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FUMADORES PASSIVOS

As pessoas que aspiram involuntariamente o fumo libertado pelos cigarros dos fumadores são designados por fumadores passivos.

Define-se tabagismo passivo como a inalação do fumo de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo) por não fumadores, que convivem com fumadores em ambientes fechados.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o tabagismo passivo, a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente ao tabagismo activo e ao consumo excessivo de álcool (IARC, 1987; Surgeon General, 1986; Glantz, 1995).

As pessoas que estão próximas de fumadores, especialmente em ambientes fechados, inalam mais de 400 substâncias que podem prejudicar a saúde. Os não fumadores expostos ao fumo do cigarro absorvem nicotina, monóxido de carbono e outras substâncias da mesma forma que os fumadores, embora em menor quantidade. A quantidade de tóxicos absorvidos depende da extensão e da intensidade da exposição, além da qualidade da ventilação do ambiente onde se encontra a pessoa.

A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados é denominada de poluição tabágica ambiental (PTA).Tendo em vista que as pessoas passam 80% de seu tempo em locais fechados tais como trabalho, residência, locais de lazer e hospitais, o cigarro é considerado, pela Organização Mundial de Saúde, como o maior agente de poluição doméstica ambiental.

A permanência em um ambiente poluído faz com que se absorvam quantidades de substâncias tais como a nicotina em concentrações semelhantes às de quem fuma.

O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que o fumo que entra pela boca do fumado e depois de passar pelo filtro do cigarro. Por tudo isto se deve evitar fumar em locais fechados.

Os fumadores passivos sofrem os efeitos imediatos da poluição tabágica ambiental, tais como irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaleia, aumento de seus problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias, e aumento de problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazos são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do risco de ter arteriosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças. Além disso, os fumantes passivos morrem duas vezes mais por cancro de pulmão do que as pessoas não submetidas à poluição tabágica ambiental.

Os principais grupos de risco dos fumadores passivos são as grávidas, as crianças e os asmáticos.

As crianças que convivem com pais fumadores têm maiores riscos de infecções respiratórias, bronquiolites, asma, otite e infecções da garganta.

Fumar passivamente pode provocar as mesmas doenças que fumar activamente.

Um cigarro acesso produz dois tipos de fumaça: a que o fumador aspira e devolve depois de filtrada nos pulmões e a que sai directamente do cigarro que possui as mesmas substâncias tóxicas da que é aspirada pelo fumador.

Os fumadores prejudicam a saúde dos não fumadores. Uma pessoa que não fuma, em contacto com fumadores, no final de um dia de trabalho chega a fumar o equivalente a uma média de 1 a 4 cigarros.

Os fumadores incomodam os não fumadores. Fumar não é apenas um problema dos fumadores.

Cada vez mais autoridades governamentais estabelecem regulamentos que protegem o não fumador. Tem havido uma maior conscientização dos indivíduos sobre o ar que se respira, não só em casa, como nos ambientes de trabalho e locais públicos.

Deve fazer-se mais, estimulando-se locais de trabalho, escolas, unidades hospitalares e outros sectores da sociedade a desenvolverem uma política de protecção ao não fumador em ambientes fechados.

Fonte: www.minerva.uevora.pt

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