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Tabaco

A Ciência e o tabaco: século XVI

Os europeus conheceram a planta já na primeira viagem de Cristóvão Colombo (1492) ao Continente Americano. As primeiras publicações científicas sobre o tabaco começaram aparecer a partir do século XVI (figura 4). Nessa época, Jean Nicot (1530 - 1600), então embaixador da França em Portugal, estudou e atribuiu propriedades medicinais à planta, que acabou sendo batizada com seu nome (Nicotiana). Ele indicou o planta para o tratamento da enxaqueca da rainha Catherine de Medici.

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FIGURA 4: O tabaco chegou à Europa. À direita a primeira publicação onde a planta apareceu para o meio científico (Gonzalo Fernandez de Oviedo y Valdes. Historia natural y general de las Indias, islas e terra firme del mar oceano. 1535). Trinta e cinco anos mais tarde (1571) já é considerada por Nicolas Monardes uma erva sagrada e uma panacea (à esquerda).

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FIGURA 5: Foi Jean Nicot quem primeiro atribuiu propriedades medicinais ao tabaco (1559) e emprestou seu nome à planta. À direita, uma marca de cigarro brasileira dos anos sessenta faz alusão ao seu maior difusor.

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FIGURA 6: O tabaco virou moda na corte da Inglaterra após ser introduzido por Sir Walter Raleigh. Na ilustração, um de seus servos, desavisado de seu novo hábito, atira-lhe água com o intuito de apagar aquela estranha fumaça que saía de sua boca.

A Ciência e o tabaco: século XVII

O consumo de tabaco durante o século XVII foi médico em sua maior parte. São também nesse período as primeiras medidas restritivas. Relatos de complicações clínicas apareceram em trabalhos ingleses e chineses. Os turcos baixaram, em 1633, a norma restritiva mais severa: pena de morte para os que fossem pegos fumando. Logo foram seguidos pelos chineses, cujo imperador decretou decaptação para os tabagistas (1638).

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Figura 7: James I. O primeiro imperador antitabagista da história. Em 1604 escreveu de Counterblaste of tabacco (O outro lado do tabaco).

Apesar disso, o tabaco tornou-se paulatinamente ao longo do século XVIII uma planta de consumo profano, visando ao prazer e à diversão. Logo se converteu em um grande investimento comercial. Nos Estados Unidos, as plantações da Carolina do Norte viraram referência mundial para todos aqueles que se interessavam para produção e comercialização do produto (figura 8). Avanços tecnológicos para o cultivo da planta foram desenvolvidos com sucesso, principalmente nos Estados Unidos (figura 9). A vocação comercial da planta apareceu associada ao glamour, à sensualidade e a inofensividade.

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FIGURA 8: Campo de plantação de tabaco na Carolina do Norte. Inicialmente destinado ao comércio triangular com o tráfico de escravos, converteu-se em um ciclo de grande prosperidade com a apreciação do produto na Europa

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FIGURA 9: Manuais sobre o cultivo do tabaco (século XVII)

A Ciência e o tabaco: século XVIII

As primeiras publicações européias relacionando o tabaco ao câncer de lábio, boca e mucosa nasal apareceram nesse século. A Inglaterra e a Alemanha foram os países que mais estudaram o assunto.

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FIGURA 10: Anúncios de cigarro no século XIX: glamour e elegância.

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