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Surrealismo

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A Persistência da Memória, Salvador Dali

A Persistência da Memória é um dos mais famosos quadros de Salvador Dali um pintor espanhol,nascido em figueres onde também morreu.

Eeste quadro tão pequeno é a mais conhecida das obras de Dali a flacidez dos relógios dependurados e escorrendo mostram uma preocupação humana, como: tempo e memória.

E o próprio Dali se apresenta na forma da cabeça adormecida que já pode-se observar que também está presente em outros quadro de Dali,segundo Dali a idéia do quadro ocorreu, e como a paisagem já estava pronta, levou apenas 2 horas para pintá-lo.Gala ao voltar do cinema e avistou o quadro, afirmou que quem visse este quadro jamais o esqueceria.

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A tentação de Santo Antônio

A Tentação de Santo Antônio (em espanhol: La tentación de San Antonio, em inglês: The Temptation of Saint Anthony) é um quadro realizado pelo pintor espanhol Salvador Dali em 1946. O quadro foi pintado usando a técnica pintura a óleo e mede 90 x 119,5 cm. A obra está sendo conservada no Musée Royaux des Beaux-Arts em Bruxelas, a capital da Bélgica.

O quadro foi feito em Nova York, foi um concurso no qual tinha que se pintar a tentação de Santo Antônio, onze pintores fizeram parte, além de Dalí haviam outros grandes pintores participando, alguns deles eram Paul Delvaux, Leonora Carrington, Dorothea Tanning e o vencedor do concurso Max Ernst.

O júri era composto por outros célebres pintores como Marcel Duchamp, Sidney Janis e Alfred Barr.

O Surrealismo

O espírito de revolta que constituía a base do dadaísmo também pode ser encontado no surralimo, movimento artístico e literário surgido na década de 20.

Mas, ao contrário do dadaísmo, que buscava sobretudo destruir os velhos padrões, o surrealismo propunha-se a construir:

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A Violação - René Magritte

Ultrapassar o gesto puramente provocativo e – segundo André Breton, criador do movimento – “transformar o mundo” atrvés da incorporação dos instintos que haviam sido reprimidos pelo “decoro” burguês, apoiado nas descobertas da psicologia.

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André Breton

O Sonho e a Realidade

Criador e pricipal teórico do surralismo, André Breton (1896-1966) estudou medicina e psicologia, chegando a exercer a psiquiatria durante a Primeira Guerra, no exército. Depois ligou-se ao dadaísmo, organizando o anárquico pensamento do movimento, que começava a se tornar um jogo estéril.

Partindo dos estudos sobre a psique humana desenvolvidos por Sigmund Freud (1856-1639) e de sua obra A Interpretação dos Sonhos, Breton recusa a criação artística elaborada pelo pensamento lógico e consciente da mente.

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A Interpretação dos Sonhos, S. Freud.

Para ele, a arte deveria partir do irracional, pois a criatividade verdadeiramente livre provém das profundezas pouco conhecidas da psique, chamadas por Freud de inconsciente.

Além da vida (e da cultura) organizada, consciente, que carcteriza determinada civilização, Freud estudou uma outra vida, mais livre e mais verdadeira, que também faz parte da civilização e não pode ser esquecida: a vida inconsciente, “dos sonhos". As imagens e sensações do sonho (no próprio sonho) não se apresentam menos reais ou importantes do que as imagens e sensações do passado.

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A Virgem Espancando o Menino Jesus Diante de Três Testemunhas

Porém os sonhos são mais “sinceros”, entre outros motivos porque estão desvinculados das incertezas da memória.

Nos sonhos, estamos longe da leis físicas da realidade: desaparecidas a força da gravidade e a densidade da matéria, podemos nos deslocar rapidamente, inclusive voar, saindo de nós mesmos e realizando as ações mais absurdas e impensáveis.

“Por que a noite e o sonho” – perguntava Breton –“continuam a ser considerados como um parêntese sem importância no decorrer da vida do homem, quando a soma dos momnetos de sonho não é inferior à soma dos momentos de realidade?”

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"La Promesse" de René Magritte Rápida Biografia de René Magritte

A Escrita Automática

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O Jóquei Perdido - René Magritte

No Manifesto Surrealista apresentado em 1924.

Breton declara: ”Creio na integração destes dois estados, aparentemente contraditórios, que são o sonho e a realidade, e que formam uma espécie de realidade absoluta, a “surrealidade”, se podemos chamá-la assim. Esse é o meu objetivo.” Reuniram-se em torno de Breton e da revista Literatura, por ele fundada, escritores, poeta e pintores.

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Canção do Amor - Giorgio de Chirico

Uma técnica de criação poroposta e criada por Breto e seus discípulos foi a “escrita automática” (também no desenho e na pintura): a expressão de imagens ou palavras livres da “ditadura do pensamento, em ausência de todo controle exercido pela razão, ou fora de qualquer preocupação estética ou moral”.

Não a palavra fora de uma língua conheciada (como no futurismo), não a associação de imagens enigmáticas fora do tempo (metafísica), mas a efusão desregrada da linguagem inconsciente. O artista deveria funcionar como um “modesto aparelho de registro”; para alcançar a sensibilidade exata, deveria retroceder à infância, que mais se aproxima da vida mais verdadeira.

A superação da cultura e da civilização, bem como a tendência a regredir à primeira infância, aproximam o surrealismo da metafísica e do dadaísmo. De Chirico, reconhecido como precursor pelos surrealistas, já falava em surrealidade, enquanto o poeta Apollinaire, em um de seus drams, foi um dos primeiros a empregar o adjetivo “surrealista”.

É importante notar que as raízes profundas do surrealismo, como movimentato anticlássico, encontram-se no simbolismo, no romantismo e na arte visionária de alguns pintores do século XVI (H. Bosh, M. Grünewald e G. Arcimboldi).

A grandiosidade e a permanência do surrealismo, além de a suas sugestões intrísecas, devem-se à atuação incansável de André Breton, ajudada por numeroso grupo de artistas talentosos

O “FROTTAGE”

O surrealismo não é um estilo – se por estilo entendermos a observância de regras técnicas e a escolha de conteúdo homogêneo. Os quadros surrealistas são muito diferentes entre si, quer sob o ponto de vista da expressão, quer quanto à técnica utilizada.

Cada artista pode usar a técnica que preferir: tradicional (antiga ou moderna), de sua própria criação ou mista. O que importa é a imagem inusitada e fascinante que deve resultar.

Existem quadros surrealistas figurativos, pintados de forma acadêmica, e quadros abstratos: quadros complicados (repletos de objetos inusitados) e quadros com poucos traços.

Max Ernst (1891-1971), um dos maiores pintores do surrealismo, teve a idéia de friccionar o grafite sobre folhas de papel jogadas ao acaso no assoalho de madeira de sua sala.

Assim, obteve traços “ automáticos”, os quais, com progressivas aplicações, resultam em desenhos bastante sugestivos. As estrias da madeira, impressas no papel, tiveram o poder de estimular sua fantasia. (Leonardo da Vinci já havia, há mais de quatro séculos, sugerido estimular a fantasia observando-se as manchas de umidade sobre muros velhos.)

Esta técnica, chamada de frottage (“fricção”), que se obté, utilizando qualquer superfície áspera, tornou-se um dos métodos de trabalho favoritos de Max Ernst. Antes de empregar o frottage, Ernst praticara muito a técnica de colagem (arte de colar figurar). A obra reproduzida abaixo é, em boa parte, resultado de frottage. A cabeça, o pescoço à esquerda e a decoração geométrica que atravessa a área chanfrada, rosa, parecem extraídos da fricção sobre tecidos bordados, papéis enrugados e azulejos.

CRIAÇÃO COLETIVA

O Surrealismo é o único movimento moderno que experimentou a criação coletiva. Com este objetivo, os surrealistas inventaram métodos semelhantes aos jogos de salão. Num deles, faz-se circular uma folha de papel dobrada (tantas vezes quantos forem os participantes), sobre a qual cada um deve escrever uma palavra (substantivo, adjetivo, verbo, etc.), ignorando o que o outro escreveu.

A frase que se lerá no final, ao abrir a folha, representa o “pensamento inconsciente coletivo”. Cadavre exquis (“cadáver delicado”), parte de um dos primeiros pensamentos recolhidos, acabou por dar nome ao jogo.

Ao se desenhar em vez de escrever palavras, é possível criar as imagens mais absurdas: há muitos desenhos coletivos realizados por pintores, poetas e ecritores.

A palavra surrealismo havia sido criada em 1917 pelo poeta Guillaume Apollinaire (1886-1918), ligado ao Cubismo, para identificar expressões artísticas que se esboçavam e é adotada pelos surrealistas por refletir a idéia de algo além do realismo. O início do movimento se dá por volta de 1922, quando os dadaístas se dispersam.

Em 1929, os surrealistas publicam um segundo manifesto e editam a revista A Revolução Socialista. Entre os artistas ligados ao grupo em épocas variadas estão os escritores franceses Paul Éluard (1895-1952), Louis Aragon (1897-1982) e Jacques Prévert (1900-1977), o escultor italiano Alberto Giacometti (1901-1960), o dramaturgo francês Antonin Artaud (1896-1948), os pintores espanhóis Salvador Dali (1904-1989) e Juan Miró (1893-1983), o belga René Magritte (1898-1967), o alemão Max Ernst (1891-1976), e o cineasta espanhol Luis Buñuel (1900-1983).

Nos anos 30, o movimento internacionaliza-se e influencia várias outras tendências, conquistando adeptos em países da Europa e nas Américas. Em 1969, após sucessivas crises, o grupo se dissolve.

Este movimento foi significativamente influenciado pelas teses psicanalíticas de Sigmund Freud, que mostram a importância do inconsciente na criatividade do ser humano.

De acordo com Freud, o homem deve libertar sua mente da lógica imposta pelos padrões comportamentais e morais estabelecidos pela sociedade e dar vazão aos sonhos e as informações do inconsciente. O pai da psicanálise, não segue os valores sociais da burguesia como, por exemplo, o status, a família e a pátria.

O marco de início do surrealismo foi a publicação do Manifesto Surrealista, feito pelo poeta e psiquiatra francês André Breton, em 1924.

Os artistas ligados ao surrealismo, além de rejeitarem os valores ditados pela burguesia, vão criar obras repletas de humor, sonhos, utopias e qualquer informação contrária a lógica.

Outros marcos importantes do surrealismo foram a publicação da revista A Revolução Socialista e o segundo Manifesto Surrealista, ambos de 1929.

Os artistas do surrealismo que de destacaram mais na década de 1920 foram: o escultor italiano Alberto Giacometti, o dramaturgo francês Antonin Artaud, os pintores espanhóis Salvador Dalí e Joan Miró, o belga René Magritte, o alemão Max Ernst, e o cineasta espanhol Luis Buñuel e os escritores franceses Paul Éluard, Louis Aragon e Jacques Prévert.

A década de 1930 é conhecida como o período de expansão surrealista pelo mundo. Artistas, cineastas, dramaturgos e escritores do mundo todo assimilam as idéias e o estilo do surrealismo. Porém, no final da década de 1960 o grupo entra em crise e acaba se dissolvendo.

ARTES PLÁSTICAS

Foi através da pintura que as idéias do surrealismo foram melhor expressadas. Através da tela e das tintas, os artistas plásticos colocam suas emoções, seu inconsciente e representavam o mundo concreto.

O movimento artístico dividiu-se em duas correntes. A primeira, representada principalmente por Salvador Dalí, trabalha com a distorção e justaposição de imagens conhecidas. Sua obra mais conhecida neste estilo é A Persistência da Memória. Nesta obra, aparecem relógios desenhados de tal forma que parecem estar derretendo.

Os artistas da segunda corrente libertam a mente e dão vazão ao inconsciente, sem nenhum controle da razão. Joan Miró e Max Ernst representam muito bem esta corrente. As telas saem com formas curvas, linhas fluidas e com muitas cores. O Carnaval de Arlequim e A Cantora Melancólica, são duas pinturas de Miró que representam muito bem esta vertente do surrealismo.

LITERATURA

Os escritores do surrealismo rejeitaram o romance e a poesia em estilos tradicionais e que representavam os valores sociais da burguesia. As poesias e textos deste movimento são marcados pela livre associação de idéias, frases montadas com palavras recortadas de revistas e jornais e muitas imagens e idéias do inconsciente. O poeta Paul Éluard, autor de Capital da Dor e André Breton, autor de O Amor Louco, Nadja e Os Vasos Comunicantes, são representantes da literatura surrealista.

CINEMA

Os cineastas também quebraram com o tradicionalismo cinematográfico. Demonstram uma despreocupação total com o enredo e com a história do filme. Os ideais da burguesia são combatidos e os desejos não racionais afloram. Dois filmes representativos deste gênero do cinema são Um Cão Andaluz (1928) e L'Âge D'Or (1930) de Luiz Bruñuel em parceria com Salvador Dalí.

TEATRO

O dramaturgo francês Antonin Artaud é o maior representante do surrealismo no teatro, através de seu teatro da crueldade. Artaud, buscava através de suas peças teatrais, livrar o espectador das regras impostas pela civilização e assim despertar o inconsciente da platéia. Um das técnicas usadas pelo dramaturgo foi unir palco e platéia, durante a realização das peças. No livro O Teatro e seu duplo, Arnaud demonstra sua teoria.

Sua obra mais conhecida é Os Cenci de 1935, onde ele conta a vida de uma família italiana durante a fase do Renascimento.

Nas décadas de 1940 e 1950, os princípios do surrealismo influenciaram o teatro do absurdo.

O SURREALISMO NO BRASIL

As idéias do surrealismo foram absorvidas na década de 1920 e 1930 pelo movimento modernista no Brasil. Podemos observar características surrealistas nas pinturas Nu e Abaporu de Ismael Nery e da artista Tarsila do Amaral, respectivamente.

A obra Eu Vi o Mundo, Ele Começava no Recife, do artista pernambucano Cícero Dias, apresenta muitas características do surrealismo. As esculturas de Maria Martins também caminham nesta direção.

Fonte: www.portaldarte.com.br

Surrealismo

O termo surrealismo, cunhado por André Breton com base na idéia de "estado de fantasia supernaturalista" de Guillaume Apollinaire, traz um sentido de afastamento da realidade comum que o movimento surrealista celebra desde o primeiro manifesto, de 1924. Nos termos de Breton, autor do manifesto, trata-se de "resolver a contradição até agora vigente entre sonho e realidade pela criação de uma realidade absoluta, uma supra-realidade". A importância do mundo onírico, do irracional e do inconsciente, anunciada no texto, se relaciona diretamente ao uso livre que os artistas fazem da obra de Sigmund Freud e da psicanálise, permitindo-lhes explorar nas artes o imaginário e os impulsos ocultos da mente.

O caráter anti-racionalista do surrealismo coloca-o em posição diametralmente oposta das tendências construtivas e formalistas na arte que florescem na Europa após a Primeira Guerra Mundial, 1914-1918, e das tendências ligadas ao chamado retorno à ordem.

Como vertente crítica de origem francesa, o surrealismo aparece como alternativa ao cubismo, alimentado pela retomada das matrizes românticas francesa e alemã, do simbolismo, da pintura metafísica italiana - Giorgio de Chirico, principalmente - e do caráter irreverente e dessacralizador do dadaísmo, do qual vem parte dos surrealistas.

Como o movimento dada, o surrealismo apresenta-se como crítica cultural mais ampla, que interpela não somente as artes mas modelos culturais, passados e presentes. Na contestação radical de valores que empreende, faz uso de variados canais de expressão - revistas, manifestos, exposições e outros -, mobiliza diferentes modalidades artísticas como escultura, literatura, pintura, fotografia, artes gráficas e cinema.

A crítica à racionalidade burguesa em favor do maravilhoso, do fantástico e dos sonhos reúne artistas de feições muito variadas. Na literatura, além de Breton, Louis Aragon, Philippe Soupault, Georges Bataille, Michel Leiris, Max Jacob entre outros. Nas artes plásticas, René Magritte, André Masson, Joán Miró, Max Ernst, Salvador Dalí, e outros. Na fotografia, Man Ray, Dora Maar, Brasaï. No cinema, Luis Buñuel. Certos temas e imagens são obsessivamente tratados por eles, com soluções distintas, como, por exemplo, o sexo e o erotismo; o corpo, suas mutilações e metamorfoses; o manequim e a boneca; a violência, a dor e a loucura; as civilizações primitivas; e o mundo da máquina.

Esse amplo repertório de temas e imagens encontra-se traduzido nas obras por procedimentos e métodos pensados como capazes de driblar os controles conscientes do artista, portanto, responsáveis pela liberação de imagens e impulsos primitivos. A escrita e a pintura automáticas, fartamente utilizadas, são formas de transcrição imediata do inconsciente, pela expressão do "funcionamento real do pensamento" - como, os desenhos produzidos coletivamente entre 1926 e 1927 por Man Ray, Yves Tanguy, Miró e Max Morise, com o título O Cadáver Requintado). A frottage [fricção] desenvolvida por Ernst faz parte das técnicas automáticas de produção. Trata-se de esfregar lápis ou crayon sobre uma superfície áspera ou texturizada para "provocar" imagens, resultados aleatórios do processo, como a série de desenhos História Natural, realizada entre 1924 e 1927.

As colagens e assemblages constituem mais uma expressão caraterística da lógica de produção surrealista, ancorada na idéia de acaso e de escolha aleatória, princípio central de criação para os dadaístas.

A célebre frase de Lautréamont é tomada como inspiração forte: '"Belo como o encontro casual entre uma máquina de costura e um guarda-chuva numa mesa de dissecção". A sugestão do escritor se faz notar na justaposição de objetos desconexos e nas associações à primeira vista impossíveis, que particularizam as colagens e objetos surrealistas. Que dizer de um ferro de passar cheio de pregos, de uma xícara de chá coberta de peles ou de uma bola suspensa por corda de violino?

Dalí radicaliza a idéia de libertação dos instintos e impulsos contra qualquer controle racional pela defesa do método da "paranóia crítica", forma de tornar o delírio um mecanismo produtivo, criador. A crítica cultural empreendida pelos surrealistas, baseada nas articulações arte/inconsciente e arte/política, deixa entrever sua ambição revolucionária e subversiva, amparada na psicanálise - contra a repressão dos instintos - e na idéia de revolução oriunda do marxismo (contra a dominação burguesa). As relações controversas do grupo com a política aparecem na adesão de alguns ao trotskismo (Breton, por exemplo) e nas posições reacionárias de outros, como Dalí.

A difusão do surrealismo pela Europa e Estados Unidos faz-se rapidamente. É possível rastreá-lo em esculturas de artistas díspares como Alberto Giacometti, Alexander Calder, Hans Arp e Henry Spencer Moore. Na Bélgica, Romênia e Alemanha ecos surrealistas vibram em obras de Paul Delvaux, Victor Brauner e Hans Bellmer, respectivamente.

Na América do Sul e no Caribe, o chileno Roberto Matta e o cubano Wifredo Lam devem ser lembrados como afinados com o movimento.

Nos Estados Unidos, o surrealismo é fonte de inspiração para o expressionismo abstrato e a arte pop. No Brasil especificamente o surrealismo reverbera em obras variadas como as de Ismael Nery e Cicero Dias, assim como nas fotomontagens de Jorge de Lima. Nos dias atuais artistas continuam a tirar proveito das lições surrealistas.

Referências

ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. Tradução Denise Bottmann e Federico Carotti. Prefácio Rodrigo Naves. São Paulo: Cia. das Letras, 1993. 709 p. il p&b. color.

CHALVERS, Ian. Dicionário Oxford de Arte. Tradução Marcelo Brandão Cipolla. 2ª.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

FER, Briony et alii. Realismo, racionalismo, surrealismo. A arte no entre-guerras. São Paulo: Cosac & Naify, 1998, 345 p. il. p&b. color. (Arte Moderna: práticas e debates)

LA NUOVA ENCICLOPEDIA DELL'ARTE GARZANTI. Milano: Garzanti Editore, 1986, 1112 p. il. p&b. Color.

MORAES, Eliane R. O corpo impossível. São Paulo: Iluminuras/ Fapesp, 2002, 237 p. il. p&b.

NADEAU, Maurice. História do surrealismo. São Paulo: Perspectiva, 1985, 190 p.

Fonte: www.itaucultural.org.br

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