que residiam perto da praia de Waikiki recomeçaram a surfar pelo prazer desta prática.
Em 1907 o escritor Jack London instala-se em Waikiki e face ao que assistiu publica no final desse ano o livro “A Royal Sport: Surfing in Waikiki” que contribui fortemente para a sobrevivência e propagação do Surf.
No ano de 1908 é fundado o primeiro clube de Surf “The Outtrigger Canoe and Surfboard Club”.
O pai do Surf tal como o conhecemos foi o Duke Kahanamoku. Verdadeira lenda, atleta olímpico de natação em 1912, 1920 e 1924.
Surfou publicamente nos Estados Unidos em Corona Del Mar em 1912
Introduziu o Surf na Austrália, em 1915.
Esta precoce introdução do Surf nestes países explica
o porque de estes serem ainda actualmente junto com o Hawai as potências
do Surf mundial
A evolução deste desporto está muito ligada com a evolução
das pranchas, objecto imprescindível para o acto de surfar.
Após a 1ª Guerra Mundial sentiu-se a necessidade de alterar as pesadas pranchas utilizadas até então. Este facto deveu-se à evolução que a pesquisa de novos materiais teve durante a Guerra.
Em 1935 Tom Blake acrescentou um estabilizador (quilha) na parte inferior da prancha, o que permitia maior estabilidade direccional e evitar a tendência de rodar para os lados.
Fruto da 2ª Guerra Mundial surge a fibra de vidro que vem reduzir drasticamente o peso das pranchas.
Mas a grande evolução na redução do peso e tamanho das pranchas surgiu com o poliuretano que após diversas tentativas consegui ganhar a consistência apropriada para a fabricação das pranchas de Surf através das experiências de Gordon Clark e Hobie Alter durante os anos 50 mais precisamente em 1957
As pranchas tornaram-se cada vez mais pequenas e leves, os rails mais refinados.
O estilo de surfar evolui também. Da antiga posição estática o Surf evolui para as trajectórias curvas e nose riding.
Nos finais dos anos 60, George Greenought, desenhou uma quilha revolucionária semelhante ás barbatanas de um peixe de alta velocidade, finas, curvas e mais espessas á frente do que atrás.
Desta evolução surge a Truster (3 quilhas) inventada por Simon Anderson cuja finalidade era combinar a estabilidade de uma single fin com a capacidade de manobra de uma twin fin.
As ondas são uma perturbação da superfície da água. Ela consiste no deslocamento vertical da água sendo este movimento vertical transmitido horizontalmente na superfície da água.
Esta perturbação contêm uma quantidade precisa de energia, que é determinada através da sua velocidade de deslocamento e da sua amplitude(altura),quanto maiores estes forem maior será a sua energia.
Exemplo extremo desta relação são os tsunami’s, que são ondas que atingem a maior altura no momento de rebentar, mas no alto mar só tem poucos centímetros de altura, no entanto deslocam-se a uma velocidade que pode atingir os 700 km horários Assim uma onda quando se desloca no oceano profundo, como não encontra obstáculos atinge a sua velocidade máxima e a sua altura mínima.
Quando entra na plataforma continental a sua velocidade diminui devido ao atrito e a sua altura aumenta, pois a energia mantêm-se aproximadamente a mesma. Este comportamento vai-se intensificando conforme a profundidade vai diminuindo até ao momento, em que, o relevo da costa impõe uma diminuição mais rápida na parte da frente da onda fazendo com que a crista ultrapasse a base e esta entra em colapso rebentando e desfazendo-se.
As ondas são formadas quando ocorrem ventos fortes sobre uma extensa superfície de água, estes ventos provocam os chamados “carneirinhos” que conforme se vão deslocando, se juntam e começam a apresentar uma formação mais ordenada, este conjunto de ondas torna-se assim uma ondulação (swell).
Quando a ondulação chega a este estágio nada a pode parar até rebentarem na costa que se encontra na sua direcção. Podem até, atravessar uma tempestade contraria de igual intensidade a que a originou praticamente sem perder qualquer energia.
Uma das primeiras acções, manobras, a adquirir no Surf é o simples acto de remar deitado em cima de uma prancha.
Por muito básico que pareça este movimento, ele é importantíssimo em todas as fases de aprendizagem/prática do desporto
Verificar as condições da ondulação, tamanho, direcção e intervalo entre as ondas. Seguidamente temos que verificar o melhor local para “entrarmos” no mar pois toda a água que entra com as ondas em direcção á praia tem que sair.
Este fluxo de água para fora chama-se agueiro. É este local que temos que procurar para ir para o outside (zona de rebentação das ondas).
Fonte: www.surftuga.lusopt.info