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Suriname

SURINAME, ENCONTRO DE MUNDOS

A República do Suriname é um pequeno e curioso país. A Europa e a América tropical misturam-se de um jeito singular neste pequeno espaço. Nas cidades pode-se ver os vestígios de sua história colonial e no interior das selvas as culturas indígenas caminham com um rítmo e passo próprios.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Suriname encontra-se ao norte da América do Sul, na costa Atlântica. Limita-se ao leste com a Guiana Francesa, ao oeste como Guiana e ao sul com o Brasil. O interior está coberto de selva e os rios convertem-se ao um único acesso. Na costa vive a maior parte da população.

FLORA E FAUNA

A flora e a fauna de Suriname é de natureza tropical. Possui grande quantidade de palmeiras, tartarugas e pássaros. Pode-se encontrar pastos, colinas cobertas de bosques e todo tipo de flora tropical. A região possui uma espetacular fauna que inclui aves de penas muito coloridas e brilhantes, mamíferos como a anta e macacos.

História

Antes da chegada dos europeus, viviam no território tribos indígenas. Os comerciantes holandeses chegaram no século XVII, mas as primeiras colônias foram fundadas pelos ingleses que, trouxeram africanos para trabalhar em suas plantações de açúcar. Depois das guerras anglo-holandesas, os holandeses adquiriram Suriname porém, perderam-na de novo. No século XIX Suriname ficou definitivamente sob o controle holandês.

A abolição da escravatura, como nos paises vizinhos, trouxe consigo o problema da mão de obra. Foram introduzidos servos por contrato, trazidos do oriente que, ao recobrar a liberdade foram adquirindo as terras.

Suriname atingiu o auto governo em 1954 e a independência em 1975. O governo eleito foi derrubado por um golpe militar em 1980, declarando estado de emergência, a proibição dos partidos políticos e a censura. Começou uma campanha guerrilheira. Nas eleições de 1987, os militares foram derrotados pela Frente para a Democracia e o Desenvolvimento. Remsewak Shankar foi eleito presidente em 1988 e com ele um governo multirracial. Em 1990, deu-se um outro golpe de Estado.

Arte e Cultura

A cultura de Suriname é uma mistura étnica, produto de uma agitada história. Isto reflete-se nos costumes e hábitos religiosos muito diversos.

A causa da situação precária da economia e da repressão política, a maior parte da vida cultural tem-se desenvolvido fora, especialmente na Holanda. Gamelan oferece a possibilidade de penetrar na vida cultural da Indonésia.

A escultura e as talhas são próprias, acima de tudo dos ameríndios e, a população Bush Negro.

Locais Turísticos

Para percorrer a Repúblicca do Suriname iniciaremos pela capital, Paramaribo e, a partir deste ponto, realizaremos excurções aos arredores. Depois, deslocaremos em direção a Albina.

PARAMARIBO

A capital da República de Suriname é Paramaribo. A cidade é uma mistura curiosa entre a América tropical e Europa. Casas de madeira, estreitas ruazinhas, praças de verde grama e palmeiras à beira do rio. Mesquitas e sinagogas, cafés e bebedores de cerveja juntam-se num glosário cultural nada comum.

Entre os lugares que existem para visitar destacamos o Palácio Presidencial, a Praça da Unidade e o Palmentuin, um atrativo parque com palmeiras, onde hospendam-se os pássaros tropicais.

Na cidade tem uma fortaleza do século XVII, o Forte Zeelandia, usada para deter e torturar os presos, depois do golpe de estado em 1980. Em Waterkrant tem um mercado muito animado no passeio público à beira do rio.

PARQUE NATURAL BROWNSBERG

De Paramaribo podemos viajar até o Parque Natural Brownsberg, uma área de natureza tropical que domina uma das maiores reservas, a chamada zona Blommestein Meer. A visita inclui a baixada do Grande Canyon, que tem umas maravilhosas cachoeiras.

ALBINA

Albina se encontra quase na fronteira com a Guiana Francesa. Trata-se de um pequeno povoado do rio Marowijne, onde moram tribos caribes e pode-se alugar canoas para visitar a Reserva Natural Galibi, onde aninham as tartarugas. Precisa-se da licença dos índios para adentrar na zona. Não têm lugares para hospedar-se, mas pode-se ficar em casas privadas ou dormir em uma rede no campo.

GASTRONOMIA

A gastronomia de Suriname é o resultado de uma exótica mistura de comida indiana e indonésia, em geral oriental, e a comida crioula. Pode-se comer a bom preço nos warungs. São alimentos populares o arroz, peixe e macarrão. Pergunte pelo gadogado, um prato preparado com diferentes verduras e amendoins.

Bebidas

Em alguns estabelecimentos acha-se bebidas importadas, especialmente da França (devido a aproximidade com a Guiana Francesa). Aconselhamos para beber água somente engarrafada.

COMPRAS

A escultura e as talhas indígenas são as maiores apreciações de Suriname Na capital encontra-se algumas lojas que oferecem tudo o que é possível achar em outros pontos do país. Lembre-se que pechinchar é quase imprescindível.

População e Costumes

Suriname tem uma população que soma os 424.000 habitantes. A maior parte dela vive na costa e, o interior é ocupado pelas tribos indígenas, descendentes dos caribes, macusho e tirió. As tribos tratam de manter as suas tradições e cada comunidade faz a sua própria tradição. Existem importantes comunidades de orientais, mulçumanos, judeus e cristãos.

ENTRETENIMENTO

Além das excursões, visitas às reservas naturais e observar a natureza com suas milhares de plantas e animais tropicais, pode-se percorrer os rios de canoa, visitar os povos indígenas e conhecer outras culturas, descansar nas praias ou sentar nos cafés de Paramaribo e olhar as pessoas.

Entre os eventos mais populares figura o Festival Hindu de Ano Novo, Holli Phagwah, na primavera, e o Id ul Fitr, uma festa mulçumana que celebra o fim do Ramadão.

FESTIVIDADES

Os dias feriados oficiais são o 1 de Janeiro- Ano Novo, 19 e 21 de Fevereiro, 5 e 8 de Abril, 1 de Maio Dia do Trabalho, 17 e 26 de Maio, 1 de Julho, 25 de Novembro e 25 e 26 de Dezembro- Natal. As festas mulçumanas variam, dependendo do calendário lunar.

Fonte: www.rumbo.com.br

Suriname

Ex-Guiana Holandesa, o Suriname é um país independente desde 1975. Tem a área costeira pantanosa e o interior com cerrado e floresta tropical.

Localizado na costa nordeste da América do Sul, tem como vizinhos a Guiana à leste, a Guiana Francesa ao oeste e, ao sul, a Serra do Tumucumaque, que faz a fronteira com o Brasil.

Sua população é heterogênia, sendo o maior grupo de descendentes de indianos e paquistaneses. Os crioulos formam um terço da população e os javaneses constituem uma importante minoria.

O cultivo de arroz é a principal atividade agrícola. A extração de bauxita responde por cerca de 90% da exportações.

Quando os primeiros exploradores desembarcaram, no fim do século XVI, a região era habitada por índios arauaques, tupis e caraíbas. A Espanha explorou a região em 1593, mas a partir de 1602 os holandeses começaram a colonizar a terra.

Colonizadores britânicos povoam a região a partir de 1630. Em 1667, a Inglaterra sede o território para a Holanda em troca de Nova Amsterdam (atual Nova Iorque) através do Tratado de Breda. O domínio holandês é oficilizado pelo Congresso de Viena em 1815.

A economia era baseada no cultivo de cana-de-açúcar e a mão-de-obra escrava comprada na África. A escravidão é abolida em 1863.

Os ex-escravos abandonam as plantações para se fixar nos centros urbanos e na mineração da bauxita. A imigração indiana tem início em 1873 e a javanesa em 1890. Em 1948, a Guiana Holandesa passa a integrar o Reino da Holanda, recebendo autonomia interna anos mais tarde.

Em 1973, as eleições gerais são vencidas por uma ala de partidos que favorece a independência do país, conquistada em novembro de 1975. O país passa a se chamar Suriname.

A rivalidade entre negros e indianos paralisa o sistema parlamentar e leva a um golpe em 1980.

Em dezembro de 1982, após o assassinato de 15 oposicionistas por militares, o gabinete civil renuncia e os Estados Unidos e a Holanda suspendem a ajuda econômica. A eleição da Assembléia Geral, em 1987, marca o fim do regime militar.

Diversas revoltas ocorreram na década de 1990. Um dos principais motivos está nas precárias condições de vida dos camponeses surinameses.

Eleições livres foram realizadas em 1991. Em 1992, um tratado de paz foi assinado entre o governo e diversos grupos de guerilha. Ainda hoje, a dependência de Suriname à antiga metrópole faz com que o fluxo de surinameses para a Holanda mantenha-se alto.

Geografia

Localização: norte da América do Sul, na orla do Oceano Atlântico Norte, entre a Guiana e a Guiana Francesa.
Área:
total - 163.270 km² terra - 161.470 km² água - 1.800 km²
Comparativo:
pouco maior que o Acre
Litoral:
386 km
Fronteiras:
Brasil - 593 km, Guiana - 600 km, Guiana Francesa - 510 km
Clima:
tropical; controlado pelo vento.
Elevação:
Ponto mais baixo - -2m na planície costeira Ponto mais alto - 1.230m Morro Juliana
Recursos Naturais:
madeira, potencial hidrelétrico, peixe, bauxita, ouro e camarão
Uso da terra:

arável: 0,36%
cultivo permanente:
0,06%
outros:
99,58% (2005)

Pessoas (2006 est.)
População:
439.117 habitantes
Principais cidades:
(1996) Paramaribo - 220.000; Lelydorp - 15.600; Nieuw Nickerie - 11.100hab.
Índice de Desenvolvimento Humano:
0,759 - 89º posição no ranking mundial - 9º na América do Sul
Faixa etária:

0-14 anos: 29%
15-64 anos:
64,7%
mais de 65 anos:
6,3%

Crescimento demográfico: 0,2% ao ano
Taxa de natalidade:
18,02‰
Taxa de mortalidade:
7,27‰
Taxa de emigração:
8,76%‰
Divisão por sexo (homens/mulher):
no nascimento: 1,05 h/m; até 15 anos: 1,05 h/m;
15-64 anos:
1,06 h/m; mais de 65 anos: 0,79 h/m; total: 1,04 h/m;
Mortalidade infantil:
23,02‰
Fertilidade:
2,32 crianças por mulher
Expectativa de vida:
total - 69,01 anos homem - 66,66 anos mulher - 71,47 anos
Grupos étnicos:
indiano 37%, mulato 31%, javanes 15,7%, negro 10,3%, índio 2,7%, chinês 1,7%, branco 1%
Religiões:
hindu 27,4%, protestantes 25,2% católicos Romanos 22,8%, muçulmanos 19,6%
Idiomas:
holandês (oficial), inglês (muito falado), dialetos hindus, javanês e Sranang Tongo
88% da população alfabetizada (2000 est.)

Governo

Nome oficial: Republiek van Suriname (República do Suriname)
Organização política:
República
Capital:
Parabaribo
Divisões administrativas:
10 distritos - Brokopondo, Commewijne, Coronie, Marowijne, Nickerie, Para, Paramaribo, Saramacca, Sipaliwini, Wanica.
Independência:
25/11/1975 (da Holanda)
Feriado Nacional:
25/11 Dia da Independência
Constituição:
30/09/1987
Chefe de Estado:
Presidente Runaldo Ronald VENETIAAN (desde 08/2000 reeleito em 2005)

Economia

PIB: (2006 est.) USD 1,398 bilhões
PPP
- USD 3,098 bilhões - em paridade ao poder de compra norte-americano
Crescimento
- 5% ao ano
Per capita (PPP)
- USD 7.100
Composição 1º/2º/3º setor
- 13% / 22% / 65% (2001 est.)
Inflação:
9,5% (2005 est.)
Desemprego:
9,5% (2004)
Orçamento:
(2004) receita - USD392,6 milhões despesa - USD425,9 milhões
Exportações:
USD 881 milhões (2004 est.) - Noruega 23,6%, EUA 16,5%, Canadá 16,1%, Bélgica 9,7%, França 7,9%, Emirados Árabes 7,3%
Principais exportações:
bauxita, petróleo, madeira, frutos do mar e arroz
Importações:
USD 750 milhões (2004 est.) - EUA 29,3%, Holanda 17,5%,Trinidad e Tobago 12,7%, China 6,5%, Japão 5,2%, Brasil 4,3% Principais importações: petróleo, comida, algodão, bens de consumo
Dívida externa:
USD 504,3 milhões (2005 est.)

Transporte

Rodovias: 4.304 km (1.130 km pavimentadas) (2003)
Hidrovias:
1.200 km (2005)
Portos:
Paramaribo
Aeroportos:
47 (5 com pistas pavimentadas) (2006)

Fonte: www.geocities.com

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