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Surrealismo

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Posteriormente, Breton foi reunindo, em torno de si, artistas plásticos, muitos saídos do movimento Dadá, que já anunciava sua morte nos anos 20.

A ênfase no caráter poético, mesmo quando passou para a pintura e a escultura sempre foi uma de suas principais características. Aliás, segundo alguns críticos, os pontos mais fortes do Surrealismo é mesmo a poesia devido ao forte apelo das imagens na descrição de aspectos subconscientes.

O Surrealismo foi profundamente ligado a uma filosofia de pensamento e ação, em que a liberdade era extremamente valorizada. Apesar de seu ativismo e até incongruência serem bem próximos ao dadaísmo, difere-se deste principalmente por ter uma vocação construtiva que faltava ao seu antecessor.

Mesmo após ter sido extinto enquanto movimento, muitos artistas prosseguiram realizando suas obras a partir de suas premissas, como Miró, Dali e Hans Arp.

ARP (Hans), escultor francês (Estrasburgo, 1887 - Basiléia, 1966). Representante da arte abstrata, participou da decoração da sede da UNESCO em Paris.

É considerado o movimento mais forte e controverso do período entre guerras, tendo se espalhado pelo mundo inteiro e influenciado várias gerações.

Além da França, foi especialmente forte nos EUA, inspirando, por exemplo, o Expressionismo Abstrato, principalmente pelo fato de que muitos artistas europeus acabaram se refugiar no país durante a Segunda Guerra.

Desde o começo do movimento, Breton pretendia afinar a arte com a política contemporânea. Em 1925, no quinto número da Revista La Révolution Surréaliste, o artista já anuncia a adesão do Movimento ao Comunismo.

O Surrealismo pretendia explorar a força criativa do subconsciente, valorizando um anti-racionalismo, a livre associação de pensamentos e os sonhos, norteado pelas teorias psicanalíticas de Freud.

O automatismo, que buscava lograr o controle da mente racional através da expressão de um pensamento que não passasse por censuras, era uma das técnicas utilizadas pelos surrealistas.

Seguindo a tradição dos demais movimentos do Século 20, o Surrealismo era composto por grandes individualidades, que lhe deram importantes e diferenciadas contribuições.

Seus principais expoentes foram: Hans Arp, Joan Miró, Kurt Schwitters, Marcel Duchamp, Max Ernst, Salvador Dali, André Masson, René Magritte, entre outros.

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Além disso, parte da incongruência associada ao movimento, além das diferenças pessoais entre seus vários membros, devia-se a pelo menos duas fortes e contraditórias tendências do Surrealismo.

Uma delas se achava mais próxima ao dadaísmo e era mais niilista, contrária a todos os conceitos de arte tradicional (exemplificada por Marcel Duchamp).

Quanto à outra, estava ainda sendo guiada por valores estéticos (que pode ser representada, por exemplo, por Salvador Dali e Magritte).

O alto grau de beleza estética que os trabalhos possuíam também eram considerados, de certa forma, contraditórios ao princípio do acaso e do automatismo como métodos de produção.

O frottage, desenhos a partir de "decalques" sobre superfícies irregulares e a colagem, montagens predominantemente incongruentes, eram alguns métodos utilizados pelos surrealistas para explorar suas potencialidades inconscientes.

Os principais adeptos do primeiro método eram Max Ernst (inventor do método, entre suas obras, "Histoire naturelle", de 1929), Miró e Masson, enquanto expressivos trabalhos de collage foram realizados por Kurt Schwitters e até pelo poeta André Breton.

Uma das muitas provas de que as influências do Surrealismo extrapolaram as fronteiras de um movimento (além da inspiração que forneceu a vários artistas e gerações) pode ser exemplificada por obras de Picasso, como Guernica, bastante próximas das premissas artísticas propostas pelos surrealistas, apesar de ele mesmo nunca ter pertencido ao grupo.

Fonte: www.pitoresco.com.br

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No início da década de 1920, a vanguarda dadaísta tinha se esgotado num niilismo inoperante. Sob a liderança de André Breton, ex-integrante do movimento Dadá, um grupo de poetas e artistas plásticos entre os quais Benjamin Péret, Paul Elouard, Francis Picabia e Max Ernest, passou a buscar novas formas de expressão artística. Em 1924, o próprio Breton lançou o Manifesto do Surrealismo.

Em seguida, fundou a revista A revolução surrealista que seria editada até 1929. Ao grupo inicial se juntariam, nos anos posteriores, poetas como García Lorca, pintores como Salvador Dali e René Magritte e o cineasta espanhol Luís Buñuel, cujo filme, Um cão andaluz, tornou-se um dos ícones do movimento.

Em síntese, os surrealistas defendiam os seguintes princípios:

Automatismo psíquico, “mediante o qual se pretende expressar, seja verbalmente ou de outra maneira, o funcionamento real do pensamento.”(André Breton). O resultado é a escrita automática, em que a “ausência da fiscalização exercida pela razão, pela moral e pela estética” permite ao artista uma liberação total do seu espírito criador.

Valorização das formas ilógicas e não-racionais do conhecimento. “Deixai o inconsciente falar” – dizem os surrealistas, celebrando não apenas os fluxos de idéias e imagens vindas das camadas não-policiadas da mente, mas também o sonho, a imaginação, a associação livre, a hipnose, os estados de transe e a loucura. As descobertas de Freud sobre o inconsciente levam os integrantes do movimento a se aproximar da psicanálise.

Estabelecimento de uma arte “mágica”, insólita, que surpreenda continuamente; criação de atmosferas de irrealidade e de delírio; junção inesperada de objetos incongruentes; elaboração de imagens extravagantes, etc. Certos quadros de Salvador Dalí, Renée Magritte e Max Ernest, por exemplo, até hoje causam impacto pelo inusitado de sua expressão.

Aproximação da estética surrealista com a política. Há uma identificação coletiva do grupo com as idéias comunistas. Revolução e arte se conjugam. A fórmula desta combinação é traduzida assim por Breton: “Mudar a vida, dizia Rimbaud; transformar o mundo, dizia Marx; para nós, esses dois lemas formam um só.”

Na década de 1930, a exemplo das demais vanguardas, o Surrealismo decresceu em importância. Mesmo assim, seu legado espalhou-se pelo Ocidente e é raro o poeta ou o pintor – surgido naquele período – que não tenha realizado alguma experiência sob o influxo das idéias estético-ideológicas dos surrealistas.

Fonte: educaterra.terra.com.br

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